terça-feira, 14 de maio de 2013

Assédio moral adoece os trabalhadores bancários


A transformação das agências bancárias em balcões de vendas, impulsionadas por altas tecnologias e venda de produtos, tem reduzido de forma brusca o número de funcionários nas unidades. O fato acentua a cobrança por metas, o assédio moral e ainda faz da categoria uma das mais acometidas por doença ocupacional. 

Por isso, o combate à prática e o fim das metas é uma das principais bandeiras relacionadas à saúde do trabalhador nas campanhas salariais dos bancários nos últimos anos.

Segundo estatísticas da Previdência Social, a categoria lidera o ranking das doenças de origem musculoesqueléticas (LER/Dort) e outras lesões por esforços repetitivos. Os bancários também estão entre os que são mais acometidos com as doenças relacionadas ao sofrimento mental. 

De acordo com a pesquisadora e médica do trabalho, Margarida Barreto, as políticas de metas são pensadas e analisadas pelos superiores de forma autoritária, unilateral e inatingível. 

Na avaliação da médica, a meta é um desafio no que diz respeito a todos os trabalhadores e não somente aqueles que têm o problema manifestado. “O assédio moral faz parte da organização coletiva. Não podemos cair na indiferença com quem está ao nosso lado. Quando isso acontece, se banaliza e se caminha para a barbárie”, ressalta. 

Fonte: O Bancário

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