quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Advogado de Youssef diz que Veja mentiu: nunca houve depoimento dia 22


Depois de lançar acusação contra a presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, às vésperas do segundo turno da eleição, afirmando em matéria de capa que os dois sabiam da corrupção na Petrobras e, subliminarmente, apontar que são cúmplices, o advogado Antônio Figueiredo Basto, que representa o doleiro réu Alberto Youssef, volta a público para dizer que “ou a fonte da matéria mentiu ou é má-fé mesmo”.

A declaração do advogado foi feita ao jornal Valor Econômico e publicada nesta quinta-feira (30) e revela que o verdadeiro escândalo, como também já havíamos apontando, foi praticado pela Veja. O “depoimento” que a revista disse ter ocorrido no dia 22 de outubro e que também disse ter tido acesso para justificar a manchete “Eles sabiam de tudo” nunca existiu.

“Nesse dia não houve depoimento no âmbito da delação. Isso é mentira. Desafio qualquer um a provar que houve oitiva da delação premiada na quarta-feira”, declarou o advogado ao Valor. Segundo Basto, é falsa a informação de que o depoimento teria ocorrido no dia 22 para que fosse feito um “aditamento” ou retificação sobre o que o doleiro afirmara no dia anterior. “Não houve retificação alguma. Ou a fonte da matéria mentiu ou isso é má-fé mesmo”, reafirmou Basto.

Desde o primeiro dia da divulgação da capa da revista – que geralmente é no sábado, mas foi adiantada para quinta (24) por conta da eleição –, o advogado tem refutado as afirmações da revista. A declaração de Basto vai ao encontro do que a presidenta Dilma Rousseff disse em seu último programa da campanha eleitoral e durante o debate de TV na Rede Globo, na sexta-feira (25): a revistaVeja mentiu e cometeu crime eleitoral para mudar o resultado das urnas, que nas pesquisas davam vantagem a presidenta Dilma.

Vazamento?

Além de desmentir a Veja, o advogado Antonio Figueiredo Basto reafirmou que a sua equipe não teve nenhum envolvimento no suposto vazamento. “Asseguro que eu e minha equipe não tivemos nenhuma participação nessa divulgação distorcida”, afirmou Basto. O delegado Rosalvo Ferreira Franco, da superintendência da Polícia Federal no Paraná, determinou abertura de inquérito para apurar o caso.

“Acho mesmo que isso tem que ser investigado. Queremos uma apuração rigorosa”, garante Basto. Alguns veículos de comunicação lançaram suspeitas sobre Basto por ter integrado o conselho da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). O estado é governado por Beto Richa, do PSDB, que foi reeleito este ano. “Eu não tenho nenhuma relação com o PSDB. Me desliguei em 2002 do conselho da Sanepar [controlada pelo governo do Estado]. Não tenho vínculo partidário e nem pretendo ter. Nem com PSDB, nem com PT, nem com partido algum”, disse.

Imprensa esconde

A capa da Veja foi destaque durante todos os dias que antecederam a eleição do segundo turno, principalmente nos veículos impressos, com manchete de capa inclusive. No entanto, as declarações do advogado de que a Veja mentiu sobre o depoimento ganhou matéria de duas colunas no jornal Valor Econômico, na página 8, com o seguinte título: “Advogado de Youssef nega participação em “divulgação distorcida’”. Pelo jeito, tucanaram o significado de mentira.

E como era de se esperar, nos demais veículos, pelo menos até o fechamento dessa matéria, nenhum palavra sobre o assunto, com exceção do Portal Brasil 247 e do Vermelho.

Derrotada nas urnas, agora só falta os tribunais

A revista já tinha sofrido um primeiro revés ao ser obrigada a publicar um direito de resposta de Dilma em seu site, em pleno dia de votação, o que também poderá ocorrer na publicação imprensa deste fim de semana. A decisão está nas mãos do ministro Teori Zavascki.

Da redação do Portal Vermelho, Dayane Santos
Com informações do Valor Ecônômico


Inácio denuncia papel antidemocrático da grande mídia na eleição


Segundo o parlamentar, as vitórias de Barack Obama nos Estados Unidos, e de François Holland, na França, resultaram de diferenças de votos em relação aos seus adversários menores do que a diferença entre Dilma Rousseff, do PT, e Aécio Neves, do PSDB, no Brasil.

“No entanto, nesses países os resultados foram considerados normais, considerados vitória da maioria. Mas, aqui no Brasil, esses meios de comunicação dominantes apresentam a vitória da Dilma como um país dividido, que ficará ingovernável. Um desrespeito à vontade da maioria soberana do país”, criticou, destacando a ação desses órgãos de mídia que “continuam esticando a corda, transformando a vida política brasileira num terceiro turno permanente”.

Para Inácio, “o que esteve em disputa na eleição presidencial foram os caminhos do Brasil, de desenvolvimento com soberania, ou de subserviência às potências econômicas mundiais. E a grande mídia está do lado da subserviência”, defendendo que outros países ditem as regras do desenvolvimento do Brasil.

Inácio também classificou como crime eleitoral a edição da revista Veja, lançada às vésperas da eleição, com calúnias contra a presidenta Dilma e o ex-presidente Lula, “que foi distribuída como um panfleto, por todo o país”. E questionou: “Quem pagou essa distribuição?”

Mídia verdadeira

Em contraponto ao posicionamento da mídia oligopolista, o senador destacou a atuação de jornalistas como Paulo Henrique Amorim, do Conversa Afiada; Luiz Carlos Azenha, do Viomundo; Rodrigo Viana, do Escrevinhador; Luiz Nassif, do GGN; Altamiro Borges, do Barão de Itararé; de Mino Carta, da CartaCapital, dentre outros.

“Estes jornalistas, honrados, tomaram partido em defesa da candidatura de Dilma Rousseff, mas o fizeram às claras, explicando e defendendo os rumos desenvolvimentistas e soberanos para o Brasil. Não se valeram de uma falsa neutralidade. Mostraram que existem jornalistas que, não deixando de dar as notícias favoráveis ou contrárias ao governo, as analisam criticamente e defendem, abertamente, as soluções que consideram mais corretas para o país”.

Inácio Arruda ainda cumprimentou Dilma Rousseff pela vitória nas eleições e elogiou a presidenta pelo seu atual mandato, que se encerra no final deste ano. Ele ressaltou ações do governo petista e seus aliados, como a ampliação das condições de desenvolvimento do Nordeste, a ampliação das universidades no Brasil, a melhoria da infraestrutura e a diminuição da taxa de desemprego, entre outros benefícios.

O senador disse ter expectativa que, nos próximos quatro anos, os projetos de mudanças sejam aprofundados permitindo um crescimento econômico mais eficaz para o país.

Da Redação em Brasília
Com informações da Ass. Sen. Inácio Arruda

    Suécia reconhece oficialmente o Estado da Palestina


    O primeiro-ministro da Suécia, Stefan Loefven, anunciou, em sua primeira intervenção no Parlamento, no início de outubro, que o país seria o primeiro da União Europeia no lado ocidental a reconhecer o Estado palestino.

    Israel, por sua vez, condenou o reconhecimento e acrescentou que a medida fortalecerá os extremistas muçulmanos. “É uma decisão lamentável, que reforçará os elementos extremistas e a política de recusa dos palestinos”, disse, num comunicado, o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Avigdor Lieberman. A iniciativa sueca provocou grandes danos e não tem utilidade, acrescentou.

    Enquanto os palestinos saudaram a iniciativa sueca, Israel convocou seu embaixador no país europeu para expressar sua desilusão e protestar. Israel insiste que os palestinos só podem ter status de Estado por meio de negociações diretas e não de outros canais diplomáticos.

    Sete países-membros da União Europeia no Leste da Europa e no Mediterrâneo já reconheceram o Estado palestino – Bulgária, Chipre, República Checa, Hungria, Malta, Polônia e Romênia. A Islândia, que não pertence à União Europeia, foi o único país da Europa Ocidental que fez o reconhecimento.

    Os palestinos, em especial os que vivem na Faixa de Gaza, ainda tentam reconstruir a região após os ataques engendrados por Israel nos meses de junho e julho deste ano. Na ocasião, mais de duas mil pessoas morreram, incluindo muitas mulheres e crianças. Escolas, hospitais e casas foram destruídos. Além disso, a região sofre também com o bloqueio israelense de vários anos, que impede o pleno desenvolvimento das atividades cotidianas dos palestinos.

    Da redação do Vermelho,
    com informações da Agência Brasil


    América Latina retomará crescimento em 2015, diz Cepal


    "Acredito que 2015 será um ano melhor do que 2014 para a região", disse a chefe da Comissão Econômica para América Latina e Caribe, um organismo da ONU, ao final de sua visita a Cuba.

    "Creio que (o crescimento) será superior a 2,5%", expressou Bárcena, acrescentando que a América do Sul terá "um desempenho melhor".

    A funcionária prevê um "2015 mais auspicioso", embora tenha advertido que o contexto internacional continua complicado, pois "a Europa não conseguiu sair da crise". Segundo ela, a recuperação dos Estados Unidos, que este ano pode crescer 2%, terá um efeito positivo.

    A recuperação americana deve estimular as economias da América Central e do Caribe. Também pode resultar no aumento do envio de remessas para as famílias, que tem grande impacto em países centro-americanos e caribenhos, assim como no México.

    Bárcena disse que, em 2015, países como Brasil, Argentina e Chile, entre outros, terão resultados melhores do que em 2014.

    "O Brasil é, sem dúvida, um país que terá um melhor desempenho no ano que vem", disse.

    Segundo ela, a Argentina também deve ter um ano mais promissor. "Uma vez que termine este período de problemas com os 'fundos abutres', (a Argentina) volta a retomar um desempenho econômico positivo", indicou.

    O Chile terá um crescimento maior, graças ao aumento do investimento público, completou.

    Em 4 de agosto passado, a Cepal reduziu sua projeção de crescimento regional em 2014 - de 2,7% para 2,2% - "por causa da debilidade da demanda externa, do fraco dinamismo da demanda interna e de investimentos insuficientes", entre outras causas.

    Depois de se reunir com o número dois do governo cubano, Miguel Díaz-Canel, na segunda-feira, Alicia Bárcena elogiou as reformas econômicas adotadas pelo presidente Raúl Castro, que contemplam uma maior abertura aos investimentos estrangeiros.

    Os investidores internacionais buscam "mercado, recursos naturais e mão de obra qualificada, e isso existe em Cuba", disse.

    O processo de reformas "está muito bem encaminhado", insistiu Bárcena.

    Com informações da AFP


    Governo não desistirá de tornar constitucional a participação social


    “Na prática esse decreto mexia tão pouco com as estruturas. É uma vitória de Pirro, uma vitória que não significa nada a não ser a vontade conservadora de impor uma derrota política à presidenta. Mas é uma derrota que não nos abate”, disse se referindo à expressão vitória de Pirro usada para expressar uma vitória com ares de derrota.
    “Nunca falamos em inventar conselhos, falamos simplesmente em organizar e aprofundar a participação social. Eles não entenderam isso, mas não desistiremos dessa luta para tornar estável o processo de que a participação social seja um método de governo no nosso país”, acrescentou.

    Para Carvalho, ao não aceitar o decreto, os parlamentares agiram contra o desejo de participação do povo brasileiro. “A meu juízo, nada mais anacrônico, mais contra os ventos da história, nada mais do que uma tentativa triste de se colocar contra uma vontade irreversível do povo brasileiro que é a vontade da participação. O povo brasileiro não aceita mais uma postura de mero espectador”, acrescentou ao discursar na abertura da 42ª Reunião Nacional do Conselho das Cidades.

    Na avaliação do ministro, a derrota de terça-feira (28) mostra que a presidenta Dilma Rousseff tem razão ao considerar que a reforma política só ocorrerá com uma forte mobilização social e popular.

    Ao ser perguntado por jornalistas sobre o apoio de integrantes do PMDB, partido da base aliada, na derrubada do decreto, o ministro respondeu que havia setores do partido que tinham tomado a decisão de derrotar a proposta do governo e que não se deve confundir essa atitude com o conjunto do partido. “Prefiro considerar esse um episódio isolado que não afeta nossa aliança com o PMDB”.

    A rejeição do decreto pelos deputados se deu com a aprovação do Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 1.491/14, apresentado pela oposição, anulando o decreto presidencial. O PDC tem agora que ser apreciado pelo Senado Federal. O decreto presidencial foi publicado em maio deste ano e, desde então, os partidos de oposição tentam anular o decreto com o argumento, entre outros, de que ele invade as prerrogativas do Legislativo.

    Com informações da Agência Brasil

      quarta-feira, 29 de outubro de 2014

      Derrotados, rentistas lançam plano B: ministro da Fazenda independente


      Da Redação do Portal Vermelho, Dayane Santos


      A economia foi um dos principais temas dessa campanha, tanto no primeiro como no segundo turno das eleições. Os adversários de Dilma disputaram quem apresentaria o plano de governo que mais atenderia aos desejos do mercado. Marina Silva (PSB) propôs a independência do Banco Central e o mercado aplaudiu. Aécio Neves (PSDB) não perdeu tempo e, além da garantia de “medidas impopulares”, tratou logo de dizer que o seu governo já tinha um ministro da Fazenda: Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central no governo FHC e homem credenciado pelos especuladores como George Soros, de quem Fraga já foi funcionário.

      Na bolsa, a cada subida da candidata nas pesquisas, o índice Ibovespa despencava e o dólar subia. Na imprensa, uma enxurrada de estimativas pessimistas foi lançada para respaldar a ideia de que a inflação estava descontrolada e o desemprego estava batendo à porta dos brasileiros. Na campanha, a pressão contra Dilma foi para que ela dissesse quais seriam as mudanças na economia no segundo mandato. A única coisa que conseguiram arrancar foi que, por uma decisão pessoal do ministro, Guido Mantega não ficaria na Fazenda no segundo mandato.

      Dilma não cedeu à chantagem rentista e a realidade atropelou o terror inflacionário. A estratégia neoliberal foi recorrer ao caso Petrobras. Às vésperas do segundo turno, a revista Veja publicou matéria de capa em que afirmava que, de acordo com depoimento do doleiro preso Alberto Youssef, Lula e Dilma sabiam dos desvios na Petrobras.

      Golpe da Veja desmascarado

      A mentira de pernas curtas foi desmascarada. A intenção da Veja de interferir no resultado das eleições foi denunciada a tempo pela própria presidenta em seu último programa de TV da campanha.

      O golpismo midiático foi tão explícito que os demais veículos da grande imprensa não quiseram embarcar na onda da Veja. O diretor de jornalismo da TV Globo, Ali Kamel, informou em carta enviada à Folha de S. Paulo que a emissora não repercutiu a reportagem porque a revista “não provou a denúncia com suas fontes”. Na carta, Kamel explica que noticiou os protestos em frente à sede da revista porque ”não poderia ser ignorado”.

      A repercussão veio em efeito bumerangue. Matéria publicada no Portal Brasil 247 desta segunda (27), afirma que a direção da Editora Abril estava irritada com os efeitos da matéria. Segundo a matéria, o diretor de redação Eurípedes Alcântara teria sido chamado a um jantar na casa do presidente do Grupo Abril, Fábio Barbosa, ao qual também compareceram os redatores-chefes Lauro Jardim, Fabio Altman, Policarpo Jr. e Thaís Oyama, para dar explicações.

      Nariz torcido

      Derrotada nas urnas, a oligarquia financeira torce o nariz, mas é obrigada a aceitar Dilma como presidenta. E como o plano de um Banco Central independente foi por água abaixo, agora joga todas as suas fichas num “ministro da Fazenda independente”. Um ministro que tenha mais poderes que a presidenta Dilma, cujo papel seria reduzido à mera formalidade protocolar, sem interferência nas decisões da economia brasileira.
      A Bolsa de Valores, que na segunda (27) caiu em 2,77%, nesta terça (28) opera em alta, sinalizando uma breve trégua, enquanto a presidenta não anuncia o nome que eles querem para o ministério. E como num cassino, as apostas e blefes crescem a cada instante, principalmente pela imprensa. 

      A manchete do jornal Valor Econômicodesta terça (28) chega a dizer que o ex-presidente Lula teria feito três indicações para a pasta da Fazenda: Luiz Carlos Trabuco, presidente do Bradesco; Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central; e Nelson Barbosa, ex-secretário executivo do Ministério da Fazenda. Essa informação, que mais parece um boato, nada mais é que uma tentativa de emplacar um ministro ligado ao mercado. 

      O colunista político Kennedy Alencar, em seu comentário na rádio CBN, diz que dos 39 ministros, Dilma pretende manter apenas dez, sendo que “a principal peça é a equipe econômica”. Segundo ele, foi “infeliz” a declaração de Guido Mantega, de que com a reeleição o povo aprovou a política econômica do governo. “Ora, a presidente quase perdeu por causa da política econômica. O mercado financeiro e o empresariado torceram contra a petista”, disse ele.

      A coação do mercado financeiro é porque durante toda a campanha, a presidenta Dilma reafirmou que a sua preocupação é com o emprego, a melhoria da renda do trabalhador e da vida das pessoas. “Não somos aqueles que só pensam nos banqueiros e nos juros. Somos aqueles que querem melhorar a vida de cada família”, asseverou Dilma em campanha no Rio de Janeiro, dia 20 de outubro.

      Sem chance

      Para o mercado financeiro, como apontou a revista The Economist – panfleto dos rentistas – as conquistas sociais “não são palpáveis”. A medida concreta que eles querem é ajuste fiscal e juros na estratosfera para pagamento da dívida pública à custa da estagnação econômica, desemprego em massa.

      O presidente do PT, Rui Falcão, em coletiva de imprensa nesta segunda (27), afirma que o eventual indicado precisará apenas de uma coisa: “Comungar e manter a atual linha econômica do governo, mais voltada ao mercado consumidor e ao mercado de trabalho. Não podemos nos pautar pelo mercado financeiro”.

      Dilma, por sua vez, em entrevista também nesta segunda (27), um dia após a vitória nas urnas, manteve o tom da campanha e mostrou que não vai ceder a chantagem: “Não tenho o menor interesse em fazer essa discussão agora. No tempo exato, eu darei os nomes”.

      Campanha Salarial 2014 - Greve João Lisboa