terça-feira, 7 de agosto de 2012

Em tempos de crise, centrais propõem fundo para garantir emprego

De acordo com a proposta, apresentada na segunda-feira (6) ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, o fundo será compoato com parte dos recursos depositados no FGTS em casos de demissão sem justa causa. Por lei, a multa é 40% sobre o saldo. Porém, desde 2001, passou a ser de 50%, para aumentar a liquidez do FGTS. O adicional vale até o fim de 2012. A partir 2013 a multa voltaria para 40%.

Adicional

As Centrais propõem que o adicional de 10% seja mantido para o novo fundo de socorro às empresas. A arrecadação pode chegar a R$ 3 bilhões por ano. O empresário se comprometeria a não demitir e poderia usar o fundo em casos a serem definidos. A criação desse instrumento depende do Congresso Nacional.

“Sentimos boa recepção por parte do governo, agora esperamos que a proposta seja aprovada pelos patrões. Não será bom só para os trabalhadores, mas para todos”, disse em entrevista à Agência Sindical, o presidente da CTB, Wagner Gomes.

Para o presidente da CUT, Vagner de Freitas, a ideia é evitar situações como a da crise de 2008/2009, em que mais de 220 mil trabalhadores foram demitidos, e, também, a atual ameaça de demissões em São José dos Campos.

O ministro Gilberto Carvalho propôs se reunir com representantes dos ministérios do Trabalho e Previdência, bem como com representantes patronais. Por fim, será realizada um encontro conjunto entre governo, patrões e Centrais.

Fonte: Agência Sindical

Matéria retirada do Portal Vermelho.

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