sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

AÉCIO É DIPLOMADO... NUMA CLÍNICA!

Altamiro  Borges
ALTAMIRO BORGES
Por Altamiro Borges*


O cambaleante Aécio Neves está com algum problema sério. Nem o bafômetro consegue identificar o transtorno. O senador mineiro-carioca até agora não engoliu a derrota na eleição presidencial – nem a surra que levou em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. Ele já pediu recontagem dos votos, deu apoio aos malucos que gritam pelo impeachment da presidenta e pelo retorno da ditadura e pressionou pela rejeição das contas de campanha do PT. Sua última investida, porém, foi a mais patética. Seu partido solicitou que ele fosse diplomado no lugar de Dilma Rousseff. Não é piada! Aécio Neves poderia até ser "diplomado", mas numa clínica... psiquiátrica!
 
Poucos horas antes do Tribunal Superior Eleitoral diplomar a presidenta, na tarde desta quinta-feira (18), o PSDB ingressou no órgão com o pedido de cassação do seu registro e de posse do derrotado tucano. Alegou "abuso do poder econômico" – como se a sua campanha não tivesse recebido milhões dos banqueiros e das empreiteiras – e uso indevido da tevê para pronunciamentos da presidenta – como se os tucanos não tivessem 24 horas diárias de "horário eleitoral gratuito" na mídia golpista. 
 
Na sua parte mais risível, o documento do PSDB afirma: "Cabe assinalar, contudo, que a despeito de tudo, os requeridos [Dilma Rousseff e Michel Temer] obtiveram pífia vitória nas urnas. A diferença entre as duas chapas em disputa no segundo turno foi de apenas 2,28%, num universo de 105.542.273 votos válidos". Derrotada, a sigla solicita a cassação do registro da dupla vencedora e reivindica que sejam empossados os tucanos Aécio Neves e Aloysio Nunes Ferreira nos cargos de presidente e vice-presidente da República. É, realmente, caso de internação... com direito a "diploma" de desrespeito à soberania do voto e à democracia.

Fonte: Portal Brasil 247

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Expressiva vitória política e diplomática de Cuba

Há dezesseis anos, sob a inspiração e liderança de Fidel Castro, o invicto comandante da Revolução, o povo cubano mobilizou-se na luta pela libertação de cinco patriotas encarcerados nos Estados Unidos. 

Em setembro de 1998, Gerardo Hernández, Ramón Labañino, Fernando González, Antonio Guerrero e René González foram presos em Miami por agentes do FBI. Acusados de conspiração, espionagem e preparação de atentados, foram condenados a pesadas penas de prisão. Desde 2001, quando o líder histórico da Revolução disse “Volverán!” (Voltarão), os cubanos e seus amigos solidários em todo o mundo reafirmaram com mais esperança e convicção seu compromisso com a vitória da causa da libertação dos Cinco. 

Durante estas mais de uma década e meia, o governo cubano demonstrou por meio de ampla campanha de esclarecimento junto à opinião pública mundial que a verdadeira missão dos Cinco em território estadunidense era a de monitorar as atividades de grupos e organizações responsáveis por ações terroristas contra o governo cubano. Isto porque, após o triunfo da revolução cubana em 1959, o país foi alvo de mais ataques terroristas do que qualquer outro país no mundo: desde então, 3.478 pessoas foram mortas e 2.099 feridas nesses atos. A imensa maioria dos ataques foi organizada a partir do sul da Flórida, por grupos tolerados e até parcialmente financiados pelo governo dos Estados Unidos.

Hoje, o povo cubano e os milhões de amigos que tem no mundo puderam dizer “Voltaram”, com a histórica decisão tomada pelo governo dos Estados Unidos de libertar os três últimos dos patriotas cubanos – Gerardo, Ramon e Antônio – que ainda se encontravam encarcerados naquele país. Um fato histórico, dentre os mais relevantes da gloriosa trajetória da revolução cubana.

Foi uma vitória da resistência e da justiça, da luta pela verdade, contra uma condenação que era fruto da mentira, do ódio e do preconceito, uma vitória do povo cubano, da sua liderança, do seu governo e da ampla rede de solidariedade que se formou em todo o mundo. 

Também se reveste de extraordinário significado e tem projeção mundial o anúncio feito simultaneamente pelos presidentes de Cuba, Raúl Castro, e dos Estados Unidos, Barack Obama, de que ambos os governos acordaram restabelecer relações diplomáticas. 

Cuba e Estados Unidos têm profundas diferenças e divergências, que foram lembradas por Raúl Castro em sua alocução, “fundamentalmente em matéria de soberania nacional, democracia, direitos humanos e política exterior”, o que não impede que se estabeleça diálogo e cooperação em temas de interesse comum.

O restabelecimento das relações diplomáticas entre Cuba e os Estados Unidos é um fato político transcendental, dos mais marcantes em quase seis décadas. Repercute em todo o mundo, é saudado pelos povos e por estadistas. Além de melhorar as relações bilaterais entre os dois países, favorece ainda mais o ambiente político em toda a América Latina e constitui positivo sinal de que é possível avançar no mundo por uma nova ordem, pela democratização das relações internacionais e pela paz.

As expectativas centram-se agora na eliminação do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos desde 1962 e que provoca enormes danos humanos e econômicos a Cuba. 


Fonte: Vermelho

Dilma: “O Brasil se empenhará para que o Mercosul continue avançando"

Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Durante a Cúpula, Dilma anunciou que sob a presidência brasileira, Mercosul estabelecerá a Reunião Especializada dos Direitos dos Afrodescendentes. Durante a Cúpula, Dilma anunciou que sob a presidência brasileira, Mercosul estabelecerá a Reunião Especializada dos Direitos dos Afrodescendentes. 

Em seu discurso na 47ª Cúpula do Mercosul, que marca o início de uma nova presidência pro tempore brasileira, Dilma Rousseff destacou que considera fundamental a renovação do Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), instrumento financeiro de financiamento a projetos de desenvolvimento socioeconômico e de infraestrutura.  A presidenta também anunciou que será estabelecida a Reunião Especializada sobre Direitos dos Afrodescendentes.


Ao assumir o cargo, Dilma substitui a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner. “Saúdo o empenho da presidência argentina na condução do Mercosul neste semestre”, disse a presidenta.

Em seu discurso, Dilma celebrou as eleições realizadas no Brasil e no Uruguai, e lembrou que “essa celebração da democracia era impensável na América do Sul poucas décadas atrás”.

Sobre seu mandato, Dilma afirmou que vai aprofundar as discussões sobre o futuro da união aduaneira e a definição de estratégia conjunta de inserção internacional do bloco Econômico.

Dilma também disse que vai aperfeiçoar os mecanismos institucionais do Mercosul. “O Brasil se empenhará de todas as formas para que o Mercosul continue avançando. Conto, nessa empreitada, com a ajuda de todos”, afirmou Dilma.

Além disso, a presidenta ressaltou que um dos pontos fundamentais de sua gestão será a renovação do Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem).

“Espero que até o fim de 2015 nós possamos renovar e fortalecer o Focem, essa ferramenta essencial para a nossa integração e para a redução de assimetrias entre nossos Países”, disse.

Hoje, o fundo conta com 45 projetos que atingem US$ 1,45 bilhão e financia, desde 2005, iniciativas em áreas como energia, infraestrutura, saneamento e habitação, com resultados diretos na melhoria de vida de nossas populações.

A presidenta afirmou que, no próximo período, o Brasil se empenhará em aprofundar as discussões sobre o futuro da união aduaneira, avançar na definição de estratégia conjunta de inserção internacional e aperfeiçoar os mecanismos institucionais. Disse também que isso torna-se ainda mais importante face ao cenário de crise mundial.

“Fizemos do Mercosul a mais abrangente iniciativa de integração já empreendida na nossa América Latina, transformamos o Mercosul em um projeto ambicioso para alcançar o desenvolvimento econômico com justiça social e a nossa integração. (…) O Brasil vai se empenhar de todas as formas para que o Mercosul continue avançando. Eu conto, para tudo isso, com a ajuda de todos vocês. (…) Frente a este cenário mundial, nós temos que dobrar a nossa aposta na integração regional. Nós temos de dobrar essa aposta e reforçar nossas capacidades e nossas alternativas.”


 

Reforçando a importância de avançar na integração Dilma destacou que desde a criação do bloco, em 1991, o comércio entre os países cresceu mais de doze vezes, saltando de US$ 4,5 bilhões para US$ 59,3 bilhões, em 2013, crescimento superior à evolução do comércio mundial. Para fazer a integração avançar mais, defendeu os projetos regionais de infraestrutura e as discussões para diversificar a produção e agregar valor. Lembrou também dos encontros realizados entre empresários de diversos setores ─ setor metalmecânico, químico, plástico, têxtil, calçadista, alimentício e de cosméticos, eletrônicos e de tecnologia da informação ─ que permitiram a identificação de oportunidades concretas para a integração das cadeias produtivas.

A presidenta ainda frisou a importância de acelerar os acordos de complementação econômica com Chile, Colômbia, Equador, Peru e México e de intensificar o diálogo com a Aliança do Pacífico. Sobre as negociações com a União Europeia, Dilma pontuou que o Mercosul já concluiu sua oferta e aguarda definições daquele bloco para realizar troca das propostas.

Outros anúncios
Entre os principais comunicados emitidos durante esta 47ª reunião de cúpula estiveram acordos sobre energias renováveis, impulsionados pelo Equador, o apoio do bloco à reeleição do brasileiro José Graziano da Silva para a diretoria-geral da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação) e o incentivo à regulamentação da negociação de dívidas soberanas. 

Uma das expectativas para esta reunião de chefes de Estado do Mercosul era o anúncio de adesão da Bolívia como membro pleno. No entanto, este processo de negociação permanece pendente, ainda que exista um documento em vias de aprovação pelos congressos dos países membros. Durante a reunião de cúpula realizada em junho de 2012, em Mendonça, na Argentina, redigiu-se o documento que daria início ao processo de incorporação do país andino. No entanto, durante aquela ocasião, o Paraguai estava suspenso e não pode participar de sua elaboração, fator este que poderia implicar na necessidade de uma revisão do documento.

Direitos dos Afrodescendentes
Ao afirmar que os direitos humanos são tema permanente da pauta do Mercosul, a presidenta Dilma anunciou a criação, durante a presidência pro temporebrasileira, a Reunião Especializada sobre Direitos dos Afrodescendentes.

“Podemos nos orgulhar: os direitos humanos são tema permanente de nossa agenda. Ao trabalho das Altas Autoridades de Direitos Humanos, fórum por nós criado em 2004, somam-se agora novas iniciativas. Neste mês, foi instalada a Reunião de Autoridades sobre Povos Indígenas, criada durante a Presidência Pro Tempore venezuelana. No próximo semestre, sob a presidência brasileira, estabeleceremos a Reunião Especializada dos Direitos dos Afrodescendentes.”


Vermelho - Com informações do Portal Brasil e Blog do Planalto
Matéria atualizada às 20h54 com informações do Opera Mundi

Dilma sobre Cuba e EUA: "É um marco das relações da nossa região"

Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia de Abertura da Cúpula do Mercosul.
Foto: Roberto Stuckert Filho/ PR
Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia de Abertura da Cúpula do Mercosul.

A presidenta Dilma Rousseff afirmou ontem, quarta-feira (17), que "jamais imaginava viver esse momento histórico" entre Cuba e Estados Unidos, que anunciaram o retorno das relações diplomáticas, rompidas há 53 anos. "Nós lutadores sociais nunca imaginávamos, jamais imaginamos viver esse momento histórico. Quero cumprimentar o presidente Raúl Castro, o presidente Barack Obama e também o papa Francisco", disse Dilma.

"Eu achei fantástica essa retomada das relações entre os Estados Unidos e Cuba. Acredito que isso é um marco das relações da nossa região", destacou Dilma.

A presidenta lembrou ainda do Porto de Mariel, em Cuba, financiado com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), pouco antes de embarcar de volta da Argentina para o Brasil.

"Fico muito feliz com o acordo entre os Estados Unidos e Cuba porque toda a política do governo brasileiro até agora tem sido enfatizar, e não só do ponto de vista retórico, mas com ações concretas, a forma pela qual Cuba tem de ser integrada. Algo que foi tão criticado durante a campanha, o porto de Mariel, mostra hoje mesmo a sua importância para toda a região. E para o Brasil principalmente na medida em que hoje o porto é estratégico pela sua proximidade com os Estados Unidos", destacou Dilma.

Cuba e Estados Unidos deram um passo histórico nesta quarta-feira (17) quando decidiram reestabelecer relações diplomáticas rompidas desde 1961 e adotar uma série de mudanças que ampliarão o comércio e o fluxo de pessoas entre os dois países. Ainda nesta quarta, os presidentes Barack Obama e Raúl Castro conversaram por telefone por quase uma hora, no primeiro contato do tipo entre líderes dos dois países desde a Revolução Cubana.

Acompanhe a cobertura completa sobre a reaproximação de Cuba e Estados Unidos.

Vermelho - Com informações do Estadão

ONU comemora normalização das relações entre Cuba e EUA

Ban Ki-moon, secretário geral da ONU

Ban Ki-moon, secretário geral da ONU

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, celebrou ontem, quarta-feira (17/12) o anúncio do restabelecimento das relações entre Cuba e os Estados Unidos, anunciado pelos presidentes Raúl Castro e Barack Obama.


Trata-se de uma notícia muito positiva, felicito aos mandatários por darem este passo, tão pedido pela comunidade internacional, agirmou nesta quarta em uma coletiva de imprensa dada na sede da Organização, em Nova York.


De acordo com Ban, as Nações Unidas estão prontas para ajudar a estreitar os laços entre as duas nações.

Ban lembrou também que, a partir da ONU, muitos defenderam que Havana e Washington mantivessem bons vínculos como vizinhos.

Há mais de meio século os Estados Unidos aplicam um bloqueio econômico, comercial e financeiro contra o país caribenho, apesar dos pedidos quase unânimes da Assembleia Geral para que ele fosse levantado.

Diplomatas e jornalistas manifestaram à agencia Prensa Latina nas Nações Unidas suas expectativas de que o anúncio desta quarta marque o princípio do fim das sanções unilaterais que definem o bloqueio, assim como de seu componente extraterritorial.

Acompanhe a cobertura completa sobre a reaproximação de Cuba e EUA

Fonte: Prensa Latina via Vermelho

Relatório mostra como CIA torturava prisioneiros

Algumas das horríveis táticas de interrogatório envolveram a já famosa técnica de “quase afogamento”. 
Algumas das horríveis táticas de interrogatório envolveram a já famosa técnica de “quase afogamento”. 

Documento do Congresso estadunidense conclui que, usando a guerra global ao terror como desculpa, a agência de inteligência dos Estados Unidos utilizou, ao longo dos últimos anos, técnicas de “interrogatório” tão ineficazes quanto sádicas. 


O Brasil teve um dia histórico no último dia 10/12 com a entrega do relatório final da Comissão Nacional da Verdade (CNV), que investigou os crimes perpetrados pelo Estado durante a ditadura militar (1964-1985), indo desde assassinato e tortura até desaparecimento forçado e ocultação de cadáver. Coincidentemente, os Estados Unidos também tiveram nessa semana uma entrega de relatório semelhante, elaborado pelo Comitê de Inteligência do Senado sobre o uso de tortura pela CIA no pós-11 de Setembro – eufemisticamente chamado de “técnicas de interrogatório forçado”.


Dentre as seis mil páginas do chocante documento, cerca de 500 detalham as tais técnicas utilizadas contra suspeitos de envolvimento com o terrorismo e revelam que os métodos de interrogatório eram de amplo conhecimento do governo de George W. Bush – incluindo o Conselho Nacional de Segurança da Casa Branca e o Departamento de Justiça dos EUA.

Algumas das horríveis táticas de interrogatório envolveram a “reidratação retal” dos prisioneiros, que consistia basicamente em forçar a alimentação pelo ânus; a manutenção de prisioneiros, durante meses a fio, em quartos totalmente escuros com música alta tocando; celas mantidas em temperaturas extremas – desde congelantes até hiperaquecidas – além da já famosa técnica de “quase afogamento” e os clássicos espancamentos e ameaças de estupro. De acordo com o relatório, muitos dos episódios eram tão sádicos que alguns dos homens que testemunhavam a tortura chegavam a chorar, pedir transferência ou, por fim, demissão.

Além disso, como se não bastasse a óbvia constatação que tais métodos violavam diversas leis – tanto domésticas (Constituição norte-americana), quanto internacionais (Convenção de Genebra), o relatório também conclui que a prática da tortura se mostrou terrivelmente ineficaz como meio de coleta de informação para o combate ao terrorismo, conclusão essa que não necessitaria de diversos anos de estudo e centenas de páginas escritas para se afirmar que a possibilidade de qualquer um dizer qualquer coisa, para por um fim a tortura, era enorme.

Mesmo assim, as chances de alguém da CIA ser, de fato, punido são praticamente nulas.

Leia abaixo algumas das conclusões do fatídico relatório:

O uso de “técnicas de interrogatório forçado” pela CIA não se mostrou um método eficiente de obter inteligência ou conseguir cooperação dos presos;

A justificativa da CIA para o uso dessas “técnicas” se baseou em afirmações imprecisas sobre seu grau de sua eficiência;

Os interrogatórios de indivíduos presos pela CIA eram brutais e muito piores do que a CIA os descreveu para legisladores e outros;

As condições de confinamento dos presos pela CIA eram mais duras do que a CIA as descreveu para legisladores e outros;

A CIA forneceu, repetidas vezes, informações imprecisas para o Departamento de Justiça, impedindo uma análise legal adequada do Programa de Detenção e Interrogatório da agência;

A CIA evitou ou impediu ativamente a supervisão do programa pelo Congresso;

A CIA impediu a supervisão eficaz e o processo de tomada de decisões por parte da Casa Branca;

A operação e a administração do programa feitas pela CIA complicaram, e em alguns casos impediram, as missões de segurança nacional de outras agências do Executivo;

A CIA impediu a supervisão do escritório do Inspetor-Geral da CIA (que audita e investiga a própria agência);

A CIA coordenou a divulgação de informações sigilosas para a imprensa, incluindo informações imprecisas sobre a eficiência das técnicas de interrogatório;

A CIA estava despreparada quando começou a operar seu Programa de Detenção e Interrogatório mais de seis meses depois de ter recebido autoridade para prender indivíduos;

A administração e a operação do Programa de Detenção e Interrogatório por parte da CIA foram profundamente equivocadas, especialmente em 2002 e no início de 2003;

Dois psicólogos contratados planejaram as técnicas forçadas de interrogatório da CIA e tiveram um papel central na operação, nas avaliações e na administração do Programa de Detenção e Interrogatório da CIA. Até 2005, a CIA havia terceirizado a maioria das operações relacionadas com o programa;

Os indivíduos presos pela CIA foram submetidos a técnicas de interrogatório coercivas que não foram aprovadas pelo Departamento de Justiça ou não foram autorizadas pelo quartel-general da CIA;

A CIA não realizou uma contabilidade precisa ou abrangente do número de indivíduos que prendeu, em manteve presos indivíduos que não preenchiam os requisitos legais para detenção. As afirmações da CIA sobre o número de presos que manteve e que submeteu a suas técnicas melhoradas de interrogatório são imprecisas;

A CIA falhou em avaliar adequadamente a eficiência de suas técnicas melhoradas de interrogatório;

A CIA raramente repreendeu ou responsabilizou funcionários por violações sérias e significativas, atividades inapropriadas e falhas sistêmicas e individuais na administração;

A CIA marginalizou e ignorou inúmeras análises internas, críticas e objeção à operação e à administração do Programa de Detenção e Interrogatório;

O Programa de Detenção e Interrogatório da CIA era, por natureza, insustentável e terminou em 2006 por causa da divulgação não autorizada de informações para a imprensa, da diminuição da cooperação de outros países e de preocupações legais e de supervisão;

O Programa de Detenção e Interrogatório da CIA prejudicou a posição dos Estados Unidos no mundo e resultou em outros custos monetários e não-monetários significativos.

Fonte: Brasil de Fato via Vermelho

Nicolás Maduro: Dia histórico da libertação dos heróis cubanos

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, cravou como histórica e uma vitória de Fidel Castro e do povo cubano a libertação dos três antiterroristas cubanos presos por mais de 16 anos nos Estados Unidos.


Maduro falou nesta quarta-feira (17) durante a reunião dos chefes de estado do Mercosul, realizado na Argentina, e também elogiou a decisão da retomada das relações diplomáticas entre Cuba e EUA.

O presidente venezuelano reconheceu a coragem deste gesto pelo presidente estadunidense Barack Obama e classificou como a atitude mais importante durante seu mandato na Casa Branca.

Maduro igualmente agradeceu o apoio do Papa Francisco para a concretização dessa decisão e lembrou que nesta quarta se comemora também o aniversário de Francisco.

“Cuba segue de pé com um povo culto, educado, com valores, mesmo com o bloqueio cuja política, como reconheceu Obama, de querer levar Cuba ao colapso fracassou”, falou Maduro. “Essa atitude parece uma retificação histórica a essa política hostil”, completou.

Acompanhe a cobertura completa sobre a reaproximação de Cuba e Estados Unidos.

Fonte: Prensa Latina via Vermelho