quinta-feira, 29 de maio de 2014

Joaquim Barbosa anuncia que vai deixar o STF em junho

Cinco meses antes do final de seu mandato, o presidente do STF, Joaquim Barbosa, anuncia sua saída em junho. Na manhã desta quinta-feira (29) ele cumpriu uma espécie de “agenda de despedida”, a primeira pessoa a quem Barbosa deu a notícia foi para a presidenta Dilma.

O ministro já conversou também os presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, Renan Calheiros e Henrique Alves, respectivamente. 

Renan Calheiros confirmou aos jornalistas, em Brasília, que Barbosa disse a ele que irá se aposentar em junho. Antes, a diferentes interlocutores, o presidente do STF já havia adiantado que não cumpriria seu mandato até o final.

O presidente do STF tem sido criticado abertamente pela Procuradoria Geral da República e por todas as associações de magistrados. 

Isolado nos meios jurídicos, em razão de decisões que contrariam diferentes jurisprudências das cortes, aparentemente a era Barbosa está com os dias contados. 

Da redação do Vermelho, com informações do Brasil 247

A GUERRA CONTRA A COPA



Depois de combater políticas de bem-estar, nossos dinossauros escondem números reais e usam fantasia social

Na medida em que dados concretos começam a ser divulgados, começa a ficar claro que a guerra contra a Copa é expressão de um delírio conservador que recebe, acessoriamente, o apoio ruidoso de uma retórica de ultra-esquerda – bastante comum em situações políticas como a atual.
 Alguns números.
A sugestão de que os estádios de futebol tiveram reajustes e sobrepreços excessivos não resiste a uma matemática contábil. A inflação acumulada do país, no período, chegou a 40%. A alta média dos estádios ficou em 36%. Num país que convive com metas inflacionárias como política oficial, reajustes desse tipo são parte natural da paisagem dos investimentos públicos e privados.
  Imaginar que o futebol retirou dinheiro da Educação é um acinte. Entre 2007, quando o país foi confirmado como sede da Copa,e o ano passado, os gastos do MEC com educação sugiram mais do que o dobro, em valores deflacionados. Como algumas pessoas podem ficar em dúvida diante destes números, que contrariam tudo o que se disse e se ouviu nos últimos meses, aqui vão os dados completos, ano a ano: 
     em 2007, o gasto foi de R$ 50,2 bilhões;
     em 2008, ocorreu um crescimento superior a 10%, e as verbas passaram para R$ 56,4;
     em 2009, houve uma alta ainda maior, para R$ 67,1;
     em 2010, o salto, de quase 15%, levou para R$ 78,3;
     em 2011, foi para R$ 87,5;
     em 2012, para R$ 100,5.
     em 2013 chegou a R$ 107,00. 
   Os gastos totais com a Copa, somando empréstimos públicos, privados, investimentos estaduais e municipais, chegam a R$ 26,7 bilhões.
    Não é pouco dinheiro, convenhamos. Mas é menos, por exemplo, que metade do patrimonio da família Marinho, dona da TV Globo, segundo a revista Forbes. Em outra conta: num país com PIB de R$ 4,5 trilhões, os R$ 26 bi continuam  sendo um bom dinheiro mas não vamos perder a perspectiva dos números.
Agora, algumas ideias.
É claro que toda pessoa tem direito de ser contra a realização da Copa no Brasil.
Em 2007  levantei críticas neste espaço – como qualquer pessoa, interessada na arqueologia da internet, poderá comprovar.
Sete anos depois, essa discussão está fora de lugar. Depois da crise de 2008, a maior do capitalismo mundial em 85 anos, não é possível ignorar o lugar da Copa no estimulo a investimentos realizados no país. Os trabalhos da Copa garantem um acréscimo anual de 0,4% no PIB brasileiro. Também ajudam a criar 3,6 milhões de empregos. Talvez não seja a melhor saída. Nem a mais duradoura. Mas cabe lembrar que, sem alternativas, que jamais foram apresentadas, as pessoas não tem o que comer nem o que vestir, não é mesmo? Do ponto de vista dessas pessoas, a Copa já é uma vitória, ainda que parcial, beneficiando a população mais pobre. Ou desemprego no orçamento dos outros não arde?
Além de sugerir medidas de austeridade, que afundaram a Europa, alguém apareceu com ideias mais adequadas, socialmente aceitáveis?
A campanha contra a Copa é antiga. Se você fizer a arqueologia de seus críticos, irá encontrar declarações solenes de que o governo brasileiro deveria render-se definitivamente a supostas  mediocridades nacionais e devolver a Copa para a FIFA. O argumento, na época, é que nem os estádios ficariam prontos. Sem comentários, não é mesmo?
O debate seguinte foi outro. Nossos dinossauros se tornaram sociais – e foi para isso que a aliança com porta-vozes de uma retórica de ultra-esquerda se tornou necessária.
Repare: a mesma turma que em 2007 – o ano em que o Brasil foi escolhido como país-sede – derrubou a CPMF, aquele imposto semi-invisível que garantia verbas para a saúde pública, resolveu pedir dinheiro para postos de saúde como argumento para combater a Copa.
Sem ruborizar, teve a mesma reação diante do programa Mais Médicos.
A tecnologia política é conhecida. Depois de negar recursos que poderiam, de forma consistente e duradoura, promover uma mudança real na saúde pública, vamos à rua pedir hospitais padrão-FIFA.
Com todo respeito pela população que dá duro na fila dos hospitais públicos – e também pelos que são ludibriados regularmente pelos planos privados – cabe perguntar: quem queremos enganar com isso?
 Quem está falando de indignação real? Quem joga na hipocrisia total?
 A resposta virá em outubro. Até lá, o que se quer é enganar o eleitor.
Autor: Paulo Moreira Leite*
*Diretor da Sucursal da ISTOÉ em Brasília, é autor de “A Outra História do Mensalão”. Foi correspondente em Paris e Washington e ocupou postos de direção na VEJA e na Época. Também escreveu “A Mulher que Era o General da Casa”.

Jovem comunista afirma que o legado da Copa desenvolverá a nação

Seguindo a série “Militância na Copa”, a jovem comunista Marina Ruiz Cruz, paulista natural de Americana, que atualmente mora em Campinas, onde milita e é secretária de organização do PCdoB,  em conversa com o Portal Vermelho, conta quais são suas expectativas em relação ao evento.
Por Laís Gouveia, da redação do Portal Vermelho

Arquivo
Marina Cruz, 27 anos é militante do PCdoB em Campinas. Marina Cruz, 27 anos é militante do PCdoB em Campinas.
 
Marina afirma que a Copa é fundamental para o desenvolvimento do país: "Primeiro porque seu legado é incontestável: acelerou obras de infraestrutura que já estavam previstas no PAC e que vão facilitar a vida da população brasileira",  diz a jovem.

Leia também:
Líder estudantil combate a “síndrome de vira-lata” ao defender a Copa
Sindicalista na Bahia faz chamado por vibração na Copa

Para a militante, o "complexo de vira-lata"- das pessoas que consideram o Brasil atrasado perante países “desenvolvidos”- desqualifica a nação:  "Podemos dar um salto e enterrar, de vez, esse complexo de vira-lata de que tudo o que é daqui é ruim. Vamos fazer uma grande Copa!" , complementa.

A líder comunista comenta a importância de viver em um país onde se pode exercer a liberdade de expressão: “Acho importante também tratarmos a força da nossa jovem democracia. Com certeza, existem problemas e haverá protestos, as greves estão pipocando por todo o país, mas isso também é reflexo de que o povo quer avançar nas conquistas.” 

Marina está animada com os jogos da Copa e já esta marcando um evento na sua casa, que divide com o marido, Diogo Duarte, estudante de direito:  “Vou fazer um festival de buteco na minha casa, aquele que desenvolver o melhor petisco, leva um prêmio surpresa! E vai ser assim, com muita alegria, cerveja gelada e otimismo vamos fazer a Copa das Copas”. conclui Marina.

Patrocinador do golpe na Ucrânia é parceiro de assessor de Aécio Neves

Parceiro de Armínio Fraga neto, ex-presidente do Banco Central e homem de confiança do presidenciável tucano, o senador Aécio Neves (PSDB/MG), o multimilionário norte-americano George Soros reconheceu, nesta quarta-feira (28), sua responsabilidade sobre o golpe de Estado na Ucrânia, aplicado pela ultradireita, com apoio de forças neonazistas. 


Armínio (à esq.), em uma reunião social com o sócio George Soros (à dir.), em Nova York, EUA Armínio (à esq.), em uma reunião social com o sócio George Soros (à dir.), em Nova York, EUA
Fraga, que se propõe a colaborar na campanha de Neves, baseia-se na sua experiência como sócio de Soros em fundos de investimento. Soros admitiu ter contribuído com a extrema direita para a derrubada do regime democrático ucraniano e a implantação do governo de facto que assumiu em seguida.

Em entrevista à rede norte-americana de TV CNN, Soros afirmou que “uma das coisas que muitas pessoas reconhecem (sobre ele) foi o financiamento das atividades dos grupos dissidentes na Polônia e na República Checa”, o que provocou a pergunta seguinte, se ele estaria “fazendo coisas similares na Ucrânia”.
"Criei uma fundação na Ucrânia antes mesmo que o país declarasse sua independência da Rússia. Esta fundação está funcionando desde então e tem representado um papel importante nos acontecimentos atuais", revelou Soros.

No portal de internet InfoWars, reportagem publicada há alguns dias rompeu o cerco midiático em curso quanto à realidade na Ucrânia ao apontar a participação de Soros, em colaboração estreita com a Fundação Nacional para a Democracia (USAID, na sigla em inglês) – que assumiu parte das atribuições da Agência Central de Inteligência (CIA, também na sigla em inglês) – no golpe de Estado.

O Instituto Republicano Internacional, a Casa da Liberdade (Freedom House) e o Instituto Albert Einstein também foram citados como cúmplices no financiamento e na derrubada de governos na Europa Oriental e na Ásia Central, logo após a dissolução da União Soviética.

Muitos dos participantes das manifestações em Kiev assumiram fazer parte de determinadas Organizações Não Governamentais (ONGs) responsáveis por treiná-los em táticas de guerrilha urbana, em numerosos cursos e conferências promovidos pela Fundação do Renascimento Internacional (IRF, em inglês), criada por Soros. A IRF, fundada e financiada pelo multimilionário, orgulha-se de ter feito “mais do que qualquer outra organização” para a “transformação democrática” da Ucrânia, afirmou.

A ação de Soros, no entanto, permitiu que ultranacionalistas passassem a controlar os serviços de segurança ucranianos, como a polícia e as forças armadas. Em abril, o secretário do Conselho de Segurança Nacional e da Defesa, Andréi Parubiy, foi acusado por testemunhas de aceitar suborno da CIA para ajudar no combate àqueles que se opõem ao governo autoproclamado. Ainda segundo o InfoWars, a operação militar de Kiev, com seu caráter violento, incluindo o incêndio na sede de um sindicato em Odesa, no qual morreram mais de 80 pessoas, também pode ser atribuído ao ativismo de George Soros e das outras organizações ligadas à IRF.

Estas mesmas ONGs foram detectadas no Brasil com um serviço semelhante àqueles prestados pela IRF à ultradireita na Ucrânia. A ONG Brazil No Corrupt seria mais uma na lista de organizações patrocinadas por organismos internacionais para a promoção de atos de vandalismo e de violência nas manifestações de rua, principalmente agora, às vésperas da Copa do Mundo, no movimento #naovaitercopa. Compete, ainda, a estas organizações, o patrocínio de páginas nas redes sociais, como a TV Revolta, entre outras, criadas para disseminar o ódio e promover a desestabilização do governo instituído, em manifestações violentas nas principais capitais do país.

Fonte: Correio do Brasil

Venezuela divulga provas de golpe e de plano para assassinar Maduro

Nesta quarta-feira (28), o governo venezuelano ofereceu uma coletiva de imprensa para revelar as provas que vinculam os atores políticos e empresariais da direita com uma tentativa de golpe de Estado contra Nicolás Maduro, inclusive com um plano de assassinato ao presidente.


Telesur
Jorge Rodríguez mostrou as provas de que está em curso uma tentativa de golpe de Estado na Venezuela Jorge Rodríguez mostrou as provas de que está em curso uma tentativa de golpe de Estado na Venezuela
O prefeito do município de Libertador (Caracas), Jorge Rodríguez, confirmou a existência de um plano para derrubar o presidente da República Bolivariana ao apresentar provas que mencionam inclusive a pretensão do assassinato de Maduro com o apoio do Departamento de Estado dos EUA.

Os documentos fazem parte de uma investigação criminal que a justiça venezuelana está desenvolvendo. Rodríguez exibiu e-mails enviados pela ex-deputada María Corina Machado a vários representantes da ultradireita venezuelana, entre eles, o advogado constitucionalista Gustavo Tarre, o ex-governador Henrique Salas Romer e o empresário Diego Arrias.

Em um dos textos María Corina afirma: “já decidi e esta luta seguirá até que este regime se vá”. Ela também menciona o embaixador dos Estados Unido na Colômbia, Kevin Whitaker, além do patrocínio do Departamento de Estado à oposição que tenta desestabilizar o governo venezuelano. “Não tenho medo de ninguém, Kevin Whitaker me reafirmou o apoio e indicou os novos passos. Contamos com um talão de cheques mais forte que o do regime”, diz a ex-deputada da oposição em uma de suas comunicações.

Segundo informou Rodríguez, um dos textos revela os planos de ataque ao transporte público, instituições educativas, entre outras ações terroristas que vêm se repetindo no país desde o dia 12 de fevereiro.

“Mais ingovernabilidade, a ação dos ativistas no metrô, ônibus, colégios bolivarianos, universidades públicas, tudo, tudo, vamos fazer até o final”, indica María Corina.

Há quase um ano, o governo bolivariano da Venezuela vem denunciando sistematicamente a aplicação do chamado “golpe suave” no país. Segundo Nicolás Maduro, a oposição, com ajuda dos EUA, promove atos de violência para gerar descontentamento no país, com o objetivo de desestabilizar o Executivo.

Rodríguez assinalou que com tais evidencias em mãos, pode-se demonstrar a verdadeira responsabilidade da ex-deputada nos atos de violência. “O golpe foi desativado nesta fase, ainda quando restam alguns focos de violência”, disse o prefeito. Da mesma forma, ele afirmou que as manifestações estudantis não forma espontâneas.

Segundo as denúncias de Rodríguez, María Corina também teria escrito ao opositor Diego Arrias dizendo que era necessário "acumular esforços" para "aniqular" o presidente Maduro.

Théa Rodrigues, da redação do Portal Vermelho,
Com informações da AVN e da Telesur

Como EUA, União Europeia e Japão podem esfacelar a Ucrânia

Logo após as eleições presidenciais ucranianas, a situação no Sudeste do país se agravou ainda mais. Os receios dos especialistas, que temiam que depois das eleições a operação militar contra a população do Sudeste, que votou pela criação das repúblicas de Donetsk e de Lugansk independentes de Kiev, iria ser reforçada, se tornaram realidade.
Por Andrei Ivanov*, na Voz da Rússia


Federalistas fazem barreira em estrada no sudeste da Ucrânia
O exército ucraniano começou a usar regularmente artilharia, blindados, aviões e helicópteros contra a população da região revoltosa. A contagem de mortos, inclusivamente de civis, já atinge as dezenas e mesmo as centenas.

São avançadas previsões que Kiev pretende esmagar os “separatistas e terroristas” antes da posse de Piotr Poroshenko, que está programada para junho. Isso é um crime evidente contra a humanidade, mas Kiev está convencida da sua impunidade porque os EUA reconheceram essas eleições como livres e democráticas.

Os norte-americanos ignoraram, sem sentirem qualquer vergonha, as múltiplas violações tanto ocorridas durante a campanha eleitoral (por exemplo, as intimidações e espancamentos dos candidatos da oposição), como no decorrer das próprias eleições (parece que nenhum dos observadores ocidentais se preocupou com as pilhas de boletins de voto que apareceram nas urnas não se sabe como).

Com uma grande boa vontade, o apoio dos norte-americanos ao golpe de Estado de Kiev e à vitória em maio de Poroshenko, numas eleições que não correspondem aos padrões internacionais, pode ser explicado pelo desejo de liberdade e democracia para a Ucrânia.

Mas se formos realistas, a explicação será a vontade de Washington em submeter o país ao seu controle. Realmente, a Ucrânia, mesmo reduzida depois do bem-sucedido (e, sublinhemos, completamente voluntário!) regresso da Crimeia à Federação Russa, irá representar para os EUA e o Ocidente um mercado de mão de obra barata, recursos naturais e um posto avançado para instalar forças militares para a contenção da Rússia.

O problema de Kiev e de Washington é o fato de a população do Sudeste não querer participar nesse projeto abertamente antirrusso que, além do mais, não promete nada de bom para essa mesma população, nem no plano material, nem no plano moral.

Foi por isso que 90% dos eleitores dessas regiões votaram pela independência. Assim, Kiev e Washington enfrentaram a ameaça da perda de um território rico em recursos naturais e com uma indústria desenvolvida, inclusivamente militar e aeroespacial.

Visto que Kiev não está preparada para dialogar com o Sudeste, qualificando sua população de “separatistas” e “terroristas”, apenas resta uma solução para eliminar o problema, e que é esmagar a resistência da população revoltosa com recurso à força do exército e dos nacionalistas armados.

Poroshenko é empurrado para essa solução, tanto pelos seus apoiantes políticos dentro da Ucrânia, como pelos norte-americanos. Eles já tinham declarado há muito tempo que o poder de Kiev possui o monopólio do uso da força para o restabelecimento da ordem. Contudo, Poroshenko e os outros participantes do projeto para a transformação da Ucrânia numa semicolônia do Ocidente e numa praça-forte contra a Rússia estão enfrentando sérios obstáculos.

Apesar dos relatos vitoriosos das autoridades e da mídia de Kiev sobre as muitas vitórias obtidas pelo exército e pela Guarda Nacional sobre as milícias do Sudeste, estes não tencionam se render.

Por outro lado, apesar das mentiras da mídia ucraniana e ocidental, a população e os políticos da União Europeia estão tomando consciência que não há uma presença do exército russo no Sudeste e que a crise na Ucrânia não foi provocada pela Rússia, mas pelo Ocidente, que apoiou o derrube ilegítimo de Yanukovich. Na União Europeia, aliás, acabaram de vencer as pessoas que criticavam o excesso de influência dos EUA nos assuntos europeus e a política antirrussa de Washington e Bruxelas. Isso pode provocar uma alteração na atitude da Europa em relação aos acontecimentos na Ucrânia.

Apesar de a Rússia ter expresso a sua disponibilidade para respeitar a escolha do povo ucraniano, as circunstâncias acabadas de referir podem complicar bastante a vida ao novo presidente e aos seus patrocinadores ocidentais. Especialmente se o senhor Poroshenko persistir na sua tentativa de esmagar o “separatismo” pela força e construir um Estado unitário sem ter em conta a vontade do Sudeste do país. Isso poderá provocar o verdadeiro desmembramento da Ucrânia, cuja probabilidade irá aumentar proporcionalmente ao aumento do número de vítimas da chamada “operação antiterrorista” de Kiev.

Só se pode poupar a Ucrânia a esse triste destino no caso de os EUA, a União Europeia e o Japão, que expressam seu apoio aos “revolucionários” e “democratas” de Kiev, perceberem finalmente eles próprios, e expliquem aos senhores Poroshenko, Timochenko e Yatsenyuk, uma verdade simples: não se deve ignorar os interesses de uma parte considerável da população da Ucrânia e obstinadamente tentar transformar esse país em uma colônia e em uma praça-forte do Ocidente contra a Rússia. Caso contrário, ou seja em caso de a Ucrânia se desmembrar, todos sairão a perder, inclusivamente os EUA, que já gastaram lá muito dinheiro, e a União Europeia e o Japão que se preparam para o fazer.

*Articulista da emissora de rádio Voz da Rússia

Fiocruz divulga pesquisa sobre atenção ao parto e nascimento no país

O Ministério da Saúde e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgam nesta quinta-feira (29), às 13h30, no Rio, os resultados da primeira pesquisa com um panorama nacional da situação de atenção ao parto e nascimento no país.


Reprodução
A pesquisa será divulgada nesta quianta-feira (29). A pesquisa será divulgada nesta quianta-feira (29).
Coordenado pela Fiocruz, o estudo Nascer no Brasil buscou, entre outros fatores, mostrar a decisão das mulheres pelo tipo de parto, revelando dados como o número excessivo de cesarianas feitas em território nacional, o percentual de mulheres que desejaram parto normal no início da gestação e o tipo de parto mais realizado em adolescentes.

O ministro da Saúde, Arthur Chioro estará presente à solenidade. A Nascer no Brasil entrevistou 23.894 mulheres em maternidades públicas, privadas e mistas, além de hospitais de médio e grande porte, nas capitais e em cidades do interior de todos os estados.

Fonte: Agência Brasil