quarta-feira, 6 de março de 2013

Amor com amor se paga: Chávez somos todos



“Todo o povo defende sua revolução”, “mais que nunca, Chávez somos todos”, “Chávez vive em todos nós”, “morreu e virou milhões”. Estas são algumas das palavras mais usadas no cortejo fúnebre que transportou o líder da Revolução Bolivariana, Hugo Chávez Frías, do Hospital Militar à Academia Militar. Há dor, mas também firmeza nas demonstrações de amor e carinho ao líder bolivariano.




Uma maré vermelha se formou em Caracas para dar o primeiro adeus ao comandante que liderou a revolução Bolivariana e transformou o país. “Chávez nos tirou as correntes do império. Ele se foi fisicamente, mas ficou no povo e no espírito. O temos no coração”, declarou um seguidor durante a marcha. 



O corpo de Chávez ficará na Academia Militar recebendo homenagens até a sexta-feira (8), quando será realizado o enterro. A expectativa é que seu corpo seja sepultado ao lado dos restos mortais do herói da pátria, Simón Bolívar. 

Os presentes entoaram o hino do Batalhão dos Bravos de Apure: “Pátria, pátria, pátria querida, tua é minha alma, teu é o meu amor…”, assim, a multidão coroava o líder com a mesma música cantada por Chávez durante sua última aparição na televisão em 8 de dezembro de 2012.



O povo saúda a passagem do caixão com cantando o hino nacional, com bandeiras, gritos e músicas de amor. De acordo com o relato da AVN, as pessoas se abraçam nas ruas para se consolarem mutuamente, entrelaçam as mãos, enquanto ouvem a banda marcial e as composições do cantor venezuelano Alí Primera. 

“Chávez é um pai, uma pátria, o povo, é sentimento. Tudo o que vimos hoje demonstra o quão grandioso é nosso presidente para nós e para o mundo inteiro. Chávez está em tudo. Chávez está no vento. Chávez está em nossos filhos, na família, está em cada benefício que o povo recebeu dele. Chávez é infinito”, disse uma mulher presente na marcha.

“A oposição acredita que tudo vem até aqui, mas é mentira. Chávez está renascendo neste momento”, disse, emocionada uma jovem de moto. “É o nosso segundo libertador. Hugo Chávez deu sua vida por todos nós”, exclamou um homem à rede de televisão teleSUR.

Com relação ao apoio a Maduro, a população é enfática: “Ele nos pediu 10 milhões de votos. Este é o momento. Nós os daremos a Maduro. E a primeira tarefa que daremos a Maduro é que os restos morais do segundo libertador vá para o Panteón Nacional”, manifestou outro militante.

Durante o cortejo, estiveram o presidente da Bolívia, Evo Morales, o vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro; o ministro de Energia e Petróleo, Rafael Ramírez; o chanceler, Elías Jaua; o presidente da Assembleia Nacional (AN), Diosdado Cabello; o titular do departamento de Esporte, Héctor Rodríguez; e a vice-presidenta do Parlamento, Blanca Eekhout, entre outros.

De acordo com o Constituição venezuelana, o vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, assumirá o governo interinamente e em 30 dias serão realizadas eleições presidenciais. A decisão foi anunciada na madrugada desta terça-feira (6) pelo ministro das Relações Exteriores, Elías Jaua.

Da Redação do Vermelho,
Vanessa Silva

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Morre o revolucionário; seguirá a revolução bolivariana


No início da noite deste dia 5 de março, em Brasília, com sentida emoção e forte impacto recebemos a notícia do falecimento do destacado revolucionário da Venezuela e da América Latina, presidente Hugo Chávez. Acompanhávamos com esperança a última batalha travada por Chávez, desta vez pela própria vida, luta que empreendeu com força de vontade e altivez. Mas, infelizmente, a doença foi mais forte e o levou.


A vitória de Hugo Chávez para presidente da Venezuela, em 1998, inaugurou um ciclo político progressista na América Latina, em especial na nossa América do Sul. Um ciclo que prossegue vigoroso, propiciando a vários países e povos da região democracia, desenvolvimento soberano, sensível melhora da qualidade de vida dos trabalhadores e, ainda, o avanço da integração solidária entre as nações. Chávez, além de dedicar o melhor de si pelo desenvolvimento de seu país e pelo bem-estar de seu povo, foi um intrépido entusiasta desse processo de integração, tanto com a Alba (Aliança Bolivariana para as Américas) quanto com o Mercosul. Em julho de 2012, quando se formalizou a entrada da Venezuela neste bloco, ele proclamou: “Nosso norte é o sul”. 

Chávez, juntamente com o ex-presidente Lula e outras lideranças da região, travaram a luta vitoriosa que sepultou a Alca, projeto neocolonialista dos Estados Unidos. Por isto, uma grande dimensão de Chávez se revela pelo seu legado patriótico e internacionalista, um adversário ferrenho do imperialismo e defensor da amizade e da cooperação entre os povos.

E se internacionalmente Chávez tem esse significado para as forças políticas avançadas, para o seu país ele representa o líder de um processo revolucionário que em pouco mais de uma década libertou a Venezuela da espoliação estrangeira, colocando a grande riqueza do país, o petróleo, a serviço do desenvolvimento da nação e que também ajudou a retirar centenas de milhares de venezuelanos da miséria.

Outro traço da revolução bolivariana liderada por Chávez é a democracia. Nunca houve tantas eleições, nunca houve tanta efetiva participação do povo nos destinos da Venezuela como nesta última década. Grande expressão dessa democracia é a Constituição Bolivariana, elaborada por uma Assembleia Constituinte livremente eleita. Constituição democrática e avançada que, inclusive, indica os rumos da construção do socialismo naquele país. “Socialismo do Século 21”, como assim proclamava Chávez.

Externarmos nossos sentimentos à pátria de Simon Bolívar pela perda desta grande liderança patriótica, democrática e socialista. Mas, ao mesmo tempo, temos a convicção de que morreu o revolucionário, porém sua grande obra, a revolução bolivariana, terá continuidade! Seguirá conduzida pelas lideranças leais ao legado do presidente Chávez, apoiada no povo e nas forças políticas avançadas do país e contará com a efetiva solidariedade das forças progressistas das Américas, entre as quais o Partido Comunista do Brasil, que sempre apoiou Chávez e o povo venezuelano na sua épica jornada libertária.

Brasília, 5 março de 2013
Renato Rabelo
Presidente do Partido Comunista do Brasil - PCdoB

CTB e UBM realizam atividades do Dia Internacional da Mulher em Itabuna



A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB/Regional Sul da Bahia) juntamente com a União Brasileira de Mulheres (UBM/Secção Itabuna) realiza atividades de conscientização e comemoração ao 8 de Março – Dia Internacional da Mulher.
Na quinta-feira, dia 07 de março, às 19:20 horas, acontece no auditório do Sindicato dos Comerciários, a palestra A Discriminação da Mulher no Mundo do Trabalho, que terá participação da Drª Cláudia de Mendonça Braga Soares, Procuradora do MPT e às 19:50 horas a convidada para proferir a palestra Saúde e Sexualidade Feminina nos Serviços de Saúde é a Drª Mércia Alves da Silva Margotto, Ginecologista Patologista.
Na sexta-feira, dia 8 de março, acontece panfletagem no centro da cidade culminando com um ato público a partir das 10 horas, na Praça Adami.

Veja abaixo a programação:

DATA: 07/03/2013
HORA: 18:30
LOCAL:  AUDITÓRIO DO SINDICATO DOS COMERCIÁRIOS
PROGRAMAÇÃO
Mestre de Cerimônia: Walter Moraes
19:00h – Abertura
19:20h – Palestra
Tema:Lei Maria da Penha
Drª Jurema Cintra vice-presidente da OAB/ Secção Itabuna
19:50h – Palestra
Tema: Saúde da Mulher
Professora Lucidalva Lima
20:30h – Homenagens à trabalhadoras presentes
21:00h – Encerramento
21:10h – Coffee Break

DATA: 08/03/2013
09:00h – Panfletagem a partir da Praça Camacan
10:00h – Ato Público Praça Adami


Para Dilma, morte de Chávez deixa vazio na América Latina


dilma chavezA presidenta Dilma Rousseff lamentou nesta terça-feira (5), durante o segundo dia de trabalhos do 11º Congresso da Contag, a morte do presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Para ela, a perda do presidente venezuelano deixará um vazio no coração, na história e nas lutas da América Latina.
“Hoje, lamentavelmente, infelizmente e com tristeza, eu digo para vocês que morreu um grande latino-americano, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Essa morte deve encher de tristeza todos os latino-americanos e os centro-americanos”, disse, antes de pedir um minuto de silêncio aos cerca de 2.500 delegados e delegadas participantes do Congresso.
Dilma cancelou a viagem que faria quinta-feira (7) à Argentina e deve comparecer ao velório de Chávez. A presidenta elogiou a liderança de Chávez na Venezuela e seu comprometimento com o desenvolvimento não só de seu país, mas da América Latina. Ela disse ainda que lamenta a morte de Chávez como presidenta e como “pessoa que tinha por ele um grande carinho” e elogiou a generosidade do presidente. “Além de liderança expressiva, o presidenta foi um homem generoso com todos aqueles que neste continente precisaram dele”.
Tristeza na América Latina
Chávez morreu hoje em Caracas, aos 58 anos, vítima de complicações de um câncer na região pélvica. Em dezembro do ano passado, ele foi submetido a uma cirurgia em Havana. Suas últimas imagens, em fotos ao lado das filhas no hospital, foram divulgadas há duas semanas.
O anúncio da morte de Chávez foi feito pelo vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em pronunciamento em rede de rádio e televisão. Em outubro do ano passado, Chávez foi eleito para o quarto mandato consecutivo. Ele ficaria no poder até 2019.
De Brasília, 
Fernando Damasceno – Portal CTB

OIT quer retirar do trabalho escravo 6 milhões de pessoas até 2015


Carolina Sarres - Repórter da Agência Brasil
Brasília - A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estabeleceu como meta a recuperação de cerca de 6 milhões de vítimas de trabalho escravo até 2015, o que corresponde a 30% das pessoas nessa situação atualmente. A ação foi definida na última reunião da OIT sobre o tema, em fevereiro, em Genebra, na Suíça, e terá um custo de cerca de US$ 15 milhões. O Brasil está entre os países-alvo da OIT para a recuperação de vítimas, ao lado de outros países da América Latina (Bolívia e Peru, por exemplo), da Ásia (China, Índia, Paquistão), da África (Etiópia, Nigéria, Zâmbia) e do Oriente Médio (Jordânia, Líbano).
O Sudeste asiático é a região que aparece nas estimativas da organização como a que mais reuniu casos de trabalho escravo em 2012, com mais de 11,7 milhões de pessoas. Em seguida estão a África (3,7 milhões), América Latina (1,8 milhões), Ásia (com 1,6 milhões, excluídos o Sudeste Asiático e o Oriente Médio), América do Norte e Europa (1,5 milhões) e o Oriente Médio (600 mil).
As estratégias da organização para 2013 e os próximos anos, de acordo com o documento A Estratégia da OIT, obtido pela Agência Brasil, são agrupadas em três prioridades: pesquisa e administração do conhecimento, eliminação do trabalho forçado de cadeias de produção globais e implementação de intervenções nacionais.
Sobre pesquisa e administração do conhecimento, a organização propõe a implementação de um observatório global, com informações estatísticas atualizadas sobre o tema e a publicação de pesquisas sobre trabalho forçado, com o foco na economia.
Em relação à eliminação do trabalho escravo das cadeias produtivas, as propostas são o apoio ao diálogo global e ao desenvolvimento de iniciativas em parceria entre os setores privado e público. No que diz respeito à implementação de intervenções nacionais, a OIT menciona o fortalecimento de capacidades nacionais, que empoderem vítimas em potencial; a prevenção do trabalho escravo; a documentação de experiências; e a mensuração dos impactos.
Fonte: Agência Brasil  - http://agenciabrasil.ebc.com.br/