quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Centrais sindicais unidas em defesa dos direitos e do emprego

 Nota publicada ontem, terça-feira (20), pelas centrais (CTB, CUT, CSB, NCST, Força Sindical e UGT), reafirma compromisso do movimento sindical em defesa dos direitos e emprego. A nota cobra a manutenção dos direitos conquistados pelos trabalhadores ao longo dos anos e pela extinção das Medidas Provisórias do Governo Federal (MP 664 e MP 665). 


As centrais defendem que é necessário mudar a política econômica (abandonando o tripé juros altos, câmbio flutuante e superávit fiscal primário), uma condição para o desenvolvimento nacional, com valorização do trabalho e atendimento das demandas populares.

Os sindicalistas também defendem o equilíbrio fiscal, mas, para isso sugerem o aumento da receita com uma forte taxação das remessas de lucros, instituição do imposto sobre as grandes fortunas, revisão da política de desonerações e redução das taxas de juros.


Confia abaixo o documento na íntrega:

Nota das Centrais Sindicais - em Defesa dos Direitos e do Emprego

Reunidas na sede nacional da CUT em São Paulo, as centrais sindicais brasileiras – CUT, Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central e CSB – vêm a público manifestar sua posição contrária às duas Medidas Provisórias do Governo Federal (MP 664 e MP 665) editadas na virada do ano, sem qualquer consulta ou discussão prévia com a representação sindical dos trabalhadores e trabalhadoras que, em nome de “corrigir distorções e fraudes”, atacam e reduzem direitos referentes ao seguro-desemprego, abono salarial (PIS-Pasep), seguro-defeso, auxílio-reclusão, pensões, auxílio-doença e, ainda, estabelece a terceirização da perícia médica para o âmbito das empresas privadas.

As medidas incluídas nas duas MPs mencionadas prejudicam os trabalhadores ao dificultar o acesso ao seguro-desemprego com a exigência de 18 meses de trabalho nos 24 meses anteriores à dispensa, num país em que a rotatividade da mão de obra é intensa, bloqueando em particular o acesso de trabalhadores jovens a este benefício social. As novas exigências para a pensão por morte penalizam igualmente os trabalhadores: enquanto não se mexe nas pensões de alguns “privilegiados”, restringem o valor do benefício em até 50% para trabalhadores de baixa renda.

As Centrais Sindicais condenam não só o método utilizado pelo Governo Federal, que antes havia se comprometido a dialogar previamente eventuais medidas que afetassem a classe trabalhadora, de anunciar de forma unilateral as MPs 664 e 665, bem como o conteúdo dessas medidas, que vão na contramão do compromisso com a manutenção dos direitos trabalhistas.

De forma unânime as Centrais Sindicais reivindicam a revogação/retirada dessas MPs, de modo a que se abra uma verdadeira discussão sobre a correção de distorções e eventuais fraudes, discussão para a qual as Centrais sempre estiveram abertas, reafirmando sua defesa intransigente dos direitos trabalhistas, os quais não aceitamos que sejam reduzidos ou tenham seu acesso dificultado.

As medidas, além de atingirem os trabalhadores e trabalhadoras, vão na direção contrária da estruturação do sistema de seguridade social, com redução de direitos e sem combate efetivo às irregularidades que teriam sido a motivação do governo para adotá-las. Desta maneira, as Centrais Sindicais entendem que as alterações propostas pelas MPs terão efeito negativo na política de redução das desigualdades sociais, bandeira histórica da classe trabalhadora.

As Centrais Sindicais farão uma reunião com o Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República no dia 19 de janeiro, em São Paulo, na qual solicitarão formalmente a retirada das referidas medidas pelo Poder Executivo e apresentarão suas propostas.

As Centrais Sindicais também expressam sua total solidariedade à luta contra as demissões de trabalhadores e trabalhadoras da Volkswagen e Mercedes Benz ocorridas também na virada do ano e consideram que a sua reversão é uma questão de honra para o conjunto do movimento sindical brasileiro. As Centrais Sindicais consideram inaceitável que as montadoras, empresas multinacionais que receberam enormes benefícios fiscais do governo e remeteram bilhões de lucros às suas matrizes no exterior, ao primeiro sinal de dificuldade, demitam em massa.

As Centrais Sindicais também exigem uma solução imediata para a situação dos trabalhadores e trabalhadoras das empreiteiras contratadas pela Petrobras; defendem o combate à corrupção e que os desvios dos recursos da empresa sejam apurados e os criminosos julgados e punidos exemplarmente. No entanto, não podemos aceitar que o fato seja usado para enfraquecer a Petrobras, patrimônio do povo brasileiro, contestar sua exploração do petróleo baseada no regime de partilha, nem sua política industrial fundamentada no conteúdo nacional, e, muito menos, para inviabilizar a exploração do Pré-Sal. As Centrais também não aceitam que os trabalhadores da cadeia produtiva da empresa sejam prejudicados em seus direitos ou percam seus empregos em função desse processo.

Por fim, as Centrais Sindicais convocam toda sua militância para mobilizarem suas bases e irem para ruas de todo país no próximo dia 28 de Janeiro para o Dia Nacional de Lutas por emprego e direitos. Conclamam, da mesma forma, todas as suas entidades orgânicas e filiadas, de todas as categorias e ramos que compõem as seis centrais, a participarem ativamente da 9ª Marcha da Classe Trabalhadora, prevista para 26 de Fevereiro, em São Paulo, para darmos visibilidades às nossas principais reivindicações e propostas.

São Paulo, 13 de Janeiro de 2014.

Vanessa Grazziotin sugere fim de reeleição para parlamentares

Dois dos projetos que mudam as regras eleitorais preveem a impressão dos votos eletrônicos.  
Dois dos projetos que mudam as regras eleitorais
 preveem a impressão dos votos eletrônicos. 

Após as eleições de 2014, os senadores apresentaram diversas proposições para mudar regras do processo eleitoral. Muitas propostas tratam do fim da reeleição. A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) apresentou Proposta de Emenda à Constituição (PEC) restringindo o número de reeleições de parlamentares.  


Para os senadores, a proposta prevê apenas uma reeleição. Para deputados federais, deputados estaduais e vereadores, o texto prevê o máximo de duas reeleições. O objetivo, segundo a senadora, é evitar a profissionalização da política. 

“A atividade política se tornou uma carreira, em que muitos dos que nela ingressam não mais retornam para as suas atividades profissionais de origem”, argumenta a senadora.

Existe também propostas que estabelece o fim da reeleição no Executivo. A primeira signatária do projeto que acaba com a reeleição para presidente da República, governadores de estado e do Distrito Federal e prefeitos, senadora Lídice da Mata (PSB-BA), diz que a reeleição provoca desequilíbrios na disputa eleitoral, em razão da utilização da máquina estatal e do prejuízo causado à governabilidade.

Outro texto apresentado depois das eleições de 2014 que proíbe a reeleição para cargos do Executivo é do senador Walter Pinheiro (PT-BA). Para o senador, a reeleição desvirtua a igualdade de oportunidades entre os candidatos.

“A reeleição – sistema que não é unanimidade nos regimes presidencialistas modernos – permanece como uma forma de subverter o princípio da alternância no poder, que é uma das características essenciais dos regimes democráticos”, argumenta.

Limitações aos governantes

O uso da estrutura do governo nas eleições, uma das razões das PECs que buscam proibir as reeleições para o Executivo, motivou também a apresentação de projetos de lei específicos. Um dos textos limita a propaganda de governo no período pré-eleitoral.

Outro projeto aumenta o prazo de proibição de pronunciamentos de agentes públicos candidatos eleitorais dos atuais três meses para seis meses antes das eleições. As duas propostas são de Lídice da Mata.

Ainda nessa linha, há o projeto que proíbe o uso, pelo chefe do Poder Executivo, das sedes de governo na propaganda eleitoral e em entrevistas relacionadas à campanha. O autor do projeto, senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), cita como exemplo a própria campanha da presidente Dilma Rousseff em 2014.

“A presidente Dilma Rousseff utilizou o Palácio da Alvorada tanto para a elaboração de peças publicitárias de campanha quanto para a convocação e realização de entrevistas à imprensa às quais comparecia exclusivamente na condição de candidata”, diz o senador ao apresentar o projeto.

Outras propostas

Outro tema tratado em mais de uma proposição é a eleição de suplentes de senadores. Atualmente, cada senador já se candidata com dois suplentes, geralmente indicados pelos partidos ou coligações. É comum a alegação de que o eleitor não conhece os suplentes.

A PEC da senadora Ângela Portela (PT-RR) prevê eleições separadas para os suplentes. O número seria o mesmo de titulares: três por estado.

Dois dos projetos preveem a instalação de dispositivos nas urnas eletrônicas para a impressão dos votos. Autora de um dos projetos, a senadora Ana Amélia (PP-RS), argumenta que os boatos sobre a vulnerabilidade das urnas afetam a confiança do eleitor.

“A recorrência desses boatos, mesmo sem a comprovação posterior necessária, mina a confiança do eleitor no processo eleitoral e, consequentemente, a legitimidade das instituições democráticas no Brasil”, disse a senadora.

Da Redação do Vermelho em Brasília
Com Agência Senado

Concentração de renda no mundo e os desafios do Governo Dilma

Uma organização insuspeita de qualquer simpatia com a causa dos trabalhadores, a ONG Oxfam, cuja diretora-executiva, Winnie Byanyima, é copresidente do encontro de Davos, divulgou dados revelando que a concentração de renda está tão acelerada que em 2016 o patrimônio do 1% mais rico do mundo superará o dos 99% restantes.

Outra organização insuspeita de ter simpatias socialistas, a Organização das Nações Unidas (ONU), divulgou relatório, em setembro de 2014, onde aponta que em cada nove habitantes do mundo, um não tem o que comer, o que representa mais de 800 milhões de famintos no planeta. Pois cenário tão assustador tende a piorar. Matéria do Portal Vermelho mostra que a Organização Internacional do Trabalho (OIT), que é também uma agência da ONU, apresentou nesta segunda (19) relatório projetando para os próximos quatro anos um aumento no número de desempregados na ordem de 11 milhões. Para a OIT, as medidas de “austeridade”, principalmente na Europa, irão fazer disparar as desigualdades. Pelas projeções da agência, em 2019 existirão no mundo 219 milhões de trabalhadores sem ocupação. 

Tal cenário revela a dimensão da crise do capitalismo e a iniquidade desse sistema. Crise que assume tal proporção que surgem desde declarações de autoridades do Fundo Monetário Internacional (FMI) defendendo medidas “heterodoxas”, até atitudes como a do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que propõe aumentar a taxação tributária sobre os ricos em seu país.

Não é a primeira vez nem será a última em que medidas “intervencionistas”, aparentemente contrárias aos postulados do “livre mercado”, são propostas e executadas para tentar salvar o sistema de uma grave crise econômica e política, o que não altera em nada o caráter essencial do capitalismo, excludente, promotor de concentração de renda e desigualdade. 

Qualquer ilusão sobre o capitalismo deve sempre ser refutada, ao mesmo tempo em que se luta, dentro das condicionantes do atual cenário político mundial, por medidas estruturantes que garantam o progresso soberano dos países pobres e em desenvolvimento, baseado no trabalho produtivo, na geração de emprego e na distribuição de renda.

No Brasil, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) defende, como caminho para o socialismo, a consecução do Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento (NPND) e propõe que o novo governo que está começando redesenhe “a política macroeconômica com o objetivo principal de acelerar o crescimento. As políticas monetária, fiscal e cambial devem se adequar a esse objetivo”, nos termos da plataforma de governo apresentada pelo Partido à presidenta Dilma, na convenção dos comunistas, em junho do ano passado, que aprovou o apoio à sua reeleição.

Nesse sentido, preocupa constatar a influência do capital financeiro em setores importantes da nova equipe econômica e, fruto desta influência, o surgimento de propostas com caráter recessivo e prevendo a retirada de direitos sociais.

Durante a campanha a presidenta Dilma reiterou por diversas vezes seu compromisso com uma política econômica que aposte no crescimento, no combate ao desemprego, na valorização do salário, dos direitos sociais e na realização de reformas estruturais. 

O governo, premido por uma brutal ofensiva da direita e da mídia hegemônica, faz movimentos políticos amplos para isolar ao máximo as manobras de inspiração golpista, o que implica alguma necessária cedência. Contudo, é preciso que sempre prevaleçam os compromissos básicos com os trabalhadores e a nação, o que depende também da atuação cada vez mais unitária da esquerda e da constante vigilância e mobilização do movimento sindical e popular.


Fonte: Vermelho

Bancários protestam em defesa da Caixa

Protesto do Sindicato dos Bancários de Itabuna em frente á agência Grapiúna da Caixa
Vestidos de preto em repúdio à proposta de abertura de capital da Caixa, os empregados do banco dão uma verdadeira lição de amor pela empresa e, consequentemente, pelo país. Com cartazes e faixas, centenas de bancários protestaram ontem, terça-feira (20/01), no edifício 2 de Julho, Paralela, Salvador. 
 
Os participantes chamaram atenção para a abordagem da grande imprensa sobre o assunto e no final, o hino do Brasil simbolizou a vontade dos trabalhadores em manter a Caixa 100% pública, capaz de dar continuidade às políticas de inclusão social do país.  
 
O presidente do Sindicato da Bahia, Augusto Vasconcelos, explicou que a abertura de capital não é ruim só para os bancários, mas também para toda a sociedade. “O Sindicato defende um banco múltiplo, comercial e social”. 
 
O presidente da Federação da Bahia e Sergipe, Emanoel Souza, reforça a opinião. “Abrir o capital significa subtrair a capacidade do governo nas decisões do setor financeiro. Queremos um banco múltiplo, rentável e 100% a serviço do país”. Já o diretor da Agecef (Associação dos Gestores da Caixa), Sâmio Cássio de Carvalho, alertou que a proposta  pode desembocar em uma privatização. 
 
O ato desta terça-feira (20/01) foi só o começo. A manifestação vai percorrer outras agências e cidades da Bahia. O objetivo é deflagrar uma grande campanha nacional. A luta não é coorporativa. É em defesa da nação brasileira. 

Fonte: O Bancário

Ministério do Trabalho interdita empresa tercerizada dos bancos em Recife

Crédito: Edvaldo Rodrigues/DP/ D. A Press
Edvaldo Rodrigues/DP/ D. A PressContax é acusada de assédio moral e péssimas condições de trabalho 

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) interditou na noite de terça-feira (20) a unidade sede da Contax, em Santo Amaro, no Recife, devido a uma série de infrações que prejudicam diretamente a saúde de 14 mil trabalhadores da unidade. 

Depois de recorrentes orientações e termos de ajustes indicados pela Justiça do Trabalho e não cumpridos pela empresa, a paralisação do prédio atinge principalmente os teleatendimentos de bancos e operadoras de telefonia. 

Problemas de saúde geram mais de seis mil atestados apresentados por mês na Contax, parte deles rejeitados. Os trabalhadores foram retirados do prédio e quem chegava recebia a informação de que aguardasse a orientação sobre o retorno da atividade. 

O termo de interdição integra uma lista de itens a serem atendidos pela empresa para suspender a interdição, que seria o retorno do funcionamento do local. Higiene de espaços e equipamentos do ambiente de trabalho e postura de assédio moral de supervisores e coordenadores estão na lista. O MTE terá um dia útil para liberar o funcionamento, caso não permaneçam as infrações. O descumprimento da interdição pode gerar prisão para o autor da liberação. A Polícia Federal participou da operação para garantir a segurança dos auditores. 

De acordo com a coordenadora da operação do MTE, Cristina Serrano, são muitas regras não cumpridas e condições de trabalho que prejudicam diretamente a saúde, o que pode justificar o alto volume de faltas e apresentação de atestados. 

"O nível de adoecimento se tornou algo fora de controle. Os trabalhadores são proibidos de beber água de acordo com a necessidade. O mesmo vale para ida ao banheiro. As cobranças de atendimento e metas a cumprir são excessivas. Todo esse cenário gera problemas osteomusculares, como tendinites, e geram patologias irreversíveis, como lesões de ombro ou de perda de audição. Por ter restrições de idas ao banheiro, evitam beber água, o que causa infecção urinária. E entra no círculo de patologias", destacou. "A maioria tem idade de 18 anos a 25 anos e estamos visualizando uma parcela de jovens sequelados", complementou. A empresa não quis conversar com o Diario. 

Terceirizada dos bancos

A Contax, maior em atuação no serviço de teleatendimento do país, é prestadora de serviço de call center para quatro bancos (Bradesco, Itaú, Santander e Citibank) e três operadoras de telefonia (Oi, Vivo e Net). 

As empresas foram autuadas e multadas em mais de R$ 300 milhões no fim do ano passado por terceirização ilícita dos serviços de call center, além de assédio moral e adoecimentos em massa de trabalhadores alocados dentro da Contax. 

Nesta quarta-feira (21) será realizada audiência interinstitucional, quando serão apresentados, oficialmente, os resultados dessa ação, que integra mobilização nacional de fiscalização nas centrais de teleatendimento dos bancos e teles que funcionam dentro das empresas Contax e Contax Mobitel, nos estados do Ceará, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas e Rio Grande do Sul. 

Fonte: Diário de Pernambuco - André Clemente

Riqueza de 1% deve ultrapassar a dos outros 99% no mundo até 2016

A partir do ano que vem, os recursos acumulados pelo 1% mais rico do planeta ultrapassarão a riqueza do resto da população, segundo um estudo da organização não-governamental britânica Oxfam.
A riqueza desse 1% da população subiu de 44% do total de recursos mundiais em 2009 para 48% no ano passado, segundo o grupo. Em 2016, esse patamar pode superar 50% se o ritmo atual de crescimento for mantido.
O relatório, divulgado às vésperas da edição de 2015 do Fórum Econômico Mundial de Davos, sustenta que a "explosão da desigualdade" está dificultando a luta contra a pobreza global.
"A escala da desigualdade global é chocante", disse a diretora executiva da Oxfam Internacional, Winnie Byanyima.
"Apesar de o assunto ser tratado de forma cada vez mais frequente na agenda mundial, a lacuna entre os mais ricos e o resto da população continua crescendo a ritmo acelerado."
Desigualdade
A concentração de riqueza também se observa entre os 99% restantes da população mundial, disse a Oxfam. Essa parcela detém hoje 52% dos recursos mundiais.
Porém, destes, 46% estão nas mãos de cerca de um quinto da população.
Isso significa que a maior parte da população é dona de apenas 5,5% das riquezas mundiais. Em média, os membros desse segmento tiveram uma renda anual individual de US$ 3.851 (cerca de R$ 10.000) em 2014.
Já entre aqueles que integram o segmento 1% mais rico, a renda média anual é de US$ 2,7 milhões (R$ 7 milhões).
A Oxfam afirmou que é necessário tomar medidas urgentes para frear o "crescimento da desigualdade". A primeira delas deve ter como alvo a evasão fiscal praticada por grandes companhias.
O estudo foi divulgado um dia antes do aguardado discurso sobre o estado da União a ser proferido pelo presidente americano Barack Obama.
Espera-se que o mandatário da nação mais rica - e uma das mais desiguais - do planeta defenda aumento de impostos para os ricos com o objetivo de ajudar a classe média.
Fonte: BBC Brasil via Feeb-Ba-Se

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

A lógica da oposição

O cenário político segue marcado pela continuidade da ofensiva oposicionista visando a imobilizar e desgastar o governo da presidenta Dilma. 

Articulando a ação do campo conservador com o forte impulso da mídia monopolizada, o sistema oposicionista usa todo o seu poder para influenciar a condução das investigações no curso da chamada “Operação Lava Jato”.

O braço midiático da oposição conservadora – com ampla hegemonia na comunicação nacional – atua com lógica maquiavélica: aos que fazem oposição ao governo Dilma, mesmo os reconhecidamente envolvidos em “esquemas”, é oferecida uma blindagem que equivale a um salvo-conduto. Já para os que estão no campo progressista, qualquer ilação é transformada imediatamente em manchete, repercutida em telejornais e tratada como verdade incontestável. Usa-se a sedução do poder midiático. 

Assim, servidores públicos da Polícia Federal e do Poder Judiciário têm à disposição generosos espaços na mídia desde que façam declarações convenientes aos interesses do sistema oposicionista. Agir com isenção e independência pode significar entrar no temido “index” do monopólio midiático, o que implica ficar vulnerável a ataques públicos infundados que, mesmo comprovadamente falsos, rendem à vítima graves prejuízos morais. É preciso grande firmeza de caráter para resistir a tal pressão mafiosa, e nem todos resistem. 

Mesmo com o principal acusado do escândalo tendo sido nomeado para a direção da Petrobras durante o governo FHC, nada se diz sobre isso. Personagens do campo da oposição, ou que com ela simpatizam, se têm seus nomes citados entre os acusados em um dia, no outro dia já são “absolvidos” pela mídia sem que nenhuma explicação seja dada. O PSDB, partido de oposição citado nominalmente por um dos “vazamentos”, passa quase invisível no noticiário.

O governo Dilma, diante deste cenário, adota medidas visando a isolar a ofensiva golpista, o que precisa fazer com mais assertividade e abrangência. A cedência à pressão conservadora fragilizaria a relação do governo com sua base social de sustentação.

Cabe às forças progressistas entender a delicadeza deste momento e agir com mais energia, tendo em meta três objetivos imediatos: denunciar ao povo os objetivos golpistas; fortalecer o governo da presidenta Dilma e atuar para impedir que o governo fique refém de uma postura politicamente defensiva que, objetivamente, o obrigaria a constantes cedências diante da lógica chantagista e golpista da oposição. A ocasião exige iniciativas políticas amplas conjugadas com a mobilização em defesa da democracia, do mandato da presidenta Dilma e das reformas estruturais.


Fonte: Vermelho