quarta-feira, 3 de julho de 2013
Protestos contra pedágios tomam conta do país
Por Ricardo Fernandes | ricardo.fernandes@rac.com.br Portal IG Paulista
As manifestações na cidade de Cosmópolis já duram 12 horas. Cerca de 300 manifestantes fecharam a rodovia Professor Zeferino Vaz (SP-332), em Cosmópolis, atearam fogo em todas as cabines de pedágio e atacaram a Polícia Militar Rodoviária com pedras, bombas e rojões. Depois, seguiram rumo à Prefeitura da cidade. O comércio fechou e a Tropa de Choque da Polícia Militar foi acionada. Mais uma vez, houve confronto entre
a polícia e os manisfestantes, que reivindicam a redução da tarifa de RS 6,20 para R$ 3,10 (50%) ou a instalação do sistema ponto a ponto (tarifa cobrada pelo trecho percorrido).
Portas e janelas do Paço Municipal foram vandalizadas, ônibus incendiados e comércios invadidos, informou a assessoria de imprensa do Poder Executivo local. Não foi possível, até o momento, contabilizar os prejuízos que seguem ocorrendo.
Segundo manifestantes ouvidos pela reportagem, Cosmópolis funciona como cidade dormitório, onde praticamente não há emprego e os moradores precisam viajar para trabalhar. Na segunda-feira (1), um dos funcionários da Refinaria do Planalto Paulista (Replan), contou que para trafegar pelos 15 quilômetros que separam a empresa, localizada em Paulínia, de Cosmópolis, tem que pagar R$ 12,40 por dia. “Ou eu pago o pedágio ou eu como, moça”, disse, sem querer que seu nome fosse divulgado, com medo de perder o emprego.
A Prefeitura entrou em contato com a Rota das Bandeiras, responsável pelo pedágio em questão. A concessionária informou que contatou a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), responsável pela regulagem dos preços, e que dará uma resposta aos manifestantes na próxima segunda-feira (8).
As linhas intermunicipais do sistema de transporte coletivo foram suspensas para a cidade, segundo a Empresa Metropolitana de Transporte Urbano (EMTU).
Manifestação no pedágio
Esse foi o terceiro protesto na rodovia nos últimos seis dias. Mais agressivo que nos protestos anteriores, o grupo depredou novamente o espaço e atacou também a imprensa e a PM. Um cinegrafista da rede de televisão SBT teve a câmera destruída e ficou ferido. O veículo de uma outra emissora de televisão também foi atingido. Todos os órgãos de imprensa foram hostilizados. No total, as oito cabines foram totalmente destruídas.
Até o final da manhã, 12 pessoas tinham sido presas pela PM, segundo informações iniciais. A Tropa de Choque da PM foi acionada e um efetivo de 50 homens foi para o local. Os manifestantes recuaram e começaram depredação de coletivos no bairro Bela Vista, já em Cosmópolis. Dois ônibus foram incendiados. Os coletivos estavam parados sem passageiros. Os manifestantes chegaram a bloquear a entrada da cidade, no altura do Km 145, mas com a intervenção da polícia, o acesso foi liberado. A prefeitura também foi alvo de protesto com vandalismo e depredação da área pública, segundo informações da PM.
A ocupação do espaço começou na manhã desta quarta-feira (3). Um grupo de cerca de 300 pessoas fechou a pista desde as 5h40 nos dois sentidos, na altura do km 135, em protesto contra o valor da tarifa. A ação, que começou de forma pacífica, transformou-se em um verdadeiro ato de guerra na praça de pedágio. Depois de serem atacados, os policiais responderam com bombas de efeito moral. A Força Tática da PM foi acionada para reforçar o grupo com cerca de 20 policiais.
Manifestação no pedágio
Esse foi o terceiro protesto na rodovia nos últimos seis dias. Mais agressivo que nos protestos anteriores, o grupo depredou novamente o espaço e atacou também a imprensa e a PM. Um cinegrafista da rede de televisão SBT teve a câmera destruída e ficou ferido. O veículo de uma outra emissora de televisão também foi atingido. Todos os órgãos de imprensa foram hostilizados. No total, as oito cabines foram totalmente destruídas.
Até o final da manhã, 12 pessoas tinham sido presas pela PM, segundo informações iniciais. A Tropa de Choque da PM foi acionada e um efetivo de 50 homens foi para o local. Os manifestantes recuaram e começaram depredação de coletivos no bairro Bela Vista, já em Cosmópolis. Dois ônibus foram incendiados. Os coletivos estavam parados sem passageiros. Os manifestantes chegaram a bloquear a entrada da cidade, no altura do Km 145, mas com a intervenção da polícia, o acesso foi liberado. A prefeitura também foi alvo de protesto com vandalismo e depredação da área pública, segundo informações da PM.
Com a chegada do reforço policial, o grupo se dispersou. Os manifestantes se afastaram e se reuniram novamente nas imediações do km 140. Mais uma vez, pneus foram queimados. Os manifestantes acuados pela presença da polícia se refugiram no bairro Bela Vista, em Cosmópolis. Dois ônibus foram incendiados. Os coletivos estavam parados sem passageiros.
Foi registrado congestionamento no local para quem seguia sentido Mogi Guaçu. Na pista sentido Campinas, a Rota das Bandeiras fez desvio pelo km 143, mas o grupo fechou o acesso e os motoristas ficaram parados.
A Rota das Bandeiras disse em nota que "mais uma vez expressa seu repúdio com tamanho vandalismo e violência. A concessionária respeita as decisões do Governo do Estado, responsável pela definição de todas as políticas para o setor, assim como confia na adoção de medidas efetivas que, respeitem, sim, as manifestações, mas não permitam a repetição de cenas absurdas como as registradas nesta manhã". (confira abaixo)
Histórico
A Rota das Bandeiras disse em nota que "mais uma vez expressa seu repúdio com tamanho vandalismo e violência. A concessionária respeita as decisões do Governo do Estado, responsável pela definição de todas as políticas para o setor, assim como confia na adoção de medidas efetivas que, respeitem, sim, as manifestações, mas não permitam a repetição de cenas absurdas como as registradas nesta manhã". (confira abaixo)
Histórico
O primeiro protesto contra o valor do pedágio aconteceu na sexta-feira (28/06). Na ocasião, houve confronto policial, queima de pneus, bloqueio de faixa e três cabines de pedágio foram incendiadas. Já nesta segunda-feira (1), o grupo se reuniu em protesto mais uma vez, bloqueou faixas e pedia uma reunião com a Rota das Bandeiras, concessionária que administra a rodovia. No final do dia, manifestantes atearam fogo em duas cabines de pedágio.
Prefeitura
Um grupo de manifestantes chegou até a Prefeitura de Cosmópolis por volta das 11h30. Segundo informações da PM, vândalos começaram a atirar pedras contra a fachada e vidros do prédio público. Uma funcionária da Administração, em contato com o iG Paulista, disse que os servidores estão "sitiados e com medo" e que pedras são atiradas a todo momento contra as portas e janelas. Oficiais da Ronda Ostensivas Municipal (Romu) e a Polícia Militar fazem a segurança do prédio. Foi formada uma comissão com quatro membros da manifestação para uma conversa com o prefeito Antônio Fernandes Neto (PMDB), que os recebeu em seu gabinete. Os funcionários não puderam deixar a Prefeitura.
Nota oficial
A Concessionária Rota das Bandeiras divulgou às 10h40 desta quarta nota oficial sobre o ataque à Praça de Pedágio em Paulínia, na SP-332.
A nota informa "que a praça de pedágio localizada no km 135 da rodovia Professor Zeferino Vaz (SP-332), em Paulínia, foi destruída por vândalos durante ataque realizado na manhã desta quarta-feira, 3 de julho. ..Às 8h20, já com cerca de 200 vândalos, o grupo chegou até a praça de pedágio e iniciou a destruição. As oito cabines manuais da praça de pedágio foram incendiadas. Os vândalos também incendiaram cones e barreiras plásticas. Câmeras e sensores foram completamente destruídos. Um grupo “escalou” o poste onde está instalada uma das câmeras de monitoramento da praça de pedágio e destruiu a câmera. Equipes de imprensa foram agredidas, equipamentos das equipes que faziam a cobertura dos atos de vandalismo foram roubados".
A nota informa "que a praça de pedágio localizada no km 135 da rodovia Professor Zeferino Vaz (SP-332), em Paulínia, foi destruída por vândalos durante ataque realizado na manhã desta quarta-feira, 3 de julho. ..Às 8h20, já com cerca de 200 vândalos, o grupo chegou até a praça de pedágio e iniciou a destruição. As oito cabines manuais da praça de pedágio foram incendiadas. Os vândalos também incendiaram cones e barreiras plásticas. Câmeras e sensores foram completamente destruídos. Um grupo “escalou” o poste onde está instalada uma das câmeras de monitoramento da praça de pedágio e destruiu a câmera. Equipes de imprensa foram agredidas, equipamentos das equipes que faziam a cobertura dos atos de vandalismo foram roubados".
Governador
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que mandará prender os manifestantes que atearam fogo e depredaram as praças de pedágio em Cosmópolis. "Isso é uma ação criminosa. A polícia já está investigando e serão todos presos."
Alckmin disse que a Secretaria Estadual de Segurança Pública enviou dois ônibus com policiais militares para evitar novos protestos violentos na região. "Temos feito permanentemente (reuniões com caminhoneiros). Democracia tem que ser colaborativa. De outro lado não é possível permitir destruição de patrimônio público e privado."
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que mandará prender os manifestantes que atearam fogo e depredaram as praças de pedágio em Cosmópolis. "Isso é uma ação criminosa. A polícia já está investigando e serão todos presos."
Alckmin disse que a Secretaria Estadual de Segurança Pública enviou dois ônibus com policiais militares para evitar novos protestos violentos na região. "Temos feito permanentemente (reuniões com caminhoneiros). Democracia tem que ser colaborativa. De outro lado não é possível permitir destruição de patrimônio público e privado."
O valor do pedágio não será reduzido, um dos pedidos dos caminhoneiros, já que o governo do Estado determinou a suspensão do reajuste na semana passada. Com relação aos bloqueios feitos por motoristas de caminhão em rodovias do Estado na segunda-feira, 1, Alckmin lembrou que conseguiu, na Justiça, uma liminar para proibir este tipo de manifestação.
"Bloqueios (em rodovias) não só prejudicam a economia como podem levar a acidentes graves", disse o governador. De acordo com a ordem judicial, quem resolver bloquear uma rodovia ou os seus acessos será multado em R$ 20 mil por hora. Além disso, poderá ter o caminhão guinchado.
Com informações de Patrícia Azevedo, Shana Maria Pereira e Raquel Valli
Evo volta à Bolívia após horas de espera: "Queriam me intimidar"
O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, cobrou explicações dos governos que proibiram o ingresso do avião do presidente da Bolívia, Evo Morales, nos seus espaços aéreos, ontem, terça-feira (2). Em comunicado, Insulza se disse “profundamente incomodado” e ressaltou que “nada justifica uma ação de tanto desrespeito”. Morales já anunciou o seu retorno à Bolívia nesta quarta (3), depois de quase 14 horas de espera.
Ao retornar da Rússia, Morales recebeu a ordem de que seu avião não poderia ingressar nos espaços aéreos da França, da Itália e de Portugal, segundo autoridades bolivianas, por suspeitas de que o ex-agente estadunidense Edward Snowden estivesse a bordo. Morales foi obrigado a desviar a rota e a aguardar autorização para seguir viagem em Viena, na Áustria.
Os presidentes Ollanta Humala (Peru), Cristina Kirchner (Argentina), José Pepe Mujica (Uruguai) e Rafael Correa (Equador) prestaram solidariedade a Morales. Os líderes avaliam a hipótese de convocar uma reunião extraordinária da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) para avaliar o tema.
Para o presidente peruano, a Unasul, que reúne 12 países da região, inclusive o Brasil, deve manifestar repúdio ao ato contra Morales.
O presidente boliviano contou que o embaixador espanhol em Viena, Alberto Carnero, esteve no aeroporto e pediu que ele tomasse o café da manhã dentro do avião. “Para ver o avião e, no fundo, querer controlá-lo. Não sou nenhum criminoso para que me controlem o avião", ressaltou, no aeroporto de Viena, onde reuniu-se com o presidente da Áustria, Heinz Fischer.
Nos Estados Unidos, Snowden é acusado de espionagem e está na Rússia à espera da concessão de asilo político, já que revelou um programa estadunidense de espionagem das telecomunicações. Snowden pediu asilo a 21 países, inclusive ao Brasil.
“Sinto que foi um pretexto para amedrontar-me, intimidar-me”, disse Morales, “para tratarem de nos calar contra a luta das políticas de saqueio, contra as invasões e a dominação”, completou, em uma coletiva de imprensa, antes de embarcar para a Bolívia na manhã desta quarta-feira (3).
O presidente disse ter se sentido como um “sequestrado”, e afirmou que não permitiu que o embaixador espanhol subisse no avião presidencial: “O presidente tem imunidade inviolável, tem seu direito a transitar por qualquer parte do mundo. Eu rechacei por dignidade, tenho a obrigação de defender a dignidade, a soberania, porque isso não é uma ofensa ao presidente, é a todo um povo, é a toda uma região, como a América Latina”.
Com agências- da redação do Vermelho
Comissão eleitoral aprova registro do Partido WikiLeaks
A Comissão Eleitoral australiana, órgão que regula o sistema eleitoral do país, aprovou ontem, terça-feira (2) o registro do Partido WikiLeaks que, com essa decisão, está autorizado a concorrer formalmente à eleição legislativa marcada para 14 de setembro.
Leia também:Snowden pede asilo a 21 países, diz site WikiLeaks
O WikiLeaks afirma que, no caso de Assange continuar impedido de deixar a capital britânica mesmo vencendo a eleição, um suplente poderá ocupar sua vaga. A legenda deverá concorrer ao Senado em pelo menos três estados australianos (Nova Gales do Sul, Victoria e Austrália do Oeste).
Comandado por um conselho nacional de onze membros, o novo partido funciona como braço politico da organização Wikileaks, responsável por vazar centenas de milhares de documentos governamentais e diplomáticos secretos, em sua maioria, dos Estados Unidos. Assange é o único candidato anunciado, para concorrer à vaga no estado de Victoria, região onde se situa a cidade de Melbourne.
A decisão de Assange em concorrer ao Senado australiano foi anunciada em março de 2012, por meio do Twitter da organização. O pedido de formalização do partido foi enviado em março deste ano.
Segundo o coordenador de campanha do partido, Greg Barns, há um grande número de pessoas interessadas em contribuir e militar pelo partido, que já conta com pelo menos 1.300 contribuintes. Barns também afirma que, inicialmente, o partido estará focado em temas como mudança climática, política para refugiados e política tributária.
A Constituição do partido afirma que entre as principais bandeiras defendidas estão a proteção dos direitos humanos e da liberdade; maior transparência, fornecimento de informação e prestação de contas por parte do governo e da iniciativa reconhecimento de igualdade entre diferentes gerações; e direito à autodeterminação dos povos aborígenes e das ilhas Torres Strait (arquipélago ao norte do país).
Já o chefe-executivo da legenda, John Shipton, afirmou que a bandeira principal do partido será a luta por maior transparência e prestação de contas por parte do governo, assim como a luta pelos direitos humanos.
Além do WikiLeaks, a comissão australiana também aprovou o registro do Partido Eutanásia Voluntária.
Entre no link oficial do partido.
Entenda o caso
Assange enfrenta duas acusações por abusos sexuais na Suécia e se encontrava em prisão domiciliar no Reino Unido até a decisão da justiça local em extraditá-lo ao país escandinavo. O jornalista nega as acusações e teme que, uma vez em território sueco, seja levado para os Estados Unidos, onde poderá ser processado por espionagem e fraude, o que prevê pena de morte ou prisão perpétua.
Inimigo de Washington por ter difundido centenas de milhares de documentos secretos diplomáticos e militares, Assange está detido em Londres desde 7 de dezembro de 2010: dez dias em isolamento e 590 em prisão domiciliar. De lá, ele conseguiu fugir e se refugiar na embaixada equatoriana, onde se mantém recluso desde 19 de junho de 2012. O asilo político foi concedido em 16 de agosto do mesmo ano.
Fonte: Opera Mundi via Vermelho
Deputado da 'cura gay' decide pelo arquivamento do projeto
![]() |
| Imagem: divulgação |
O deputado federal João Campos (PSDB-GO), autor do projeto conhecido como “cura gay”, decidiu arquivar ontem, terça-feira (2) a proposta na Câmara Federal. O presidente da Frente Parlamentar Evangélica falou a colegas na reunião semanal das lideranças da Casa. O recuo de Campos veio após a onda de protestos que atinge o País há quase um mês.
O projeto, que foi aprovado em junho pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, presidida pelo deputado Marco Feliciano (PSC-SP), ainda precisaria passar por duas comissões da Câmara antes de ser votada em plenário.
Os deputados haviam concordado em aprovar, em plenário, o requerimento de urgência da matéria, que acelera a tramitação do texto, e derrubar o projeto na sessão de quarta-feira.
O texto propunha a suspensão da validade de dois artigos de uma resolução do Conselho Federal de Psicologia, em vigor desde 1999, que proíbe os profissionais de participar de terapia para alterar a orientação sexual e de tratar a homossexualidade como doença.
Vermelho - com agências
Assinar:
Postagens (Atom)





