segunda-feira, 19 de maio de 2014

O fiasco das manifestações contra a Copa

Faltam 25 dias para o começo da Copa do Mundo 2014. Em 12 de junho, no estádio do Corinthians, em São Paulo, o Brasil enfrenta a Croácia na abertura da Copa.

A direita, com o apoio de setores minoritários e equivocados, faz um enorme esforço para dar um sentido político-eleitoral ao evento e procura encontrar um caminho para dar densidade às manifestações contra a Copa, sem êxito.

As manifestações da última quinta-feira (15), marcadas para ocorrer em várias capitais, dão o tom desse fracasso. O Movimento Contra a Copa conseguiu reunir pouquíssimas pessoas em algumas grandes cidades. 

Como se poderia prever, compareceram ativistas encapuzados, com seu cortejo de tumultos, agressões a estabelecimentos comerciais, queima de lixo, quebra de vidraças e impedimento à circulação de ônibus e veículos particulares.

O fracasso daquilo que os organizadores pretenderam batizar com o nome pomposo de Dia Internacional de Lutas contra a Copa é significativo. Os defensores da campanha “Não vai ter Copa” lutam, na verdade, contra o Brasil e estão na contramão do sentimento da quase totalidade dos brasileiros. A realização da Copa do Mundo no país é motivo de orgulho e afirmação nacional. A direita e os desavisados do movimento popular que ela consegue mobilizar agem em oposição direta ao sentimento nacional. Este sentimento é o principal dado da realidade com o qual a direita se confronta.

Quem quer o fracasso da Copa do Mundo no Brasil tenta legitimar seus argumentos mencionando os números do investimento feito. Citando parcialmente e, quase sempre, de má fé. No total, foram investidos R$ 25,6 bilhões em obras ligadas direta ou indiretamente à Copa. Mas não há um centavo do orçamento da União nestes investimentos; o que há são financiamentos do BNDES, contratados nas condições praticadas pelo banco, e que deverão ser pagos pelos tomadores dos empréstimos. E também uso de recursos dos poderes locais (estados e municípios) e da própria iniciativa privada, com obrigações semelhantes para os tomadores. 

Estes investimentos não geraram, ao contrário do que alegam os críticos da direita, redução nos investimentos públicos em educação e saúde. Houve sim crescimento, que nunca é referido por aqueles que são acometidos pelo “complexo de vira-latas” na feliz expressão do escritor Nelson Rodrigues.

Serão enormes os ganhos para o país e para os brasileiros, com a realização da Copa, traduzidos em geração de empregos, aumento do número de turistas que visitarão o país e obras de infraestrutura. Também cresce o prestígio internacional do Brasil e dos brasileiros. Além da realização do torneio em si, com todos os valores desportivos e culturais que isto implica.

Os aeroportos estão sendo modernizados e aumentarão em 81% a capacidade de recepção de passageiros nas cidades-sede da Copa. Estão ocorrendo melhorias nas telecomunicações, com o investimento de R$ 404 milhões. O ganho real, que vai afetar a vida de todos os brasileiros, será o acréscimo de quase R$ 30 bilhões ao PIB, diz estimativa feita pelo Ministério do Turismo e pela Fipe. Isto é, quase 1%, considerando o PIB de 2013, que foi de R$ 4,8 trilhões.

São fatos que tranquilizam o governo brasileiro a respeito da grande festa que será a Copa do Mundo. E o movimento contrário é visto com naturalidade. Para o ministro do Esporte, o comunista Aldo Rebelo, as manifestações pacíficas são protegidas por lei e “não representam ameaça de nenhuma forma”; para ele, são “manifestações por reivindicações que acontecem perto da Copa”.

A presidenta Dilma Rousseff fez considerações de ordem prática, durante um jantar com jornalistas: “Nós podemos dizer, em alto e bom som: o legado da Copa é nosso. Porque ninguém que vem aqui assistir à Copa leva consigo na sua mala aeroportos, portos, obras de mobilidade urbana, nem tampouco estádios”. Mas vão levar, e isto é certo, “a garantia de que este é um país alegre e hospitaleiro (...) aeroportos ficam para nós, obras de mobilidade ficam para nós, estádios ficam pra nós, esta é a questão central dessa Copa e finalmente a última é que faremos sem sombra de dúvida a Copa das Copas”, disse.

O fracasso da direita em relação à Copa do Mundo pode prenunciar sua derrota eleitoral em outubro, quando o Brasil escolherá o presidente da República para o período de 2015 a 2018. Tem razão o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando afirma que a realização da Copa do Mundo no Brasil se transformou em “objeto de feroz luta política eleitoral” e, na medida em “que se aproxima a eleição presidencial de outubro, os ataques ao evento tornam-se cada vez mais sectários e irracionais”. 

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Doação de Medula Óssea

O Sindicato dos bancários de Itabuna compareceu à doação de Medula Óssea que está sendo realizado a partir de hoje (16) e seguirá até domingo (18), das 8 às 17 horas, no Ambulatório de Oncologia Pediátrica do Hospital Manoel Novaes. A vida, a paz e a liberdade são direitos fundamentais de todos os seres. Jorge Barbosa








PCdoB discute propostas para o desenvolvimento do país

A Liderança do PCdoB na Câmara dos Deputados promove, nos dias 13, 20 e 27 de maio, um ciclo de debates para propor avanços para o desenvolvimento do país. "As reformas de base para o Brasil do século 21" resgatam a ideia do ex-presidente João Goulart sobre as mudanças estruturais de que o país precisa para continuar crescendo.  
Os debates abordarão temas relacionados ao mundo do trabalho, à reforma urbana, à economia e ao desenvolvimento. Um grupo de especialistas foi convidado para, ao lado dos parlamentares, refletir sobre as mudanças necessárias para atualizar e renovar o Programa de Governo.

Programação

O Mundo do Trabalho
Dia: 13 de maio
Palestrantes:
Márcio Pochmann – Fundação Perseu Abramo
Laís Abramo – Organização Internacional do Trabalho (OIT)
Clemente Ganz Lúcio – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese)

Jandira manifesta solidariedade do PCdoB ao povo palestino

A líder do PCdoB na Câmara, deputada Federal Jandira Feghali (RJ), em pronunciamento no Plenário da Câmara, nesta quinta-feira (15), registrou a solidariedade da bancada do PCdoB ao povo palestino, na data conhecida como Al Nakba – a catástrofe. Na data de 15 de maio, ocorrem manifestações para lembrar que entre 1947 e 1948, mais de 800 mil palestinos foram expulsos de suas terras, cidades e aldeias durante a criação do Estado de Israel.


redecastorphoto.blogspot.com
 Crianças assassinadas pelos judeus durante a Nakba (catástrofe).  Crianças assassinadas pelos judeus durante a Nakba (catástrofe).
“Levantamos aqui a bandeira do povo palestino, o direito dos refugiados de retornarem ao seu chão. O direito de restabelecer seu território, sua soberania e, principalmente, o direito à liberdade, a uma vida digna, sem muros e arames farpados. As chaves guardadas, em grande parte de casas destruídas, anseiam por este dia, o dia em que a catástrofe dará lugar à justiça”, afirmou a líder comunista.

Ao lembrar e prestar homenagem “àqueles que perderam suas vidas em consequência dos conflitos”, Jandira (foto) ressaltou que defende a Resolução 181 da Organização das Nações Unidas (ONU) que, em 1947, decidiu pela criação dos estados da Palestina e de Israel.

Segundo a resolução da ONU, o Estado judeu deveria ter ficado com 54% da terra chamada de Palestina histórica. Os palestinos ficariam com 44%, e 2% seriam destinados a Jerusalém como cidade internacional.

Em 1948, entretanto, Israel ocupou mais 24% do território, totalizando 78%. Em 1967, Israel ocupou, militarmente, 100% do território palestino, na guerra de Yom Kippur. Hoje, o que resta para os palestinos é apenas 8%, em territórios conhecidos como Faixa de Gaza e Cisjordânia.

De Brasília
Márcia Xavier

Patrimônio dos 15 mais ricos supera o de 14 milhões do Bolsa Família

O patrimônio das 15 famílias mais ricas do Brasil, segundo lista divulgada pela revista Forbes, é dez vezes maior que a renda de 14 milhões de grupos familiares atendidos pelo programa Bolsa Família. De acordo com a publicação americana, os 15 clãs mais abastados do Brasil concentram uma fortuna de 270 bilhões de reais, cerca de 5% do PIB do País. O Bolsa Família, por sua vez, atendeu 14 milhões de famílias em 2013 com um orçamento de 24 bilhões de reais, equivalentes a 0,5% do PIB.


Os irmãos João, Irineu e José ao lado de Roberto Marinho (de bigode) Os irmãos João, Irineu e José ao lado de Roberto Marinho (de bigode)
Lidera a lista da Forbes a família Marinho, dona das Organizações Globo. Os irmãos Roberto Irineu Marinho, João Roberto Marinho, José Roberto Marinho possuem uma fortuna de 64 bilhões de reais. Outra empresa de mídia que aparece na lista é o Grupo Abril, do clã Civita, com patrimônio de 7,3 bilhões de reais.

O setor bancário se destaca na origem das fortunas das famílias mais ricas do Brasil, representado pelos clãs Safra (Banco Safra), Moreira Salles (Itau/Unibanco), Villela (holding Itaúsa), Aguiar (Bradesco) e Setubal (Itaú).

Eram três os bilionários do Brasil em 1987, quando a Forbes produziu a primeira lista: Sebastião Camargo (Grupo Camargo Correa), Antônio Ermírio de Moraes (Grupo Votorantim) e Roberto Marinho (Organizações Globo). Hoje são 65, 25 deles parentes, o que leva a revista americana a constatar que para se tornar um bilionário no Brasil, o mais importante é ser um herdeiro.

Segue a lista das famílias mais ricas do Brasil:

1) Marinho, Organizações Globo, US$ 28,9 bilhões

2) Safra, Banco Safra, US$ 20,1 bilhões

3) Ermírio de Moraes, Grupo Votorantim, US$ 15,4 bilhões

4) Moreira Salles, Itaú/Unibanco, US$ 12,4 bilhões

5) Camargo, Grupo Camargo Corrêa, US$ 8 bilhões

6) Villela, holding Itaúsa, US$ 5 bilhões

7) Maggi, Soja, US$ 4,9 bilhões

8) Aguiar, Bradesco, US$ 4,5 bilhões

9) Batista, JBS, US$ 4,3 bilhões

10) Odebrecht, Organização Odebrecht US$ 3,9 bilhões

11) Civita, Grupo Abril, US$ 3,3 bilhões

12) Setubal, Itaú, US$ 3,3 bilhões

13) Igel, Grupo Ultra, US$ 3,2 bilhões

14) Marcondes Penido, CCR, US$ 2,8 bilhões

15) Feffer, Grupo Suzano, US$ 2,3 bilhões

Fonte: Carta Capital

Farc completam 50 anos e lançam rap em prol da paz na Colômbia

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) lançaram em Havana um videoclipe que pede apoio ao processo de paz no país, como parte das celebrações pelos 50 anos de existência do grupo insurgente. O rap foi gravado pela banda cubana Cuentas Clara, junto com guerrilheira holandesa Tanja Nijmeijer (que integra a delegação de paz) e por um membro das Farc.
Por Théa Rodrigues, da Redação do Portal Vermelho


Reprodução
A guerrilheira holandesa das Farc e um membro grupo cubano Cuentas Claras, em um fotograma do vídeoclip. A guerrilheira holandesa das Farc e um membro grupo cubano Cuentas Claras, em um fotograma do vídeoclip.
A música "Pueblo colombiano: Pa' la mesa" pede que os cidadãos participem ativamente das mesas de negociação entre as Farc e o governo do país. Segundo nota divulgada no site da guerrilha, o objetivo do vídeo é, entre outras coisas, “refletir a difícil situação dos camponeses”.
A primeira estrofe do rap afirma que canção é executada “em nome dos explorados, das crianças descalças e mal alimentadas, das mulheres e homens mal pagos, mal formados, dos camponeses ameaçados”.

Na nota, as Farc reforçam que “os camponeses são perseguidos, estigmatizados e expulsos de suas terras. Quando decidem entrar na guerrilha, porque o Estado não deixa outra opção de vida, são criminalizados e se oferece uma recompensa por suas cabeças”.

A reforma agrária é uma demanda histórica das Farc, que incluíram o tema na agenda de negociações de paz. Tanto que a política de desenvolvimento agrário integral foi o primeiro ponto concluído nos diálogos de paz. Uma matéria publicada pelo Portal Vermelho, em dezembro do ano passado, explica a relação das negociações com a luta camponesa na Colômbia.

O rap também faz duras críticas à oligarquia, ao governo e aos setores mais poderosos do país, que "têm medo que os pobres formem blocos, adquiram conhecimento e, em um choque, os derrote". Em outro trecho, o grupo musical acusa os fazendeiros de seguir com os assassinatos e massacres: “os que acumulam terra de maneira sem vergonha, se não negociam com os camponeses, negociam com sua viúva”.

No vídeo, aparece o guerrilheiro Miguel Pascuas, o "Sargento Pascuas", um dos 48 fundadores das Farc. Ele fazia parte do grupo que, juntamente com Manuel Marulanda Velez, James Prias Alape, Jacobo Arenas e outros guerrilheiros, resistiu a uma operação militar de 16 mil soldados, dirigidas pelo Pentágono.

Sindicalistas realizam ato em solidariedade ao povo palestino

Sindicalistas e militantes de movimentos sociais manifestaram solidariedade aos trabalhadores palestinos, na manhã desta quinta-feira (15). A vigília aconteceu em frente a empresa AEL/Sistemas, de Porto Alegre. A CUT-RS e demais entidades se manifestaram "contra a ocupação e apartheid israelense, que conta com inúmeros apoiadores e patrocinadores ao redor do mundo".


Sindicalistas se manifestaram "contra a ocupação e apartheid israelense, que conta com inúmeros apoiadores e patrocinadores ao redor do mundo". Sindicalistas se manifestaram "contra a ocupação e apartheid israelense, que conta com inúmeros apoiadores e patrocinadores ao redor do mundo".
A AEL Sistemas é subsidiária da Elbit Systems, que constrói o muro que encerra as comunidades palestinas em suas aldeias e elabora, também, os VANT que matam palestinos e civis em tudo o mundo.

“Estamos aqui na frente desta empresa porque somos contra a ideologia e tecnologia exportadas pela Elbit, de controle total, exclusão, repressão e racismo”, declarou o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo.

O uso do dinheiro público para financiar a indústria de guerra foi condenado pelos manifestantes. A Finep (Financiadora de Estudos e Projetos, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) aprovou 5 milhões em financiamento (de uma demanda de 43 milhões) e quatro universidades gaúchas (UFRGS, UFSM, PUCRS e Unisinos) estão associadas à AEL/ELBIT para a pesquisa e produção de satélites militares.

Nespolo lembrou ainda que nesta data, há 66 anos, ocorria a fundação do estado de Israel e o inicio do massacre sobre o povo palestino. “Além disso, não foi cumprida a decisão da ONU, que previa também, a criação do estado Palestino.”

Atualmente, mais de 6 milhões de palestinos vivem até hoje como refugiados em tudo o mundo e nos territórios ocupados, um muro de cimento de 8 metros e com mais de 700 km de largura segrega o povo palestino.

Todos que se manifestaram deixaram claro o seu apoio e solidariedade aos palestinos e a contrariedade que nossas universidades, estudantes e professores participem do apartheid israelense, do aprofundamento da militarização da sociedade e de crimes de guerra.

Representantes de diversos sindicatos da região, movimentos sociais e entidades de apoio à causa Palestina participaram da vigília.

Fonte: Carta Maior