segunda-feira, 20 de agosto de 2012

VANE CRITICA GESTÃO NA SAÚDE, ELOGIA EDUCAÇÃO E DEFENDE “CIDADE DE PAZ”


Vane do Renascer (PRB) foi o segundo candidato a prefeito sabatinado no programa Alerta Total, da TV Cabrália/Record News, e tratou de cultura e lazer, trânsito, educação, saneamento básico, emprego, saúde e segurança pública nesta segunda, 20.
O candidato disse que a educação em Itabuna “tem funcionado bem”, mas fez críticas à aprovação automática. De acordo com o Ministério da Educação, o município não atingiu a meta do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) nas séries finais do Ensino Fundamental. O candidato disse que fará, se eleito, gestão transparente na educação.
Vane defendeu a promoção de atividades culturais e de lazer para o enfrentamento à criminalidade. “Esporte é barato, socializa e educa”, afirmou. Ele considera necessário investir na construção de ciclovias e na qualidade do transporte coletivo para melhorar a mobilidade urbana.
SANEAMENTO BÁSICO
O prefeiturável criticou o fato de Itabuna lançar 100% do esgoto no Rio Cachoeira sem nenhum tratamento. O município, segundo ele, precisa agilizar o Plano de Saneamento Básico, sob risco de perder recursos nesta área. Dando a entender que buscará o fortalecimento da Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa), ele afirmou que a estatal municipal pode mudar de natureza jurídica para diminuir encargos e viabilizar-se, saindo da condição de empresa para autarquia.
VIOLÊNCIA
O prefeiturável afirmou que buscará envolver as igrejas e a sociedade no seu projeto de pacificação de Itabuna, o Cidade de Paz. Para ele, apesar da segurança ser obrigação constitucional do Estado, o município pode apoiar mais as polícias. Ele citou estatística oficial que aponta o peso do tráfico de drogas no alto número de homicídios em Itabuna. Das mortes violentas, 80% estão relacionadas ao tráfico. “Vamos fazer trabalho [de prevenção] também nas escolas”.
SAÚDE
A falta de gestão, diz o prefeiturável, trava possíveis melhorias na saúde, setor que, avalia, vai muito mal. “Nós queremos fazer administração com eficiência, com planejamento e atendendo as necessidades da comunidade”. O candidato do PRB fez sérias críticas ao gasto com pessoal em detrimento da compra de material e medicamentos para a unidade de saúde”.

Fonte: Pimenta  - http://www.pimenta.blog.br/

O que é ética?


Para Aristóteles o homem deveria ser correto virtuoso e ético

A palavra ética é de origem grega derivada de ethos, que diz respeito ao costume, aos hábitos dos homens. Teria sido traduzida em latim por mos oumores (no plural), sendo essa a origem da palavra moral. Uma das possíveis definições de ética seria a de que é uma parte da filosofia (e também pertinente às ciências sociais) que lida com a compreensão das noções e dos princípios que sustentam as bases da moralidade social e da vida individual. Em outras palavras, trata-se de uma reflexão sobre o valor das ações sociais consideradas tanto no âmbito coletivo como no âmbito individual.
O exercício de um pensamento crítico e reflexivo quanto aos valores e costumes vigentes tem início, na cultura ocidental, na Antiguidade Clássica com os primeiros grandes filósofos, a exemplo de Sócrates, Platão e Aristóteles. Questionadores que eram, propunham uma espécie de “estudo” sobre o que de fato poderia ser compreendido como valores universais a todos os homens, buscando dessa forma ser correto, virtuoso, ético. O pano de fundo ou o contexto histórico nos qual estavam inseridos tais filósofos era o de uma Grécia voltada para a preocupação com a pólis, com a política.
A ética seria uma reflexão acerca da influência que o código moral estabelecido exerce sobre a nossa subjetividade, e acerca de como lidamos com essas prescrições de conduta, se aceitamos de forma integral ou não esses valores normativos e, dessa forma, até que ponto nós damos o efetivo valor a tais valores.
Segundo alguns filósofos, nossas vontades e nossos desejos poderiam ser vistos como um barco à deriva, o qual flutuaria perdido no mar, o que sugere um caráter de inconstância. Essa mesma inconstância tornaria a vida social impossível se nós não tivéssemos alguns valores que permitissem nossa vida em comum, pois teríamos um verdadeiro caos.  Logo, é necessário educar nossa vontade, recebendo uma educação (formação) racional, para que dessa forma possamos escolher de forma acertada entre o justo e o injusto, entre o certo e o errado.
Assim, a priori, podemos dizer que a ética se dá pela educação da vontade. Segundo Marilena Chauí em seu livro Convite à Filosofia (2008), a filosofia moral ou a disciplina denominada ética nasce quando se passa a indagar o que são, de onde vêm e o que valem os costumes. Isto é, nasce quando também se busca compreender o caráter de cada pessoa, isto é, o senso moral e consciência moral individuais. Segundo Chauí, podemos dizer que o Senso Moral é a maneira como avaliamos nossa situação e a dos outros segundo ideias como a de justiça, injustiça, bom e mau. Trata-se dos sentimentos morais. Já com relação à Consciência Moral, Chauí afirma que esta, por sua vez, não se trata apenas dos sentimentos morais, mas se refere também a avaliações de conduta que nos levam a tomar decisões por nós mesmos, a agir em conformidade com elas e a responder por elas perante os outros. Isso significa ser responsável pelas consequências de nossos atos.
Assim, tanto o senso moral como a consciência moral vão ajudar no processo de educação de nossa vontade. O senso moral e a consciência moral tem como pressuposto fundamental a ideia de um agente moral, o qual é assumido por cada um de nós. Enquanto agente moral, o indivíduo colocará em prática seu senso e consciência, pois são importantes para a vida em grupo entre vários outros agentes morais.
Logo, o agente moral deve colocar em prática sua autonomia enquanto indivíduo, pois aquele que possui uma postura de passividade apenas aceita influências de qualquer natureza. Assim, consciência e responsabilidade são condições indispensáveis à vida ética ou moralmente correta.

Para refletir...


"Os donos do capital incentivarão a classe trabalhadora a adquirir, cada vez mais, bens caros, casas e tecnologia, impulsionando-a cada vez mais ao caro endividamento, até que sua dívida se torne insuportável."(Marx -1867)

Unasul apoia demanda do Equador contra Reino Unido





Os países da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) realizaram neste domingo (19) uma reunião em caráter de urgência a pedido do Equador diante das ameaças britânicas contra a soberania deste país.


O foro contou com a presença do secretário-geral do organismo, Ali Rodriguez Araque, para examinar a situação criada depois da advertência feita pelo Reino Unido ao Equador sobre a possibilidade de invadir a embaixada do país sul-americano em Londres para prender Julian Assange.

Os chanceleres da União de Nações Sul-Americanas, reunidos em Guayaquil, manifestaram solidariedade ao Equador e pediram às partes que continuem "o diálogo em busca de uma solução aceitável para os dois países", diz a declaração conjunta, lida por seu secretário-geral, o venezuelano Ali Rodríguez.

No texto, os ministros declaram "solidariedade e apoio ao governo do Equador ante a ameaça de violação da sede de sua missão diplomática", e reiteram "o direito soberano dos Estados de conceder asilo". Também condenam a "ameaça de uso da força entre os Estados", e reafirmam "o princípio do direito internacional de que não se pode invocar o direito interno para deixar de cumprir uma obrigação do direito internacional".
Alba
Na véspera, a Alba realizou uma reunião que concluiu com um apoio contundente de seus Estados-membros ao direito do Equador de conceder asilo ao jornalista australiano.

Os países da Alba também rechaçaram o comunicado do Reino Unido enviado a Quito alegando uma lei interna que contradiz a Convenção de Viena sobre relações diplomáticas, de 1961, e outros tratados alusivos ao tema.

Ao explicar a posição de seu país, o presidente Rafael Correa e o chanceler Ricardo Patiño assinalaram que comprovaram indícios acerca dos temores demonstrados por Assange da possibilidade de ser enviado aos Estados Unidos para ser julgado por espionagem.

Correa e Patiño disseram que durante as negociações se esgotaram todas as alternativas para que tanto a Suécia como o Reino Unido dessem garantias de que não extraditariam Assange a um terceiro país.

Patiño considerou uma torpeza o comunicado britânico em que se esboçou a ideia de entrar na embaixada equatoriana em Londres e afirmou que seu país saberá responder a qualquer agressão deste tipo.

O chanceler equatoriano disse ainda que o Equador está disposto ao diálogo mas sem pressões nem condicionamentos à soberania.
Foro de São Paulo
Reunido neste fim de semana na capital paulista, o Grupo de Trabalho do Foro de São Paulo, articulação de forças de esquerda anti-imperialista na região latino-americana e caribenha, manifestou apoio e solidariedade ao governo do Equador e seu presidente, Rafael Correa, no caso da concessão de asilo político a Julian Assange.

A declaração aprovada no evento rechaça as ameaças do governo britânico de, a qualquer custo, submeter Assange à prisão e colocá-lo à disposição dos Estados Unidos.

Os partidos de esquerda assinalam que é necessário respeitar a extraterritorialidade das embaixadas e a integridade física de todo o pessoal diplomático. A violação destes princípios abriria um precedente gravíssimo, ameaçando as bases da diplomacia, diz o documento, que termina fazendo um apelo a todos os governos para que solicitem ao governo britânico que conceda o salvo conduto para que Assange possa viajar ao Equador.

Da Redação do Vermelho com agências

Renato Rabelo: Mobilidade urbana e desenvolvimento


Assunto candente no debate eleitoral, a problemática da mobilidade urbana ganha ares de centralidade. E não é por menos. A questão do transporte público se confunde diretamente com pendências e heranças de muito tempo de semiestagnação econômica atrelada ao mais rápido processo de urbanização ocorrida no mundo na segunda metade do século 20 e que teve lugar no Brasil. 

Por Renato Rabelo, presidente nacional do PCdoB


São dois níveis importantes do debate a se considerar. O primeiro voltado mais para a questão social e democrática que inclui o próprio direito ao lazer por parte dos trabalhadores que se utilizam de transporte público para irem e voltarem do trabalho. Mais tempo com a família. Mais tempo para a própria educação dos filhos e mais sociabilidade. Esse é um ponto. O segundo ponto, mais diretamente relacionado com a centralidade do processo de desenvolvimento nacional e como parte essencial ao próprio processo de desenvolvimento de cidades mais humanizadas.

O desenvolvimento sob a égide de um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento é a chave estratégica do lema das “cidades mais humanas”. Importante salientar essa ligação para que tenhamos clareza sobre os pontos de estrangulamento verificados no trânsito caótico das grandes cidades e a péssima qualidade de transporte de massas. Não necessitamos elaborar uma grande tese para perceber que a mobilidade urbana demanda pesados investimentos públicos e privados na construção de centenas de linhas de metrôs, corredores de ônibus, vias de trens leves, túneis, viadutos, anéis viários e estacionamentos subterrâneos. 

É preciso transitar do discurso de agitação para outro discurso mais propositivo. O problema da mobilidade urbana tem solução. Difícil solução, pois é determinada também por uma ampla mudança de mentalidade, para quem o prefeito – dentro dos limites impostos pelo orçamento – deixe de ser um mero síndico de um grande condomínio para se tornar um grande agente do desenvolvimento econômico local. Demanda superar discursos ideologizados e perceber onde se encontram os recursos necessários para o enfrentamento deste desafio, que podem estar tanto no próprio Estado quanto na iniciativa privada. Demanda capacidade política de percepção da relação entre o local (cidade) e o global (nacional). 

Trata-se inclusive de se aproveitar deste amplo programa de concessões aberto pelo governo federal da ordem de R$ 140 bilhões provindos da iniciativa privada. É sensibilizar politicamente todas as esferas de governo para o problema – cada vez mais político e de ordem pública – da mobilidade urbana. É clareza para enxergar a solução dos problemas candentes do desenvolvimento local de forma mais ampla, cuja solução não se encontra apenas diretamente na esfera dos próprios municípios.

Fonte: Vermelho

domingo, 19 de agosto de 2012

Para refletir...



"Sem sombra de dúvida, a vontade do capitalista consiste em encher os bolsos, o mais que possa. E o que temos a fazer não é divagar acerca da sua vontade, mas investigar o seu poder, os limites desse poder e o caráter desses limites." (Marx)

Agenda de Vane para segunda - 20 de agosto


11 às 12h30min  - Participa de entrevista ao vivo no programa Alerta Total - TV Cabrália/Record News;
15 h  às 18 h  - Reunião com lideranças de diversos segmentos;

18 h -  Assembleia da campanha - Comitê do Banco Raso.