segunda-feira, 7 de março de 2016

Dia 18: ocupar as ruas e derrotar o golpismo

A surpresa do consórcio direitista formado por setores do Judiciário e do Ministério Público, junto com partidos e a mídia golpista, foi visível ao longo do dia 4, a sexta-feira da indignação, na maneira acanhada com que, na televisão, se referiam ao sequestro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à pronta reação que aquele ato ilegítimo suscitou em todo o país. 
Aquela reação foi confirmada no sábado (5) pela divulgação de pesquisa do instituto Vox Populi mostrando que 56% desaprovaram a inclusão de Lula na Lava Jato, 65% acharam exagerada a condução coercitiva, e 57% afirmaram que acreditam em Lula.
Tentaram matar a jararaca e não acertaram a cabeça mas o rabo, disse Lula no discurso em que, na sexta-feira, em São Paulo, manifestou seu inconformismo contra o golpe em andamento e demonstrou disposição para correr o país do Oiapoque ao Chuí em defesa da legalidade e do ciclo de mudanças iniciado com sua posse, em 2003. Terão “de me enfrentar nas ruas deste país", disse. “Sobrevivi à fome, e quem sobrevive à fome não desiste nunca”, garantiu.
A direita não esperava a reação popular tão intensa, expressiva e até espontânea. Ao contrário, durante a madrugada anterior à ação ilegal e golpista, imaginou fazer uma comemoração que não ocorreu!
Puxaram a toalha de nossa festa, poderia dizer, repetindo a reação do líder direitista Carlos Lacerda em 24 de agosto de 1954 quando o povo se levantou ao saber da notícia do suicídio de Getúlio Vargas e, nas ruas, varreu o golpe.
Dramaticidade semelhante em defesa da legalidade ocorre em nossos dias. E o alvo principal da ação golpista, Lula, manifesta sua disposição de ir às ruas contra os mesmos reacionários que vitimaram Getúlio Vargas, há mais de 60 anos. Hoje o combate é o mesmo, em defesa da democracia, e as ruas mostram semelhante força para barrar o golpe. Mais: para derrotar os golpistas definitivamente, o que não aconteceu naquela época; a direita e seus apaniguados só conseguiram dar seu golpe de estado em abril de 1964.
Hoje, não! A direita e seus associados devem ser derrotados agora e em 2018. Nas ruas e nas urnas! 
Este é o grande temor dos conservadores – ficarem reduzidos ao lugar que lhes cabe na democracia brasileira, o de representar apenas os setores privilegiados para, se tiverem alguma chance, disputar eleições presidenciais. No voto, nas urnas, nunca no grito!
Protagonista do golpe contra a democracia e a legalidade, a Rede Globo tenta ir adiante na ação contra a democracia e escalou, no sábado e no domingo (4 e 5) dois de seus principais ventríloquos (Ricardo Noblat e Merval Pereira) para fazerem o apelo de sempre da direita, invocando o golpismo de setores militares. 
Sem êxito. Hoje os militares preferem cumprir as funções que a Constituição determina e a sociedade espera deles. Não se deixam seduzir por apelos interesseiros dos conservadores que se opõem às mudanças que favorecem o povo e fortalecem a nação.
O apelo golpista manifestado por ventríloquos da Globo e da direita se choca com a sólida muralha legalista formada pela reação popular e pela consciência democrática brasileira.
O país está dividido, diz a direita. É preciso reconhecer que sim, está – e quem o divide é justamente a defesa dos interesses antidemocráticos e ilegais da elite que olha para o país como se fosse uma propriedade particular sua. 
O Brasil está dividido. De um lado, está a minoria privilegiada e golpista. Do outro, a grande maioria dos brasileiros que querem o progresso social, o fortalecimento da nação e o bem-estar do povo. 
É este Brasil, dos brasileiros, dos trabalhadores, do povo, que precisa reagir à altura, nas ruas, nos debates, na luta de ideias, para assegurar o avanço. 
A agressão contra Lula é inaceitável porque atinge a própria democracia para acelerar o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff. Atinge a cada um dos brasileiros!
Em defesa do mandato de Dilma Rousseff e da legalidade, é preciso uma mobilização intensa e ampla, luta e vigília de todos os democratas, de todas as forças vivas do povo e dos trabalhadores. A indignação dever alcançar amplos segmentos sociais para que tomem posição e se insurjam em defesa da democracia e do ex-presidente Lula. 
É preciso realizar, conforme o chamado da Frente Brasil Popular, grandes atos no dia 18. Há que encher as ruas com as maiores jornadas do último período, para que os golpistas voltem às suas tocas.
“A democracia vencerá o golpismo!” O golpe não passará!

Fonte: Vermelho

Dilma critica ação contra Lula e pede respeito da mídia

Durante evento de entrega das chaves da casa própria para 2.434 famílias do programa Minha Casa, Minha Vida, em Caxias do Sul (RS), nesta segunda-feira (7), a presidenta Dilma Rousseff afirmou que parte das dificuldades que o Brasil enfrenta no momento se deve à “sistemática crise política” provocada por aqueles que querem antecipar as eleições de 2018.


Dilma participou da entrega de casas do programa Minha Casa Minha Vida em Caxias do SulDilma participou da entrega de casas do programa Minha Casa Minha Vida em Caxias do Sul
Dilma voltou a criticar os abusos cometidos contra o ex-presidente Lula na ação da Operação Lava Jato que montou um espetáculo midiático para levar o ex-presidente a depor coercitivamente na última sexta (4).

“O presidente Lula, justiça seja feita, nunca se julgou melhor do que ninguém, sempre aceitou, convidado para prestar depoimento sempre foi. Então, não tem o menor sentido conduzi-lo sob vara para prestar depoimento se ele jamais se recusou a ir”, enfatizou Dilma sob aplausos dos populares que assistiam o evento montado ao lado dos condomínios do Minha Casa, Minha Vida e gritavam “Não vai ter golpe!” e “Dilma guerreira”.

Em seu discurso, Dilma também criticou o argumento apresentado pela força-tarefa de que a condução coercitiva de Lula foi uma maneira de evitar que, com depoimento marcado, houvesse confronto entre manifestantes favoráveis e contrários ao ex-presidente.

"Nem cabe alegar que estavam protegendo ele [Lula]. Como disse um juiz, era necessário saber se ele queria ser protegido, porque tem certo tipo de proteção que é muito estranha”, indagou a presidenta.

Dilma também repeliu o espetáculo midiático criado com os “vazamentos sistemáticos” de informações. “No Brasil, temos assistido a vazamentos sistemáticos e esses vazamentos provam, a partir de um determinado momento, que não são verdadeiros, mas o estrago de jogar lama nos outros já ocorreu”, enfatizou.

Ela afirmou que não se pode “demonizar pessoas, não pode demonizar órgãos de imprensa, nós não podemos demonizar opinião diferente da nossa. Agora, nós temos de exigir o respeito. Cada um de nós tem de exigir o respeito para si e dar o respeito aos outros”.

Sobre a economia, a presidente destacou que, "sem sombra de dúvida", o país enfrenta um momento de dificuldades na economia e que parte dessas dificuldades se deve àqueles que, “inconformados” com a derrota nas urnas, querem antecipar as eleições de 2018, provocando uma “sistemática crise política”.

“A oposição tem absoluto direito de divergir, mas não pode, sistematicamente, ficar dividindo o país. Não pode. Sabem por quê? Porque tem certo tipo de luta política que cria um problema sistemático não só para a política, mas também para a economia e afeta a criação de emprego, o crescimento das empresas e ninguém fica satisfeito quando começa aquela briga”, pontuou.
 

Do Portal Vermelho, com informações de agências

Por mais mulheres na política

  

Definitivamente, se as mulheres não tiverem como pauta prioritária a ocupação de espaços políticos, estaremos fadadas ao obscurantismo. Só assim nós mulheres seremos vistas também como uma força política.

Por Angela Albino* 


É sabido que o dia 8 de março, internacionalmente conhecido como um marco na luta pelos direitos das mulheres, é um mês de comemorações do que já foi conquistado no Brasil e no mundo. Porém, não podemos nos limitar a comemorar as importantes conquistas obtidas no século 20 e nestes primeiros anos do século 21.

Temos lutado para não perder direitos e queremos mais. O momento é propício para debatermos a necessidade do aumento da participação feminina nos espaços de poder.

Discutir o tema se torna ainda mais relevante quando constatamos que apesar de sermos a maioria do eleitorado brasileiro (52,13% dos mais de 141 milhões de eleitores aptos para votar são mulheres, além de sermos 51,5% da população brasileira, 41,9% da população economicamente ativa e garantirmos o sustento de 38% dos lares brasileiros como "chefes de família"), ainda somos sub-representadas nos Poderes Executivo e legislativos federal, estaduais e municipais. Nessa área o Brasil estampa vergonhosos números: temos apenas 9,9% deputadas federais eleitas, 13,6% senadoras; nos municípios 13,3% de vereadoras e 10,95% de prefeitas.

Sabemos que não existe uma causa única para tão forte sub-representação feminina, a assimetria de gênero na ocupação dos cargos políticos eletivos no Brasil precisa ser compreendida a partir de vários aspectos: 1) a exclusão histórica das mulheres da esfera do mundo público, só acessada maciçamente no início do século 20; 2) a desigual divisão sexual do trabalho que leva as mulheres a enfrentar jornadas de trabalho fora e dentro de casa, com o cuidado das crianças e dos adoecidos na família, sobrecarregando-as e liberando os homens para atuação na esfera pública; 3) e ainda, os aspectos específicos do sistema político, partidário e eleitoral com uma legislação que não potencializa a eleição de mulheres, cujas disputas eleitorais beneficiam quem já tem carreira política estabelecida e condições financeiras para disputar eleições acirradas.

Tudo isso interfere no cenário da sub-representação feminina no Parlamento e Executivo brasileiro. Por isso, a importância do financiamento público de campanhas bem como a nossa defesa de reforma eleitoral que tenha lista fechada com alternância de gênero.

A discussão ganha força diante da proximidade das eleições municipais deste ano de 2016, e também pelo perigoso avanço, no Congresso Nacional, de pautas contrárias aos interesses das mulheres, em particular das trabalhadoras. O mais recente exemplo disso, foi a votação de destaque que retirou do texto-base da Medida Provisória 696/15 a expressão “da incorporação da perspectiva de gênero” do objetivo do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial, da Juventude e dos Direitos Humanos.

Além disso, é evidente que a falta de representação feminina nos espaços de poder reflete na ausência de políticas públicas para mulheres e cria barreiras intransponíveis ao avanço das pautas feministas nos espaços reais de poder institucionalizados.

Esse cenário aponta para a necessidade de uma maior mobilização feminina, principalmente, para que mais mulheres se coloquem à disposição da política e concorram às eleições que se aproximam e ocupem as cadeiras disponíveis nas Câmaras de Vereadores e Prefeituras, no maior número de cidades possíveis. Paralelamente, também precisamos pensar em estratégias específicas que problematizem o processo de uma campanha eleitoral e revelem a realidade diferenciada vivida pelas mulheres nas disputas eleitorais, enfatizando a co-responsabilidade dos homens tanto no âmbito partidário como familiar.

Em Santa Catarina, temos que aumentar o quantitativo de mulheres na política. Somos o Estado com um dos menores índices do País, apesar de sermos 51,3% do eleitorado catarinense. Prova disso é o fato de nas duas últimas legislaturas só homens terem sido eleitos para a Câmara de Vereadores de Florianópolis.

Esse quadro de baixa representatividade feminina nas esferas de poder precisa urgentemente mudar ou não conseguiremos transformar a realidade das brasileiras e catarinenses. Eleger mulheres comprometidas com os avanços sociais e a agenda feminista é um imperativo.

Definitivamente, se as mulheres não tiverem como pauta prioritária a ocupação de espaços políticos, estaremos fadadas ao obscurantismo. Só assim nós mulheres seremos vistas também como uma força política.

Nossa conterrânea lagunense, Anita Garibaldi, revolucionária do século 21, conhecida como a "Heroína dos Dois Mundos, já dizia: “Não tenha medo de viver, de correr atrás dos sonhos. Tenha medo de ficar parada”.
 

*É deputada federal pelo PCdoB de Santa Catarina.
Fonte: Vermelho

Qual o grande obstáculo para a democracia brasileira?

Nenhum país sai o mesmo dos episódios da sexta-feira, 4 de março. Uma tentativa frustrada de prender o mais popular líder político do Brasil – e o único que mantem imenso apoio popular – não permite que tudo siga igual no país.

Por Emir Sader*


Divulgação
  
Está claro que o objetivo da direita no Brasil é tirar o Lula da vida política. Sabem que correm todos os riscos de disputa eleitoral com ele. E suas aparições na sexta-feira (4) confirmaram como ele é capaz de reaparecer com toda forca no imaginário das pessoas com sua figura, seu discurso, sua mensagem. Se reforçam assim as vias de tentar tirá-lo do jogo no tapetão, porque sabem que têm todas as possibilidades de perder no campo democrático das eleições.

Voltam a surgir apelos aos militares na mídia que ficou com a boca torta da época da ditadura militar. Setores golpistas do Judiciário deixam claro que buscam interditar a carreira do Lula.

Mas, quem é obstáculo hoje para a democracia brasileira? Lula, com sua liderança política, ou os monopólios privados dos meios de comunicação? Lula, com seu prestígio popular ou quem deseja judicializar a política e impor a ditadura do Judiciário?

Depende da concepção que se tenha da democracia. O Brasil saiu da ditadura e retomou um sistema político que o liberalismo considera democrático, com a retomada dos direitos jurídicos e políticos, mas sem tocar no estigma mais profundo que carregava o país: o de ser o mais desigual do continente mais desigual.

Isso não é um problema para os liberais e todos os que se abrigam, por conveniência, sob essa doutrina. Que todos sejam iguais diante da lei, lhes basta. Não lhes inquieta que todos sejam desiguais na vida real. Que a lei não seja igual para todos.

O governo de Lula buscou concluir a transição democrática promovendo os direitos sociais das grandes maiorias, colocando o tema do combate à desigualdade como central do seu governo e do país. Promoveu avanços extraordinários, o que o tornou o alvo fundamental da direita do Brasil, que perdeu o controle do Estado desde 2003.

Lula tornou-se o maior agente da democratização da sociedade brasileira, promovendo a inclusão dos excluídos. Mas tornou-se, ao mesmo tempo, pelas mesmas razões, o grande obstáculo para a que a direita volte a governar o Brasil.

A questão política central hoje no país é, repito: quem é obstáculo para a democracia? Lula, com a retomada desse imenso projeto de inclusão social? Ou o monopólio privados dos meios de comunicação, que manipula a opinião publica com mentiras e chamados ao golpe? Ou promotores que se colocam a serviço desse projeto, buscando criminalizar o Lula e tira-lo da vida politica, para que a direita volte a mandar no país?

Na democracia brasileira não cabem mais juntos todos esses três atores: Lula, os monopólios privados da mídia e os que promovem a judicialização da política. Essa é a disputa em jogo.

Ou Lula supera os ataques concentrados contra ele, apoiado pelos movimentos populares e pelo conjunto da cidadania democrática, e são derrotados os agentes do golpismo. Ou estes triunfam, excluindo Lula da vida política e retomando o controle do Estado, para impor um brutal projeto de restauração conservadora e anti-popular.

*Sociólogo e cientista político 


Fonte: Rede Brasil Atual via Vermelho

Uma nova rede da legalidade contra o golpe

A exemplo do papel das rádios em 1961, então sob a liderança de Leonel Brizola, 55 anos depois a rede contemporânea de informação e comunicação uniu o Brasil, quiçá o mundo, em defesa da democracia.

Por Márcio Pochmann*


  
 Em agosto de 1961, portanto, há quase 55 anos, o Brasil conheceu inédita campanha da legalidade em defesa da ordem jurídica vigente durante a primeira experiência de democracia ampliada a partir de 1945. Naquela oportunidade, sete anos depois de as mesmas forças do atraso terem sido derrotadas em sua tentativa golpista de romper com a ordem democrática contra o governo do presidente eleito Getúlio Vargas (1950-1954), emergiu rápida e inesperada mobilização civil e militar na defesa da posse do vice-presidente João Goulart diante da renúncia do então presidente Jânio Quadros.

A campanha da legalidade se formou em torno da Rádio Guaíba de Porto Alegre que passou a funcionar diretamente do Palácio Piratini, sede do governo gaúcho, acompanhada pela retransmissão de rádios como a Brasil Central, também instalada no Palácio das Esmeraldas, sede do Governo de Goiás, a Rádio Clube de Blumenau, em Santa Catarina, a Mayrink Veiga, no Rio de Janeiro. Por meio das ondas curtas, a campanha da legalidade integrou o país e mobilizou a população, evitando o golpe que se encontrava em marcha.

Sob a liderança do governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, a defesa da posse de João Goulart foi mantida, embora dias tensos tenham sido vividos com muita intensidade. Como parcela das forças do atraso, instrumentalizados por militares aliados com os Estados Unidos, somente aceitava a democracia desde que os eleitos fossem os conservadores, impediam a posse do progressista Jango.

Para romper com o golpe em marcha, o governador Brizola convocou a população que respondeu positivamente, mobilizando e ocupando as ruas em várias cidades para a defesa da democracia. A reação imediata foi a tentativa de bombardear a sede do governo gaúcho que em resposta organizou a Polícia Militar e distribui armas à população.

Guardada a devida proporção, percebe-se novamente o curso do golpe contra a ordem jurídica, que esvazia o Estado de direito nesta segunda experiência de democracia ampliada iniciada em 1985. O sequestro do ex-presidente Lula no dia 4 de março pela Polícia Federal, sob orientação de juiz federal, comprovou que as liberdades democráticas garantidas pela Constituição de 1988 estão em xeque.

No mesmo dia e em reação ao arbítrio do autoritarismo fascista emergente, o Brasil se insurgiu novamente. Uma nova campanha pela legalidade se estabeleceu, agora sob as asas das novas tecnologias de informação e comunicação que entraram em sintonia convergente com a posição de liderança do ex-presidente Lula.

A rede de informação e comunicação pela internet uniu o Brasil, quiçá o mundo, em defesa da democracia. Somente no dia 4 de março houve atos de solidariedade e luta contra o arbítrio das forças do atraso em quase 1.500 mil cidades do país e a participação de cerca de 500 mil pessoas, bem como a adesão de cerca de 2 mil novas filiações ao Partido dos Trabalhadores, sobretudo de jovens.

Este movimento imediato e espontâneo impôs limites, mas não barrou em definitivo a marcha do golpe à legalidade democrática. Outros eventos virão, uma vez que os perdedores das eleições presidenciais em 2014 não aceitam esperar até 2018 para enfrentar nas urnas o democrático destino eleitoral. Por isso, a nova campanha pela legalidade apenas começou, com novos passos a serem engendrados absolutamente necessários para dar continuidade à jovem democracia brasileira.

* Marcio Pochmann é professor do Instituto de Economia e pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho, ambos da Universidade Estadual de Campinas.
 


Fonte: Vermelho

Lula desmonta com provas tese dos procuradores sobre palestras

Diferentemente dos procuradores da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por meio do Instituto Lula, divulgou nota na qual rebate as suspeitas lançadas sobre as palestras proferidas.


Viagem que procuradores da Lava Jato dizem que é “suspeita” teve até encontro com a presidenta chilena, Michelle BacheletViagem que procuradores da Lava Jato dizem que é “suspeita” teve até encontro com a presidenta chilena, Michelle Bachelet
Sem apresentar provas, os procuradores afirmam que Lula seria o principal beneficiado do esquema porque 60% das empresas que contrataram suas palestras são investigadas na Lava Jato. O instituto afirma que as palestras foram realizadas, os valores, declarados, e os impostos, pagos.

Os procuradores apontam como “suspeita” – isso mesmo, suspeita e não prova – uma palestra em Santiago (Chile) marcada para 27 de novembro de 2013, que custou US$ 200 mil à OAS. A base da “suspeita” se dá pelo fato de que e-mails de executivos da empreiteira indicam que o arquivo do contrato foi criado depois do evento, em 7 de janeiro de 2014.

O Instituto Lula aponta um link de um site chileno que informa que, na semana de 27 de novembro de 2013, o petista reuniu-se com empresários locais para tratar do setor elétrico.

Portal Vermelho fez uma simples pesquisa em um site de busca na internet também encontrou várias publicações sobre o assunto. A primeira que aparece é a do jornalEl Pais, do Chile.

Outra publicação pode ser encontrada no site do próprio instituto sob o título: “Ex-presidente participa do seminário ‘Desenvolvimento e Integração da América Latina’, em Santiago do Chile”.

Vermelho também publicou matéria sobre a viagem, citando encontro do ex-presidente com Michelle Bachelet, presidenta do Chile.

A nota também enfatiza que a LILS, empresa responsável pelas palestras, foi contratada por 40 empresas do Brasil e do exterior, e não apenas pelas investigadas na Operação Lava Jato.

Além disso, a nota informa ainda que as doações da empresa ao instituto foram para garantir a manutenção das atividades da própria entidade. “O instituto não transfere recursos ao ex-presidente”, enfatiza.

A nota também comentou as ilações de que a empreiteira OAS pagou, quando o ex-presidente deixou Brasília, R$ 1,3 milhão à empresa Granero para a “armazenagem de bens do ex-presidente”. O instituto informa que não se tratavam de “objetos pessoais”, mas do acervo presidencial que, por lei, deve ser cuidado por ele.

Segundo a nota, a mudança do Palácio do Alvorada, “como ocorre com todos os ex-presidentes, foi providenciada pela Presidência da República”, e não por empresa privada.

O Instituto Lula também rebate o factoide criado sobre o sítio em Atibaia e o apartamento no Guarujá. “É de pleno conhecimento, não só dos investigadores da Lava Jato, mas da imprensa e da sociedade, que nem o apartamento do Condomínio Solaris [em Guarujá] nem o Sítio Santa Bárbara, em Atibaia, pertencem ou pertenceram, direta ou veladamente, ao ex-presidente Lula. A persistência nessa tese, desmontada pelos documentos e pelos fatos, é um atestado da parcialidade que orienta a investigação.”
 

Do Portal Vermelho, Dayane Santos com informações de agências e Instituto Lula

BANCÁRIOS CONTRA O MOSQUITO: DOE SANGUE


No próximo dia 10 de março (quinta-feira), o Sindicato lançará para a categoria a campanha Bancário Doe Sangue. O objetivo é mobilizar o máximo de  bancários, bancárias e amigos a participar e colaborar com o Banco de Sangue da Santa Casa de Misericórdia. A campanha continuará por todo este mês.
  Segundo a Santa Casa em comunicado oficial, o Banco de Sangue já registrou uma queda de 30% no número de doações, fato relacionado à impossibilidade de doadores que contraíram dengue, zika ou chikungunya realizar doações de sangue por pelo menos 30 dias após o desaparecimento dos sintomas. Em Itabuna só existe essa unidade de coleta de sangue.
  “No dia 10 , o Sindicato espera contar com o máximo de bancários e bancárias voluntários na doação de sangue e durante todo mês de março estaremos mobilizando nossa categoria e amigos para que este grande ato de solidariedade humana tenha continuidade”, analisa Jorge Barbosa, presidente do Sindicato.
  O Banco de Sangue funciona no prédio anexo ao Hospital Calixto Midlej Filho, de segunda a sexta-feira, das 7 às 17h e sábado das 7h ao meio dia. Para mais informações, o telefone é (73) 3214-9126.