quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Destruição a Jato: vídeo mostra efeito Moro sobre a economia


Didático, o documentário amador compara o estado da economia antes e depois das ações comandadas pelo juíz Sérgio Moro. Em pouco tempo, as grandes empresas nacionais tiveram suas obras paralisadas, levando milhares ao desemprego, com enormes prejuízos à economia do país. 


Quem ganha com a quebra da indústria nacional? Confira abaixo:




quarta-feira, 16 de novembro de 2016

TJ do gaúcho julga feriado da Consciência Negra inconstitucional


  
A Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) havia sido ingressada pelo Sindicato dos Lojistas do Comércio (Sindilojas) da cidade. A alegação da entidade é que o feriado prejudicaria o comércio. “Uma loja de pequeno porte deixa de faturar cerca de 4% do total do mês a cada dia em que permanece fechada. Reforçamos ainda que o comércio não é contrário às homenagens e ao Dia da Consciência Negra, mas questiona a antiga decisão de tornar o 20 de novembro um feriado”, disse o presidente do sindicato, Paulo Kruse.

O relator da ação, desembargador Luiz Felipe Brasil Santos, afirmou que cabe ao município julgar apenas feriados de caráter religioso, a Consciência Negra não apresentaria um “critério de razoabilidade” que permitisse ao município “arbitrariamente, estabelecer ingerências em relações de trabalho e interferir na atuação da administração pública federal e estadual”.

A lei que tornava o feriado foi aprovada em 24 de novembro de 2015. A proposta foi do vereador Delegado Cleiton (PDT), um dos dois únicos parlamentares negros na Câmara de Porto Alegre. Em seu Facebook, ele lamentou a decisão. “No Tribunal de Justiça assistimos a mais um momento de estagnação da história”, disse. “Nossas lutas nunca foram fáceis, mas não desistiremos da guerra, iremos além, sempre em busca desta reparação, justiça e respeito ao povo e sua religiosidade!”

O advogado Genaro Borges, que representa a Federação Afro-Umbandista e Espiritualista do Rio Grande do Sul, diz que ainda cabe recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF), entretanto, apenas a prefeitura de Porto Alegre ou a Câmara Municipal podem entrar com pedido. A Câmara Municipal afirmou que não irá se manifestar sobre o caso.

“O feriado do Dia da Consciência Negra demorou mais de 30 anos para ser aprovado como parte do calendário municipal de Porto Alegre”, lembrou a vereadora Fernanda Melchionna (PSOL). Para ela, a decisão do TJ-RS foi lamentável. “Uma cidade que não reconhece um lutador como Zumbi dos Palmares na resistência negra à escravidão na época do Brasil Colonial nega a importância em se manter viva na memória coletiva de um município a história de resistência e luta dos negros.”
 

Fonte: Revista Fórum via Vermelho

Temer conta como Odebrecht "colaborou" com R$ 10 milhões para campanha


PR
  
"Lembro de Marcelo Odebrecht indo ao Jaburu para dizer que queria colaborar com as campanhas do PMDB e que aportaria R$ 10 milhões. O empresário quer entrar pelo Diretório Nacional para que este distribua aos candidatos. A Odebrecht entregou o dinheiro ao PMDB. Depois, eu ouvi uma história de que R$ 6 milhões foram para Duda Mendonça (publicitário) e verifiquei absoluta falsidade. Esses R$ 10 milhões entraram no partido e saíram do partido", contou Temer.

Sobre o cheque que escancarou a contradição do depoimento de Otavio Azevedo, dono da Andrade Gutierrez, que disse ter pago propina ao PT em forma de doação,mas uma cópia de um cheque da campanha de Temer demonstrou que o o dinheiro da empreiteira foi "doado" a campanha de Temer, o usurpador disse que se sente tranquilo e reafirmou, contra todas as evidências, a separação das contas de sua campanha e das de Dilma Rousseff na chapa vitoriosa em 2014.

"Esse cheque é de uma conta do PMDB, assinado pelo PMDB, nominal à candidatura do vice-presidente. No TSE, não tenho preocupação quanto a isso. Evidentemente, respeito as instituições, se um dia o TSE disser: 'O Temer tem que sair'. Mas, claro, tem recursos e mais recursos", afirmou.

A entrevista foi feita por um seleto grupo de jornalistas que apoiaram abertamente o golpe, como Ricardo Noblat, colunista de O Globo; Eliane Cantanhêde, colunista do Estado de S. Paulo; Sérgio Dávila, editor da Folha de S. Paulo; João Caminoto, diretor de jornalismo do Grupo Estado; além de William Corrêa, coordenador geral de jornalismo da TV Cultura.

Temer manteve o discurso contra as manifestações dos estudantes ao criticar as ocupações que protestam contra a reforma do Ensino Médio e a PEC do teto que congela por 20 anos os investimentos públicos. Sem admitir a falta de debate antes de propor a MP, ele tenta culpar os movimentos, ao afirmar que a falta debate e diálogo dos estudantes.

"Admito os movimentos, mas lamento por eles. No nosso tempo de estudante a gente dialogava, chamava pessoas. O que eu vejo hoje são protestos físicos, não há protestos argumentativos, orais. O ministro Mendonça Filho (Educação) veio a mim para dizer que precisávamos fazer essa reforma de qualquer maneira, que a MP ia ensejar o debate. Acabamos de editar e incendiou o país. Aí, veio o esclarecimento. Não é verdade que não houve discussão. E há projetos de lei no Congresso com o mesmo conteúdo e de antes da MP. Se quiserem votar um desses projetos, eu aplaudo", declarou.

Enquanto critica a falta da "diálogo", Temer disse que o texto que trata da Reforma da Previdência já está pronto e será encaminhado ao Congresso ainda neste ano, logo após a aprovação da PEC 241.

Questionado sobre o que pensava sobre uma possível anistia dos deputados ao caixa dois — prática que, apesar de ser considerada ilegal, não está claramente previsto na legislação e as punições à prática são feitas com base no artigo do Código Eleitoral que pune diversos tipos de omissão em documentos eleitorais— ele se esquivou, jogando a responsabilidade sobre o Congresso.

"Esta é uma decisão do Congresso, eu não posso interferir nisso. Se eu disser uma coisa ou outra vão dizer que eu estou defendendo", disse.

Na linha de criar um fato consumado, Ricardo Noblat questionou sobre eventuais convulsões no Brasil, caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva venha a ter a prisão decretada. Temer, por sua vez, admitiu que isso poderia desestabilizar o país e não seria bom para o seu governo, mas que sua gestão não seria diretamente atingida e prejudicada.

"Se Lula for preso, isso causa instabilidade para o país, porque haverá movimentos sociais de contestação à decisão do Judiciário. Isso pode, sim, criar problemas. Eu não tenho dúvidas".

Sobre a falta de legitimidade, Temer afirmou que, apesar de não ter o apoio popular, "tenho legitimidade constitucional". Mesmo com as gravações em que o senador Romero Jucá (PMDB-RR), aliado de longa data, afirma articular o impeachment de Dilma Rousseff para garantir Temer no poder, ele disse que "não fui atrás disso, a Constituição que me trouxe aqui".

"A chamada legitimidade popular é uma coisa política, não constitucional. Esse vocábulo deveria ser traduzido por 'impopularidade'. 'O senhor tem uma impopularidade extraordinária'. Não me incomodo com isso, porque sei que a economia, quando começar a prosperar, quando o Brasil ficar nos trilhos, [...] a legitimidade estará tranquila", declarou.

Ele aproveitou para fazer a defesa de Jucá como líder do governo no Senado, que foi obrigado a se afastar do governo após o vazamento das gravações reveladoras do golpe.

"Não há uma incoerência alguma pelo seguinte: ele não teve a morte política ainda decretada nem a morte civil. Estamos, no Brasil, acostumaos a este fato: se falam de outrem, há a prévia condenação. E o primeiro registro que quero fazer é que o Jucá deixou o governo [...] e agora ele está no pleno exercício da atividade política, porque é senador [...] e é uma figura capaz de articulação extraordinária", disse.


Do Portal Vermelho, com informações de agências

Penélope Toledo: Minha Seleção é o meu clube


  
Lembro-me que quando era criança e fiquei acordada até tarde para ver o jogo do Brasil, mas só vi até o Neto ser substituído. Depois, fui dormir. Sem o jogador do meu time, a partida não me interessava. Eu nem sabia, mas estava me somando à legião dos/as torcedores/as que torcem pelo seu clube, não pela Seleção.

Clube: o primeiro amor


É compreensível, pois a relação com o clube é cotidiana, enquanto a Seleção a gente vê em intervalos espaçados de tempo. Do clube a gente sabe de cor a escalação, usa a camisa do mesmo jogador a temporada inteira, vibra e sofre duas vezes por semana, tem notícias diárias na mídia. Ou seja, o clube é parte da nossa vida.

Assim, torcer para mais alguém soa como uma traição. “Só visto a camisa do meu time”, dizem alguns/as torcedores/as. É um pacto de fidelidade.

Sem falar na indignação de ter jogador convocado às vésperas de partidas importantes e/ou de momentos decisivos do campeonato. Nas 9ª e 10ª rodadas das Eliminatórias, quatro clubes que disputavam o título ou vaga na Libertadores foram desfalcados. Agora, na 11ª, Tite tomou cuidado.

Identificação com a Seleção 


Dicotomicamente, ter poucos jogadores que atuam no país torna mais difícil a identificação com a Seleção. Do time que bateu os argentinos, eram 18 “estrangeiros”. Na Copa, foram 19 e só 4 “brasileiros”, sendo um, o Fred, que fez carreira fora do país.

Em 2014, Pelé sugeriu que o Corinthians servisse como base da Seleção Brasileira, devido ao entrosamento. Gerou polêmica. Mas isto já aconteceu. A Sele-Inter, com 11 titulares do Internacional convocados, trouxe a prata nas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984. Botafogo e São Paulo também já formaram a base.

Também já houve momentos em que clubes representaram o país. O primeiro foi o Palmeiras, que vestiu a “Amarelinha” e goleou o Uruguai na inauguração do Mineirão, em 1965. Corinthians (1965) e Atlético-MG (1968) são outros que já foram o Brasil.

Seleção x Brasil

Paixão ao clube e excesso de estrangeiros os/as argentinos também têm, portanto, não é só isto. Falta a associação entre as simbologias e o país. Durante a execução do hino nacional nos campeonatos estaduais, os/as torcedores/as entoam o hino de seu clube em um claro recado de que é ali que se sentem de fato brasileiros/as.

Ninguém pode acusar o nosso povo de não ser patriota. Após o golpe, está claro que muitos/as brasileiros/as estão dispostos a lutar pelo Brasil com a mesma paixão com que defendem seus clubes. Mas também está claro que não é pelo Brasil da CBF, impopular, sobretudo quando a camisa verde-e-amarela se torna símbolo de quem está contra o povo.

Não é que a gente torça contra a Seleção brasileira. É só que ela não desperta a nossa brasilidade, que por sinal, é forte e genuína. 


 *Penélope Toledo  é comunista, jornalista com passagem pelo jornal Lance!
Fonte: Vermelho

Desafios do novo ciclo político conservador

Transcorridas as eleições municipais, consolida-se no Brasil um novo ciclo político marcado por uma ordem conservadora decorrente do golpe parlamentar de 31 de agosto. Nesta nova conjuntura nacional, a democracia, os direitos sociais e a soberania nacional encontram-se sob forte ameaça, o que coloca enormes desafios para as forças democráticas, progressistas e patrióticas.

Trata-se de um cenário complexo e adverso. Não é um fenômeno isolado e possui correlatos em outras partes do mundo, sendo, em última instância, decorrência da grave crise do capitalismo.

Há muitos acontecimentos em curso, tanto no plano institucional como nos movimentos sociais, e a realidade é marcada pela imprevisibilidade política e certa instabilidade do governo Temer. É, portanto, necessário acompanhar a evolução dos acontecimentos, adotando encaminhamentos concretos que a luta política demanda.

A direita e os conservadores se esforçam para inscrever na Constituição os interesses do rentismo especulativo e, pela PEC 55, querem impor um teto aos gastos do governo e eliminar a obrigação constitucional de investir principalmente em saúde e educação. E que reduza a capacidade de investimento do Estado em projetos de desenvolvimento. Seu objetivo é reservar recursos orçamentários para a satisfação da ganância rentista do grande capital.

Na área política as ameaças são enormes e atingem diretamente a democracia. A reforma política restritiva pretende impor novamente a cláusula de barreira, já declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, e proíbe coligações partidárias em eleições para vereadores e deputados estaduais e federais, mas as mantém para eleições de presidente, governadores e prefeitos. Tentam não apenas restringir drasticamente o direito de organização partidária, mas, acima de tudo, manietar os partidos ligados aos trabalhadores e ao povo organizado.

Neste novo ciclo, as batalhas que as forças progressistas e democráticas enfrentarão serão inúmeras e ocorrerão de modo simultâneo: a luta em defesa dos recursos para saúde, educação e demais áreas sociais; a defesa da democracia e também a defesa do patrimônio nacional, que está sob pesado ataque, como o pré-sal e a Petrobrás que o governo ilegítimo transfere para empresas estrangeiras.

O que as forças reacionárias pretendem, na verdade, é a constituição de um estado de exceção corroendo por dentro o estado de direito. As forças progressistas e democráticas, por seu turno, devem atuar buscando influenciar os rumos dos acontecimentos para garantir os interesses dos trabalhadores e da nação.

Os progressistas e democratas precisam na batalha da reforma política, contra as medidas que retiram direitos dos trabalhadores, na defesa dos interesses nacionais e na articulação de um largo movimento, ampla frente política, que se agregue em torno de um programa que una o povo em defesa da democracia dos direitos e da nação.


Fonte: Vermelho

Oligarquia paulista, o atraso do Brasil


  
Até mesmo nos meios “progressistas”, nunca faltam aqueles que consideram a sociedade e a política do Nordeste como mais “atrasadas” com relação às do centro-sul, em especial paulistas. Segundo representação predominante, em São Paulo estaria a “modernidade” das práticas econômicas e políticas, enquanto os velhos coronéis e regimes mais exploradores e clientelistas estariam concentrados entre a “baianada” ou os “paraíbas” lá de cima (termos que paulistas e cariocas utilizam pejorativamente para se referirem a nós, nordestinos).

Além de uma visão bastante seletiva – cega para nomes como Paulo Maluf, trensalão do tucanato paulista, trabalho escravo em pleno centro de São Paulo -, esse imaginário padece de graves problemas de memória. Esquece, por exemplo, que a maior e mais prolongada resistência à abolição da escravatura no Brasil não veio do Nordeste “atrasado”, mas dos prósperos cafezais paulistas, conforme explica Alfredo Bosi, professor da USP, no fulminante artigo “A escravidão entre dois Liberalismos”, publicado em 1992.

Replico algumas passagens do texto de Bosi, pertinentes à questão:

“Hoje, calados os louvores sem medida com que se exaltou a lucidez ou o espírito moderno dos fazendeiros do Oeste Novo, pode-se reconstituir com isenção os passos deveras prudentes dados pelos homens do café, desde a sua aberta recusa à Lei do Ventre Livre (os votos de Rodrigo Silva e Antônio Prado em 1871), até o seu ingresso no movimento já triunfante em 1887; então, o problema da força de trabalho já fora equacionado em termos de imigração europeia maciça subvencionada pelos governos imperial e provincial.

Os estudos de Conrad e Gorender, que ratificam, por sua vez, pontos de vista de Joaquim Nabuco e José Maria dos Santos, põem a nu a relutância dos republicanos paulistas, muito sensível nos anos 70, no que tocasse a medidas drásticas [de abolição da escravidão]. (…)

Em 1870, dizia-se na Assembléia Legislativa de São Paulo, que esta era a Província que menos deveria recear a diminuição de braços, pois aí estavam se concentrando todos os escravos do Norte do Império. Nessa ocasião, Paulo Egydio defendia a legitimidade do comércio de escravos, considerando-o ‘uma indústria muito legítima e consagrada entre nós’. Manifestava-se contra a restrição dessa liberdade pela sobrecarga de impostos: ‘meia sisa, impostos imperiais e municipais, gravando as vendas’.

A abolição que, para as províncias do Norte e Nordeste e para os profissionais urbanos, poderia vir sem maiores traumas, não interessava ainda aos fazendeiros de São Paulo que apenas esboçavam os seus projetos de migração. (…)

A adesão franca à campanha abolicionista da parte dos paulistas do Oeste [apenas em 1885] estava, pois, condicionada a um subsídio oficial que fosse bastante copioso para a obtenção dos braços livres. O subsídio veio em abundância: entre 1887 e 88 chegariam aos nossos portos quase 150 mil imigrantes. Proclamada a República, sob o domínio do café, põe-se em marcha a grande imigração“.
A oligarquia cafeicultora paulista foi o último bastião a ser derrotado pela luta abolicionista no Brasil – e sua suposta adesão à causa não veio de graça, mas em troca de um conjunto de privilégios subsidiados pelo Estado. Ademais, conforme explica Bosi, com base em ampla literatura, esse setor também bloqueou, à mesma época, a reforma agrária e a industrialização do país, sempre agarrada à defesa – tendenciosa e abusiva – dos sacrossantos direitos de propriedade e de “livre-comércio”, utilizados à exaustão para justificar, respectivamente, a escravidão e o tráfico negreiro.

Quando se observa o desenrolar da história do Brasil desde então sob esse prisma, constata-se uma grande linha de continuidade: a oligarquia paulista continuou a ser a maior adversária interna das lutas do povo brasileiro para edificar uma nação digna, justa e livre – a liberdade herdeira da luta abolicionista, e não do “livre-comércio” que era utilizado em defesa do tráfico, e que hoje vemos repetir-se no discurso de organizações como o “Movimento Brasil Livre”, cuja força também se concentra em São Paulo.

Não espanta, então, que o núcleo duro da máfia do governo do PMSDB, de Michel Temer, José Serra, Fernando Henrique Cardoso, Geraldo Alckmin e companhia, seja representação política desse mesmo velho setor oligárquico escravocrata. Não importa o quanto procurem disfarçar-se com tons “modernos” e “sofisticados”, com tinturas parisienses ou mesóclises, como já faziam seus ancestrais escravocratas; sempre terão cheiro de naftalina e prática de bandeirantes, matadores de índios/as e negros/as.

Esse setor nunca deixou de defender um mesmo projeto em suas linhas básicas, ainda que adaptado e reformulado ao longo dos tempos, desde o século XIX. Eis a síntese de seu programa, sintetizado por Alfredo Bosi: “entrosamento do país em uma rígida divisão internacional de produção; defesa da monocultura; recusa de toda interferência estatal que não se ache voltada para assegurar os lucros da classe exportadora”. Em suma, querem seguir fazendo sua fortuna e seu poder com base na exportação de soja, minérios, sangue, suor e lágrimas do povo brasileiro.

A situação periférica, subordinada e dependente do Brasil no sistema-mundo, nosso subdesenvolvimento social, econômico e tecnológico, não lhes incomoda; estão contentes com a perpetuação do “desenvolvimento do subdesenvolvimento”, que a eles gera grandes dividendos. Entregam sem cerimônia à superexploração gringa, pois, nossos recursos naturais e bens estratégicos, nossa força de trabalho e inteligência. Enquanto o leilão do país, de suas almas e carnes, continuar a lhes propiciar lucros e poder, seguirão adiante. Ao menos até que a rebeldia do povo brasileiro – aí incluído o povo paulista, em seu mosaico de diversidade, que não se confunde com sua oligarquia reacionária –, que segue se aquilombando em todo tipo de ocupação e luta pelo país, os destrone e proclame a nova abolição.


Fonte: Outras Palavras via Vermelho

Federação dos Bancários reúne diretoria ampliada em seminário de avaliação

Avaliar as ações de 2016 e preparar a luta para o próximo ano, estes serão os principais objetivos do seminário que a Federação dos Bancários dos Estados da Bahia e Sergipe realiza nos dias 26 e 27 de novembro, no Hotel Portobello, em Salvador. O evento é voltado para os diretores, conselheiros e os integrantes da Comissão de Juventude da Feebbase, presidentes dos sindicatos e responsáveis pela área de saúde em cada entidade.
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Na pauta do seminário, o debate sobre conjuntura política, com o deputado federal Davidson Magalhães (PCdoB-BA); uma exposição sobre os impactos das novas tecnologias no mundo do trabalho, com a técnica do Dieese Viviam Machado, além de uma atualização sobre o adoecimento na categoria bancária, que será feita pelo diretor de Saúde da Feebbase, Fernando Dantas.
A campanha salarial terá espaço de destaque no evento. O presidente da Feebbase, Emanoel Souza, fará um balanço de todo o processo e o vice-presidente da entidade e dirigente nacional da CTB Bancários, Eduardo Navarro, fala sobre os impactos do acordo de 2 anos na luta dos bancários.
Programação:
Sábado – 26 de novembro de 2016
9h –
Análise de Conjuntura
Expositor: Davidson Magalhães (deputado federal)
Balanço da Campanha Salarial.
Expositor: Emanoel Souza (presidente da Feebbase)
14h –
Os impactos das novas tecnologias no mundo do trabalho
Expositora: Vivian Machado (Dieese)
O adoecimento na categoria bancária
Expositor: Fernando Dantas (diretor Saúde da Feebbase)
Domingo – 27 de novembro de 2016
9h-
Os impactos da Campanha de 2 anos na luta dos bancários
Expositor: Eduardo Navarro ( vice-presidente da FEEB BA/SE e dirigente da CTB Nacional).
Fonte: Feebbase