quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Agência antidrogas dos EUA se aliou a narcotraficantes mexicanos

Funcionários da Administração para o Controle de Drogas (DEA, na sigla em Inglês) e do Departamento de Justiça dos EUA podem ter se aliado secretamente a narcotraficantes mexicanos, incluindo a organização encabeçada por “El Chapo” Guzmán (um dos traficantes mais procurados do mundo). As revelações foram realizadas por um relatório divulgado pelo jornal mexicano El Universal.


Denúncias revelam que DEA pode ter cooperado com cartéis mexicanos em troca de informações sobre outras organizações criminosas em troca de fazer vista grossa a respeito das atividades de seus informantes| Foto: Reuters

De acordo com o jornal, o governo estadunidense estava ciente das reuniões secretas dos agentes da DEA com os “narcos” mexicanos, que se realizaram sem a participação das autoridades do México. Além disso, também revela que o escritório regional da DEA sabia dos encontros e deixava que os cartéis “sócios” seguissem com suas atividades ilegais.

O texto diz ainda que, com base em registros do tribunal e citações de vários oficiais dos EUA envolvidos em reuniões secretas com os traficantes de drogas, os funcionários da DEA, devido às informações fornecidas por seus informantes, foram capazes de prender membros de cartéis da concorrência e interceptar carregamentos de drogas.

Essa colaboração pode ter ocorrido principalmente sob o governo dos presidentes Vicente Fox (2000-2006) e Felipe Calderón (2006-2012). Um dos principais sócios da DEA seria o cartel de Sinaloa, a organização criminosa do narcotráfico mais influente no México.

Com informações da RT via Vermelho

Vendem-se negros no Mercado Livre

"Eu não tenho nada contra negros. Eu gosto deles. Gosto tanto que acho até que cada um deveria ter o seu!" - essa frase, acompanhada por gargalhadas dos que almoçavam conosco, foi disparada pelo pai de um amigo quando abordaram o tema preconceito. As risadas revelaram não o racismo, mas o bom humor daquela família de classe média paulistana. 

Por Jornalismo Wando*


Após o chiste, todos ali sentados fizeram questão de reforçar o quão despidos de preconceito são e iniciaram relatos sobre suas experiências antirracistas, tais como: contratação de funcionários negros, o bom convívio com a cunhada "moreninha" e o clássico "até tenho amigos que são". Foi assim que o Pequeno Wando, aos 11, foi apresentado à democracia racial brasileira.

Mas, enfim, a democracia é linda, a vida é bela e o mercado é livre. Tão livre que o humor da nova geração de humoristas chegou no site de mesmo nome, o feirão virtual de compra, venda e troca de produtos chamado Mercado Livre.

Nesse início de ano, um anúncio todo trabalhado no humor politicamente incorreto foi aprovado pelo site:



Logicamente trata-se de uma peça de humor, nada a ver com preconceito. É a versão digitalizada da piada do pai do meu amigo.

Muita gente achou engraçado e fez ofertas e comentários brincalhões:



Nada como desfrutar da liberdade de expressão da maneira mais descontraída possível.
Mas ainda bem que o Brasil é um país que esbanja tolerância. Tanto que as estatísticas, apesar de mostrarem negros recebendo salários menores que os brancos nas mesmas funções, indicam que apenas 4% dos brasileiros se consideram racistas, apesar de 87% admitir a existência de discriminação racial no país. Parece piada, mas não é. Isso quer dizer que quase todos os brasileiros até acreditam na existência do racismo, mas nem 5% se considera racista.

Nesse contexto brasileiro, em que os racistas não existem, brincar de traficantes de escravos na internet não chega a ser um escândalo. O racismo, claro, está muito mais presente na visão dos carrancudos patrulheiros do que na sociedade. Falta-lhes a ousadia, a alegria e a malemolência típicas do brasileiro. No nosso país, a harmonia entre os povos está tão consolidada, que relembrar com deboche dos tempos da escravidão não fere a moral do autor da brincadeira. Pelo contrário, você pode até ser valorizado por enfrentar os "falsos moralistas" que enxergam racismo em tudo. Pode até ganhar um programa na TV, uma coluna no jornal ou virar um humorista de sucesso.

Para muita gente, o holocausto promovido por Hitler é muito mais chocante que a escravidão no Brasil, evento encerrado apenas algumas décadas antes do nazismo. Talvez seja por isso que Danilo Gentili tenha pedido desculpas para a comunidade judaica, indignada com uma piada sua. Já para o negro indignado, o humorista ofereceu bananas.

E o que a empresa Mercado Livre tem a ver com o que seus usuários postam? Nada, a não ser o fato de que essa não é a primeira nem a segunda vez que isso acontece nesse site. Vejamos o anúncio postado em fevereiro do ano passado:


Só que o negro em questão existe e se revoltou nas redes sociais ao ver seu nome estampado no Mercado Livre. Quando se dirigia à delegacia para registrar queixa, o rapaz recebeu a visita do autor do anúncio, que pediu desculpas e disse que tudo não passava de uma grande brincadeira.

E o Mercado Livre, apesar de não ser responsável pela autoria das piadas, também não faz grandes esforços para combater esse recorrente tipo de "venda". Se você tentar inserir um número de telefone ou endereço de email no comentário de algum anúncio, imediatamente será impedido pela inteligência do sistema. Essas mesmas dificuldades você não encontrará se tentar vender um ser humano. Pelo contrário, teu anúncio ficará tempo suficiente para divertir muita gente.

Reparem na imagem acima quantas pessoas curtiram a piada no Facebook: cinco mil. Nenhuma delas é racista. Todas são apenas incorretamente bem humoradas.

* Publicado no Yahoo Notícias
Com informações de @MariaRitaaaah, do site Blogueiras Negras

Bradesco tem de indenizar bancários

Se as organizações financeiras insistem em colocar os bancários em desvio de funções e, muita vezes, expor os trabalhadores a riscos de morte, a Justiça tem punido com rigor. Foi o que aconteceu com o Bradesco, condenado à indenização coletiva de R$ 1 milhão aos empregados que foram obrigados a fazer transporte de valores.   
 
Em um dos casos, um trabalhador foi baleado de raspão, durante uma tentativa de assalto, no momento em que transportava valores entre os municípios de Abaetetuba e Muaná (PA), em junho de 2011. Em fevereiro de 2013, outro bancário foi interceptado na barreira da Polícia Federal enquanto transportava R$ 60 mil em uma pasta de plástico. 
 
O Ministério do Trabalho e Emprego lavrou um auto de infração pelo episódio. Com a sentença, o Bradesco também deve divulgar a decisão, conforme pedido do Ministério Público do Trabalho, em todos os quadros de aviso, inclusive nas agências, pelo prazo mínimo de um ano, sob pena de multa. 

Fonte: O Bancário

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Mulheres anunciam que 2014 será um ano para consolidar direitos

Elas enfrentam muitos problemas no cotidiano em sociedade como machismo, violência doméstica, assédio sexual, racismo. E esses foram alguns dos debates que marcaram 2013 para as mulheres no Brasil. Além disso, temas como o papel e a participação da mulher na política; a descriminalização do aborto; o combate à lesbofobia; e a autonomia sobre o corpo marcaram a agenda de lutas.
Participação na política; aborto; combate à lesbofobia; e autonomia sobre o corpo marcaram a agenda de lutas. Após Maria da Penha, quase 700 mil procedimentos judiciais contra agressores foram registrados no país
No ano em que a Lei Maria da Penha completou sete anos de vigência, chegou-se à conclusão de que muitos desafios ainda precisam ser vencidos. Desde que entrou em vigor a lei mais rigorosa para punição da violência doméstica, quase 700 mil procedimentos judiciais contra agressores foram registrados no país.
Para Sônia Coelho, Integrante da Sempreviva Organização Feminista (SOF) a Maria da Penha é uma lei integral. No entanto, ela lamenta que apesar de na teoria criar mecanismos para proteger as mulheres, a legislação ainda esbarra nas questões práticas.
“A Lei Maria da Penha é uma lei integral, é uma lei que prevê tanto punição como a prevenção e a proteção das mulheres em relação à violência, o que ocorre no Brasil é que ainda falta principalmente os estados e municípios tenham vontade política para implementar essa lei. Então, possam construir os equipamentos necessários para a implantação da lei, possam construir e articular políticas públicas para o atendimento às mulheres."
Ainda de acordo com Sônia a falta de investimentos em infraestrutura e vontade política dos governos são entraves para efetivar a lei no país.
“O que a gente tem identificado exatamente que falta mais empenho dos governos. A lei precisa sair do papel para a prática e para a vida. Faltam delegacias, não tem os juizados especiais que deveria atender, os centros de referência, casas abrigo. Isso faz com que a gente tenha uma lentidão muito grande da Justiça.”
A violência letal é outro aspecto que preocupa. Entre 2000 e 2010, 43,7 mil mulheres foram assassinadas no país. Cerca de 40% perderam a vida em suas próprias casas, muitas vitimadas pelos companheiros ou ex-companheiros. Para Sônia, os números indicam que o próximo ano exigirá uma postura mais firme.
"Então, foi um ano de pontos positivos para as mulheres, mas tem muitos problemas principalmente em relação à violência. A gente no Brasil ainda é um dos países com maior índice de violência. É o 7º no mundo em assassinatos de mulheres e sem contar que a gente vê hoje novas formas de violência contra a mulher como, por exemplo, a violência hoje via internet que as mulheres muitas vezes ficam expostas por seus namorados, ex-namorados, companheiros. Ou seja, a violência nos meios de transporte, assédio sexual e violência".
Umas das conquistas para as mulheres em 2013 foi a lei que equipara os direitos trabalhistas das empregadas domésticas com as demais categorias, como pontua Sônia.
“Foi uma conquista a lei que iguala as trabalhadoras domésticas ao restante da classe trabalhadora. Se a gente for olhar no Brasil 17% das mulheres que trabalham fora hoje ainda são empregadas domésticas que são as que ganham menos que tem menos direitos.”
Encontro internacional
Em agosto de 2013 cerca de 1,6 mil mulheres, de 48 países, realizaram um encontro internacional em São Paulo. Entre as pautas discutidas no encontro “Feminismo em Marcha para Mudar o Mundo” estiveram reivindicações históricas ligadas às demandas das mulheres, como o combate ao machismo, ao racismo e à lesbofobia.
No documento final do encontro, as mulheres destacam, entre outras defesas, o direito ao aborto legal, seguro e público, além de exigirem a aplicação plena da Lei Maria da Penha.
Em 2013 foi aprovado no Senado a lei que inclui a violência doméstica na Lei de Crimes de Tortura (Lei 9.455/1997), resultado da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Violência contra a Mulher (CPMI).
O projeto incluiu na chamada “Lei da tortura” a submissão de alguém a situação de violência doméstica e familiar, com emprego de violência ou grave ameaça, assim como intenso sofrimento físico ou mental.
Ainda também foi aprovado o acompanhamento psicológico e cirurgias plásticas às mulheres vítimas de violência; benefício temporário da Previdência Social; e a exigência de rapidez na análise do pedido de prisão preventiva para os agressores. A defesa da reforma política para garantir espaço às mulheres deve ser uma das pautas em destaque no ano de 2014, segundo informa Sônia.
"São aspectos que a gente aponta que precisa mudar da participação política também, apesar da gente ter uma mulher presidente, mas do ponto de vista da participação política na nossa sociedade precisa haver mudanças bastante importantes porque as mulheres ainda não estão nos espaços, nos grandes espaços de decisão. Nós estamos inclusive como movimento de mulheres, como Marcha Mundial de Mulheres, apontando que para o próximo ano nós temos que trabalhar com prioridade na questão da reforma política, não só reforma eleitoral, mas uma reforma política".
Também em 2013 foi lançado pelo Governo Federal o “Programa Mulher: Viver sem Violência” para atuar no combate à violência de gênero e promover a autonomia das mulheres. O programa busca construir um espaço onde abrigará todos os órgãos que possam amparar a mulher vítima de agressão.
Ainda este ano foi sancionado pela presidenta Dilma Rousseff a lei que garante atendimento integral a vítimas de violência sexual. Segundo dados do Ministério da Saúde, de 2009 a 2012, os casos de estupros notificados cresceram 157%.
Fonte: Portal CTB via Feeb-Ba-Se

Lista suja do trabalho escravo tem 108 novas empresas

O governo incluiu 108 novos empregadores na "lista suja" do trabalho escravo, segundo divulgou o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) no dia 30 de dezembro.
No total, a lista fica com 579 nomes de empregadores, que foram flagradas submetendo trabalhadores a condições análogas à escravidão, após atualização semestral da lista de empregadores envolvidos em trabalho escravo.
O estado do Pará é o que tem maior número de empregadores inscritos na lista, totalizando 26,08%, seguido por Mato Grosso (com 11,23%), Goiás (com 8,46%) e Minas Gerais (com 8,12%).
Além das 108 novas empresas incluídas, foram reincluídas outras duas por determinação judicial. Também foram excluídos 17 empregadores, que cumpriram requisitos administrativos.
O governo mantém as empresas no cadastro de infratores por dois anos e, para limpar seu nome, os interessados devem pagar as multas correspondentes e provar que corrigiram as irregularidades.
Além de diversas multas, os integrantes da "lista suja" têm acesso vetado às linhas de crédito dos bancos públicos e não poderão vender sua produção para instituições estatais.
Fonte: G1 via Feeb-Ba-Se

Laboratórios estrangeiros querem importar maconha uruguaia

A lei uruguaia que regulamentou a compra e a venda de maconha no país aguçou o interesse de laboratórios médicos do Canadá, Chile e Israel. Antes mesmo da medida que descriminalizará a produção e o comércio da planta entrar em vigor — falta a sanção presidencial —, representantes do setor farmacêutico estão procurando políticos uruguaios e organizações sociais para comprar a maconha uruguaia e, até, instalar fábricas no país. 


Carlos Latuff/Opera Mundi
Laboratórios estrangeiros querem comprar maconha uruguaia
Aprovada em 10 de dezembro, a nova legislação uruguaia não prevê nem proíbe a exportação de cannabis.
Alguns medicamentos são feitos a partir de princípios ativos da cannabis e são usados para tratar esclerose múltipla e epilepsia infantil.

Em entrevista ao jornal El Observador,o subsecretário da Presidência do Uruguai, Diego Cánepa, confirmou a informação. Assim que a lei entrar em vigor, delegados de laboratórios estrangeiros estariam prontos para formalizar o interesse.

De acordo com o periódico, empresas canadenses querem mais informações sobre a nova legislação uruguaia, que autoriza a venda de até 40 gramas mensais do produto em farmácias autorizadas para uruguaios e residentes do país. O cultivo de cannabis também será permitido para cidadãos e associações que se cadastrem no sistema.

As empresas canadenses compram atualmente maconha da Holanda, mas, de acordo com o jornal, a demanda local está aumentando e encarecendo as transações. Dessa forma, aumenta o interesse por novos fornecedores - no caso, o Uruguai.

Aprovada em 10 de dezembro, a nova legislação uruguaia não prevê nem proíbe a exportação de cannabis. Contudo, a preocupação atual das autoridades uruguaias parece estar focada na regulamentação do mercado interno. "Não era um objetivo da lei", reconheceu ao El Observador Diego Cánepa, que demonstrou entusiasmo pelo interesse estrangeiro.

Fonte: Opera Mundi via Vermelho

Força-tarefa inicia investigação sobre a Guerrilha do Araguaia

As investigações sobre a Guerrilha do Araguaia serão acompanhadas por uma força-tarefa, criada pelo Ministério Público Federal (MPF), que dará início aos trabalhos desde ontem, terça-feira (7), com prazo inicial de seis meses, passível de prorrogação.


 
Guerrilha do Araguaia. Fotos: José Antônio de Souza Perez (arquivo-pessoal)
Os procuradores Antônio do Passo Cabral, Luana Vargas Macedo, Melina Alves Tostes, Sérgio Gardenghi Suiama, Ivan Cláudio Marx, Tiago Modesto Rabelo e Marlon Alberto Weichert vão atuar conjuntamente com os procuradores de Marabá (PA) Mara Elisa de Oliveira e Henrique Hahn Martins de Menezes.

Segundo informações da imprensa, a primeira reunião presencial do grupo será no mês de fevereiro, em Brasília, para estudar documentos e definir teses de argumentação. O primeiro passo será de análise dos documentos pelos procuradores.

A portaria que criou a força-tarefa foi publicada no dia 6 de dezembro de 2013 no Diário Oficial da União. Em 2010, a Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) condenou o Estado brasileiro por violações no combate à guerrilha. De acordo como o tribunal, o Brasil é responsável pelo desaparecimento de 62 pessoas durante a guerrilha e deve investigar o caso por meio da Justiça Comum, identificando os culpados sem beneficiá-los com a Lei de Anistia.

O procurador Ivan Cláudio Marx, de Santa Maria (RS), explicou que a força-tarefa foi criada para apoiar o trabalho dos procuradores de Marabá. “Para dar o efetivo cumprimento à decisão da Corte Interamericana, que pede para investigar os crimes que ocorreram durante a Guerrilha do Araguaia, seria impossível levar uma investigação a contento apenas com os dois membros [do MPF] que estão lotados em Marabá”, ressaltou. 

Atualmente, existem duas denúncias feitas pelo Ministério Público Federal relacionadas à Guerrilha do Araguaia. Uma delas contra o coronel da reserva do Exército Sebastião Curió Rodrigues de Moura e outra contra o major da reserva Lício Augusto Maciel, ambas por crimes de sequestro qualificado.

Segundo Marx, os procuradores deverão analisar esses casos e os procedimentos que serão tomados. “O objetivo da investigação é também identificar outros casos e o que aconteceu com as outras vítimas, localizando os responsáveis por eventuais sequestros, ocultação de cadáveres, homicídios e torturas e entrar com a correspondente ação penal”, explicou.

Movimento de resistência

A Guerrilha do Araguaia foi um movimento criado pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB) que surgiu entre fins da década de 1960 e a primeira metade da década de 1970. Este destacado movimento de resistência contra a ditadura militar e de luta pela conquista da democracia procurou fomentar a revolução socialista pelo campo. Combatida pelas Forças Armadas a partir de 1972, quando vários de seus integrantes já haviam se estabelecido na região, o palco das operações de combate entre a guerrilha e os militares se deu onde os estados de Goiás, Pará e Maranhão faziam divisa. 

Após 41 anos, a Guerrilha do Araguaia permanece sem conclusão. Os documentos oficiais permanecem sob sigilo. Os restos mortais de guerrilheiros continuam desaparecidos.

Da redação do Vermelho - com Agência Brasil