Em 13 de dezembro de 1968, ou seja, há exatamente 45 anos, o governo militar do General Costa e Silva, colocava em prática o famigerado Ato Institucional nº 5 (AI-5), redigido pelo então Ministro da Justiça, Luis Antônio da Gama e Silva.
Além de fechar o Congresso Nacional, foi conferido poder ilimitado ao Executivo, inclusive a suspensão de direitos políticos de qualquer brasileiro. Mas, o legado mais desonroso da ditadura e intensificado nos 10 anos do AI-5, foi a tortura cometida contra aqueles que lutavam por liberdade e justiça.
O DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna), criado em 1969, órgão de inteligência do Exercito brasileiro foi responsável por investigar e combater os “inimigos” da nação. Entre os investigados, destaca-se a presidenta Dilma Rousseff, torturada nas dependências do centro.
Os números do terror
A estimativa é de que durante a ditadura militar (1964-1985) 50 mil pessoas tenham sido detidas e 10 mil exiladas. No período, houve quatro condenações à morte (não consumadas), 4.862 cassações de mandatos e direitos políticos, 6.592 militares foram punidos e 245 estudantes foram expulsos das universidades. Os dados são da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos, da Secretaria Especial de Direitos Humanos.
Não há números precisos sobre mortos durante o regime. Mas, de acordo com o Centro de Documentação Eremias Delizoicov e a Comissão de Familiares dos Mortos e Desaparecidos Políticos, existem cerca de 400 assassinatos confirmados ligados à repressão.
Fonte: O Bancário
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