quarta-feira, 24 de abril de 2013

Caixa reabre agência em Coaraci

Acontece nessa sexta, 26 de abril, às 17 horas a solenidade de inauguração da agência da Caixa na cidade de Coaraci. Essa atividade faz parte do plano de expansão da empresa. Para nós, Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região, significa mais do que isso, é a prova de que estávamos certos quando em 1996 durante o malfadado governo FHC/PSDB de uma vez só a direção da empresa determinou o fechamento de suas agências em Gandú, Ubatã, Ubaitaba, Itajuipe, Coaraci e Camacan durante o discurso oficial de que o moderno e funcional eram as privatizações e gradualmente a ausência do estado na economia seguindo os ditames neoliberais dos Estados Unidos e da União Europeia. 
O tempo passou e durante a grave crise financeira do capitalismo a partir de 2008, aqui no Brasil os Bancos Públicos desempenharam importante papel anticíclico, no sentido de reduzir os juros, manter os investimentos e alavancar a nossa economia nos afastando da quebradeira e do desemprego.
É bom registrar que quando foi anunciada a transformação da agência de Camacan em posto de atendimento, o Sindicato dos Bancários mobilizou diversos seguimentos sociais e políticos da cidade de Camacan e aconteceu a paralisação de uma hora no comercio da cidade, em protesto ao futuro fechamento da agência da Caixa. Porém, como faz hoje com a luta contra o pedágio a chamada “Grande imprensa” sequer noticiou.
Ainda bem que vivemos outros ares e que esses bons fluidos continuem a oxigenar o nosso país. Precisamos estar sempre atentos o tempo não pára, a luta continua. 
Parabéns Coaraci!

Bancários do Itaú param por uma hora em Itabuna



Seguindo orientação da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe em unidade com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do ramo Financeiro (Contraf), o Sindicato dos Bancários de Itabuna organizou a paralisação dos Bancários da agência do Itaú por uma hora atrasando o inicio de funcionamento da unidade para o meio dia.
O Dia Nacional de Luta dos bancários do Itaú acontece com um protesto às demissões, que de março de 2011 até agora já somam 13.699, contrastando com o lucro em 2011 de R$14.640 bilhões e 2012 R$14.043 bilhões.

DIFERENÇA INJUSTA

O total desembolsado pelo banco para pagar a PLR em2012 para seus funcionários foi de R$ 702 milhões. Enquanto isso, o Itaú pagou de bônus aos 15 membros da sua diretoria executiva R$ 125 milhões. Ou seja, cada um deles recebeu uma remuneração anual de R$ 8,3 milhões. Pode?
Além disso, com a redução de pessoal, quem fica é sobrecarregado com as metas abusivas e a pressão para captar depósitos e vender produtos com títulos de capitalização, previdência privada, seguro, etc. com ameaças constantes da perda do emprego. O resultado disso tudo é o estresse e as doenças ocupacionais psicossomáticas.

HORÁRIO ESTENDIDO

Os funcionários do Itaú continuam sofrendo com a adoção de horários diferenciados em centenas de agências por todo o país. A mudança ocorreu unilateralmente e os bancários tiveram de se adequar. A medida trouxe sobrecarga de serviços, causando consequências diretas no emprego, jornada, organização de trabalho e, principalmente, na qualidade de vida dos trabalhadores, fragilizando ainda a segurança de bancários e clientes. De um dia para o outro, muitos perderam cursos, faculdades e sentiram que sua vida pessoal se transformou em caos.

ESSE CARA

“O cara que só pensa no programa AGIR toda hora,
sempre com medo de perder o emprego. Que deixa de
lado estudos e a família, que aceita o horário estendido,
que sofre para bater as metas, que encara perigos como
assaltos e doenças. Esse cara que, mesmo sendo caixa,
é cobrado com metas diárias, mas que não recebe
nenhum centavo do programa.
Que tem de vender uma cesta de produtos cada vez
maior, mas ao mesmo tempo cuidar para não dar erro no
caixa e também para não demorar no atendimento. Esse
cara que viu o Itaú cortar postos de trabalho e demitir
quase 8 mil trabalhadores em 2012, esse cara é você.
Você que sente na pele a falta de funcionários, que fica
sobrecarregado e vê seus colegas adoecerem e serem
demitidos, que é obrigado a aceitar calado o banco
mudar as regras do programa no meio do jogo.”

Esse cara é você, bancário e bancária do Itaú.
BANCÁRIOS DO ITAÚ EXIGEM RESPEITO! 

Movimento Contra a Privatização da BR 101: Luta contra o pedágio ganha adesões



A cada dia a luta contra o pedágio fica mais popular com a utilização cada vez maior do adesivo da campanha e o compartilhamento da logomarca no Facebook. Além disso, o movimento será organizado no mês de maio nas cidades de Jequié e Ilhéus.
Contudo, “ainda é muito pouco é necessário manter células da luta contra o pedágio em todas as cidades que margeiam ou ficam próximas a BR 101 no estado da Bahia.” argumenta Jorge Barbosa, presidente do Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região.
O pedágio a cada dia que passa fica mais antipático e impopular em todo o Brasil. Entretanto, ainda não existe um movimento organizado na sociedade civil que unifique nacionalmente essa luta que deve desaguar em manifestações, paralisações e desobediência civil. Há mais um tributo que o governo e os empresários querem impor ao povo brasileiro, sustentados na falácia de que rodovias modernas e conservadas só a custo da concessão das rodovias à iniciativa privada.

Pedágio. Lute agora ou Pague para sempre! 

Bradesco lucra quase R$ 1 bi por mês em 2013 mas demissões continuam


Balanço de janeiro a março mostra ganhos de R$ 2,943 bilhões entre janeiro e março de 2013. Em um ano, foram fechados aproximadamente 2.300 postos
São Paulo – O Bradesco anunciou nesta segunda-feira 22 que obteve lucro líquido ajustado de R$ 2,943 bilhões no primeiro trimestre de 2013. A variação é de 3,4% em relação ao mesmo período de 2012, quando lucrou R$ 2,845 bilhões.

No chamado lucro líquido ajustado são considerados eventos extraordinários além dos contábeis, como por exemplo, provisões trabalhistas, registro de crédito tributário, entre outros.

As atividades financeiras foram responsáveis por 68,4% do lucro líquido ajustado (R$ 2,013 bilhões), e 31,6% do total vieram das atividades de seguros, previdência e capitalização (R$ 930 milhões).

Com esse lucro bilionário, todos os empregados querem que a pauta de reivindicações seja atendida. Isso inclui melhoria na remuneração, parcelamento do adiantamento de férias, auxilio-educação, entre outros itens. "As instituições financeiras têm o papel de estimular e promover o desenvolvimento econômico e social. E têm o compromisso de elevar o nível de vida dos brasileiros, com mais crédito, menos juros e mais empregos", diz a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira.

> Bancários reivindicam PCCS e reabilitação

Redução de postos de trabalho – O número de trabalhadores da instituição caiu de 103.385 em dezembro de 2012 para 102.793 em março deste ano (-0,6%, ou 592 trabalhadores a menos). Com relação a março de 2012, a redução de postos de trabalho foi maior: 2.309 postos a menos, o que equivale à diminuição de 2,2% com relação ao terceiro mês de 2012, quando o banco possuía 105.102 trabalhadores.

Despesa de pessoal – A redução com despesa de pessoal foi de R$ 83 milhões em relação a dezembro de 2012, principalmente pela maior concentração de férias, segundo o banco.

No comparativo entre o primeiro trimestre de 2013 e o mesmo período do ano anterior, houve acréscimo de R$ 181 milhões. Segundo o Bradesco, isso se deve ao impacto da convenção coletiva e pela parcela “não estrutural” (decorrente das maiores despesas com provisão para processos trabalhistas, que teve aumento de 14,7% com relação ao mesmo período de 2012, além da PLR dos administradores e trabalhadores.

Devido a essa queda com a despesa de pessoal este ano, as Receitas de Prestação de Serviços e Tarifas cobrem ainda mais os gastos com os trabalhadores. Assim, a relação entre essa receita e a despesa com a categoria aumentou: de 145,4% no último trimestre de 2012 para 147,4% no primeiro trimestre de 2013. Lembrando que no primeiro trimestre de 2012, a relação era de 138,8%.

Carteira de crédito – Nos três primeiros meses de 2013, a Carteira de Crédito Expandida atingiu R$ 391,682 bilhões, aumento de 11,6% em relação ao mesmo período de 2012. As operações com pessoas físicas totalizaram R$ 119,2 bilhões – crescimento de 8,7% em relação aos três primeiros meses de 2012 –, enquanto as operações com pessoas jurídicas atingiram R$ 272,4 bilhões, crescimento de 13,0% em relação a março de 2012.

Ativos – Em março de 2013, os ativos totais tiveram crescimento de 13,3% com relação ao mesmo período de 2012, registrando saldo de R$ 894,467 bilhões (1,7% em relação a dezembro 2012).

Patrimônio líquido – No primeiro trimestre de 2013, o patrimônio líquido do Bradesco somou R$ 69,442 bilhões, 19,6% superior ao mesmo período de 2012 (ou -0,9% sobre dezembro 2012). A rentabilidade desse patrimônio ficou em 19,5%.

Inadimplência – O índice de inadimplência total com atrasos superiores a 90 dias recuou 0,1 ponto percentual, tanto no primeiro trimestre quanto nos últimos doze meses (de 4,1% para 4%), mas as despesas de Provisão Para Devedores Duvidosos (PDD) elevaram-se no primeiro trimestre com relação a março de 2012.

As despesas PDD são uma espécie de lastro que o banco faz para o caso da inadimplência. Como é um item de despesa, afeta o lucro do banco e, consequentemente, a participação nos lucros e resultados distribuída aos bancários. No acumulado no ano de 2012, a despesa de PDD aumentou 15% em comparação a 2011.

O Bradesco divulga dois valores diferentes para o PDD. Uma que consta na DRE (Demonstração de Resultado) contábil e a outra é a DRE gerencial. A informação acima refere-se à DRE contábil, que é a mesma enviada ao Banco Central.

Prestação de serviços e tarifas – No primeiro trimestre de 2013, as receitas de prestação de serviços totalizaram R$ 4.508 milhões, apresentando redução de R$ 61 milhões em comparação com o último trimestre (-1,31%). No comparativo com o mesmo período do ano anterior, o incremento foi de R$ 513 milhões, ou 12,8%.
Fonte: Seeb/SP

Campanha propõe 'Morreu, parou!' na indústria da construção civil


Segundo o sindicato global da categoria, o setor registra o triplo
 de mortes dos demais (Foto: ICM/Divulgação)
Para marcar o 28 de abril, dia Mundial em Memória das Vítimas de Doenças e Acidentes do Trabalho, confederação internacional propõe protestos em todo o país e paralisação imediata se houver morte de trabalhador
São Paulo – Para marcar este 28 de abril (domingo), quando celebra-se o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Doenças e Acidentes do Trabalho, a Confederação Internacional dos Trabalhadores da Construção e Madeira (ICM), sindicato global da categoria, lançou a campanha "O trabalho sindicalizado é mais seguro: uma morte, uma paralisação". A iniciativa foi deflagrada no Brasil depois de duas mortes ocorridas nos estádios Arena da Amazônia, em 28 de março, e Arena Palestra (estádio do Palmeiras, antigo Palestra Itália), em São Paulo, no último dia 15.
A campanha, também chamada de "O dia em que a segurança falhou" prevê algumas manifestações nos canteiros de obras, entre elas, o acendimento de velas, exposição de botas e capacetes usados e a realização de minutos de silêncio. A ideia é lembrar das mortes e reafirmar o compromisso de luta da categoria. É "Morreu, parou!", defende o representante regional do ICM, Nilton Freitas.
Os últimos dados disponíveis no Ministério da Previdência Social mostram que entre 2009 e 2011 aconteceram 172 mil acidentes na indústria da construção, provocando 1.334 mortes. Segundo a ICM, a cada trabalhador que morre em outros setores, morrem três na construção. Os números estão defasados, distantes da nova realidade, retratada pelo aumento dos investimentos em obras de infraestrutura e de moradia, segundo Freitas. "Quanto mais obras mais acidentes", lamenta o dirigente. "A situação na América Latina é similar", acrescenta. "Mais desenvolvimento e menor proteção ao trabalhador." 
Para o dirigente, na ausência de informações mais atuais, o que conta é a percepção dos fatos. Ele destaca que na construção o maior risco está na movimentação de materiais e no transporte de cargas. 
Freitas afirma que as entidades representantes dos trabalhadores, sejam sindicatos, federações ou confederações, devem investir na cultura de resposta sindical. "Capacitar, fazer seminários, palestras, é obrigação das empresas. O sindicato deve mobilizar os trabalhadores", defende. "Vamos fazer menos seminários e mais protestos", propõe. 

Negociação

Desde março de 2012, os representantes dos trabalhadores da indústria da construção civil participam de uma mesa permanente de negociação com o governo federal, tendo como interlocutor o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho. Uma das conquistas resultantes dessas conversas é a participação sindical na discussão da segurança dos trabalhadores na fase de projeto das obras. "Isso é bastante inovador", admite Freitas.
Ele também julga importante a discussão sobre o fim das "gatas", empresas que traficam trabalhadores com promessas falsas. No entanto, lamenta que ainda não esteja em discussão a organização no local de trabalho.

ICM

A ICM está presente em 132 países e possui 350 entidades filiadas, entre sindicatos, federações e confederações. Representa 12 milhões de trabalhadores da indústria da construção civil, pesada, de florestas, de madeira, de mobiliário e de pavimentação. No Brasil, tem filiados sindicatos da CUT, Força Sindical, Nova Central e UGT, totalizando 4,4 milhões de trabalhadores.

Greve de professores tem adesão em 22 estados

Jorge Barbosa em ato dos professores em Itabuna, na terça

Trabalhadores das redes municipais de ensino fundamental e médio também param por melhores condições de trabalho
Por: Mariana Tokarnia, da Agência Brasil
Brasília - Professores da rede pública estadual de ensino em todo o país cruzaram os braços ontem (23) e pediram melhores condições de trabalho. A paralisação foi convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e deve durar três dias, até esta quinta-feira (25). Segundo a entidade, 22 estados aderiram oficialmente ao movimento e os sindicatos do Distrito Federal e demais estados que não aderiram apoiam formalmente a ação. As paralisações da rede pública estadual têm adesões também de trabalhadores das redes municipais de ensino fundamental e médio. 
Os estados que aderiram são Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins. Segundo a CNTE, eles podem continuar ou não a greve após os três dias dependendo das negociações nos locais. Até o momento, São Paulo e Maranhão deflagraram greve por tempo indeterminado. 
O movimento começou em São Paulo, na última sexta-feira (19), com passeata na Avenida Paulista. A greve começou ontem (22). O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp) estima que 25% da categoria aderiram à greve, mas a Secretaria de Estado de Educação contesta os números.
A principal reivindicação dos profissionais é o cumprimento da Lei do Piso Nacional dos Professores da Rede Pública. Pela norma vigente, o piso salarial nacional do magistério da educação básica é R$ 1.567 e deve ser pago em forma de vencimento. Além disso, a categoria pede a aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE), que direciona as políticas para a área nos próximos dez anos, a destinação de 100% dos royalties do pré-sal para o setor e a definição de diretrizes nacionais de carreira para os profissionais da educação básica.
Os profissionais fazem também pedidos de reajuste salarial específicos em cada estado. No caso de São Paulo, a reivindicação é reposição salarial de 36,74%. A secretaria oferece aumento de 8,1%.
A ação faz parte da 14ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública de Qualidade, promovida pela CNTE. A semana ocorre anualmente. "Queremos uma educação melhor e a valorização dos profissionais. A carreira de docente não é atrativa à juventude, os professores trabalham muito e não têm uma jornada respeitada para poderem viver com razoável dignidade", diz o presidente da CNTE, Roberto Leão. "Para termos uma escola pública de qualidade, precisamos valorizar esses profissionais."
A Lei do Piso, 11.738/2008, principal bandeira do movimento, determina um valor mínimo que deve ser pago pelos estados e municípios a professores da rede pública com jornada de 40 horas semanais e estipula uma jornada de, no máximo, dois terços da carga horária para o desempenho das atividades de interação com os alunos.
Protestos dos professores em Itabuna.na terça
De acordo com levantamento feito pela CNTE em março deste ano, apenas o Distrito Federal e quatro estados (Acre, Ceará, Pernambuco e Tocantins) cumprem integralmente a lei. Paraíba tem uma jornada de 30 horas e paga a proporcionalidade do valor. Os demais ou não cumprem o vencimento, complementando o salário com gratificações e bônus, ou não respeitam a jornada de trabalho, informa a entidade.
Segundo o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), todos os estados pagam, mesmo que em remuneração – ou seja, complementado por benefícios – o valor do piso salarial. Conforme informou a assessoria do conselho, há um esforço para que a lei seja cumprida em forma de vencimento e com a adequação da jornada de trabalho o mais rápido possível.
Todo ano, o piso salarial é reajustado com base no percentual de crescimento do valor anual mínimo por aluno referente aos anos iniciais do ensino fundamental urbano. A variação portanto muda de ano para ano. Este, segundo o Consed, é uma das dificuldades em se cumprir a lei. Os secretários de Educação discutem uma nova maneira de ajustar o valor do piso, de forma que possa haver um planejamento dos gastos. Uma proposta deve ser apresentada ao Ministério da Educação ainda este ano. 
O piso salarial somava R$ 950, em 2009; R$ 1.024,67, em 2010; e R$ 1.187,14, em 2011, conforme valores informados no site do Ministério da Educação. No ano passado, o valor vigente era R$ 1.451 e, a partir de fevereiro deste ano, passou para R$ 1.567.

Manuela D’Ávila: Juventude transforma o Brasil


O Estatuto da Juventude é uma legislação avançada por ter sido construída com a colaboração dos mais diversos segmentos sociais ao longo de nove anos. Essa carta de direitos para jovens entre 15 e 29 anos consolida conquistas, garantindo políticas públicas para cerca de 52 milhões de brasileiros. Considera essa parcela da população como atores estratégicos que devem ter o papel potencializado para a transformação do Brasil. Não existe país desenvolvido sem amplo investimento na juventude.


Na Câmara dos Deputados, a iniciativa foi a que contabilizou maior participação popular por meio do e-democracia (33% do texto foi sugerido pelos cidadãos). O interesse pela matéria também foi manifestado em inúmeras audiências públicas pelo país. A relevância do texto é o que justifica tanta mobilização social nos últimos anos. O Estatuto só avançou porque houve muita pressão popular em razão da importância do tema. Depois da aprovação no Senado, falta ainda nova votação na Câmara.

Com 48 artigos, a proposta assegura à população dessa faixa etária acesso a educação, profissionalização, trabalho e renda, além de determinar a obrigatoriedade de o Estado manter programas de expansão do Ensino Superior, ofertando bolsas de estudos em instituições privadas e financiamento estudantil. Em um país em que o desemprego, os salários baixos e a informalidade tendem a afetar mais jovens do que adultos, as novas regras tornam-se fundamentais para garantir oportunidades de vida à juventude.

Dividir o tempo entre trabalho e estudo marca a trajetória de milhares de jovens de baixa renda, o que para muitos começa na adolescência. Sem contar os mais de 5 milhões de jovens que não estudam nem trabalham, sendo em sua maior proporção jovens mulheres e mães. 

Nesse contexto, garantir direitos por meio do Estatuto é procurar enfrentar as desigualdades sociais. Ampliar o acesso à cultura, à educação e ao esporte é possibilitar que milhares de jovens não tenham que vivenciar a violência, o tráfico de drogas e os homicídios.

Quem critica a nova legislação, portanto, parece estar ignorando a complexidade da realidade brasileira que exige mecanismos legais para torná-la melhor. Um dos focos de questionamentos é a meia-entrada. Vale lembrar que esse benefício já existe em nível federal e não haverá custo adicional para o restante da população. Sendo assim, essa nova carta de direitos contribuirá decisivamente para a construção de um Brasil mais humano e desenvolvido.

*Deputada federal e líder do PCdoB na Câmara dos Deputados

Fonte: Vermelho