quinta-feira, 8 de maio de 2014

Propaganda do PCdoB vai ao ar nesta quinta em rede nacional

Propaganda do PCdoB vai ao ar nesta quinta em rede nacional


A propaganda partidária do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) será apresentada em rede nacional de rádio e televisão nesta quinta-feira (8) às 20h30 na TV e às 20 horas nas rádios em todo o país. Além de abordar a trajetória de luta do Partido mais antigo do país – 92 anos -, e reafirmar o projeto nacional de desenvolvimento para o Brasil, a publicidade tem como mote uma campanha de filiação partidária.

Por Eliz Brandão, da Redação do Vermelho
Através de suas lideranças e com um jingle incentivador “Vem com a gente, vem pro PCdoB” ele conclama os jovens, os trabalhadores e as mulheres a participarem da luta política por um Brasil melhor.


Em linguagem ampla, a propaganda apresenta a posição do PCdoB, que é um partido ideológico e sua busca pelo Socialismo num caminho de união, de fortalecimento das lutas populares e na defesa de uma proposta mais avançada para o povo.

O presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, e a vice-presidenta, deputada federal (PE) Luciana Santos, assim como o ministro do Esporte, Aldo Rebelo participam do programa apresentando as lutas do PCdoB para a continuidade do avanço civilizatório, e chamam a atenção para uma encruzilhada política que vivemos em um ano eleitoral. “Nos últimos 12 anos o Brasil passou por mudanças significativas. Nossas conquistas não apenas econômicas, mas também sociais nos consolidaram como uma nação forte, influente e democrática. Uma nação reconhecida e respeitada em todo o mundo. Hoje o Brasil está numa encruzilhada. Ou seguimos em frente lutando pelos avanços necessários ou andamos para trás”, expõe Renato.

A líder do PCdoB na Câmara, Jandira Feghali apresenta um conjunto de reformas estruturais democráticas defendidas pelo PCdoB para o avanço do país, como as reformas política, na educação, agrária, urbana e da comunicação.

A deputada federal pelo Acre, Perpétua Almeida, aborda o tema da participação feminina e reafirma a posição do Partido lutando pela ampliação e o fortalecimento da representação feminina na política. “O PCdoB é um partido que sempre apoiou a mulher e a importância de seu papel na sociedade. Hoje, o partido se orgulha de ter proporcionalmente a maior bancada feminina do Congresso Nacional”, ressalta Perpétua.

Flávio Dino, pré-candidato a governador no Maranhão, enfatiza que todos precisam combater as desigualdades que ainda existem no Brasil e gerar mais oportunidades. “O Estado tem obrigação de combater a violência que destrói famílias e toma conta das nossas cidades. E a população tem o direito à segurança pública”, diz ele. Flávio ressalta ainda a necessidade de investimento em projetos sociais transformadores e o fortalecimento da luta por justiça e paz.

A voz dos trabalhadores incentivando as lutas sociais é apresentada pelo presidente nacional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adílson Araújo. 

Lideranças da juventude, como Virginia Barros, presidenta da UNE, Bárbara Melo, presidenta da Ubes e André Tokarski, presidente da UJS e secretário de juventude do PCdoB, abordam temas que falam sobre a luta do PCdoB por um Brasil melhor, com educação de qualidade e para todos, com cultura, arte, esporte e avanços sociais.

A deputada estadual pelo PCdoB de São Paulo Leci Brandão e o vereador paulistano Netinho de Paula, ambos músicos, dão o tom harmônico da propaganda, conclamando a população a participar da política e se filiar ao partido comprometido com as causas sociais.

A propaganda partidária, que inclui as inserções de 30 segundos e o programa de 10 minutos, foi produzida pelo publicitário Marcelo Brandão, sob a direção política do secretário nacional do PCdoB, José Reinaldo Carvalho, e a direção executiva de Eliz Brandão.

Nesta quinta-feira (8), a partir das 20h30, o Portal Vermelhodisponibilizará a propaganda para baixar.

Centrais debatem pauta trabalhista na Câmara dos Deputados

Após realizar importante debate dos temas de interesse da classe trabalhadora em comissão geral na Câmara dos Deputados, representantes das centrais sindicais e deputados da Bancada Sindical se reuniram nesta quarta-feira (7), na presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), para avaliar o debate geral, que aconteceu na terça-feira (6), no plenário da Casa, e preparar ações no sentido de colocar os projetos da agenda trabalhista na pauta de votação.


CTB
Cinco centrais sindicais participaram da reunião com deputados da Bancada Sindical na Câmara dos DeputadosCinco centrais sindicais participaram da reunião com deputados da Bancada Sindical na Câmara dos Deputados
Além das centrais sindicais (CTB, NCST, CUT, CGTB e CSB), participaram da reunião os deputados Assis Melo (PCdoB-RS), Amauri Teixeira (PT-BA) e Vicente Cândido (PT-SP). A CTB foi representada pela secretária de Imprensa e Comunicação, Raimunda Gomes (Doquinha); pelo secretário de Política Sindical e Relações Institucionais, Francisco Chagas (Chaguinha); e pelo secretário de Previdência, Aposentados e Pensionistas, Pascoal Carneiro.

Na avaliação geral dos representes dos trabalhadores, a comissão geral foi positiva por trazer, mais uma vez, o debate dos temas prioritários para a classe, além de mostrar para a Casa Legislativa a necessidade de votação imediata da agenda dos trabalhadores.

“A pauta trabalhista é importante não só para a valorização dos trabalhadores, mas também para o desenvolvimento do País. Para a CTB, um dos pontos principais, que necessita de aprovação imediata, é o PL 6653/09 [PL da Igualdade]. É o projeto que tem mais condição de ir à votação, já que foi amplamente discutido, inclusive com o empresariado”, ressaltou Raimunda Gomes.

Discussão permanente
Na reunião, foram aprovadas duas propostas para dar continuidade ao debate dos temas de interesse dos trabalhadores. Uma delas é a criação de subcomissões em todas as comissões permanentes da Câmara, para debater exclusivamente proposições da agenda positiva. A outra proposta é a criação de grupo de trabalho na Casa para discussão permanente dos temas que interessam à classe trabalhadora.

Os deputados presentes se comprometeram a encaminhar, ainda nesta semana, requerimento ao presidente da Câmara, deputado Henrique Alves (PMDB-RN), para criação dos grupos de debates.

Também foi consenso entre os parlamentes e os sindicalistas, a necessidade de atuação e presença constante das centrais sindicais no Congresso Nacional, por meio, inclusive, de assessoria política, como o Diap e o Dieese.

“Com uma presença permanente e organizada a gente vai marcando ponto durante o ano para uma semana [de trabalho] dessa, do Dia do Trabalhador”, disse o deputado Vicente Cândido, presidente da CCJ.

Próximas ações
Na parte da tarde, às 17h30, será realizada nova reunião na Comissão de Trabalho para definir a pauta prioritária, retirada da agenda dos trabalhadores, que será apresentada ao ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, em reunião que acontece nesta quinta-feira (8), às 11 horas, no Palácio do Planalto.

A expectativa dos sindicalistas e dos deputados é indicar ao governo as proposições que são prioritárias, passíveis de aprovação urgente, após avaliação do cenário de tramitação, e alcançar consenso para destravar a votação dessas proposições.

Fonte: CTB


Sessão Solene na Câmara comemora 30 anos do movimento Diretas Já

Os 30 anos do movimento conhecido como Diretas Já (1983-1984), que levou a população brasileira às ruas de todo o país par a reivindicar a volta das eleições diretas para presidente, recebeu homenagem com sessão solene na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (7). A última eleição antes desse período aconteceu em 1961, quando Jânio Quadros foi eleito. 


Agência Câmara
A Emenda das Diretas Já, apresentada em 1983 pelo deputado Dante de Oliveira (PMDB-MT), recebeu apoio popular, no começo de forma tímida e, depois, ampla. A Emenda das Diretas Já, apresentada em 1983 pelo deputado Dante de Oliveira (PMDB-MT), recebeu apoio popular, no começo de forma tímida e, depois, ampla. 
O movimento reuniu estudantes, artistas, sindicalistas, artistas, atletas e políticos da oposição. A manifestação ocorrida em São Paulo, no dia 25 de janeiro de 1984, levou mais de 1,5 milhão de pessoas ao centro da capital paulista, em apoio ao movimento. Foi a maior manifestação popular pela democracia já vista no país.

Idealizador da homenagem na Casa, o líder do PSB, deputado Beto Albuquerque (RS), explica que o objetivo é prestar as devidas homenagens ao maior movimento de participação popular do Brasil. "A Câmara rejeitou a Emenda Constitucional das diretas. Assim mobilizou o povo que fez a democracia ressurgir. É de baixo para cima que o Brasil avança e o Congresso pode rever seus erros", argumentou Beto.

O deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), que discursou na sessão solene, destacou que a Câmara não podia deixar de rememorar o movimento que teve a maior participação popular da história do nosso país e que marca a trajetória da vida política institucional dos últimos 30 anos.

Sentimento patriótico

“Ver, ouvir e compartilhar a emoção transmitida por Milton Gonçalves relembra o sentimento patriótico, cívico e cultural que reuniu todos nós, impregnados de esperança, com o objetivo de vencer aquele período ditatorial, autoritário, e apostar num país democrático, de homens e mulheres livres”, disse o parlamentar, após a exibição do vídeo com imagens da época.

“E nós fomos vitoriosos; o Brasil, o povo brasileiro foi vitorioso nesse processo político que está em construção permanente”, avalia Daniel Almeida, para quem “o resultado desse movimento de rua foi o fim daquele ciclo ditatorial. Nós não podemos imaginar as conquistas da Constituição de 1988, sem essa trajetória, sem esse acúmulo, sem a pressão das ruas e sem a presença desses movimentos sociais no processo de construção, de elaboração da nossa Constituição Cidadã”.

Daniel Almeida lembrou que a ditadura militar tentou impedir que o movimento crescesse. E recordou também que o PCdoB, naquele momento ainda na clandestinidade, constituiu uma Comissão Nacional em Defesa da Legalidade, imaginando que não era possível defender a liberdade e a democracia sem permitir que uma corrente política de opinião, de pensamento, pudesse estar na rua livremente se expressando.

“Essa comissão em defesa da legalidade começou a visualizar que era possível levantar a bandeira naqueles movimentos de rua que surgiam em torno das Diretas. Começamos com uma bandeirinha, num primeiro evento. No final desse processo, nos grandes comícios, a bandeira vermelha em defesa da legalidade dos comunistas tinha uma força, uma presença muito expressiva”, recordou Daniel, dizendo que ele foi um dos que carregou essas bandeiras.

História

A Emenda das Diretas Já, citada por Beto Almeida, foi apresentada em 1983 pelo deputado Dante de Oliveira (PMDB-MT). Assim que foi apresentada, a Emenda Dante começou a receber apoio popular, no começo de forma tímida e, depois, ampla.

Os protestos representavam a vontade popular pela redemocratização. O país completava 20 anos de ditadura militar, regime que já dava sinais de enfraquecimento. A inflação era alta e a recessão também. O surgimento de novos partidos e o fortalecimento dos sindicatos contribuíram para reforçar a oposição ao regime.

Após a derrota da emenda no Congresso, as eleições indiretas pelo Colégio Eleitoral consagraram o candidato da oposição, o civil Tancredo Neves, em 1985. Mas Tancredo morreu sem tomar posse. Na gestão de seu vice, José Sarney, as eleições voltaram a ser diretas. Seu governo marcou o período de transição democrática.

Em 1989, cinco anos após a rejeição da Emenda Dante de Oliveira e um ano depois da Constituinte, Fernando Collor de Mello foi o primeiro presidente eleito por voto direto em 30 anos.

De Brasília
Márcia Xavier

Brasil é referência de combate à pobreza, afirma chanceler

O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, afirmou que o Brasil é hoje referência mundial como uma nação que foi capaz de reduzir a pobreza e distribuir renda, com crescimento econômico e em um contexto democrático. “Fui informado que 68 países já procuraram informação sobre nosso programa de distribuição de renda”, disse na audiência pública, nesta quarta-feira (7), na Câmara dos Deputados.


O ministro foi convidado pelo deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG) para falar sobre a formulação e execução da política externa brasileira.

De acordo com o deputado, é relevante para o colegiado conhecer a visão do Itamaraty sobre as ações necessárias à participação do Brasil em fóruns regionais como a Unasul e o Mercosul; as perspectivas para o Brasil no âmbito do Brics e com os grandes polos econômicos, como os Estados Unidos, China e União Europeia; além da ampliação e do estabelecimento de novas relações políticas e econômicas em todos os continentes.

Figueiredo Machado destacou também a defesa que o país vem fazendo da privacidade no mundo virtual. “Se uma prática é considerada crime no mundo real é claro que também deve ser crime no mundo virtual.” Para ele, por mais óbvia que a questão possa parecer, é importante que esses pontos fiquem claros. Por isso, Brasil e Alemanha apresentaram à Assembleia das Nações Unidas (ONU) proposta, aprovada por consenso, para estabelecer esse princípio.

O chanceler reafirmou também que um dos pontos mais importantes da política externa nacional está na defesa de paz, diálogo, moderação e não-intervenção. Ele citou como exemplo disso, a postura adotada pelo país em casos como o conflito interno hoje enfrentado pela Ucrânia.

Sobre o Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o embaixador lembrou que a sexta cúpula do bloco ocorrerá em breve, quando deverá ser discutida a criação de um banco de investimentos formado para promover o desenvolvimento dos países que compõem o grupo e de outros países de baixa e média renda.

Relação prioritária

O Ministro das Relações Exteriores também falou sobre a relação com os países vizinhos, definida como “prioridade para o Brasil”. Ele avalia que uma relação harmoniosa entre essas nações e também dentro delas é de grande importância para o país.

O chanceler citou como exemplo as ações realizadas em conjunto com outros países da União Sul-Americana de Nações (Unasul) que conseguiu estabelecer o diálogo entre governo e oposição na Venezuela, algo que parecia impossível de ocorrer. “Conseguimos estabelecer consequências dessa ação conjunta em várias frentes, inclusive estabelecendo condições para diminuir a violência nas cidades venezuelanas”, comemorou.

O ministro negou que a integração entre os países do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela) esteja mais atrasada que a dos países da recém-formada Aliança do Pacífico (México, Colômbia, Peru e Chile). Para ele, a integração do Mercosul está mais adiantada.

O chanceler acrescentou que a relação entre Brasil e Chile chegou ao ponto de 98% das importações e exportações entre os dois países estarem liberadas, enquanto entre o Chile e os países que compõem a aliança esse percentual seria de 90%. "Temos hoje livre comércio com o Chile. Isso é impressionante."

No caso do Mercosul, ele defendeu que o comércio no bloco continua crescendo. "O futuro da América do Sul será de uma maior aproximação entre todos. Queremos uma América do Sul forte", disse.

Interesse da sociedade


Para o ministro, o interesse pela política externa tem sido crescente na sociedade brasileira, o que é um ótimo sinal. “A política externa que queremos ver implantada é uma atividade básica de desenvolvimento nacional”, disse.

Segundo Figueiredo, a população está cada vez mais esclarecida de que a participação do Brasil no cenário externo está diretamente ligada à diminuição das injustiças sociais internas e externas.

De acordo com o embaixador, a desatualização de órgãos internacionais, como o Conselho de Segurança das Nações Unidas, é ainda um grande obstáculo para que o país tenha sua importância reconhecida. “No ano que vem, o Conselho de Segurança completará 70 anos. Países importantíssimos, como a Índia, não estavam independentes politicamente há 70 anos”, citou.

Da Redação em Brasília
Com Agência Câmara

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Dia do trabalhador faz eclodir protestos pelo mundo

Milhões de pessoas em todo o mundo saíram nesta quinta-feira (1º) às ruas para lembrar o Dia do Trabalho, marcado por concentrações pacíficas, mas também confrontos com a polícia e registro de feridos, como na Turquia e no Camboja.


Em Istambul, a polícia usou gás lacrimogêneo e canhões de água para dispersar os manifestantes, que quiseram recordar os direitos dos trabalhadores na Praça Taksim, um espaço emblemático de contestação ao governo turco e onde as autoridades proibiram manifestações. Pelo menos 139 pessoas foram detidas e 58 ficaram feridas.

Em Phnom Penh, capital do Camboja, as celebrações do 1º de Maio também foram marcadas por atos violentos. A polícia usou cassetetes e paus para dispersar os manifestantes concentrados no Parque da Liberdade. O protesto foi organizado pelos sindicatos que contestam a exploração dos trabalhadores da indústria têxtil, onde os salários são, em média, de US$ 100 por mês.

Em Kuala Lumpur, na Malásia, milhares de pessoas protestaram contra um novo imposto decidido pelo governo. Também foram registadas concentrações de trabalhadores na Indonésia e nas Filipinas.

Na Europa, também estão ocorrendo protestos contra as políticas de austeridade, que têm provocado consequências sociais em vários países do continente. Na Espanha, por exemplo, estão previstas manifestações em mais de 70 cidades. Os sindicatos espanhóis questionam as medidas adotadas pelo governo diante da alta taxa de desemprego, que chegou a 26%, com quase 6 milhões de desocupados.

Na Grécia, as principais cidades foram tomadas por milhares de pessoas que escolheram o dia de hoje para manifestar contra as políticas impostas pelos credores internacionais. O 1º de Maio para os gregos coincide com o quarto ano do primeiro pacote de ajustes impostos pela Comissão Europeia, o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI). As medidas, segundo os sindicatos, representaram um “ataque frontal contra os trabalhadores, jovens e reformados, com cortes salariais dramáticos e a abolição dos direitos laborais”.

Na Rússia, as principais cidades também foram palco de manifestações. Pela primeira vez, desde o fim da União Soviética, em 1991, os sindicatos organizaram uma manifestação na Praça Vermelha, junto ao Kremlin, onde mais de 100 mil pessoas se reuniram.

Entre os participantes, muitos traziam bandeiras de cidades rebeldes da Ucrânia pró-Rússia e cartazes pedindo a demissão do governo russo de Dmitri Medvedev. Na Crimeia, mais de 100 mil pessoas concentraram-se hoje em Simferopol (capital da península da Crimeia) e, segundo o primeiro-ministro Serguéi Axiónov, esta foi a maior manifestação da história da Crimeia em um Dia do Trabalho e a primeira após a anexação da península pela Rússia.

Na Argentina, entidades políticas e sindicais também organizam manifestações nas ruas e praças públicas. Grupos pró e contra o governo da presidenta Cristina Kirchner devem sair às ruas em mobilizações em pontos tradicionais da capital Buenos Aires, como a Praça de Maio e o Congresso Nacional.

Fonte: Agência Brasil via Vermelho

Trabalhadores comemoram 1º de Maio e exigem mais direitos

O Dia do Trabalhador foi comemorado com festa na capital paulista. As centrais CTB, CUT e CSB fizeram um grande ato unificado que começou às 10h da manhã no Largo do Arouche e seguiu pelas ruas do centro até o Vale do Anhangabaú, onde aconteceram atividades teatrais, musicais e um grandioso ato político com a presença de autoridades estaduais e nacionais. Milhares de trabalhadores saíram às ruas para comemorar a data e exigir a garantia de mais direitos.

Por Mariana Serafini, do Vermelho


Mariana Serafini
De acordo com a Polícia Militar, cerca de 10 mil pessoas estiveram presentes do Vale do Anhangabaú.De acordo com a Polícia Militar, cerca de 10 mil pessoas estiveram presentes do Vale do Anhangabaú.
“Comunicação: o desafio do século”, este foi o lema que deu o norte à manifestação dos trabalhadores, eles entendem que a garantia e conquista de direitos dependem também de uma mídia comprometida não com os interesses obscuros de uma pequena elite dominante, mas com as necessidades reais da vida cotidiana dos trabalhadores. Por isso a luta se expandiu e agora os trabalhadores não exigem apenas as bandeiras ligadas diretamente à questão trabalhista, uma das bandeiras das centrais sindicais é a democratização dos meios de comunicação.

Estiveram presentes no ato político os presidentes das três centrais: Adilson Araújo, CTB; Vagner Freitas de Morais, CUT; e Antônio Fernandes dos Santos Neto, CSB; os ministros do Trabalho, Manoel Dias, e da secretaria de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini. O presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, marcou presença com um discurso consistente acerca da garantia de direitos e a importância de os trabalhadores resistirem ao sistema capitalista vigente e lutarem por um mundo mais digno. O ex-ministro da Saúde e atual pré-candidato ao governo do estado de São Paulo, Alexandre Padilha, também esteve no ato e falou sobre a importância de se combater todo e qualquer tipo de atitude racista, seja nos esportes ou na vida cotidiana. 

Militância comunista presente no ato unitário, Renato Rabelo, presidente nacional do PCdoB; Jamil Murad, presidente municipal do PCdoB em SP; Nádia Campeão, vice-prefeita de SP, e Walter Sorrentino, secretário nacional de Organização do PCdoB. /Foto: Mariana Serafini

Para o presidente da CTB, Adilson Araújo, o 1º de Maio unitário das centrais é um feito histórico, principalmente diante do atual quadro político do país. “Nós realizamos uma marcha importante e acreditamos que o curso desta marcha permitiu à presidenta Dilma [Rousseff] reafirmar a defesa da política do salário mínimo.” O líder cetebista acredita que mobilização deste dia 1º mostra a autonomia e a independência do movimento sindical que está pronto para pressionar o Congresso Nacional a aprovar as reformas trabalhistas exigidas pelos trabalhadores. Entre as principais reivindicações está a redução da jornada de trabalho sem redução de salário.

Mas este ano os trabalhadores vão além: eles ampliaram a pauta e lutam também pelas reformas democráticas, entre elas, a agrária, urbana, tributária, política e, claro, a democratização dos meios de comunicação. “A democratização dos meios nos traz uma nova perspectiva e é com este sentimento que nós comemoramos este 1º de Maio”, afirmou Adilson. 


O presidente nacional do PCdoB fala sobre a importância de seguir no rumo certo para garantir mais direitos trabalhistas. /Foto: Mariana Serafini

Renato Rabelo, por sua vez, defende que no dia do trabalhador há de ser feita uma reflexão sobre a atual conjuntura mundial e nacional com intuito de seguir no rumo certo dos avanços para a classe trabalhadora. “Nós estamos falando de 1ª de maio em 2014, por isso nós convidamos os trabalhadores a refletir. O que está em jogo é a conquista de direitos e a manutenção das conquistas já alcançadas.”

O líder comunista falou também sobre a importância de reeleger a presidenta Dilma Rousseff para que os trabalhadores não percam os tantos direitos já conquistados nestes últimos 11 anos. “Ao projeto da oposição não cabe nem mesmo garantir o que se conseguiu em termos de oferta de emprego e de aumento real de salário, principalmente o salário-mínimo. Se nem isso eles garantem, imagina se vão avançar?! Por outro lado, nós temos que avançar mais ainda, e a garantia desse avanço é quem já está no governo hoje, a atual prioridade do governo da Dilma é garantir oferta de emprego e o aumento real de salário. Ela tem garantido isso mesmo com a crise mundial.” 


O senador do PT Eduardo Suplicy e o pré-cadidato ao governo de São Paulo Alexandre Padilha também estiveram presentes no ato. / Foto: Mariana Serafini 
Já a vice-prefeita de São Paulo, Nádia Campeão, parabenizou os trabalhadores pela força e unidade que demonstraram no ato unitário. Para ela, este é um ano importante por conta das eleições presidenciais e é preciso que os trabalhadores avaliem “com muito cuidado” todas as conquistas alcançadas nos últimos anos. “Devemos ter atenção redobrada na eleição [presidencial] não se pode correr nenhum risco de voltar para trás, além disso precisamos acumular forças para realizar as reformas democráticas tão necessárias para o Brasil”, alertou.

O ex-ministro dos Esportes e atual vereador de São Paulo, Orlando Silva, disse estar feliz com o ato unitário porque é um espaço que, além de comemorar o Dia do Trabalhador, permite avançar no debate político. “O Brasil precisa seguir no rumo certo que já foi aberto pelo Lula e continuamos com a Dilma, nossa mensagem é que o país avance, para isso precisamos realizar as reformas democráticas e a presidenta Dilma é a melhor pessoa para estar a frente deste processo.”

Depois do ato político, aconteceram diversos shows, entre os artistas que se apresentaram estava Péricles e banda, Paula Fernandes, Michel Teló e Sorriso Maroto. 


Fonte: Vermelho

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Dilma diz que força contra o racismo estará presente na Copa

Em meio ao debate mundial acerca de atitudes racistas no futebol, a presidenta Dilma Rousseff disse nesta quarta-feira (30) que a Copa do Mundo no Brasil terá uma força muito grande na luta contra o preconceito. Em entrevista a rádios de Salvador, ela voltou a elogiar atitude do jogador brasileiro Daniel Alves, vítima de racismo durante uma partida pelo Barcelona. Alves se preparava para uma jogada, quando a torcida atirou uma banana no campo. O jogador descascou e comeu a fruta. 


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Dilma recebe da juventude camiseta com foto sua <i>black power</i> para adesão à campanha contra o racismo na Copa.Dilma recebe da juventude camiseta com foto sua black power para adesão à campanha contra o racismo na Copa.
“Não podemos deixar de afirmar esse valor, que é o valor do sangue afro-descendente, indígena e branco em um país diverso, multidiverso, como é o Brasil. A força contra o racismo vai ser muito presente na Copa”, frisou Dilma.

A presidenta considerou “fantástica” a reação de atletas e personalidades brasileiras em repostas ao ato racista contra Daniel Alves e usou o termo #somostodosmacacos. A expressão, criada pelo jogador do Barcelona e da Seleção Brasileira Neymar Junior, ganhou as redes sociais desde o último domingo (27) na legenda de fotos de personalidade comendo bananas.

Leia também:Esporte: Daniel Alves tritura racismo de torcedor na Espanha
Dilma apoia Daniel Alves contra o racismo

Segundo Dilma, o papa Francisco irá mandar uma mensagem contra o racismo para a abertura da Copa. “Convidei o santo papa para vir à Copa. Mas ele disse que poderia desequilibrar para a Argentina. Então, ele vai mandar uma declaração contra o racismo. É importante que nós todos nos levantemos contra o racismo.”

Fonte: Agência Brasil via Vermelho