terça-feira, 22 de julho de 2014

Caixa e empresa de segurança são responsáveis por cliente baleado

Em qualquer atividade bancária, feita dentro ou fora da agência, é responsabilidade do banco arcar com os danos sofridos por clientes ou terceiros, mesmo em caso de assalto ou tiroteio. Em decisão unânime, a 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça reconheceu a responsabilidade solidária da Caixa Econômica Federal e de uma empresa de segurança, a Protege, pelos danos morais, estéticos e materiais sofridos por um homem baleado em frente a uma agência do banco.
Durante uma operação de rotina da Caixa e da empresa de segurança, em que eram retirados malotes de dinheiro pela porta da frente da agência em horário de grande circulação de pessoas, houve uma tentativa de assalto. Um tiro atingiu a perna do homem, que teve de ser amputada.
Para o relator, ministro Marco Buzzi, “a instituição financeira, na consecução de operação própria de sua atividade — levada a efeito, por sua conta e risco, na via pública —, foi alvo de empreitada criminosa, com repercussão na esfera de direito de terceiros”.
Ele considerou que o crime contra a Caixa, ainda que ocorrido em via pública, foi cometido por ocasião e em razão da realização de atividade bancária típica, “inserindo-se nos riscos esperados do empreendimento, mantida incólume a relação de causalidade”.
Na ação indenizatória, a vítima afirmou que os tiros foram disparados por seguranças da empresa contratada pela Caixa e que, por essa razão, ambas são responsáveis.
Em primeira instância, o pedido foi julgado procedente em relação à Caixa e extinto sem julgamento de mérito em relação à empresa de segurança. Na apelação, a sentença foi parcialmente reformada para condenar a empresa a responder solidariamente com a Caixa pelos danos causados à vítima. O banco e a Protege recorreram ao STJ.
Porém, no entendimento do relator, os métodos de segurança adotados deveriam ser mais "eficientes, rigorosos e producentes". Isso porque, segundo ele, expõem um grande e impreciso número de pessoas aos riscos próprios da atividade, o que aumenta sua responsabilidade pelos danos.
Jurisprudência
Segundo Buzzi, o fato de a tentativa de roubo ter ocorrido na via pública não afasta, por si só, a responsabilidade do banco pelos danos sofridos pela vítima, justamente devido à operação de carga e descarga de dinheiro em malotes ter ocorrido naquele local.
Para o ministro, a jurisprudência do STJ entende que o roubo praticado no interior das agências insere-se no risco do empreendimento desenvolvido pela instituição financeira. “Não é exclusivamente o local, mas também a atividade desempenhada que caracterizam os potenciais riscos”, ressaltou.
Já em relação à empresa de segurança, Buzzi disse que as condutas criminosas devem ser consideradas previsíveis e inerentes à sua atividade empresarial, “que tem por objeto propiciar, nos termos contratados, proteção e segurança à atividade bancária e, por consequência, aos clientes e a terceiros”. Com informações da Assessoria de Imprensa do STJ.
Fonte: Conjur via Feeb-Ba-Se

Justiça manda reintegrar gerente do Santander sequestrado na Paraíba

O gerente geral do Santander foi reintegrado na terça-feira, dia 15 de julho, ao seu posto de trabalho, na agência Manaíra, em cumprimento à decisão da juíza da 4ª Vara do Trabalho de João Pessoa.

Por duas vezes, no exercício de suas funções, ele foi vítima da ação de bandidos especializados em roubos a bancos. Na primeira ocorrência, foi sequestrado e a família do gerente ficou refém dos bandidos, enquanto parte do bando assaltou a agência que ele trabalhava. A segunda ação ocorreu no final do ano passado, quando dois assaltantes foram baleados em frente à mesma agência.

Em consequência, o bancário passou a sofrer transtornos de estresse pós-traumáticos, com quadro de pânico e sintomas depressivos desde a primeira ocorrência; quadro que se agravou com o violento desfecho da segunda investida criminosa, quando o gerente sofreu mais um trauma.

Não bastasse toda essa violência sofrida e os consequentes traumas irreparáveis, causados pelo sequestro e os dois assaltos, o gerente foi sumariamente demitido pelo banco espanhol. Justamente no momento que mais precisava de apoio e de tratamento psiquiátrico adequado.

Uma vez que o empregador lhe virou as costas, o gerente recorreu ao Sindicato dos Bancários da Paraíba, que lhe deu todo o apoio e a assistência que a gravidade do caso requeria. De imediato, a entidade emitiu a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), agendou a perícia no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e, em seguida, ajuizou a ação de reintegração para reverter a demissão abusiva.

Decorrido o prazo para analisar minunciosamente a documentação juntada pelo Sindicato, a Justiça do Trabalho da Paraíba, em decisão liminar, mandou que o Santander mantivesse vigente o contrato de trabalho do gerente, a imediata reintegração, a percepção de todos os benefícios e a manutenção do seu plano de saúde. E ainda foi arbitrada uma multa diária no valor de R$ 1.000, em caso de descumprimento da media judicial.

No ato da reintegração, acompanhado dos advogados Camila Peres e Marcelo Assunção e do diretor do Sindicato, Sivaldo Torres, o advogado Philip Abrantes ressaltou que a decisão foi mais uma vitória dos bancários.

"Brilhantemente, a Justiça resgatou a dignidade do bancário que foi injustamente demitido quando se encontrava doente, vítima das investidas criminosas no desempenho de suas funções. Afinal, a saúde do trabalhador é um direito amplamente protegido pelo ordenamento jurídico e casos como esses devem ser apreciados com a urgência e a presteza eu a Lei determina", concluiu Philip Abrantes.
Fonte: Otávio Ivson - Seeb PB via Feeb-Ba-Se

PF desmonta esquema suspeito de desviar mais de R$ 3 milhões da Caixa

A Polícia Federal (PF) deflagrou no dia 18/7 a Operação 13 de Junho com o objetivo de desarticular uma organização criminosa que obtinha empréstimos fraudulentos da Caixa Econômica Federal. Após três meses de investigação, a corporação estima que mais de R$ 3 milhões tenham sido desviados dos cofres do banco estatal. No total, seis pessoas foram presas.

Segundo a PF, o esquema era comandado por um funcionário da Caixa que simulava a contratação de empréstimos consignados em nome de terceiros, informando falsamente que o mutuário era servidor público.

Todo os seis mandados de prisão expedidos pela 5ª Vara Federal de Mato Grosso foram cumpridos. Os detidos estão sendo ouvidos na Superintendência da PF em Cuiabá, em seguida, serão encaminhados ao sistema penitenciário.

A Justiça também expediu 36 mandados de busca e apreensão e 24 mandados de condução coercitiva a serem executados em oito cidades de Mato Grosso (Cuiabá, Várzea Grande, Denise, Nova Marilândia, Arenápolis, Nobres, Novo São Joaquim e Cáceres), além de Morrinhos, em Goiás. O HD de um computador e documentos foram apreendidos em uma agência da Caixa, em Cuiabá.

Os suspeitos que forem denunciados vão responder pelos crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira, peculato, corrupção ativa, lavagem de capitais e de associação criminosa. Procurada, a Caixa ainda não se pronunciou sobre o assunto.
Fonte: Agência Brasil viaFeeb-Ba-Se

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Solidariedade à Palestina reúne milhares em São Paulo contra massacre

Dezenas de movimentos sociais e partidos políticos convocaram o ato unificado de solidariedade ao povo palestino neste sábado (19), diante do Consulado de Israel.
Dezenas de movimentos sociais e partidos políticos convocaram
 o ato unificado de solidariedade ao povo palestino
 neste sábado (19), diante do Consulado de Israel. 
Moara Crivelente
Em resposta ao massacre promovido pelo exército israelense na Faixa de Gaza, ordenado por um governo agressivo, racista e ultranacionalista liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, diversas capitais em todo o mundo têm manifestado solidariedade ao povo palestino e exigido o fim imediato da ofensiva. Em São Paulo, no sábado (19), cerca de quatro mil pessoas participaram de um ato unificado diante do Consulado de Israel.


Por Moara Crivelente, da Redação do Vermelho


O sábado foi considerado um dos dias mais sangrentos dos 13 dias da operação “Margem Protetora” lançada pelas forças israelenses em 8 de julho, primeiro com ataques áereos. Quase 70 pessoas foram mortas no bairro Shujaiyya, na Cidade de Gaza, pelas tropas que também invadiram o enclave palestino por terra na quinta-feira (17).

De acordo com fontes médicas citadas pela agência palestina de notícias Maan, neste domingo (20), ao menos 66 pessoas foram mortas naquele bairro e outras sete em outros locais, mas o número pode aumentar, já que há vítimas gravemente feridas. Entre os mortos estão 17 crianças, 14 mulheres e quatro idosos; mais de 200 feridos foram levados ao hospital al-Shifa.

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Vários palestinos têm denunciado, inclusive em redes sociais, o uso de armas proibidas pelo direito internacional humanitário, como o urânio empobrecido e as bombas de fragmentação que disparam cerca de 10.000 pequenas flechas (“flechettes”) em várias direções.

Alguns dos nomes confirmados entre as vítimas fatais são os de Ahmad Ishaq Ramlawi, Marwah Suleiman al-Sirsawi, Raed Mansour Nayfah, Osama Ribhi Ayyad e Ahid Mousa al-Sirsik, além do fotojornalista Khalid Hamid e do paramédico Fuad Jabir, afirma a agência Maan. Desde que a ofensiva foi lançada por Netanyahu, em 8 de julho, cerca de 410 pessoas foram mortas. Ainda no sábado, antes do novo massacre, a Organização das Nações Unidas já contabilizava 59 crianças entre as vítimas fatais, 38 delas com 12 anos de idade ou menos.

Solidariedade internacional

Os diversos movimentos sociais e partidos políticos reunidos em São Paulo, assim como as manifestações massivas em outras cidades do Brasil, no Reino Unido, nos Estados Unidos, na França – onde o presidente François Hollande resolveu proibir os protestos solidários aos palestinos – e na Turquia, além de vários países árabes, denunciaram os crimes de guerra perpetrados pelo governo de Israel na Faixa de Gaza e a ocupação criminosa da Palestina, que há décadas impede os palestinos de exercerem seu direito à autodeterminação, subjugados ao regime militar, racista e opressor israelense.

Entre os oradores de uma longa lista de movimentos sociais e partidos políticos presentes no ato unificado, Socorro Gomes, presidenta do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Jamil Murad, presidente do PCdoB São Paulo e Emir Mourad, da Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal) afirmaram a solidariedade dos trabalhadores e trabalhadoras e do povo brasileiro aos palestinos, principalmente neste momento, e rechaçaram a política sistematicamente opressiva do governo israelense.

Muna Namura, da União Geral de Mulheres Palestinas, membro do Conselho Nacional Palestino e da Frente Popular de Luta Palestina (FPLP), deu declarações aoPortal Vermelho desde Ramallah, a sede administrativa do governo palestino na Cisjordânia, sobre a importância dos protestos internacionais:

“Primeiro, porque eles pressionam os governos para encerrar a guerra, encerrar a ocupação, para proteger os civis e para terminar com os ataques contra Gaza por ar, terra e mar. Israel deveria ser punido pelo direito internacional. Segundo, porque precisamos sentir a solidariedade. A resistência reage contra os soldados, enquanto Israel ataca os civis. Nós nos defendemos, enquanto os apoiadores de Israel dizem que eles têm o direito de se defender. Nós precisamos de apoio, precisamos da solidariedade internacional.”

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Ângelo Alves: O “conflito” na Palestina Partidos Comunistas lançam comunicado conjunto contra massacre em GazaEm jornada sangrenta, Israel continua massacrando palestinos em Gaza
Majed Abusalama, jornalista residente em Gaza, também em contato com oVermelho, fez um apelo: “Perdi alguns amigos, outros tiveram que deixar suas casas, ou ficaram gravemente feridos. Nós amamos a vida, não queremos morrer com as bombas israelenses. Mas as nossas memórias agora estão preenchidas pela resistência, por lembranças sangrentas que farão as pessoas não perdoarem Israel ou esquecer a reação mundial durante esse massacre.”

Veja a seguir a lista de movimentos sociais e partidos que convocaram e participaram do ato unificado deste sábado:

Frente em Defesa do Povo Palestino
Comitê Estado da Palestina Já!
Frente Palestina da USP
Comitê de Solidariedade ao Povo Palestino do ABCDMRR-SP
Campanha pela Libertação de Ahmad Sa´adat
Comitê Brasileiro de Defesa dos Direitos do Povo Palestino
Anel – Assembleia Nacional dos Estudantes Livre!
Associação Islâmica de São Paulo
Cebrapaz – Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz!
Ciranda Internacional de Comunicação Compartilhada
Comitê Pró-Haiti
Consulta Popular
CSP-Conlutas – Central Sindical e Popular
CUT – Central Única dos Trabalhadores
CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
DCE-USP
Esquerda Marxista
FST-SP – Fórum Sindical dos Trabalhadores
GTNM-SP - Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo
ICArabe – Instituto da Cultura Árabe
Juntos!
Levante Popular da Juventude
MAE – Movimento Autônomo pela Educação
MML – Movimento Mulheres em Luta
MMM - Marcha Mundial de Mulheres
Movimento Palestina para Tod@s
MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
MTST – Movimento dos Trabalhadores Sem Teto
Ocac – Organização Comunista Arma da Crítica
Organização Indígena Revolucionária
PCdoB – Partido Comunista do Brasil
PCR – Partido Comunista Revolucionário
PSOL – Partido Socialismo e Liberdade
PSTU – Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado
Quilombo Raça e Classe
Reviravolta
RUA – Juventude Anticapitalista
Secretaria Municipal de Direitos Humanos de São Paulo
Tribunal Popular
UJR - União da Juventude Rebelião
UNI – União Nacional das Entidades Islâmicas
Via Campesina Brasil


Fonte: Vermelho

Isolar internacionalmente o Estado fora da lei de Israel

Os episódios do último fim de semana são reveladores de que a solidariedade internacionalista, de massas, se fez presente em diversos países, ao lado do povo martirizado da Palestina, no momento em que os sionistas israelenses levam adiante contra esse povo brutal ofensiva com caráter genocida. 

Milhares de pessoas em diversas capitais saíram às ruas no último sábado (19), com destaque para a grande manifestação realizada em Londres, com mais de cem mil pessoas, que protestaram contra o massacre perpetrado pelos sionistas, solidarizaram-se com o povo palestino e clamaram pela paz. Em Paris, inusitadamente, a polícia proibiu e reprimiu uma manifestação pró-palestinos.
No Chile, cerca de cinco mil pessoas saíram às ruas com uma bandeira palestina gigante a demonstrar descontentamento com as ações do governo israelense. “O mundo cala, a Palestina resiste”, dizia um dos cartazes. Belgas, sul-africanos, turcos, indonésios, alemães, estadunidenses e até israelenses também manifestaram solidariedade à causa palestina. 

Em São Paulo, dezenas de movimentos sociais e partidos políticos promoveram ato unificado de solidariedade ao povo palestino diante do Consulado de Israel. Por volta de cinco mil pessoas estiveram presentes demonstrando seu repúdio à agressão do regime sionista.

Em declarações ao Portal Vermelho por telefone, desde Ramallah, Palestina, Muna Namura, da União Geral de Mulheres Palestinas, membro do Conselho Nacional Palestino e da Frente Popular de Libertação da Palestina (FPLP), falou sobre a importância dos protestos internacionais: “Em primeiro lugar, porque pressionam para encerrar a guerra, encerrar a ocupação, proteger os civis e terminar os ataques contra Gaza por ar, terra e mar. Israel deveria ser punido pelo direito internacional. Em segundo lugar, porque precisamos sentir a solidariedade. A resistência reage contra os soldados, enquanto Israel ataca os civis. Nós nos defendemos, enquanto os apoiadores de Israel dizem que eles têm o direito de se defender. Nós precisamos de apoio, precisamos da solidariedade internacional.”

Por seu turno, a presidenta do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes, afirmou que a tendência é que “esses protestos aumentem em tom, quantidade e contundência e que sejam cada vez mais fortes as denúncias e o repúdio ao regime israelense de apartheid, no Brasil e no mundo”.

Os protestos populares são um fato alvissareiro, que devem se repetir em outras cidades, sob os auspícios das entidades dos movimentos sociais. Esses movimentos, os partidos e organizações de esquerda ao tomarem a frente dos protestos contra os crimes de Israel na Palestina constituem um fator ponderável para formar uma consciência social que se transforme em mobilização, a fim de deter a mão assassina dos agressores israelenses.

Mas isto não é suficiente. O isolamento do Estado sionista requer a mobilização dos Estados nacionais e o acionamento das Nações Unidas. Israel comporta-se como Estado pária, país bandido, à margem e contrário ao direito internacional, faz chicana e tábula rasa das instituições multilaterais, das normas e resoluções da ONU. Age de maneira desenfreada como se fora o nazi-fascismo dos nossos dias, acobertado pelo indefectível apoio do imperialismo estadunidense e da União Europeia, baseado em descomunal força militar e poder nuclear. Os crimes de lesa-humanidade que comete são incompatíveis com os valores proclamados da democracia e dos direitos humanos, que deveriam reger as relações internacionais, e estão em desacordo com a tendência da época que aponta para o reforço da luta pelo multilateralismo, a cooperação e a paz. Por isso, a todos os títulos, o Estado sionista e seus governantes merecem severa e exemplar punição.

O Brasil, país democrático e progressista, que pratica uma política externa favorável ao multilateralismo e à paz, que desempenha papel destacado no sistema das Nações Unidas, pode e deve dar sua contribuição nesse sentido. Não honra as nossas tradições pacifistas e democráticas a continuidade de negociações com Israel para o estabelecimento de acordos de livre comércio no âmbito do Mercosul. Menos ainda a existência de cooperação na esfera militar.

A rigor, nenhum país democrático, pacifista e civilizado deveria manter sequer relações diplomáticas com um Estado e um Governo que violam sistematicamente o direito internacional e cometem crimes de lesa-humanidade. Se isto não está ao alcance da atual correlação de forças, que ao menos cessem as negociações sobre o livre comércio e se rompa a cooperação na esfera militar.


Fonte: Vermelho

Bancários da Bahia querem 10% de aumento real

Considerada a maior dos tempos recentes em participação da categoria, a 16ª Conferência Interestadual dos Bancários da Bahia e Sergipe, ocorrida nos dias 19 e 20 deste mês, demonstrou que os bancários estão dispostos a lutar por uma campanha salarial forte este ano. Participaram no total, 314 bancários e bancárias de bancos públicos e privados.

Durante a palestra sobre Conjuntura e Agenda Política da Classe Trabalhadora, o assessor do DIAP - Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar, Marcos Verlaine avalia que os bancários têm dois principais desafios: realizar uma campanha salarial exitosa e participar ativamente da campanha eleitoral de outubro. É essencial garantir conquistas e avanços na campanha salarial, assim como assegurar a vitória, nas urnas, do projeto político que tem transformado o Brasil. A ideia unânime é de não permitir o retrocesso.

O economista Vinicius Lins apresentou os dados da consulta aos bancários da Bahia e Sergipe em relação às perspectivas para a campanha deste ano. Um dado que chamou atenção foi a melhora na formalização do emprego de 1990 até março de 2014. “Saímos de uma trajetória de queda na década de 90 e passamos para uma de aumento de 116,6% de índice de emprego real”, afirmou Lins.

Em relação aos bancos, todo mundo sabe que a demanda até cresce, mas as contratações estão estagnadas. "Em 2013, tivemos aumento de 2,1% de número de agências. Entretanto, houve diminuição de 4.329 bancários. Isso afeta diretamente a qualidade de atendimento aos clientes”.

A 16ª Conferência terminou no domingo, 19/7 com a aprovação da Minuta de Reivindicações dos bancários da base da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe e do índice de reajuste salarial cuja composição será de 10% de aumento real mais a inflação acumulada no período.



CTB e movimentos sociais se unem por uma Reforma Política Democrática

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A urgente necessidade de uma reforma política democrática e a união dos movimentos sociais em torno de questões estruturantes sobre o tema dominaram as discussões realizadas nesta quarta-feira (16) em reunião organizada pela Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília. Integrantes dos movimentos sociais compareceram em grande quantidade e a CTB esteve representada por seu presidente Adilson Araújo, pelo secretário de Política Sindical e Relações Institucionais, Francisco Chagas (Chaguinha), e pelo secretário de Previdência e Aposentados, Pascoal Carneiro.
O propósito de avançar nos debates de uma reforma política ampla e participativa ganhou força e amparo de mais de 90 movimentos e entidades de grande relevância social, entre elas a CTB, CNBB, OAB, CUT, MST, UNE, que formam a Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, que tem duas frentes de atuação: o projeto de lei de iniciativa popular Reforma Política Democrática e Eleições Limpas e a realização de um plebiscito.
O projeto determina mudanças profundas no sistema político, sendo a principal delas o fim do financiamento privado das campanhas eleitorais, considerado a porta de entrada da corrupção em governos e parlamentos. Para o presidente da CTB essa é uma das questões centrais que une os movimentos em torno de uma reforma política democrática, já que o financiamento de campanhas cresceu de R$ 827 milhões em 2002 para R$ 4,9 bilhões em 2010. “Além de ser uma fonte inesgotável de corrupção, o sistema eleitoral vigente consagra o domínio do poder econômico sobre governos e parlamentos e impede uma maior participação popular no jogo político”, afirmou.
Para Adilson Araújo, toda a preocupação no sentido de construir a unidade em torno de uma reforma política democrática é de fundamental importância para o país. “Se caminharmos por duas estradas, corremos o risco de nos perdermos no caminho”, alertou. Conforme explicou, é difícil avançar nas mudanças sem alterar as atuais regras do jogo, sem o estabelecimento do financiamento público exclusivo das campanhas.
A Coalizão lançou uma cartilha explicando todos os pontos da proposta, são eles: a proibição de doações de recursos financeiros de empresas para financiar campanhas eleitorais; a mudança no sistema de votação, sendo feito em dois turnos, no qual, no primeiro, o eleitor votaria em um programa, em ideias e, no segundo turno, escolheria as pessoas que irão colocar em prática o projeto; a equiparação entre o número de homens e mulheres no meio político, sendo que, para cada candidato homem, teria uma mulher; e a regulamentação do artigo 14 da Constituição de 1988, que trata dos instrumentos de participação popular.
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Também presente à reunião, o deputado Renato Simões (PT/SP) reforçou a necessidade de união em torno do tema. “Temos que reconhecer que somos porta vozes de um tema minoritário”, lamentou. Para o parlamentar, é preciso encontrar uma unidade para que “todos não morram abraçados”, já que existe no parlamento um projeto de reforma política em tramitação. Simões ressaltou que é preciso promover um ato político para que as duas iniciativas sejam expostas para a sociedade e para mostrar a unidade dos movimentos sociais. “É muito importante sinalizar isso para as pessoas”, sugeriu.
Encaminhamentos
Após as exposições realizadas e a compilação de várias sugestões apresentadas, foram definidos três encaminhamentos prioritários: o primeiro é a produção de um documento escrito relatando a união dos movimentos sociais no debate da reforma política; o segundo, a realização de um ato público sobre o tema; o terceiro, a realização da Semana Nacional de Luta pela Reforma Política.
CNBB
Para Dom Aldo, o que está na base e ao mesmo tempo no topo das questões é o financiamento dos nossos políticos. “Nós tomamos conhecimento nos últimos dias das previsões de gastos para as campanhas neste ano. Eu diria assim: é um mar de dinheiro. Quem doa esse mar de dinheiro não faz gratuitamente”, enfatizou. Para Dom Aldo, é preciso melhorar a participação do povo. “Precisamos abrir espaço para que o povo, além de quatro em quatro anos nas eleições, participe das decisões políticas desse país”, reforçou. Dom Aldo acredita que o povo deve conhecer os programas e votar em programas, “não só em pessoas”.
UNE
A presidente da União Nacional dos Estudantes, Vic Barros, considera o tema da reforma política bastante atual para a juventude brasileira. As mobilizações de junho do ano passado, segundo ela, demonstraram que existe uma insatisfação muito grande da juventude diante do sistema político que temos hoje. “Existe uma crise de representatividade em curso hoje no nosso país. E pra gente, a solução para este problema é uma reforma política democrática. Hoje existem no país duas grandes iniciativas. A UNE participa das duas e vem aqui nesse esforço para encontrar um caminho único para que essas duas iniciativas possam se fortalecer e desembocar de fato numa reforma política para nosso país”, ressaltou.
OAB
Marcelo Lavenere, membro vitalício do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, destaca dois pontos importantes para unir os movimentos sociais em torno da reforma política. O primeiro é a convicção de que o sistema político e a prática política eleitoral no Brasil não podem continuar porque não tem ninguém satisfeito com isso. O segundo ponto é que a sociedade civil tem perfeita consciência de que o Congresso Nacional, com a composição que ele tem hoje, não é o fórum natural para votar a reforma política, porque já demonstrou a sua hostilidade sobre o tema. “A sociedade civil está unida para encaminhar ao Congresso, sob pressão, com milhões e milhões de assinaturas, uma reforma política democrática”, frisou.
Confira o projeto de iniciativa popular:
Confira a cartilha da Coalizão:
De Brasília,
Ludmila Machado - CTB