quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Um outro olhar mais positivo em relação a economia chinesa

De acordo com a reportagem publicada no dia 6/01 pelo site da revista norte-americana “Forbes”, os dados estatísticos da empresa de consultoria “Kantar Media” demonstram que 41% dos consumidores chineses entrevistados planejam gastar 32,2 mil dólares (cerca de 210 mil de yuans) ou mais dinheiro para a aquisição de novos carros.


  
Em termo de comparação, apenas 14% dos consumidores alemães, 10% dos consumidores britânicos e australianos, 5% dos consumidores espanhóis e 4% dos consumidores franceses tencionam gastar o mesmo volume de dinheiro para o mesmo efeito. Em certo sentido, esses dados também mostram a confiança do mercado e a psicologia dos consumidores.

A economia mundial está numa fase de reajustamento e transformação profunda. Se for dada somente atenção aos índices do PIB, do transporte ferroviário, produção de ferro, exportação, comércio com o exterior e investimento fixo, não é possível observar com precisão a situação geral do desenvolvimento econômico. Não podemos ignorar que a nova tendência de preferência dos consumidores já se tenha tornado um importante elemento para influenciar o padrão do crescimento econômico.

A observação da economia de um país tem que depender da análise e do julgamento das suas condições nacionais. Por exemplo, os norte-americanos valorizavam muito o “índice do champanhe”. Eles consideravam que era possível usar o volume de consumo de champanhe para estimar o rendimento anual médio das famílias do país, com uma taxa de precisão de até 90%.

No entanto, é óbvio que esse índice pode ser ignorado na China. Além disso, as grandes mudanças do panorama nacional, nomeadamente o reajustamento da estrutura econômica e a transformação e atualização da indústria, com certeza refletir-se-ão nos índices econômicos vigentes.

As características do crescimento econômico são indispensáveis para avaliar a tendência geral do desenvolvimento econômico. O professor Stephen Roach, da Universidade de Yale, afirmou que um dos destaques do 13º Plano Quinquenal da China é que a estrutura econômica é mais importante do que o objetivo de aumento do PIB.

Um artigo publicado pelo jornal britânico The Financial Times indicou que, comparado com os índices antigos da China, os novos índices, tais como as taxas de venda do comércio online, da bilheteria chinesa e do crescimento do volume de transporte ferroviário de passageiros e mercadorias, devem despertar mais atenção.

Segundo a reportagem da Bloomberg, a boa notícia sobre a economia chinesa é o contínuo aumento de dois dígitos do setor de serviços diretamente dependente da procura interna.

A China é a segunda maior economia do mundo e um parâmetro indispensável para avaliar a economia global. O novo paradigma da economia chinesa torna-se, por isso, num foco de atenção mundial.


Fonte: Diário do Povo via Vermelho

Dilma: Redação do Enem trouxe reflexão sobre violência contra mulher

Na terça-feira (12), em sua página no Twitter, a presidenta Dilma Rousseff afirmou que o tema da redação do Enem deste ano fez a sociedade refletir sobre a violência contra a mulher. Para a União Brasileira de Mulheres (UBM) as jovens estudantes buscam formas de denunciar e enfrentar o machismo.


Agência Brasil
  
Este ano o tema foi “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”. Apesar da atualidade do assunto, a direita conservadora não gostou do tema, afirmando se tratava de “doutrinação feminista”.

“Muitas redações preocuparam os avaliadores com depoimentos de pessoas que foram assediadas, estupradas ou testemunharam violência. Em muitos destes casos a violência está bem próxima. A redação foi momento de reflexão não só para os participantes, mas para toda a sociedade”, salientou a presidenta.

O Ministério da Educação (MEC) informou na segunda-feira (11) que mulheres aproveitaram a redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para denunciar casos de agressão. De acordo com o ministério, pelo menos 55 mulheres denunciaram atos de violência que elas mesmas sofreram ou que presenciaram.

O MEC informou que reforçará a divulgação de meios de atendimento e proteção à mulher. “Como se trata de uma redação, não sabemos se necessariamente é um depoimento, mas tudo indica que sim. Tudo indica que ela descreve uma situação que viveu”, afirmou o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, durante coletiva de imprensa.

No Twitter, Dilma acrescentou: “O aumento da conscientização sobre a violência contra a mulher ajuda a combater a violência. A sociedade brasileira precisa avançar e acabar de vez c/ a cultura da violência. Não aceite e não compactue! Denuncie! #Ligue180”.

Nas mensagens, a presidenta aproveitou para informar que a variedade de cursos oferecidos pelo Enem aos candidatos aumentou 380% e que o número de vagas ofertadas também cresceu em 376% nos últimos seis anos.

“O balanço do #Enem2015 apresenta os avanços da educação pública superior nos últimos anos e demonstra a prioridade que meu governo dá à área”, completou.

Enfrentando o machismo


Falando com exclusividade para o Portal Vermelho, a  Coordenadora de Juventude da União Brasileira de Mulheres (UBM), Maria das Neves, destacou a importância do tema da redação do Enem no contexto de lutas das mulheres. Segundo ela "o ano de 2015 foi marcado pela Primavera Feminista que eclodiu na ruas do Brasil contra o PL 5069 e ganhou força com o tema da redação do Enem fazendo mais de 7 milhões de jovens a refletirem sobre a violência contra as mulheres".

Maria ressalta que "temos uma geração de meninas que tão jovens passaram a identificar mais a violência que sofrem, estão desnaturalizando o machismo e buscando formas de enfrenta-lo". Para ela "as redações só afirmam o papel estratégico da educação para enfrentar o machismo e todas as formas de opressão".

A coordenadora da UBM destaca ainda que "é preciso ampliar a rede de proteção e enfrentamento à violência contra as mulheres. Essas meninas estão rompendo séculos e séculos de silenciamento, estão enfrentando o medo de denunciar. Precisamos continuar encorajando-as".

"Espero encontrar essas meninas nas Universidades, no Encontro de Mulheres da UNE, para montarmos coletivos feministas e seguirmos lutando pelo fim da violência contra as mulheres", concluiu a dirigente feminista.


Do Portal Vermelho, com agências

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

JUÍZES ANULAM DECRETOS DE MACRI CONTRA LEI DE MEIOS

:
Uma juíza federal de San Martín e um juiz federal de Buenos Aires ordenaram nesta segunda-feira 11 medidas cautelares interinas e deixaram sem efeito os decretos do presidente argentino, Mauricio Macri, mediante os quais se deram a intervenção na Afsca (Autoridade Federal de Serviços de Comunicação Audiovisual), a dissolução de sua direção e da própria agência e a modificação das cláusulas antimonopólio da Lei de Meios
Opera Mundi - Uma juíza federal de San Martín e um juiz federal de Buenos Aires ordenaram nesta segunda-feira 11 medidas cautelares interinas e deixaram sem efeito os decretos do presidente argentino, Mauricio Macri, mediante os quais se deram a intervenção na Afsca (Autoridade Federal de Serviços de Comunicação Audiovisual), a dissolução de sua direção e da própria agência e a modificação das cláusulas antimonopólio da Lei de Meios argentina.
Os dois juízes aceitaram os recursos apresentados por uma cooperativa de comunicação popular e por uma associação de defesa dos direitos do consumidor na Justiça argentina contra os decretos do presidente que miravam a modificação do marco legislatório que regula os meios de comunicação no país.
"De acordo com o disposto pelos juízes Iván Garbarino [de Buenos Aires] e Martina Forns [de San Martín], a Afsca volta a se integrar com o diretório plural presidido por Martín Sabatella, todos os demitidos pela intervenção voltam a seus postos de trabalho, ficam sem efeito todas as medidas tomadas pela intervenção ilegal, se dissolve o Enacom e se retira tudo o que foi disposto pelo interventor Miguel de Godoy", explicou o diretor nacional de Assuntos Jurídicos e Regulatórios da Afsca, Sergio Zurano.
Em 23 de dezembro, Macri publicou um decreto determinando intervenção estatal de 180 dias para retirar Martín Sabbatella, presidente da Afsca com mandato previsto até 2017, do comando da agência. Miguel de Gogoy, antigo colaborador de Macri e ex-secretário de Meios da Prefeitura de Buenos Aires, foi nomeado interventor no órgão. No dia 04 de janeiro, foi publicado o decreto de Macri que dissolveu a Afsca e a Aftic (Autoridade Federal de Tecnologias da Informação e das Comunicações) e as fundiu no recém-criado Ente Nacional de Comunicações (Enacom), sob o comando do Ministério das Comunicações, além de ter estabelecido mudanças na Lei de Meios argentina, aprovada pelo Congresso em 2009.
Em sua sentença, o juiz federal Iván Garbarino considerou que "não se vislumbram defeitos na lei 26.522 [Lei de Meios] que requerem uma necessária e urgente reparação que não admita a espera de alcançar o consenso e a maioria necessárias que nossa Constituição estabelece para a conversão em lei das modificações pretendidas pelo Poder Executivo nacional."
O juiz afirmou também que o estabelecimento da Lei de Serviços de Comunicação Audiovisual, comumente conhecida como Lei de Meios, "foi objeto de um largo debate legislativo e de um profundo estudo judicial", recordando a série de audiências publicas, debates legislativos e posteriores alterações judiciais que culminaram na sentença da Suprema Corte argentina que considerou a lei constitucional.
Para o juiz, "a modificação normativa pode contribuir à formação de monopólios e oligopólios" no mercado de comunicações argentino, além de ser suscetível a "alterar e/ou afetar os direitos à liberdade de expressão e de acesso à informação de diversos usuários e consumidores".
Já a juíza federal Martina Forns classificou os Decretos de Necessidade e Urgência (DNU) de Macri como medidas "de caráter arbitrário".
"Considero que resulta evidente e manifesto que com o ditado dos decretos questionados nas presentes, se avançou sobre as competências do Poder Legislativo e se violentou o artigo 165 da lei [de Meios]". Segundo a juíza, ao intervir na Afsca o governo de Macri desconsiderou "o procedimento legalmente estabelecido e os mais elementares princípios do processo devido aos diretores depostos", além de ter ignorado "a participação institucional do Congresso da Nação".
Fonte: Brasil 247

MACRI DECLARA GUERRA À LIBERDADE DE EXPRESSÃO

:
Presidente da Argentina, Mauricio Macri, demitiu o consagrado jornalista Victor Hugo Morales, da rádio Continental, declarando guerra à democracia e à liberdade de expressão: "Macri nada mais é que a máscara do verdadeiro poder na Argentina, que é o grupo Clarín", reagiu Morales em sua conta no Twitter; segundo ele, a democracia está em xeque à medida em que o poder das corporações avança contra a liberdade de expressão. "É isto o que necessita a direita: silenciar vozes"

247 - Após desmontar a Lei dos Meios na Argentina, o presidente Mauricio Macri demitiu o consagrado jornalista Victor Hugo Morales, da rádio Continental, declarando guerra à democracia e à liberdade de expressão.

"Macri nada mais é que a máscara do verdadeiro poder na Argentina, que é o grupo Clarín", disparou Morales em sua conta no Twitter. Segundo ele, a democracia está em xeque à medida em que o poder das corporações avança contra a liberdade de expressão. "É isto o que necessita a direita: silenciar vozes".

Ele também denunciou a perseguição aos comunicadores populares e comunitários no país. "A liberdade de expressão é exclusiva das grandes empresas, nunca dos jornalistas (...). Eu pude me safar dessa armadilha moral de estar alinhado às empresas. Não sei como consegui, mas hoje estou pagando o preço". Conforme escreveu em suas redes sociais, "querem disciplinar o jornalismo perseguindo a quem os incomoda".

Leia aqui no post do blog Barão de Itararé sobre o assunto.

Fonte: Brasil 247

Pedro Ribeiro: Herodes e o curumim degolado

Nesse dia 6 de janeiro, ao celebrar com a Folia de Reis a visita dos Magos ao menino que amedrontou Herodes, me veio o gosto amargo da derrota sofrida em Imbituba, há apenas uma semana: Herodes mandou degolar mais um menino. Com o requinte de crueldade de ser a criança atacada justamente onde nos sentimos em maior segurança – o colo materno.

Por Pedro Ribeiro de Oliveira*, no Dom Total


  
Se Vitor fosse branco e estivesse com a família em uma praça do Rio ou São Paulo, o crime hediondo estaria em todos os noticiários e provocaria repulsa maior do que as fotos de prisioneiros prestes a serem degolados por terroristas do Estado Islâmico. Mas Vitor é Kaingang e só foi morto porque índio não tem valor para a sociedade capitalista. Não se sabe até o momento de quem é a mão que passou o estilete mortal na garganta do menino. Sabemos, porém, quem são os mandantes do assassinato: grandes proprietários e proprietárias de terra que não respeitam o direito dos Povos Indígenas a terem seu próprio modo de produção e de consumo. Tal como o Herodes bíblico, eliminam até mesmo crianças que possam um dia ameaçar seu poder econômico.

Em outros tempos a Igreja católica não ficaria em silêncio diante de um crime como esse. A nota do CIMI seria acompanhada de uma nota dos bispos e repercutiria por dezenas de milhares de comunidades de base de todo o Brasil. Celebraríamos os Reis Magos, com certeza, mas não deixaríamos em silêncio o crime cometido por Herodes apenas uma semana antes. Pediríamos perdão por não termos evitado, com uma legislação e uma educação corretas, o preconceito contra os povos indígenas e nos comprometeríamos com os Santos Reis a tomar outro rumo nos caminhos da história. O sofrimento daquela pequena família Kaingang ao ver seu filho caçula esvaindo-se em sangue deveria dar um sentido mais realista à celebração da Epifania: aprender com os Santos Reis da bela tradição popular, a ver naquela criança degolada o anúncio da Libertação dos Povos Indígenas.

Que neste ano da Misericórdia, ao passar pela porta do jubileu e entrarmos numa igreja, sejamos chamados à conversão e saiamos pela mesma porta para assumir a defesa da vida das crianças Kaingang, Kayová, Mundurucu e de todos os outros povos que há 500 anos querem nos ensinar a viver em paz com eles.
 

*Pedro A. Ribeiro de Oliveira, sociólogo é professor na PUC-MG
Fonte: Vermelho

Diálogo com movimentos sociais é receita para retomar avanços

Depois de um ano de “regressão civilizatória” no Brasil, a presidenta Dilma começa seu segundo ano de mandato com oportunidades de dar um novo perfil de seu governo. Na avaliação do colunista político Paulo Vannuchi, na Rede Brasil Atual, a democracia e os avanços conquistados pelo país nos últimos anos foram duramente agredidos no período que se iniciou logo após a reeleição da presidenta.


  
Mas a força dos movimentos sociais nas ruas, combinada com a fragilização do principal nome da oposição ao governo, o presidente da Câmara Eduardo Cunha, foram determinantes para o enfraquecimento da tese do impeachment.

Confira a íntegra da análise:


Vannuchi


Fonte: Rede Brasil Atual via Vermelho

Bancada feminina no Senado em 2015 lutou por cotas e contra violência

A aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC 98/2015) que prevê cota mínima para as mulheres no Legislativo e a realização de diversas campanhas em prol da mulher nortearam o trabalho da bancada feminina no Senado em 2015.  


Pedro França/Agência Senado
Vanessa falou da importância da reforma política para a concretização da participação das mulheres no legislativoVanessa falou da importância da reforma política para a concretização da participação das mulheres no legislativo
Umas das campanhas com maior visibilidade foi a intitulada “16 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher”. Realizada do dia 25 de novembro, Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher, ao dia 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, a campanha debateu medidas de combate à violência e ampliou os espaços de discussão com a sociedade.
O seminário “Mulheres, violência e mídias sociais” foi um dos debates que integrou a campanha e reuniu representantes da sociedade civil para discutir formas de combate às agressões sofridas virtualmente. Também foi destaque o lançamento do blog mulheresnocongresso.com, pela Comissão Mista de Combate à Violência contra a Mulher. O blog é a ferramenta online de divulgação do trabalho do colegiado.
Para marcar o encerramento da campanha, a Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados, a Procuradoria da Mulher do Senado Federal, a Universal Studios Brasil, a Motion Picture Association — América Latina (MPA-AL) e o Banco Mundial organizaram a pré-estreia do filme As Sufragistas.
O filme retrata a luta das mulheres o início do século 20 pela garantia do direito de participarem da vida política de seus países. O movimento sufragista inglês promoveu uma ampla discussão na sociedade europeia sobre a igualdade de direitos frente ao Estado.
O objetivo foi sensibilizar a opinião pública e os congressistas acerca da importância da participação feminina na política.
Participação na política
A atuação da bancada feminina ultrapassou as fronteiras do Congresso Nacional em 2015. Em março, foi lançada em São Paulo a campanha Mais Mulheres na Política. O evento, organizado pela Procuradoria da Mulher no Senado, pela Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados e pelo gabinete da senadora Marta Suplicy (PMDB-SP), reuniu mais de 400 pessoas.
Em maio, a campanha chegou ao Amazonas, a Roraima e ao Rio Grande do Sul, com lançamentos que reuniram representantes de movimentos femininos, autoridades e parlamentares. Em junho, foi a vez do Piauí e de Mato Grosso. Em agosto, a campanha chegou a Sergipe e, em setembro, foram feitos lançamentos em Pernambuco e Goiás. No mês de outubro, a campanha alcançou o estado do Rio Grande do Norte e, em novembro, o estado do Paraná.
Segundo Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), procuradora da Mulher no Senado, a campanha é importante para que o combate à exclusão de gênero avance mais e para que cada estado e cada cidade tome consciência da importância da reforma política.
Em setembro, o Senado aprovou a proposta de emenda à Constituição que aumenta a participação das mulheres na política. A PEC 98/2015 está em análise agora na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados, onde ganhou o número de 134/2015. O texto aprovado no Senado em setembro assegura percentual mínimo de representação feminina nas três próximas legislaturas: 10% das cadeiras na primeira legislatura, 12% na segunda e 16% na terceira.
No caso de não haver mulheres eleitas em número suficiente para atingir esses percentuais, as vagas necessárias serão preenchidas pelas candidatas com a maior votação nominal individual entre os partidos que atingiram o quociente eleitoral. A medida abrange a Câmara dos Deputados, assembleias legislativas, Câmara Legislativa do Distrito Federal e câmaras municipais.
Outubro Rosa

O Senado também aderiu à campanha de conscientização do câncer de mama Outubro Rosa, como forma de chamar a atenção da população para a importância do diagnóstico precoce no sucesso do tratamento da doença. Até o final de outubro, o prédio do Congresso Nacional foi iluminado com a cor rosa, que serve como identidade visual da campanha. Os refletores foram iluminados na noite do dia 30 de setembro, quando senadoras e deputadas saudaram o início da campanha no Distrito Federal e em todo o Brasil.
A campanha Outubro Rosa conta com cartaz, folder e banners, e é organizada por grupo de trabalho formado por 25 entidades parceiras, que elaboraram calendário de atividades dirigidas à comunidade, especialmente às mulheres, com o alerta em favor da detecção precoce da doença que, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer, somente em 2015, atingiu cerca de 57 mil pessoas no Brasil.
No dia 6 de outubro, foi inaugurado, no Espaço Galeria do Senado, a exposição Sempre Mulher. A mostra, que fez parte do calendário de atividades da campanha Outubro Rosa contra o Câncer de Mama 2015, retratou 12 mulheres da entidade Recomeçar, que tiveram as mamas removidas, em cirurgias de mastectomização.
Ainda no mês de outubro, o Senado debateu as estratégias eficazes de prevenção e controle do câncer de mama e do câncer de colo do útero, em audiência pública na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). O encontro, promovido por iniciativa das senadoras Ângela Portela (PT-RR) e Ana Amélia (PP-RS), reforçou a campanha Outubro Rosa.
Debates
O Projeto Quintas Femininas, da Procuradoria Especial da Mulher do Senado, intensificou os debates sobre as questões femininas em 2015 com foco na reforma política. Em formato de audiências públicas, os encontros se dão uma vez por mês e reúnem especialistas no tema em destaque, autoridades e representantes de entidades.
Desde março já foram realizados debates sobre a participação da mulher no esporte; formas de humanização do atendimento às gestantes; e compartilhamento das tarefas domésticas e dos cuidados com os filhos entre homens e mulheres.
Homenagem à mulher
Várias atividades foram promovidas para marcar o Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março. Entre elas, a instalação da Comissão Mista de Combate à Violência contra a Mulher. Além de apresentar propostas para a consolidação da Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, a comissão deve apontar as falhas nas ações e serviços da seguridade social e na prestação de segurança pública e jurídica às vítimas de violência.
Também foi realizada sessão solene para comemorar a data e agraciar as vencedoras da 14ª edição do Diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz, criado pelo Senado em 2001. Já foram premiadas 70 mulheres, entre elas a ex-senadora Emilia Fernandes, a feminista Rose Marie Muraro e a presidente Dilma Rousseff.
Na edição deste ano, foram premiadas: Carmen Lúcia Antunes Rocha, Clara Araújo, Mary Garcia Castro, Ivanilda Pinheiro Salucci, Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha e Creuza Maria Oliveira.
Ainda dentro da programação comemorativa do Mês da Mulher, o Senado inaugurou a Sala de Apoio à Amamentação, para atender as servidoras efetivas e comissionadas, terceirizadas, estagiárias, jovens aprendizes e esposas ou companheiras de servidores do Senado. A obra atende à execução do Plano de Ação 2013–2015 do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça do Senado Federal.
O assédio moral e sexual, que costuma vitimar mais as mulheres, foi tema de mesa redonda sobre assédio no ambiente de trabalho. No encontro, aberto ao público, foram expostas questões referentes à igualdade de gênero no ambiente corporativo.
As homenagens à mulher incluíram duas exposições: 1 em 3 — violência/empoderamento/saúde e Memórias Femininas na Construção de Brasília. A bancada feminina também recebeu as embaixadoras em missão no Brasil.
Fonte: Senado