quarta-feira, 25 de março de 2015
PCdoB 93 anos: Mais de nove décadas de luta e defesa do Brasil
Como parte das comemorações pelos 93 anos, a TV Vermelho reapresenta vídeo-exposição da história política e de luta do Partido Comunista do Brasil (PCdoB).
Renato Rabelo: PCdoB é uma força pujante e ativa no cenário político
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Ilustração: Andocides Bezerra
"Essa data, para nós comunistas, têm uma sentido grandioso, significa a reafirmação de uma luta iniciada em 1922, de uma luta pela transformação social". |
"O PCdoB é uma força conhecida e prestigiada, com um pujante ativo político e moral, forte presença junto aos trabalhadores, influência predominante na juventude, realce no Parlamento, em Executivos locais. Nestes 12 anos, deixou sua marca nos governos do ex-presidente Lula e da presidenta Dilma Rousseff", lembrou Renato Rabelo, em entrevista àRádio Vermelho, ao falar dos 93 anos do Partido Comunista do Brasil, comemorado neste 25 de março.
Joanne Mota, da Rádio Vermelho
Na oportunidade, o líder comunista também convocou a militância para os atos comemorativos do aniversário do PCdoB, que é comemorado no dia 25 de março.
"Essa data, para nós comunistas, têm uma sentido grandioso, significa a reafirmação de uma luta iniciada em 1922, de uma luta pela transformação social. Essa data reafirma a missão histórica do PCdoB com o Brasil”, finalizou.
O presidente do PCdoB reafirma que "o Partido tem sido uma força protagonista do ciclo político iniciado em 2002, que abriu caminhos e sinalizou o tamanho dos nossos desafios", afirmou. Ele lembra que o "os festejos do 25 de março têm a força de renovar seu apelo de luta aos trabalhadores e trabalhadoras para frear a investida do consórcio oposicionista e garantir que o país siga no avanço das mudanças e alcançando o patamar de uma sociedade ainda mais avançada".
O líder comunista acentua que "o Partido Comunista do Brasil sempre defendeu a paz e a solidariedade entre os povos e refutou a guerra e a espoliação imperialista. Tem no seu caráter, na sua existência, a luta pela liberdade política, de expressão, de organização, e pela igualdade de gênero, raça e religião. Por isso mesmo, o PCdoB foi e tem sido alvo da sanha reacionária dos setores conservadores do nosso país."
"É hora de agregar amplas forças políticas e sociais, para o Brasil avançar na realização das reformas democráticas e estruturais, especialmente na reforma política ampla e democrático e com o fim do financiamento empresarial de campanha".
Ele ainda salientou que ao mesmo tempo em que o Partido reforça suas tricheiras e amplia seus quadros ele não perde de vista a luta política e institucional. "O PCdoB lastreia sua atuação nas frentes de massa, de ideias e institucional. Nossa peleja é para que o Brasil retome seu desenvolvimento, reforce sua democracia e progresso social, amplie a integração com seus vizinhos no continente, barrando assim o retorno das forças reacionárias e conservadoras não só no país, mas também, em toda na América Latina".
E completou: "O Partido Comunista do Brasil é uma força política brasileira, engajada na realização de objetivos como o de transformar o Brasil em uma nação próspera, desenvolvida, livre, amante da paz entre os povos, em marcha para uma transição socialista. É cioso do seu passado de lutas, que contribuiu, muitas vezes com sacrifícios inauditos, para o Brasil chegar aonde chegou".
Ouça a mensagem na Rádio Vermelho
Parlamentares e trabalhadores se unem em defesa da Petrobras
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Agência Câmara
Com faixas, palavras de ordem e discursos, o evento reafirmou o propósito de lutar contra as tentativas de privatização da Petrobras |
Entre discursos e gritos de palavras de ordem de um grande público formado por parlamentares e petroleiros, foi instalada ontem, terça-feira (24), a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Petrobras na Câmara dos Deputados. Proposta pelo deputado Davidson Magalhães (PCdoB-BA) e pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), a Frente Parlamentar recebeu o apoio de cerca de 200 deputados e 40 senadores e dos funcionários da empresa.
Aos gritos de “Da Petrobras/ não abro mão/ petróleo cem por cento/prá nação”, o público saudava os discursos de apoio a Petrobras. Uma grande faixa, com os dizeres “Somos 200 milhões de petroleiros por um Petrobras 100% pública” foi estendida dando início ao ato de instalação.
O deputado Davidson, que vai presidir a Frente Parlamentar, foi quem abriu o evento, destacando que no debate sobre os casos de corrupção na Petrobras, várias frentes nacionalistas se manifestaram sobre a importância da Petrobras para a economia nacional e que a indústria de energia e de petróleo e gás é estratégica para o nosso país.
Segundo ele, com a Operação Lava Jato, “ações paralelas deram força às vozes já conhecidas que pregam o desmembramento das atividades produtivas da empresa, que deveria se limitar a produção e exploração de petróleo. Isso é um retrocesso para a condição de país exportador de produtos semifaturados”, avalia o parlamentar, para quem “todas as petroleiras do mundo desenvolvem atividades do poço ao posto.”
Tentativas de privatização
Ele disse que o projeto de lei é a comprovação da denúncia do Wikileaks de que José Serra quando foi candidato à Presidente do Brasil se comprometeu com a multinacional Chevron de quebrar o processo de partilha, que garante a propriedade do subsolo brasileiro. Segundo o deputado, essa é uma ação de lesa pátria, a tentativa de internacionalização do petróleo brasileiro e que a Frente Parlamentar vai lutar contra esse processo.
“A Frente Parlamentar vai desenvolver um conjunto de ações políticas, junto com os movimentos sociais, para repercutir nessa Casa a defesa dos interesses nacionais”, afirmou o deputado, destacando que pesquisa recente do datafolha mostra que 61% dos brasileiros são contra a privatização da Petrobras e, entre os eleitores dos tucanos, 51% são contra a privatização.
“Com relação a CPI da Petrobras e Operação Lava Jato, essa comissão leva em consideração que se existe caso de corrupção na Petrobras deve ser punido, mas que não deve ser confundido com o corpo de funcionários”, declarou, arrancando aplausos do público e novamente gritos de palavras de ordem: “Rolou Congresso/ não volto atrás/ Eu vou prá rua/ defender a Petrobras.”
Mídia golpista
O presidente da Frente Única dos Petroleiros (FUP), José Maria Rangel, manifestou a crença de que “a gente pode travar um debate honesto em prol da Petrobras e do povo brasileiro. Nos momentos de crise nos são dados grandes oportunidades. Essa é a oportunidade de observar se os poderes constituídos são capazes de exercitar seu papel sem ouvir a mídia golpista”, afirmou.
O líder sindical lembrou a aprovação do projeto que destina os recursos do pré-sal para saúde e educação, para enfatizar que qualquer iniciativa para alterar o processo de exploração do petróleo no Brasil vai repercutir negativamente nos recursos destinados a esses dois importantes setores.
Os discursos em defesa da Petrobras se sucederam. A deputada Luciana Santos (PCdoB-PE), que participou do evento junto com a bancada do PCdoB na Câmara, foi mais uma voz que se levantou para destacar a importância da empresa para o desenvolvimento do país. “Não é só o nosso passado, é nosso presente, é o nosso futuro que está em cheque”, disse, lembrando também as ameaças que vem da grande mídia para enfraquecer a empresa e favorecer as empresas estrangeiras.
Mais uma batalha
O ex-presidente da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e ex-deputado federal pelo PCdoB da Bahia, Haroldo Lima, participou do evento, como vem fazendo ao longo de toda a sua vida pública e da Petrobras.
Ele, que participou do movimento pela criação da empresa, lembrou que “a vida da Petrobras foi uma vida de luta em defesa de sua sobrevivência, que começou na década de 50, e nessas batalhas sempre houve convergência entre a frente popular e a frente parlamentar. Quando houve essa convergência, nós tivemos vitórias importantes. Foi assim em diversas oportunidades. E agora, mais uma vez, a Petrobras está na alça de mira da reação brasileira, das multinacionais e da mídia mancomunada com os interesses estrangeiros”, avalia.
E, como das outras vezes, ele acredita que a receita é a mesma: “revitalizar o movimento de massas, como as manifestações do último dia 13, e, junto com a frente parlamentar, nós vamos vencer a batalha de hoje e vamos salvar a Petrobras”.
A senadora Vanessa Grazziotin não pode comparecer ao evento, mas se manifestou sobre a criação da Frente Parlamentar, destacando como principal objetivo “fortalecer a maior empresa brasileira, estratégica para o país e reforçar as ações que buscam preservar seu patrimônio de ataques especulativos e também de desvios de seus funcionários.”
"Não se admite que o futuro de nosso país e de nossa educação possa ser ameaçado pelas ações de alguns. Todo corrupto deve ser punido, independente de posição ou preferência política" destaca a senadora.
Do Portal Vermelho
De Brasília, Márcia Xavier
Diocese de Itabuna celebra aniversário natalício do bispo Dom Ceslau Stanula
Na próxima
sexta-feira, 27, a Diocese de Itabuna festejará o aniversário natalício de 75
anos do bispo Dom Ceslau Stanula, com uma Solene Celebração Eucarística, a
partir das 18 horas, na Catedral de São José. A data têm um significativo muito
marcante para a comunidade católica local, já que ao completar o 75º
aniversário o bispo, segundo o que prevê o Código de Direito Canônico, deve
apresentar carta ao Papa renunciando a titularidade do governo diocesano.
Dom Ceslau é o 4º bispo de Itabuna e
está há quase 18 anos à frente da Igreja local. Em agosto do ano passado, o
prelado festejou 50 anos de sacerdócio e 25 anos de ordenação episcopal, quando
a comunidade católica protagonizou uma das mais memoráveis celebrações já vista
na Catedral de São José, com a presença de 14 bispos e dezenas de padres vindos
de diversas partes do país. Para a Missa da próxima sexta-feira, além do clero
diocesano, estão sendo mobilizados agentes de pastorais e leigos.
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Diocese de
Itabuna
Pastoral da
Comunicação (Pascom)
Texto:
Erivaldo Bomfim
terça-feira, 24 de março de 2015
Água é um direito humano, não uma mercadoria
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www.interativamix.com
Não é só um protesto diante de torneiras secas. É um grito contra o lucro a qualquer preço em detrimento da prestação do serviço público. |
No domingo (22), comemoramos o Dia Internacional da Água. Comemoramos? Bem, essa não parece ser a motivação de quem foi para a Avenida Paulista protestar contra a falta d´água. Faz algum sentido ter milhares torneiras secas no estado mais rico do país que é responsável por 16% de água doce disponível no mundo?
Por Nilto Tatto*
Na capital paulista 73% dos comerciantes já foram prejudicados diretamente pela falta d ‘ água.
Um prejuízo enorme que já atinge as escolas, creches e hospitais. Empresas começam a reduzir a produção. A escassez abala a economia e espanta o investimento produtivo e sustentável.
Um desastre de gestão cujas consequências extrapolam as fronteiras geográficas do estado de São Paulo.
Mas o prejuízo não é para todos. Os acionistas da Sabesp, por exemplo, receberam R$ 4,3 bilhões de dividendos entre 2003 e 2013 e riem à toa na Bolsa de Valores.
Embora o estatuto social da empresa determine que os acionistas possam receber 25% do lucro líquido anual, a Sabesp entregou, em 2003, 60,5% do total aos cofres dos sócios.
É isso que acontece quando os planos de recursos hídricos não passam de fachada protocolar e os comitês e conselhos de bacia hidrográfica são esvaziados de participação da sociedade.
Afinal, esses planos, que são de longo prazo, existem exatamente para diagnosticar a situação atual dos recursos hídricos nacionais, analisar as alternativas de crescimento demográfico e de evolução das atividades produtivas bem como estabelecer um balanço entre disponibilidade e demandas futuras dos recursos em quantidade e qualidade.
Negligenciar esses planos não é crise hídrica. É descumprimento da lei e merece ser alvo de investigação e de protestos.
O bem público deve ser usado para o bem de todos. E a lei 9433/97 determina que a água deva ser considerada um bem de domínio público e inalienável. Além disso, os gestores dos recursos hídricos devem proporcionar o uso múltiplo das águas.
Começa a fazer sentido? Não chega a ser perverso que justamente a população da periferia sofra os maiores impactos?
Não é só um protesto diante de torneiras secas. É um grito contra a busca do lucro a qualquer preço em detrimento da priorização da prestação de um serviço público de qualidade.
É claro, o descaso com a preservação ambiental, a ocupação das várzeas, a falta de tratamento de esgoto e a intensa impermeabilização do solo somada às mudanças climáticas são fatores relevantes nesse processo. Negligenciá-los em nome do mercado é o verdadeiro problema. A água é um direito humano.
Ao que parece, em busca do lucro fácil tem gente indo com muita sede ao pote. Para analisar essa situação e contribuir na busca de soluções, apresentei na Comissão de Meio Ambiente da Câmara Federal, da qual faço parte, requerimento para que seja criada uma Subcomissão Especial de Recursos Hídricos.
O objetivo dessa subcomissão é fazer um levantamento da situação e propor adequações no edifício jurídico que regulamenta a gestão dos recursos hídricos.
É importante dialogar com a sociedade e é ela quem pode apontar o melhor caminho para que nenhum cidadão seja privado do direito a água e ao saneamento conforme recomenda a resolução aprovada pela Organização das Nações Unidas (ONU).
*É deputado federal pelo PT de São Paulo e membro titular da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara
Fonte: Vermelho
Dados sobre o dia 15 revelam quem está mobilizado contra o governo
A crise econômica alimenta a crise política que é potencializada pelos ataques diários e em bloco da mídia hegemônica, contaminando parcelas consideráveis da população. Acaba de ser divulgada uma nova pesquisa (CNT/CMA) onde o índice de aprovação da presidenta Dilma aparece com 10,8%. Muito baixo, mas ainda acima do pior momento de FHC, que chegou a registrar apenas 8% de aprovação em setembro de 1999.
As pesquisas de opinião refletem o momento político de ofensiva da direita. É preciso levá-las em consideração mas não são imutáveis e nem devem ser encaradas como imunes à interferências de quem está promovendo a ofensiva. É só recordar que durante as passeatas de junho de 2013 o índice de aprovação da presidenta também despencou, tendo se recuperado e terminado o mandato com aprovação pessoal elevada e sendo reeleita. Reconhecer a existência e a profundidade da crise não significa, no entanto, capitular diante das manobras midiáticas, que tentam instrumentalizar a insatisfação a favor dos seus objetivos políticos. Por exemplo, quem está mobilizado contra o governo e quer o seu impeachment? Se formos nos render à versão da mídia hegemônica aceitaremos que a passeata do dia 15 de março seja vista como a expressão pronta e acabada da “vontade do povo”. Nada mais falso. Cruzando os dados da pesquisa Datafolha feita na manifestação do dia 15 com os dados gerais da população brasileira podemos nos aproximar de uma visão real dos interesses expressos na manifestação que mostram quem de fato esta mobilizado contra o governo.
Dia 15: uma passeata branca, de classe média e masculina
Segundo o Datafolha, 41% dos manifestantes do dia 15 ganham mais do que 10 salários mínimos e 19% ganham mais do que 20 salários mínimos. Na população em geral estes índices são de 5% e 1% respectivamente (a). Na manifestação do dia 15, pardos e pretos eram 25% e brancos, 69%. Pardos e pretos são 50,7% da população e brancos, 48% (b). 37% dos manifestantes têm o PSDB como partido preferido, entre a população este índice cai para 5% (c). 58% dos manifestantes tinham 36 anos ou mais, índice que é de 40,8% entre a população como um todo (b). Jovens de até 25 anos representaram 14% da passeata. Na população são 42,1%, sendo que 17,9% têm de 15 a 24 anos (b). Os homens formaram 63% da passeata. Na população são 49% (b). Se os destinos da nação dependessem da vontade dos manifestantes do dia 15, Aécio seria o presidente da república com nada menos do que 82% dos votos. Como felizmente pobre, pardo, preto, mulheres e jovens votam, ele conseguiu 48,36% nas eleições de verdade e perdeu. A crise é real, mas quem está mobilizado para instrumentalizá-la politicamente não é o povo em geral, e sim uma parcela que historicamente sempre foi mais próxima ao conservadorismo e à reação. Muita água, portanto, ainda vai rolar neste rio.
a – Pesquisa nacional Datafolha sobre a renda dos brasileiros, feita em 2013.
b – Censo 2010 do IBGE.
c – Pesquisa nacional IBOPE sobre preferência partidária, em 2013.
Direita x Esquerda
A luta de classes é um fato, o problema está em quem escolhe um lado das classes em luta e não quer assumir sua posição. Gente deste tipo durante muito tempo espalhou, e continua espalhando com a ajuda da mídia hegemônica, a tese “moderna” do fim dos conceitos de “esquerda” e “direita”. Bobagem que a vida desmente a cada segundo. A Fundação Perseu Abramo fez também sua pesquisa nas passeatas do dia 13 e do dia 15. No dia 13, dos manifestantes entrevistados, 71% se declaram de esquerda. No dia 15 este índice cai para 10% e quem tem a preferência é a direita, com 42%, com 36% se declarando de centro. E a luta continua.
Financial Times, a Cassandra mentirosa
A Cassandra da mitologia grega profetizava coisas que de fato aconteceriam. Mas como Apolo a amaldiçoou, todos pensavam que ela era louca e ninguém acreditava em suas catastróficas previsões. Com o Financial Times é diferente. Muitos acreditam, mas o jornal raramente acerta alguma coisa e só se move pelos interesses da banca internacional, do qual é porta voz oficioso. Na edição online do jornal O Estado de S. Paulo, foi publicado um artigo do jornal inglês intitulado: “Crise no Brasil é culpa do próprio país e vai piorar”. Não é um título jornalístico, é um vaticínio, ou uma torcida. O jornal diz que o Brasil deveria seguir o exemplo de países com os mercados “voltados para o Pacífico”, e cita Colômbia, Peru e Chile, todos com taxas de desemprego maiores do que a do Brasil (5,3%). Colômbia tem 10,8%, Peru 6,4% e Chile, 6,2%. Mais importante: em 2014 o Brasil saiu do “Mapa da Fome” da ONU, com a entidade reconhecendo que o país foi um dos primeiros do mundo a atingir o principal objetivo de desenvolvimento do milênio e as metas da cúpula da alimentação, tendo diminuído o número de famintos de 14,8% para 1,7% da população. Colômbia e Peru permanecem no Mapa da Fome, mas desde que “voltados para o pacífico” e para os interesses dos imperialistas europeus e americanos, para o Financial Times está tudo certo.
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PCdoB comemora 93 anos propondo criação de frente ampla
O 93º aniversário do Partido Comunista do Brasil foi comemorado, em ato político nacional, realizado na manhã de segunda-feira (23), na Assembleia Legislativa do Maranhão, através de uma sessão solene.
Em mensagens uníssonas, lideranças discorreram sobre a biografia dos “guerreiros” brasileiros que fizeram parte da história do PCdoB ao longo destes 93 anos e da bravura e honra dos que lutaram pela legalidade do partido.No plenário repleto de militantes, dirigentes e lideranças partidárias, Othelino Neto, vice-presidente da Assembleia e deputado comunista, foi encarregado de dirigir a mesa, que também contou com as presenças de, Renato Rabelo, presidente nacional do Partido, governador do Maranhão, Flávio Dino e Jandira Feghali, líder do PCdoB na Câmara dos Deputados.
O deputado Othelino Neto disse que tomou a iniciativa de propor a realização da sessão solene, em São Luís, pelo fato histórico de o primeiro governador do PCdoB ter sido eleito no Maranhão. “O PCdoB é um partido de lutas históricas, sempre ligadas às boas causas do Brasil e do mundo, daí a importância de se celebrar esta data no Maranhão, em homenagem à democracia e à liberdade em nosso país”, declarou.
Além dos 93 anos de existência do PCdoB, que transcorre em 25 de março, o ato nacional reforçou ainda o simbolismo pelos 30 anos de legalidade ininterrupta, desde a redemocratização do país em 1985. Como bem lembrou o presidente do PCdoB, Renato Rabelo, no discurso desta manhã, “o PCdoB esteve sempre em posição central de acirradas lutas políticas em defesa da soberania nacional, da democracia e da justiça social”. E nestes 30 anos de legalidade o PCdoB ocupou o “posto de combate empunhando bandeiras avançadas na busca e realização de novo Projeto de Desenvolvimento Nacional, caminho indicado pelo nosso Programa para o avanço civilizacional em nosso país, no rumo da edificação de uma sociedade socialista”, apontou.
O dirigente nacional lembrou ainda dos militantes que lutaram contra a opressão dos governos ditatoriais no Brasil, onde comunistas foram presos, torturados e assassinados por terem lutado bravamente pela reconquista das liberdades políticas e dos direitos do povo.
Luta atual
Em breve passagem, Renato fez menção ao momento atual e ressaltou a nítida compreensão dos comunistas dos fatos do passado e de que é preciso neste momento “unir forças e mobilizar o povo na luta durante a qual muitos pagaram com sua própria vida, para termos hoje um país livre com a conquista da democracia”.
Desta maneira, Renato citou pontos importantes da luta atual dos comunistas no Brasil, como “a defesa do mandato legítimo da presidenta Dilma; a defesa da maior empresa do Brasil, a Petrobras, da economia e da engenharia nacional, exigindo a lisura na apuração, condenação e punição exemplar dos envolvidos; o combate à corrupção, o fim do financiamento de campanhas eleitorais por empresas, parte substancial da luta por uma reforma política democrática; pela retomada do crescimento econômico do país e a garantia dos direitos sociais e trabalhistas”.
O presidente do PCdoB também disse que é igualmente importante para os comunistas, “reverter a situação atual adversa, fortalecer o papel de um bloco político e social de esquerda no âmbito da Frente Ampla”. Para Renato, “esse é o passo necessário para descortinar o caminho da etapa atual, das exigências do aprofundamento das mudanças, da realização das reformas democráticas estruturais e enfrentar maiores desafios”.
Renato agradeceu a presença das lideranças presentes no ato e parabenizou oficialmente a conquista pelos comunistas maranhenses do governo do estado: “Essa expressiva vitória alcançada, tendo o camarada Flávio Dino à frente de ampla aliança política, teve repercussão na opinião publica em geral, em especial nas forças progressistas e democráticas do país. Essa experiência tem decisiva importância para o PCdoB pelo compromisso assumido de promover o desenvolvimento do Maranhão com justiça social, como parte integrante do novo projeto nacional de desenvolvimento”, destacou o presidente nacional.
Leia a íntegra do discurso do presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, clicando aqui.
Experiência histórica
“Por sua extensa trajetória de mais de nove décadas o Partido Comunista do Brasil é uma prova de que sua existência é uma exigência histórica. O PCdoB continua sua luta para elevar crescentemente sua capacidade para desempenhar um papel mais relevante no curso político atual e nos grandes embates pela emancipação política e social do povo brasileiro”, encerrou Renato, com um “viva ao PCdoB!”
A sessão solene contou também com a presença de diversos parlamentares, representantes de movimentos sociais e lideranças nacionais do PCdoB.
A sessão contou ainda com a presença do prefeito do Contagem (MG), Carlin Moura e do prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PTC). Estiveram presentes as presidentas das entidades estudantis, Vic Barros, da UNE e Bárbara Melo, da Ubes. E a militância da combativa União da Juventude Socialista (UJS), e de sua presidenta da entidade estadual, Thays Campos.
Do Portal Vermelho
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