terça-feira, 22 de setembro de 2015

Golpe tucano tem programa para liquidar o país

Dentre os golpistas há quem seja movido pelo ódio. As manifestações de rua contra a Presidenta Dilma demonstraram isso de modo cabal, através de bonecos enforcados, cartazes pedindo violência, palavras de ordem cheias de insultos. Entretanto, por trás dessa passionalidade reacionária, há um plano muito bem pensado, alinhavado de modo absolutamente racional.


Trata-se de, atendendo aos interesses do imperialismo, entregar as riquezas do país e ampliar ao máximo a espoliação dos trabalhadores.

Na última semana, empolgados pela situação difícil que o Brasil vive, economistas tucanos tiveram uma crise de sinceridade e apresentaram o programa econômico do golpe. Trata-se de um impressionante pacote de liquidação nacional: privatizações, fim da estabilidade do funcionalismo público, entrega do pré-sal, desmonte dos bancos públicos, entre outros aspectos de um verdadeiro roteiro de filme de terror. Para levar o plano ao cabo, querem liquidar a Constituição de 1988.

Para discutir esse programa que está por trás do golpe, o Vermelho traz uma série de artigos e entrevistas com especialistas. Esperamos com isso contribuir para alertar o país para o grande perigo que nos ameaça e para a necessidade de juntarmos forças para barrar o golpe.


Veja os artigos a seguir: 
Bercovici: Não querem menos Estado, mas Estado para favorecer rentismo

Marcio Pochmann: “Os liberais não gostam do povo”
O que os tucanos têm a oferecer aos brasileiros
O desastre social como programa de governo
Nossos limites. E a anatomia de um “menino monetarista”
O que o Brasil pode aprender com o golpe de Estado no Chile?


Fonte: Vermelho

Sessão Especial na Câmara lembra greve de 1985

A Sessão Especial de homenagem aos 30 anos da greve histórica dos bancários, em setembro de 1985, será realizada no dia 28/09 (segunda), às 9h, na Câmara Municipal de Salvador. A sessão é promovida pelo vereador e bancário Everaldo Augusto (PCdoB).

A paralisação fechou as agências em todo o país de 10 a 12 de setembro de 1985, mobilizando cerca de 500 mil bancários. Foram três dias de grande adesão à greve, que surpreendeu os banqueiros e levou a atenderem quase que integralmente as reivindicações. Após a ditadura militar, em que não havia direito à greve, os trabalhadores conquistaram um reajuste salarial foi de 89,55%.

Fonte: Feebbase

Campanha Salarial dos Bancários 2015: Rodada decisiva com a Fenaban na sexta

Depois de cinco encontros ouvindo não, os bancários depositam todas as suas expectativas de avanços na rodada de negociação entre o Comando Nacional e a Fenaban, que acontece na próxima sexta-feira (25/9), em São Paulo. Depois de tanta demora, a categoria espera que os bancos apresentem uma proposta concreta à pauta de reivindicações, entregue no mês passado.
Além do reajuste salarial de 16%, que inclui a reposição da inflação mais 5,7% de aumento real, os bancários reivindicam participação nos lucros e resultados (PLR) de três salários mais parcela fixa de R$7.246,82; 14º salário; piso salaria equivalente ao salário mínimo indicado pelo Dieese, que hoje é de R$3.299,66; aumento no valor dos vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá para R$788,00 ao mês cada; garantia de emprego, fim da pressão por metas e do assédio moral, dentre outras questões importantes.
A crise econômica não pode ser usada pelos bancos para negar as demandas da categoria, uma vez que os cinco maiores bancos que operam no país (Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa) lucraram R$36,3 bilhões apenas no primeiro semestre de 2015, o que representa um crescimento de 27,3% em relação ao mesmo período do ano passado.  
Os bancos vão tentar negar direitos aos trabalhadores,  que devem continuar mobilizados para ampliar conquistas e vencer a intransigência dos banqueiros.
Fonte: Feebbase

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Inserção de negros aumenta no ensino superior, racismo também

Apesar de insuficiente, o acesso do negro no ensino superior vem aumentando gradativamente, em um país que possui um passado colonizado e escravocrata. Aliás, o Brasil foi o último país liberto americano a abolir a escravidão, registro que reforça o imenso desafio da luta pela igualdade racial.

Por Laís Gouveia


Inserção de negros aumenta no ensino superior, racismo tambémInserção de negros aumenta no ensino superior, racismo também
Segundo dados do IBGE de 2013, a porcentagem de brancos cursando o ensino superior na faixa etária de 18 a 24 anos era de 79%, enquanto a de negros atingia apenas 21%. Apesar da imensa maioria a frequentar a universidade ainda ser branca, se for comparado com os anos 1990, é perceptível a inserção dos negros no mundo acadêmico. Em 1997, apenas 2,2% de pardos e 1,8% de negros, entre 18 e 24 anos, cursavam ou tinham concluído um curso de graduação no Brasil. Parte do aumento desse número é resultado de políticas sociais inclusivas, como a Lei de Cota Para Negros e o ProUni.

Em um espaço historicamente frequentado por brancos, conviver em um ambiente com pessoas negras, infelizmente, no século 21, ainda é motivo de mal-estar para algumas pessoas que vêm praticando atos de racismo contra estudantes e professores.



Professor é atacado na Unesp: “macaco”

O professor de jornalismo da Unesp Bauru, Juarez de Paula Xavier, foi uma recente vítima do racismo. No banheiro da universidade foram encontradas pichações com os dizeres “Juarez Macaco”, “Negras fedem” e “Unesp cheia de macacos fedidos”. Na opinião de Juarez, o ato de racismo “pode ser uma reação aos esforços para multiplicar a presença de outros grupos (negros, mulheres e homossexuais) na universidade”, disse o professor à Agência Brasil.



A universidade criou uma comissão para apurar o ocorrido.

Estudantes de medicina fazem “Black Face” e ironizam inclusão social 

Um grupo de estudantes de medicina da UniArara, localizada no interior de São Paulo, durante os jogos universitários, tirou uma foto pintados de negro, no estilo “Black Face”, prática que ganhou popularidade no século 19 no teatro estadunidense. Os atores brancos se pintavam com carvão para representar personagens afrodescendentes de forma pejorativa.

O título da foto era “negritudes”. No Facebook, comentários abaixo da foto reforçavam o racismo. “Negritude” e “inclusão social hahaha”, diziam os estudantes.

Por nota, a direção da UniArara afirmou que rechaça preconceitos na instituição. “A instituição é totalmente contra qualquer forma de preconceito e racismo.”

Projeto na UNB denuncia o racismo presente no espaço acadêmico 


Intitulado “Ah branco, dá um tempo!” estudantes da Universidade de Brasília (UNB) criaram uma forma de denunciar o racismo e resistir nos espaços de maioria branca.

O projeto consiste em um site que publica fotos de frases racistas que estudantes negros escutam em seu cotidiano.

A autora do projeto, Lorena Monique dos Santos, considera que o objetivo do projeto é demonstrar que o racismo no Brasil é algo sutil. “Apesar de o racismo ser racismo em qualquer lugar, ele se expressa de diferentes formas de acordo com cada realidade”, afirmou a jovem.

A página do projeto no Facebook já conta com mais de 5 mil curtidas. 


Do Portal Vermelho 

Frente faz mobilização nacional contra golpe e em defesa da Petrobras

A Frente Brasil Popular realiza a sua primeira mobilização de massa no próximo dia 3 de outubro, data em que a Petrobras completa 62 anos. Nesta quinta-feira (17), entidades organizadoras se reúnem em São Paulo para definir o roteiro de atividades da mobilização, que vai acontecer em todo o país.


Paulo Pinto
  
“No momento político e econômico que o país tem vivido se torna urgente a necessidade do povo ocupar as ruas, avenidas e praças contra o retrocesso, por mais direitos e pelas reformas estruturais”, diz documento convocatório assinado por diversas entidades sindicais e do movimento social integrantes da frente.

O ato foi aprovado na plenária da Conferência Nacional de lançamento da Frente, que reuniu no dia 5 de setembro mais de 2 mil lideranças dos movimentos social e sindical, parlamentares, representantes de partidos, intelectuais e artistas, em Belo Horizonte (Minas Gerais), e é uma contraofensiva à onda conservadora que tem manobrado em direção a um golpe contra a democracia e o mandato legítimo da presidenta Dilma Rousseff.

Sem retrocesso

Para o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adílson Araújo, as manobras direitistas “são nítidas” e os derrotados nas urnas querem pautar o governo. “A sociedade brasileira precisa se manifestar e definir essa pauta”, enfatizou o sindicalista. “Há um interesse por parte dessa onda conservadora de criar uma instabilidade política no país e inviabilizar o exercício do mandato da presidenta Dilma. E como se não bastasse a tensão golpista, há também uma movimentação que depõe contra a possibilidade do país retomar o desenvolvimento, por conta de uma agenda de austeridades. Nós precisamos ganhar as ruas, levantando a bandeira da democracia e radicalizando no sentido de evitar o retrocesso”, defendeu.

De acordo com os organizadores, essa ascensão do conservadorismo ameaça a soberania nacional, tendo como um dos principais alvos a Petrobras e, por consequência, o pré-sal.

“Escolhemos essa data justamente por se tratar do aniversário de criação da Petrobras. É uma questão de soberania nacional”, destacou Liège Rocha, diretora da União Brasileira de Mulheres, salientando que também se trata de uma ameaça à integração latino-americana, pois “assim como o Brasil, a Venezuela, o Equador e a Argentina enfrentam as mesmas ameaças”.

Liège lembrou que essa ameaça já está materializada com o Projeto de Lei 131/2015, em tramitação no Congresso Nacional, que tenta reduzir a participação da Petrobras no regime de partilha do pré-sal.

Apontar rumos

A mobilização também quer apontar caminhos para enfrentar a crise econômica. Rosane Silva, da direção nacional da CUT, destacou que a pauta vitoriosa das urnas que garantiu a eleição da presidenta Dilma foi a de retomada do desenvolvimento e de investimentos sociais.

“Elegemos a presidenta Dilma para avançarmos em direitos sociais, na distribuição de renda, nos programas sociais como o Minha Casa Minha Vida, na reforma agrária, na educação. Estamos dispostos a ir pra rua sim, para defender nossos direitos, defender o modelo de desenvolvimento que distribua renda, eleve emprego e eleve o crédito da classe trabalhadora”, disse Rosane, salientando que a mobilização vai mostrar ao governo que “existe saída para essa crise econômica e não é com ajuste fiscal recaindo na classe trabalhadora, mas sim, com a taxação do grande capital”.
 

Do Portal Vermelho, Dayane Santos

Todo esforço deve ser para barrar o retrocesso, diz presidente da CTB

Na semana passada, os ministros Joaquim Levy (Fazenda) e Nelson Barbosa (Planejamento) anunciaram a busca por novas medidas de arrecadação – com ênfase na recriação da CPMF por um período de quatro anos. Entre os cortes, os que mais chamam atenção dos trabalhadores são, o adiamento na concessão de aumento aos servidores públicos federais e a suspensão de provas para novos concursos.


 “Todo esforço deve ser para barrar o retrocesso”, diz Adilson Araújo, presidente nacional da CTB “Todo esforço deve ser para barrar o retrocesso”, diz Adilson Araújo, presidente nacional da CTB
Para o presidente da CTB, Adilson Araújo, o momento exige povo na rua e mobilização social. “Não há contradição em apoiar um governo democrático popular e pressioná-lo para o caminho do avanço. Diante do quadro de instabilidade política que o país atravessa, o governo tem sido pressionado pelo mercado e uma onda conservadora tomou conta do Congresso Nacional, que busca precarizar e flexibilizar direitos sociais e trabalhistas”, explicou.

Adílson argumentou que muito do que tem acontecido é reflexo do agravamento da crise econômica mundial, que já dura quase uma década e agora começa a atingir o Brasil de forma mais perceptível. “Todo esforço por parte dos trabalhadores deve ser para evitar o retrocesso. A CTB entende que os ajustes necessários para equilibrar as contas não podem penalizar a classe trabalhadora. A nossa posição é a de resistir a todo custo".

O sindicalista lembra que a agenda que ajudou a eleger a presidenta Dilma foi focada no desenvolvimento com valorização do trabalho e que remar contra a maré depõe contra essa expectativa, que é ver o Brasil voltado para os investimentos sociais, para a retomada das obras de infraestrutura, para uma política de transição que visa o desenvolvimento.

“Digo mais: nós não podemos achar que uma política de austeridade vai remediar essa crise, muito pelo contrário”, acrescentou. “Sabemos que os interesses do rentismo, que apregoa o Estado mínimo e o corte de gastos públicos, pode levar o país a uma profunda recessão. Para nós é decisivo combater essa ideologia do capital financeiro e as políticas neoliberais”, continuou.

Adilson fez uma ressalva importante: não se deve confundir os protestos contra os cortes de direitos com pedidos de impeachment, cujas motivações são puramente reacionárias. “O embate político que vai se avolumando mostra que o interesse da classe dominante é criar um ambiente hostil e de posições retrógradas. Nossa democracia tem sido alvo dessa ofensiva golpista por parte dos derrotados, que querem interromper o mandato constitucional da presidenta Dilma. Há um perigo iminente de perdermos tudo o que conquistamos até agora”, disse.

A atitude dos sindicalistas neste momento, sugere Adílson, deve ser a de levantar ainda mais a bandeira e lutar em defesa da democracia, da soberania, da defesa da Petrobras e dos direitos sociais e trabalhistas.


Com informações do Portal da CTB via Vermelho

Flavio Aguiar: O bafo podre da direita

No final de semana passada deu para sentir o hálito pútrido, o bafo podre da direita brasileira. À frente, porta-estandarte, vinha o editorial da Folha de S. Paulo. Um pedido para a ruptura da ordem constitucional, eliminando “temporariamente” as vinculações com investimentos na educação e na saúde. E ainda vinha o ultimato, na base do ou a presidenta nos obedece ou deve sair.

Por Flavio Aguiar, na Carta Maior


Reprodução
A sanha vampiresca das oposições não tem nada a oferecer, a não ser a sua sanha desmedida por ocupar o aparelho de Estado e vender o Brasil a troco de bananaA sanha vampiresca das oposições não tem nada a oferecer, a não ser a sua sanha desmedida por ocupar o aparelho de Estado e vender o Brasil a troco de banana
E vieram as exigências de que os investimentos sociais fossem cortados, e os rancores porque não foram.

Tudo isto revela uma verdade meridiana: críticas que tenhamos ao governo da Dilma, com o Aécio e companhia limitada e sociedade anônima, seria muito pior.

Eles agora mostraram os caninos do vampiro, as manguinhas de fora, e o programa que nas eleições de 2014 não tiveram coragem de mostrar: anti-povo, anti-Brasil, anti-social, anti-tudo.

Não tenhamos ilusões: o governo Dilma parece o peru da peça de Brecht, preso no círculo de giz, sem imaginação, pobre de espírito. Mas é o que temos de democracia no Brasil, eleito que foi. A sanha vampiresca das oposições não tem nada a oferecer, a não ser a sua sanha desmedida por ocupar o aparelho de Estado e vender o Brasil a troco de banana, ficando eles com os filés da venda.

Alguém tem alguma ilusão de que o programa das oposições - o verdadeiro - não seja este?

Se tiver, que se candidate ao prêmio de banana do século 21.
 


Fonte: Vermelho