terça-feira, 2 de agosto de 2016

"Os direitos trabalhistas são inegociáveis", avisa presidente da CTB

"Não recebi procuração para vender direitos trabalhistas. As conquistas da classe trabalhadora a ela pertence. Tenho plena consciência, direitos conquistados são inegociáveis", avisa o presidente nacional da CTB, Adilson Araújo, ao rebater informação de que negociaria com reformas Trabalhista e da Previdência com a gestão interina de Michel Temer.
A reunião ocorreu no dia 27 de julho, em Brasília, e estiveram presentes representantes na reuda UGT, NCST, Força Sindical e da CSB. A pauta apresentada pelo ministro interino do Trabalho, Ronaldo Nogueira, era a proposta de "modernização da legislação trabalhista".
"Com o discurso da "modernização", no qual o objetivo das empresas capitalistas é baixar o custo da mão de obra e aumentar a cesta de lucros das empresas, a gestão Temer quer aprovar o negociado sobre o Legislado, a terceirização irrefreável e acabar com a Previdência Social, o maior programa de distribuição de renda do país", alertou Araújo.
Além do ataque direto à CLT, Nogueira abordou a possibilidade de prorrogação do Programa de Proteção ao Emprego (PPE) . Além disso, tratou da tese do acordado sobre o legislado, proposta que rasga a CLT e a Constituição Federal, relativizando a questão. Segundo ele, é preciso "definir quais pontos específicos da negociação coletiva que terão força de lei e não poderão ser desfeitos". E citou como exemplo o "contrato de serviço especializado”.
O ministro interino só esqueceu de dizer que tais propostas precarizam o mundo do trabalho e abrem espaço para a terceirização. Além disso, as declarações do ministro interino causam estranheza, tendo em vista que após reunião com Temer, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, de que o Brasil deveria ampliar sua carga horária de trabalho em até 80 horas semanais e de 12 horas diárias para classe trabalhadora.
"O que eles chamam de modernização enseja um tipo de escravidão contemporânea. Por trás desse discurso, querem implantar a era do "açoite" digital e quem vai sofrer na pele é a classe trabalhadora. Temerário, o conluio golpista quer desconstruir o Estado Nacional, acabar com a CLT desregulamentando o trabalho e sepultar o sonho de dias melhores de milhões de brasileiros e brasileiras", ressaltou o presidente da CTB.
Fonte: Portal CTB - Joanne Mota via Feebbase

Centrais sindicais assinam manifesto em defesa dos trabalhadores e contra Temer

Durante a 18ª Conferência Nacional dos Bancários, as centrais sindicais CUT, CTB, UGT, e Intersindical assinaram, conjuntamente, um manifesto contra o governo ilegítimo e golpista de Michel Temer e a perda de direitos dos trabalhadores.  O documento foi aprovado por unanimidade pelos delegados e delegadas da Conferência Nacional no domingo (31), no hotel Holiday Inn, em São Paulo.
Leia a íntegra do documento:
MANIFESTO
As categorias representadas pela CUT, CTB, Intersindical Central da Classe Trabalhadora e UGT e em campanha salarial no segundo semestre de 2016, enfrentam uma conjuntura extremamente difícil de desemprego, arrocho salarial e de total insegurança e desamparo em relação à educação, saúde, previdência e assistência social. Neste cenário adverso, todas se unem em torno da mesma bandeira de luta: NENHUM DIREITO A MENOS!
Empregadores do setor privado e do setor público e aqueles que tomaram de assalto o governo brasileiro alegam que a crise econômica em que se encontra nosso País pede providências duras.
Apoiados por uma maioria conservadora no Congresso Nacional ameaçam retirar direitos históricos da classe trabalhadora.
As medidas propostas pelo governo interino ignoram o trabalhador e a sociedade brasileira, jogam no lixo seus direitos trabalhistas e sociais, impõem arrocho salarial e precarizam o trabalho, dificultando a todos os brasileiros o acesso a direitos garantidos pela Constituição. Esses direitos estão sendo cortados para pagamento de juros ao mercado financeiro, que nos primeiros cinco meses de 2016 já atingem 6,5% do PIB.
Ao desrespeitar a Constituição Federal e a CLT, as propostas prejudicam indistintamente trabalhadores públicos e privados, na ativa ou aposentados, urbanos e rurais.
Nesse contexto, essas categorias são terminantemente contra a proposta de que acordos e convenções coletivas negociados com patrões possam reduzir direitos previstos na CLT, não aceitam a flexibilização do contrato de trabalho, nem a proposta de terceirização irrestrita.
Para garantir seus direitos sociais, fortemente ameaçados, os trabalhadores repudiam mudanças na política de valorização do salário mínimo e os retrocessos que envolvem a reforma da Previdência, como aumentar a idade mínima para a aposentadoria.
Da mesma forma, os trabalhadores são contra o estabelecimento, por 20 anos, de teto para gastos do governo por meio de emenda à Constituição Federal (PEC 241). Repudiam também a DRU (Desvinculação dos Recursos da União) e a DREM (Desvinculação dos Recursos dos Estados e Municípios). Esse conjunto de medidas do governo interino visa o desmonte dos serviços públicos, como saúde e educação, bem como a precarização do trabalho no setor.
Os trabalhadores e trabalhadoras representados pelas centrais que assinam este documento e em campanha salarial unificada repudiam também a criminalização dos movimentos sociais, a proposta de renegociação das dívidas dos Estados à custa de precarização dos salários e das condições de trabalho dos servidores, a privatização de empresas estatais, as mudanças no regime de partilha do Pré-Sal e a entrega de sua exploração às empresas estrangeiras, ferindo nossa soberania e traindo os interesses da nação.
Não bastassem todos esses ataques aos direitos individuais e coletivos, os trabalhadores ainda rejeitam a influência do judiciário nas campanhas salariais (interdito proibitório) e sua cumplicidade com medidas que levam à retirada de direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. Por todos esses motivos, as centrais convocam suas bases para a construção de uma MOBILIZAÇÃO NACIONAL que mostre ao governo interino a união da classe trabalhadora em defesa de seus direitos.
Da mesma forma, as categorias representadas pela CUT, CTB, Intersindical Central da Classe Trabalhadora e UGT em campanha salarial no segundo semestre de 2016 cerram fileiras e erguem sua voz, proclamando: NENHUM DIREITO A MENOS! E reivindicam:
1. Respeito incondicional aos direitos contidos na CLT e na Constituição Federal;
2. Não aprovação da PEC 241/2016;
3. Aumento real de salários;
4. Valorização do piso salarial de todas as categorias;
5. Melhores condições de trabalho e redução da jornada;
6. Estabilidade e geração de empregos;
7. Manutenção de todos os direitos previdenciários de trabalhadores urbanos e rurais;
8. Defesa da Seguridade Social e ampliação dos direitos já conquistados;
9. Reposição da inflação e aumento real nos valores dos benefícios de aposentados e pensionistas;
10. Uma política industrial que garanta a geração de empregos e renda;
11. Cumprimento de metas e prazos do PNE (Plano Nacional de Educação) nos estados e municípios;
12. Plenas condições de funcionamento do Fórum Nacional de Educação;
13. A defesa do patrimônio público e da soberania nacional;
14. Redução das taxas de juros;
15. Contra o PL da terceirização.
Fonte: Rede Nacional de Comunicação dos Bancários via Feebbase

Lula afirma que golpe impediu "o Brasil que queremos"

“Nós temos que entender que o mundo só vai ter jeito quando aqueles que tiveram oportunidade dar a mão para aqueles que não tiveram”, declarou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no encerramento do Seminário “Sistema Financeiro e Sociedade”, organizado pela Contraf-CUT, no dia 29/7, no hotel Holiday Inn Anhembi, em São Paulo.
Lula participou do painel “O Brasil que queremos” ao lado da ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Helena Gabrielli Barreto Campello, e do sociólogo e cientista político Emir Sader.
Clique aqui e veja a galeira de fotos do painel.
“O Brasil que queremos, nós quase concluímos, não fosse o golpe. Eu tenho a consciência de que construir o país que nós queremos é muito simples, desde que tenhamos a responsabilidade de ouvir o povo”, afirmou. “Eu fui o único presidente que saiu do Fórum Social Mundial e foi Pra Davos. Duas esferas completamente antagônicas. Naquele instante, a discussão era exatamente o Brasil que queremos”, lembrou.
Para o ex-presidente, se toda vez que tivesse escutado que não tem dinheiro aceitasse, não teria feito nada. “Nunca tem dinheiro. Mesmo assim, nós fizemos a maior revolução social desse país. Se tem governante que não sabe lidar com a crise econômica, posso garantir que tem gente que sabe”, disse.
Lula salientou que, em nenhum momento, a classe trabalhadora teve tantos aumentos reais de salário, de forma consecutiva, como nos 13 anos de governo do PT. “Não há na historia do Brasil também um momento em que o salário mínimo cresceu tanto como neste período. Um dos motivos é a bancarização de mais de 70 milhões de pessoas, que passaram a ter conta bancária, passaram a ser tradadas como seres humanos.”
Ele ainda aconselhou para que a Campanha Nacional dos Bancários 2016 “seja forte e criativa, para conseguir enfrentar o posicionamento dos banqueiros. A crise chegou para todo mundo, menos no sistema financeiro brasileiro. Então, antes de sentar a mesa, peçam para discutir o balanço dos bancos.”
“Fora Temer”
O ex-presidente Lula também comentou a crise política no Brasil. “Nós vivemos uma situação anômala, resultado de um golpe parlamentar. Para mim, não tem momento mais vergonhoso na historia do país do que aquele fatídico domingo em que os deputados votavam sem pensar no país.”
Para ele, as pessoas que votaram contra a presidente Dilma carregarão para o resto da vida um peso na Consciência de ter votado contra uma mulher que não tem nenhum crime de responsabilidade contra ela. “O golpe que não passa de vingança orquestrada pelo deputado Eduardo Cunha. Mas, daqui a dez, vinte anos, os filhos e os netos vão perguntar a esses parlamentares se eles são golpistas, se eles rasgaram a Constituição Federal”, previu.
Lula afirmou que tem gente que se incomoda quando o pobre tem alguma coisa, quando o pobre passeia de avião. “É isso que está em jogo agora. É o setor, que sempre teve as coisas, incomodado, pois quem nunca teve, começou a ter.”
Ele usou o nordeste como exemplo. “O cara que tá com fome não tem força para brigar, ele passa a ser uma marionete. Quem é do nordeste sabe que o povo nordestino não aguentava um ano de seca. Era tratado como gado. Aumentava o numero da mortalidade infantil, da desnutrição. Pois bem, faz seis anos que a gente viveu a maior seca da história e não houve uma morte, pois foram criadas políticas públicas para garantir que as pessoas sobrevivam. Isso significa o Estado cumprindo o seu papel. Significa o estado tirando o dinheiro dos mais ricos para dar aos mais pobres. Isso incomodou muito eles. Por isso eles declararam guerra o PT.”
Lula ainda completou. “Eles acharam mais fácil ganhar a eleição dando um golpe, depois de perder nas urnas para a Dilma. Eles não aguentavam mais esperar. Quiseram tirar do governo o partido que fez, em apena 13 anos, o maior projeto de inclusão social da historia desse pais, sem dar um único tiro. Eles têm que saber que o que nós fizemos nesse país ainda foi pouco. Nós poderíamos ter feito mais. É que a gente também estava aprendendo, a gente demorou para fazer as coisas.”
O ex-presidente convocou os bancários a transformar o celular em ferramenta de luta para pressionar os senadores. “São 81 senadores, cada estado tem três. Então é só procurarmos nossos representantes, de forma muito civilizado, falar que o que está havendo é um golpe, dizer que o voto deles neste momento terá um peso histórico. É importante a gente trabalhar isso. Agora é momento certo. Nós temos prazo. É até o final de agosto.”
O golpe é contra os trabalhadores
O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, iniciou sua intervenção se mostrando otimista na derrota do golpe. “A mídia burguesa tenta, desesperadamente, nos convencer de que o golpe está dado. Mas eles sabem que a realidade do Brasil que votou o golpe na Câmara dos deputados é totalmente diferente da realidade que vai discutir o golpe no Senado”, justificou.
Segundo ele, os trabalhadores, a juventude, as mulheres e os homens já perceberam o que governo interino está fazendo e não o quer mais no poder. “Está claro que o golpe é contra os trabalhadores! A Federação das Indústrias já disse que a jornada de trabalho tem que ser de 80 horas; as pautas que estão colocadas são todas contra os direitos das minorias, contra os direitos individuais e trabalhistas. É um golpe do patrão contra o empregado, contra a CLT, contra os nossos direitos”, afirmou. “E nós vamos nos manifestar! Pois, se o golpe se consolidar, o mundo ficará mais difícil e nós teremos lutas mais duras pela frente. Por isso, temos que resgatar a democracia, barrar o retrocesso e restituir o mandato da presidenta Dilma”, finalizou.
A ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome do governo da presidenta Dilma Rousseff, Tereza Campello mostrou números que mostram os avanços do Brasil a partir de 2003 no combate a pobreza e a redução das desigualdades sociais.  Segundo ela, o Brasil é uma referência no  mundo por ter conseguido em 10 anos sair do Mapa da Fome.
Em 2003, primeiro ano do governo Lula, 10% da população brasileira vivia em condições de subalimentação. “Em 2013, conseguimos sair de 10% para 1,7% e já temos informações de que esse percentual caiu para 1%. Reduzimos em mais de 80% em 10 anos o número de brasileiros que se encontravam nessa condição”, ressalta a ex-ministra.
Políticas públicas mudaram o país
Tereza Campelo explicou que essa mudança foi possível graças ao conjunto de políticas públicas implantado nos governos do ex-presidente Lula e da presidenta Dilma Rousseff. “Valorizamos o salário mínimo e formalizamos milhões de empregos. Os bancos públicos como a Caixa Econômica, o Banco do Brasil e o BNB ajudaram a construir essa agenda que foi fundamental para reduzir a população extremamente pobre e a pobreza. É por isso que o FGTS não pode sair das mãos da Caixa, que tem de continuar desenvolvendo o programa “Minha Casa, Minha Vida, e o Banco do Brasil com as políticas de agricultura familiar.” Outros programas foram citados por Tereza Campello como “Luz para todos”, construção de cisternas, Pronatec e Prouni.
A ex-ministra rebateu ainda declarações de que a pobreza já vinha sendo reduzida antes do governo Lula. “A pobreza no governo FHC ficou congelada. Somente a partir do governo Lula foi dada prioridade ao combate à fome e a redução da pobreza”, diz ela, citando a fala do ex-presidente de que esperava fazer com que todos os brasileiros fizessem, pelo menos, três refeições por dia.
Segundo Tereza Campelo, ainda há muito o que fazer, porque o Brasil continua sendo um país muito desigual. “Mas hoje nós vivemos um retrocesso . O que está colocado hoje para o Brasil não é a possibilidade de avançar, talvez seja a possibilidade de retroagir, voltar ao mapa da fome. Por isso, temos que continuar nos organizando contra esse governo antidemocrático, que é o governo Temer”.
Lançamento do livro “O Brasil que queremos”Ainda durante o terceiro painel do Seminário, o cientista político Emir Sader lançou o livro “O Brasil que queremos” (2016), de sua organização. A publicação reúne artigos de diversos temas e autores – como a democracia representativa, economia, Sistema Financeiro Nacional, tributação, sistema político, educação, saúde, meio ambiente e cultura, entre outros – na tentativa de debater questões do futuro do país.
“Esse livro nasceu de uma breve conversa com Lula, quando ele afirmou que precisávamos de novas utopias, já que a de 2002 – fazer com que todos os brasileiros pudessem comer pelo menos três vezes ao dia – havia sido realizada. Não que a desigualdade do país tenha acabado, mas uma agenda social foi incorporada inclusive pela direita”, contou Emir Sader. Segundo ele, o livro pretende sair do labirinto atual no qual a sociedade se encontra: “Esse modelo de Estado que está aí não dá mais, ele não é democrático e deve ser profundamente reformulado”, disse.
“Precisamos de mais democracia e mais participação popular; e de menos hegemonia do capital financeiro e de um governo dos banqueiros. Precisamos reconstruir nosso projeto de país. E este livro pretende ser uma breve contribuição a isso, pois sem uma classe trabalhadora politizada, pensando nas grandes questões do país, nós não vamos construir a hegemonia nacional”, concluiu Emir Sader.
Fonte: Rede Nacional de Comunicação dos Bancários via Feebbase

Ato em favor da CLT no dia 8 de agosto


À medida que o presidente interino Michel Temer dá passos largos para atacar os direitos dos trabalhadores, os movimentos sociais intensificam os atos contra os retrocessos. A CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) convoca para o dia 8 de agosto manifestação nacional em defesa da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) e da Previdência Social.
 
Antes, sexta-feira, abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016, ocorre protesto,  às 15h, no Farol da Barra, Salvador. Os atos, que fazem parte da jornada de luta em defesa da democracia e dos direitos, seriamente ameaçados, acontecem em frente às Superintendências Regionais do Trabalho (antigas DRTs) de todo o país, às 10h, contra a flexibilização das leis trabalhistas, que precariza e transforma o trabalho em um tipo de "escravidão moderna". 
 
A convocatória está presente na nota divulgada pela Central, assinada pelo presidente Adílson Araújo. Íntegra do documento disponível abaixo. 
 
Lutar em defesa da CLT e da Previdência Social
 
O Governo ilegítimo de Michel Temer encomendou a Rede Globo uma série de reportagens defendendo a modernização das relações de trabalho, esse mesmo assunto tem sido alvo de editoriais destilados de propostas de regressão, flexibilização e precarização do trabalho.
 
Com o discurso da "modernização", no qual o objetivo das empresas capitalistas é baixar o custo da mão de obra e aumentar a cesta de lucros das empresas, a gestão Temer quer aprovar o negociado sobre o Legislado, a terceirização irrefreável e acabar com a Previdência Social, o maior programa de distribuição de renda do país.
 
Tamanho acinte é o arroto do presidente da CSN, Benjamin Steinbruch, quando propõe acabar com os direitos garantidos pela Constituição Federal. Na mesma linha, seu assecla Robson Braga, presidente da CNI, defende uma jornada de 80 horas semanais para a classe trabalhadora. No mínimo, tais propostas são muito preocupantes.
 
O que eles chamam de modernização enseja um tipo de escravidão contemporânea. Por trás desse discurso, querem implantar a era do "açoite" digital e quem vai sofrer na pele é a classe trabalhadora.
 
Temerário, o conluio golpista quer desconstruir o Estado Nacional, acabar com a CLT desregulamentando o trabalho e sepultar o sonho de dias melhores de milhões de brasileiros e brasileiras.
 
A jornada de lutas é longa e necessária. Ocupar as ruas e resistir a todo custo é o melhor caminho.
 
Adilson Araújo
Presidente
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
 
 
**CONVOCATÓRIA**
 
Convocamos toda a classe trabalhadora para um Dia Nacional de Luta em defesa da CLT e da Previdência Social, no próximo dia 08 de Agosto (segunda-feira), às 10h da manhã, em frente às Superintendências Regionais do Trabalho ( antigas DRTs). O ato ocorrerá simultaneamente em todo o país e terá transmissão ao vivo.
 
Precisamos denunciar os ataques aos direitos da classe trabalhadora!
 
Nenhum direito a menos!
 
À luta!

Fonte: O Bancário

Caminhada "Fora Temer" reúne 5 mil pessoas em Salvador

Cerca de 5 mil pessoas participaram de uma caminhada em Salvador  no domingo (31/7), para pedir a saída do presidente interino Michel Temer e a volta da presidenta eleita Dilma Rousseff. Sob o  grito de “Fora Temer”, os manifestantes se reuniram no Campo Grande e saíram em caminhada até o Farol da Barra, onde outras 3 mil se juntaram à manifestação. O percurso foi animado pelo Microtrio, grupo engajado na luta contra o golpe.
“Este foi mais um ato promovido por todos aqueles que defendem um país mais justo, o Estado democrático de direito, a democracia, os projetos sociais e todas as conquistas dos últimos 13 anos”, ressaltou o presidente da CTB Bahia, Aurino Pedreira.
O dirigente afirmou também que a manifestação deste domingo deixou evidente a capacidade de mobilização dos baianos. “O que vimos foi a participação de diversos segmentos dos movimentos sociais e da sociedade, o que mostra o crescimento do movimento contra as medidas que o governo ilegítimo de Temer vem adotando, que prejudicam toda a sociedade. A cada dia que passa, o que temos é uma unidade maior contra o golpe”. 
O ato deste domingo abre uma agenda de manifestações contra a aprovação do impeachment da presidente Dilma no Senado. “Hoje estamos nas ruas pedindo o  fim imediato deste governo golpista. Mas também vamos defender bandeiras importantes contra as medidas nefastas adotadas pelo governo golpista, como a redução de programas sociais, a exemplo do bolsa família e o Minha Casa, Minha vida; a proposta de redução dos investimentos na educação e saúde, além da reforma  trabalhista e da Previdência Social”, acrescentou Aurino.  
Confira as principais atividades contra o golpe :
4 e 10 de agosto – Atos estratégicos com ações junto a imprensa internacional, panfletagem, atividades nos pontos turísticos, etc, denunciando o golpe.
5 de agosto - Caravanas para o Rio de Janeiro - para grande ato na abertura das Olimpíadas
8 de agosto - Ato em defesa da CLT e Previdência  Social, as 10h, na Secretaria Regional do Trabalho, na Avenida Sete de Setembro.
9 de agosto - ato em todas as capitais na primeira votação no Senado.
11 de agosto - Marcha do movimento de moradias na paralela e manifestação em frente a Advocacia Geral da União - AGU.
16 de agosto - Dia de luta contra a agenda regressiva do trabalho
24 a 29 de agosto - Caravanas e acampamento em Brasília, durante a votação do impeachment no Senado.
Fonte: CTB-BA via Feebbase

Encontro da Juventude será nos dias 6 e 7 de agosto

Está confirmado. A quinta edição do Encontro da Juventude Bancária da Bahia e Sergipe será realizada nos dias 6 e 7 de agosto, no Hotel Fazenda Recanto, em Mutá, no município de Jaguaripe, no Recôncavo Baiano.
No evento, serão discutidas questões importantes, como campanha salarial, conjuntura política e os impactos das novas tecnologias no setor bancário.
Podem participar, os bancários de até 35 anos de idade. Para isso, deve entrar em contato com o Sindicato da sua base e se informar sobre a inscrição e o deslocamento.
O Encontro é organizado anualmente pela Federação dos Bancários para aproximar a juventude das questões que envolvem a categoria e apresentar o movimento sindical, que tem atuação muito além da campanha salarial e do setor bancário. 
Confira a programação do evento:
Sábado – 6 de agosto
8h - Credenciamento
9h- Ato político de abertura
9h30 – O papel dos trabalhadores n atual etapa do enfrentamento ao golpe
10h15 -  O reflexo das novas tecnologias no trabalho do setor financeiro.
11h – Debate
12h30 – Almoço
14h – Trabalhos em grupo
18h – Encerramento
20h – Festas de confraternização
Domingo – 7 de agosto
9h – Campanha salarial 2016, apresentação dos trabalhos em grupo e plenária final.
13h – Encerramento e almoço. 
Fonte: Feebbase

Bancários querem 14,78% de reajuste

A categoria bancária sabe bem o que quer para a campanha salarial 2016. Em plenária final da 18ª Conferência Nacional dos Bancários, realizada no fim de semana (entre os dias 29 e 31 de julho), em São Paulo, os empregados aprovaram a pauta de reivindicações com 14,78% de reajuste salarial, o que representa aumento real de 5% mais a reposição da inflação.
 
Entre os demais itens sobre remuneração, ficaram definidos valores de três salários mais R$ 8.317,90 de PLR (Participação nos Lucros e Resultados), piso de R$ 3.940,24, segundo mínimo calculado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em junho e vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor de R$ 880,00, em consonância com o mínimo atualmente estabelecido.
 
Com a participação intensa dos 633 delegados, incluindo a participação baiana, os bancários vão cobrar também ao setor mais lucrativo do país pelo fim das demissões e mais contratações, fim da rotatividade e do assédio moral, igualdade de oportunidades e rejeição ao projeto PLC 30/15, que apoia a terceirização nas atividades-fim das empresas. 
 
PCCS (Plano de Cargos, Carreiras e Salários) para todos os bancários, auxílio-educação para graduação e pós e mais segurança, com investimento em equipamentos como biombos entre os caixas e portas giratórias com detector de metais na entrada dos autoatendimentos figuram também entre os pontos que serão entregues aos banqueiros no dia 9 de agosto. Uma luta conjunta que terá, sem dúvidas, colaboração intensa dos bancários da Bahia. 

Fonte: O Bancário