segunda-feira, 9 de março de 2015

A necessária renovação do voto de confiança em Dilma Rousseff

Há momentos na vida de uma nação em que o caráter de um povo e de suas lideranças se revela por inteiro, requerendo deles, para além da firmeza, energia e espírito de luta, paciência e serenidade. A fala da presidenta Dilma Rousseff em rede nacional de rádio e TV na noite deste domingo (8), teve esse sentido. Conclamou o povo brasileiro à unidade, pedindo tempo, paciência e confiança.

O Brasil está vivendo um momento peculiar, uma etapa difícil em sua luta pelo desenvolvimento nacional e o progresso social, em meio a tormentas no cenário internacional, marcado por crises e ameaças de intervenções, conflitos e guerras.

Avançar na realização de mudanças, dar novos passos para as reformas estruturais democráticas é o caminho para a construção de uma nação democrática e progressista e a acumulação de forças para a emancipação nacional e social do povo brasileiro. 

A peculiaridade do momento atual é o risco de retrocesso e perda das conquistas já alcançadas. As dificuldades geradas pela crise internacional criam um cenário em que, se o governo não tiver a lucidez de ajustar agora as distorções nas finanças públicas, com critérios nacionais e tendo como premissa a preservação dos direitos do povo, prevalecerá inevitavelmente o ajuste imposto pela oligarquia financeira internacional. Pode-se discordar das concepções fiscalistas do ministro da Fazenda e de tópicos das Medidas Provisórias enviadas por Dilma ao Congresso Nacional, mas o melhor no momento delicado que vivemos é dar lugar à prudência para evitar o pior. 

Além da ameaça de uma tormenta financeira, com risco de repercussões negativas no desenvolvimento social, o Brasil está a braços com uma intentona golpista que consiste em manobras políticas para interromper o mandato da presidenta Dilma. Nos últimos dias, a ameaça se tornou mais aguda a partir da ação dos presidentes da Câmara e do Senado que, embora destacados membros do PMDB, principal aliado parlamentar do governo e partido do vice-presidente da República, atuam como se fossem integrantes da oposição conservadora e neoliberal.

A intentona golpista no Brasil faz parte da mesma contraofensiva imperialista e oligárquica que se observa na América Latina, principalmente na Argentina e na Venezuela.

Neste quadro, as forças progressistas e da esquerda consequente, mantendo suas bandeiras, seu programa de lutas, a ação em prol das mudanças e reformas estruturais democráticas e mantendo suas justas críticas a determinadas medidas propostas pelo governo, são as primeiras de quem se requer a responsabilidade de somar forças com a chefe de Estado e atender o apelo de dar um voto de confiança, baseado em que a mandatária fala com convicção e veracidade quando afirma que “o Brasil tem todas as condições de vencer estes problemas temporários – e esta vitória será ainda mais rápida se todos nós nos unirmos neste enfrentamento”. 

Trata-se de um voto de confiança que é a renovação do que foi expresso majoritariamente pelo povo brasileiro nas eleições presidenciais de outubro passado. Tal como naquela oportunidade, no pronunciamento deste 8 de março, Dilma reafirmou o caráter social do seu governo. “Queremos e sabemos como fazer isso, distribuindo os esforços de maneira justa e suportável para todos. Como sempre, protegendo de forma especial as classes trabalhadoras, as classes médias e os setores mais vulneráveis. Temos compromissos profundos com o futuro do país e vamos continuar cumprindo, de forma inabalável, estes compromissos”. 

A premissa para avançar na organização do movimento democrático e popular é a defesa do mandato da presidenta Dilma Rousseff contra o golpismo da direita antidemocrática e antinacional.


Fonte: Vemelho

O panelaço segundo Maringoni

De Gilberto Maringoni, no Facebook:
Em algumas capitais – especialmente do sul e sudeste – e em bairros de classe média -, panelaços aconteceram. Em São Paulo, onde ela perdeu por larga margem de Aécio, nada a surpreender. Ainda mais em regiões mais abastadas (moro na zona leste de SP e por aqui nada se ouviu).
Algumas pessoas saíram em blogs, tuíteres e pelo Facebook a vociferar contra o caráter fascista dessas manifestações. Menos, gente. Bater panelas não é em si um gesto fascista. Nas diretas-já, em 1984, houve vários panelaços em cidades médias e grandes e a balbúrdia nada tinha de fascista. Ao contrário.
Há – claro – os valentões de janela, que xingam, pedem intervenção militar e graças do gênero. Os filhotes de Bolsonaro em cruzamento com Alexandre Frota. Exibem uma intolerância atroz e devem ser denunciados. É ainda preciso ver quanto representam entre os raivosos em geral.
Um pedaço da classe média, que tem nojo de pobre, que vê no governo petista fantasmas que não assombram e que é fortemente influenciada pela mídia, decidiu botar sua bílis para fora. Faz parte da boa e velha luta de classes, sempre negada pelos governos petistas e pelo próprio PT, em seu afã de parecer pós-moderno. Sim, ela existe e vai para as ruas no dia 15.
O curioso é que a turma das caçarolas não forma o contingente dos prejudicados por Dilma. Poucos devem estar preocupados co restrições ao seguro-desemprego, às pensões das viúvas etc. Não são os que pagarão um valor na conta de luz que retirará comida da geladeira. Ao contrário. Boa parte integra aquela pequena-burguesia – desculpem o palavrão – que também se beneficia do rentismo proporcionado pelos juros dilmistas em suas aplicações bancárias.
O governo bem faria se operasse uma guinada e desse uma banana para os paneleiros e seus incentivadores, na mídia e no mercado financeiro. Seria pedir muito.
Dilma teria de brigar não apenas com os emergentes que adoram Miami – mais distante com o dólar a R$ 3 – mas com seus financiadores, que colocaram gentilmente R$ 319 milhões em sua caixinha de campanha.
Vamos ver como será 15 de março.
Duas coisinhas, para terminar: panelaço não é fascismo, mas impeachment é golpe.
Fonte: DCM

Mulheres representam 54% da população que superou a extrema pobreza

O programa Bolsa Família foi um dos instrumentos dessa conquista
Foto-montagem
O programa Bolsa Família foi um dos instrumentos dessa conquista

A vida da cearense Angeline Freire de Souza começou a mudar quando ela se tornou beneficiária do Bolsa Família, dez anos atrás. Ela atribui ao programa a chance de superar uma situação de violência doméstica, a oportunidade de criar os filhos, trabalhar, voltar aos estudos e pensar no futuro.



Para ela, entrar para o programa significou passar de condição de vítima à de guerreira. “Eu não quero ser chamada de coitadinha, a pobrezinha ou me sujeitar a qualquer tipo de violência. Quero ser vista como uma pessoa que conseguiu superar tudo, que é guerreira, que vai atrás, que é determinada”, afirma.

A história de Angeline não é um caso isolado. Das 22 milhões de pessoas que superaram a pobreza extrema nos últimos quatro anos, 12 milhões são do sexo feminino.

Mães com crianças pequenas representavam a face mais dramática da pobreza no país. As mulheres puderam contar com a complementação de renda do Bolsa Família e, sobretudo, com melhores condições de saúde e educação para seus filhos, além de oportunidades de inclusão produtiva.

Aos 38 anos, Angeline entrou recentemente para a Universidade Federal do Ceará e acredita que, em breve, poderá deixar a condição de beneficiária do programa de transferência de renda, da qual se orgulha.

“Quando comecei a receber o benefício, pensei que não precisaria mais travar uma luta pelo dinheiro dele [o ex-companheiro] para ajudar meus filhos”, conta.

“Assim que acaba o dinheiro, tenho o benefício para me ajudar. Esse complemento veio suprir uma necessidade, principalmente de alimentação”, completa.

Um futuro melhor

Mãe de quatro filhos, Angeline trabalha no Banco Comunitário Palmas, na periferia de Fortaleza (CE). Ela está no terceiro semestre do curso de Pedagogia e faz planos para o futuro.

“Quero trabalhar com escolas que fazem parte da minha realidade. Quero ajudar essas crianças e melhorar a educação delas. Tenho a certeza de que vou ensinar na periferia.”

Em 93% das 14 milhões de famílias que recebem a transferência de renda, as mulheres são as responsáveis pela retirada do dinheiro. Dessas, 68% são mulheres negras.

“As mulheres são nossas parceiras no Bolsa Família. Elas tiveram mais autonomia econômica para gerir os recursos da casa e pensam em primeiro lugar no bem-estar dos filhos”, destaca a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.

Igualdade de gênero

O Dia Internacional da Mulher, comemorado neste domingo (8), reforça a importância da articulação de políticas públicas para que as mulheres conquistem mais qualificação profissional e espaço no mundo do trabalho, seja por meio do trabalho assalariado, autônomo ou associado.

Hoje, elas representam 67% das mais de 1,7 milhão de vagas do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), na modalidade voltada à população mais pobre. Com a qualificação, as mulheres ocupam postos que, anteriormente, eram exclusivamente masculinos, como a construção civil.

Depois de incluídas profissionalmente, elas também empreendem e geram oportunidades. Foi assim que Francisca Maria da Silva, 50 anos, enfrentou as marcas da violência doméstica, sofrida por 10 anos.

A superação começou em 2001, após a nona denúncia contra o ex-companheiro. Com as marcas das agressões no corpo, Francisca conseguiu ajuda na Coordenadoria do Direito da Mulher de Belo Horizonte (MG). Lá, ela foi encaminhada para um abrigo e teve apoio psicológico e jurídico.

Cooperação

Em 2003, Francisca conheceu outras cinco mulheres com histórias semelhantes e teve acesso a informações sobre economia solidária. A partir daí, elas formaram o grupo Trem Bom para produzir pães, doces e bolos.

“Entramos nesse negócio para ter renda e ocupação”, lembra a ex-beneficiária do Bolsa Família. “O benefício foi fundamental para eu ter uma retomada, para pegar minha vida de volta pela mão”, ressalta Francisca.

Como o negócio estava dando certo, elas montaram o buffet Amigos de Xica, registrado em 2007, quando Francisca da Silva também deixou o Bolsa Família.

Batalhadora, Xica, como gosta de ser chamada, ainda administra a Rede de Alimentação Sabor Mineiro Uai – com oito empreendimentos exclusivos de mulheres com histórias parecidas. Sobre a renda atual, ela diz sorrindo: “Dá para suprir as necessidades, só não está dando ainda para ir às Bahamas ou Las Vegas”.

“Consegui sair da violência, cuidei das minhas três filhas. Elas concluíram o ensino médio e já fizeram curso técnico”, conta. “Minha vida pessoal mudou muito, minha autoestima também, me sinto empoderada. Eu não olhava no espelho, pois sempre tinha o olhar para baixo. Agora me arrumo toda. É uma valorização pessoal, além da renda”, completa.

Compartilhando oportunidades

Hoje, ela também dá palestras sobre o seu exemplo de superação de vida após a violência. “Depois do projeto de economia solidária, consegui tirar todo o rancor e a tristeza que tinha. Digo sempre que nós, mulheres, podemos fazer muito mais.” Em todo o país, mais de 11 mil projetos semelhantes ao de Xica da Silva beneficiam 241 mil pessoas.

Não é só na economia solidária que as mulheres estão conquistando espaço. Nas operações de crédito do Programa Crescer, que oferece microcrédito produtivo orientado a taxas reduzidas, 73% das operações de crédito do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal foram feitas por mulheres.

Entre os microempreendedores individuais que fazem parte do Cadastro Único, as mulheres são responsáveis por mais da metade das formalizações.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome via Vermelho

Vanja Orico: uma mulher de luta

 Em 1968, a atriz, cantora, cineasta e ativista política Vanja Orico se ajoelhou frente a um comboio do exército durante passeata contra o Regime Militar.

Por Fátima Teles*, para o Portal Vermelho


 
"Eu estava seguindo a passeata, quando o comboio avançou e resolvi pará-los, me ajoelhando diante deles e gritando que não atirassem, que éramos todos brasileiros, tentando evitar mais mortes. Foi o ato mais importante de minha vida”, escreveu Vanja cobre a ação retratada na foto de autoria de Gervásio Baptista.

Vanja, filha do escritor, diplomata e acadêmico Osvaldo Orico (1900-1981), ficou famosa durante o movimento chamado Ciclo do Cangaço, entre os anos 1950 e 1970, e conquistou o título de musa do gênero. Participou de sucessos como O Cangaceiro (1953), de Lima Barreto, premiado no Festival de Cannes; Lampião, o Rei do Cangaço (1963); Cangaceiros de Lampião (1967) e Jesuíno Brilhante, o Cangaceiro (1972).

O início de sua carreira ocorreu quando Vanja morava na Itália. Seu primeiro filme, Mulheres e Luzes (1950), foi dirigido pelos cineastas Alberto Lattuada e Federico Fellini, no qual ela canta o tema folclórico Meu Limão, Meu Limoeiro. A atriz soltou a voz em outros trabalhos, entre eles a icônica cena de O Cangaceiro, em que Vanja entoa a música Sodade, Meu Bem, Sodade.
Vanja é mãe do cineasta Adolfo Rosenthal, de 53 anos, de seu casamento com o engenheiro francês André Rosenthal, que morreu em 1999.

A cantora, atriz e cineasta Vanja Orico, nome artístico de Evangelina Orico, morreu no dia 28 de janeiro de 2015, no Rio de Janeiro, aos 85 anos, vítima de complicações decorrentes de câncer no intestino. Ela também sofria de Alzheimer e estava internada no Hospital Copa D'Or, em Copacabana, desde o dia 11 de Janeiro de 2015.. Ela foi enterrada no cemitério São João Batista, no bairro do Botafogo.

Pesquisa: Veja.net e Wikipedia

A foto foi retirada da página do Facebook de 
Fernando Rabelo Fotografias Históricas
*Fátima Teles é assistente social


Fonte: Vermelho

A luta pela igualdade e a origem do dia Internacional da mulher

Bertha Lutz , feminista brasileira, contribuiu para a implantação do feminismo no Brasil através da fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, em 1922, que buscava lutar pelos Direitos da mulher
Bertha Lutz , feminista brasileira, contribuiu para a implantação do feminismo
 no Brasil através da fundação da Federação Brasileira
pelo Progresso Feminino, em 1922, que buscava lutar pelos Direitos da mulher

As sociedades da antiguidade não interpretavam ou organizavam as relações entre homens e mulheres de forma igual. Da mesma forma que havia sociedades poligâmicas onde o homem tem muitas esposas, haviam as sociedades poliândricas onde a mulher tinha vários esposos. A Ásia é um exemplo dessas duas sociedades.

Por Fátima Teles*, para o Vermelho


As diferenças sexuais entre homens e mulheres serviram de base para muitas sociedades organizarem a divisão sexual do trabalho, dividindo as atribuições em trabalho masculino e trabalho feminino. Aos homens cabiam as atividades produtivas da esfera pública e as mulheres ficavam reservadas as atividades da esfera privada, o cuidado com a família, a reprodução ou procriação e o trabalho doméstico. Posição considerada subalterna e desigual.


Essas práticas e representações criadas pela sociedade terminaram por desencadear uma relação de poder entre homens e mulheres, trazendo como consequência a opressão masculina e a submissão feminina, servindo como modelo padrão dominante da relação entre os dois gêneros, o patriarcalismo, onde o homem era o chefe e detentor do poder familiar.

Segundo Silveira, Outras associações vinculadas ao sexo foram sendo e laboradas: atribuiu-se aos homens a racionalidade, o pensamento lógico, o cálculo; às mulheres, a afetividade, as emoções, a intuição. As representações/interpretações dos atributos femininos estavam diretamente articuladas com a procriação e a maternidade. As formas de viver e pensar o masculino e o feminino tiveram consequências concretas: reforçavam a estrutura familiar patriarcal e serviram de justificativa para ações no sentido de acentuar os papéis sociais atribuídos a homens e mulheres. Assim, deram margem, por exemplo, a uma educação diferenciada para meninos e meninas, no sentido de reprodução daqueles papéis sociais distintos, a exemplo de brincadeiras caracterizadas como masculinas e brincadeiras caracterizadas como femininas. Menina não podia jogar bola, tinha que brincar de boneca.

Incentivou-se a prática de esportes diferenciados entre os dois gêneros: imagine pensar em mulher jogando futebol, há algumas décadas atrás! Nas escolas de 1º e 2º graus, como eram chamadas até a LDB de 1996, era ministrada para as meninas uma disciplina chamada Educação Doméstica, ou Trabalhos Manuais (bordados por exemplo), preparando-as, assim, para o casamento, a maternidade, o cuidado com a família. No mercado de trabalho, determinadas profissões eram consideradas masculinas; outras, femininas, a exemplo do magistério, que, aos poucos, foi se feminilizando, isto é, considerado próprio às mulheres.

A luta pela emancipação da mulher remonta do 18 e19. Em 1791 foi elaborada a declaração dos Direitos das mulheres e das cidadãs por Olympe de Gouges como forma de chamar atenção diante da promulgação da declaração dos Direitos do homem de do cidadão de 1789 que embora trouxesse ideais de liberdade não abordava a igualdade entre homens e mulheres.

Outra mulher se destacou nesse período junto a francesa Olympe Gouges, a escritora inglesa Mary Wollstonecraft escreveu um livro reivindicando uma educação igual para os dois gêneros.
Com a Revolução industrial no final do século XVIII a mulher iniciou a sua inserção no mundo do trabalho e da produção, mas ainda submetida a exploração de toda ordem e assedio moral e sexual por parte de seus patrões.

Nos Estados Unidos, em Nova York, no dia 08 de Março de 1857, houve uma greve numa fábrica de tecidos realizada pelas operárias que reivindicavam igualdade de salários, uma vez que as mulheres ganhavam menos do que os homens. Elas reivindicavam também a diminuição da jornada de trabalho já que trabalhavam 16 horas diárias e tratamento com dignidade no espaço de trabalho. Seus patrões reagiram trancafiando-as na fábrica e tocando fogo na mesma com as operárias dentro, vindo a morrer incendiadas 130 tecelãs. Foram assassinadas.

O fato teve repercussão e a organização das Nações Unidas ,ONU, no ano de 1975 estabeleceu o dia 8 de março como o dia internacional da mulher.

Bertha Lutz , feminista brasileira, contribuiu para a implantação do feminismo no Brasil através da fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, em 1922, que buscava lutar pelos Direitos da mulher.

Entramos no Século 21 e a luta continua em busca de uma sociedade que reconheça a igualdade de gêneros. A educação pela igualdade será efetivada a partir da educação de casa quando os pais exercerem também a cidadania com seus filhos orientando-os para quem compreendam que homens e mulheres são seres humanos e por isso tem direitos, deveres e oportunidades iguais.

A igualdade de gêneros é considerada uma das bases para construir uma sociedade com menos preconceito e discriminação. "A igualdade de gêneros é fundamental para as sociedades democráticas e igualitárias. Muita coisa mudou desde a década de 1970, quando as mulheres entraram massivamente para o mercado de trabalho, mas ainda existem muitas disparidades. Por exemplo, as estatísticas nos mostram que as mulheres ainda têm salários menores que os dos homens e ganham 70% do que eles ganham, em média", afirma Eleonora Menicucci, ministra-chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República.
A luta continua! Vamos lá fazer o que será!

*Fátima Teles é assistente social

Referências:
http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/igualdade-genero-756416.shtmlhttp://www.dhnet.org.br/dados/cursos/edh/redh/03/03_rosa1_diversidade_genero.pdf


Fonte: Vermelho

Sigamos juntos por igualdade de gênero e emancipação feminina

Clécio Almeida
Homenagem as mulheres trabalhadoras do Comitê Central (Março/2014).Homenagem as mulheres trabalhadoras do Comitê Central (Março/2014).

O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) é protagonista da luta pela emancipação feminina e no combate à violência contra a mulher. Além de ter uma secretaria exclusiva para este fim, o Partido ainda constitui o movimento em busca de uma maior representatividade feminina nos espaços de poder. Neste Dia Internacional da Mulher, o presidente do PCdoB, Renato Rabelo, dirige mensagem às trabalhadoras e militantes nos estados.


Segue a íntegra da mensagem abaixo:

“Neste 8 de março gostaria de me dirigir às mulheres trabalhadoras que dão a sua contribuição nas sedes e no trabalho diuturno do Partido em vários Estados da Federação. Na verdade este dia internacional de luta pela emancipação das mulheres condensa várias preocupações importantes para a luta pela igualdade de gênero e contra as discriminações e violências a que ainda são submetidas às mulheres. Sigamos junto, homens e mulheres, em defesa do avanço civilizacional da humanidade e pela igualdade de direitos e da emancipação feminina!

Viva o dia internacional de luta das mulheres!

Renato Rabelo
Presidente Nacional do Partido Comunista do Brasil”
 
Do Portal Vermelho

Dilma: "Que nos unamos e que confiem na condução deste processo"

 

No seu primeiro pronunciamento à nação de 2015, neste domingo (8), Dia Internacional da Mulher, a presidenta Dilma Rousseff pediu unidade ao povo, pois o "Brasil tem todas as condições de vencer estes problemas temporários", mas ressaltou que "esta vitória será ainda mais rápida se todos nós nos unirmos neste enfrentamento.


Dilma enfatizou que as medidas do ajuste fiscal adotado pelo governo são necessárias para dar continuidade ao processo de crescimento com distribuição de renda e reforçou o compromisso com os direitos dos trabalhadores.


“O Brasil tem todas as condições de vencer estes problemas temporários – e esta vitória será ainda mais rápida se todos nós nos unirmos neste enfrentamento. Queremos e sabemos como fazer isso, distribuindo os esforços de maneira justa e suportável para todos. Como sempre, protegendo de forma especial as classes trabalhadoras, as classes médias e os setores mais vulneráveis. Temos compromissos profundos com o futuro do país e vamos continuar cumprindo, de forma inabalável, estes compromissos”, defendeu Dilma Rousseff.

A presidenta comparou a necessidade do governo controlar seus gastos com a realidade cotidiana enfrentada por empresas, donas de casa e pais de família. “Começamos cortando os gastos do governo sem afetar fortemente os investimentos prioritários e os programas sociais. Revisamos certas distorções em alguns benefícios, preservando os direitos sagrados dos trabalhadores”, afirmou Dilma.

“Mais importante, no entanto, do que a duração destas medidas será a longa duração dos seus resultados e dos seus benefícios. Que devem ser perenes no combate à inflação e na garantia do emprego. Que devem ser permanentes na melhoria da saúde, da educação e da segurança pública. As medidas serão suportáveis porque além de sermos um governo que se preocupa com a população, temos hoje um povo mais forte do que nunca”, disse a presidenta.

Segundo Dilma, o processo de ajuste fiscal durará “o tempo que for necessário para reequilibrar a nossa economia”.

“Como temos fundamentos sólidos e as dificuldades são conjunturais, esperamos uma primeira reação já no final do segundo semestre deste ano”, observou.

Assista e confira a íntegra do pronunciamento:


"Meus queridos brasileiros, e, muito especialmente, minhas queridas brasileiras :

Hoje é o Dia Internacional da Mulher.

Falar com vocês mulheres - minhas amigas e minhas iguais- é falar com o coração e a alma da nossa grande nação.

Ninguém melhor do que uma mãe, uma dona de casa, uma trabalhadora, uma empresária é capaz de sentir,
em profundidade, o momento que um país vive.

Mas todos sabemos que há um longo caminho entre sentir e entender plenamente.

É preciso, sempre, compartilharmos nossa visão dos fatos.

Os noticiários são úteis, mas nem sempre são suficientes.

Muitas vezes até nos confundem mais do que nos esclarecem.

As conversas em casa, e no trabalho, também precisam ser completadas por dados que nem sempre estão ao alcance de todas e de todos.

Por isso, eu peço que você – e sua família – me ouçam com atenção.

Tenho informações e reflexões importantes que se compartilhadas vão ajudá-los a entender melhor o momento que passamos.

E a renovar a fé e a esperança no Brasil!

É uma boa hora para que eu tenha uma conversa, mais calma e mais íntima, com cada família brasileira – e faça isso com a alma de uma mulher que ama seu povo, ama seu país
e ama sua família.

Vamos começar pelo mais importante: o Brasil passa por um momento diferente do que vivemos nos últimos anos.

Mas nem de longe está vivendo uma crise nas dimensões que dizem alguns.

Passamos por problemas conjunturais, mas nossos fundamentos continuam sólidos.

Muito diferente daquelas crises do passado que quebravam e paralisavam o país.

Nosso povo está protegido naquilo que é mais importante: sua capacidade de produzir, ganhar sua renda e de proteger sua família.

As dificuldades que existem – e as medidas que estamos tomando para superá-las – não irão comprometer as suas conquistas.

Tampouco irão fazer o Brasil parar ou comprometer nosso futuro.

A questão central é a seguinte: estamos na segunda etapa do combate à mais grave crise internacional desde a grande depressão de 1929.

E, nesta segunda etapa, estamos tendo que usar armas diferentes e mais duras daquelas que usamos no primeiro momento.

Como o mundo mudou, o Brasil mudou e as circunstâncias mudaram, tivemos, também, de mudar a forma de enfrentar os problemas.

As circunstâncias mudaram porque além de certos problemas terem se agravado – no Brasil e em grande
parte do mundo –, há ainda a coincidência de estarmos enfrentando a maior seca da nossa história, no Sudeste e no Nordeste.

Entre muitos efeitos graves, esta seca tem trazido aumentos temporários no custo da energia e de alguns alimentos.

Tudo isso, eu sei, traz reflexos na sua vida.

Você tem todo direito de se irritar e de se preocupar.

Mas lhe peço paciência e compreensão porque esta situação é passageira.

O Brasil tem todas as condições de vencer estes problemas temporários – e esta vitória será ainda mais rápida se todos nós nos unirmos neste enfrentamento.

Peço a vocês que nos unamos e que confiem na condução deste processo pelo governo, pelo Congresso, e por todas as forças vivas do nosso país – e uma delas é você!

Queremos e sabemos como fazer isso, distribuindo os esforços de maneira justa e suportável para todos.

Como sempre, protegendo de forma especial as classes trabalhadoras, as classes médias e os setores mais vulneráveis.

Temos compromissos profundos com o futuro do país e vamos continuar cumprindo, de forma inabalável, estes compromissos.

Minhas amigas e meus amigos,

A crise afetou severamente grandes economias, como os Estados Unidos, a União Européia e o Japão.

Até mesmo a China, a economia mais dinâmica do planeta, reduziu seu crescimento à metade de suas médias históricas recentes.

Alguns países estão conseguindo se recuperar mais cedo.

O Brasil, que foi um dos países que melhor reagiu em um primeiro momento, está agora implantando as bases para enfrentar a crise e dar um novo salto no seu desenvolvimento.

Nos seis primeiros anos da crise, crescemos 19,9%, enquanto a economia dos países da zona do Euro, caiu 1,7%.

Pela primeira vez na história, o Brasil ao enfrentar uma crise econômica internacional não sofreu uma quebra financeira e cambial.

O mais importante: enquanto nos outros países havia demissões em massa, nós aqui preservamos e aumentamos o emprego e o salário.

Se conseguimos essas vitórias antes, temos tudo para conseguir novas vitórias outra vez.

Inclusive, porque decidimos, corajosamente, mudar de método e buscar soluções mais adequadas ao atual momento.

Mesmo que isso signifique alguns sacrifícios temporários para todos e críticas injustas e desmesuradas ao governo.

Na tentativa correta de defender a população, o governo absorveu, até o ano passado, todos os efeitos negativos da crise. Ou seja: usou o seu orçamento para proteger integralmente o crescimento, o emprego e a renda das pessoas.

Realizamos elevadas reduções de impostos para estimular a economia e garantir empregos.

Ampliamos os investimentos públicos para dinamizar setores econômicos estratégicos.

Mas não havia como prever que a crise internacional duraria tanto. E, ainda por cima, seria acompanhada de uma grave crise climática.

Absorvemos a carga negativa até onde podíamos e agora temos que dividir parte deste esforço com todos os setores da sociedade.

É por isso que estamos fazendo correções e ajustes na economia.

Não é a primeira vez que o Brasil passa por isso.

Em 2003, no início do governo Lula, tivemos que tomar medidas corretivas.

Depois tudo se normalizou e o Brasil cresceu como poucas vezes na história.

São medidas para sanear as nossas contas e, assim, dar continuidade ao processo de crescimento com distribuição de renda, de modo mais seguro, mais rápido e mais sustentável.

Você que é dona de casa ou pai de família sabe disso.

As vezes temos de controlar mais os gastos para evitar que o nosso orçamento saia do controle.

Para garantir melhor nosso futuro.

Isso faz parte do dia a dia das famílias e das empresas. E de países também.

Mas estamos fazendo de forma realista e da maneira mais justa, transparente e equilibrada possível.

As medidas estão sendo aplicadas de forma que as pessoas, as empresas e a economia as suportem.

Como é preciso ter equidade, cada um tem que fazer a sua parte. Mas de acordo com as suas condições.

Foi por isso, que começamos cortando os gastos do governo, sem afetar fortemente os investimentos prioritários e os programas sociais.

Revisamos certas distorções em alguns benefícios, preservando os direitos sagrados dos trabalhadores.

E estamos implantando medidas que reduzem, parcialmente, os subsídios no crédito e também as desonerações nos impostos, dentro de limites suportáveis pelo setor produtivo.

Estamos fazendo tudo com equilíbrio, de forma que tenhamos o máximo possível de correção com o mínimo possível de sacrifício.

Este processo vai durar o tempo que for necessário para reequilibrar a nossa economia.

Como temos fundamentos sólidos e as dificuldades são conjunturais, esperamos uma primeira reação já no final do segundo semestre deste ano.

Mais importante, no entanto, do que a duração destas medidas será a longa duração dos seus resultados e dos seus benefícios.

Que devem ser perenes no combate à inflação e na garantia do emprego.

Que devem ser permanentes na melhoria da saúde, da educação e da segurança pública.

As medidas serão suportáveis porque além de sermos um governo que se preocupa com a população, temos hoje um povo mais forte do que nunca.

O Brasil tem hoje mais qualificação profissional, mais infraestrutura, mais oportunidades de estudar e mais empreendedores.

Somos a 7a. economia do mundo.

Temos 371 bilhões de dólares de reservas internacionais.

36 milhões de pessoas saíram da miséria e 44 milhões foram para a classe media.

Quase dez milhões de brasileiras e brasileiros são hoje micro e pequenos empreendedores.

E continuamos com os melhores níveis de emprego e salário da nossa história.

Minhas amigas e meus amigos,

O que tenho de mais importante a garantir, hoje, vou resumir agora.

Primeiro: o esforço fiscal não é um fim em si mesmo. É apenas a travessia para um tempo melhor, que vai chegar rápido e de forma ainda mais duradoura.

Segundo: não vamos trair nossos compromissos com
os trabalhadores e com a classe média, nem deixar que desapareçam suas conquistas e seus direitos.

Terceiro: não estamos tomando estas medidas para voltarmos a ser iguais ao que já fomos. Mas, sim, para sermos muito melhores.

Quarto: durante o tempo que elas durarem, o país não vai parar. Ao contrário, vamos continuar trabalhando, produzindo, investindo e melhorando.

As coisas vão continuar acontecendo.

Junto com as novas medidas estamos mantendo e melhorando os nossos programas. Entregando grandes obras.

Nossas rodovias e ferrovias, nossos portos e aeroportos continuarão sendo melhorados e ampliados.

Para isso, vamos fazer, ainda este ano, novas concessões e firmar novas parcerias com o setor privado.

Incluímos - e vamos continuar incluindo - milhões e milhões de brasileiros.

Mas agora a inclusão tem que se dar, sobretudo, pelo acesso a melhores oportunidades e a serviços públicos de maior qualidade.

Este esforço tem que ser visto como mais um tijolo, no grande processo de construção do novo Brasil.

Esta construção não é só física, mas também espiritual.

De fortalecimento moral e ético.

Com coragem e até sofrimento, o Brasil tem aprendido a praticar a justiça social em favor dos mais pobres, como também aplicar duramente a mão da justiça contra os corruptos.

É isso, por exemplo, que vem acontecendo na apuração ampla, livre e rigorosa nos episódios lamentáveis contra a Petrobras.

Minhas amigas mulheres homenageadas neste dia: por último, quero anunciar um novo passo no fortalecimento da justiça, em favor de nós, mulheres brasileiras.

Vou sancionar, amanhã, a Lei do Feminicídio que transforma em crime hediondo, o assassinato de mulheres decorrente de violência doméstica ou de discriminação de gênero.

Com isso, este odioso crime terá penas bem mais duras.

Esta medida faz parte da política de tolerância zero em relação à violência contra a mulher brasileira.

Brasileiros e brasileiras,

é assim, com medidas concretas e corajosas, em todas as áreas, que vamos, juntos, melhorar o Brasil.

É uma tarefa conjunta de toda sociedade, mulheres e homens.

Tenho certeza que contará com a participação decisiva do Congresso Nacional, que sempre cumpriu com seu papel histórico nos momentos em que o Brasil precisou.

Temos que encarar as dificuldades em sua real dimensão e encontrar o melhor caminho de resolvê-las.

Pois, se toda vez que enfrentarmos uma dificuldade pensarmos que o mundo está acabando - ou que precisamos começar tudo do zero - só faremos aumentar nossos problemas.

Precisamos transformar dificuldades em soluções.

Problemas temporários em avanços permanentes.

O Brasil é maior do que tudo isso e já mostrou muitas vezes ao mundo como fazer melhor e diferente.

Mais que nunca é hora de acreditar em nosso futuro.

De sonhar. De ter fé e esperança.

Viva a mulher brasileira!

Viva o povo brasileiro.

Viva o brasil!

Obrigada e boa noite"

Fonte: Blog do Planalto via Vermelho