sábado, 24 de novembro de 2012

Estudo prova ameaça a mamíferos da Mata Atlântica nordestina

Sul da Bahia: em 1945 a região era quase toda coberta por Mata Atlântica. Em 1999, só restavam fragmentos de floresta.
Manaus, AM --
  Isolados pela perda e fragmentação do habitat, agravados pela caça, grandes e médios mamíferos estão desaparecendo dos remanescentes de Mata Atlântica no Nordeste Brasileiro. Para chegar a esta conclusão, a equipe liderada pelos biólogos Carlos Augusto Peres, da Universidade de East Anglia (UEA), Inglaterra, e  Gustavo Canale, da Universidade Estadual do Mato Grosso (Unemat), viajou durante dois anos, por 210 mil quilômetros de estradas.

Eles avaliaram os os efeitos dos impactos provocados pelo homem na sobrevivência de grandes vertebrados. O resultado do estudo -- o primeiro a documentar a perda de 5 grandes mamíferos de um dos hotspots tropicais mais ameaçados do planeta -- foi publicado nesta terça-feira (14 de agosto), no jornal PLOS One. Eles verificaram que queixadas, uma espécie de porco-do-mato, já foram aniquiladas. Onças-pintadas, antas, tamanduás-bandeira e muriquis estão praticamente extintos na região.

Foram vários pneus furados e dois carros 4X4 quebrados, mas ao fim da aventura, eles amealharam informações detalhadas sobre 196 fragmentos de floresta, que abrangem 256.670 quilômetros quadrados. A região estudada abrange cerca de 25% da Mata Atlântica do Nordeste Brasileiro.

Em média, cada mancha florestal remanescente abrigava apenas 4 das 18 espécies pesquisadas. Algumas não eram maiores do que um campo de futebol.

“O nosso trabalho mostra que, do ponto de vista de conservação de fauna, não basta garantir somente a retencao de remanescentes florestais”, afirma Carlos Peres. "Não há substituto para a proteção integral de fragmentos florestais remanescentes nos hotspots de biodiversidade como a Mata Atlântica brasileira."

A combinação dos efeitos da caça e da fragmentação do habitat resultam em altas taxas de extinção local. Como estes fragmentos não guardam conexão com outras áreas de floresta, não existe a substituição das populações dizimadas pela caça. O efeito é mais grave do que aquele que pode ocorrer em grandes áreas de floresta contínua, como a Amazônia. Lá, a caça pode ter menos impacto, pois populações vizinhas da mesma espécie tem chance de recolonizar o local.

“Recomendamos a implementação de novas áreas de proteção integral, como Parques Nacionais e Reservas Biológicas, que incluam fragmentos florestais com populações de espécies ameaçadas, raras e endêmicas, particularmente as que estão em face de extinção iminente”, destaca Gustavo Canale.

Fonte: http://www.oeco.com.br/

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Servidores avaliam movimento grevista vitorioso


Com uma caminhada realizada pelo centro da cidade hoje pela manhã, os servidores municipais encerraram a greve deflagrada na terça-feira, 20/11, em Itabuna. A administração municipal iniciou a regularização dos pagamentos dos salários atrasados e dos benefícios da categoria.

“Após nossa caminhada realizamos uma assembleia no auditório do Sindicato dos Bancários e avaliamos como um avanço a nossa greve que teve grande participação dos servidores. Além disso, todos foram unânimes na assembleia em creditar a nossa vitória à força do Sindserv que conseguiu mobilizar o maior número de trabalhadores nas manifestações diárias na sede da Prefeitura desde a semana passada. Isto garantiu que a administração municipal recuasse e iniciasse a regularização das pendências com o servidor” afirma Wilmaci Oliveira, diretora do Sindicato.


O Sindserv continuará mobilizando os trabalhadores e cobrando do executivo municipal respeito e compromisso com a categoria.

Vane divulga os nomes dos Secretários


O prefeito eleito de Itabuna, Claudevane Leite (Vane do Renascer -PRB), anunciou nesta manhã de quinta-feira (22), durante encontro no Hotel Tarik, os nomes dos Secretários que assumirão o comando das pastas a partir de janeiro de 2013.
Entre os nomes anunciados, muitos já haviam sido ventilados na mídia durante  a semana. A Secretaria de Saúde, por exemplo, será comandada pelo médico sanitarista Ubiratan Pedrosa, como já divulgado anteriormente aqui no Portal Sul da Bahia. Ele já foi secretário de Saúde de Itabuna e atualmente ocupa a mesma função na cidade de Juazeiro.
A Secretaria de Administração será comandada por Mariana Alcântara, presidente do PPS em Itabuna, e a Pasta de Planejamento e Tecnologia ficará sob a responsabiliade do vice-prefeito, o advogado Wenceslau Júnior.
A Controladoria ficará sob a responsabilidade de Oton Souza de Matos, e a Procuradoria do Município, comandada por Herisson Ferreira Leite.
A Secretaria de Ações Governamentais e Comunicação Social será de responsabilidade da advogada Cleide Souza de Oliveira, e a de Educaçao, será comandada pela professora Dinalva Melo Nascimento, que é mestre em Educação e Professora Aposentada da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc).
A Secretaria de Transporte e Trânsito ficará sob a responsabilidade do delegado de Polícia Clodovil Soares, e  a de Esportes e Recreação, por  Evans Maxwell.
A Assistência Social será do advogado José Carlos Trindade, e a pasta da Agricultura e Meio Ambiente, do engenheiro agrônomo Lanns Alves de Almeida Filho.
A Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo, será comandada pelo advogado José Humberto Martins. Já Fundação Marimbeta, terá como presidente o economista José da Silva Júnior.
A Emasa terá como presidente Ricardo Campos, e a Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (Ficc), o policial civil Roberto da Silva.
Fonte:http://www.portalsuldabahia.com.br

Barulho excessivo pode provocar perda parcial ou total da audição


Uma série de barulho a que estamos sujeitos no dia a dia podem trazer ameaças para a audição. Para o otorrinolaringologista da Unifesp Luciano Neves, a exposição excessiva ao barulho pode causar lesões graves e deve ser evitada sempre que possível.

"O cérebro se adapta ao barulho e você passa a não perceber que o volume está cada vez mais alto. O problema é que o ouvido, que serve apenas como um canal transmissor, não tem a mesma facilidade de se adaptar como o cérebro e sofre com o impacto, daí o perigo de uma lesão mais grave", explica Luciano.  
Barulho

O mecanismo de transmissão da mensagem através do ouvido ao cérebro se compara ao ato de jogar uma pedra no meio do lago. O lago é o ouvido, e a pedra o barulho.

Quando jogamos uma pedrinha em suas águas, a amplificação do som até a borda do lago é mais lenta e tranquila, formando pequenas ondinhas.

Se a pedra for grande, este processo se torna brusco e há prejuízos próximo a borda do lago, ou seja, as ondas são mais intensas levando a água para a superfície. 

Danos causados pelo excesso
A exposição frequente a altos volumes pode trazer problemas graves para a audição. Abaixo, Luciano Neves lista os prejuízos:

-Perda total da audição

-Perda parcial

-Zumbido freqüente

-Tontura: "quando o som aumenta de volume, o labirinto faz um esforço para se adaptar e por isso sentimos tontura e mal estar. É preciso cuidado, pois, pouca gente sabe, mas ouvido e labirinto estão juntos no processo de captação de som para o cérebro", explica. 
Tabela de intensidade sonora
próximo ao silêncio total0 dB
um sussurro15 dB
conversa normal60 dB
voz humana (alta)75 dB
uma máquina de cortar grama90 dB
ruído do metrô90 dB
uma buzina de automóvel110 dB
trovão forte120 dB
um show de rock120 dB
um tiro ou um rojão140 dB
avião a jato na pista140 dB
Ônibus75 dB
Trens78 dB
Túneis da cidade79dB
  • Dificuldade de percepção na hora de identificar um som
  • irritabilidade: A alegação dos jogadores para pedir a suspensão do uso da vuvuzela é a irritabilidade. Segundo eles, o barulho das cornetas tira a concentração e causam irritação durante a partida, prejudicando seu desempenho.
  • E eles têm razão. "Sabe quando você passa horas no trânsito ouvindo aquele barulho infernal e chega em casa completamente irritado? É consequência do barulho excessivo que altera nosso humor e provoca ater mal estar", explica o otorrinolaringologista da Unifesp.
  •  Como se prevenir
  • O médico explica que a única maneira eficiente de prevenir os danos para a audição é evitar a exposição ao barulho. Segundo ele, ruídos intensos, como o das vuvuzelas, podem causar danos irreversíveis após 10 minutos de exposição e apenas o uso de protetores de ouvido em locais movimentados como estádios ou até na rua, quando se sabe que ficará exposto por um longo período ao ruído de máquinas, por exemplo, é capaz de amenizar o trauma.
  • "Não tem jeito. Só dá para prevenir os problemas de audição evitando a exposição excessiva a intensos ruídos, por isso, o ideal é usar protetor auditivo individual sempre que necessário e procurar locais mais calmos e silenciosos para trabalhar, morar e estudar", afirma.
Limites de tolerância para                                    Máxima exposição diária permitida 
ruído contínuo em decibéis          85                                                                                               8 horas
          86                                                                                               7 horas
          87                                                                                               6 horas
          88                                                                                               8 horas
          89                                                                                               7 horas
          90                                                                                               6 horas
          91                                                                                               5 horas
          92                                                                                  4 h e 30 minuto
          93                                                                                               4 horas
          94                                                                                  3 horas e 30 mi
          95                                                                                               3 horas
          96                                                                                  2 horas e 40 mi
          98                                                                                  2 horas e 15 mi
        100                                                                                               2 horas
        102                                                                                  1 hora e 45 min

        104                                                                                  1 hora e 15 min
        105                                                                                  1 hora e 45 min
        106                                                                                           35 minuto
        108                                                                                           30 minuto
        110                                                                                           25 minuto
        112                                                                                           20 minuto
        114                                                                                           15 minuto
        115                                                                                            07 minuto
Fonte: http://www.minhavida.com.br

Começa a campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher


A campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres já está ganhando as ruas do país. O tema deste ano é Compromisso e atitude: a lei é mais forte. O objetivo é conscientizar e mobilizar a sociedade contra a violência. Mais de 100 paises participam do movimento.
A campanha começa em todo o mundo em 25 de novembro e termina 10 de dezembro, por incluir quatro datas importantes: Dia Internacional da Não-Violência contra as Mulheres (25 de novembro), Dia Mundial de Combate à Aids (1º de dezembro), Massacre de Mulheres de Montreal (6 de dezembro) e Dia Internacional dos Direitos Humanos (10 de dezembro). Mas, no Brasil, tem início em 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra.
Na Bahia, até 10 de dezembro, serão realizadas diversas atividades, como vigílias, seminários, oficinas, caminhadas e rodas de conversas. Questões importantes, a exemplo da desigualdade de gênero e da violência física e psíquica, serão discutidas durante a campanha. Vale a pena participar.
Fonte: O Bancário

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

A Mata Atlântica é um dos Biomas mais ricos em biodiversidade do mundo.



Mata Atlântica, um Bioma exuberante 
Quando os primeiros europeus chegaram ao Brasil, em 1500, a Mata Atlântica cobria 15% do território brasileiro, área equivalente a 1.306.421 Km2. Distribuída ao longo da costa atlântica a Mata Atlântica é composta por um conjunto de ecossistemas, que incluem as faixas litorâneas do Atlântico, com seus manguezais e restingas, florestas de baixada e de encosta da Serra do Mar, florestas interioranas, as matas de araucárias e os campos de altitude. Nas regiões Sudeste e Sul chega a atingir a Argentina e o Paraguai.
Sua região de ocorrência original abrangia integralmente ou parcialmente mais de 3.000 municípios em atuais 17 estados brasileiros: Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo.
Atualmente, a Mata Atlântica está reduzida a 7,84% de sua área, com cerca de 102.000 Km2. É o segundo ecossistema mais ameaçado de extinção do mundo, perdendo apenas para as quase extintas florestas da ilha de Madagascar na costa da África.

Mesmo reduzida e muito fragmentada, a Mata Atlântica ainda abriga mais de 20 mil espécies de plantas, das quais 8 mil são endêmicas, ou seja, espécies que não existem em nenhum outro lugar do Planeta. É a floresta mais rica do mundo em diversidade de árvores. No sul da Bahia, foram identificadas 454 espécies distintas em um só hectare.

Comparada com a Floresta Amazônica, a Mata Atlântica apresenta, proporcionalmente, maior diversidade biológica. Estima-se que no Bioma existam 1,6 milhão de espécies de animais, incluindo os insetos. No caso dos mamíferos, por exemplo, estão catalogadas 261 espécies, das quais 73 são endêmicas, contra 353 espécies catalogadas na Amazônia, apesar desta ser quatro vezes maior do que a área original da Mata Atlântica. Existem 620 espécies de aves, das quais 181 são endêmicas, os anfíbios somam 280 espécies, sendo 253 endêmicas, enquanto os répteis somam 200 espécies, das quais 60 são endêmicas.

Aproximadamente 120 milhões de pessoas vivem na área de domínio da Mata Atlântica. A qualidade de vida destes quase 70% da população brasileira depende da preservação dos remanescentes, os quais mantêm nascentes e fontes, regulando o fluxo dos mananciais d´água que abastecem as cidades e comunidades do interior, ajudam a regular o clima, a temperatura, a umidade, as chuvas, asseguram a fertilidade do solo e protegem escarpas e encostas de morros. 

Hotspot de biodiversidade


Interior da Floresta Ombrófila Densa - Corupá - SC
Foto: Miriam Prochnow

A situação crítica da Mata Atlântica fez com que a organização não-governamental Conservação Internacional (CI) incluísse o bioma entre os cinco primeiros colocados na lista de Hotspots, que identifica 25 biorregiões selecionadas em todo o mundo, consideradas as mais ricas em biodiversidade e, ao mesmo tempo, as mais ameaçadas. Na escolha de um Hotspot, considera-se que a biodiversidade não está uniformemente distribuída ao redor do planeta, ou seja, 60% das plantas e animais estão concentrados em apenas 1,4% da superfície terrestre. No Brasil, além da Mata Atlântica, também o Cerrado foi incluído na relação da CI.

A existência de espécies endêmicas, aquelas que são restritas a um ecossistema específico e, por conseqüência, mais vulneráveis à extinção, é o principal critério utilizado para escolher um Hotspot. Além disso, consideram-se os biomas onde mais de 75% da vegetação original já tenha sido destruída. Alguns desses biomas possuem menos de 8% de remanescentes em relação à sua área original, como é o caso da Mata Atlântica. Mesmo assim, o bioma contribui muito para que o Brasil seja o campeão em megadiversidade do mundo, ou seja, com maior quantidade de espécies de plantas e animais em relação a qualquer outro país.

Segundo a Conservação Internacional, a Mata Atlântica tem também diversas “espécies bandeira”, que simbolizam a região e podem ser utilizadas em campanhas de conscientização da sociedade para a proteção e conservação do bioma. Dentre as espécies mais conhecidas estão o mico-leão-dourado, o mico-leão-da-cara-dourada, o mico-leão-preto e o mico-leão-da-cara-preta (gênero Leontopithecus) e duas espécies de muriquis (gênero Brachyteles), maior macaco das Américas e também o maior mamífero endêmico do Brasil. Essas espécies têm ajudado a população do Brasil e do mundo a valorizar e a proteger a floresta. Os muriquis sobrevivem hoje em alguns remanescentes de Mata Atlântica nos estados da Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo e suas populações não passam de 2.000 animais.

É também da Mata Atlântica a árvore que deu origem ao nome do País, o pau-brasil (Caesalpinia echinata). Explorado ao extremo para uso como corante e construção de navios, o pau-brasil praticamente desapareceu das matas nativas. Estima-se que cerca de 70 milhões de exemplares tenham sido enviados para a Europa. A Mata Atlântica é ainda rica em muitas outras espécies de árvores nobres e de porte imponente e ímpar, como as canelas, o cedro, o jequitibá, a imbuia e o pinheiro brasileiro (araucária). 
Fonte: http://www.apremavi.org.br

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Altamiro Borges: Ali Kamel e o racismo no Brasil

Se dependesse de Ali Kamel, todo-poderoso capataz da TV Globo, não haveria feriado nem manifestações no Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, em 20 de novembro. No livro “Não somos racistas”, publicado em 2006 pela Nova Fronteira, ele garante que não há discriminação racial no Brasil e que todos vivem em harmonia. Por Altamiro Borges*


Obrado em plena batalha pela implantação das cotas nas universidades, o livro de 144 páginas serviu como instrumento da direita para combater as políticas afirmativas do governo Lula.

Para o jornalista metido a intelectual, o racismo não teria peso na cultura nacional e não contaria com o aval das instituições públicas e privadas. Nesse sentido, teorizava o autor, a implantação das cotas raciais teria um efeito inverso, negativo, estimulando o racismo. As teses do chefão da Rede Globo, porém, logo caíram no ridículo e o “sociólogo” global virou motivo de gozação. Nesta semana, o estudo “Vozes da Classe Média”, realizado pelo Instituto Data Popular, confirmou a visão elitista e racista de Ali Kamel.

Avanços das políticas sociais

Organizado pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, o estudo revelou que as políticas sociais implantadas pelo governo Lula melhoraram a renda dos negros no país. Nos últimos dez anos, ela cresceu em um ritmo cinco vezes maior do que a da população não negra. A soma dos salários dos negros (incluindo pardos) passou de R$ 158,1 bilhões, em 2002, para R$ 352,9 bilhões em 2012 – incremento de 123,2%. Também houve aumento da renda dos não negros, mas num ritmo menor – 21,1%. Ela passou de R$ R$ 272,1 bilhões para R$ 329,5 bilhões.

“Com a maior participação no mercado formal de trabalho (carteira assinada e direitos trabalhistas), mais acesso à educação e mais facilidades em conseguir crédito para o consumo, essa população viu a sua renda melhorar em um ritmo mais intenso. Além desses fatores, políticas públicas adotadas pelo governo federal –como aumento real de salário mínimo e programas sociais de transferência de renda, caso do Bolsa Família – contribuíram para o incremento”, destaca o jornal Folha deste domingo (18).

Discriminação não foi superada

“A expansão da classe média foi resultado da entrada dos grupos sociais menos privilegiados, como o dos negros, e da redução das desigualdades. Oito em cada dez entrantes da classe média são negros”, afirma Renato Meirelles, diretor do instituto Data Popular. Dos 40 milhões de brasileiros que ingressaram na chamada nova classe média, 75% são negros. "A entrada maciça de negros na classe média fez com que a participação desse grupo na classe média brasileira subisse de 38% em 2002 para 52% em 2012”.

Estes avanços evidenciam as besteiras escritas por Ali Kamel, mas não significam que a discriminação racial foi superada no Brasil. Ao contrário do que afirma o chefão da TV Globo, somos um país racista e isto se reflete no mundo do trabalho, nas escolas, no cotidiano. O racismo está presente nas instituições públicas e privadas. Daí a importância do Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra. É preciso lutar ainda muito mais para avançarmos na superação dos preconceitos, da opressão e da exploração em nossa sociedade.

*Altamiro Borges é jornalista e presidente do Centro de Estudos de Mídia Barão de Itararé.

Fonte: Blog do Miro