sexta-feira, 21 de novembro de 2014

I Corrida e Caminhada Salve o Rio Cachoeira: Prazo de inscrição foi prorrogado até sábado às 15 horas

Impreterivelmente até às 15 horas de amanhã, sábado, 22/11, a empresa Sprinter Eventos, contratada pelo Sindicato estará recebendo as inscrições dos interessados em participar da I Corrida e Caminhada Salve o Rio Cachoeira. Após esse horário, inscrições ainda poderão ser realizadas presencialmente na sede do Sindicato, situado à Rua Duque de Caxias, 111 – Centro, até às 17 horas do mesmo dia.
Ainda dá tempo de você se inscrever. Reúna a família, chame colegas e amigos e participe desse projeto de responsabilidade ambiental e de promoção da saúde.

Entrega dos kits para os participantes
Os kits da corrida estarão disponíveis para retirada a partir das 11 horas de amanhã, sábado, 22/11 na sede do Sindicato.

Receba seu Kit Corrida e ajude ao próximo
A partir das dez horas do sábado, 22/11, diretores do Sindicato estarão na sede da entidade (Rua Duque de Caxias 111) para a entrega do Kit Corrida e as últimas informações sobre a I Corrida e Caminhada Salve o Rio Cachoeira.
Solicitamos aos participantes que se puder contribuam com 1 kg de alimento não perecível que será entregue ao abrigo São Francisco.

Não se esqueça: Largada será ás 8 horas em ponto
Os participantes devem chegar com antecedência, pois a largada será impreterivelmente às 8 horas da manhã do domingo, 23 de novembro, na Praça Rio Cachoeira.

Nosso objetivo
A 1ª Corrida e Caminhada “Salve o Rio Cachoeira”, promovida pelo Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região, tem como objetivo difundir na comunidade a prática da atividade física, favorecendo o intercâmbio cultural e esportivo, além de chamar a atenção da sociedade sobre a conscientização ambiental da Bacia do Rio Cachoeira.
A organização da corrida de rua e caminhada estará sob a responsabilidade da Sprint Eventos juntamente com a AIA (Associação Itabunense de Atletismo).

Nossos parceiros e patrocinadores
Para realizar a I Corrida e Caminhada Salve o Rio Cachoeira o Sindicato contou com a logística e a experiência da empresa Sprint Eventos e da Associação Itabunense de Atletismo (AIA). Além disso, contamos com empresas abaixo que ajudaram na viabilidade do  nosso projeto.

Receba seu Kit Corrida e ajude ao próximo
A partir das dez horas do sábado, 22/11, diretores do Sindicato estarão na sede da entidade (Rua Duque de Caxias 111) para a entrega do Kit Corrida e as últimas informações sobre a I Corrida e Caminhada Salve o Rio Cachoeira.
Solicitamos aos participantes que se puder contribuam com 1 kg de alimento não perecível que será entregue ao abrigo São Francisco.

Mais informações
O evento será realizado no próximo domingo (23) e terá como ponto de largada a Praça Rio Cachoeira, impreterivelmente às 8h da manhã. Serão 6,4km de percurso.
As inscrições serão feitas exclusivamente pela internet. O link já está disponível no site do sindicato (www.bancariositabuna.com).
Neste link você encontra os valores e a forma de pagamento para efetuar sua inscrição.
Qualquer dúvida você pode tirar através do email corrida@bancariositabuna.com

Fonte: Seeb-Itabuna - Língua de Fogo

Cotado para Fazenda, presidente do Bradesco se reúne com Dilma

O presidente do Bradesco, Luiz Trabuco (foto), se reuniu dia 189/11 com a presidente Dilma Rousseff em Brasília, informa Sonia Racy. Ele teria sido convidado a assumir o Ministério da Fazenda. A escolha de um nome para a Fazenda, para tentar acalmar o mercado, e os desdobramentos e reflexos políticos para o governo em decorrência da Operação Lava Jato foram os dois temas dominantes da reunião de Dilma com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no fim da tarde de terça-feira, em Brasília.
Boatos de que poderia haver um anúncio oficial ontem sobre a equipe econômica mexeram com o mercado financeiro. Para Lula, a melhor indicação seria a de Henrique Meirelles, que foi presidente do Banco Central em seu governo. Mas a presidente continua resistindo. Em sua lista de opções, além de Trabuco, há o nome do presidente Banco Central, Alexandre Tombini, com quem a presidente também teve a oportunidade de conversar, e muito, nos últimos dias.
Tombini não só esteve com Dilma na reunião do G-20, na Austrália, como foi convidado por ela a voltar no avião presidencial para Brasília, mais precisamente na cabine presidencial, durante o voo de volta para o Brasil.
O atual titular da Fazenda, Guido Mantega, permaneceu em Brisbane, na Austrália. Enquanto isso, Dilma e Tombini voavam, pararam em Osaka, no Japão, depois jantaram em Seattle, nos Estados Unidos, durante o tempo de reabastecimento do avião e por fim, fizeram uma parada na Cidade do Panamá.
Há ainda especulações em torno do nome do ex-secretário executivo do Ministério da Fazenda Nelson Barbosa, que não restabeleceu todas as pontes com Dilma, mas tem discutido e participado de reuniões com projetos para o futuro com integrantes do governo. Barbosa é professor da Fundação Getúlio Vargas.
Por partes
A presidente tem seu timing próprio e, em entrevista antes de viajar para a Austrália, avisou que, ao retornar da reunião do G-20, iria começar a tratar das mudanças ministeriais “por partes”. Mas as novas denúncias e prisões ligadas ao caso de corrupção na Petrobrás fazem com que o governo tente apressar a formação do novo ministério para reverter a onda negativa que domina a agenda nacional.
Depois desta e outras reuniões da presidente com os ministros da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e da Justiça, José Eduardo Cardozo, e com o governador da Bahia, Jacques Wagner, especula-se que Dilma possa anunciar a primeira etapa da reforma ministerial até amanhã. Mas não há nada definido. Ontem, Dilma voltou a se reunir no fim da manhã com Wagner, que em seguida embarcou para Salvador. O governador é um dos principais interlocutores da presidente neste momento e é cotado para pastas como Indústria e Comércio - que seria de sua preferência -, mas até a da Justiça teria entrado como alternativa.
Wagner avisou que não gostaria de ser deslocado para a presidência da Petrobrás, no lugar de Graça Foster, nem quer ir para a Secretaria de Relações Institucionais (SRI), cargo que já ocupou e atualmente tem à frente o também petista Ricardo Berzoini.
Fonte: Estadão via Vermelho

Após pressão social, Itamaraty nega entrada de Julien Blanc no Brasil

O instrutor que ensina a "pegar mulheres" à força e com violência, Julien Blanc, foi proibido de entrar no Brasil
Reprodução
O instrutor que ensina a "pegar mulheres" à força e com violência, Julien Blanc,
foi proibido de entrar no Brasil

Julian Blanc é um “palestrante” que ensina como “pegar mulheres” à força e com uso de violência. Após a confirmação de duas “palestras” dele no Brasil – uma no Rio de Janeiro, outra em Florianópolis – movimentos sociais fizeram uma grande movimentação na internet para o Itamaraty negar a entrada dele no país. Surtiu efeito, Julian Blanc foi proibido de pisar em solo brasileiro. 


Em nota, o Itamaraty confirmou já ter elementos suficientes para negar o visto do suíço Julian Blanc. “Caso uma solicitação de visto seja recebida por qualquer Embaixada ou Consulado no exterior, já existem elementos suficientes que recomendam a denegação”, diz um trecho do comunicado.

Porém, a mobilização para negar a entrada de Blanc foi grande, um abaixo-assinado online reuniu mais de 260 mil assinaturas. A petição denuncia os métodos divulgados pelo próprio instrutor para conquistar mulheres por meio da violência e intimidação.

Em entrevista para a Revista Fórum, um diplomata que preferiu não se identificar disse que o Brasil está atento ao assunto. “[O Itamaraty] É uma instituição sensível a questões de gênero, sim. Não é perfeita, nenhum lugar é perfeito, mas esforços pesados pela defesa da igualdade de gênero, combate à homofobia e ao racismo têm sido feitos”, garantiu.

Julian Blanc ensina, entre outras atrocidades, técnicas que incluem beijar mulheres à força e ignorar quando dizem não às investidas sexuais. O instrutor afirma que ao usar a força é possível “ativar a prostituta que existe dentro das mulheres”, e reconhece a agressividade, mas diz que o importante é atingir o objetivo: “É ofensivo, inapropriado, emocionalmente assustador, mas efetivo”.

A Secretaria de Políticas para Mulheres também divulgou uma nota em repúdio à realização das palestras de Julien Blanc no Brasil. Disse defender a liberdade de expressão, mas diante dos perigos que o suíço representa “junta-se às mulheres e diz claramente: é radicalmente contra qualquer tipo de violência contra as mulheres e pela defesa dos direitos delas”.


Do Portal Vermelho,
Mariana Serafini,
com informações da revista Fórum

Uma em cada três mulheres é vítima de violência no mundo, indica OMS

Uma em cada três mulheres no mundo é víima de abusos físicosUma em cada três mulheres é vítima de abusos físicos em todo o mundo, indica uma série de estudos divulgados nesta sexta-feira (21) pela Organização Mundial da Saúde (OMS).


Agência Brasil
Uma em cada três mulheres no mundo é víima de abusos físicos
Entre 100 milhões e 140 milhões de mulheres são vítimas de mutilação genital e cerca de 70 milhões se casam antes dos 18 anos, frequentemente contra a sua vontade.

Os dados indicam que 7% das mulheres correm o risco de sofrer violência em algum momento das suas vidas.

A violência, exacerbada durante conflitos e crises humanitárias, tem consequências dramáticas para a saúde física e mental das vítimas.

“Nenhuma varinha de condão vai eliminar a violência contras as mulheres. Mas a prática revela que é possível realizar mudanças nas atitudes e nos comportamentos, que podem ser conseguidos em menos de uma geração”, afirmou Charlotte Watts, professora na Escola de Higiene e Medicina Tropical em Londres e coautora dos documentos.

Os investigadores apuraram que mesmo nos casos em que existe legislação forte e avançada de defesa das mulheres, muitas continuam a ser vítimas de discriminação, violência e falta de acesso adequado a serviços jurídicos e de saúde.

Os autores sustentaram que a violência contra as mulheres só vai retroceder se os governos colocarem mais recursos na luta e reconhecerem que ela prejudica o crescimento econômico.

O documento também sustenta que os líderes mundiais deverem mudar legislações e instituições discriminatórias que encorajam a desigualdade e preparam o terreno para mais violência.


Fonte: Agência Brasil via Vermelho

Capoeira será reconhecida como Patrimônio Cultural da Humanidade

A capoeira de roda será reconhecida como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco)Dança, luta e símbolo de resistência, a capoeira de roda será reconhecida como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). 


Marcello Casal Jr | Agência Brasil
A capoeira de roda será reconhecida como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco)
Na próxima semana, em Paris, o Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural e Imaterial da Unesco anuncia sua decisão. Foram feitos 46 pedidos de registro pelos Estados-Membros, sendo que 32 foram recomendados pelo órgão técnico do comitê, entre os quais está o da capoeira – o único apresentado pelo Brasil e um dos três bens da América Latina na lista.

No dossiê de candidatura, de 25 páginas, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) enumera uma série de ações para difundir a modalidade e propõe medidas de salvaguarda orçadas em mais de R$ 2 milhões, como a produção de catálogos e encontros. O documento destaca que o registro vai favorecer a consciência sobre o legado da cultura africana no Brasil e o papel da capoeira no combate ao racismo e à discriminação. O dossiê lembra que a prática chegou a ser considerada crime e foi proibida durante um período da história. Hoje, a capoeira é praticada até fora do país.

“A capoeira é uma manifestação cultural de muitas dimensões. É ao mesmo tempo luta, dança e jongo, tão ligada à nossa história, à nossa sociedade, que é um pouco do que é o povo brasileiro”, explicou a diretora do Departamento do Patrimônio Imaterial do órgão, Célia Corsino.

Já reconhecida como patrimônio cultural pelo Iphan desde 2008, a capoeira envolve os praticantes por meio do canto, dos instrumentos típicos como o berimbau e o atabaque, em uma roda, onde os golpes se confundem com a dança. Uma prática que é, ao mesmo tempo, jogo e brincadeira.

“A capoeira não é só um jogo, a capoeira é muito mais do que isso, a história da capoeira se confunde com a própria história do país, já foi utilizada até em guerra, como a do Paraguai”, diz mestre Paulinho Salmon, capoeirista e professor por mais de 50 anos. Ele faz parte de um comitê de mestres de capoeira no Rio que discute medidas de salvaguarda com o Iphan.

Os pedidos dos mestres para proteger a capoeira e seu aval para registrá-la como patrimônio da humanidade também foram levados em conta no dossiê entregue à Unesco. Entre eles, a possibilidade de a capoeira se tornar disciplina obrigatória nas escolas e nos encontros de troca de conhecimento. Segundo mapeamento do Iphan, a modalidade é praticada por todo o país.

No documento que recomenda o registro, o comitê técnico da Unesco destaca que a capoeira nasce da resistência contra a discriminação e favorece a convivência social entre pessoas diferentes. “[A roda] funciona como uma afirmação de respeito mútuo entre comunidades, grupos e indivíduos e promove a integração social e da memória da resistência à opressão histórica".

No pedido, o Iphan também cita ações como o registro nacional da capoeira de roda como um bem cultural, a criação de grupos de trabalho, encontros e o prêmio Viva Meu Mestre, desenvolvidos com a sociedade civil e órgãos de governo. Para o futuro, como patrimônio da humanidade, são sugeridas medidas para promover a capoeira, contextualizá-la como legado africano no Brasil, além de mapear as rodas e seus mestres.

Conhecido como um dos maiores portos de desembarque de africanos, o Brasil organiza para 2015 o pedido de registro como patrimônio da humanidade do Cais do Valongo, no centro do Rio de Janeiro. Estima-se que o país tenha recebido 40% de todos os africanos escravizados que chegaram vivos às Américas e, desses, cerca de 60% entraram pelo Rio de Janeiro, segundo o antropólogo e fotógrafo Milton Guran, do Comitê Científico Internacional do Projeto Rota do Escravo da Unesco. O Cais do Valongo é considerado sagrado por religiões de matriz africana.


Fonte: Agência Brasil via Vermelho

“O maior desafio é combater o preconceito contra pobre”, diz ministra

Tereza Campelo Após uma campanha eleitoral acirrada, em que parte da sociedade brasileira vilanizou os beneficiários de programas como o Bolsa Família – muitos deles, pobres e nordestinos –, resta a necessidade de “combater o preconceito contra o pobre”, na opinião da ministra do governo federal responsável pelos programas.

Há quase quatro anos à frente do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, a economista Tereza Campello encabeça iniciativas que marcaram os governos petistas na última década, entre eles o Bolsa Família e o Plano Brasil Sem Miséria.

“A gente não pode pegar esse ódio de meia dúzia de pessoas absolutamente nefastas que falam absurdos do Bolsa Família e achar que isso é o Brasil”, diz a ministra, que cita dados comprovando que os brasileiros, em sua maioria, apoiam os programas sociais.

Formada pela Universidade Federal de Uberlândia, Campello fez parte da equipe de transição do primeiro governo Lula e foi alçada ao cargo de ministra na administração de Dilma Rousseff. Ela conversou com a BBC Brasil na semana passada, durante um evento na London School of Economics, em Londres.

A ministra reconheceu que a deterioração da economia pode ter um impacto negativo nas populações mais pobres e discutiu dados oficiais divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que mostram um aumento no número de brasileiros vivendo na miséria.

Sobre sua permanência no cargo no próximo mandato, a ministra diz que a “pergunta deve ser feita à presidenta da República”, mas que “pretende continuar ajudando o projeto, independente de onde for”. Confira abaixo os principais trechos da entrevista.

BBC Brasil – Números divulgados pelo Ipea no início deste mês com base em dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) mostram que a quantidade de brasileiros vivendo na miséria não só parou de diminuir, mas também cresceu de 10,08 milhões em 2012 para 10,45 milhões em 2013. O que aconteceu? Por que o número de pessoas vivendo abaixo da linha de pobreza cresceu?

Tereza Campello - Mesmo seguindo essa linha (de pobreza adotada pelo) Ipea, se a gente for olhar, vamos ver que esta variação está dentro da margem de erro. Não podemos dizer que uma coisa subiu ou desceu quando está dentro da margem de erro. O ideal é que a gente olhe a tendência dos últimos dez anos ou do último período, para poder fazer uma avaliação econômica.

No ano passado, por exemplo, essa mesmo pesquisa da PNAD apresentou dentro da margem de erro uma variação de aumento dos analfabetos. Foi o maior escarcéu. Como pode aumentar analfabeto no Brasil? As pessoas deixaram de saber ler? Sabiam ler e deixaram de saber ler? Fomos olhar este ano, e era uma variação estatística.

Tereza: A minha avaliação é que a pobreza continua caindo. A extrema pobreza continua caindo. O Bolsa Família para os extremamente pobres teve um aumento real de 20% no período analisado pela PNAD, o salário mínimo aumentou e o desemprego para a população extremamente pobre continuou caindo. Então, todos elementos econômicos que dão base à avaliação comprovam que as políticas continuam tendo eficiência.

BBC Brasil – Na última quinta-feira, a FGV divulgou que o Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1, que mede a inflação para as famílias com renda de até 2,5 salários mínimos, voltou a subir em outubro e já acumula alta de 6,24% nos últimos doze meses. Nós sabemos que a inflação acaba por comprometer a renda, especialmente dos mais pobres. Não há o risco de a piora da situação econômica acabar anulando os ganhos com os programas sociais?

Tereza - Nós temos atualizado os valores da linha de pobreza para garantir a paridade do poder de compra. Recentemente, nós aumentamos o valor do Bolsa Família de R$ 70 para R$ 77 (mensais per capita). Se a gente olhar os dados do Bolsa Família para os extremamente pobres, não tem nenhum outro indicador no Brasil que tenha tido um aumento maior dentro do mandato da presidenta Dilma do que o aumento da renda dos mais pobres com o Bolsa Família.

O Bolsa Família cresceu 84% acima da inflação em quatro anos. Então, nós estamos com valores que já estão bem acima do crescimento inflacionário e a expectativa é que a gente mantenha o poder de compra dos ganhos dessa população.

BBC Brasil – Então em uma eventual permanência dessas pressões inflacionárias os programas serão reajustados novamente?

Tereza- Não tem porque a gente mudar a prática. É isso que tem acontecido. Agora, é óbvio que a inflação impacta. A nossa expectativa é que a inflação se mantenha dentro da meta e nós estamos tomando medidas para que isso aconteça.

BBC Brasil - Ao mesmo tempo, a deterioração da economia faz com que haja uma pressão de diversos setores por ajustes e cortes de gastos. Como resolver esse impasse entre a necessidade de continuar atendendo às famílias na miséria e na pobreza e a necessidade de cortar gastos. A senhora acha que os programas sociais também terão que sofrer ajustes?

Tereza - Os programas dentro do (Plano) Brasil Sem Miséria certamente não serão objeto de redução. Tem alguns programas que vão ter redução, mas não por conta da agenda de cortes. Por exemplo, no caso de cisternas, nós cumprimos nossa meta. Hoje fizemos uma quantidade de cisternas [750 mil no primeiro mandato Dilma Rousseff] e no próximo período certamente não vamos manter o mesmo nível, porque não tem necessidade.

BBC Brasil 
– Existe ainda uma impressão de que o progresso em outros aspectos, como educação, saúde e outros serviços, não andou na mesma velocidade. Não há um problema nisso?

Tereza - Eu acho que cada vez que a gente conquista um patamar, esse patamar se torna insuficiente. A gente andou um tanto, isso só faz com que a população queira mais ainda. Não só é legítimo querer mais saúde e educação, como isso é bom para o conjunto das famílias e bom para o Brasil. É importante que a gente tenha essa pressão popular e legítima, porque a gente quer melhorar também.

BBC Brasil – Na visão da senhora, qual são os grandes desafios do governo na área social neste mandato?


Tereza
 - O maior desafio é a gente continuar garantindo uma inclusão econômica de qualidade para os pobres. Tem gente que acha que o pessoal do Bolsa Família não trabalha. Metade do público não trabalha mesmo, porque tem menos de 18 anos de idade. Felizmente eles não trabalham. Isso é uma vitória do Brasil, ter tirado as crianças do trabalho infantil, e o Bolsa Família ajudou muito nisso.

Talvez o nosso maior desafio seja lutar contra o preconceito contra o pobre, de dizer que o pobre não trabalha. Porque a população pobre do Brasil trabalha e trabalha muito.

O bisavô foi analfabeto, o avô foi analfabeto, o pai é analfabeto, essa pessoa não teve acesso a educação de qualidade, e tem gente que acha que ela tem de competir no mesmo nível com quem teve tudo isso. Não, nós temos é que ajudá-la a sair dessa situação, que não é a situação de preguiça. Essa pessoa trabalha. É a situação de não ter tido acesso a oportunidades.

O grande desafio hoje é que não só a gente melhore a vida da população pobre, mas principalmente a gente melhore a qualidade do trabalho no Brasil. [Por isso] uma coisa que a gente vai continuar trabalhando é o Pronatec, que são os cursos de qualificação profissional. Parte desses cursos tem sido levada para as populações de baixa renda. Com isso a gente melhorou muito a situação inclusive para a própria classe média. Você tem um garçom de qualidade, um cozinheiro de qualidade no restaurante, um cuidador de idoso, um cuidador de criança…

BBC Brasil –
 A senhora diria que deveria haver um prazo para o Bolsa Família acabar, mesmo que seja um longo prazo? Ou esses programas tendem a se tornar permanentes?

Campello - Todos os países do mundo, como a Inglaterra, têm programas que são programas sociais, programas de transferência de renda. A ideia de imaginar que você pode abrir mão deles significa que você acha que os países estão imunes (a crises) ou então parte daquela ideia de que o pobre é preguiçoso.

Tem muita gente que diz: você dá dois anos de oportunidade para essa pessoa, se ela em dois anos não se consertar, você tira do Bolsa Família. As pessoas não estão no Bolsa Família por preguiça.

Segundo, se você pega um país como a Espanha, que foi um dos países que mais sofreu com a crise: uma parte grande da população da Espanha hoje está desempregada. Então você estaria sujeitando seus programas a ter prazo segundo o quê?

Terceiro: nós já chegamos, em nossa avaliação, na quantidade de brasileiros que deveriam estar em tranferência de renda. Então esse patamar já se estabilizou.

O exemplo do Brasil tem mostrado como programas que não têm prazo de duração de dois anos são mais eficientes do que esses programas que terminavam artificialmente, jogando muitas vezes as crianças no desalento. A criança estava na escola, estava bem, a família cai na pobreza de novo, a criança sai da escola e vai para o trabalho infantil.

BBC Brasil – Então seria o caso de tornar o programa um benefício constitucional?


Tereza - Eu acho que esse é um debate que a sociedade tem de fazer. Hoje o Bolsa Família é lei. Aliás, ele é lei desde 2003 e hoje ele está anunciado como um direito. Qualquer brasileiro que receba – considerando a sua renda e o número de seus familiares – menos de US$ 1,25 (por dia) tem direito ao Bolsa Família, e nós queremos que ele esteja dentro do Bolsa Família. O debate se bota na Constituição como um direito ou não é um debate legítimo que a sociedade tem que fazer.

BBC Brasil – Como a senhora vê o uso dos programas sociais durante a campanha? A impressão é de que houve nas redes sociais um aumento no preconceito contra os nordestinos usando muitas vezes o Bolsa Familia e os programas sociais como base para essas críticas.

Como vê isso?

Tereza- A gente não pode pegar o número de pessoas que postam coisas preconceituosas e racistas nas redes sociais e achar que isso reflete o povo brasileiro. A gente não pode pegar esse ódio de meia dúzia de pessoas absulutamente nefastas que falam absurdos do Bolsa Família e achar que isso é o Brasil. Não é mesmo.

Tem uma pesquisa do Ibope a que eu tive acesso em setembro, no auge do período eleitoral, que dizia que 75% dos brasileiros eram a favor do Bolsa Família. Os brasileiros não acham que os pobres são preguiçosos e os brasileiros acham que o Bolsa Família deve ser garantido sim.

Essa é uma discussão em que a gente permanentemente tem que informar à sociedade. Por exemplo, a informação de que 75% dos adultos do Bolsa Família trabalham. Na sociedade que não recebe Bolsa Família, 75% dos brasileiros trabalham. Se não é diferente, por que é que acham que são os do Bolsa Família que não trabalham? Não tem nenhuma base factual para que as pessoas afirmem isso.

Fonte: BBC Brasil via Vermelho

PCdoB na Câmara defende menos superávit e mais investimentos

 A líder do PCdoB na Câmara, Jandira Fgehali (na foto à esq. do presidente da Casa) e a deputada Luciana Santos (PCdoB-PE) querem a aprovação em Plenário da alteração da meta fiscal.
Agência Câmara
 A líder do PCdoB na Câmara, Jandira Fgehali
(na foto à esq. do presidente da Casa) e a deputada Luciana Santos (PCdoB-PE)
querem a aprovação em Plenário da alteração da meta fiscal.

Parlamentares do PCdoB na Câmara dos Deputados vão intensificar a defesa da aprovação do projeto que desobriga o governo federal de fazer superávit primário nas contas públicas. A decisão da bancada é apoiar a escolha do governo Dilma Rousseff, que resolveu priorizar medidas de incentivo à economia nacional para minimizar os efeitos da crise financeira internacional.


Segundo a líder do PCdoB na Câmara, deputada Jandira Feghali (RJ), “o objetivo central da equipe de política econômica de Dilma é adotar medidas para sustentar a geração de emprego e renda, garantindo o presente e construindo um futuro melhor para 202,7 milhões de brasileiros.”

Ela lembrou que “os governos Lula e Dilma promoveram a geração de 20,6 milhões de empregos, mais do que o dobro dos antecessores: 8,3 milhões entre 1985 e 2002. O desemprego também atingiu o menor nível histórico no Brasil”.

A proposta que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias deste ano deve ser votada na próxima terça-feira (25) na Comissão Mista de Orçamento (CMO) e, em seguida, no Plenário do Congresso Nacional (sessão conjunta da Câmara e do Senado).

Crescimento X arrocho fiscal

O governo federal quer aprovar no Congresso a mudança na LDO 2014 para permitir que uma parcela maior dos recursos públicos possa ser destinada ao PAC e às renúncias fiscais. A proposta acaba com o limite de desconto para essas programações.

Essa mudança legal desobriga o governo de priorizar a meta de superávit primário, referendando a posição governamental de valorizar o crescimento em vez do arrocho fiscal no Brasil. Com essa medida, o governo federal fará mais investimentos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e mais desonerações fiscais. Sem o limite de descontos para esse tipo de despesa, há um estímulo concreto para o Executivo manter essas prioridades e incentivar a economia.

Os líderes da oposição querem que o Brasil priorize a produção de superávit. São contra as mudanças que viabilizam a ampliação dos investimentos, a expansão dos serviços públicos e as desonerações tributárias. A oposição quer repetir o que fazia durante o governo tucano de FHC. Por privilegiar o superávit, abandonou os investimentos e o Brasil viveu o apagão de 2001 e o desemprego explodiu.

Produção e infraestrutura

O superávit primário é uma reserva de recursos feita pelo governo para o pagamento de juros da dívida pública. A Lei de Diretrizes Orçamentárias deste ano (LDO 2014), que estabelece metas e prioridades para o período, determina a produção de um superávit primário de R$ 116,1 bilhões.

A proposta do governo é reduzir a meta fiscal de superávit primário em até R$ 67 bilhões, com pagamentos de obras do PAC, carro-chefe de investimentos dos governos Lula e Dilma, e na redução da carga tributária de segmentos estratégicos para o crescimento do Brasil.

Para combater os efeitos da crise econômica mundial, especialmente depois de 2011, o governo federal aumentou os investimentos, para viabilizar obras de infraestrutura e diminuir a carga tributária. Em 2014, Dilma investiu pesado na ampliação dos investimentos públicos e dos programas sociais. E, com renúncias fiscais, o governo tem compensado as dificuldades da economia e das empresas, em busca do aumento da produtividade e da ampliação do emprego e dos salários.

Nos últimos anos, o governo abriu mão de receber dezenas de bilhões de reais em impostos. Somente neste ano, até setembro, foram pelo menos R$ 75,7 bilhões e esse valor deve somar R$ 100 bilhões até o final do ano.

Ao reduzir os custos da produção e da comercialização de combustíveis, energia elétrica, transporte coletivo e cesta básica, o governo incentiva a produção, viabiliza o emprego e reduz preços, beneficiando o consumidor e toda a economia.

De janeiro a setembro, foram pagos R$ 47,2 bilhões em projetos do PAC. A maior parte dos investimentos do PAC é destinada a rodovias, ferrovias, aeroportos, portos, energia, recursos hídricos, hospitais e creches. Além da expansão da infraestrutura, há melhoria dos serviços públicos. Para as mães trabalhadoras, por exemplo, Dilma entregou 5.902 creches (98,3% do prometido).


Da Redação do Vermelho em Brasília
Com informações da Lid. PCdoB na Câmara