terça-feira, 10 de novembro de 2015

Pedir renúncia de Dilma é "palhaçada", diz caminhoneiro

Sem camisa, suando dentro do caminhão parado sob um calor de 29°C ao sol, o caminhoneiro Itacir Cattapan, 52 anos, está revoltado. Ele tem dois caminhões, que ainda não terminou de pagar – está endividado –, e teve de parar nesta segunda-feira em um bloqueio montado pelos grevistas em Soledade, no norte do estado.

Por Humberto Trezzi, no Zero Hora


Carlos Macedo
Caminhoneiro Itacir Cattapan  diz que “greve não tem de ser política, tem de olhar para a categoria”Caminhoneiro Itacir Cattapan diz que “greve não tem de ser política, tem de olhar para a categoria”
Morador de Caseiros, também no Norte, Cattapan é contra a paralisação e está parado apenas por temor de que seu veículo, uma carreta Scania carregada de trigo, seja apedrejado. O caminhoneiro critica a pauta dos manifestantes, que exigem a renúncia da presidenta Dilma Rousseff.

"É bobagem das bobagens, palhaçada", disse.

Confira a entrevista dele ao Zero Hora:
O senhor concorda com a greve?

Não. A categoria até que está certa em reivindicar rebaixamento do preço do diesel, mas vai conseguir? Isso é uma questão que deveria ser discutida por todos no país, o rebaixamento dos combustíveis. Difícil conseguir algo assim. Outra coisa que não vai acontecer é o tabelamento do frete. Nunca teve isso. Tem de pressionar as cooperativas a pagarem mais, as empresas a pagarem mais, mas tabelar o frete é um sonho que vai dar em nada. E, por conta disso, somos prisioneiros dessa greve, está errado.

O que o senhor acha dos grevistas exigirem a renúncia da presidenta Dilma?
É bobagem das bobagens, palhaçada. Não cabe a nós tirar a Dilma. Isso é política, e greve não tem de ser política, tem de olhar para a categoria. Nós não temos emprego que chega, mas isso é com a categoria e as empresas, não tem de envolver o governo.
 

Fonte: Zero Hora via Vermelho

ENTREVISTA COM JORGE BARBOSA SOBRE A CAMPANHA SALARIAL 2015

1)    Qual o maior ganho da greve dos bancários 2015?

Jorge: Derrota da proposta de arrocho salarial defendida pela Fenaban de reajuste abaixo da inflação. Além disso, segundo o Dieese, 11,2 bilhões serão injetados na economia até o final do ano. É a redistribuição de parte do lucro dos bancos através de salários, beneficiando a muitos e não apenas um punhado de famílias concentradas na região mais rica do Brasil.

2)    E a condução do movimento?

Jorge: A posição da CTB dentro do Comando Nacional dos Bancários foi de que deveria haver um tensionamento maior após a proposta de 10%, no sentido de reafirmar que a rentabilidade dos bancos não foi nem será afetada pela política macroeconômica que continua a privilegiar o sistema financeiro através de juros altos, e a geração de superávit primário. Poderíamos ter sido mais ofensivos!


3)    Qual o papel da CTB?

Jorge: A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB, deu uma grande contribuição à categoria bancária quando através da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe apresentou ao Comando Nacional dos Bancários a proposta de: Acordo só com aumento real, o que foi acatado e norteou a negociação.

4)    A respeito da participação dos bancários?

Jorge: A categoria precisa entender que é necessário o envolvimento com o movimento. Além da participação nas assembléias, é preciso construir a greve, no objetivo de convencer mais colegas a adesão através da efetiva permanência em frente às agências. Só com mais participação, é que contaremos com maior adesão. Avançaremos com mais consciência e ação.

5)    Como será lembrada?

Jorge: Mediante o duro enfrentamento a intransigência e arrogância dos bancos, que tentaram impor o arrocho salarial com o reajuste abaixo da inflação. É bom sempre ressaltar que é o segmento mais lucrativo da economia nacional, que mesmo em plena crise, a estimativa é de aproximadamente 70 bilhões de lucro líquido em 2015.
Fonte: SeebItabuna

Entrevista: Campanha Salarial 2015



1)  Qual o maior ganho da greve dos bancários 2015?

Jorge: Derrota da proposta de arrocho salarial defendida pela Fenaban de reajuste abaixo da inflação. Além disso, segundo o Dieese, 11,2 bilhões serão injetados na economia até o final do ano. É a redistribuição de parte do lucro dos bancos através de salários, beneficiando a muitos e não apenas um punhado de famílias concentradas na região mais rica do Brasil.

2)    E a condução do movimento?
Jorge: A posição da CTB dentro do Comando Nacional dos Bancários foi de que deveria haver um tensionamento maior após a proposta de 10%, no sentido de reafirmar que a rentabilidade dos bancos não foi nem será afetada pela política macroeconômica que continua a privilegiar o sistema financeiro através de juros altos, e a geração de superávit primário. Poderíamos ter sido mais ofensivos!

3)    Qual o papel da CTB?
Jorge: A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB, deu uma grande contribuição à categoria bancária quando através da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe apresentou ao Comando Nacional dos Bancários a proposta de: Acordo só com aumento real, o que foi acatado e norteou a negociação.

4)    A respeito da participação dos bancários?
Jorge: A categoria precisa entender que é necessário o envolvimento com o movimento. Além da participação nas assembléias, é preciso construir a greve, no objetivo de convencer mais colegas a adesão através da efetiva permanência em frente às agências. Só com mais participação, é que contaremos com maior adesão. Avançaremos com mais consciência e ação.

5)    Como será lembrada?
Jorge: Mediante o duro enfrentamento a intransigência e arrogância dos bancos, que tentaram impor o arrocho salarial com o reajuste abaixo da inflação. É bom sempre ressaltar que é o segmento mais lucrativo da economia nacional, que mesmo em plena crise, a estimativa é de aproximadamente 70 bilhões de lucro líquido em 2015.


Vendas na sede do Sindicato!


segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Concurso para professor no Maranhão é destaque em nível nacional

O edital do Concurso Público para professores da Rede Estadual de ensino lançado na última sexta-feira (6), pelo Governo do Maranhão, ganhou grande repercussão. A medida anunciada pelo governador Flavio Dino, que fortalecerá a educação pública no Maranhão, chamou a atenção de pessoas de todo o país e ganhou a aprovação dos maranhenses. 


O concurso, muito elogiado nas redes sociais por pessoas de todo o país, faz parte do compromisso do governador com a melhoria do ensino público. O concurso, muito elogiado nas redes sociais por pessoas de todo o país, faz parte do compromisso do governador com a melhoria do ensino público. 
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica das Redes Públicas Estaduais e Municipais do Estado do Maranhão (Sinproesemma), Júlio Pinheiro, afirma que a abertura do concurso para professores é fruto de uma luta histórica dos profissionais da educação do estado atendida pelo governador Flávio Dino.

“O concurso atende a uma pauta importante do Sinproesemmma que entende como fundamental a diminuição da contratação temporária na rede estadual de ensino. Por outro lado, oportuniza a comunidade em geral o ingresso ao serviço público fortalecendo a educação no nosso estado”, relatou Julio.

Pelas redes sociais, várias pessoas se manifestaram favoráveis à nova seleção de professores. Como o senador pelo Amapá, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), e o jornalista Chico Pinheiro, que exaltaram, por suas páginas nas redes sociais, a medida implantada pelo governador Flavio Dino.

Depois de mostrar o link com a notícia do concurso, Randolfe disse: “Que inveja do Governo popular do Maranhão”. Chico Pinheiro declarou: “ Que seja o começo do respeito: Concurso para professor estadual no Maranhão. Remuneração inicial de R$ 5.000,00″.

Do Rio de Janeiro, a professora Dulce Moura também enalteceu a iniciativa do Governador Flavio Dino. “Sou professora das redes públicas do Rio de Janeiro. Estamos longe desse piso inicial. Parabéns ao Maranhão!”, disse.

Além de Dulce, várias pessoas de outros estados manifestaram apoio ao concurso, como o goiano Gustavo Porto, que escreveu: “Parabéns Governador! Sou professor efetivo do estado de Goiás e ganho metade deste vencimento”.

Entre maranhenses, a avaliação também foi positiva. “É com a educação de qualidade e valorização dos educadores que se promove a transformação social para melhor”, apontou a biblioteconomista Lília Brito. A jovem Rossana Cunha também apoia o novo certame. “Parabéns pela iniciativa. É disso que o nosso Estado precisa! Concursos”, defendeu Rossana.

Concurso

As inscrições para preenchimento de 1500 vagas para o Cargo de Professor do Quadro Permanente da Secretaria de Estado da Educação do Maranhão (Seduc) iniciam no dia 14 de novembro e seguem até o dia 29 de novembro de 2015.

O concurso será organizado pela Fundação Sousândrade e será composta de duas fases. A primeira, será a prova objetiva e de múltipla escolha, que possui caráter eliminatório e classificatório. A segunda consistirá na prova de títulos, de caráter apenas classificatório. 
 

Fonte: Casa Civil do Maranhão via Vermelho

Homicídios de mulheres negras aumentam 54% em 10 anos


Divulgação
  

Treze mulheres foram mortas por dia no Brasil em 2013. Os dados fazem parte do Mapa da Violência contra a Mulher divulgado nesta segunda-feira (9). O número de homicídios de mulheres negras aumentou em 10 anos.


Já o número de homicídios de mulheres brancas caiu no mesmo período.


Violência contra a mulher


Não basta acabar com Lula; é preciso destruir sua obra

Como nos tempos de Getúlio Vargas, nunca se viu tanta ignomínia, tamanha crueldade no aviltamento, tão grande sanha para ferir um homem.

Por Osvaldo Bertolino*, no Grabois


Não basta acabar com Lula; é preciso destruir sua obraNão basta acabar com Lula; é preciso destruir sua obra
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é desses personagens da história capazes de encher livros e livros sem que a sua real dimensão seja devidamente avaliada. Vejamos, por exemplo, o furor que ele está causando somente por ter aventado a possibilidade de ser candidato ao cargo que já ocupou. Na dúvida, a direita tenta fuzilá-lo para evitar que mais um ciclo progressista seja engatado no que termina em 2018. E o jogo é sujo, torpe, rasteiro.

Não se está aqui dizendo que Lula será o franco favorito nas eleições presidenciais. Desde que o mundo é mundo, prever o futuro tem sido um desafio constante. Da cigana que lê a mão aos videntes e futurólogos de todos os matizes, ainda não se conheceu ninguém que fosse capaz de predizê-lo regularmente e com precisão. Seria demasia, portanto, esperar que nestes tempos de horizontes turvos surgisse um gênero diferenciado e mais eficaz de pitonisas. Convenhamos, as bolas de cristal talvez poucas vezes estiveram tão turvas.

Mas a direita não quer correr o menor risco. Como a tática de “sangrar” a presidenta Dilma Rousseff parece ser a que vai restando diante da reação ao golpismo, os direitistas raciocinam com um olho no presente e outro no futuro. Tática, aliás, que tentaram usar contra Lula, quando ele era presidente, assim como o impeachment, tido pelos golpistas como similar à bomba atômica, mostrada para assolar, não para detonar e matar, segundo o ex-presidente neoliberal Fernando Henrique Cardoso (FHC). E assim vão regulando o fogo do denuncismo de acordo com suas conveniências.

Moeda corrente
Quem acompanha o mundo político, mesmo que à distância, vê diuturnamente que nesse espetáculo circense os atores têm papéis bem definidos. É um ato em que os líderes da oposição nem precisam aparecer – os ataques são feitos por prelados da mídia, economistas de direita e adivinhos profissionais que vendem seus serviços como “analistas”. O objetivo – ou o mais adequado seria dizer desejo? – é ver o governo imobilizado.

As votações parlamentares, por exemplo, estão praticamente paralisadas. Não se pode, evidentemente, desconsiderar a grande parcela de culpa do governo nisso, que manteve uma relação política com o Congresso Nacional marcada por vacilações e equívocos. Faltou vontade política necessária para deflagrar e sustentar um processo político de continuidade das mudanças. Mas o fundamental é o jogo rasteiro da oposição.

Formalmente, temos uma democracia robusta, dizem por aí. A questão é que o conceito de democracia baseia-se, em poucas palavras, na aceitação das regras do jogo tidas como razoáveis para todos. Há, no entanto, um fato decisivo a se considerar: no jogo eleitoral da direita, as torpezas são moeda corrente. As primeiras manchetes do que viria a ser a sórdida onda de ataques a Lula, por exemplo, representaram uma espécie de ordem unida para o avanço da direita. Ou seja: soou a voz do dono.

Criança órfã
Desde então, o que se viu foi a repetição da sordidez outrora usada contra o próprio Lula e contra Getúlio Vargas. Como naqueles idos, nunca se viu tanta ignomínia, tamanha crueldade no aviltamento, tão grande sanha para ferir um homem. Desde a fúria contra Vargas, nunca se viu tanto ódio, tanta torpeza, tantos insultos contra uma pessoa que nada fez para merecer isso tudo.

O que está se passando com Lula é ignóbil. Dia a dia, ultrajam-no mais. Nem a sua família lhe poupam. A mídia já cometeu todos os desmandos, ultrapassou todos os limites, rompeu todas as convenções. Nada ficou de pé. E a cada um dos desatinos parece que a única preocupação é superar os anteriores. Seus “analistas” têm o único objetivo de criar um coro alucinado na toada fria e implacável das invectivas. O objetivo confesso é fazer Lula parecer uma criança órfã, desamparada de pai e mãe.

Para tanto, se aproveitam de suas próprias criações, como é o caso da corrupção eleitoral, para vender a ideia de que o país precisa de um salvador da pátria. E assim criam dificuldade para o eleitorado definir o voto, inclusive nas eleições municipais do ano que vem. Avaliam bem a composição de forças que definirão o futuro do país e definem os alvos para os ataques sem tréguas. E despejam munição pesada. Parafraseando Joaquim Nabuco, o abolicionista, não basta acabar com Lula; é preciso destruir sua obra.
 

*É editor do Portal Grabois, pesquisador da Fundação Maurício Grabois
Fonte: Vermelho