"...o homem vive da natureza, isto é, a natureza é seu corpo, e tem que manter com ela um diálogo ininterrupto se não quiser morrer. Dizer que a vida física e mental do homem está ligada à natureza significa simplesmente que a natureza está ligada a si mesma, porque o homem dela é parte” (Karl Marx)
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
#NiUnaMenos: As mulheres se levantaram contra o machismo
É inegável que 2015 foi o ano das mulheres. Elas se levantaram contra o machismo, a opressão, a violência. A sociedade patriarcal foi sacudida pelo grito feminista e os relatos de abuso moral e sexual vieram à tona, com nomes revelados ou não.
Por Mariana Serafini
Divulgação
Manifestações contra o PL de Eduardo Cunha tomaram as ruas das principais cidades do país
O grito que ficou preso por anos não é exagero, muito menos histeria feminista. Dados do Ipea mostram que anualmente 527 mil pessoas são vítimas de tentativas ou casos consumados de estupro no Brasil, destes, apenas 10% são levados à polícia. Só na última década 43,7 mil mulheres foram assassinadas no país.Já na Argentina, desde 2009, quando a Lei de Proteção Integral às Mulheres foi implementada, foram registrados 1600 assassinatos de mulheres. Em 2014, 277 mulheres argentinas foram assassinadas, isso representa um feminicídio a cada 31 horas.
No Chile o aborto é proibido em absolutamente todas as circunstâncias e até mesmo uma mulher que sofre um aborto espontâneo pode ser presa. A legislação que não diz respeito à realidade do país foi implementada durante os anos 1980 pelo ditador Augusto Pinochet e até hoje não foi modicada. A luta das mulheres chilenas é por direitos básicos.
As redes sociais foram utilizadas como um canal de comunicação onde a solidariedade feminina reinou. Campanhas como #PrimeiroAbuso e #MeuAmigoSecreto serviram para dar voz às milhares de mulheres que sofreram caladas abusos morais e sexuais e se sentiram seguras para contar suas histórias quando perceberam que não estavam sozinhas.
Depois destas campanhas, a Central de Atendimento à Mulher, que atende pelo número 180, teve um aumento de 40% das denúncias. As mulheres se sentiram livres, e talvez um pouco mais fortes, para falar sobre violência.
Manifestação contra o feminicídio em Buenos Aires, Argentina
O empoderamento das mulheres saiu das rodas de debates das universidades e tomou as ruas do centro e da periferia. O “mito” criado em torno do feminismo foi destruído a duros golpes e o assunto se tornou pauta no ambiente de trabalho, nas escolas, no ônibus, nas praças... Em 2015 foi só o começo, a luta contra o machismo é longa, mas sem dúvida as mulheres estão mais fortes.
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Do Portal Vermelho
Fiscalização resgatou 936 pessoas de trabalho escravo em 2015
As operações de combate ao trabalho escravo no Brasil resgataram 936 pessoas de condições análogas à escravidão, no período de janeiro a 17 de dezembro de 2015. O principal perfil das vítimas é o de jovens do sexo masculino, com baixa escolaridade e que tenham migrado internamente no país.
Foram ainda emitidas, em 2015, 634 Guias de Seguro-Desemprego do Trabalhador Resgatado (GSDTR), benefício que consiste no pagamento de três parcelas, no valor de um salário mínimo cada uma, para que as pessoas resgatadas de condições análogas à escravidão possam recomeçar suas vidas profissionais. Houve também a emissão de 160 Carteiras de Trabalho e Previdência Social (CTPS) para as vítimas.
A Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo (Detrae) do Ministério do Trabalho realizou uma análise sobre o perfil das vítimas resgatadas, com dados parciais coletados até o início de dezembro, a partir da emissão do Seguro-desemprego. O estudo mostra que 74% das vítimas não vivem no município em que nasceram e que 40% trabalham fora do estado de origem.
Em 2015, a maioria das vítimas é do estado da Bahia, com 140 resgates, o que corresponde a 20,41% do total resgatado. Do Maranhão, foram localizadas 131 vítimas, ou 19,10%, e de Minas Gerais, 77 resgates, respondendo por 11,22% do total de resgates.
A análise aponta também que, entre os trabalhadores resgatados que estão recebendo Seguro Desemprego, 621 são homens e a maioria tem entre 15 e 39 anos (489 vítimas). A maior parte das vítimas que ganham até 1,5 salário mínimo (304), e a maior parte dos trabalhadores resgatados, 376 do total, são analfabetos ou concluíram, no máximo, até o 5º ano do Ensino Fundamental.
Crianças e estrangeiros
De acordo com o chefe da Detrae, André Esposito Roston, entre os trabalhadores alcançados em 2015 pelo Grupo Móvel e pelos auditores das SRTEs, 12 trabalhadores encontrados tinham idade inferior aos 16 anos, enquanto 24 tinham idade entre 16 e 18 anos.
“Este dado é preocupante, pois evidencia que trabalhadores com idade inferior aos 18 anos, eram mantidos em atividades onde, em regra, eles não poderiam trabalhar, seja pela intensidade, natureza ou mesmo por integrar a lista das piores formas de trabalho infantil”, afirma.
André Roston alerta também para os riscos a que estão expostos os trabalhadores migrantes e a relação com tráfico de seres humanos. “Do total de trabalhadores alcançados, 58 eram estrangeiros, o que reforça a já constatada transversalidade entre trabalho escravo e o aliciamento de pessoas, que alcança não só a questão da migração internacional, mas também entre regiões do Brasil”, afirma.
Outro dado que chama atenção é a quantidade de trabalhadores resgatados em áreas urbanas. Nas cinco ações fiscais que encontraram a maior quantidade de trabalhadores em condições análogas às de escravo, três foram de caráter urbano.
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Fonte: Agência Brasil via Vermelho
Dilma inclui Leonel Brizola no Livro dos Heróis da Pátria
O nome de Leonel Brizola foi incluído pela presidenta Dilma Rousseff no Livro dos Heróis da Pátria. A sanção da lei, que foi aprovada pelo Senado, foi publicada no Diário Oficial da União ontem, terça-feira (29). O livro dos Heróis da Pátria homenageia os brasileiros que se destacaram na defesa e na construção da história do Brasil. A publicação fica exposta no Panteão da Pátria, em Brasília.
Foto: Agência RBS
Dilma com Brizola em um almoço com integrantes do PDT, em 1998, em Porto Alegre-RS.
O nome de Brizola constará, no livro, juntamente com nomes como Tiradentes, Zumbi dos Palmares, Dom Pedro I, Duque de Caxias, Alberto Santos Dumont, Chico Mendes, Getúlio Vargas, Heitor Villa Lobos e Anita Garibaldi, entre outros.Brizola nasceu em 1922, no Rio Grande do Sul, e faleceu em 2004. Ele é uma das referências políticas de Dilma. Antes de se filiar ao PT em 2001, a presidenta fez parte do PDT, partido que foi fundado pelo político gaúcho.
O político gaúcho teve uma importante atuação na luta contra a ditadura e no período de redemocratização do Brasil. Em 1989, ficou em terceiro lugar na disputa para a Presidência da República, naquela que foi a primeira eleição direta depois do golpe militar de 1964.
Homenagem
Para que a personalidade seja homenageada, é preciso ter passado dez anos de sua morte. “A distinção será prestada mediante a edição de lei, decorridos 10 (dez) anos da morte ou da presunção de morte do homenageado”, explicou a presidenta Dilma, na lei sancionada nesta terça.
História
Brizola participou efetivamente na luta contra a ditadura militar no Brasil. Após o golpe de 1964, ele viveu no exílio no Uruguai, nos Estados Unidos e em Portugal. Depois disso, ele voltou ao Brasil, com a Lei da Anistia.
O fundador do PDT governou o Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro. Além disso, ele foi prefeito de Porto Alegre, deputado estadual, deputado federal, candidato à Presidência da República por duas vezes e candidato à vice na chapa com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 1988.
Vermelho - Com agências
Direita venezuelana ameaça com golpe parlamentar
O deputado e dirigente da oposição venezuelana Henry Ramos Allup afirmou que os partidos da Mesa da Unidade Democrática (frente opositora ao governo de Nicolás Maduro) estão comprometidos em promover uma mudança de governo nos próximos seis meses. A afirmação foi feita em sua coluna no jornal El Nuevo País, no último domingo (27).
VTV
Dirigente da oposição venezuelana, Henry afirma que há um plano para mudar o governo em no máximo seis meses
Em seu artigo, Henry fala sobre o “compromisso de procurar no período dos próximos seis meses uma solução constitucional, democrática, pacífica e eleitoral para uma mudança de governo”.Depois da vitória da oposição nas eleições parlamentares do último dia 6 de dezembro, representantes dos partidos de direita anunciaram a intenção de aprovar medidas neoliberais que atentam contra as conquistas sociais obtidas ao longo da revolução bolivariana.
Segundo Henry, entre as principais propostas da MUD estão privatização de programas sociais e serviços públicos e mudanças na política econômica.
Fonte: Vermelho
Jandira Feghali, a brasileira do ano
“Jandira bate firme e no ritmo!”, tanto na política como em uma bateria. Sim, a nobre deputada federal e Líder do PCdoB na Câmara dos Deputados toca bateria. Começou os ensaios ainda adolescente na banda Los Panchos, na Tijuca.
O jornalista Paulo Henrique Amorim em seu site Conversa Afiada classificou a deputada comunista como a brasileira do ano ao lado do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski. “Por seu destemor diante da barbárie Golpista. Firme, enérgica sem perder a ternura!”, pontou sobre Jandira, logo após admitir que irá voltar o seu título de eleitor para o Rio de Janeiro para votar nela. “Para o que der e vier!”, afirmou PHA.
O vídeo de Jandira tocando ocorreu no dia 28 de setembro deste ano e foi uma sugestão do internauta Luciano que encaminhou a seguinte mensagem: "Meus sinceros votos de um Feliz 2016 à nobre e querida Deputada Jandira Feghali, de quem era admirador... e após este vídeo "me tornei fã"! Dá-lhe Deputada....Feliz Ano Novo!!!”
Lewandowski, o brasileiro do ano
Sobre o título de brasileiro do ano para o presidente do STF, Paulo Henrique Amorim atribuiu ao fato do ministro Lewandowski ter sido o único juiz que tratou o ministro Gilmar Mendes como merece. “Lembrou que o presidente do STF é ele”. E também expôs o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. "Na frente de todos, Lewandowski mostrou ao desqualificado do Cunha que qualquer outra interpretação ao que o STF, pela sabia revisão do Ministro Barroso, decidiu dá em cadeia, por obstrução da Justiça".
PHA justificou ainda sua qualificação a Lewandowski como brasileiro do ano: “o sistema carcerário brasileiro não corre o risco de, num recesso de trevas, se desmoralizar”.
Do Portal Vermelho, Eliz Brandão
Dilma garante reajuste do salário mínimo superior à inflação
A partir de sexta-feira, 1º de janeiro de 2016, o salário mínimo no Brasil passará dos atuais R$ 788 para R$ 880,00. O decreto será publicado na edição desta quarta-feira (30) do Diário Oficial da União. A presidenta Dilma Rousseff manteve a política de reajustes reais do salário mínimo e fixou em 11,1% o aumento do piso salarial no País, superior à inflação do período, de 10,54%.
Agência Senado
O valor também é superior às previsões iniciais do Palácio do Planalto, que trabalhou com uma estimativa inicial de R$ 865,50 quando enviou a proposta de Orçamento de 2016 ao Congresso Nacional, em agosto passado. Quando o Congresso aprovou, no último dia 17, a previsão era de R$ 870,99.Mais de 40 milhões de trabalhadores recebem o piso nacional, por isso o salário mínimo tem forte impacto na economia.
A fórmula de valorização do mínimo está em vigor desde 2008. A correção é definida pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), indicador de inflação calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), somada ao aumento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos atrás.
De Brasília- Vermelho - com agências
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