quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Nota de falecimento: José Souza

souza-jose
É com pesar que a Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe comunica o falecimento do presidente do Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB/SE), José Souza de Jesus. Souza foi encontrado desacordado ontem, terça-feira (21) em um apartamento do Hotel Ministral em Fortaleza, Ceará. Ele foi participar da assinatura do aditivo do acordo coletivo do Banco do Nordeste (BNB).
Souza fez filosofia na Universidade Federal de Sergipe (UFS), era dirigente da CTB/SE, da Federação dos Bancários da Bahia /Sergipe e membro do Conselho Deliberativo da Previ. Atuava no movimento sindical desde a década de 80. Filho de Laudelina de Jesus, nasceu na cidade de Carira, em 31 de março de 1958. Era casado com a jornalista Niúra Belfort e pai de Wladimir Belfort Souza e Letícia Belfort Souza.
O sepultamento de José Souza acontecerá nesta quinta-feira, dia 23, às 16h, em Aracaju, na Colina da Saudade. A Federação dos Bancários se solidariza com seus parentes e amigos neste momento de extrema dor.

Sindicalistas socialistas declaram apoio à reeleição de Dilma

Joilson Cardoso destaca as vitórias conquistadas pelos trabalhadores durante os governos de Lula e Dilma
CTB
Joilson Cardoso destaca as vitórias conquistadas
 pelos trabalhadores durante os governos de Lula e Dilma

Sindicalistas da corrente do Sindicalismo Socialista Brasileiro (SSB), braço sindical do PSB (Partido Socialista Brasileiro), declararam majoritariamente, apoio à reeleição da presidenta Dilma Rousseff com a divulgação do manifesto intitulado “Conclamação aos Socialistas”.


Os sindicalistas seguiram o posicionamento do ex-presidente do PSB, Roberto Amaral, que declarou seu apoio a Dilma, e afirmou que seu partido ignorou lições de seus fundadores ao apoiar formalmente a candidatura de Aécio Neves, do PSDB. "O apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff é, neste momento, a única alternativa para a esquerda socialista e democrática", afirmou em nota Roberto Amaral.


Assinam o manifesto os sindicalistas Joílson Cardoso, a senadora Lídice da Mata, Roberto Amaral, Luiza Erundina, Glauber Braga, Edwilson Lino, Vivaldo Barbosa, Domingos Leonelli, James Lewis, Sandra Marrocos, Júlio Cesar Oliveira, Fabio Maia e Antônio Marlos.

“Estamos assistindo a disputa de dois projetos distintos. O projeto do PSDB, que nós já conhecemos, inclui o arrocho salarial, a precarização das condições de trabalho e a reforma trabalhista que o Fernando Henrique tentou implantar com o fator previdenciário e uma politica econômica nacional de joelhos para o capital estrangeiro. São medidas que irão tirar o país do protagonismo em que ele se encontra que, inclusive, contribuiu para vitórias importantes na América Latina. Tirar o Brasil da posição que ele se encontro seria um retrocesso político imensurável”, destaca Joílson Cardoso, que também é vice-presidente da CTB.

Para Joílson Cardoso, apoiar um projeto neoliberal seria colocar em risco avanços obtidos pela classe trabalhadora. “Esse projeto coloca em jogo questões estruturais do mundo do trabalho, a exemplo da política nacional de salário mínimo. O economista Armínio Fraga, que está cotado para ser ministro da Fazenda de Aécio Neves, já afirmou que o salário mínimo cresceu demais nos últimos anos. Ou seja, seria a volta do arrocho salarial, do Estado Mínimo e o retrocesso das politicas sociais. Tudo isso faz com que a SSB seja contra essa proposta. Nós lamentamos a posição do PSB”, defendeu o socialista.

 
Confira o manifesto assinado pelos sindicalistas:

MANIFESTO DA SSB AOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS DO BRASIL
A SSB (Sindicalismo Socialista Brasileiro) decide, por maioria absoluta de suas lideranças, apoiar e recomendar o voto de seus militantes na reeleição da presidente Dilma Rousseff. Essa decisão expressa nossa coerência com o programa socialista. Os socialistas têm e sempre tiveram lado – o da esquerda progressista. Somos uma corrente do movimento sindical nascida há 20 anos atrás na base do movimento sindical brasileiro, liderada pelos sindicalistas socialistas do PSB e ligada à Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), que ajudamos a fundar com outras forças políticas. Neste segundo turno da eleição presidencial não podemos contribuir para o atraso que seria o retorno do neoliberalismo, inimigo ideológica dos interesses dos assalariados. Nosso compromisso, ao contrário, é o de ajudar a constituição de um governo democrático-popular, com efetiva participação dos trabalhadores e da sociedade civil.

Estivemos com a candidatura de Eduardo Campos, um projeto que procurava se sustentar no campo da esquerda. Nós, líderes sindicais dos trabalhadores e trabalhadoras da SSB nos comprometemos, depois de sua morte, com a candidatura de Marina Silva à Presidência da República, por entendermos que a 'Coligação Unidos pelo Braslil’, apesar das contradições, podia representar a preservação de nossas conquistas. Identificamos nessa candidatura a possibilidade de fazer o País trilhar o desenvolvimento sustentável, a garantia de mais e melhores empregos e a continuidade da distribuição de renda iniciada pelo governo do Presidente Lula, buscando eliminar as iniquidades sociais. Essa não é a visão de Aécio.

Com esse manifesto, dizemos “não” ao atraso representado pela candidatura da direita. O roteiro do ajuste fiscal que resulta em arrocho salarial contra os trabalhadores é nosso velho conhecido. Vem junto com a quebra dos direitos trabalhistas, o fim da política de valorização do salário mínimo e o aumento da concentração de renda. Denunciamos, principalmente, a entrega dos serviços públicos e setores estratégicos à sanha do capital e a quebra da soberania nacional como ocorreu nos anos de governo tucano. Conhecemos esse receituário, pois fomos oposição ferrenha aos governos neoliberais do PSDB.

O País avançou nos dois governos Lula e deve agora, com Dilma no comando, fazer as correções que precisa para voltar a crescer. A classe trabalhadora vai continuar a lutar pelo crescimento com justiça social. Essa é a nossa razão de ser. Sermos dignos ao nosso Programa, no PSB honrarmos nossa história e a história de nossos fundadores, João Mangabeira, Antônio Hoauiss e Jamil Haddad, no movimento sindical sermos fieis aos interesse dos trabalhadores e coerentes ao campo político de esquerda que compomos. A Nação trabalhadora nos cobra compromisso e não vamos virar as costas aos que clamam por desenvolvimento com justiça social. O Brasil é viável e voltará a crescer. Chega de desesperança! Vamos votar em Dilma no dia 26!
Viva o Brasil. Viva a Classe Trabalhadora.

Fonte: CTB  via Vermelho

Na reta final, movimento de mulheres reforça apoio a Dilma

Em carta de apoio, as mulheres se afirmam como sujeitos políticos detentores de direitos, de autonomia e de liberdade para decidir sobre seus corpos e seus projetos de vida. 
Em carta de apoio, as mulheres se afirmam como sujeitos
 políticos detentores de direitos, de autonomia e de
liberdade para decidir sobre seus corpos e seus projetos de vida. 

O reconhecimento que o governo da presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição, recebe do movimento de mulheres às vésperas da votação do segundo turno, no dia 26, comprova o amplo retrospecto sobre a elaboração de políticas públicas e ações pela garantia de direitos e igualdade de gênero em continuidade ao governo Lula.
 

“Há 12 anos vimos uma mudança começar no país, com a maior garantia de direitos e o combate à desigualdade como prioridade. Foram muitas as mudanças na política econômica e nas políticas sociais do governo que trouxeram para o debate político a urgência em acabar com as injustiças históricas do Brasil”, inicia a carta aberta chamada "Porque Nós Mulheres Estamos com Dilma."

Até o momento, mais de 1,7 mil mulheres representantes de todos os segmentos da sociedade assinam o manifesto que define a candidatura como a única que apresenta disposição política para promover mudanças, e a erradicação de qualquer tipo de discriminação, seja de gênero, seja racial, seja de classe ou de orientação sexual. Entre as signatárias estão as ministras Eleonora Menicucci, Miriam Belchior, Tereza Campello e Izabella Teixeira.

A carta chama à responsabilidade do voto, em nome da luta de mulheres e homens que no passado tombaram pela democracia, a afirmação das mulheres como sujeitos políticos detentores de direitos, de autonomia e de liberdade para decidir sobre seus corpos e seus projetos de vida.

Avanços e mais avanços

De 2003 a 2013, inúmeras campanhas universalizaram a legislação brasileira de proteção e combate à violência contra a mulher. Os serviços especializados no atendimento à mulher aumentaram de 332 para 1.027. E, desde a sansão da Lei Maria da Penha, há oito anos, foram emitidas 370 mil medidas protetivas, segundo dados da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM).

Atualmente, o País conta com 231 Centros Especializados de Atendimento às Mulheres (Ceams), 78 Casa Abrigo, 45 unidades do Núcleo de Atendimento Especializado da Defensoria Pública, 500 Delegacias de Atendimento à Mulher, 100 Juizados e 46 unidades do Núcleo de Ministérios Públicos Estaduais Especializados em Violência/Promotorias Especializadas, além de Varas Especializadas e Varas Adaptadas.

A SPM também mantém a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, para o recebimento de denúncias e informações sobre procedimentos em caso de violação de direitos relacionados à violência doméstica e familiar.

Para o segundo mandato, além da continuidade das ações atuais e da manutenção da SPM, Dilma vai ampliar a criação da Casa da Mulher Brasileira, uma política iniciada em março de 2013, que cria unidades que reúnem todos os órgãos de proteção como Ministério Público e defensorias.

Para evitar situações de humilhação no momento em que pedem ajuda, a ação cria espaços com atendimento especializado no acolhimento da mulher vítima de violência, com amparo psicossocial e orientação ao emprego e renda.

Da Redação do Vermelho em Brasília
Com Imprensa PT

Programa de TV de Dilma rebate Armínio Fraga e defende bancos públicos

Direto do Vermelho

A propaganda eleitoral da candidata à reeleição Dilma Rousseff de terça-feira (21) reafirmou o desafio que o povo brasileiro terá neste segundo turno e destacou que há dois projetos distintos em disputa: um de avanço e inclusão e outro de retrocesso.


Reprodução
  
Para demonstrar como são profundas as diferenças, o programa mostrou uma entrevista com guru econômico dos tucanos escolhido por Aécio Neves como seu futuro ministro da Fazenda, Armínio Fraga, na qual ele defende a redução dos bancos públicos. “O Brasil têm três bancos públicos gigantes em atuação, a Caixa, Banco do Brasil e BNDES. Penso que os bancos públicos precisam ser administrados com padrões muito mais rígidos. Provavelmente vai chegar um ponto em que vai ficar claro que eles não tenham assim tantas funções. Não sei o que vai sobrar no final da linha, talvez não muito”, disse Fraga.
 
Dilma explicou, que ao contrário do que afirmam os tucanos, os bancos públicos são de suma importância para o desenvolvimento e a redução das desigualdades. “Os bancos públicos subsidiam várias ações e programas, como o Minha Casa, Minha Vida, o Fies e o transporte público. Sem esse apoio tudo ficaria muito mais caro para a população”, argumentou a presidenta, citando como exemplo a prestação de uma casa, que, subsidiada pela Caixa, sai com prestação de R$ 80,00 por mês, enquanto que pelas regras do mercado financeiro essa mesma casa custaria nada menos que R$ 940,00 por mês para o trabalhador.

“É muito difícil não se indignar quando o meu adversário fala em ‘medidas impopulares’. Ora, se são impopulares é porque são contra o povo. E eu tenho um lado muito claro: o lado do povo”, frisou a candidata durante o programa. Ela ressalta: “Não podemos voltar ao passado em que o país era governado por uma elite e para uma elite”.

Confira a íntegra do programa:

 


Gil e Caetano declaram voto em Dilma no segundo turno

Ambos apoiaram Marina Silva (PSB) no primeiro turnoDepois de marinar no primeiro turno das eleições, o cantor e compositor Caetano Veloso declarou que agora vai votar pela reeleição da presidenta Dilma Rousseff. A informação foi publicada na coluna do jornalista Ancelmo Gois, do jornal O Globo.


Ambos apoiaram Marina Silva (PSB) no primeiro turno
“Voto em Dilma”, disse Caetano revelando que não acompanha a sua candidata, Marina Silva que declarou apoio a Aécio no segundo turno. “Não faço campanha porque odiei o que o PT fez com Marina. Acho Aécio bom candidato e gosto dele. Mas prefiro Dilma agora”, completou.

Além de Caetano, outro amigo que também apoiou Marina no primeiro turno declarou voto a Dilma: Gilberto Gil, que irá gravar depoimento para o programa.

“Eu votei em Marina. Vou votar em Dilma no segundo turno. Convivi com ela em ambiente de governo, em situação, enfim, de ministério, que decisões precisavam ser tomadas, que a disputa pelo orçamento se dava, e ela sempre tratou o Ministério da Cultura com muito respeito, muito apreço, dando a ele muita importância”, argumentou Gilberto Gil.

Vermelho - Com informações de agências

Dilma: Meu projeto garante empregos, salários e qualidade de vida

A candidata Dilma Rousseff em Recife. Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto LulaA cinco dias do momento decisivo das eleições, a presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição, reuniu uma multidão de mais de 50 mil pessoas em Goiana (PE) na terça-feira (21), num ato de apoio da região à sua campanha. 


A candidata Dilma Rousseff em Recife. Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula
“Daqui a uns dias, nós vamos votar e algumas coisas têm de ficar claras para nós. São dois projetos, um que não olhava para o povo deste país, que governava para os mais ricos, e o outro que foi feito para todos os brasileiros, que foi o meu e do presidente Lula”, afirmou Dilma.

 
 
A presidenta destacou a dificuldade do projeto de oposição, do candidato Aécio Neves (PSDB), em enxergar um Brasil mais justo. “Hoje vestem uma pele de cordeiro que esconde todas as suas intenções. Eles têm um olhar preconceituoso para todo o Brasil, olham para os mais pobres e não veem um cidadão brasileiro. Nós não reconhecemos nos tucanos alguém que fez uma política a favor (…) do Estado brasileiro e muito menos do Nordeste”, afirmou.

Dilma aproveitou para desmentir boatos espalhados na região de um suposto revanchismo, na eventual continuidade do seu governo, sobre governadores eleitos de partidos que não pertencem à sua coligação. “Tem gente dizendo que nós não iremos fazer parceria com governadores eleitos, quero dizer que respeitamos governadores eleitos porque respeitamos o povo que os elegeu. Aqui em Pernambuco vamos manter nossa parceria, porque quem elegeu foi o povo sofrido de todo o estado”, disse.

Além de lembrar as conquistas de Pernambuco com o ex-presidente Lula, em parceria com Eduardo Campos, do Polo Naval, da instalação da fábrica da Fiat em Goiana, Dilma assumiu o compromisso por mais obras para desenvolver o estado. “Assumo o compromisso de fazer o Arco Rodoviário custe o que custar e queria dizer que não somos a favor de pedágio em regiões metropolitanas, porque é lá que as pessoas moram”, disse a presidenta, em referência aos pedágios cobrados nos estados em que os tucanos governam.

Quem fez é quem pode continuar


Dilma mostrou orgulho e sinalizou pela continuidade dos programas como Minha Casa Minha Vida, Mais Médicos, Fies e Prouni. “Hoje encontrei uma trabalhadora que disse pra mim que estava feliz porque a filha iria virar cientista. Ela está na Alemanha cursando o Ciência Sem Fronteiras. É esse o país que queremos criar: que o filho do trabalhador vire cientista, que estude na Alemanha, que vire doutor. É esse o país que queremos para o nossos filhos e netos”, pontuou.

Dilma encerrou seu discurso defendendo o desenvolvimento pleno do país, sem privilégio, e a manutenção de sua posição acima das demais. “Foi preciso que um nordestino assumisse a Presidência da República para que os nordestinos voltassem para o Nordeste (…) vocês conquistaram com muita garra e espírito de luta porque o governo criou oportunidades que não tinha no tempo dos tucanos, eles não gostam de oportunidades que não seja para eles”, destacou.

Lula pede respeito com o Nordeste
 

O ex-presidente Lula participou do comício em seu estado natal e ilustrou como algumas declarações dos políticos do PSDB – em referência à declaração pública de FHC sobre o primeiro lugar de Dilma no primeiro turno – revelam preconceitos regionais e de classe. “Como alguém que já foi presidente do Brasil, que tem formação, pode dizer que a presidenta Dilma só foi votada no Nordeste porque não tem informação? Tanto o nordestino tem informação, que resolveu nunca mais votar em tucano”, explicou.
 
Sobre os investimentos que o Nordeste recebeu após a chegada do Partido dos Trabalhadores à Presidência, Lula disse que só o governo de Dilma fez em quatro anos o que os tucanos não fizeram a vida inteira, como a integração do São Francisco, da Transnordestina e a chegada crescente de investimentos. “Quem imaginou que aqui em Goiana ia ter uma indústria automobilística? Nós não apenas começamos um processo de transformação desse país, como o nordestino conquistou o direito de andar de cabeça erguida. Enquanto Dilma traz água pro Nordeste, o governador de São Paulo, que é tucano, deixa faltar água no estado todo.” 




Com informações do Portal Dilma e Muda Mais - via Vermelho

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Segundo turno das eleições: Quem você é? De que lado você está?

Aproxima-se o dia das eleições e vai tomando forma na sociedade brasileira dois blocos completamente antagônicos esboçados em duas candidaturas: Dilma Roussef e Aécio Neves.

De início fica claro pelo perfil dos candidatos as posições diametralmente opostas. Dilma, militante estudantil desde a juventude, lutou contra a ditadura, pela redemocratização do país e ocupou cargos públicos por indicação de partidos progressistas como o PDT e o PT. Aécio, herdeiro político do clã Neves de Minas Gerais, desde jovem vem ocupando cargos públicos por indicação de parentes influentes e dos esquemas políticos eleitorais conservadores e neoliberais.

Do ponto de vista político, o lado de Dilma representa a solidariedade aos trabalhadores pobres e excluídos através da valorização dos salários, do combate ao desemprego, do respeito aos direitos sociais, dos programas de inclusão social. Além do macro projeto de desenvolvimento nacional soberano materializado na postura independente na política internacional e de iniciativas como o PAC - Plano de Aceleração do Crescimento, de fortalecimento das empresas estatais, da recuperação da indústria naval, dentre outras, que como resultado elevaram o Brasil a 7ª economia do mundo. Potência emergente, protagonista do Mercosul e dos Brics – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Ideologicamente, Aécio simboliza o individualismo, a supremacia do capital, do lucro do mercado sobre o social.

Convivemos nas últimas décadas com dois governos de inspiração neoliberal: Color e FHC. A história está a nos dizer acerca das suas realizações.

Os planos de Aécio, apesar de toda em toda a sua retórica enfatizar o futuro, está ancorado no passado, inclusive de forma cabal ao apresentar como futuro ministro da fazenda Armínio Fraga, ex diretor do megaespeculador George Soros e sócio do banco norte-americano JP Morgan, que muito lucrou com a nossa desgraça, não faz muito tempo.

O receituário neoliberal é claro: arrocho salarial, desemprego, ataque aos direitos dos trabalhadores, precarização das condições de trabalho, combate aos programas sociais, privatizações, política econômica e diplomática subalterno aos interesses dos Estados Unidos e da União Européia.

Se você vive de vender a sua força de trabalho, saiba o que está por vir com a possível eleição de Aécio. A consciência de classe não acontece espontaneamente, por isso o nosso papel é suscitar o debate e incitar a consciência.

Tem muito trabalhador que apesar de duramente explorado pelo capital financeiro, como o bancário, comporta-se como burguês, diz-se classe média e pretende votar no candidato dos banqueiros. Lembro-lhes que, se és classe média (termo incorreto do ponto de vista científico), tua classe média está atrelada a um contrato de trabalho, uma vez desempregado, tu és apenas classe nada.

Portanto, lembro-lhes, em 1989, 1994 e 1998, os trabalhadores e diversos segmentos populares apostaram nas candidaturas neoliberais e tiveram como resultado o desemprego, o empobrecimento e o abandono social.

Alerto-lhes, que o voto no candidato das elites conservadoras e preconceituosas é uma decisão, acima de tudo, contrária aos interesses da classe trabalhadora desse país!

“Está na cara
Você não vê” – Gilberto Gil

Por Jorge Barbosa de Jesus – Presidente do Sindicato dos Bancários de Itabuna e região