quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Fenaban frustra bancários ao mostrar dados parciais do Censo da Diversidade

Crédito: Jailton Garcia - ContrafJailton Garcia - Contraf-CUTQuinta rodada de negociações da Campanha 2014 com o Comando Nacional

Frustrando a expectativa do Comando Nacional dos Bancários, a Fenaban apresentou nesta terça-feira 16, na quinta rodada de negociações da Campanha 2014, apenas dados preliminares, parciais e fragmentados do II Censo da Diversidade, realizado entre 17 de março e 9 de maio. Os bancos disseram que vão discutir os dados internamente para incluir mudanças e posteriormente farão nova apresentação do estudo, conquista da Campanha 2012.

As negociações prosseguem nesta quarta 17 sobre as pendências que ficaram nas rodadas anteriores, envolvendo remuneração, saúde e condições de trabalho, emprego, segurança bancária e igualdade de oportunidades. E na sexta 19 os bancos apresentarão uma proposta global para as reivindicações da categoria sobre todos esses temas.

"Reivindicamos acesso a todas as informações do II Censo, para que venham com os dados os mais pormenorizados possíveis, a fim de que nós mesmos possamos fazer nossos cruzamentos e nossas análises. Deixamos bem claro que queremos avanços nesse tema na convenção coletiva deste ano", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo Financeiro (Contraf) e coordenador do Comando Nacional.

Responderam ao questionário do censo 187.411 bancários, o que significa 41% de 458.922 trabalhadores dos 18 bancos que participaram da pesquisa. A categoria está dividida entre 51,7% de homens e 48,3% de mulheres.

Discriminação contra as mulheres

Os bancos não entregaram nenhum documento sobre o II Censo da Diversidade. Mas pelos fragmentos exibidos, não houve alterações significativas nas discriminações de gênero em relação à remuneração. As mulheres recebem hoje 77,9% do salário médio dos homens, apenas 1,5 ponto percentual a mais em relação ao I Censo, realizado em 2008.

"Cálculo efetuado pelos técnicos do Dieese mostra que, nesse ritmo de correção das distorções, demorará 88 anos para que as mulheres bancárias passem a receber salários iguais aos homens. E no Sudeste, onde a diferença salarial entre os sexos é ainda maior, demoraria 234 anos para as mulheres atingirem a mesma remuneração dos homens", diz Deise Recoaro, secretária da Mulher da Contraf. 

Preconceito de raça

Segundo os dados preliminares da Fenaban, o II Censo revelou que, do total dos bancários que responderam à pesquisa, 74,6% são brancos e 24,9% negros. Isso demonstra que houve aumento de bancários de cor negra nos bancos desde 2008, quando 19% da categoria assim se identificavam.

No entanto, a discriminação racial em relação à remuneração persiste no sistema financeiro, embora tenha havido uma pequena melhora desde o primeiro censo. Em 2008, o salário médio dos negros era 84,1% à dos brancos. Hoje é o equivalente a 87,3%, conforme os números informados. 

Orientação sexual

Uma das novidades do II Censo foi a inclusão de uma variável de orientação sexual para medir a participação da população LGBT na categoria bancária. Do total dos que responderam ao questionário, 85,0% se declararam heterossexual, 1,9% assumiram a homossexualidade, 0,6% disseram ser bissexual, 12,4% não responderam e 0,1% assinalaram outra opção.

Os números parciais da Fenaban indicam ainda que 1,1% dos bancários que responderam à pesquisa disse ter cônjuge do mesmo sexo. Desses, apenas 38% fazem uso dos benefícios conquistados em 2009 com a cláusula de isonomia de tratamento para casais homoafetivos, como por exemplo a adesão ao plano de saúde.

"Esses dados indicam que ainda há muitas barreiras a serem superadas na busca da eliminação das discriminações e preconceitos nos bancos", salienta Deise.

Adoecimentos no trabalho

O Comando Nacional também retomou a discussão com a Fenaban, nesta terça-feira, sobre os afastamentos do trabalho, a partir dos dados envolvendo 11 municípios do país, que foram inicialmente apresentados no GT sobre Adoecimentos, conquistado na Campanha 2013.

Os negociadores dos bancos esclareceram dúvidas do Dieese sobre os dados informados e se comprometeram a enviar novos números na próxima semana. 

"Esses dados ainda em análise reforçam nossa avaliação de que os adoecimentos são provocados principalmente pela organização do trabalho, sobretudo pelas metas abusivas e pelo assédio moral. Deixamos claro aos bancos que é fundamental que a nova convenção coletiva inclua mecanismos na gestão das empresas que deem mais proteção à saúde do trabalhador", adverte Carlos Cordeiro. 

Calendário

17 - Sexta rodada de negociação com a Fenaban
17 e 18 - Segunda rodada de negociação específica com o Banrisul
18 - Terceira negociação específica com o Banpará
19 - Sétima rodada de negociação com a Fenaban 
24 e 25 - Terceira rodada de negociação específica com o Banrisul
26 - Quinta rodada de negociação com o Banco do Brasil
1º e 2 - Quarta rodada de negociação específica com o Banrisul

Fonte: Contraf

Campanha Salarial dos Bancários 2014: Proposta econômica da Fenaban vem dia 19

Comando dos Bancários deixou claro aos bancos: trabalhadores querem valorização. Aumento real, vales refeição, alimentação e PLR maiores são prioridade

O Comando Nacional dos Bancários e a federação dos bancos (Fenaban) voltaram à mesa de negociação para debater as reivindicações de remuneração da Campanha Nacional Unificada 2014. Nenhum número foi apresentado pelos negociadores das instituições financeiras nas reuniões realizadas nos dias 10 e 11. Valores, de acordo com a Fenaban, só serão anunciados quando trouxerem uma proposta global, o que deve acontecer nas rodadas previstas para os dias 16, 17 e 19.

Reajuste – Os representantes dos bancários deixaram claro para os bancos que o aumento real é fundamental para a categoria. O índice de reajuste reivindicado é de 12,5%. A Fenaban informou que este ponto será debatido com os bancos na tentativa de buscar caminho sem conflito. “Só não haverá conflito se as reivindicações forem atendidas”, salienta a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvandia Moreira. “Mas se repetirem a postura dos anos anteriores, vão levar os bancários ao embate e isso ficará claro a partir do dia 19.”

PLR – Os bancários querem se apropriar de uma parcela maior do lucro das instituições financeiras e cobraram que sejam pagos a título de PLR o valor de três salários mais R$ 6.247,26. Os bancos, no entanto, não aceitam mudar a atual regra que prevê o pagamento de 90% do salário mais parcela fixa de R$ 1.694, além do valor adicional de 2,2% do lucro líquido limitado a R$ 3.388 (valores de 2013).

“Deixamos claro que precisamos melhorar essa distribuição”, afirma a presidenta Juvandia, uma das coordenadoras do Comando. “Reforçamos que o crescimento do lucro líquido dos bancos foi muito mais significativo do que o crescimento da participação dos bancários nesse resultado. Por exemplo, entre 1995 e 2013 a PLR média de um caixa cresceu 338%. Enquanto isso, o lucro líquido dos bancos cresceu 1.067% acima da inflação. É muito desigual.”

O Comando reivindicou, ainda, a não compensação dos programas próprios. “Os bancos acabam escondendo a PLR com a compensação dos programas próprios. E os trabalhadores não conseguem saber o que receberam em função das metas ou da PLR que está prevista na Convenção Coletiva de Trabalho”, ressalta Juvandia.?

14º salário – Essa demanda é muito importante: 69% dos trabalhadores que responderam à consulta feita pelo Sindicato consideram a conquista do 14º salário uma prioridade. Mas para os bancos, a categoria tem “salários e benefícios bem significativos”. Juvandia rebate: “significativos são os lucros dos bancos, o que tiram da sociedade, a pressão que os bancários sofrem. Vamos insistir nessa pauta”.

Isonomia – O Comando cobrou respeito dos bancos à Convenção 100 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que estabelece salário igual para trabalho de igual valor. “Há um problema claro de gestão nos bancos, que não dá igualdade de oportunidades para seus empregados. Também é comum ver pessoas na mesma função com salários diferentes ou que não recebem promoção. Por isso, queremos colocar na CCT o respeito a essa norma da OIT”, explica a presidenta do Sindicato.

Férias – Os bancários querem o parcelamento do adiantamento de férias em dez vezes iguais e sem juros. A Fenaban ficou de levar o debate aos bancos.

VA e VR – O Comando informou aos bancos sobre a inflação maior para a alimentação fora de casa (em torno de 10,3%) e cobrou aumento para os vales alimentação e refeição. “Antes do final do mês, os bancários já estão gastando do salário para comer”, reforça a presidenta do Sindicato. A Fenaban informou que essa reivindicação será debatida, mas se recusaram a tratar da 13ª cesta-refeição.

Creche – Os bancos voltaram a dizer que o valor trata apenas de um auxílio para custear a creche ou a babá, mas ficaram de levar a reivindicação da categoria de pagamento de R$ 724 mensais (salário mínimo nacional). A Fenaban informou, ainda, que quer alterar a redação desta cláusula na CCT, colocando prazo de 30 dias para entrega do comprovante dos gastos com auxílio-creche/babá.

Auxílio-educação – Não há consenso entre os bancos sobre os critérios ou os valores para pagamento de auxílio-educação para todos os bancários. O Comando cobrou que o debate seja feito, lembrando que todas as grandes instituições – exceto o Bradesco – já pagam e o custo é pequeno.

Vale-cultura – Importante conquista da Campanha Nacional Unificada 2013, os bancários reivindicam a extensão do pagamento do vale-cultura para todos. A posição dos bancos é de manter somente o que está previsto pela lei: o pagamento de R$ 50 para quem ganha até cinco salários mínimos.

Cláudia Motta - Seeb/SP


terça-feira, 16 de setembro de 2014

Campanha eleitoral chega a momento decisivo

A campanha eleitoral chega ao seu momento decisivo. As próximas três semanas serão repletas de embates definidores da posição majoritária de mais de 140 milhões de brasileiros, que irão às urnas escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais. 

O que está em jogo nestas eleições é se o Brasil continuará trilhando o caminho do aprofundamento da democracia, do desenvolvimento com justiça social, do reforço da soberania nacional, da integração regional e do empenho por uma nova ordem mundial, de paz e democratização das relações internacionais; ou se optará por uma regressão civilizacional, um retorno à era de entreguismo, violação de direitos sociais e mutilação da democracia, como foi o período que o país atravessou sob o governo tucano.

A campanha chega à reta final polarizada entre a presidenta Dilma Rousseff, da coligação Com a Força do Povo, candidata à reeleição, e Marina Silva, do PSB. Aécio Neves, do PSDB, fracassou e amarga o terceiro lugar, com tendência a alcançar uma votação baixa. Tudo indica que haverá segundo turno entre as duas primeiras colocadas. 

Com a derrota do PSDB, a oposição neoliberal e conservadora concentra-se em torno da candidatura de Marina Silva, que fez todo tipo de compromisso com forças antidemocráticas, antinacionais, antipopulares e ideologicamente retrógradas. Apresentando-se como porta-voz da “nova política”, a candidata do PSB jurou fidelidade aos dogmas do capital financeiro e mostrou que se eventualmente fosse ao governo, interromperia o ciclo progressista de desenvolvimento econômico-social em curso no Brasil desde a primeira eleição de Lula, em 2002, e que teve continuidade durante o primeiro mandato da presidenta Dilma.

Com os resultados das últimas pesquisas, que mostram a ascensão da candidatura da presidenta Dilma, consolidada na liderança do primeiro turno, a candidata do PSB recorre à demagogia e a uma comoção de mau gosto. Derrama lágrimas encenadas, desempenhando teatralmente o papel que sempre gostou de jogar – o de vítima. Os marqueteiros de Marina querem engabelar o eleitorado mostrando uma candidata injustiçada por “ataques”. Visam a inibir a oposição democrática e popular no legítimo exercício do debate, indispensável para o esclarecimento do povo, quanto às teses antinacionais e antidemocráticas da candidata. 

Por sua vez, Dilma fez uma campanha popular, propositiva, com ideias mudancistas e inovadoras, em favor do Brasil, do aprofundamento da democracia, da realização de reformas mais amplas, de novas conquistas sociais, de defesa do desenvolvimento econômico, da soberania nacional e da paz mundial. 

Realizar “grandes reformas e grandes mudanças”, foi seu lema, voltado para a missão de abrir nova etapa da luta para mudar o Brasil para melhor, por um país mais justo e de oportunidade para todos.

Os comunistas e demais forças consequentes da esquerda estão participando com total engajamento nesta campanha. É com força total que os candidatos, militantes e quadros deste campo de forças se apresentam nesta reta final, com a convicção renovada de que a continuidade do atual ciclo progressista é fundamental para o Brasil continuar avançando no rumo da democracia, da soberania nacional, do progresso social e da luta pelo socialismo. 


Fonte: Vermelho

Contra o atraso, artistas e intelectuais fazem ato em apoio a Dilma

Evento em apoio à reeleição de Dilma lotou o auditório Casagrande, no Rio de Janeiro, na segunda (15).

Aconteceu ontem, segunda-feira (15), no teatro Casagrande, ato de artistas e intelectuais em apoio à reeleição de Dilma Rousseff. Participaram do evento personalidades como Leonardo Boff, Chico César e Marilena Chauí, além de Elza Soares, Otto, Alcione e Beth Carvalho. Do lado de fora, mais de mil pessoas acompanharam o evento.


Evento em apoio à reeleição de Dilma lotou o auditório Casagrande, no Rio de Janeiro, na segunda (15).
Dentre os que discursaram, estava a filósofa Marilena Chauí: “Estas eleições estão polarizadas de uma maneira que convoca a nós, intelectuais, artistas, cientistas, estudantes, para uma tarefa profunda e intensa. A polarização se dá entre um caminho com um rumo seguro, certeiro, do começo do seu percurso até agora, e o risco de uma aventura regressiva. Não é apenas uma regressão, é a aventura. Não posso compreender como alguém que diz que não gosta de política possa aspirar ao posto político mais alto da República”.

Leonardo Boff lembrou que com a ascensão do PT não houve apenas uma alternância de poder. Houve alternância de classe social! E convidou os presentes a uma reflexão: “No entardecer da vida, cada um de nós vai ser confrontado com algumas questões: De que lado você está? De que lado você quis estar? A quem você sempre defendeu? Você defendeu as vítimas de um processo econômico feroz, que trata os trabalhadores como móvel descartável, ou aqueles que vivem sacrificados? Com quem você escolheu caminhar na vida? Com os condenados na terra ou com os patrões, que fizeram os condenados de escravos? Tudo isso [políticas sociais] deu um rosto novo para esse país e fez com que avançasse”.

Pré-sal e cultura

A presidenta Dilma agradeceu o apoio e destacou: “Não vamos voltar para trás, e faremos isso investindo em educação qualificada, para todos, e colocando a cultura dentro da nossa estratégia de crescimento e desenvolvimento econômico. Não queremos só obras, queremos utopias. Não queremos só vantagens materiais, queremos nos compreender. Vamos colocar a cultura dentro da nossa estratégia de crescimento econômico”.

Tia Surica da Portela e Alcione com Dilma.
A presidenta lembrou que os recursos do pré-sal também irão garantir os investimentos em educação e em cultura, frisando que não há “alquimia ou milagre” que faça a educação evoluir: “Temos que pagar bem o professor e exigir que ele fique na aula”.

Dilma ressaltou que o ”pessimismo militante” de alguns setores, principalmente da grande mídia, evidencia-se no relativo desconhecimento sobre a riqueza representada pelo pré-sal. Esse “pessimismo” tem causa e se originou na defesa de Lula de um marco regulatório para o setor de comunicação no país.

“Hoje o nível de consciência que o Brasil tem sobre o petróleo que sai do pré-sal é muito baixo, até por conta da desinformação sistemática e do pessimismo militante que viceja e, a gente sabe, é característico da forma como se transmitem as informações na imprensa brasileira”, pontuou Dilma.

A presidenta também manifestou o desconforto com a cobertura da mídia na investigação de casos de corrupção, destacando que “o que é errado no Brasil é a exposição desnecessária de pessoas sem se ter certeza da culpa”.

Marco regulatório da comunicação

O ex-presidente Lula também fez duras críticas à cobertura política feita pela imprensa. “Antigamente, os jornalistas perguntavam pra gente responder; hoje, eles respondem pra gente perguntar! Com isso, assistimos a uma crescente falta de respeito, falta de ética e de responsabilidade do papel do jornalista. A verdade é que a imprensa começa a perder o respeito a partir do momento em que ela deixa de falar a verdade”, argumentou Lula.

Lula enfatizou a necessidade de uma reforma política
O ex-presidente defendeu a aprovação de um novo marco legal para o setor. “O marco regulatório das comunicações é uma necessidade nesse país (...) O que não é possível é que as concessões do Estado tenham o comportamento que têm”, afirmou.

Lula rebateu a proposta de Marina Silva de “nova política” também defendeu a realização de uma reforma política. “É necessário fazer reforma política como condição política pra gente fazer as reformas básicas. E não é negando a política que se faz a reforma política. É fazendo política – mas, por favor, não me façam mais partido laranja! É preciso criar partidos com bases sólidas. E não é possível falar em nova política sem dizer como, onde e com quem! Porque foi assim que este país já elegeu uma vassoura e um caçador de marajás”.

A deputada federal Jandira Feghali, líder do PCdoB na Câmara e autora da Lei Cultura Viva, também participou do evento. "O grande ato dos artistas com a Dilma selou o enorme apoio que o setor cultural, a intelectualidade e os movimentos sociais dão à sua reeleição. É hora de fazer muito mais na cultura", enfatizou a deputada nas redes sociais.

Vermelho - Com informações de agências

Negociação no Banco do Brasil não avança

Na terceira rodada de negociações com o Banco do Brasil, realizada na última sexta feira (12), em São Paulo, o Comando Nacional dos Bancários debateu as reivindicações econômicas da pauta específica dos trabalhadores do banco. Presente nos debates, o diretor do Sindicato da Bahia, Fábio Ledo, lembra que o banco já teve tempo suficiente para analisar as reivindicações específicas, que independem da pauta geral. "Na próxima reunião o BB tem a obrigação moral de efetivamente apresentar uma proposta que atenda aos anseios do funcionalismo", concluiu.
Plano de Carreira e Remuneração (PCR) - O PCR foi bastante discutido, onde as principais propostas apresentadas pelos bancários são a mudança do interstício para 6%, a inclusão dos escriturários na carreira de mérito, a mudança da pontuação diária de cada grupo e a retroatividade do mérito dos caixas a 1998.

Volta da substituição - O Comando insistiu na volta das substituições. Desde 2007, quando foram suspensas, têm causado enorme prejuízo aos funcionários e ao banco, devido a não formação de novos comissionados com experiência e treinamento necessários para o exercício do cargo.

Previdência complementar - Na parte sobre planos de previdência, entre as muitas reivindicações da minuta, foi debatida a inclusão dos funcionários oriundos de bancos incorporados nos planos administrados pela Previ, a criação de um novo benefício com base na PLR para os Planos 1 e Previ Futuro e também o resgate da parte patronal no plano Previ Futuro e a diminuição das taxas de carregamento.

Plano de Funções - Desde que o banco implantou unilateralmente o novo plano de funções, várias distorções foram criadas com prejuízo aos bancários de funções técnicas e gerenciais.
Os bancários reivindicam a criação de um plano negociado com os funcionários, com aumento dos Valores de Referência (VR) e das gratificações de função, evitando as verbas de complemento, que subtraem as promoções por mérito e antiguidade. Foi proposto pelo Comando a criação de módulos básicos e avançados em todos os cargos gerenciais, inclusive no de Supervisor de Atendimento.

Incorporação da comissão - Assim como já acontece em outras empresas, os bancários reivindicam que no BB haja a incorporação de 100% do Valor de Referência ,ao passo de 10% do VR ao ano em cada cargo exercido.

Gerência média - Foram apresentadas propostas para as reivindicações dos funcionários da gerência média, como a melhoria dos VR, a equiparação dos gerentes de relacionamento do carteirão com os demais gerentes de atendimento personalizado e equiparação de gerentes de grupo e de setor.

Ainda sobre o plano de funções, foi debatida a criação da comissão de pregoeiro para os funcionários que trabalham nas áreas de licitação e a função de analista técnico social para os responsáveis por programas sociais, como financiamento imobiliário do Minha Casa Minha Vida.

Reestruturações - Devido ao grande número de reestruturações em andamento dentro do banco, muitas vezes os funcionários envolvidos perdem os cargos ou parte dos salários devido à mudança de locais de trabalho. Os bancários reivindicam a criação de uma proteção aos salários nestes casos.

Foi sugerida pelo Comando a criação de uma mesa temática exclusiva para tratar de reestruturações, com o objetivo de convencionar patamares mínimos de proteção aos bancários.

CABB - Os bancários cobraram do banco a apresentação de propostas para os funcionários da CABB, cuja mesa temática foi realizada no meio do ano e ainda há muitas pendências a serem resolvidas.

Folgas da Justiça Eleitoral - Os dirigentes sindicais também questionaram o BB sobre a edição de uma Instrução Normativa que trata das folgas da Justiça Eleitoral. Os bancários têm reclamado que está havendo muitos conflitos com o que determinam os tribunais eleitorais e os gestores do BB.

Demais reivindicações - Os bancários detalharam e discutiram com o banco a implantação de demais reivindicações contidas na minuta sobre remuneração, como a implantação de menores taxas de empréstimos e financiamentos aos funcionários, a retirada de metas de avaliação da GDP e a extensão do vale-cultura para todos os funcionários.

Nova negociação - Foi marcada para o próximo dia 26 uma nova rodada de negociação entre o Comando e o BB para apresentação de uma proposta específica do banco aos funcionários.
Fonte: Contraf via Feeb-Ba-Se

Caixa não apresenta proposta em negociação

Na quarta rodada de negociação da pauta específica, ocorrida na última sexta-feira (12), em Brasília, a Caixa Econômica Federal não apresentou proposta às reivindicações dos empregados para as questões relacionadas à carreira, jornada de trabalho, Sistema de Ponto Eletrônico (Sipon) e organização do movimento.
Para Luciana Pacheco, diretora da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, presente no encontro, a Caixa não tem tratado a negociação com seriedade. "Tínhamos uma promessa, por exemplo, de que seria apresentada uma proposta de valorização da carreira de TI [Tecnologia da Informação], o que não ocorreu". Ainda não há data para a próxima negociação.
 Jornada de seis horas - Os representantes dos trabalhadores cobraram da Caixa o cumprimento da jornada de seis horas e a adoção do login único para evitar fraudes no registro do ponto eletrônico. A estação única adotada pela empresa não impede que o empregado continue trabalhando após o término da jornada. Os negociadores do banco disseram que o fim das horas extras sistemáticas também é o desejo da Caixa e que a empresa tem envidado esforços para que isso ocorra.

No entanto, segundo o Comando, a realidade nas unidades de todo o país é bem diferente. A sobrecarga de trabalho força os empregados a trabalharem acima da jornada, e eles sofrem pressão para não fazer horas extras ou não registrar corretamente o ponto. Para os representantes dos trabalhadores, a carência de pessoal - problema que a Caixa diz não existir - é um dos fatores que geram toda esta situação.

Carreira - A Caixa voltou a rejeitar a adoção de critérios para descomissionamentos. Os representantes dos trabalhadores criticaram o banco por não deixar claro as regras utilizadas e por tomar a medida de forma unilateral, deixando a cargo do gestor a retirada de função. Outra proposta recusada pela Caixa é a criação de comitê paritário - integrado por representantes dos empregados e da empresa - para acompanhar o PSI (Processo Seletivo Interno).

Outro ponto cobrado na negociação foi o retorno do incentivo à graduação. Os representantes da empresa alegaram que o programa está suspenso temporariamente para reavaliação e ficaram de apresentar uma posição sobre esse benefício durante a campanha salarial.

O Comando reivindicou também atenção da empresa aos supervisores de canais. Estes trabalhadores são cobrados como gerentes, mas têm remuneração inferior. Além disso, são obrigados a arcar com despesas como combustível e telefone para exercer suas atividades. A Caixa alega que o salário é compatível com as atribuições e solicitou à área responsável a demanda sobre o ressarcimento das despesas.

Foi debatida também a implantação do plano de carreira próprio para os empregados do setor de tecnologia. Em reunião realizada na semana passada, o vice-presidente de Tecnologia da Informação da Caixa, Joaquim Lima, prometeu apresentar na quinta-feira (11) proposta de encarreiramento da TI, o que não aconteceu. A informação dada aos trabalhadores foi a de que o projeto seria apresentado nesta sexta, na negociação específica da Campanha 2014. Mas a Caixa, mais uma vez, frustrou os empregados da área, ao informar que o assunto será tratado posteriormente, na mesa de negociação permanente.

Organização do movimento - A Caixa também negou as reivindicações relativas à organização do movimento como ampliação à inamovibilidade dos delegados sindicais durante a estabilidade. Quanto à participação do suplente de representante dos empregados nas reuniões do Conselho de Administração (CA), os negociadores da empresa alegaram que esta decisão compete ao CA.

Fonte: Contraf via Feeb-Ba-Se

Brasil reduziu em 50% o número de pessoas que sofrem fome, diz a ONU

R7 - Da Redação

A ONU afirmou nesta terça-feira (16) que, nos últimos dez anos, o Brasil conseguiu reduzir à metade a porcentagem de sua população que sofre com a fome, cumprindo assim um dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), fixados pelas Nações Unidas para 2015.

Estas são as conclusões recolhidas no relatório sobre o estado da insegurança alimentícia no mundo publicado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e outros dois organismos da ONU: o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e o Programa Mundial de Alimentos (PMA).

Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio são uma lista de oito pontos, estabelecidos pelas Nações Unidas em 2000, que têm o propósito de melhorar as condições de vida das pessoas no horizonte de 2015.

Assim, o documento assinala que o programa "Fome Zero" fez da fome um problema fundamental incluído na agenda política do Brasil a partir de 2003.

"Garantir que todas as pessoas comessem três vezes ao dia - como disse o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu discurso de posse - se transformou em uma prioridade presidencial", diz o relatório.

Desta maneira, nos períodos 2000-2002 e 2004-2006, a taxa de desnutrição no Brasil se reduziu de 10,7% a menos de 5%.

Segundo a ONU, o "Fome Zero" foi o primeiro passo dado para acabar com a fome e, com os anos, este enfoque ganhou impulso através do fortalecimento do marco jurídico para a segurança alimentar.

O documento assinala que esta redução da fome e da pobreza extrema tanto em zonas rurais como urbanas é o "resultado de uma ação coordenada entre o governo e a sociedade civil, mais que de uma só ação isolada".

O programa "Fome Zero" se compõe de um sistema integrado de ações realizadas através de 19 ministérios, e aplica uma via dupla ao vincular a proteção social com políticas que fomentam o emprego, a produção familiar agrícola e a nutrição.

As políticas econômicas, diz o relatório, e os programas de proteção social, combinados ao mesmo tempo com programas para a agricultura familiar, contribuem à criação de emprego e ao aumento de salários, assim como à diminuição da fome.

Todos estes esforços realizados pelo Brasil permitiram que a pobreza se reduzisse de 24,3% a 8,4% entre 2001 e 2012, enquanto a pobreza extrema também caiu de 14% a 3,5%.

A ONU também lembra que em 2011 o Brasil introduziu novas políticas para tratar a pobreza extrema, que contemplavam uma melhora no acesso aos serviços públicos para fomentar a educação, a saúde e o emprego.

Além disso, o relatório evidencia que outro dos pilares fundamentais da política de segurança alimentar no Brasil é o Programa Nacional de Alimentação Escolar, que proporciona refeições gratuitas aos alunos das escolas públicas e do qual se beneficiaram mais de 43 milhões de crianças em 2012.

Fonte: feeb-Ba-Se