terça-feira, 10 de junho de 2014

Forró de Cabo a Rabo mais uma vez é sucesso

Os anos passam e o Forró dos Bancários melhora cada vez, superando as expectativas. E este ano não foi diferente, no clima de descontração e muita animação, os bancários, familiares e amigos presentes no 25º  Forró de Cabo a Rabo – O arrasta-pé dos bancários caíram na dança ao som das bandas Forró do Karoá e Zabumbahia.
A tendência será de melhorar sempre, nos próximos anos. A diretoria do sindicato agradece a presença maciça dos bancários e a casa de eventos O Bosque.  Se ligue bancários de Coaraci, o forró será no dia 13/06.
Veja mais fotos do forró no site do sindicato:  www.bancariositabuna.com e na pagina do facebook: www.facebook.com/sindicato.bancariositabuna.
Também haverá forró nas cidades que compõem a base territorial do Sindicato. Veja o calendário abaixo:
Itabuna
Dia 07 de junho – das 15 às 21 horas
Local: O Bosque – bairro São  Judas
Bandas: Forró do Karoá e Zabumbahia
Coaraci (bancários de Itajuípe, Itapitanga e Almadina)

Dia 13 de junho – 21 horas
Local: AABB
Banda Pescoço de Mola

Camacan (bancários de Pau Brasil, Buerarema)
Dia 18 de junho – 21 horas
Local: Bar do Paulinho
Banda Pescoço de Mola
Ibicarai (bancários de Itapé, Floresta Azul, Itaju do Colônia, Santa Cruz da Vitória, Itororó)
Dia 19 de junho – 22 horas
Local: Clube dos 40
Banda pescoço de Mola

Bancários do BB e da Caixa aprovam pautas específicas de reivindicações

Crédito: Augusto Coelho - Fenae
Augusto Coelho - FenaeOs bancários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal aprovaram neste domingo 8, em congressos nacionais realizados em São Paulo, as pautas específicas de reivindicações da Campanha Nacional de 2014. Os encontros aconteceram no mesmo hotel, o Holiday Inn, mas em espaços distintos.

Participaram do 30º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa (Conecef) 360 delegados de todo o país, sendo 230 homens e 130 mulheres. Ao 25º Congresso dos Funcionários do BB compareceram 306 representantes de todas as regiões, dos quais 216 homens e 90 mulheres.

Depois de definirem as demandas específicas, os trabalhadores do BB e da Caixa se juntarão aos delegados dos demais bancos na 16ª Conferência Nacional dos Bancários, que entre 25 e 27 de julho aprovarão a pauta geral de reivindicações da Campanha 2014. 

"Os companheiros e as companheiras do BB e da Caixa deram um grande exemplo de participação democrática e demonstração de unidade para toda a categoria bancária, sinalizando para uma Campanha Nacional com forte mobilização e unidade no segundo semestre", elogia Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.

Veja aqui como foi o 25º Congresso dos Funcionários do BB.

saiba aqui como foi o 30º Conecef. 

Rede de Comunicação dos Bancários

Fonte: Contraf com Fenae

Encontro Nacional discute sistema de saúde do país

O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) realizou, nos dias 30 e 31 de maio, o Encontro Nacional de Saúde, para debater questões relativas ao SUS (Sistema Único de Saúde), como humanização, acolhimento e mais resolutividade no atendimento à população. Além disso, o encontro formulou propostas de fortalecimento e contribuição para o desenvolvimento de sistema.
Na abertura, o presidente nacional do Partido, Renato Rabelo, fez uma explanação do atual panorama político-econômico do Brasil e os seus reflexos na saúde pública. Rabelo avaliou os mandatos de Lula e Dilma e evidenciou os avanços alcançados no SUS, porém, apontou as barreiras a serem superadas. No entanto, segundo ele, o saldo é positivo em vários aspectos, e em comparação aos governos anteriores.
No Encontro estava presente, além da direção nacional do Partido na área de saúde, 80 representantes de 13 estados: Ceará, Sergipe, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, S. Catarina, Rio G. Sul, Distrito Federal e Goiás, nos seguimentos de trabalhadores em saúde, gestores/prestadores e movimentos sociais. Pela delegação da Bahia, estiveram 14 participantes, entre eles o diretor do FEEBASE e CTB-BA, Fernando Dantas, representando o Conselho Estadual de Saúde – CES-BA.
Nos debates sobre o SUS, foram tratados temas como fortalecimento do Controle Social (Conselhos de Saúde); regulação e fiscalização dos serviços prestados pela rede privada; fortalecimento do complexo produtivo da saúde; e valorização e qualificação dos profissionais da saúde. Outros assuntos mais polêmicos como a Parceria Publico Privada (PPP), o "Mais Médicos" e o aumento de investimento na saúde, também foram amplamente discutidos.
Na questão do PPP, ficou decido que o Partido vai apoiar os diversos tipos de parcerias da iniciativa privada, considerando que nesse momento o Estado não dispõe de recursos, nem meios suficientes para dar um atendimento de qualidade à população, porém, sem abrir mão controle público e com a perspectiva de ser substituído totalmente pela gestão direta do SUS.
Sobre o programa "Mais Médicos", houve um consenso que o programa foi indispensável para atender as necessidades imediatas da população para suprir a falta de médicos, principalmente nas cidades do interior do país. Contudo, a medida deve ter caráter provisório, com o compromisso de buscar outros meios para estimular os profissionais da saúde, sobretudo, os médicos, para atuar nas cidades do interior do Brasil, onde há uma enorme carência.
Quanto ao financiamento, houve concordância que, atualmente, é preciso manter a proposta de aumento em 10% das receitas brutas da União para investimento na saúde, como recentemente aconteceu para a educação. Como resultado final, o Encontro refletiu a unificação em torno das propostas do PCdoB para área da saúde pública, que será posteriormente apresentada para incorporação ao programa de governo da presidente Dilma, nas próximas eleições.
O PCdoB vai, ainda, realizar um seminário nacional, que antecede a 15ª Conferência Nacional de Saúde previsto para 2015, para aprofundar o debate sobre as questões relativas ao Sistema Único de Saúde.
Fernando Dantas - Diretor de Saúde da FEEB

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Denúncia - 20º Congresso dos Funcionários do BNB: um palco para conspiração contra a AFBNB e a organização dos trabalhadores

Aconteceu nos últimos dias 30 e 31 de maio o 20º Congresso dos Funcionários do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), em João Pessoa (PB), para construção da minuta de reivindicações a ser apresentada ao Banco/governo para o início das negociações, com vistas ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT-2014/15). O congresso foi convocado e realizado pela Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) e comando nacional dos bancários.
 
Embora não sendo parte integrante do evento institucionalmente, em cumprimento a uma resolução da 45ª reunião do seu Conselho de Representantes, ocorrida em abril último, na cidade de Natal (RN), a AFBNB desde cedo procurou se inserir no debate. Assim, seus diretores participaram de diversos eventos preparatórios convocados pelos respectivos sindicatos, a exemplo dos encontros e assembleias para a definição dos delegados; elaborou documentos abordando os assuntos pautados, os disponibilizou nos seus veículos de comunicação, inclusive com um “banner” específico no site, e os entregou aos participantes no local. Esse foi o procedimento da Associação no sentido de se construir, como sempre procedeu, a democracia e a unidade na luta, na perspectiva da obtenção de conquistas para os trabalhadores do BNB, bem como para a própria democracia no âmbito do movimento dos trabalhadores e para a busca conjunta de solução para os problemas que afligem o Banco, tanto do ponto de vista institucional quanto referente aos direitos dos funcionários.
 
Alguns dirigentes da AFBNB participaram do referido congresso na condição de delegados eleitos na base, e outros por serem dirigentes sindicais, os quais se manifestaram quanto à responsabilidade dos participantes com os destinos do BNB e as condições de vida dos funcionários do Banco, pela democracia no evento e pelo reconhecimento da Associação enquanto entidade representativa dos trabalhadores do BNB, cuja ação só agrega à luta. Neste sentido, também levaram ao fórum a decisão dos conselheiros da Associação de que a Entidade deve buscar a interlocução para fins de restabelecimento do direito de representar os seus associados junto ao BNB nos processos de negociação coletiva. É oportuno lembrar que três anos atrás a Associação foi excluída de forma unilateral e burocrática da mesa de negociação, após 25 anos, ato autoritário que tolheu o direito dos associados de terem a sua entidade lhes representando nas discussões da campanha salarial junto à Diretoria do Banco.
 
Lamentavelmente não foi o mesmo espírito de democracia e de respeito apresentado pela AFBNB que pautou o grupo organizador do evento – Contraf/CUT e suas direções sindicais vinculadas (capitaneadas pelos diretores do Sindicato do Ceará vinculados ao grupo denominado “Articulação Sindical”) - ao encaminhar proposições que atentam contra a autonomia e a própria existência da Associação, inclusive contra uma conquista importante do movimento sindical, que é a liberação de dirigentes e o direito de consignação da contribuição dos associados da entidade na folha de pagamento.   
 
Em meio a uma votação no mínimo questionável – uma vez que funcionários de outros bancos têm direito a voto, aberração que só se vê nos fóruns do BNB (no BB e na CEF, só podem ser delegados, funcionários dos respectivos Bancos, o que está coerente) – por uma diferença pequena de votos, aprovou-se a retirada da cláusula que garante a liberação dos dirigentes da AFBNB e o desconto em folha de pagamento das contribuições dos associados à entidade do acordo coletivo.
 
Embora a intenção desses “sindicalistas” seja a destruição da AFBNB e tudo o que ela representa – autonomia em relação ao patrão/governo e defesa coerente dos trabalhadores -, a medida em nada comprometerá a luta da Associação. Tentativas dessa natureza ocorreram anos atrás, na gestão de Byron Queiroz/governo FHC, sendo que a força da base e a luta da Associação venceram a tirania, prevalecendo, assim, a democracia. Ocorre que, lamentavelmente, desta feita, tal ato não se dá por vontade manifesta do patrão, pelo menos explicitamente, e sim por “sindicalistas” que dizem ter lutado contra isso, mas que agora praticam o mesmo ato tirano do algoz do passado. Isso não é atitude de quem defende trabalhador! Até mesmo se partisse do patrão era de se estranhar. Isso é comportamento de quem não sabe conviver com a democracia, com as diferenças e com respeito ao contraditório. É típico dos ditadores, dos fascistas ou de algo que o valha.
 
Não é demais lembrar que tais ataques também ocorreram nas últimas eleições da AFBNB, quando o mesmo grupo, que foi derrotado acachapantemente pelos funcionários do Banco, tentou desqualificar a Associação, atribuindo aos seus diretores supostos “benefícios” recebidos do Banco, uma tentativa de imputar aos mesmos, práticas que não lhes cabem.  Todas elas, no entanto, foram superadas e desmoralizadas pela base. A história, o dia a dia de lutas, o resultado das urnas na última eleição, por exemplo, (mais de 70% dos votos, sendo mais de 80% no Ceará), a coerência da ação da AFBNB comprova isso. 
 
É lamentável que esses ataques à Associação partam de quem deveria estar ao lado da entidade, para inclusive fazer jus ao discurso “da unidade”, que sempre é usado, o qual mais uma vez se mostra demagógico, falso, contraditório e por isso mesmo insustentável, bem como pelo fato de os autores, quando das eleições da entidade, sempre se proporem a dirigi-la. Certamente está aí, nessa prática míope, equivocada, antissindical, desagregadora e pró-patronal, a razão pela qual a base não permite que isso aconteça, sempre os rejeitando de forma impiedosa nas urnas. Que interesses há por trás disso (que não é de agora), tentativa de enfraquecer a AFBNB que só tem mostrado ao longo dos seus 28 anos de luta, seriedade, coragem e autonomia na sua atuação? A serviço de quem estão esses “sindicalistas”, por tal comportamento? Pelo visto, não resta dúvida de que dos trabalhadores é que não é.
 
Tais atitudes apenas ratificam que a AFBNB está no caminho certo; que ao incomodar o patrão/governo também incomoda os seus satélites – pelegos sindicalistas - não silenciando diante da negação dos direitos dos trabalhadores e questionando o desvio estratégico na atuação do Banco. Certamente vão querer agregar esse quantitativo ao seu exército de liberados. Mas, que autoridade e moral têm esses “sindicalistas” para reivindicarem liberações e a contribuição em folha para as entidades que dirigem?  E o patrão, o que diz disso?  Vai ser parte desse jogo político rasteiro, sujo e casuístico? Acredita-se, e é coerente que não seja assim, sob pena de dar margem para interpretação de que se trata de “coisa articulada”, o que não causaria muita surpresa diante do histórico de alianças entre os mesmos em processos eleitorais da Associação, por razões óbvias. “Quem viver verá”.
 
Aos associados (e demais funcionários do Banco), a AFBNB reitera o compromisso maior com a luta pela garantia e ampliação dos direitos dos trabalhadores do BNB e a defesa do Banco enquanto instituição de desenvolvimento, fundamental para a superação das desigualdades em nossa região e em nosso país. A Associação continuará o seu trabalho com autonomia em relação à gestão do Banco, cobrando sempre a responsabilidade da superior administração do BNB na solução dos problemas que afligem o corpo funcional, e na omissão destes, recorrendo às instâncias que forem necessárias. A luta é permanente! A Associação continuará firme, coerente, vigilante, sendo a “mosca na sopa”, doa a quem doer.
 
A Diretoria da AFBNB se solidariza com os funcionários que estavam no evento, e que, por não concordarem com esse abuso, foram submetidos a tamanho constrangimento. Mas também lamenta e repudia a atitude dos que se deixaram prestar a esse absurdo, colaborando assim para um desserviço à luta, à organização da classe trabalhadora, que é o que essencialmente tal ato representa.
 
Todo respeito à história de 28 anos de luta da AFBNB e aos seus associados!                  
A AFBNB ao lado dos trabalhadores!
Gestão Autonomia e Luta
A Diretoria
 
 
Fonte: AFBNB
Última atualização: 03/06/2014 às 13:59:12

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Com apoio do Brasil, Cuba terá remédio contra o câncer em dois anos

Cuba espera ter remédio natural contra o câncer antes de 2 anos. Foto: AFP/ Fred Tanneau
AFP
Cuba espera ter remédio natural contra o câncer antes de 2 anos.
Foto: AFP/ Fred Tanneau

Cuba espera desenvolver, antes de 2 anos, um novo remédio natural contra o câncer, que reduziria os tumores e ajudaria a evitá-los em pessoas com pré-disposição para a doença, anunciou nesta quinta-feira (5) o laboratório estatal Labiofam.


Trata-se de uma solução de oito "peptídeos" (tipos de moléculas), extraídos de uma espécie de escorpião que, clonados mediante técnicas de engenharia genética, demonstraram uma eficácia "impressionante" em testes de laboratório, disse o presidente do Labiofam, José Fraga Castro. Em testes pré-clínicos com ratos, a resposta "realmente impressionou, ou seja, houve reduções de 90% em questão de nove dias do tamanho do tumor", declarou Fraga.

"Se nós conseguirmos desenvolver os testes clínicos entre o final e o começo do ano, poderíamos estar falando (...) de um ano e tanto, a possibilidade de dar este passo" e ter o medicamento aprovado para uso em massa, explicou ele em entrevista à AFP.

"Fizemos esta avaliação pré-clínica repetidamente e os resultados se mantiveram, o que demonstra que o produto já é estável, que é um antitumoral altamente eficaz. Estamos na fase de escalada, para ir a um teste clínico posterior, com todos os testes que o processo tem", acrescentou.

O Labiofam desenvolve outros medicamentos com veneno de escorpião, que melhoram a qualidade de vida do paciente com câncer, mas não revertem a doença. O peptídeo natural já foi testado com bons resultados em humanos em casos de pacientes desenganados pelos médicos e com autorização pessoal e familiar, disse Fraga.

"Do ponto de vista de produção, não há nenhum tipo de dificuldade, o tema está em que seja aprovado para uso pelos organismos de controle e regulação dos medicamentos humanos", acrescentou.

Colaboram no desenvolvimento do novo medicamento, que ainda não tem nome comercial, empresas da China e da Rússia, menos propensas a receber "pressões" de transnacionais farmacêuticas, uma vez que um medicamento contra o câncer seria concorrente da quimio e da radioterapia, tratamentos que geram ganhos "milionários", disse o funcionário.

Cuba exporta várias vacinas e remédios desenvolvidos com biotecnologia, que rendem ao país 600 milhões de dólares anuais.

Parceria com o Brasil

No início deste ano, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou uma carta que estabelece parceria bilateral entre Brasil e Cuba para o desenvolvimento de medicamentos contra o câncer e doenças autoimunes.

O acordo permite que empresas brasileiras e cubanas desenvolvam conjuntamente"novos medicamentos. Em nota divulgada na época pelo Blog do Planalto, o governo federal informou que o texto prevê ainda a redução no custo desses medicamentos e produtos, além de "estímulo à inovação tecnológica" no Brasil.

Da redação do Portal Vermelho - Com informações do Blog do Planalto e de agências de notícias

Congresso da UBM quer mulher na política e salários maiores

O evento, aberto na noite de qaurta-feira (4), em Brasília, reune delegadas de todos os estados do Brasil
Foto Rita Polli

“Mais Democracia, Mais Poder para as Mulheres e o Brasil Avançar” foi o primeiro tema debatido no segundo dia do 9º Congresso da UBM, que está sendo realizado em Luiziânia (GO) até esta sexta-feira (6). A realização das eleições gerais no país foi destacada como elemento importante no debate realizado pela UBM, que defendem maior participação das mulheres nos espaços de poder. No dabate sobre autonomia econômica, que se segui, as reivindicações reaciram sobre salários maiores.  


O tema, apresentado pela deputada federal Jô Moraes (PCdoB-MG), coordenadora da bancada feminina na Câmara; a educadora Olgamir Amancia e a representante da UBM-SP e Unegro, Flavia Costa , apontou para a luta das mulheres para ampliar seus espaços de poder e, principalmente, a construção de programas avançados que tratem das reformas estruturais, como para a reforma política, que contemplem o atendimento de reivindicações das mulheres.


As mulheres também discutiram a necessidade de, ao mesmo tempo, procurar lançar maior número de candidaturas femininas e, durante as campanhas eleitorais, incluir nos debates as bandeiras feministas e a organização para continuar lutando por tais bandeiras depois de passadas as eleições.

A deputada Jô Moraes lembrou as diversas campanhas que estão sendo promovidas para garantir uma maior participação das mulheres nas eleições deste ano como forma de chamar atenção da sociedade para essa pauta.

A conclusão é de que a luta na campanha eleitoral deve destacar a quarta vitória do povo brasileiro neste novo ciclo político iniciado no começo do milênio, reelegendo a presidenta Dilma Rousseff, para avançarmos ainda mais no desenvolvimento do país e na conquista de mais direitos para as mulheres e os trabalhadores.

Situação desigual

As brasileiras são 51% da população brasileira e do eleitorado, mas apenas 9% do Congresso Nacional são mulheres. Negros e negras representam somente 8% na casa legislativa, destacam as ubmistas, para que as manifestações de junho do ano passado demonstraram a insatisfação com o sistema político de representação.

As mulheres defendem uma reforma política para o aperfeiçoamento da democracia, que passa obrigatoriamente por mecanismos que assegurem às mulheres mais condições de disputar os espaços de poder.

“No Brasil, estamos em condições muito aquém do que já se progrediu em países como Equador, Costa Rica e Bolívia. Isto num país que já se alçou ao patamar de sexta economia do mundo. Neste item, o da igualdade de gênero na política, o Brasil está em 106º lugar entre 187 países”, destacou a presidenta da UBM, Elza Campos (foto ao lado), em meio ao debate.

Na defesa pelo socialismo, que pontuou toda a discussão das mulheres, elas destacaram que muitos entraves precisam se vencidos em reformas mais profundas, democráticas e estruturantes. “Uma destas é a reforma política, que torne a política mais representativa do povo e das mulheres, assegurando o fim do financiamento privado de campanha, a garantia da paridade de mulheres nas listas pré-ordenadas partidárias com alternância de gênero e cotas de 50% de mulheres para todas as casas legislativas do Brasil”, defenderam em uníssono as ubmistas.

Autonomia econômica


A segunda mesa de debate abordou o tema Trabalho e Autonomia Econômica, que foi apresentado pela secretária Especial de Politicas para as Mulheres do Rio de Janeiro, Ana Rocha; a representante da UBM no Conselho Nacional de Direito das Mulheres (CNDM), Lucia Rincon e a representante da Secretaria de Politicas para as Mulheres (SPM), Beatriz Gregory.

Para as debatedoras, a desigualdade no trabalho é uma grande preocupação das mulheres. A avaliação é de que o ingresso da mulher no mercado de trabalho formal significou um grande avanço, mas que essa inserção é marcada pela desigualdade e pela dupla jornada.

O debate girou em torno das medidas que devem ser adotadas, como a implantação d e políticas públicas, para superar essa questão. As mulheres destacaram que além da construção de um em que homens e mulheres sejam, ambos, provedores e cuidadores, a realidade aponta para um percentual de 40% dos lares brasileiros chefiados por mulheres, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Para Ana Rocha, a solução dessa equação não pode ficar na mão das mulheres, mas que é também uma responsabilidade do Estado e da sociedade.

Salários maiores

Outra luta das mulheres que precisam ser enfrentadas com legislação e políticas públicas é a superação das desigualdades que as mulheres enfrentam no mercado de trabalho, que se reflete principalmente em salários mais baixos. Em média, a remuneração feminina corresponde a 70% da masculina.

“Não há dúvida de que são as mulheres com menor remuneração que enfrentam em maior grau a dupla jornada de trabalho”, diz Ana Rocha, enfatizando a necessidade de investimento público para enfrentar essa situação, “que não pode ser responsabilidade da mulher ou de sua escolha pessoal”, enfatiza.

No debate, as ubmistas apontam como solução para o enfrentamento da situação mais investimentos para ampliação de creches e escolas de tempo integral, mais espaços de qualificação, acesso a crédito para o empreendedorismo feminino, políticas de previdência social para as mulheres e seu maior acesso à documentação civil, além de equipamentos sociais que contribuam para aumentar o tempo disponível das mulheres.

As mulheres também destacaram a necessidade de criação de mecanismos institucionais para barrar qualquer relação de trabalho discriminatória em razão de sexo, raça-etnia, orientação sexual, geração ou deficiência ,com equidade salarial e no acesso a cargos de direção.

De Brasília - Vermelho  - Márcia Xavier

Congresso Nacional promulga emenda do trabalho escravo

 Congresso Nacional promulga emenda do trabalho escravoO proprietário de imóvel urbano ou rural que explorar trabalho de empregado sem o devido pagamento de salário estará sujeito a ter seu imóvel expropriado. Esse mandamento constitucional passa a valer no Brasil com a Emenda Constitucional 81, promulgada no início da tarde de ontem, quinta-feira (5) pelo Congresso Nacional.




Ao discursar na solenidade de promulgação da emenda, o presidente do Senado, Renan Calheiros disse que, um século depois da abolição, o Brasil ainda não pode dizer que está livre desse mal. Pelo menos, é o que revelam dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT).


De acordo com a OIT, ainda hoje existem pelo menos 20 milhões de pessoas submetidas ao trabalho forçado em todo o mundo e boa parte desse contingente encontra-se aqui na America Latina. 90% desse total estão na economia privada. Esses dados muito mais nos envergonham sabendo que o trabalho forçado afeta a camada da população mais carente, mais pobre, mais necessitada, mais vulnerável e que mais deveria estar sob a proteção do estado. Entre esses, os mais atingidos são as mulheres, os migrantes menos qualificados, as crianças e os indígenas.

A Emenda 81 dá nova redação ao artigo 243 da Constituição, que determina a expropriação de propriedades rurais e urbanas onde forem localizadas culturas ilegais de plantas psicotrópicas, acrescentando a possibilidade de aplicação da medida no caso de exploração de trabalho escravo.

A definição de trabalho escravo, porém, ainda depende de regulamentação, já que foi aprovada subemenda que incluiu a expressão “na forma da lei” no texto. Uma proposta de regulamentação, que tem o senador Romero Jucá (PMDB-RR) como relator, aguarda votação.

Fonte: Agência Senado