A manifestação de sexta-feira, realizada em todo o Brasil, foi bem além dos objetivos de reafirmar a luta pela preservação dos direitos dos trabalhadores, ameaçados com o governo provisório de Michel Temer (PMDB-SP), e de fazer a defesa da democracia, violentada por uma conspiração montada pelo grande capital, com a cumplicidade da elite política e da mídia ultraconservadora.
Em Salvador, como nas principais cidades brasileiras, o povo ocupou as ruas para exigir liberdade, para cobrar Justiça, para dizer que as leis existem para ser respeitadas e cumpridas. Acima de tudo, para deixar bem claro que cansou do obscurantismo que tomou conta do Brasil nos últimos dias, depois do golpe que violentou a vontade popular.
Foram cerca de 10 mil pessoas, entre trabalhadores, profissionais liberais, estudantes e muita gente que passava na hora e aproveitou a oportunidade para acompanhar a alegre passeata, que saiu do Campo Grande em direção à praça Castro Alves, no final da tarde.
À medida que se aproxima a votação final doimpeachment, marcada para agosto, a tendência é a intensificação da mobilização para pressionar os senadores.
Nas ruas, protestos contra os golpistas Temer, Cunha, Aécio e Janot, além de repúdio à conivência de influentes instituições às conspirações golpistas. “Hei, Temer, vá tomar no Cunha”, era o principal grito dos manifestantes.
Para o presidente o Sindicato dos Bancários da Bahia, a mobilização ocorrida e todo o Brasil demonstra que os trabalhadores não irão aceitar o pacote de maldades do governo Temer, que prevê dentre outras coisa, elevação da idade para aposentadoria, terceirização, privatização de estatais, entrega do pré-sal para empresas estrangeiras e esvaziamento de programas sociais.
Como sempre, a mesma guerra de informações. Os meios de comunicação comprometidos com os golpistas insistem em tentar desconstruir o movimento e reduzem drasticamente o número de participantes, enquanto os organizadores tentam compensar com a maximização.
Mas, sem dúvida alguma, e quem viu ou participou pode comprovar, o ato de sexta-feira deu uma prova concreta de que as forças políticas progressistas estão unificadas e dispostas a reagir ao golpe. Sem dúvida, uma excelente retomada da mobilização.
Fonte: O Bancário via Lingua de Fogo


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