O 1º de Maio – Dia Internacional do Trabalhador – foi tema de sessão solene na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (30). Deputados e convidados fizeram discurso destacando as conquistas e as reivindicações atuais dos trabalhadores. Parlamentares ligados à causa trabalhista reconhecem que há muito o que comemorar, mas também ainda há muito por fazer.
“Amanhã, teremos que reafirmar a necessidade de, nessa quadra, do maior período de democracia que o Brasil vive após a Proclamação da República, nesse período em que os pobres e a maioria dos brasileiros têm alcançado as maiores vitórias da História da República, sedimentarmos alguns direitos que ainda estão por vir”, lembrou a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA-foto abaixo), a primeira a falar sobre a data, seguida de vários outros parlamentares do Partido.
“Mas é evidente que nós temos ainda grandes desafios”, disse a parlamentar, lembrando que “esta Casa precisa se debruçar sobre a pauta que agrega a incorporação dos trabalhadores ao desenvolvimento. Nós teremos que apreciar e votar aqui a redução da jornada de trabalho sem redução de salário”.
A deputada Luciana Santos (PCdoB-PE) confirmou as palavras das duas companheiras de Partido que a antecederam no microfone.
Segundo as deputadas comunistas – a deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC) também discursou saudando os trabalhadores – a Câmara também deve votar o fim do fator previdenciário, igualdade salarial entre homens e mulheres, direitos integrais dos terceirizados e dos servidores públicos.
Maior participação
O deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA) foi quem falou em nome do Partido na sessão solene, quando relembrou que há 127 anos os trabalhadores pagaram preço elevado lutando por redução da jornada de trabalho, em referência ao fato que deu origem a data.
Daniel Almeida também lembrou que há 70 anos foi criada a Consolidação das
“Se a produtividade se eleva, se a tecnologia nos permite avançar no resultado, nós podemos, sem dúvida alguma, partilhar esse resultado reduzindo a jornada de trabalho, assegurando aos trabalhadores mais tempo para seu aperfeiçoamento cultural, para sua atividade de convivência familiar”, avaliou Jô Moraes.
Da Redação do Vermelho em Brasília
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