quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Declaração de voto

Diante da batalha com data marcada que é a eleição do dia 05 de outubro, e da nossa postura política definida desde agosto de 1982, faço público meu voto:
Deputado Estadual – O conheci no início da década de 90, quando embrionário estava o MLT – Movimento de Luta pela Terra, a sua determinação em defesa da Reforma Agrária o levou ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Itabuna, a Fetag, a Cooteba, a presidência da Câmara de Vereadores de Itabuna e pode, com o voto do povo, levá-lo até a Assembléia Legislativa da Bahia. 
Aldenes Meira – 65611.
Deputado Federal – No início da minha militância estudantil entrei em contato com as idéias socialistas através do seu intermédio. Depois de profundo debate tornei-me um militante do PCdoB. Foi o idealizador da luta pela estadualização da antiga Fespi, hoje Uesc, vereador por dois mandatos, professor da Uesc, diretor da ANP – Agência Nacional de Petróleo e presidente da BahiaGás. 
Vamos fortalecer a bancada dos trabalhadores no Congresso Nacional - 
 Davidson Magalhães – 6510. 
Senador - Otto Alencar prestou vestibular para Medicina e entrou na Universidade Federal da Bahia. Durante os estudos, ele teve contato com a capoeira, treinando na academia de Mestre Bimba, que na época ficava próximo a sua faculdade. Tornou-se amigo de Bimba e aprendeu muito com ele.
Formou-se no ano de 1972, fez residência médica no Hospital Getúlio Vargas, na Bahia, especialização em prótese do quadril no Hospital das Clínicas de São Paulo e curso de medicina do Trabalho e Saúde Ocupacional na UCSAL. Sua carreira como médico começou em 1973, quando tornou-se médico da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab). Durante sua carreira também foi chefe do serviço de Ortopedia e Traumatologia do Hospital Getúlio Vargas, médico do trabalho do Centro Industrial de Aratu e Professor Assistente da Faculdade de Medicina da UFBA, além de ter trabalhado no Hospital Santo Antônio
A vida pública de Otto Alencar teve início em 1985 ao se candidatar a vice-prefeito de Salvador, na chapa de Edvaldo Brito. Em 1986, foi eleito pela primeira vez para a Assembleia Legislativa como deputado estadual constituinte. Foi eleito deputado estadual em 1990 e 1994, sendo o mais votado nas duas eleições. Entre 1990 e 1994, assumiu a Secretaria Estadual da Saúde, quando foi inaugurado, por exemplo, a Maternidade Albert Sabin, no bairro de Cajazeiras, em Salvador.
Em 2002, Otto foi governador da Bahia de abril a dezembro daquele ano, chegando a ser eleito um dos cinco melhores governadores do país. Em 2003, foi secretário da Indústria, Comércio e Mineração até 8 de outubro de 2004, quando assumiu o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios até 30 de março de 2010. Foi eleito vice-governador da Bahia em outubro de 2010, e em janeiro do ano seguinte assumiu a Secretaria Estadual de Infraestrutura, até 28 de março de 2014. Neste cargo, foi eleito pelos deputados da Assembleia Legislativa o melhor secretário do governo por duas vezes, em 2011 e 2012.
Votto Bahia! Otto Alencar – 555
Governador - A liderança nas lutas do Pólo e entre os trabalhadores baianos levou Rui Costa à vida pública. Um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores na Bahia, elegeu-se vereador pela cidade de Salvador em 2000,sendo reeleito em 2004 com o maior número de votos da bancada petista. Nesse período, assumiu uma das principais comissões da Câmara Municipal, a de Finanças, Orçamento e Fiscalização.
Em janeiro de 2007, convidado pelo governador Jaques Wagner, Rui Costa assumiu a Secretaria de Relações Institucionais (Serin), onde ficou até 2010. Na Serin, Rui desenvolveu um novo modelo de integração entre o executivo e o legislativo estaduais com entes federativos e movimentos sociais. A iniciativa foi reforçada com o lançamento do Sistema de Relacionamento Institucional (SRI), projetado para agilizar o andamento de pleitos e uniformizar o atendimento.
A gestão de Rui Costa na Serin também foi responsável pela criação de iniciativas voltadas para a juventude baiana, como o Programa Trilha, que capacita jovens trabalhadores para o mercado. Rui criou o Conselho Estadual da Juventude e o Plano Estadual da Juventude, duas iniciativas inéditas voltadas para a qualidade de vida dos jovens baianos.
Em 2010, deixou a secretaria e se elegeu deputado federal pelo PT.
Em 2012, foi novamente convidado pelo governador Jaques Wagner, dessa vez para chefiar a Casa Civil do Governo da Bahia.
Rui Costa foi escolhido como candidato do PT ao Governo do Estado da Bahia nas eleições 2014
Pra frente povo da minha terra, retroceder jamais!
Rui Costa – 13.
Presidente - Dilma Vana Rousseff  economista, filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT). Durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assumiu a chefia do Ministério de Minas e Energia, e posteriormente, da Casa Civil. Em 2010, foi escolhida pelo PT para se candidatar à Presidência da República na eleição presidencial, sendo que o resultado de segundo turno, em 31 de outubro, tornou Dilma a primeira mulher a ser eleita para o posto de chefe de Estado e de governo, em toda a história do Brasil.
Nascida em família de classe média alta, interessou-se pelos ideais socialistas durante a juventude, logo após o Golpe Militar de 1964. Iniciando na militância de esquerda, integrou organizações que defendiam a luta armada contra o regime militar, como o Comando de Libertação Nacional (COLINA) e a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares). Passou quase três anos presa entre 1970 e 1972 pela ditadura militar brasileira, primeiramente durante a Operação Bandeirante (Oban), onde passou por sessões de tortura, e, posteriormente, no Departamento de Ordem Política e Social (DOPS).
Reconstruiu sua vida no Rio Grande do Sul, onde, junto a Carlos Araújo, seu companheiro por mais de trinta anos, ajudou na fundação do Partido Democrático Trabalhista (PDT) e participou ativamente de diversas campanhas eleitorais. Exerceu o cargo de secretária municipal da Fazenda de Porto Alegre de 1985 a 1988, no governo Alceu Collares. De 1991 a 1993, foi presidente da Fundação de Economia e Estatística e, mais tarde, foi secretária estadual de Minas e Energia, de 1999 a 2002, tanto no governo de Alceu Collares como no de Olívio Dutra, no meio do qual se filiou ao Partido dos Trabalhadores (PT) em 2001. Em 2002, participou da equipe que formulou o plano de governo de Luiz Inácio Lula da Silva para a área energética. Posteriormente, nesse mesmo ano, foi escolhida para ocupar o Ministério de Minas e Energia.
Em 2005, Rousseff foi nomeada ministra-chefe da Casa Civil. Dilma foi a primeira mulher secretária de Fazenda de sua cidade, a primeira ministra de Minas e Energia, a primeira chefe da Casa Civil, além de ser primeira presidente da história brasileira.
É inegável que o Brasil vive a revolução da inclusão social. Os governos Lula e Dilma, através de uma orientação política e econômica que visa um projeto alternativo aos ditames do neoliberalismo, têm proporcionado uma gradual valorização do trabalho, geração de emprego, fortalecimento do mercado interno e programas sociais que estão a proporcionar oportunidades a todos. 
Avante Brasil! Dilma 13! 

Comunicadores com Dilma, por mudanças e democratização da mídia

Reveste-se de importância política o manifesto que comunicadores de todo o país – jornalistas, editores, blogueiros e ativistas sociais da luta pela democratização dos meios de comunicação – lançaram em apoio à reeleição da presidenta Dilma Rousseff. Uma posição política nítida, resultante da compreensão de que grandes causas estão em jogo na eleição presidencial de 5 de outubro. 

O manifesto é assumido por um coletivo de pessoas que individualmente ou como integrantes de movimentos e veículos de comunicação, lutam pelo aprofundamento das mudanças iniciadas no governo Lula e que tiveram continuidade ao longo do primeiro mandato da presidenta Dilma. 

Efetivamente, os profissionais e ativistas políticos e sociais, cuja atividade é diretamente ligada com a luta de ideias, não podiam ser indiferentes ao fato de que as políticas sociais de Lula e Dilma tiraram da miséria 36 milhões de pessoas e foram responsáveis por excluir o Brasil do chamado mapa mundial da fome. Esses profissionais e ativistas perceberam o sentido estratégico que tem a assistência de saúde, por meio do programa Mais Médicos, a 50 milhões de brasileiros antes condenados a morrer de doenças banais por falta de atendimento primário, ou a verdadeira transformação no panorama da habitação, com a entrega de 6,8 milhões residências no âmbito do programa Minha Casa, Minha Vida. 

Estas e outras conquistas sociais, como as alcançadas na educação, e os grandes avanços na inserção do país no mundo, proporcionados por uma política externa ativa e altiva, a um só tempo independente, soberana, integradora, solidária, universalista e multilateralista, não escaparam à visão aguda que os comunicadores expressaram ao declarar o apoio à reeleição da presidenta Dilma. 

O engajamento dos comunicadores na campanha da coligação Com a Força do Povo é uma proclamação de luta por reformas estruturais democráticas no país, por audaciosas mudanças, pela superação das contradições e por maiores avanços na realização do projeto democrático-popular iniciado há 12 anos, o que pressupõe o enfrentamento político e ideológico do neoliberalismo e conservadorismo próprios das classes dominantes retrógradas e da influência do sistema imperialista no país, o combate às candidaturas e forças políticas que sinalizam no sentido do retrocesso, da elitização ainda maior do poder político, da subordinação do país à oligarquia financeira.

Os ativistas políticos e sociais do setor da Comunicação comparecem, assim, na batalha política e eleitoral para defender causas elevadas – as reformas estruturais democráticas, a continuidade das políticas sociais, a defesa da soberania nacional – e constituir-se como um elemento de contenção a mais para impedir que as forças neoliberais entrincheiradas nas candidaturas de Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB) imponham seus programas de arrocho, de cortes de direitos sociais e subordinação da economia do país aos interesses dos monopólios financeiros internacionais. 

Tal pronunciamento é uma sinalização de que há um fértil terreno para que frutifique o esforço de formação de convicções e arregimentação de forças num setor profissional e social em que avança de maneira avassaladora a ideologia reacionária. E sobre esta base articular uma intervenção política, social e sindical que se incorpore ao conjunto do movimento social transformador no país. 

A imposição do pensamento único, o exercício do monopólio dos meios de comunicação por grandes corporações nacionais e internacionais não seriam possíveis se não dispusessem também de uma base social e um expressivo contingente de quadros, que de maneira profissional e militante, ao invés de informar e opinar com critérios objetivos, dedicam-se à difusão de visões distorcidas da realidade e rematadas mentiras. Não há como negar que na elaboração do seu produto final, a usina de mentiras em que a mídia se tornou, conta com expressivo contingente de profissionais comunicadores que são convictos defensores não somente da ideologia neoliberal dominante, mas militantes de causas antagônicas aos interesses dos trabalhadores e dos povos. 

Ao apoiar a reeleição da presidenta Dilma, os comunicadores demonstram consciência de que este é o passo político necessário para avançar nas políticas de comunicação, com a conquista de um novo marco regulatório no setor, assegurando a democratização da mídia e a verdadeira liberdade de expressão como direito democrático e social.

A Constituição de 1988 estabelece princípios e diretrizes nessa direção, mas até hoje não foi regulamentada. A vitória eleitoral da presidenta Dilma mantém um ambiente político favorável para avançar nessa luta, concretamente para fazer vingar o Projeto de Lei de Iniciativa Popular das Comunicações e pela democratização do setor. 


Fonte: Vermelho

Franzin: “O movimento sindical não engole a terceirização de Marina”

Plano de governo da presidenciável foi elaborado pela banqueira Neca Setubal, dona do Banco ItaúÉ o que avalia o jornalista João Franzin em artigo publicado no site da Agência Sindical. Para ele "o movimento sindical chega bem à reta final do primeiro turno das eleições. Chega afirmativo, sem perder rumos”.

Plano de governo da presidenciável foi elaborado pela banqueira Neca Setubal, dona do Banco Itaú
Segundo Franzin, que atua há mais de 29 anos na imprensa sindical, as campanhas salariais do segundo semestre não foram prejudicadas pela disputa eleitoral e seguem o seu curso, sem prejuízo do alinhamento dos dirigentes e tendências aos projetos políticos que consideram mais adequados. “A busca de proximidade com essas candidaturas está sendo positiva, na medida em que, quando chegam, os dirigentes reafirmam os eixos centrais da Pauta Trabalhista unificada. Há variações nos Estados, em relação às eleições locais, mas o desenho não é muito diferente”, pontuou o jornalista.

João Franzin
Ele avalia ainda que a tensão entre sindicalistas e candidatos está na campanha de Marina. “O maior ruído até agora (com riscos de rupturas) vem da parte de Marina, cujas falas sobre temas ligados aos trabalhadores geram contestações. O movimento sindical não engole a terceirização e majoritariamente recusa mexidas na CLT, por exemplo”, argumenta.

Bancada dos trabalhadores

Franzin frisou que, apesar do número proporcional em todos os partidos, os candidatos ligados ao movimento sindical terão que suar a camisa para garantir vaga nos parlamentos estaduais ou federal. “Não é fácil pra ninguém e, como alerta o Diap, há risco de que a bancada trabalhista cresça pouco ou mesmo decresça”.

Sobre um eventual segundo turno, ele afirma que deve prevalecer o desenho deste primeiro turno. E adverte: “O movimento sindical deverá saber se compor com as duas candidaturas finalistas, mantendo a Pauta Trabalhista e sem perder o objetivo das demandas específicas”.

Da redação do Portal Vermelho
Com informação da Agência Sindical

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Eleições 2014: Voto com Consciência de Classe

A consciência de classe é o maior atributo que pode um trabalhador dispor. Durante do debate eleitoral o posicionamento político de cada candidato e partido através da exposição dos programas e projetos vai demonstrando a natureza de classe de cada um.
Vivemos em um mundo unipolar, onde a supremacia do capitalismo é explicita. Desde 2008, vivemos uma grave crise econômica cujo epicentro é os Estados Unidos e os seus efeitos abalaram todo o mundo, principalmente seus principais aliados, a União Européia. O remédio apresentado: o neoliberalismo.
O Brasil desde a eleição do presidente Lula, tem buscado um projeto alternativo de desenvolvimento, mesmo com os entraves herdados da era FHC, o chamado Tripé Maldito da Economia Brasileira: juros altos, câmbio valorizado e superávit primário.
Os últimos três governos priorizam o fortalecimento do mercado interno, novos parceiros econômicos internacionais e a inclusão social. Um dos pilares desse projeto é o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), além de medidas que visam fortalecer a intervenção do estado na economia com uma efetiva ação dos bancos públicos e da Petrobrás.
Além disso, o governo criou, manteve e ampliou diversos programas sociais como: Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Brasil sem Miséria, Pronatec, Ciência sem Fronteiras, Luz para Todos, Mais Médicos, Jovem Aprendiz, Prouni, Sisutec, Fies, Pronaf, etc. Sem falar na criação de 18 universidades federais e 422 escolas técnicas.
Convivemos hoje com um salário mínimo superior a 300 dólares (era de 86 em 2002, último ano do governo FHC), e uma taxa de desemprego inferior a 5%, só este ano foram gerados mais de 5 milhões de empregos formais, enquanto segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, mais de 100 milhões estão desempregadas nos países do G20 (Vinte maiores economias do mundo).
Enquanto a receita básica do neoliberalismo é o arrocho, o Brasil enfrenta a crise gerando emprego, valorizando salários e sem aumento de tributos, muito pelo contrário, desonerando a folha e reduzindo impostos da cesta básica.
Outro ponto que merece destaque é a ampliação da bancada dos trabalhadores no Congresso Nacional. Devemos apoiar e votar em candidatos comprometidos com as lutas sociais. Além disso, elegermos governadores vinculados ao projeto de desenvolvimento nacional.
Por fim, está mais do que claro o compromisso de classe do atual governo e da candidata Dilma. Os trabalhadores, os pobres, os despossuídos estão incluídos no seu programa. Portanto, este projeto precisa seguir em frente. Contudo, depende do nosso voto. Avante Brasil!
Por Brasa Brasilis

Diap: 98 parentes disputam a Câmara Federal

Antônio Augusto de Queiroz *

O Diap, em levantamento destinado à definição de prognóstico para a futura composição do Congresso, identificou 98 candidatos à Câmara dos Deputados que tem relação de parentesco de primeiro grau com políticos tradicionais e/ou influentes nos estados.


Esclareça-se, desde logo, que a relação de parentesco não desqualifica ninguém para concorrer, especialmente se o postulante tiver militância política, experiência ou preparo para o exercício de mandatos. O problema aparece quando o candidato-parente é lançado para manter feudos eleitorais, substituir candidatos ficha suja ou para evitar que outras forças políticas assumam o poder na unidade da Federação.

Feita a ressalva, registre-se que o número de parentes candidatos nestas eleições é muito maior do que este levantamento indica, já que inclui apenas os candidatos mais competitivos à Câmara dos Deputados. Nele não constam os laços familiares ou parentescos de terceiro grau nem inclui candidatos a outros cargos, como os de deputado estadual, senador, governador ou vice, senador ou suplente de senador.

O grande número de parentes concorrendo é uma demonstração de que os partidos, os movimentos sociais e as escolas não investiram em formação política e cívica, capaz de motivar pessoas com vocação para a liderança e o exercício de cargos públicos. Esse déficit de quadros políticos favorece a continuidade da circulação no poder, numa espécie de transferência hereditária do poder entre as famílias.

É urgente uma mudança cultural para que os partidos, em lugar de escolher apenas parentes de políticos ou puxadores de votos, sem qualquer compromisso programático ou ideológico, escolham pessoas vocacionadas, guiadas por princípios republicanos e comprometidas com o programa, a doutrina e a ideologia dos partidos.

Atualmente os partidos políticos são estimulados a escolher pessoas com perfil de puxadores de votos para a Câmara dos Deputados – como parentes, endinheirados ou celebridades – para assegurar maior espaço no horário eleitoral gratuito, cujo tempo é calculado com base na bancada eleita, ou para aumentar os recursos do fundo partidário, que é calculado com base no número de votos obtidos para a Câmara dos Deputados.

A tradição de lançar parentes não é apenas uma prática das regiões menos desenvolvidas do País como as Norte e Nordeste, ilustradas pelos exemplos a seguir: Marfisa (PSD-AC), esposa do senador Sérgio Petecão; Arthur Bisneto (PSDB-AM), filho do ex-senador e atual prefeito de Manaus, Arthur Virgílio; Mário Negromonte Jr (PP-BA), filho do ex-ministro das Cidades, Mário Negromonte; Pedro Cunha Lima (PSDB-PB), filho do senador Cássio Cunha Lima; e Walter Alves (PMDB-RN), filho do senador licenciado e atual ministro da Previdência, Garibaldi Alves.

Também nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul existem muitos exemplos ilustrativos dessa prática, como segue: Daniel Vilela (PMDB-GO), filho do ex-governador e ex-senador Maguito Vilela; Joaquim Roriz Neto (PMN-DF), filho da deputada federal Jaqueline Roriz e neto do ex-governador Joaquim Roriz; Newton Cardoso Jr, filho do deputado federal Newton Cardoso; Clarissa Garotinho (PR-RJ), filha do deputado federal Garotinho; Marco Antônio Cabral (PMDB-RJ), filho do ex-governador Sérgio Cabral; Bruno Covas (PSDB-SP), filho do ex-governador Mário Covas; Luis Antônio Covatti (PP-RS), filho do deputado federal Vilson Covatti; e Pizzolatti Neto (PP-SC), filho do deputado federal João Pizzolatti.

Em 2013 ocorreram manifestações populares por mudanças na política mas, em lugar de reduzir o número de parentes candidatos, houve sim um aumento. Para alterar essa prática atrasada e antirrepublicana de dificultar a alternância no poder, com a indicação de parentes para disputar os cargos de representação política, só com mudança de cultura, investimento em formação cívica e reforma política. Veja a lista dos 98 parentes candidatos à Câmara Federal.

Parlamentar
Partido
UF
Situação/Referência
Bancada
Flaviano Melo
PMDB
AC
Reeleição - irmão do ex-deputado federal Constituinte José de Melo (PMDB)
Parentes
Jéssica Sales
PMDB
AC
Nova - filha do prefeito de Cruzeiro do Sul
Parentes
Marfisa Galvão
PSD
AC
Nova - professora, casada com o senador da Sergio Petecão
Parentes
Neto Ribeiro
PP
AC
Novo - advogado, filho de grande pecuarista no estado e sobrinho do ex-prefeito de Senador Guiomard
Parentes
Arthur Lira
PP
AL
Reeleição - filho do então deputado e atual senador, Benedito de Lira (PP-AL)
Parentes
Maurício Quintella Lessa
PR
AL
Reeleição - primo do ex-governador e candidato a deputado federal, Ronaldo Lessa (PDT)
Parentes
Arthur Bisneto
PSDB
AM
Novo – filho do prefeito de Manaus, Arthur Virgílio
Parentes
Atila Lins
PSD
AM
Reeleição - Irmão do deputado estadual, Belarmino Lins (PMDB)
Parentes
Marcos Reategui
PSC
AP
Novo - irmão do presidente da Assembleia Estadual
Parentes
Cacá Leão
PP
BA
Novo - deputado estadual e filho do deputado federal e candidato a vice-governador, João Leão
Parentes
Felix JR
PDT
BA
Reeleição - Filho do deputado federal por seis mandatos Félix Mendonça, e irmão da vereadora Andréa Mendonça
Parentes
Jusmari Oliveira
PSD
BA
Nova - ex-deputada federal e mulher do deputado federal Oziel Oliveira
Parentes
Jutahy Junior
PSDB
BA
Reeleição - Filho do então vice-governador da Bahia Jutahy Borges Magalhães e neto do ex-governador do Estado, Juracy Magalhães
Parentes
Lucio Vieira Lima
PMDB
BA
Reeleição - irmão do ex-ministro, ex-deputado federal e atual candidato ao governo do Estado, Geddel Vieira Lima (PMDB)
Parentes
Luiz Argolo
SD
BA
Reeleição - Irmão de Manoelito Júnior, ex-prefeito de Cardeal da Silva, e do ex-presidente e deputado estadual da Assembléia Legislativa da Bahia, Marcelo Nilo
Parentes
Mário Negromonte Jr
PP
BA
Novo - deputado estadual, família política deste os tempos do seu avô, Dionízio Pereira, ex-prefeito de Glória, seu tio Adauto Pereira, ex-prefeito da sua cidade natal, Paulo Afonso, e seu pai Mário Negromonte, ex-deputado estadual, ex-ministro das cidades do governo Dilma e está no seu quinto mandato como deputado federal. Além de sua mãe Vilma Negromonte, atual prefeita de Glória, BA.
Parentes
Paulo Magalhães
PSD
BA
Reeleição - sobrinho do senador falecido Antônio Carlos Magalhães (DEM)
Parentes
Almircy Pinto
PSD
CE
Novo - ex-secretário estadual, filho do ex-senador Almir Pinto e presidente regional do PSD
Parentes
Domingos Neto
Pros
CE
Reeleição - membro de família tradicional no Estado, é filho do deputado estadual e ex-presidente da Assembléia Legislativa do Ceará, Domingos Filho, e primo do ex-vice-prefeito de Icó (CE), Fabrício Moreira
Parentes
José Guimarães
PT
CE
Reeleição - irmão do ex-deputado federal José Genoíno (PT-SP)
Parentes
Joaquim Roriz Neto
PMN
DF
Novo - herda o eleitorado da mãe, a deputada federal Jaqueline Roriz que renunciou a candidatura nestas eleições de 2014. É neto do ex-senador e ex-governador do DF, Joaquim Roriz
Parentes
Daniel Vilela
PMDB
GO
Novo - filho do ex-governador, ex-senador e atual prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela
Parentes
Lucas Vergílio
SD
GO
Novo - filho do deputado federal Armando Vergílio, que é candidato a vice-governador na chapa de Iris Rezende
Parentes
João Marcelo
PMDB
MA
Novo - ex-prefeito de Imperatriz e filho do ex-governador e atual senador João Alberto
Parentes
Juscelino Filho
PRP
MA
Novo – médico, é de família tradicional na política maranhense. Tem tios nos cargos de prefeito e deputado estadual
Parentes
Luana Alves
PSB
MA
Nova - médica, mulher do ex-prefeito de Santa Inês
Parentes
Professor Sétimo
PMDB
MA
Reeleição - Casado com a prefeita de Timon/MA, Socorro Waquim
Parentes
Sarney Filho
PV
MA
Reeleição - filho do senador e ex-presidente da República, José Sarney (PMDB/AP), e irmão da ex-senadora
e governadora Roseana Sarney
Parentes
Bilac Pinto
PR
MG
Reeleição - filho do ex-deputado da UDN mineira, Olavo Bilac Pinto, que também foi ministro do Supremo Tribunal Federal
Parentes
Caio Narcio
PSDB
MG
Novo – deputado estadual e filho do ex-deputado federal Narcio Rodrigues
Parentes
Misael Varella
DEM
MG
Novo - filho do deputado federal Lael Varella
Parentes
Newton Cardoso Jr
PMDB
MG
Novo - filho do deputado federal Newton Cardoso
Parentes
Paulo Abi-Ackel
PSDB
MG
Reeleição - filho do ex-ministro da Justiça e ex-deputado federal, Ibrahim Abi-Ackel.
Parentes
Raquel Muniz
PSC
MG
Nova - mulher do prefeito de Montes Claros, Ruy Adriano Borges Muniz. Ela foi chefe de gabinete da Prefeitura
Parentes
Fábio Trad
PMDB
MS
Reeleição - Filho do deputado federal Nelson Trad (PMDB)
Parentes
Carlos Bezerra
PMDB
MT
Reeleição - Casado com a ex-deputada federal Teté Bezerra
Parentes
Carlos Couto
PTB
PA
Novo – advogado, seu pai foi vereador em Belém
Parentes
José Priante
PMDB
PA
Reeleição - Primo e afilhado de Jader Barbalho
Parentes
Julia Marinho
PSC
PA
Nova - mulher do deputado federal Zequinha Marinho
Parentes
Paula Titan
PMDB
PA
Nova – filha do prefeito de Castanhal Paulo Titan
Parentes
Efraim Filho
DEM
PB
Reeleição - Filho do senador Efraim Morais (DEM)
Parentes
Hugo Motta
PMDB
PB
Reeleição - neto do ex-deputado federal, Edvaldo Motta, e da ex-deputada estadual e prefeita de Patos, Francisca Motta (PMDB). O pai, Nabor Wanderley, foi prefeito de Patos e candidato a deputado estadual
Parentes
Iraê Lucena
PSDB
PB
Nova – deputada estadual e filha do ex-senador Humberto Lucena
Parentes
Pedro Cunha Lima
PSDB
PB
Novo – filho do senador Cassio Cunha Lima
Parentes
William Santiago
PTB
PB
Novo – irmão do deputado Wilson Filho e filho do ex-deputado federal, Wilson Santiago
Parentes
Wilson Filho
PTB
PB
Reeleição - filho do ex-deputado federal (PMDB) e senador da República, Wilson Santiago
Parentes
Betinho Gomes
PSDB
PE
Novo - deputado estadual e filho do prefeito de Jaboatão dos Guararapes
Parentes
Bruno Araújo
PSDB
PE
Reeleição - filho do ex-deputado federal Eduardo Araújo
Parentes
Fernando Coelho Filho
PSB
PE
Reeleição - filho do ex-deputado federal Fernando Bezerra, sobrinho do ex-deputado federal Clementino Coelho e sobrinho-neto do ex-deputado federal Osvaldo Coelho
Parentes
Sebastião Oliveira
PR
PE
Novo - deputado estadual, é primo do deputado federal Inocêncio Oliveira
Parentes
Rejane Dias
PT
PI
Nova – deputada estadual, administradora. Mulher do senador e candidato ao governo do estado Wellington Dias
Parentes
Rodrigo Martins
PSB
PI
Novo – vereador de Teresina e sobrinho do governador Wilson Martins
Parentes
Sandro Alex
PPS
PR
Reeleição - Irmão do ex-deputado estadual e prefeito de Ponta Grossa (PR), Marcelo Rangel (PPS)
Parentes
Zeca Dirceu
PT
PR
Reeleição - filho do ex-deputado federal e ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu (PT)
Parentes
Andreia Zito
PSDB
RJ
Reeleição - filha de José Camilo Zito (PSDB), ex- prefeito de Duque de Caxias e deputado estadual mais votado no Rio de Janeiro em 2006
Parentes
Aureo
SD
RJ
Reeleição - primo do deputado estadual Jorge Moreira Theodoro
Parentes
Clarissa Garotinho
PR
RJ
Nova – deputada estadual, é filha do deputado federal Garotinho
Parentes
Cristiane Brasil
PTB
RJ
Nova – vereadora, advogada e filha do ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB)
Parentes
Leonardo Picciani
PMDB
RJ
Reeleição - filho do deputado estadual Jorge Picciani, ex-presidente da Assembleia Legislativa
Parentes
Marcelo Matos
PDT
RJ
Reeleição - irmão de Sandro Matos, prefeito do município São João de Meriti
Parentes
Marco Antônio Cabral
PMDB
RJ
Novo – estudante, filho do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral
Parentes
Rodrigo Maia
DEM
RJ
Reeleição - filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro, César Maia
Parentes
Rodrigo Neca
PR
RJ
Novo - vice-prefeito de Nilópolis. É filho do deputado federal Manuel Rosa Neca, que não lançou candidatura
Parentes
Sávio Neves
PEN
RJ
Novo – engenheiro, tem parentesco com Tancredo Neves, Aécio Neves e Francisco Dornelles. Foi presidente do Trem do Corcovado
Parentes
Betinho Segundo
PP
RN
Novo - filho do deputado federal Betinho Rosado
Parentes
Fábio Faria
PSD
RN
Reeleição - filho do ex-deputado estadual e presidente da ssembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte e vice-governador do RN, Robinson Faria
Parentes
Rafael Motta
PROS
RN
Novo - filho do deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa, Ricardo Motta
Parentes
Sandra Rosado
PSB
RN
Reeleição - Esposa do ex-deputado federal, Laíre Rosado
Parentes
Walter Alves
PMDB
RN
Novo - deputado estadual e filho do senador Garibaldi Alves
Parentes
Zenaide Maia
PP
RN
Nova - irmã do deputado federal João Maia e mulher do prefeito de São Gonçalo do Amarante
Parentes
Guilherme Moreira Mendes
PSD
RO
Novo - advogado, filho do deputado e candidato ao Senado, Moreira Mendes
Parentes
Marinha Raupp
PMDB
RO
Reeleição - casada com o senador Valdir Raupp (PMDB)
Parentes
Raquel Donadon
PTB
RO
Nova - irmã do ex-deputado Natan Donadon
Parentes
Eduardo Campos
PP
RR
Novo – filho do governador Neudo Campos
Parentes
André Machado
PCdoB
RS
Novo - jornalista, filho do ex-vereador e ex-deputado estadual Dilimar Machado. Deve herdar os votos de Manuela D’Ávila, que nesta eleição é candidata a deputada estadual
Parentes
Luis Antônio Covatti
PP
RS
Novo - filho do deputado Vilson Covatti
Parentes
Luiz Carlos Busato
PTB
RS
Reeleição - filho de Luiz Jeronymo Busato, prefeito nomeado na cidade de Canoas/RS, em 1978
Parentes
Marcio Biolchi
PMDB
RS
Novo - deputado estadual e filho do ex-deputado Osvaldo Biolchi
Parentes
Celso Maldaner
PMDB
SC
Reeleição - Irmão do senador Casildo Maldaner
Parentes
Cesar Souza
PSD
SC
Novo - empresário, ex-deputado federal e pai do prefeito de Florianópolis
Parentes
Pizzolatti Neto
PP
SC
Novo - filho do deputado federal João Pizzolatti
Parentes
Andre Moura
PSC
SE
Reeleição - candidatura indeferida com recurso. Poderá lançar a esposa, Lara Moura, em seu lugar
Parentes
Fábio Mitidieri
PSD
SE
Novo - empresário e irmão do deputado estadual Luiz Antônio Mitidieri
Parentes
Grace Franco
PSDB
SE
Nova - empresária e irmã do ex-deputado federal Augusto Franco
Parentes
Valadares Filho
PSB
SE
Reeleição - filho do senador Antônio Carlos Valadares (PSB)
Parentes
Baleia Rossi
PMDB
SP
Novo - deputado estadual e filho do ex-ministro da Agricultura, Wagner Rossi
Parentes
Bolsona
PSC
SP
Filho do deputado federal Jair Bolsonaro
Parentes
Bruna Furlan
PSDB
SP
Reeleição - filha do ex-prefeito de Barueri e ex-deputado federal, Rubens Furlan
Parentes
Bruno Covas
PSDB
SP
Novo - deputado estadual, filho do ex-governador Mário Covas
Parentes
Carlos Zarattini
PT
SP
Reeleição - filho de Ricardo Zarattini Filho, que assumiu o cargo de deputado federal como suplente em 2004 e 2005
Parentes
Nilto Tatto
PT
SP
Novo - ambientalista, irmão do ex-deputado federal, Jilmar Tatto
Parentes
Paulo Lima
PMDB
SP
Novo - filho do ex-deputado e ex-prefeito de Presidente Prudente, Agripino Lima
Parentes
Ricardo Izar
PSD
SP
Reeleição - filho do ex-deputado federal falecido, Ricardo Izar (PTB)
Parentes
Roberto Santiago
PSD
SP
Reeleição - casado com a ex-prefeita de Piracaia/SP, Fabiane Santiago
Parentes
Dulce Miranda
PMDB
TO
Nova - esposa do candidato a governador Marcelo Miranda
Parentes
Irajá Abreu
PSD
TO
Reeleição - filho da senadora Kátia Abreu (PMDB)
Parentes
Professora Dorinha
DEM
TO
Reeleição - casada com o ex-vereador de Palmas, Fernando Rezende
Parentes
Vicentinho Junior
PSB
TO
Novo - filho do senador Vicentinho Alves
Parentes

* Jornalista
Fonte: Vermelho