terça-feira, 3 de dezembro de 2013

CTB saúda o Dia Nacional do Samba

"O povo brasileiro comemora nesta segunda-feira (2), o Dia do Samba, um ritmo nosso com raízes africana que leva ao coração de milhões ondas de alegria e felicidade e é sempre motivo para a festa, o riso, a música e a dança". Assim inicia Adilson Araújo, presidente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a nota publicada pela central nesta data. Abaixo a íntegra.



Sambistas históricos / foto: arquivo


CTB saúda o Dia Nacional do Samba 

O povo brasileiro comemora nesta segunda-feira (2), o Dia do Samba, um ritmo nosso com raízes africana que leva ao coração de milhões ondas de alegria e felicidade e é sempre motivo para a festa, o riso, a música e a dança.

A CTB homenageia hoje todos os trabalhadores e trabalhadoras do samba, bem como os que apreciam e se deleitam com este gênero musical, que traduz a alma brasileira e reflete, em crônicas melódicas, os dramas, esperanças, misérias e virtudes da nossa gente.

Vida eterna ao samba!
Viva o trabalhador e a trabalhadora do samba!
Viva o compositor popular!
Vida longa aos sambistas! 

São Paulo, 2 de dezembro de 2013
Adilson Araújo – Presidente Nacional da CTB

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Mortalidade infantil cai em 2012 no Brasil

A taxa de mortalidade infantil no país caiu de 16,1 por mil nascidos vivos em 2011 para 15,7 para mil nascidos. O dado foi divulgado nesta segunda-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em sua Tábua Completa de Mortalidade para o Brasil de 2012.


Segundo o IBGE, a taxa caiu tanto entre homens quanto entre mulheres. A taxa de mortalidade de bebês do sexo masculino caiu de 17,6 para 17 por mil, enquanto entre as crianças do sexo feminino a taxa passou de 14,6 para 14,3 por mil. O indicador vem melhorando ano após ano. Em 1980, por exemplo, a taxa era de 69,1 por mil. Caiu para 45,1 em 1991 e 30,5 em 2000, chegando a 16,7 em 2010.

“Melhoraram os [indicadores] condicionantes da mortalidade infantil, entre eles a melhoria nas condições sanitárias, como o saneamento básico. O Censo de 2010 mostra que aumentou a proporção de domicílios com saneamento adequado. Outros fatores importantes são o aumento da escolaridade feminina, o aumento da renda e programas como a melhoria da qualidade do atendimento pré-natal e o incentivo ao aleitamento materno”, afirma o pesquisador do IBGE, Fernando Albuquerque.

Ainda segundo a Tábua da Mortalidade, diminuiu também a mortalidade feminina dentro do período fértil (de 15 a 49 anos de idade). Se em 2011, para cada 100 mil mulheres nascidas vivas, 98.038 iniciariam o período e 93.410 o completariam, em 2012 os números aumentaram para 98.105 alcançariam os 15 anos e 93.568 chegariam ao final do período.

Expectativa de vida
A expectativa de vida ao nascer no Brasil chegou a 74,6 anos em 2012, segundo dados divulgados hoje (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com a Tábua Completa de Mortalidade para o Brasil de 2012, entre 2011 e 2012, os brasileiros tiveram ganho de 5 meses e 12 dias na expectativa de vida ao nascer. O número passou de 74,1 anos em 2011 para 74,6 anos no ano seguinte.

As mulheres tiveram maior ganho: 6 meses e 25 dias, chegando a 78,3 anos em 2012. Já a expectativa entre os homens subiu 4 meses e 10 dias, alcançando 71 anos.

Em uma análise retrospectiva, os dados mostram que na comparação com 1980, a população brasileira teve ganho médio de 12,1 anos já que, à época, a esperança de vida era 62,5. Duas décadas depois, em 2000, os números mostram ganho de 4,2 anos. Segundo o pesquisador do IBGE Fernando Albuquerque a tendência é que a expectativa de vida continue a crescer.

“Os índices de mortalidade da população brasileira ainda são distantes de países mais desenvolvidos. Por isso, ainda vamos continuar aumentando a expectativa de vida. O Brasil ainda tem 'gordura' para queimar em termos de mortalidade. Além disso, a expectativa é que, com programas governamentais e não governamentais de melhoria do saneamento, transferência de renda e acesso a medicamentos, a mortalidade continue a cair”, disse.

A variação da expectativa de vida muda conforme a faixa etária do brasileiro. Para um brasileiro de 40 anos, por exemplo, a estimativa é que ele viva até os 78,3 anos. Para pessoas acima de 80 anos, a expectativa é que elas vivam mais 9,1 anos. A tábua completa com dados da mortalidade no Brasil foi publicada no Diário Oficial de hoje.

Fonte: Agência Brasil via Vermelho

Justiça condena Bradesco a pagar dívida que cliente tinha no Itaú

Uma cliente do Bradesco, que teve sua conta encerrada sem autorização, obteve na Justiça uma decisão inusitada. A instituição financeira foi condenada a pagar uma dívida de cartão de crédito que ela tinha com o Itaú. O juiz Ledir Dias de Araújo, da 13ª Vara Cível do Rio de Janeiro, entendeu que, como não foram devolvidos os R$ 2 mil que estariam em poupança, a cliente perdeu a chance de quitar o débito com um bom desconto.
Na ocasião, a cliente teria conseguido uma ótima oportunidade, que a faria pagar apenas R$ 1,7 mil para encerrar uma cobrança de R$ 46 mil. O juiz aplicou ao caso a tese da perda de uma chance, que não está em lei, mas presente em uma doutrina que se baseia em princípios do Código Civil.
A tese já é aceita principalmente em ações que envolvem direito civil, do consumidor e comercial. O argumento só é aceito se a parte demonstrar, de forma objetiva, a grande probabilidade de o evento não ter ocorrido por culpa de um terceiro.
Em geral, porém, para se calcular o valor de uma indenização pela perda de uma chance, leva-se em consideração a probabilidade daquele evento ocorrer. Nesse caso, houve um pedido alternativo, aceito pelo juiz, de quitação da dívida, pelo valor que o Banco Itaú aceitar.
De acordo com o processo, a cliente do Bradesco desde 1994 foi informada, em agosto de 2012, que sua conta seria encerrada porque não haveria mais interesse em mantê-la, o que a fez sair constrangida e chorando da agência. Em janeiro de 2013, voltou ao banco para sacar os R$ 2 mil restantes em sua poupança para pagar uma dívida de cartão de crédito do Banco Itaú e excluir a inscrição de seu nome dos cadastros de proteção de crédito.
Ela foi informada, no entanto, que sua conta estava encerrada desde outubro e que não constava saldo algum no sistema. Assim, pediu na Justiça o ressarcimento dos R$ 2 mil, o pagamento da dívida com o Itaú e uma indenização por danos morais.
O Bradesco alegou na ação que a cliente não sofreu qualquer constrangimento na agência, o que não ensejaria indenização por danos morais. Também acrescentou que o saldo da conta de poupança teria sido utilizado pela cliente. O banco ainda argumentou que, mesmo se houvesse saldo remanescente, não há garantias de que a cliente iria quitar sua dívida com o Banco Itaú.
Segundo a decisão do juiz Ledir Dias de Araújo, o Bradesco não negou o encerramento da conta, tampouco provou documentalmente o saque na conta poupança pela cliente.
Conforme o magistrado, o encerramento de conta pela instituição financeira é possível, desde que haja motivo para rescisão contratual. Nesses casos, deve haver a comprovação de conduta comprometedora do cliente, como mau uso de cheque, a sua falência ou insolvência civil. Entretanto, no caso, o juiz entendeu que o Bradesco não trouxe qualquer motivo.
O magistrado considerou que a conduta violou o inciso IX, do artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), que veda a recusa de prestação de serviços, ressalvados casos especiais. Ainda citou precedente da 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que condenou o Santander a pagar indenização por encerramento indevido de conta corrente. Assim, condenou o Bradesco a pagar os R$ 2 mil restantes na poupança, além de R$ 3 mil por danos morais.
Por fim, considerou que houve a perda de uma chance, já que a cliente teria sido impossibilitada de pagar o acordo pela conduta do Bradesco, e determinou que a quitação da dívida com o Itaucard. Desse valor, o juiz determinou que descontasse os R$ 1.788,75, que seriam pagos na época.
O advogado da cliente, Rodrigo Del Barrio, do Prisco, Ottoni e Del Barrio Advogados, afirma que viu no caso a perda de oportunidade existente de quitação da dívida e sua relação direta com o fato de o banco ter encerrado a conta sem devolver o saldo remanescente.
"Ela perdeu realmente uma ótima oportunidade de acabar com a dívida e retirar o seu nome dos órgãos de proteção de crédito", diz. Para comprovar, apresentou documento no qual a cliente manifestou expressamente, na época, o desejo de sacar dinheiro para quitar a dívida. Contudo, o advogado afirma que ainda deve pleitear uma maior indenização por danos morais.
Segundo o advogado de direito do consumidor Marcelo Roitman, do PLKC Advogados, o fato de a cliente ter conseguido comprovar que não conseguiu pagar a dívida por culpa do Bradesco foi essencial para caracterizar a perda de uma chance.
Apesar de a teoria ter sido corretamente aplicada, o advogado Bruno Boris, professor de direito do consumidor no Mackenzie, ressalta que o juiz deveria ter concedido uma indenização objetiva, com base em probabilidades. "Em geral, essa indenização não é integral porque não há certeza absoluta de que o fato iria acontecer, se não tivesse sido impedido", diz. Segundo o professor, o Itaú ainda pode se recusar a fechar o acordo, já que nem é parte do processo e a dívida está em nome da cliente.
Procurada pelo Valor, a assessoria de imprensa do Bradesco informou por nota que "o assunto esta sub judice e o banco não comenta". A assessoria de imprensa do Itaú não retornou até o fechamento da edição.
Fonte: Valor Econômico via Feeb-Ba-Se

PCdoB contribui na luta pela igualdade racial

Na Plenária do 13º Congresso Nacional do PCdoB, realizada entre os dias 14 a 16 de novembro de 2013, Edson França*, recém-eleito membro da direção do Comitê Central, em sua intervenção reflete sobre a contribuição teórica e política do PCdoB ao processo de igualdade racial em curso. 

Leia a intervenção abaixo - p
or Edson França*



Camaradas,


São várias lições que podemos tirar da experiência dos 10 anos das forças progressistas na Presidência da República, debatemos no processo de construção do nosso 13º Congresso e estamos coroando com êxito a discussão, convictos que não esgotamos todas as variáveis políticas que dão significados no campo econômico, político, social, cultural e os impactos na subjetividade popular dessa experiência ainda em curso. Precisaremos de um tempo histórico para que possamos estudar e compreender com maior profundidade o significado de Lula, Dilma e a frente de esquerda - na qual o PCdoB é força fundamental – na condução dos rumos da nação.

Na questão racial há claros avanços, apesar da dura resistência racista e conservadora sintetizada na voz da oligarquia midiática representada pela Revista Veja, Folha de São Paulo, Estadão, Organizações Globo que unidas militaram contra todos os avanços das políticas de igualdade racial e social implantadas nos últimos anos. 

São férteis os exemplos da virtuosidade em matéria de políticas de igualdade racial que o país está verificando:

• Esgotamos as dúvidas e os questionamentos sobre a legalidade e legitimidade das ações afirmativas com o pronunciamento do STF na ADPF movida pelo DEM (partido símbolo da oligarquia e coronelismo que o povo quer enterrar) contra as cotas raciais nas universidades públicas. Para o STF as cotas são constitucionais e legítimas, podemos através delas incluir negros e pobres nas melhores universidades públicas brasileiras, bem como podemos lançar mãos de várias iniciativas com vista a mitigar as desigualdades decorrentes dos agravos do racismo.

• Instituímos a mais densa rede institucional de igualdade racial do planeta - essa rede compreende a soma dos conselhos, assessorias, coordenadorias, secretarias de igualdade racial nos âmbitos municipais, estaduais e federal - consolidando a dimensão antirracismo no pacto federativo. Embora as estruturas de igualdade racial em prefeituras e governos não seja fato novo e careçam de recursos orçamentários e fortalecimento institucional, inegavelmente houve acentuado crescimento em tamanho e importância nos últimos 10 anos.

• Aperfeiçoamos o ordenamento jurídico brasileiro em matéria antidiscriminatória. A aprovação da Lei 10.639/03 que institui a obrigatoriedade do ensino da África e da Cultura Afrobrasileira nas escolas, do Estatuto da Igualdade Racial e da Lei que institui cotas nas universidades públicas federais somadas aos preceitos constitucionais, leis e decretos presidenciais existentes ou recém-promulgados coloca o Brasil na dianteira em relação a legislação de proteção e promoção social de população racialmente discriminada e marginalizada socioeconomicamente. 

• O investimento em políticas sociais foi capaz de promover a ascensão de mais de 36 milhões de brasileiros da condição de miséria, dentre eles, 78% são negros. Isso prova o imenso fosso, a brutal desigualdade entre negros e brancos encontrado em 2003. 

A soma dessas iniciativas logrou inúmeras resultantes dentre elas destaco um vertiginoso incremento da classe média negra. Um governo que tenha beneficiado de maneira particular a população negra é um fato inédito na história brasileira. Está aberto um novo cenário no campo da igualdade racial com essa nova classe média, trata-se de uma parcela de brasileiros com grande potencial de influenciar seu entorno; otimistas com o futuro, com o país e com seus governantes (segundo pesquisa divulgada pelo Instituto de Pesquisa Data Popular); tem novas demandas; está distanciada da influência dos pensamentos progressistas e dos partidos e em busca de referenciais negros que simbolizem competência e sucesso – lugar que o PCdoB navega com segurança.

No entanto, as assimetrias sociais, políticas e econômicas resultantes de 500 anos de opressão não se debelam em 10 anos, por mais esforços e energias investidos. O racismo ainda resiste, seus nefastos efeitos como a desigualdade salarial entre negros e brancos (36% segundo DIEESE); sub-representação de negros em espaços de decisão e poder (a população equivalem 50,6% dos brasileiros e 8,3% dos congressistas, segundo pesquisa da UNEGRO de 2011) e o espantoso índice de homicídio que tem vitimizado a juventude negra (o índice de mortes violentas de jovens negros foi de 72, para cada 100 mil habitantes; enquanto entre os jovens brancos foi de 28,3 por 100 mil habitantes, segundo Mapa da Violência) sintetizam a força do racismo no Brasil, há muito que se fazer para superá-lo. 

O PCdoB, desde o primeiro momento, tem dado contribuição teórica e política ao processo de igualdade racial em curso, por isso sua responsabilidade aprofundar a luta contra o racismo nunca se esgota, precisamos estreitar relação com essa nova classe média negra ascendente e manter a luta para ascensão social da grande massa vitimada pelo racismo e pela opressão de classe. Para isso, é fundamental a realização da 1ª Conferência Nacional de Combate ao Racismo do PCdoB e instituição de uma Secretaria Nacional de Combate ao Racismo com vista a atualizar nossa reflexão sobre o tema e organizar o coletivo partidário aos novos desafios impostos na luta contra o racismo. 

*Edson França é presidente nacional da União de Negros pela Igualdade (Unegro).

Conferência Nacional de Cultura aprova a Lei da Mídia Democrática

Foto: FNDC

A Lei da Mídia Democrática e o Marco Civil da Internet estão entre as diretrizes aprovadas por representantes do poder público e pela sociedade civil na III Conferência Nacional de Cultura, que terminou ontem, domingo (1º/12), em Brasília. A resolução final da plenária conta com 64 diretrizes para as ações e políticas públicas em cultura.  


Os projetos de lei foram debatidos no eixo “Produção Simbólica e Diversidade Cultural”, no subtema “Democratização e Cultura Digital”. Além do projeto de Lei da Mídia Democrática, o documento aponta a necessidade da aprovação do Marco Regulatório das Comunicações no Brasil e o fortalecimento da comunicação pública e comunitária, como diz o texto: “Incluir mais canais de rádio e TVs públicas, comunitárias, educativas, universitárias, culturais e de cidadania, no espectro eletromagnético e digital do Brasil, disponibilizando recursos públicos para viabilizar a sustentabilidade dessas emissoras, assim como para aquisição e renovação de infraestrutura tecnológica”.

Os delegados aprovaram também a orientação de que se promova o aumento do alcance das rádios comunitárias e que se disponibilizem recursos públicos para a viabilização da sustentabilidade das emissoras além de “Ampliar o diálogo e protagonismo do Ministério da Cultura dentro deste processo decisório (das rádios comunitárias) ”.

O documento final da plenária traz ainda as propostas de aprovação da proposta de pelo menos 10% dos recursos do Foto: Ministério da CulturaFundo Social do Pré-Sal para a Cultura; o fortalecimento do Fundo Nacional de Cultura; aprovação da PEC 49/2007 e da PEC 236/2008, que incluem a cultura como direito social dos brasileiros. Veja todas aqui.

Participaram da programação 1.745 pessoas, sendo 953 delas delegados dos 26 estados e do Distrito Federal, com 804 votantes - 70% representantes da sociedade civil, segundo o Ministério da Cultura. Durante quatro dias, os delegados debateram os temas “ Implementação do Sistema Nacional de Cultura”, “Produção Simbólica e Diversidade Cultural”, “Cidadania e Direitos cultural” e “Cultura e Desenvolvimento”. 

Fonte: FNDC via Vermelho

Governador de Sergipe, Marcelo Déda morre aos 53 anos

Crédito: Roosevelt Pinheiro/Creative Commons

Morreu nesta segunda-feira (2), aos 53 anos, o governador de Sergipe, Marcelo Déda. Vítima de um câncer gastrointestinal, o governador foi internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, no dia 27 de maio, com dificuldades para se alimentar. Casado duas vezes, o governador deixa quatro filhos.


Advogado formado pela Universidade Federal de Sergipe, o político estava no segundo mandato. No seu lugar assumirá o vice-governador, Jackson Barreto, do PMDB.

 
Natural do município de Simão Dias, Déda milita na política desde a década de 70, nos movimentos secundaristas, quando conheceu o então dirigente sindical Luiz Inácio Lula da Silva. Militante do PT, no início dos anos 1980, Marcelo Déda foi fundamental na consolidação da legenda no estado.

Em 1985, o PT decidiu lançar o nome de Déda para concorrer às eleições municipais de Aracaju, com o objetivo de se firmar como um partido nacional. Na época, com 25 anos e sem recursos para a campanha, o candidato fez todos os programas eleitorais gratuitos de televisão ao vivo e apenas com a bandeira do partido na parede do cenário, montado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

“A lei me facultava fazer ao vivo, então eu ia cru, pregava uma bandeira com durex e estava pronto o cenário do ‘ao vivo’. Aquilo que era uma desvantagem virou uma vantagem porque me transformei no âncora do programa eleitoral”, relatou o governador de Sergipe em sua página oficial na internet.


Na eleição municipal, mesmo com recursos para a confecção de cinco mil cartazes, Déda ficou em segundo lugar com quase 19 mil votos. Logo em seguida foi eleito deputado federal por Sergipe.

Um ano depois, foi eleito deputado estadual com mais de 32 mil votos. O revés eleitoral ocorreu em 1990, quando tentou se reeleger para uma das cadeiras da Assembleia Legislativa e obteve 10% dos 33 mil votos que o elegeram em 1986.

Em 1994, foi eleito para a Câmara dos Deputados e, em 2000, conquistou o primeiro mandato de prefeito de Aracaju referendado por 52,8% dos votos válidos. Reeleito em 2004, Déda começou a consolidar a trajetória política para a candidatura ao governo de Sergipe.

Em 2006, deixou a prefeitura de Aracaju para se candidatar ao comando do estado. Eleito em primeiro turno com 52% dos votos, Déda investiu em infraestrutura no interior do estado.

Em entrevista à Agência Brasil, durante a campanha à reeleição, Marcelo Déda disse que o foco de seu governo no segundo mandato (2010 a 2014) seria o combate à violência, o aprofundamento das políticas sociais e a continuidade das obras de infraestrutura iniciadas em 2006.

Com Agência Brasil via Vermelho

domingo, 1 de dezembro de 2013

CTB quer pressionar governo por mudanças


DivulgaçãoAdilson diz que a visão conservadora prevalece no núcleo do governo federal

À frente da presidência da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) desde em agosto, o bancário Adilson Araújo, de 43 anos, diz que a palavra de ordem para 2014 é pôr pressão sobre o governo na defesa de questões trabalhistas, como o fim do fator previdenciário, a redução da jornada de trabalho e a ratificação da Convenção 158, a determinação da OIT (Organização Internacional do Trabalho) que disciplina demissões sem justa causa.

DIÁRIO: A pauta comum de reivindicações das centrais está praticamente parada. O que atrapalha?
ADILSON ARAÚJO: A agenda da classe trabalhadora é fruto de uma ação nacional, de 1 de julho de 2010. De lá para cá, procuramos dar repercussão a essa pauta, mas a impressão que temos é de que a pauta dos empresários é que vem ganhando maior celeridade, haja vista a desoneração da folha de pagamento e a redução de IPI da linha branca, dos automóveis. O fator previdenciário, a redução da jornada de trabalho, a regulamentação da Convenção 158, toda a discussão desses pontos está parada.

Mas o que leva a essa paralisia?
Vem prevalecendo uma visão conservadora no núcleo do governo federal. O governo se sujeita ao mercado, quando deveria se aproximar da classe trabalhadora. Para o Brasil avançar, precisamos romper os gargalos, como acelerar obras de infraestrutura, colocar os ministérios para trabalhar. Se não, vamos ficar patinando. O governo precisa ouvir as centrais sindicais, os trabalhadores querem uma fatia maior do bolo do desenvolvimento da nação. Queremos mais desenvolvimento e menos juros. O clamor das ruas é por mais investimentos em habitação, transporte público, saúde, segurança pública.

Quais devem ser as principais reivindicações dos trabalhadores?
Precisamos priorizar três questões. Com o aumento da produtividade, você encontra as condições para reduzir a jornada de trabalho e criar três milhões de empregos. A segunda parte é o fator previdenciário. Você trabalha demais e, na hora em que precisa se aposentar, tem redução salarial. E isso num momento que temos uma política de valorização do salário mínimo, sem valorização da aposentadoria. Ou seja, nivela-se por baixo, já que as aposentadorias vão perdendo poder de compra com o tempo. O outro ponto é a ratificação da Convenção 158, para reduzir a rotatividade de mão de obra.

É possível ter esses pontos atendidos em 2014, ano de eleições?
O ano eleitoral traz esses elementos para o centro do debate. Defendemos, com as outras centrais, uma plenária para discutir essas questões e apresentar uma política de desenvolvimento para o país. A palavra de ordem para 2014 é botar pressão sobre o governo.

Como foram as negociações salariais dos sindicatos da CTB neste ano?
Mesmo com as dificuldades nas negociações, mais de 90% dos sindicatos conseguiram ganho real de salário. Também conseguimos manter a política de valorização do salário mínimo. Este foi um ano bom, que garantiu a saúde dos movimentos sociais.

Em 2014, a CTB deve tomar posição em relação às eleições presidenciais?
Não. Mas queremos evitar retrocessos. Só não descartamos assumir um posicionamento se acharmos que é preciso declarar apoio a uma candidatura que assuma compromisso pelas mudanças desejadas.