quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

R. Coitinho: Homenagem a Lênin; interpretar e transformar o mundo

Neste 21 de janeiro lembramos os 90 anos da morte do grande revolucionário, político, estrategista, organizador do partido e das massas e estadista, Vladimir Lênin. O mais genial continuador da obra de Marx e Engels e, sem dúvida, a maior dentre as maiores personalidades do século 20.

Por Rita Coitinho, especial para o Vermelho


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Wevergton Brito Lima: Lênin, gigante da ação e do pensamento

Engels dizia que épocas revolucionárias exigem o surgimento de titãs. Mas o titã que Engels preconizava não eram deuses ou super-homens. Ao contrário, eram titãs porque eram incomensuravelmente humanos. Assim foi Lênin, um gigante humano, com erros e acertos como qualquer mortal, mas com a vontade férrea e a determinação inquebrantável de doar sua vida para a luta por justiça e igualdade. 


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Lênin: suas ideias revolucionárias seguem vivas no século 21

Há 90 anos, em 21 de janeiro de 1924, morria Vladimir Ilitch Lênin, o mais destacado líder revolucionário do século 20. Sob o impacto de seu falecimento, o Partido Comunista da Rússia (bolchevique) emitiu a seguinte mensagem aos trabalhadores do mundo: “Nunca desde Marx a história do grande movimento libertador do proletariado produziu uma figura tão gigantesca (...) cujo nome se tornou, do Ocidente ao Oriente, do sul ao norte, o símbolo do novo mundo”.

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Raúl: "Seguimos vivendo numa ordem mundial injusta e excludente"

Raúl Castro inaugura 2ª Cúpula da Celac| Foto: Ismael Francisco/ Cubadebate

O presidente de Cuba, Raúl Castro, inaugurou formalmente, ontem, terça-feira (28), as atividades da 2ª Cúpula de presidentes da Celac. De forma contundente, Raúl citou estudos da Cepal para chamar atenção para os índices sociais que precisam ser superados pelos países da região e, rebatendo as críticas que se faz à comunidade, defendeu que “a Celac não é uma sucessão de reuniões e sim uma visão comum da pátria grande latino-americana e caribenha”.

Por Vanessa Martina Silva, do Portal Vermelho


Após um ato cultural que contou com a interpretação de diversos ritmos latino-americanos e caribenhos interpretados pela Orquestra da Escola Nacional de Arte de Cuba, Raúl Castro pediu um minuto de silêncio em homenagem ao ex-presidente Hugo Chávez – um dos principais idealizadores da Celac e impulsionadores da integração regional. Raúl também chamou atenção para o fato de que tal cúpula é realizada justamente no 161º aniversário de nascimento do libertador José Martí.


“Sabemos que entre nós há pensamentos diferentes, mas a Celac surgiu sobre 200 anos de luta pela independência e se faz em uma comunidade de objetivos. A Celac não é uma sucessão de reuniões e sim uma visão comum da pátria grande latino-americana e caribenha. Deve ser primordial a criação de um espaço político comum no qual avancemos para a paz. Somos capazes de superar obstáculos em que possamos dispor a capacidade técnica em função dos nossos povos, fazendo valer princípios irrenunciáveis: soberania e igualdade dos estados. Só assim conseguiremos que deixe de ser realidade que América Latina e Caribe é a região mais desigual do planeta.” 

Ameaças mundiais 

“Independentemente de nossos progressos, seguimos vivendo em um mundo regido por uma ordem internacional injusta e excludente, na qual as ameaças à paz e a ingerência externa na região continuam. Não podemos esquecer a longa história de intervenção, sangrentos golpes de estado. Os chamados centros de poder não se conformam de ter perdido o controle da rica região.” 

O líder cubano destacou a descoberta do sistema mundial de espionagem em 2013 e saudou a iniciativa do Brasil de sediar a reunião multiglobal sobre governança na internet em abril deste ano.

Zona de Paz


“Vamos aprovar a declaração da América Latina e caribe como uma zona de paz que enterre para sempre a guerra. Que os desentendimentos entre nossos países se resolvam entre nós mesmos, com base no direito internacional”, disse Raúl, e lembrou que a região já foi declarada como livre de armas nucleares, com o Tratado de Tlatelolco. 

Foto: Ismael Francisco/ Cubadebate

Desigualdade na AL e Caribe
Mencionando dados dos cinco documentos que foram elaborados pela Cepal em cooperação com a Presidência cubana, Raúl criticou os elevados índices de desigualdade, a falta de acesso à educação universal e de qualidade, o analfabetismo e a concentração de renda que faz com que os 10% mais ricos detenham 32% dos recursos totais da região enquanto os 40% mais pobres fiquem com 15%. "O mais preocupante é a pobreza infantil que afeta 70 milhões de crianças." E acrescentou: “Os povos da América Latina e do Caribe demandam e requerem maior distribuição das riquezas”.

Para o mandatário cubano, “temos todas as condições para reverter a situação atual”. E criticou ainda o fato de que “não traduzimos os períodos dos altos preços dos recursos naturais que exportamos para reduzir a pobreza e elevar os recursos per capta. Temos que exercer a soberania sobre nossos recursos naturais”, defendeu.

Educação

Sobre a educação, Raúl foi enfático: “temos todas as possibilidades e metodologias para erradicar o analfabetismo da raiz da América Latina e do Caribe”. De acordo com os dados da Cepal, 50% dos jovens entre 20 e 24 anos não concluíram o ensino secundário na região. Quando se trata dos mais pobres, no mesmo grupo de idade, verifica-se que apenas 21,7% concluíram esta etapa. Em contrapartida, entre os mais ricos, 78,3% completaram. 

Também com dados da entidade, Raúl mencionou os números da educação universitária. Em 2010, apenas 1/3 dos jovens entre 18 e 24 estavam matriculados em alguma universidade. De acordo com a Unesco, Cuba tem a maior taxa de estudantes universitários em todo o mundo: 109%. Entre os latinos, a ilha é seguida por Venezuela (83%), Argentina (67%), Uruguai (64%) e Chile (52%). O Brasil aparece na posição 21 com 30% dos jovens matriculados.

Atenção ao Caribe


Raúl pediu aos mandatários especial atenção aos países do Caribe “que requerem especial atenção para problemas particulares que se agravaram com a crise mundial” que os atingiu mais fortemente, além disso, também sofrem com o efeito devastador de desastres naturais. E pediu especial atenção ao Haiti: “É uma obrigação moral da comunidade internacional e de nossos países seguir contribuindo com o desenvolvimento do Haiti. Sobre a base de suas necessidades específicas e prioridades nacionais”.

“Reitero que nossa comunidade estará incompleta enquanto faltar Porto Rico. Nação irmã latino-americana que padece uma situação colonial”, asseverou Raúl ao defender a adesão do protetorado dos Estados Unidos como membro da Celac.

Solidariedade
“Reiteramos nossa plena solidariedade com a Argentina sobre a questão das ilhas Malvinas e seus mares adjacentes, rechaçamos toda tentativa de explorar os recursos naturais desse território, inclusive o subsolo. Pedimos que o Reino Unido aceite o chamado argentino para negociar”, pontuou Raúl antes de mencionar também a contenda do Equador contra a empresa Chevron que se nega a pagar o ônus pela destruição ambiental no país. “O Equador está sendo ameaçado por demandas de empresas transnacionais em tribunais internacionais onde prevalece a uma visão política neocolonial.”

“Agradecemos o apoio contra o bloqueio imposto a meu país há mais de 50 anos e a inclusão de Cuba na lista de países terroristas.” 

Após tais palavras, inaugurou a 2ª Cúpula da Celac: “Meus desejos de êxito e tendo presente a enorme responsabilidade que compartilhamos, declaro inaugurada a  2ª Cúpula da Celac”.

Fonte: Vermelho

Em discurso na Celac, Dilma condena bloqueio a Cuba

A presidenta Dilma Rousseff voltou a condenar ontem, terça-feira (28) as políticas de sanções impostas a Cuba pelos Estados Unidos desde 1962. Segundo ela, a participação do país caribenho nos acordos econômicos dos demais países do Caribe e da América Latina é imprescindível para a região.


“Criticamos com empenho a política de bloqueio a Cuba. Temos a convicção de que não haverá verdadeira integração econômica na América Latina e no Caribe sem Cuba”, declarou a presidenta durante discurso na 2ª Cúpula da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).

O evento ocorre em Havana, capital cubana, e esta foi a primeira intervenção pública da presidenta na cúpula. Na segunda-feira (27), Dilma já havia dito, durante a inauguração do Porto de Mariel, que o bloqueio é injusto. Desde sua chegada a Havana, a presidenta se encontrou com os líderes de Cuba, Raúl Castro, e da Argentina, Cristina Kirchner, além de ter se reunido com o líder histórico da Revolução cubana, Fidel Castro.

Acompanhe aqui a cobertura completa do Vermelho sobre a Celac

Ao reconhecer o êxito de Cuba na condução da presidência da Celac, Dilma disse que seu sentimento é compartilhado por todos os que “nunca se conformaram em ver Cuba excluída dos foros regionais e multilaterais”. “A presidência de Cuba na Celac mostrou mais uma vez o quanto é anacrônica essa exclusão, à qual o Brasil sempre se opôs”, declarou. No ano passado, a Organização das Nações Unidas aprovou, pela 22ª vez consecutiva, uma resolução pedindo o fim do bloqueio.

Para a presidenta brasileira, a Celac é um poderoso instrumento de aproximação entre os estados membros. “Nossos países têm aprendido a somar suas diferenças. No fundo, a Celac torna o Caribe mais latino-americano e a América Latina mais caribenha.” Segundo ela, a Cúpula é uma ferramenta valiosa para o diálogo da região com o resto do mundo, acrescentando que nos últimos anos foram estreitadas as relações dos países membros da Celac com diversos atores como a União Europeia, a China, a Rússia e o Conselho de Cooperação do Golfo.

Assista abaixo a íntegra do discurso da presidenta Dilma Rousseff na Celac:



De acordo com Dilma, os países da América Latina crescem comprometidos com a distribuição de renda e com a atração de investimentos. “Segundo dados da Cepal [Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe] e da OIT [Organização Internacional do Trabalho], o percentual de pessoas que viviam na pobreza na nossa região caiu nas últimas décadas de 48% para 28%. A pobreza extrema diminuiu de 22,6% para 11,5%”, disse.

A presidenta destacou que o objetivo da cúpula não é eliminar os acordos paralelos à organização. “A Celac não impede as relações bilaterais entre os Estados, dentro e fora da região. Pelo contrário, tem a capacidade de fortalecê-las.” Segundo ela, a união dos países fortalece projetos individuais de desenvolvimento. “Com a integração, a prosperidade de cada um transforma-se na riqueza de todos”.

Dilma terminou seu discurso dando as boas-vindas ao país que vai assumir a presidência da Celac, a Costa Rica. “O Brasil acredita na Celac”, disse.

Com Agência Brasil via Vermelho

Bancos aguardam julgamento da poupança

Com a aproximação da retomada do julgamento pelo STF (Supremo Tribunal Federal), previsto para fevereiro, sobre a correção dos planos econômicos Bresser (1987), Verão (1989), Collor 1 (1990) e Collor 2 (1991), os bancos já demonstram preocupação com uma possível derrota, já que os correntistas ganharam a maioria das ações em todas as instâncias que julgaram a questão.
 
A estratégia seria tentar fazer com que os ministros fatiassem o julgamento, ou seja, proferir a decisão sobre cada plano. Dentre os argumentos utilizados pelos defensores das instituições, está o valor a ser pago, R$ 150 bilhões. 
 
A hipótese poderia levar o governo a aumentar os impostos ou criar novas contribuições. Também não haveria caixa suficiente para os bancos públicos efetuarem o pagamento da parte que lhes seria cobrada, equivalente à metade desse valor. 
 
Vale lembrar que, estima-se que os planos tenham gerado R$ 442 bilhões de lucro em função da faixa livre, diferença entre os planos monetários que permitia às instituições financeiras a aplicação do dinheiro em outros fundos. Só o plano Verão rendeu R$ 200 bilhões aos bancos. Os dados foram citados pelos advogados dos poupadores à Suprema Corte. 

Fonte: O Bancário

Mais bilhões para os cofres dos bancos

A divulgação do balanço relativo ao quarto trimestre de 2013 tem início amanhã e a expectativa dos analistas é que os lucros já exorbitantes dos bancos privados sejam mantidos. Se os bancários penam de um lado, com péssimas condições de trabalho e segurança, do outro, as organizações financeiras adicionam mais dinheiros aos cofres. 
 
Dos três principais bancos privados do país, o Itaú deve ser o mais lucrativo e embolsar R$ 4,23 bilhões. No Bradesco, o ganho deve ser de R$ 3,33 bilhões e no Santander, R$ 1,14 bilhão. Todos ampliaram os lucros em relação ao período entre julho e setembro de 2013, quando o Itaú registrou lucro de R$ 4 bilhões, e o Bradesco e o Santander, R$ 3,064 bilhões e R$ 497 milhões, respectivamente. 
 
Enquanto os banqueiros riem à toa, os funcionários e clientes sofrem nas agências. Não é raro presenciar unidades com falhas graves nas estruturas, falta de água e deficiências no sistema de refrigeração. Além disso, pouco se investe em segurança e, por isso, o medo é geral. Os bancos precisam valorizar os empregados e correntistas, principais geradores das riquezas dos banqueiros.

Fonte: O Bancário