terça-feira, 21 de outubro de 2014

Dilma é a união do Brasil democrático e popular por mais mudanças

Durante a semana passada, o candidato neoliberal e conservador à Presidência da República, Aécio Neves, tentou vender a imagem de que lidera um “grande movimento de transformação e alianças”. Chegou a dizer que a vida política brasileira passa por “novo alinhamento” e invocou a figura de Tancredo Neves, um dos líderes políticos da luta contra a ditadura. 

Nada mais falso. Como tudo o que o candidato do PSDB tem dito e proposto ao longo da campanha eleitoral, é mais uma tese que não tem correspondência com os fatos. No caso em tela, mais uma falsificação da História. 

Tancredo Neves, político tradicional que representava setores democráticos das classes dominantes, tinha como característica principal a moderação e movia-se pelo propósito de promover a conciliação nacional. Embora esta fosse irrealizável em face dos antagonismos sociais do país, o projeto de Tancredo era em essência generoso e progressista e teve a virtude de contribuir para a união dos brasileiros para superar a ditadura militar. Eleito presidente da República na última eleição indireta, em 15 de janeiro de 1985, tendo por vice José Sarney, Tancredo não assumiu o posto por uma fatalidade que comoveu a nação. Deixou, porém, uma mensagem que calou fundo nos corações e mentes do povo brasileiro, fonte de inspiração para a obra que hoje é realizada sob a liderança das forças progressistas: “Não vamos nos dispersar”!

Nisto consiste a diferença essencial, no conteúdo e na forma, entre a mensagem do presidente Tancredo e a do seu neto, Aécio Neves. O velho liberal-democrata queria unir o Brasil para livrar o país da crise e de todas as mazelas deixadas por 21 anos de ditadura militar. Unir os brasileiros para varrer para sempre a ditadura militar, nisso estava a sabedoria e o valor da mensagem do velho Tancredo. 

Que propõe Aécio hoje? Unir os neoliberais, conservadores, reacionários, falsos socialistas, ecologistas de fachada para ... derrotar o PT, varrer o PT, acabar com a “raça” do PT. Não se trata da união de forças democráticas, que inclui as de centro, para dar um passo histórico à frente, mas da formação de um condomínio de forças retrógradas para fazer a roda da História girar para trás. 

Sob a liderança de Lula e Dilma, o governo das forças progressistas foi capaz de constituir um sistema de alianças que vai da esquerda, nucleada pelo PT, o PCdoB e o PDT, até o centrista PMDB de Michel Temer e José Sarney. Uma aliança que contém elementos contraditórios e implica limitações na realização de reformas e mudanças, mas que corresponde objetivamente à correlação de forças da luta política e social do Brasil contemporâneo. É esta aliança que tem criado as condições para a vigência do Brasil democrático e popular, a união das forças vivas e emergentes da nação para assegurar o rumo progressista do governo. 

No quadro atual, as transformações políticas e sociais mais profundas estão relacionadas com a acumulação de forças para a criação de uma nova unidade do povo brasileiro, a fim de enfrentar inimigos poderosos – as classes dominantes retrógradas e o imperialismo. Como dizia o antigo líder histórico dos comunistas brasileiros, João Amazonas, “a unidade é a bandeira da esperança”.

O Brasil vive há 12 anos uma nova etapa política. Depois de três mandatos presidenciais, que mudaram o país, o cenário atual exige como tarefa prioritária a “renovação da esperança”, como adequadamente assinala o presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, para o que é indispensável a unidade de todas as forças suscetíveis de serem unidas e que querem mudar o Brasil no sentido do aprofundamento da democracia, do reforço da soberania nacional e da conquista do progresso social. 

No novo alinhamento de forças que emergirá das urnas de 26 de outubro, será necessário lutar pela constituição de uma frente de afinidades de esquerda, que não será apenas eleitoral, mas abrangerá partidos políticos, organizações e movimentos populares, sindicais, juvenis, femininos, culturais, com toda a diversidade de bandeiras e enfoques, assim como personalidades independentes. É algo indispensável para uma inflexão à esquerda e mais ofensividade na luta por reformas estruturais democráticas. 

O primeiro passo é reeleger Dilma presidenta da República, a líder capaz de assegurar mais mudanças, consolidar a democracia, a soberania nacional e promover um consistente progresso social.


Fonte: Vermelho

Breno Altman: Tucanos flertam com golpismo

 O ex-governador Alberto Goldman, coordenador da campanha de Aécio Neves em São Paulo, leva seu ódio antipetista ao paroxismo. Leiam com atenção o título de seu artigo mais recente, no site do PSDB: “O Brasil rejeitou o PT. Dilma não teria condições de governar o Brasil.” Do que está falando esse cavalheiro que um dia já foi de esquerda?

Por Breno Altman*, em seu blog


Que o resultado eleitoral não deve ser acolhido? Que os tucanos irão desconhecer a vontade das urnas, a partir da noite do dia 26, agindo como a pior parte da oposição venezuelana e tentando virar a mesa?

Goldman parece ter finalmente concluído sua adesão ao lacerdismo e seu bordões.

O que pensa parece inspirado no que foi escrito sobre Getúlio Vargas nos anos 50. Dilma não pode vencer. Se vencer, não pode governar. Se governar tem que cair.

Esta é a linha do prócer tucano?

O álibi para tal raciocínio é aberração que fere a Constituição. “Dilma recebeu 41,5% dos votos válidos no primeiro turno das eleições. Os restantes são 58,5%”, diz o ex-comunista.

Ora, por esta tese, qualquer vitória em segunda volta é ilegítima. Afinal, só há nova votação quando o primeiro colocado recebe menos sufrágios que a soma de seus adversários.

Vejam, por exemplo, a situação de Aécio Neves. Teve apenas 33,55% dos votos válidos na primeira rodada. Os demais foram 66,45%. Sua eventual vitória em segundo escrutínio, portanto, deveria ser politicamente impugnada?

Se Dilma vencer no próximo dia 26, com 50% mais um dos votos, como manda a carta maior, terá sido eleita pela aliança entre os petistas e o veto ao retrocesso conservador, e seu mandato terá plena legitimidade.

Caso venha a ser Aécio o vitorioso, na união entre os votos tucanos e a rejeição antipetista, seu triunfo também será legítimo e o neto de Tancredo teria “condições de governar”.

O resto é conversa golpista.

Mas Goldman vai além.

“A votação do PT se sobrepõe”, afirma, “quase que com absoluta perfeição, no mapa da distribuição dos programas assistenciais, em especial do bolsa família. Abstraídos os votos dessas áreas, que deram a Dilma mais de 50% dos votos, a derrota para a oposição é muito mais expressiva”.

O impressionante é sua conclusão. “O Brasil do trabalho formal, produtivo, dos seus trabalhadores e empresários, no campo e na cidade, o Brasil da cultura e da tecnologia – essa é, de fato, a elite brasileira – rejeitou, por ampla maioria, o PT e sua candidata.”

Quer dizer que o voto dos brasileiros que ganham menos de dois salários mínimos, entre os quais Dilma teve 52%, vale menos que a “elite brasileira” identificada pelo ex-governador?

Qual seria a sugestão de Goldman para resolver esta situação que o incomoda? O voto censitário? A concessão do título de eleitor apenas aos cidadãos do que considera ser “o Brasil da cultura e da tecnologia”?

Seu discurso não é apenas antidemocrático. Apela também para o preconceito social e a fúria de classe contra os pobres. Na pior tradição da direita brasileira.

Vergonhoso outono de um homem público que caminhou entre as forças progressistas antes de saltar o alambrado.

*Diretor editorial do site Opera Mundi e blogueiro

Fonte: Vermelho

Datafolha: Dilma lidera com 52% das intenções de voto

A candidata à reeleição superou o oposicionista: 52% contra 48%A candidata à reeleição Dilma Rousseff lidera a corrida presidencial com 52% das intenções de voto contra 48% do candidato oposicionista Aécio Neves segundo pesquisa divulgada na noite de segunda-feira (20) pelo portal UOL.

Ichiro Guerra
A candidata à reeleição superou o oposicionista: 52% contra 48%

Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, a pesquisa ainda aponta um empate entre os dois postulantes ao cargo, com "viés" de elevação para Dilma, já que a taxa de rejeição a Aécio elevou-se, o contrário do que ocorreu com Dilma.


A pesquisa do instituto, que pertence ao grupo Folha, diz que 40% dos eleitores não votam no tucano "de jeito nenhum", enquanto que para Dilma a taxa está em 39%, uma situação que já era apontada nas pesquisas anteriores.

Em relação à totalidade dos votos, levando em consideração os brancos e nulos, a presidenta obteve 46% das intenções de voto e Aécio, candidato do PSDB, ficou com 43%. Brancos e nulos estão em 5% e o número de indecisos bate nos 6%.

Segundo o Datafolha, foram entrevistadas 4.389 pessoas em 257 municípios nesta segunda-feira (20). O nível de confiança do levantamento é 95% (em 100 pesquisas com a mesma metodologia, os resultados estarão dentro da margem de erro em 95 ocasiões). O registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR 01140/2014.

Do Portal Vermelho, com agências

"Vamos ganhar essa guerra, moçada", diz Dilma na Zona Leste em SP

Dilma Rousseff e Lula, durante o encontro Cultura e Juventude: Periferia com Dilma, em São Paulo Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13

Dilma Rousseff e Lula, durante o encontro Cultura e Juventude: Periferia
com Dilma, em São Paulo Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13

Com a presença do ex-presidente Lula, representantes dos movimentos sociais, de Cultura, Comunicação, Juventude, Direitos Humanos e Moradia realizaram na segunda-feira (20), na Zona Leste, na capital paulista, um grande ato de apoio à reeleição da presidenta Dilma Rousseff. Na ocasião foram entregues a Dilma vários manifestos específicos de apoio a sua candidatura.

Participaram no encontro também o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, o deputado federal reeleito Jean Wyllys (Psol), o ex-ministro e candidato ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, o rapper Emicida, a cantora Tulipa Ruiz, o ator Henri Castelli e a cantora Negra Li.

Antes da fala de Lula e Dilma, vários representantes dos movimentos sociais deram depoimentos emocionados sobre os avanços e as melhorias conquistadas por eles que eram antes esquecidos pelos governos passados.

Em seu discurso, Lula disse estar indignado com o clima de agressividade da campanha e criticou Aécio: "Jamais pensei que um candidato pudesse chamar uma presidenta de mentirosa diante das câmeras de televisão, de leviana... nunca imaginei que pudesse desrespeitar uma mãe, uma avó, uma mulher e, acima de tudo, a presidenta do Brasil só para deixar a Dilma nervosa", disse.

"Será que faria isso se fosse homem?", questionou. Lula lamentou ainda casos de violência contra militantes de esquerda e do PT, dizendo que "disseminaram o ódio ao PT".

Lula ironizou dizendo que mesmo contra a vontade dos adversários, Dilma será reeleita. "Dilminha, mesmo contra a vontade da imprensa e do adversário, você será reconduzida à Presidência da República."

Dilma Rousseff
Em seu discurso, Dilma falou com os milhares de presentes que respondiam com palavras de ordem e gritos calorosos. "Queria agradecer essa imensa força que vem da periferia da maior cidade do Brasil. Aqui está diversidade, a cor do país", disse.

Dilma também comparou a vida da população antes do governo Lula com a de hoje. “Antes, podia-se batalhar o que quisesse que não se conquistava uma vida melhor. Agora nós temos condições de batalhar por uma vida melhor, cada vez melhor. E é isso que vai ser julgado na urna, no dia 26”.

"Este país não pode aceitar o preconceito"
A presidenta falou ainda do seu comprometimento com os movimentos sociais. “Eu tenho o compromisso de lutar contra a discriminação à juventude negra nesse país, contra os autos de resistência. Assim como tenho um compromisso de lutar contra a violência que vitima a mulher e também lutar contra a homofobia, temos que criminalizá-la, reafirmou. E para desenvolvermos, disse a presidenta, “vamos precisar de uma reforma política”, lembrou.

O Brasil tem de ter dois fundamentos morais nessa nova etapa, disse Dilma. O primeiro é a igualdade de oportunidades e o segundo, o combate sem tréguas à corrupção.

Descontraída, Dilma pediu a colaboração de todos para o êxito nestas eleições. “Eu tenho certeza e peço que vocês me ajudem a fazer que se torne realidade a vitória. Vamos ganhar essa guerra, moçada, essa guerra do bem, das boas intenções, do governo justo, essa guerra da paz. Vamos juntos e misturados votar com consciência, com paz e amor no coração, no 13!”

Confiram as fotos do evento abaixo:












Da redação do Vermelho
Matéria atualizada às 23h40 para acréscimo de informações

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

“Ideais estão em jogo”, diz Lídice sobre apoiar Dilma no 2º turno

A presidenta estadual do PSB, senadora Lídice da Mata, falou em coerência e ideologia política ao justificar a decisão do partido na Bahia de ir contra o posicionamento da direção nacional e apoiar a reeleição de Dilma Rousseff, neste segundo turno. O PSB-BA promoveu um evento para oficializar a posição e anunciar o engajamento na campanha da presidenta, ontem, quinta-feira (16), em um hotel de Salvador.

O ato contou com a participação de prefeitos, vereadores, deputados estaduais e federais do PSB, do governador Jaques Wagner, do governador eleito Rui Costa, ambos do PT, além de dirigentes de partidos aliados, como o PCdoB e o PDT, representados por Davidson Magalhães e Marcelo Nilo. Lídice, que concorreu o Governo do Estado com Rui Costa, foi questionada pelos jornalistas sobre os conflitos do primeiro turno e disse que não vê contradição em estar ao lado do PT, agora.

“Com esse cenário, não caberia neutralidade ao PSB. Ideais estão em jogo neste segundo turno e não poderíamos nos abster. O nosso posicionamento está próximo da nossa história e da defesa que sempre fizemos da transformação social do Brasil. Dilma é o melhor para o Nordeste, para a Bahia e para os brasileiros”, defendeu Lídice, sendo aplaudida de pé e demoradamente pelos presentes.

A senadora também explicou que o apoio não foi negociado e que o PSB não está cobrando cargos nos governos federal e estadual. Disse, ainda, que o que mais a anima com o segundo mandato de Dilma é “o compromisso da presidenta com a reforma política, pois não dá para concorrer mais eleições com as regras que estão aí, com a influência do poder econômico e com esse tempo de televisão”.

No encontro, estiveram também representantes de outros partidos que não estavam com o PT no primeiro turno, como o PV, o PTN, o PMDB [na Bahia], o PSL, o PPL e o PSOL. Nestes partidos, diferentemente do PSB, não há um consenso entre as direções estaduais sobre o apoio a Dilma – com exceção do PPL. O PV-BA chegou a ameaçar punir os quadros que não apoiam Aécio Neves (PSDB). Pela pressão, o único verde que compareceu ao ato foi Marquinhos Viana, deputado estadual.

Em nome da presidenta Dilma, Jaques Wagner agradeceu o apoio do PSB e dos integrantes dos outros partidos, e pediu que todos se engajassem nas atividades da campanha no estado. O governador, que tem sido uma peça importante para a eleição da presidenta no Nordeste, espera aumentar a frente que o PT teve na Bahia de 3 milhões para 4 milhões de votos.

Intuição
Considerado um adivinhador pé-quente – em várias eleições contrariou os institutos de pesquisa e acertou o resultado, como aconteceu neste primeiro turno, com a derrota de Paulo Souto, que liderava as pesquisas para o Governo do Estado – Wagner disse que acredita na vitória de Dilma. “A minha intuição é de que ganharemos a eleição”, disse. Ele também defendeu que a Bahia e o Nordeste “perderiam muito” se Aécio vencesse.

“A parceria com Dilma é muito importante para Rui e para o Nordeste. Não estamos contra Minas [Gerais] e São Paulo, mas são os estados que sempre tiveram a atenção deles [PSDB]. O Nordeste nunca teve o tratamento que teve a partir de Lula. Nós entendemos que é preciso distribuir renda para crescer e fizemos uma revolução pacífica e democrática, nesses 12 anos”, disse Wagner.

O governador também aproveitou para defender Lídice da Mata das críticas: “Dizem que ela criticou muito o meu governo na campanha, mas queriam o quê? Que me achasse lindo? Ela também era candidata”, brincou, arrancando gargalhadas. Rui Costa fez coro: “Estamos juntos porque não queremos o retrocesso, principalmente em direitos humanos e qualidade da vida das pessoas”.

De Salvador- Erikson Walla - Vermelho

“The Economist é ligada ao sistema financeiro”, afirma Dilma

 Declaração da presidenta foi durante coletiva de imprensa em São Paulo
 Declaração da presidenta foi durante coletiva de imprensa em São Paulo

Ontem, quinta-feira (16), indagada por jornalistas em coletiva, a presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição, falou sobre o artigo publicado pela revista britânica The Economist em que defende a eleição do candidato neoliberal Aécio Neves (PSDB).


"Eu acho que as revistas do mundo inteiro, como as nacionais, têm o direito de tomar sua posição política e levá-la ao conhecimento de seus leitores. Agora, sei qual a filiação da The Economist, todo mundo sabe disso. É uma revista muito ligada ao sistema financeiro internacional”, pontuou a presidenta.

Leia
Economist diz que avanços sociais não são palpáveis e defende Aécio

No artigo da The Economist, intitulado “Por que o Brasil precisa de mudança”, a publicação se diz desapontada com os brasileiros por conta do resultado do primeiro turno das eleições, pois após os protestos de junho “era de se esperar que os brasileiros dispensassem Dilma já no primeiro turno”.

A revista diz ainda que o povo brasileira ainda sente “gratidão” com o governo Dilma, por questões que “não são palpáveis, na visão da revista, como “pleno emprego, maiores salários e uma série de programas sociais eficientes - não só a transferência de renda do Bolsa Família, mas casas a preços populares, bolsas estudantis e programas de eletricidade e água no Nordeste”.

Vermelho - Com informações de agências

Lula sobre tucanos: “Essa gente só gosta de pobre em época de eleição”

Segundo Lula, candidato tucano “é capaz de pisar” em pobres
Adneison Severiano/
Segundo Lula, candidato tucano “é capaz de pisar” em pobres

“Este país não pode mais ser governado apenas com a cabeça da elite brasileira. Esse país tem que ser governado pelo sentimento do coração. Queremos um país onde todos possam tomar café, almoçar, jantar e estudar”, declarou o ex-presidente Lula durante comício em Manaus, no Amazonas, com o senador Eduardo Braga (PMDB), candidato ao governo do estado, ontem, quinta-feira (16).

Segundo Lula, o candidato tucano Aécio Neves (PSDB) “é capaz de pisar” em pobres. “Essa gente que está disputando a eleição com a Dilma só gosta de pobre em época de eleição”, asseverou.

Lula lembrou qual era a situação quando o país era governado por outro tucano, o Fernando Henrique Cardoso. “Naquele tempo, eles diziam que o salário mínimo não podia aumentar por causa da inflação. Faz doze anos que nós aumentamos o salário mínimo e a inflação está controlada. Não aumentavam o salário, mas aumentam a falta de vergonha na cara deles em levar o povo à míngua”, enfatizou.

Zona Franca

O ex-presidente também falou sobre a Zona Franca de Manaus, destacando que o PSDB é contra o modelo. “Você sabe como os tucanos eram contra a Zona Franca de Manaus, sabe quantas vezes tentaram desviar para a gente não aprovar a prorrogação da Zona Franca por mais 70 anos como a Dilma fez, porque quem mora no Centro-Sul ou quem vive com a bundinha sentada em Brasília não tem noção do que é o Norte e o Nordeste do país”, destacou Lula.

Lula também criticou a postura do tucano Aécio Neves durante debate na TV. “Quando eu vejo um homem na televisão ser ignorante com uma mulher, como ele [Aécio] tem sido nos debates, eu fico pensando: se esse cidadão é capaz de gritar com a presidenta, fico imaginando o dia que ele encontrar um pobre na frente: é capaz dele pisar ou não enxergar", disse o ex-presidente.

Vermelho - Com informações de agências