quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Dilma: “Vamos votar para consolidar o que se conquistou e avançar”

Cercada por populares, a presidenta Dilma percorreu as ruas do centro de Santos. em São Paulo
Ichiro Guerra
Cercada por populares, a presidenta Dilma percorreu as ruas do centro de Santos. em São Paulo

A presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição, esteve ontem, terça-feira (30) em campanha na cidade de Santos, litoral de São Paulo, onde pediu voto contra a “aventura” e o “retrocesso”.



A candidata percorreu as principais ruas do centro da cidade. Em carro aberto 

cercado por centenas de eleitores durante todo o trajeto, Dilma acenou e recebeu o apoio de populares. “Nós vamos votar no domingo e temos de pensar: vou votar para consolidar o que se conquistou, avançar e mudar aquilo que for preciso ou votar para o Brasil ter um retrocesso? Eu vou votar em quem tem experiência de governo ou vou votar numa aventura?”, questionou da presidenta.

Em referência as programa entreguista de Marina Silva (PSB), Dilma destacou: “Aqui para Santos, é muito importante: vou votar a favor do desenvolvimento do pré-sal ou vou votar contra o pré-sal?”.

Ela também reafirmou o seu compromisso de não mexer nos direitos trabalhistas. “Tinha candidato por aí dizendo que ia mexer em direitos trabalhistas. Me perguntaram e eu respondi: nem que a vaca tussa”, repetiu.

Ao discursar em frente à sede da prefeitura de Santos, Dilma apontou os investimentos do governo federal em obras de expansão do acesso ao Porto de Santos, além de obras de mobilidade nas cidades da Baixada Santista, entre os quais, os corredores de ônibus e do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). “Santos é importante para o Brasil inteiro”, enfatizou Dilma, lembrando que sem esse dinheiro o projeto não sairia.

Padilha

O candidato ao governo do Estado, Alexandre Padilha (PT), também participou do ato. Ele destacou que Geraldo Alckmin vem para Santos inaugurar obras de maquete. “Ele vai lançar o programa minha maquete, minha vida”, ironizou o candidato, citando ainda o problema da falta d’água no Estado.

Com informações de agências via Vermelho

Federação Sindical Mundial denuncia aumento do desemprego

Sindicatos de todo o mundo estão reunidos em Pequim (China) desde a última quarta-feira (24) para participarem do Seminário Internacional Globalização Econômica e os Sindicatos que leva como tema "Reforma, Desenvolvimento e Sonho".
As atividades terminaram na quinta (25) e contam com a participação brasileira dos secretários-gerais da seção estadual da CTB em São Paulo e da União Internacional de Sindicatos da Metalurgia e Mineração (UIS MM), Paulo Nobre e Francisco Sousa, respectivamente.
Em sua intervenção, o secretário-geral da Federação Sindical Mundial (FSM), George Mavrikos, destacou o desemprego como "uma das piores situações enfrentadas pela classe trabalhadora mundial". Esta situação será denunciada no dia 3 de outubro, Dia Internacional de Ação, promovido pela organização internacional, no qual em várias partes do mundo os trabalhadores manifestam suas reivindicações.   
O encontro foi organizado conjuntamente pela Federação Nacional dos Sindicatos da China (ACFTU, por sua sigla em inglês), FSM, Organização da Unidade Sindical Africana (OUSA) e Confederação Internacional dos Sindicatos Árabes (CISA).
Leia abaixo a íntegra do discurso de Mavrikos:
Estimados Colegas,
 A situação da classe trabalhadora mundial é muito difícil. São muitos e graves os problemas não resolvidos. Podemos destacar como o mais importante e mais urgente deles o desemprego prolongado, que continua crescendo. Em todos os continentes, em todos os países, a situação dos trabalhadores é crítica. As mulheres, jovens e idosos têm as maiores taxas de desemprego. Os dados oficiais falam por si desta situação ruim. A OIT, baseada em dados divulgados pelos governos, elevou o número de trabalhadores desempregados a nível mundial em 2012 para 197 milhões. Mas este número não inclui os não registrados e o trabalho informal.
Levando em conta esta realidade, o sonho de milhões de famílias em todo o mundo é ter um trabalho e que seja em tempo integral, com uma remuneração adequada de modo que cada trabalhador seja capaz de satisfazer suas necessidades atuais.
Nossa estimativa como FSM é que é desemprego vai aumentar. Os recentes acontecimentos na Ucrânia, a intervenção estrangeira contra a Síria, a guerra civil na Líbia, a agressão de Israel contra Gaza, geram milhões de novos de novos desempregados, imigrantes e refugiados. O sonho de todos esses trabalhadores e dos povos é que a agressão dos imperialistas acabe, para que os povos possam decidir livremente sobre seu presente e futuro.
A FSM está muito preocupada pelo crescimento da epidemia de Ebola na África. A pobreza e o desemprego, o sangue dos recursos naturais e econômicos aguçam os problemas das pessoas comuns, dos pobres. Ao mesmo tempo, reaparecem doenças que há poucos anos eram consideradas completamente extintas. A tuberculose, a malária e outras enfermidades continuam matando gente no século 21.
Como FSM acreditamos que as organizações internacionais, infelizmente, não cumprem com seus objetivos fundacionais, seus estatutos e sua função. O exemplo da Palestina é o mais típico. Desde 1948 até o dia de hoje, não se aplicam as dezenas de resoluções da ONU. Portanto, o sonho e o direito do povo palestino à sua própria pátria independente ainda continua sendo um sonho impossível até o dia de hoje. 
Portal CTB via Feeb-Ba-Se

Trabalhadores precisam ampliar representação no Congresso

Eleger um presidente e governadores comprometidos com os avanços sociais não é nem de longe a única tarefa dos trabalhadores brasileiros no dia 5 de outubro. O grande desafio será também aumentar a bancada trabalhista no Congresso Nacional, que hoje é de apenas 91 representantes, sendo 83 deputados e 8 senadores. Isto equivale a exatamente um terço do setor empresarial, que é de 273 parlamentares. Os trabalhadores são minoria, inclusive na Comissão do Trabalho, um importante espaço de debate dos projetos de lei.
Esta desproporcionalidade na representação é um dos maiores entraves para o sucesso de projetos de interesse da classe trabalhadora, como a redução da jornada de trabalho sem redução de salários, a extinção do fator previdenciário, o fim da demissão imotivada, a regulamentação do trabalho doméstico ou a criação de políticas de valorização do salário mínimo e das aposentadorias.
Além disso, e ainda mais grave, é a criação de um ambiente favorável para a apresentação de projetos que ameaçam os direitos trabalhistas, a exemplo do PL 4330, que pretende ampliar a terceirização da mão de obra no Brasil, e só não foi aprovada pela Câmara dos Deputados devido à intensa mobilização das centrais sindicais, que invadiram o plenário e exigiram a retirada da PL da pauta.  Mas, o projeto continua em tramitação e pode ser colocado em votação a qualquer momento, representando um grande retrocesso, caso seja aprovado.
Está em discussão também no Congresso, a proposta de mudanças no conceito de trabalho escravo, o que dificultaria o enquadramento dos patrões, facilitando a manutenção de trabalhadores em situação análoga à escravidão no país. Tem também projetos que facilitam a demissão de servidores públicos concursados ou limitam o seu direto de greve, que permitem a suspensão do contrato de trabalho e outro que tenta impedir o trabalhador demitido de reclamar na Justiça do Trabalho. Sem esquecer das 101 propostas encaminhadas aos parlamentares pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que buscam, em sua maioria, a flexibilização ou retirada de direitos trabalhistas.
Por isso, os trabalhadores devem fazer um grande esforço para eleger uma grande bancada de representantes em todo o país nas próximas eleições. “Esta é a oportunidade de elegermos deputados e senadores comprometidos com as demandas da classe trabalhadora, que possam não apenas apresentar projetos do nosso interesse, mas, que também votem contra a retirada de direitos tão duramente conquistados pelos trabalhadores brasileiros. Temos que mudar o jogo a nosso favor ou podemos ter grandes perdas na próxima legislatura”, afirmou o presidente da CTB Bahia, Aurino Pedreira.
Para o dirigente cetebista, os eleitores devem ficar atentos, não apenas ao discurso dos candidatos, mas buscar conhecer a sua origem e saber que extrato da população ele representa. “No período eleitoral, todos os candidatos dizem que vão atuar em defesa da população, mas nós sabemos que isto nem sempre é verdade. Precisamos ficar atentos e votar em quem de fato vai nos representar. Afinal, mesmo que prometam, os empresários não vão votar pela ampliação dos direitos trabalhistas, assim como, os fazendeiros não aprovariam uma reforma agrária”.
A representação sindical e empresarial no Congresso nas últimas legislaturas
Bancada eleita
Legislatura
2011-2015
2007-2011
2003-2007
1999-2003
1995-1999
1991-1995

Sindical
91
60
60
44
29
21

Empresarial
273
120
102
145
166
201
        

Algumas das oportunidades e ameaças para classe trabalhadora no Congresso Nacional
(Fonte: Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar – DIAP)
Setor privado
Oportunidades
Ameaças
·Política de valorização dos  aposentados (tramita o PL 4434/2008, que recupera o valor das aposentadorias);
·Jornada de trabalho (PEC 231/1995 e PL 4653/1994);
·Extinção do fator previdenciário (3299/2008);
·Igualdade de gênero no trabalho (PL 6653/2009 e PLS 136/2011, entre outros);
·Trabalho escravo (PEC 57-A/1999);
·Demissão imotivada (MSG 59/2008).
·Desaposentação  (PLS 91/2010).
·         Regulamentação da terceirização (PL 4330/2004);
·          Simples trabalhista (PL 951/2011);
·          Acordo extrajudicial de trabalho (PL 5101/2013);
·          Impedir o empregado demitido de reclamar na Justiça do Trabalho (PL 948/2011);
·          Suspensão de contrato de trabalho (PLS 62/2013);
·          Prevalência do negociado sobre o legislado (PL 4193/2012);
·          Trabalho intermitente (PL 3785/2012);
·          Código de Trabalho (PL 1463/2011).
·         Redução da jornada de trabalho com redução de salários ( PL 5019/2009).

Servidores públicos

Oportunidades
Ameaças
·Regulamentação da Convenção 151 da OIT;
·Extinção da contribuição de inativos (PEC 555/2006);
·Assédio moral no serviço público (PLS 121/2009).
·Cotas para negros no serviço público ( PL6738/2013)

·         Dispensa por insuficiência de desempenho (PLP 248/1998);
·         Limite de despesa com pessoal (PLP 1/2007);
·          Restringe despensa com pessoal
(PLP 549/2009);
·         Fundações Estatais (PLP 92/2007).
·         Regulamentação do direito de greve (PLS 710/2011).

Sindical
Oportunidades
Ameaças
·Estabilidade do dirigente sindical (PL 6706/2009).
·         Mandato sindical (PLS 252/2012).

Fonte: CTB-BA via Feeb-Ba-Se

Bancários fecham 6.572 agências em todo o país no primeiro dia da greve

greve-contraf-2014
Os bancários fecharam pelo menos 6.572 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados em 26 estados e no Distrito Federal ontem, terça-feira 30, primeiro dia da greve nacional da categoria por tempo indeterminado. São 427 unidades paralisadas a mais que no primeiro dia da greve do ano passado (6.145), um crescimento de 6,95%.
Os bancários reivindicam 12,5% de reajuste, valorização do piso salarial, PLR maior, garantia de emprego, melhores condições de saúde e trabalho, com fim das metas abusivas e do assédio moral, mais segurança nas agências e igualdade de oportunidades. A categoria ratificou a greve por tempo indeterminado nas assembleias realizadas em todo o país nesta segunda-feira 29 de setembro, que recusaram a nova proposta dos bancos apresentada no sábado 27.

AS PRINCIPAIS REIVINDICAÇÕES DOS BANCÁRIOS

Reajuste salarial de 12,5%.

Piso Salarial de R$ 2.979,25

PLR: três salários mais parcela adicional de R$ 6.247.

14º salário.

Vales alimentação, refeição, cesta-alimentação, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 724,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

Gratificação de caixa: R$ 1.042,74.

Gratificação de função: 70% do salário do cargo efetivo.

Vale-cultura: R$ 112,50 para todos.

Fim das metas abusivas.

Combate ao assédio moral.

Isonomia de direitos para afastados por motivo de saúde.

Manutenção dos planos de saúde na aposentadoria.

Emprego: fim das demissões e da rotatividade, mais contratações, proibição às dispensas imotivadas como determina a Convenção 158 da OIT, aumento da inclusão bancária e combate às terceirizações.

Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.

Prevenção contra assaltos e sequestros: cumprimento da Lei 7.102/83 que exige plano de segurança em agências e PABs, garantindo pelo menos dois vigilantes durante todo o horário de funcionamento dos bancos; instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento das agências; biombos em frente aos caixas e fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.

Igualdade de oportunidades para todos, pondo fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

A PROPOSTA DOS BANCOS REJEITADA PELOS BANCÁRIOS

Reajuste de 7,35% (0,94% de aumento real).

Piso portaria após 90 dias - 1.240,89 (8% ou 1,55% de aumento real).

Piso escritório após 90 dias - R$ 1.779,97 (1,55% acima da inflação).

Piso caixa/tesouraria após 90 dias - R$ 2.403,60 (salário mais gratificação mais outras verbas de caixa), significando 1,39% de aumento real).

PLR regra básica - 90% do salário mais R$ 1.818,51, limitado a R$ 9.755,42. Se o total ficar abaixo de 5% do lucro líquido, salta para 2,2 salários, com teto de R$ 21.461,91.

PLR parcela adicional - 2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 3.637,02.

...................................................................
Antecipação da PLR

Primeira parcela depositada até dez dias após assinatura da Convenção Coletiva e a segunda até 2 de março de 2015.

Regra básica - 54% do salário mais fixo de R$ 1.091,11, limitado a R$ 5.853,25 e ao teto de 12,8% do lucro líquido - o que ocorrer primeiro.

Parcela adicional - 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre de 2014, limitado a R$ 1.818,51.
...................................................................

Auxílio-refeição - R$ 24,88.

Auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta - R$ 426,60.

Auxílio-creche/babá (filhos até 71 meses) - R$ 355,02.

Auxílio-creche/babá (filhos até 83 meses) - R$ 303,70.

Gratificação de compensador de cheques - R$ 137,97.

Requalificação profissional - R$ 1.214,00.

Auxílio-funeral - R$ 814,57.

Indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto - R$ 121.468,95.

Ajuda deslocamento noturno - R$ 85,03.

CALENDÁRIO

Setembro
30 - Início da greve nacional por tempo indeterminado

Outubro
2 - Manifestações em frente aos prédios do Banco Central, em defesa de um BC independente do mercado financeiro
Fonte: Contraf via Feeb-Ba-Se

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Dilma: "É hora de disputar voto a voto. É hora da onça beber água"

Padilha, candidato ao governo de São Paulo, Com Dilma e Lula em Campo Limpo
Ricardo Stuckert
Padilha, candidato ao governo de São Paulo, Com Dilma e Lula em Campo Limpo

“Eleição é hora de encarar, pensar e ir pra rua disputar voto a voto. É hora da onça beber água. Eu vou botar os pingos nos is”, disse a presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição, durante comício ontem, segunda-feira (29), na região de Campo Limpo, zona sul de São Paulo, com mais de 15 mil pessoas.

Por Dayane Santos, do Portal Vermelho


A candidata reafirmou os compromissos de continuar avançando nas conquistas e garantir a melhoria das condições de vida do povo brasileiro. “Neste domingo, dia 5 de outubro, está em jogo o destino do Brasil. Estão em jogo todas as conquistas deste país. E todas as conquistas devem ser defendidas. Quem não defende conquistas não consegue avançar”, afirmou a presidenta referindo às propostas de Marina Silva (PSB), que ameaçam os direitos trabalhistas e o papel do pré-sal, por exemplo.


Dilma destacou que seu governo tirou 36 milhões de brasileiros da miséria e o Brasil saiu do Mapa da Fome. “Fui eleita para dar continuidade às conquistas que o presidente Lula fez. O povo, diante das urnas, vai pensar quem tem a capacidade e a competência para levar o país para o rumo certo”, enfatizou.

A presidenta também lembrou que o seu governo tem trazido investimentos para o Estado de São Paulo, apesar do governo do tucano Geraldo Alckmin tentar esconder. “Metrô, monotrilho, rodoanel e outras obras foram feitas com dinheiro do governo federal”, destacou a presidenta ressaltando que não há obra do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida em São Paulo que não tenha recursos federais.

Ao encerrar seu discurso, Dilma disse: “Venho agradecer e pedir humildemente o voto de todos vocês”.

Com o objetivo de garantir a segurança, a organização do evento criou barreiras com grades para impedir a superlotação. A população não gostou de assistir por telões. O que parecia ser um tumulto era na verdade uma busca da multidão para ficar perto, ouvir e ver seus líderes. Levantaram as grades e as pessoas foram calmamente para perto do palanque, sem confusão ou empurra-empurra.

Lula

Ovacionado pela multidão, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apontou por que a candidata Dilma incomoda os setores mais reacionários do país. “Para aqueles que não ficam satisfeitos com os pobres vivendo melhor, a resposta será dada no dia 5 de outubro fazendo Dilma Rousseff a candidata mais votada”, afirmou Lula.

O ex-presidente recordou que foi em Campo Limpo o seu primeiro comício como candidato ao governo em 1982. “Por isso, Dilma, aqui tem muita gente que é testemunha de como era este país há 12 anos. As pessoas iam ao açougue comprar pé de frango e pescoço e sonhavam em um dia comer carne. Aqui está o retrato do povo brasileiro que conseguiu mudar de vida”, disse Lula.

Ele também não poupou críticas ao governo Alckmin, apontando que o “povo está insatisfeito com a segurança, com o transporte e a saúde” e a mudança virá com a eleição de Alexandre Padilha (PT) para o governo do Estado. “Fico imaginando o dia que o PT governar São Paulo a revolução que a gente vai fazer. Se eleger o Haddad foi bom, imagina eleger o governador de São Paulo e a presidenta deste país”, completou.

Keli com seu esposo Sergio e a filha Nicole
Família presente

O ato foi acompanhado por milhares de pessoas. Jovens, crianças, mulheres e homens foram ouvir de perto Dilma e o ex-presidente Lula. Entre eles estava Keli de Fátima Reiemeerg, de 47 anos, mãe de quatro filhos, moradora do Jardim São Luiz. “Várias coisas mudaram com a eleição de Lula e Dilma. E mudaram para melhor. Por isso, vou votar nela novamente porque deve continuar”, disse Keli que nasceu e trabalha na região.

Ela lembra que nem sempre foi assim. “O governo Fernando Henrique foi um tempo de muitas dificuldades. Espero que Dilma continue para que meus filhos tenham uma vida melhor e tenham as oportunidades que eu não tive”, disse ela.


Fonte: Vermelho

Dilma: “Não podemos deixar que tudo o que conquistamos seja perdido”

Ao lado do candidato do PT ao governo de Minas, Fernando Pimentel, Dilma usou uma pequena caminhonete para dar uma volta pela principal praça do conjunto de favelas, a Praça do Cardoso.
Ao lado do candidato do PT ao governo de Minas, Fernando Pimentel, Dilma
 usou uma pequena caminhonete para dar uma volta pela principal praça do conjunto
de favelas, a Praça do Cardoso.

Em visita à sua cidade natal, Belo Horizonte (Minas Gerais), ontem, segunda-feira (29), última semana de campanha do primeiro turno, a presidenta e candidata à reeleição Dilma Rousseff, visitou o Aglomerado da Serra, conhecido como um dos principais projetos de seu partido na capital e lembrou que está em jogo no país, a manutenção ou a perda das conquistas pelos trabalhadores brasileiros.


“Não podemos deixar que tudo o que conquistamos seja perdido. Não podemos deixar que se volte atrás nos empregos, no aumento de salários. O Brasil saiu do mapa da fome! Não podemos voltar atrás”, afirmou Dilma.

Entre as conquistas garantidas aos trabalhadores brasileiros nos últimos quatro anos, Dilma sancionou a Política de Valorização do Salário Mínimo, ampliou o aviso prévio de 30 para 90 dias, aprovou a PEC das Domésticas e a PEC 81, que determina a desapropriação de terras sem qualquer indenização de propriedades urbanas ou rurais em que se constatar a prática de trabalho análogo à escravidão.

A presidenta também destacou a importância que Belo Horizonte teve para a sua formação política, tornando-se uma lutadora incansável por um Brasil mais igual e desenvolvido. “Fiz questão de vir aqui. Eu nasci e me criei nesta cidade, e daqui eu aprendi a olhar o povo deste país”, disse.

Ao lado do candidato do PT ao governo de Minas, Fernando Pimentel, Dilma usou uma pequena caminhonete para dar uma volta pela principal praça do conjunto de favelas, a Praça do Cardoso. Em discurso improvisado de pouco mais de três minutos, a presidenta mandou um recado aos eleitores ao pedir que no próximo domingo vão às urnas "com paz e consciência" na hora de decidir o voto "e não aceitem voltar para trás".

O Aglomerado de Serra é um conjunto de comunidades onde vive em torno de 50 mil pessoas. A região é uma das mais carentes da capital mineira e que recebeu as primeiras unidades do programa municipal Vila Viva. O programa foi gerido na gestão de Pimentel, quando administrou a Prefeitura de Belo Horizonte, e teve o apoio financeiro do governo federal, sob o comando do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Investimentos do governo federal em Minas

Os investimentos do governo Dilma chegaram ao estado de Minas Gerais para mudar a vida da população para melhor. Em todas as áreas, foram investidos recursos para a redução da desigualdade, inclusão social, melhoria da educação e da saúde e infraestrutura. (Saiba mais sobre os investimentos em Minas Gerais, clicando aqui)

A candidata participou, ainda na noite de ontem, segunda-feira (29), de uma caminhada no Campo Limpo, na zona sul da capital paulista.

Da redação do Vermelho,
Com agências
Fotos: João Valério/ Pimentel 13

Bancários deflagram greve nacional por salário e condições de trabalho

Os bancários de bancos públicos e privados de todo o país entram em greve nacional a partir desta terça-feira 30, por tempo indeterminado. Por orientação do Comando Nacional, a decisão foi tomada pelas assembleias realizadas pelos sindicatos nesta segunda-feira à noite, que ratificaram as decisões das assembleias do dia 25 e rejeitaram a nova proposta apresentada no sábado 27 pela Fenaban, elevando o índice de reajuste de 7% para 7,35% (0,94% de aumento real) para os salários e demais verbas salariais e de 7,5% para 8% (1,55% acima da inflação).

Somente os seis maiores bancos (Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Santander e HSBC), que somados detêm mais de 85% dos ativos do sistema financeiro e empregam mais de 90% dos bancários, tiveram lucro líquido de R$ 56,7 bilhões em 2013 e mais R$ 28,5 bilhões no primeiro semestre deste ano.

Após o resultado das assembleias dos sindicatos, que representam a grande maioria dos bancários de todo o país, foi enviado ofício para a Fenaban comunicando a rejeição da nova proposta dos bancos e a ratificação da decisão das assembleias do dia 25 de greve por tempo indeterminado a partir desta terça-feira.

AS PRINCIPAIS REIVINDICAÇÕES DOS BANCÁRIOS

Reajuste salarial de 12,5%.

Piso Salarial de R$ 2.979,25

PLR: três salários mais parcela adicional de R$ 6.247.

14º salário.

Vales alimentação, refeição, cesta-alimentação, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 724,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

Gratificação de caixa: R$ 1.042,74.

Gratificação de função: 70% do salário do cargo efetivo.

Vale-cultura: R$ 112,50 para todos.

Fim das metas abusivas.

Combate ao assédio moral.

Isonomia de direitos para afastados por motivo de saúde.

Manutenção dos planos de saúde na aposentadoria.

Emprego: fim das demissões e da rotatividade, mais contratações, proibição às dispensas imotivadas como determina a Convenção 158 da OIT, aumento da inclusão bancária e combate às terceirizações.

Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.

Prevenção contra assaltos e sequestros: cumprimento da Lei 7.102/83 que exige plano de segurança em agências e PABs, garantindo pelo menos dois vigilantes durante todo o horário de funcionamento dos bancos; instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento das agências; biombos em frente aos caixas e fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.

Igualdade de oportunidades para todos, pondo fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

A PROPOSTA DOS BANCOS REJEITADA PELOS BANCÁRIOS

Reajuste de 7,35% (0,94% de aumento real).

Piso portaria após 90 dias - 1.240,89 (8% ou 1,55% de aumento real).

Piso escritório após 90 dias - R$ 1.779,97 (1,55% acima da inflação).

Piso caixa/tesouraria após 90 dias - R$ 2.403,60 (salário mais gratificação mais outras verbas de caixa), significando 1,39% de aumento real).

PLR regra básica - 90% do salário mais R$ 1.818,51, limitado a R$ 9.755,42. Se o total ficar abaixo de 5% do lucro líquido, salta para 2,2 salários, com teto de R$ 21.461,91.

PLR parcela adicional - 2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 3.637,02.

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Antecipação da PLR

Primeira parcela depositada até dez dias após assinatura da Convenção Coletiva e a segunda até 2 de março de 2015.

Regra básica - 54% do salário mais fixo de R$ 1.091,11, limitado a R$ 5.853,25 e ao teto de 12,8% do lucro líquido - o que ocorrer primeiro.

Parcela adicional - 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre de 2014, limitado a R$ 1.818,51.
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Auxílio-refeição - R$ 24,88.

Auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta - R$ 426,60.

Auxílio-creche/babá (filhos até 71 meses) - R$ 355,02.

Auxílio-creche/babá (filhos até 83 meses) - R$ 303,70.

Gratificação de compensador de cheques - R$ 137,97.

Requalificação profissional - R$ 1.214,00.

Auxílio-funeral - R$ 814,57.

Indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto - R$ 121.468,95.

Ajuda deslocamento noturno - R$ 85,03.

RESULTADO DAS ASSEMBLEIAS

Conforme informações já enviadas para a Contrafaté as 22h, a greve foi aprovadas nas assembleias dos sindicatos de:
São Paulo
Rio de Janeiro
Brasília
Belo Horizonte
Curitiba
Porto Alegre
Florianópolis
Campo Grande
Pernambuco
Mato Grosso
Bahia
Alagoas
Paraíba
Ceará
Piauí
Acre
Sergipe, exceto Banese
Maranhão
Amapá
Rondônia
Espírito Santo
ABC (SP)
Bragança Paulista (SP)
Campinas (SP)
Mogi das Cruzes (SP)
Piracicaba (SP)
Campina Grande (PB)
Cariri (CE)
Juiz de Fora (MG)
Teófilo Otoni (MG)
Uberaba (MG)
Campos de Goytacazes (RJ)
Itaperuna (RJ)
Teresópolis (RJ)
Campina Grande (PB)
Barra das Garças (MS)
Itabuna (BA)
Vitória da Conquista (BA)
Extremo Sul da Bahia (BA)
Camaçari (BA)
Feira de Santana (BA)
Ilhéus (BA)
Irecê (BA)
Jacobina (BA)
Jequié (BA)
Juazeiro (BA)
Dourados (MS)
Apucarana (PR)
Arapoti (PR)
Guarapuava (PR)
Cornélio Procópio (PR)
Londrina (PR)
Paranavaí (PR)
Umuarama (PR)
Araranguá (SC)
Bagé (RS)
Bento Gonçalves (RS)
Cachoeira do Sul (RS)
Camaquã (RS)
Cruz Alta (RS)
Erechim (RS)
Litoral Norte (RS)
Passo Fundo (RS)
Rio Grande (RS)
Santa Cruz do Sul (RS)
Santa Rosa (RS)
Santo Ângelo (RS)
São Leopoldo (RS)
Uruguaiana (RS)
Vacaria (RS)
Vale do Caí (RS)
Vale do Paranhana (RS)

CALENDÁRIO

Setembro

30 - Início da greve nacional por tempo indeterminado

Outubro
2 - Manifestações em frente aos prédios do Banco Central, em defesa de um BC independente do mercado financeiro
Fonte: Contrtaf