quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Geólogos vão à Justiça para reverter venda de campo do pré-sal


  
Dias depois do anúncio, a Febrageo emitiu nota oficial acusando a venda de “crime de lesa-pátria”. A justificativa é o baixo valor do negócio, considerando o potencial único do Campo de Carcará. Segundo o presidente da Febrageo, João Cézar de Freitas Pinheiro, os conhecimentos existentes sobre o campo indicam que ele pode valer até “dez vezes mais”, considerando todas as variáveis do negócio.

“A empresa não pode vender um ativo sem estudar melhor o valor desse ativo”, critica Pinheiro. A entidade afirma que entrará na Justiça nos próximos dias para tentar reverter a venda. “Carcará é uma descoberta singular, ímpar, potencialmente portadora de grandes volumes, como pode ser deduzido com base nas informações publicadas dos três poços perfurados”, explica.

Na entrevista concedida a RBA, o presidente da Febrageo rebate os argumentos utilizados pela Petrobras para justificar o negócio e afirma que a posição da entidade e de outros especialistas é puramente técnica, em defesa do patrimônio do país.

Como a Federação Brasileira de Geólogos avalia a venda do Campo de Carcará?
Com os conhecimentos que temos da Bacia de Campos e o vasto conhecimento que a geologia brasileira de petróleo detém da Bacia de Santos, não se pode ignorar os indícios de que o Campo de Carcará pode valer dez vezes mais. Nunca uma empresa entregaria um campo como o de Carcará desse modo açodado, desfazer-se de um ativo só para captar recursos financeiros.

Como a Febrageo pretende agir?
Estamos juntando todos os dados técnicos e jurídicos por meio de geólogos especialistas que estão se debruçando sobre o processo. São profissionais com mais de 40 anos de experiência e que conhecem a característica daquele reservatório e do seu óleo. Vamos entrar na Justiça para tentar reverter essa venda. Temos consciência de que nossa posição é estritamente técnica.

Estamos pondo as denominações geológicas em linguagem jurídica, econômica e financeira e juntando esforços com as demais federações, associações e conselhos de geologia, geofísica, engenharia, agronomia, entre outros, em um grande grupo para a proposição de uma ação conjunta, não contra o governo, e sim, a favor do Brasil, na preservação de um dos geradores de energia de petroquímica de interesse estratégico para o país.

Vamos tentar exaustivamente convencer o governo federal de que o que está se fazendo é um açodamento que não condiz com os conhecimentos que temos sobre a Bacia de Santos.

A Petrobras alega que a transação é parte importante do Plano de Parcerias e Desinvestimentos 2015-2016. A empresa diz que essa operação faz parte da política de gestão em priorizar investimentos em ativos com maior potencial de geração de caixa no curto prazo. Qual sua opinião sobre isso?
O potencial de geração de caixa existe em todos os ativos. Achamos, entretanto, que o Brasil deve ter uma política pública de defesa da Petrobras. A empresa não pode vender um ativo sem estudar melhor o valor desse ativo. Exigimos do governo brasileiro que tenha cuidado para que não se jogue fora o patrimônio do Brasil de forma impensada, responsável pelas finanças e geração estratégica de caixas do amanhã empresarial. Dizer que vai fortalecer a Petrobras não nos convence.

A Petrobras alega que as condições tributárias da venda são mais favoráveis do que a venda feita pela Shell, em 2011, de sua parte no mesmo campo, pois não está prevista a cobrança de participação especial. O que o senhor acha dessa explicação?

As condições tributárias não são mais nem menos favoráveis. São as mesmas, pois o bloco BM-S-8 não está submetido ao regime de partilha. É anterior à data da sua implantação e as regras não mudaram. As condições básicas são muito diferentes das praticadas pela Shell em 2011, que vendeu o bloco com prospectos exploratórios de riscos elevados onde, antes da descoberta de Carcará, perfurou-se um poço sub-comercial denominado Biguá, um prospecto de características completamente diferentes das de Carcará. Já a Petrobras vendeu uma acumulação com três poços perfurados, ou seja, um campo de petróleo ainda pequeno, pois não foi delimitado nos flancos, com a certeza da continuidade hidráulica em áreas além dos poços, em pelo menos dois quilômetros lineares, onde se calculam volumes recuperáveis da ordem de 2 bilhões de barris recuperáveis. Além disso, vendeu junto pelo menos dois excelentes prospectos com características e assinaturas sísmicas semelhantes às de Carcará. A Shell vendeu a especulação e a Petrobras, a certeza e a quase certeza. São coisas absolutamente diferentes.

Outro argumento da empresa é que Carcará é uma área isolada e com maior pressão no reservatório, o que aumentaria os custos logísticos e de equipamentos. Qual sua opinião?

Carcará é uma descoberta singular, ímpar, potencialmente portadora de grandes volumes, como pode ser deduzido com base nas informações publicadas dos três poços perfurados, todos situados no ápice da estrutura, com os flancos limítrofes da acumulação ainda não perfurados, num processo de delimitação onde deve haver volumes de hidrocarbonetos maiores ainda que os anunciados.

No mundo, como Carcará, só um campo de petróleo denominado Tengiz, no Cazaquistão, é portador de volumes recuperáveis (reservas) da ordem de 20 bilhões de barris. Ambos têm as pressões dos reservatórios anormalmente elevadas, ou seja, seus reservatórios são altamente energizados, o que facilita a produção, mantém elevadas vazões por poço e as suas respectivas curvas de declínio são pouco acentuadas, quando comparadas às de reservatórios com pressões normais. Numa análise econômica, isto significa antecipação de capital via maior produção por poço, ou seja, de retorno de capital imediato, com amortização rápida de investimento, como é desejável em qualquer negócio de qualquer espécie, principalmente o de risco, como o petróleo, cujos preços podem oscilar rapidamente por razões geopolíticas e guerras nas regiões de conflagrações do Oriente Médio.

Qual a importância de Carcará num contexto de preço baixo do petróleo e numa conjuntura geológica diferente das demais até agora descobertas? 


Normalmente na exploração de petróleo, em operações de capital intensivo, como é o caso do pré-sal, perfuram-se poços horizontais, muito mais caros que os verticais, para garantir que o poço atravesse maiores áreas do reservatório e aumente o índice de produtividade por poço, pois assim se drena, ao mesmo tempo, maiores áreas do reservatório com um único investimento, no caso um poço.

Em Carcará, a lógica será diferente. Ali, como a coluna vertical de reservatórios é muito grande, será possível drenar grandes áreas verticais com poços verticais, com resultados de produtividade semelhantes às dos poços horizontais, a despeito da operação de perfuração, em áreas de alta pressão, exigirem equipamentos especiais e dutos mais resistentes e caros para transportar os hidrocarbonetos. Assim, é falaciosa a explicação de que Carcará exigirá mais investimentos que as demais áreas, pois o retorno antecipado de investimento e o preço do poço vertical compensa a diferença. Além disso, Carcará não tem CO² e H2S, que são elementos corrosivos de plantas e dutos, não sendo necessárias plantas especiais de processamento para drenar e produzir tais elementos. Também os hidrocarbonetos limpos e leves de Carcará podem ser misturados aos hidrocarbonetos das outras acumulações e melhorar a eficácia de transporte e até viabilizar produções de áreas menores, hoje subsidiárias, se o escoamento passar por áreas adjacentes. As análises econômicas de tais áreas, sem a necessidade do custo dos dutos, provavelmente tornará muitas delas viáveis.

Há outros campos em condições semelhantes e que a Petrobras pode querer vender?


A Petrobras não poderá negociar áreas semelhantes, pois não há outra área já perfurada, com as mesmas excelentes características constatadas. Nas cercanias de Carcará, e nos alinhamentos geológicos específicos do mesmo conjunto, foram identificadas outras potenciais acumulações similares, conhecidas como prospectos. Para perfurá-los, os riscos exploratórios serão sempre elevados, apesar de serem minorados pela semelhança com Carcará. Tais prospectos, certamente, serão objeto de futuras negociações pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), pois estão em áreas promissoras que ainda pertencem à União.
 

Fonte: Rede Brasil Atual via Vermelho

Cartilha em quatro idiomas mostra "caçada judicial" a Lula


Reprodução/JB
  
O texto destaca que Lula é alvo "da mais violenta campanha de difamação contra um homem público em toda a história do país", e aponta que o ex-presidente teve 12 direitos violados.

"Agentes partidarizados do Estado, no Ministério Público, na Polícia Federal, e no Poder Judiciário, mobilizaram-se com objetivo de encontrar um crime -- qualquer um -- para acusar Lula e levá-lo aos tribunais."

A cartilha cita o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o juiz Sergio Moro e o ministro do STF Gilmar Mendes; e destaca que há uma tentativa de impedir o retorno do ex-presidente ao poder.

A condução coercitiva de Lula no dia 4 de março é mencionada como "verdadeiro sequestro por parte da força-tarefa da Lava Jato".

"Apesar de tudo não há ação judicial aceita contra Lula, ou seja: ele não é réu, mas seus acusadores, no aparelho de Estado e na mídia, o tratam como previamente condenado", diz a publicação.
 

 Fonte: Jornal do Brasil via Vermelho

Gilmar Mendes diz que Lei da Ficha Limpa parece ter sido “feita por bêbados”


  
A Lei da Ficha Limpa foi aprovada em 2010 e é resultado da iniciativa da população brasileira. A lei determina a inelegibilidade, por oito anos, de políticos condenados em processos criminais em segunda instância, cassados ou que tenham renunciado para evitar a cassação, entre outros critérios.

“Esta lei foi mal tão feita, que eu já disse no plenário… Sem querer ofender ninguém, mas já ofendendo, ou reconhecendo pelo menos, que parece que [a lei] foi feita por bêbados. É uma lei malfeita, nós sabemos disso. No caso específico, ninguém sabe se é contas de gestão ou contas [de governo]… No fundo, é rejeição de contas. E é uma lei tão casuística, queria pegar quem tivesse renunciado”, afirmou o ministro durante sessão do STF.

A declaração foi dada quando os ministros discutiam se um prefeito que teve as contas desaprovadas somente por um tribunal de contas (órgão auxiliar do Legislativo) poderia se tornar inelegível. Para Mendes, a redação da lei, que determina a inelegibilidade de candidatos que tiverem contas rejeitadas “pelo órgão competente”, sem especificar qual seria esse órgão (câmara municipal ou um tribunal de contas), é o motivo para desqualificar a lei.

Na semana passada, os ministros decidiram por maioria que a desaprovação por um tribunal de contas não basta para tirar um prefeito da disputa – seria necessário também uma rejeição por ao menos 2/3 da Câmara dos Vereadores.

Nesta quarta, os ministros analisam o tema para fixar uma tese (uma regra geral para aplicação pelas demais instâncias da Justiça). O ministro Luiz Fux chegou a sugerir que o novo entendimento da Corte valesse só para 2018, o que foi rejeitado pelos demais.

Os ministros também discutiram o que aconteceria se, após a rejeição das contas por um tribunal de contas, a Câmara dos Vereadores não analisasse as contas.

Chegou-se à conclusão que a omissão pelo Legislativo não inviabiliza a candidatura, mas também não impede que os parlamentares venham a ser responsabilizados por descumprir tal dever e que prefeito fique isento de ações por improbidade ou criminais em caso de má gestão dos recursos públicos.


Do Portal Vermelho, com informações de agências

Deutsche Welle: Como os turistas estão vendo o Rio de Janeiro


Evelin, Elfi e Fabian foram ver a amiga atleta competir pela AlemanhaEvelin, Elfi e Fabian foram ver a amiga atleta competir pela Alemanha
Os alemães Elfi Spieler, Fabian Bergwitz e Evelin Selan nem ligaram para a dor de barriga que tiveram nos primeiros dias de Rio de Janeiro – resultado da "experimentação" com todo tipo de comida vendida nas barraquinhas espalhadas pela cidade. Do acarajé ao cachorro quente, a coxinha foi do que mais gostaram. "Tivemos que aprender como se fala, porque adoramos essa comida", conta Selan.

Eles vieram ao Rio torcer pela amiga atleta Anne Haug, única representante da Alemanha no triatlo. "Enquanto ela não compete, a gente se mistura com a torcida brasileira. Todos aqui são muito simpáticos", conta Bergwitz. "Na Alemanha também tem gente simpática, mas nunca vi nada igual ao Brasil."

O abraço

Com tanta simpatia e informalidade, a família holandesa Tangelder não estava acostumada. Edwin, Sandy e a filha Nienke fizeram um tour pelo Pantanal antes de desembarcar na cidade olímpica.

"Na hora da despedida, o dono da pousada se aproximou muito e eu estranhei. Ele me deu um abraço! Não fazemos isso na Holanda", contou Edwin Tangelder. "Imagine a cena: eu, um holandês de quase 2 metros sendo abraçado por um senhor de 1,50 metro. Eu não sabia o que fazer", relembra com humor a experiência.

O ônibus

Com os abraços, Thaís Peixoto já está se acostumando. A americana de 13 anos é filha de uma brasileira e está hospedada na casa dos avós, em Penedo, a 180 quilômetros do Rio.

"Tive que aprender a andar de ônibus. Eles são muito confortáveis aqui no Brasil, até mais que os assentos nos aviões. Foi uma boa surpresa!", contou. "Na minha cidade, eu nem sei onde fica o ponto de ônibus. Na maior parte dos Estados Unidos, todos só sabem andar de carro."

A gentileza

A americana Jamie Ledford quer levar tudo o que puder do Rio de Janeiro para a Califórnia. A camiseta com a bandeira brasileira bordada com lantejoulas, ele só conseguiu comprar graças à ajuda de um estranho.

"Eu tentei falar com a vendedora na rua, que não me entendeu e continuou andando. Uma outra moça brasileira, que assistiu à cena, correu atrás da vendedora e intermediou a conversa. Nos Estados Unidos, eu acho que ninguém sairia correndo atrás de uma outra pessoa para ajudar um estranho."

Ambulantes: um show à parte

Jamie e o namorado Chris estavam impressionados com o show que os vendedores ambulantes fazem, ao preparar uma caipirinha.

"É maravilhoso poder beber essa bebida típica caminhando à beira mar. Nos Estados Unidos, é proibido consumir bebida alcoólica na rua", comentou o pai de Jamie, Mark Ledford.

O sósia

Prestes a pagar a compra na loja de suvenires, depois de muita ginástica linguística para se comunicar com a vendedora que só entendia português, a inglesa Ria Chowdhury abandonou tudo sobre o balcão e correu para fotografar o jogador de futebol que ela conhecia da TV.

Ele usava o uniforme da seleção brasileira, tinha cabelos compridos e uma faixa preta na cabeça. Ria tinha certeza de que estava diante de Ronaldinho. Ela chamou toda a família, se infiltrou entre os fotógrafos que cercavam a figura e clicou Ronaldinho, para alegria do pai, Ash Chowdhury, fã de futebol.

Então veio o choque: aquele Ronaldinho não deixou a família ir embora enquanto não recebesse 10 reais pela foto. "Como será que ele perdeu toda a fortuna que ganhou?", perguntava Niria, mãe de Ria. Foi só quando retornaram ao hotel, um tanto decepcionados, que se deram conta de que o homem da foto não era o Ronaldinho dos gramados.

"O funcionário do hotel nos explicou que aquele era um sósia. Nós rimos muito e tudo fez sentido. É que na Inglaterra os artistas não exigem dinheiro quando tiramos foto. Aquele Ronaldinho praticamente nos perseguiu", contou Niria sobre o seu primeiro choque cultural em solo brasileiro.

O biquíni

O chileno Omar Pino Acuna se sente privilegiado por circular no Rio de Janeiro usando apenas o transporte coletivo. Ele veio acompanhar os Jogos sem a esposa, que deu uma missão especial ao marido: comprar um biquíni.

Acuna não imaginou que seria tão complicado atender ao pedido: "Os biquínis aqui são muito pequenos. São bem menores que os biquínis que as argentinas usam nas nossas praias. E todos no Chile já acham que as argentinas mostram bastante...", comentou Acuna, que está acompanhado do pai. "Não que eu tenha ciúmes, mas se minha esposa usar biquíni brasileiro no Chile, acho que todo o mundo vai ficar olhando."

A crítica

Em seu primeiro passeio pelo famoso calçadão de Copacabana, o chinês Jin Gan dizia que a paisagem das montanhas tão próximas ao mar era de tirar o fôlego. Apesar de todas as diferenças culturais entre China e Brasil, uma em especial chocou Gan: a resistência dos brasileiros em apoiar os Jogos.

"Quando recebemos as Olimpíadas, em 2008, todos os chineses estavam em festa, foi um sonho para o nosso país. Aqui, eu já vi bastante gente protestando, e isso foi muito diferente para mim. Eu ainda não consigo entender", contou Gan, que minutos antes tentava acompanhar, timidamente, o ritmo dos músicos de rua que tocavam forró.



Fonte: Deutsche Welle. Fotos de N. Pontes, para a DW - via Vermelho

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Para vereador, Jorge Barbosa - 65611


A campanha de Jorge já está na rua!!!


Grazielle contesta Temer:Tem que melhorar arrecadação; não cortar gastos

“É permitido cortar direitos e alterar a Constituição, mas não é permitido arrecadar de uma forma mais adequada?”, este é um dos questionamentos feitos pela especialista em orçamento, assessora do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), Grazielle David. Em vídeo da TV Vermelho, ela contesta a tese de descontrole de despesas alardeada por Temer, afirma que a PEC 241 é “perversa” e aponta formas de amenizar a queda da arrecadação, considerada por ela o principal problema.


Como formas de melhorar a receita, ela cita o combate à sonegação, a cobrança da dívida ativa e o fim de desonerações tributárias. Segundo Grazielle, a recuperação desse valores poderia cobrir até oito vezes o déficit fiscal do ano passado.

De acordo com ela, a PEC 241 - que limita o crescimento de gastos públicos à variação da inflação -  significará menos recursos para áreas como saúde e Educação e "precarização de todas as políticas públicas e de todos os direitos". Confira abaixo: