quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Cerca de 800 refugiados malianos por dia chegam a países vizinhos


O conflito no Mali segue em escalada, em meio às declarações internacionais de aumento de tropas, perseguição aos insurgentes, e outras medidas militaristas. Porém, também começam a ser evidenciados relatos de violação dos direitos humanos, coerção, disseminação da pobreza e da insegurança, entre outras ameaças constantes.

Por Moara Crivelente, da Redação do Vermelho


Al-Jazeera
Tuaregues do Movimento Nacional de Liberação do Azawad
Tuaregues do Movimento Nacional de Liberação do Azawad (norte do Mali)
De acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), aproximadamente 800 cidadãos do Mali atravessam a fronteira diariamente, tornando-se assim refugiados do conflito armado no país. O principal destino é a vizinha Mauritânia, onde o campo de refugiados M’bera recebe centenas de pessoas por dia em fuga da violência e da sensação de insegurança. 

Grupos de defesa dos direitos humanos já denunciaram o que chamaram de “execuções” indiscriminadas de civis por parte do exército oficial, que é aliado das tropas francesas na Operação militar Serval, iniciada há quase um mês pela França, sem o aval direto mas também ainda sem condenação por parte da ONU.

O campo M’bere tem pouquíssimo acesso à água potável, a cuidados médicos e comida. Do outro lado da fronteira, no norte do Mali, os grupos armados são variados, e ainda incompreendidos tanto pela mídia tradicional quanto pelos atores diretamente envolvidos no “combate” contra eles. 

Diversidade de causas
Há uma mistura de insurgentes religiosos, milícias étnicas e grupos seculares entre os indivíduos que as tropas francesas têm como alvo, todos colocados no mesmo pacote de “terroristas islâmicos ligados a Al-Qaeda”. Enquanto alguns assumem a sua ligação com o grupo islâmico mais falado do mundo, os outros, também sofrendo ataques, nada têm a ver com o “terrorismo” e com a “imposição da sharia”, características que têm sido usadas pelo Ocidente para justificar sua intervenção militar.

Entre os seculares estão os tuaregues, que exigem a separação da região Azawad do resto do Mali, e reivindicam a sua autodeterminação. Um dos grupos que defende esta causa é o Movimento Nacional de Liberação do Azawad, que já se disse disposto a ajudar o governo e as tropas francesas a combaterem os grupos islamitas, inclusive Ansar al-Dine (dito “ligado a Al-Qaeda”), desde que o governo aceite a condição de independência à região do Azawad. 
Há ainda duas milícias étnicas principais, a Ganda Koy e a Ganda Izo, que se declaram “grupos de autoproteção”, uma para o grupo étnico Songhai e a outra para os Fulani e outras etnias. Ambos combatem tuaregues e árabes, vistos como grupos étnicos rivais num longo histórico de violência armada. 

Entre os islamitas estão o Al-Qaeda no Magreb Islâmico (AQIM), o Ansar al-Dine (“Defensores da fé”) e o Movimento pela Unidade e pela Jihad na África Ocidental (MUJAO). Mesmo entre estes, há divergências e cuidados, por exemplo, com relação aos tuaregues, já que muitos também pertencem a este grupo étnico tradicionalmente nômade.

Exército maliano 
A maioria dos refugiados na Mauritânia vem do norte do Mali, e um refugiado disse, em entrevista à Al-Jazeera, que o exército do Mali “persegue pessoas por causa da cor da pele e do grupo étnico” a que pertence, “não se importa se [a pessoa] está carregando armas, ou se faz parte de algum grupo armado.”

A Federação Internacional de Ligas pelos Direitos Humanos (FILDH) disse, em janeiro, que na cidade de Sevare 11 pessoas foram assassinadas num campo militar. Ainda, a rede Al-Jazeera diz haver “relatórios credíveis” e evidências de que mais 20 pessoas foram executadas na mesma área. E em Niono, no centro do país, 2 tuaregues foram executados por soldados malianos, de acordo com a FILDH. O Exército do Mali nega as acusações.

Apesar de dizer-se aliada das forças do Mali para legitimar a sua operação militar como mais do que uma intervenção neocolonialista, a França, através de seu ministro das Relações Exteriores Laurent Fabius, disse que não vai “aceitar qualquer violação de direitos. A comunidade internacional enfrentará uma situação muito séria se [a força de intervenção] for identificada com os abusos.”

Até o fim de janeiro, muitas organizações de ajuda humanitária tentavam, sem sucesso, aceder ao norte para levar suprimentos básicos aos afetados pelos conflitos armados. Apesar do avanço progressivo do Exército, apoiado pelas tropas francesas, a tomar o domínio de diferentes grupos, as 12.000 pessoas deslocadas entre 10 de janeiro e o fim do mesmo mês ainda não receberam ajuda, segundo o ACNUR.

Em 2012, o ACNUR já contabilizava 142.000 refugiados do Mali nas vizinhas Mauritânia, Burkina Faso e Nigéria. Houve ainda relatórios, de acordo com a agência da ONU, de que muitas pessoas foram proibidas de se deslocar, o que poderia explicar o baixo número de pessoas que buscaram refúgio no sul do país. Mesmo assim, a Argélia resolveu fechar a sua fronteira com o Mali em dezembro, e a Nigéria considerava a mesma opção.

Situações como essa, em que os grupos armados já estão em tensão entre si se veem agora acossados pelo Exército e pelas tropas estrangeiras, e também em que as famílias empobrecem em ritmo acelerado, sem acesso a bens de necessidade básica, servem apenas para escalar a violência já extremada. Como declarado pelo Brasil, através da presidenta Dilma Rousseff e do ministro das Relações Exteriores Antonio Patriota, essas situações requerem mais a “Responsabilidade ao Proteger” (princípio cunhado pelos diplomatas brasileiros) do que preocupações estratégico-militares e sectaristas.

David Brooks: Renasce o sindicalismo nos EUA?


No final do ano passado, uma série de manifestações envolveu trabalhadores do Walmart, o maior empregador dos EUA, e da indústria de fast-food no país. A luta contra os baixos salários e por mais benefícios, como sempre na história norte-americana, parte de um novo movimento sindical liderado por imigrantes. Seria um renascimento? A análise é do jornalista David Brooks, correspondente do 'La Jornada' em Nova York.


Trabalhadores dos restaurantes de fast-food em Nova York lançaram no final do ano passado uma campanha para exigir um salário digno, enquanto em centenas de eventos em todo o país os trabalhadores do Walmart e aliados comunidade realizaram, no final de novembro, uma breve paralisação dos trabalhos e manifestações. Ambos os eventos não tiveram precedentes no país.

No Walmart, os cerca de 500 colaboradores do participaram com centenas de apoiadores e aliados comunitários e sindicalistas em centenas de atos exigiam melhores salários, maior participação na tomada de decisões sobre as condições e horários, planos de saúde e muito mais. A maior empresa comercial do mundo (apenas nos EUA tem cerca de um milhão 400 mil empregados) tentou reduzir as dimensões do que aconteceu, mas os trabalhadores e seus aliados afirmam que foi apenas o primeiro aviso de uma iniciativa que tem se expandido no último ano, e algo que a empresa nunca enfrentou – conhecida como uma das mais anti-sindicais – em seus 50 anos de existência.

Poucos dias depois, um incêndio em uma fábrica de roupas em Bangladesh, Tazreen, onde são fabricadas roupas para o Walmart, entre outras empresas, causou a morte de 112 trabalhadores. Quando o fogo começou, houve pânico porque não havia saídas de emergência na fábrica. Primeiro o Walmart disse que não tinha qualquer relação com a fábrica, mas, depois que os trabalhadores divulgaram fotos de etiquetas das roupas que fabricavam, a companhia teve de admitir que a empresa era seu fornecedor.

O fogo não era novidade. Durante as duas últimas décadas, ocorreram pelo menos 33 incêndios em fábricas em Bangladesh, que causaram a morte de cerca de 500 trabalhadores. Esse é o preço de roupas baratas vendidas no Walmart, Gap e outras empresas, afirmam os defensores dos direitos trabalhistas, em ambos os países. O grande sucesso do Walmart é baseado na redução do preço mais barato, o que significa pagar o mínimo para os que fabricam seus produtos no exterior e aos seus trabalhadores que vendem esses produtos aqui.

Antes, estas fábricas se concentravam em Nova York, onde há um século era a capital da indústria da confecção. Em 1911, uma fábrica se incendiou, Triangle Shirtwaist, a um quarteirão da Washington Square Park. As saídas de emergência estavam trancadas e os trabalhadores – principalmente muitas mulheres jovens (algumas de 14 anos), imigrantes italianas e judias – se jogaram das janelas do 10º andar. Morreram 146. A tragédia chocou a nação e gerou um movimento reformista que promoveu algumas das primeiras leis de saúde e segurança no trabalho, bem como a organização de um sindicato nacional poderoso: ILGWU. "Agora o traslado global da produção permitiu que as empresas de varejo, como Walmart e Gap, voltem o relógio para 1911, recriando em lugares como Bangladesh as condições brutais e custos muito reduzidos que prevaleciam no momento do incêndio de Triangle", disse Scott Nova, diretor do Consórcio de Direitos dos Trabalhadores.

Robert Reich, secretário do Trabalho do governo Clinton e especialista em políticas públicas, diz que há 50 anos o maior empregador privado do país foi a General Motors, que pagava a seus funcionários um salário por hora equivalente a cerca de 50 dólares (incluindo benefícios de pensão e saúde). Hoje, acrescentou, o maior empregador do país é o Walmart, cujo empregado médio ganha 8,81 por hora, enquanto um terço dos seus funcionários trabalha menos de 28 horas por semana e, portanto, não se qualificam para receber os benefícios. Reich acrescenta que o Walmart faturou 16 bilhões em 2011, muito do que enriqueceu os acionistas da companhia, incluindo a família de seu fundador, Sam Walton. Afirma que a riqueza da família Walton é superior ao total de 40% das famílias que na parte de baixo da pirâmide econômica.

Enquanto isso, em outro setor de salários mínimos, em Nova York, foi feito o esforço mais ambicioso até agora para sindicalizar os trabalhadores de "fast-food" no país. A Iniciativa Fast Food Forward é liderada por uma ampla coalizão de organizações comunitárias, de direitos civis e sindicatos em Nova York. A iniciativa, também anunciada no final do ano passado, visa sindicalizar os trabalhadores de Taco Bell, Burger King, McDonalds, Domino's Pizza e muitos mais nesta cidade.

A indústria de fast-food no país é uma indústria no valor de 200 bilhões de dólares. A campanha destaca que em 2011 o presidente-executivo da Wendy 's recebeu US$ 16 milhões e meio, enquanto os seus funcionários ganham menos de US$ 20 mil por ano. Muitos ganham apenas US$ 8 ou menos por hora, e a campanha visa aumentar esse nível de salário para US$ 15 por hora. Estima-se que 50 mil trabalhadores estão empregados na indústria em Nova York. Ao mesmo tempo, esta iniciativa diz que é parte da luta nacional para trabalhadores de baixa renda em vários setores, como os do Walmart.

Reich, como muitos analistas mais, observa que um dos principais fatores na queda da renda e dos benefícios para os trabalhadores e a dramática concentração de riqueza no país tem a ver com o enfraquecimento dos sindicatos. Mais de um terço dos trabalhadores do setor privado foram sindicalizados nos anos 1950, hoje, menos de 7% pertencem a um sindicato.

Mas com estas iniciativas e muitos mais esforços locais, mas igualmente vitais em vários cantos do país, talvez não seja o fim dos sindicatos. É importante afirmar que, como sempre na história deste país, parte do novo movimento sindical é liderado por imigrantes. Não são poucos os que estão se perguntando se essas novas iniciativas são sinais de vida para o sindicalismo nos Estados Unidos.

Fonte: Carta Maior: Divulgação e tradução: Telesur via Vermelho

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Defensoria Pública de Itabuna: assistência jurídica para quem não pode pagar

Coordenador da DEFENSORIA PÚBLICA - Valdir Mesquita - Foto Gabriel de Oliveira







Com o objetivo de proporcionar assistência jurídica gratuita, principalmente para pessoas de baixa renda, que não têm condição de pagar advogado, a Defensoria Pública de Itabuna atende centenas de pessoas todos os anos. Em janeiro deste ano já foram 62 casos, envolvendo ações de pensão alimentícia, investigação de paternidade, guarda de menores, divórcio, tutela, curatela, regulação de visita, retificação de certidão de nascimento e alvará judicial.

Segundo o coordenador, advogado Valdir Mesquita, a orientação do prefeito Claudevane Leite é que "as pessoas que precisam não passem mais de dois dias sem ter suas ações efetivamente ajuizadas. Há uma urgência para encaminhamento e acompanhamento junto ao Fórum”. Valdir Mesquita diz que o propósito é oferecer um trabalho eficiente e com resultados mais ágeis, garantindo direitos básicos do cidadão, já que o público da Defensoria Municipal é formado pela população carente. “Normalmente são atendidas questões nas áreas Cível, Criminal e Direito do Consumidor”, explica o coordenador, que espera melhoria na estrutura física, material e profissional do órgão ainda para este ano para ampliar o atendimento.

Para ingressar com qualquer demanda judicial, a pessoa precisa apresentar à Defensoria Pública a documentação completa e um relato de sua expectativa de direito perante a Justiça. “Só dessa forma se facilitará para que o atendimento seja mais rápido. A equipe conta com seis defensores, mas a pretensão é chegar à 10 advogados”, afirma Valdir Mesquita, acrescentando que, após triagem, o atendimento logo é encaminhado para um advogado e acompanhado por um estagiário.

A Defensoria Pública Municipal é parte integrante da Procuradoria Geral do Município e funciona na Rua Ruffo Galvão, em frente ao Fórum Rui Barbosa. É um serviço de assistência jurídica gratuita para a defesa dos direitos dos cidadãos. O horário de funcionamento público é das 8h às 13h. No mesmo local funciona a Coordenadoria de Defesa do Consumidor (Procon) das 14h às 18h.

Fonte: ASCOM/Prefeitura

Bancários comemoram posse da nova diretoria


O Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região, convida todos os bancários a participarem da festa de posse da nova diretoria que acontece hoje, quarta-feira, 06 de fevereiro, a partir das 19h, na casa de eventos Carpe Diem, localizada na Avenida Juca Leão 476 (rua do Grapiúna Tênis Clube), ao lado do Colégio Sagrado Coração de Jesus.
Para Jorge Barbosa de Jesus, presidente eleito “esse é o momento de renovarmos o nosso compromisso com a luta dos bancários e demais trabalhadores por valorização profissional, dignas condições laborais e melhor qualidade de vida”.
Além da solenidade de posse haverá as apresentações de Carla e Silvano Gonzaga (voz e violão) e Aline Kaliu e Banda.

Governo Chávez tem melhor avaliação desde 2006: 70% o apoia


Cerca de 70% dos venezuelanos respalda o presidente Hugo Chávez e sua gestão, como informou, nesta terça-feira (5) a pesquisadora GIS XXI. A porcentagem é maior que os 55% que o elegeram para seu terceiro mandato em outubro do ano passado.


Jorge Silva / Reuters
Chávez e Maduro
Maduro faz reverência à imagem de Chávez em evento sobre a revolta civil-militar de 1992
De acordo com o levantamento, 70% da população considera bom ou muito bom o desempenho do mandatário no último ano, como afirmou o diretor do GIS XXI, Jesse Chacón.

Neste sentido, o estudo mostra a consolidação da liderança do presidente Chávez e sua relação com os venezuelanos: “a avaliação de sua gestão, mesmo não estando presente, é a mais alta desde que foi eleito em 2006”, ressaltou.

Chácon ressaltou que 65% dos entrevistados concorda que o presidente Chávez é o povo.

Da mesma forma, 75% concorda que o mandatário fez todo o possível para resolver os problemas do país e melhorar a qualidade de vida dos venezuelanos, acrescentou.

Outros 54% consideram que é melhor para a nação prolongar a permissão para todo o tempo que durar a doença do chefe de estado, que se encontra em recuperação após uma cirurgia para tratar um câncer na região pélvica.

Para a pesquisa foram consultadas 2.500 pessoas entre os dias 19 e 23 de janeiro, com uma margem de erro de 2 pontos percentuais.

Da Redação do Vermelho
com Prensa Latina

CONVITE


Brasil tem três bancos entre as 25 marcas mundiais mais valiosas do setor

Folha de São Paulo via Contraf

Três bancos brasileiros aparecem entre as 25 marcas mais valiosas do setor no mundo: Bradesco, Itaú e Banco do Brasil. 

O levantamento das 500 maiores marcas de instituições financeiras em 2013 foi divulgado nesta segunda-feira pela consultoria britânica Brand Finance. 

O Brasil tem oito representantes na lista deste ano e ocupa a sexta posição entre as nações com os setores bancários de maior valor. O país estava em quinto no ano passado, mas foi passado pela França principalmente pela variação cambial, que afeta o desempenho das instituições em dólar. 

Somadas, as marcas brasileiras alcançaram US$ 37,957 bilhões. 

Os Estados Unidos lideram o ranking, com 93 marcas e um valor somado de US$ 230, 6 bilhões, seguidos pela China (23 grupos). 

O Bradesco, na 16º posição, é o grupo brasileiro com o melhor desempenho na lista. A marca vale hoje cerca de US$ 13,61 bilhões. Em seguida aparecem Itaú (18º) e Banco do Brasil (22º) com marcas que valem US$ 12,442 bilhões e US$ 9,883 bilhões, respectivamente. 

Em 2012, o Bradesco era o 9º, o Itaú o 13º e o Banco do Brasil o 26º. 

Segundo o presidente da consultoria no Brasil, Gilson Nunes, os bancos brasileiros, que tradicionalmente se destacavam pelo resultado financeiro, têm avançado nos aspectos intangíveis, com melhora de percepção na marca. 

A colocação deles no ranking, contudo, foi afetada pela conversão do resultado em dólares. Sem a variação cambial, os bancos nacionais estariam até seis posições adiante, estima Nunes. 

Para chegar ao valor da marca, a consultoria considera aspectos intangíveis e ponderado pelo desempenho financeiro das instituições. No Brasil, mais de 16 mil pessoas respondem um questionário para avaliar mais de 35 indicadores, como atendimento, localização da agência, transparência e outros. 

No campo objetivo, são considerados indicadores financeiros como lucro, margem e retorno aos acionistas. 

O levantamento considera apenas empresas de capital aberto, o que explica a ausência da Caixa Econômica do ranking, por exemplo.