“Mulher no poder”. Esse será o mote defendido pelo Fórum Nacional Permanente do PCdoB sobre Emancipação das Mulheres para a intervenção das comunistas no Dia 8 de Março. A informação foi dada pela secretária Nacional da Mulher do PCdoB, Liège Rocha, durante participação no programa Partido Vivo, da Rádio Vermelho.
Joanne Mota, da Rádio Vermelho em São Paulo
A comunista externou que mesmo com um mote geral, o PCdoB não irá perder de vista as demais bandeiras.
“É bom destacar que definir um mote não significa esquecer as demais lutas das mulheres. O PCdoB segue firme no combate à violência e tráfico de mulheres, continuará a luta pela educação, saúde. Ou seja, contra qualquer tipo de discriminação ou violência sofrida pelas mulheres”, indicou.
Organização para o 8 de Março
Na oportunidade, Liège também destacou o papel das centrais sindicais na construção do Dia 8 de Março.
“O envolvimento das centrais sindicais na construção das atividades comemorativas do Dia da Mulher é muito importante, seja pelo papel que joga as trabalhadoras em nosso país, seja pelo trabalho de intervenção que as centrais desempenham no interior da esfera política”.
“Além disso, é bom salientar para os ouvintes da Rádio Vermelho, que agenda de ação das mulheres extrapola os públicos e passeatas. O movimento feminista constrói um verdadeiro leque de ação, com atos em universidades, espaços de poder, seminários, debates, reuniões que conjugados com as passeatas e manifestações ampliam o raio de ação para a implementação das bandeiras defendidas pelo movimento”, indicou a dirigente.
Ela sinalizou que ao final de fevereiro a Secretária Nacional da Mulher do PCdoB terá uma agenda de ação da atividades que serãe realizadas em março.
10 anos de governo progressista e popular
Relativo aos 10 anos de governos progressistas e populares, Liège Rocha afirmou que ao logo desta década o movimento de mulheres no Brasil alcançou conquistas significativas.
“Um fato que não deve ser esquecido é o primeiro ato do governo Lula com a criação da Secretária Especial de Políticas para as Mulheres, que hoje possui status de Ministério. Essa foi uma conquista, importantíssima, do ponto de vista da elaboração, fiscalização e implementação de políticas públicas para as mulheres. Ações que até então eram tratadas de maneira secundária por outros ministérios”, ponderou a dirigente.
Além disso, ela aponta o processo histórico de conferências vivido pelo Brasil. “Só para as questões da Mulher, foram realizadas três conferências nacionais. Só a primeira Conferência mobilizou 130 mil mulheres de todo Brasil, que pela primeira vez puderam pensar, debater e propor ações efetivas para as suas demandas. Daí foi que nasceu o Plano Nacional de Políticas para as Mulheres e isso é único na história política de nosso país”.
A Secretaria de Políticas para as Mulheres foi instituída através da Lei Nº 10.683/2003. Liège explicou que dentre as funções da Secretaria está a de “assessorar na formulação, coordenação e articulação de políticas para as mulheres, bem como elaborar e implementar campanhas educativas e antidiscriminatórias de caráter nacional
Outro fato inédito apontado pela secretária da Mulher do PCdoB foi a criação de um Programa Nacional de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher, questão que em muitas regiões se quer era discutida. “Na última década ouvimos um grito geral de NÃO à impunidade aos que praticam violência contra a mulher. É nesse período que conquistamos a Lei Maria da Penha que já é referência para muitos países no mundo”, acentuou a comunista.
Ela reconhece os avanços, mas frisa que há ainda um longo caminho para ser percorrido e cabe ao movimento social, bem como aos partidos como o PCdoB travar essa luta.
“O PCdoB reconhece as conquistas, mas também aponta os caminhos para continuar nesse processo de mudança. No caso do combate à violência contra a mulher a lei existe, mas precisamos focar agora na criação, nos estados e municípios, dos equipamentos de atenção as mulheres que sofrem violência, tais como as casas-abrigo, delegacias especiais, centros de referência, entre muitos outros. O Brasil ainda vive a triste realidade de bárbaros assassinatos de mulheres e é preciso que a Lei Maria da Penha exista para além do papel e faça valer o repeito de direito que a mulheres lutaram com suor e sangue para conquistar”, finalizou a dirigente.
Acompanhe na Rádio Vermelho a entrevista na íntegra:
Programa Partido Vivo
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