terça-feira, 19 de novembro de 2013

Dilma mantém crescimento e derrotaria hoje Aécio, Campos e Marina


A presidenta Dilma Rousseff seria eleita em primeiro turno caso a disputa para o Planalto fosse hoje, segundo a mais recente pesquisa do Ibope, divulgada ontem, segunda-feira (18). A candidata das forças progressistas do país vem registrando, a cada pesquisa de intenção de votos, sucessivos crescimentos eleitorais e de avaliação de gestão.

Disputando com o senador tucano Aécio Neves (PSDB-MG) e o governador Eduardo Campos (PSB-PE), Dilma venceria com 43% dos votos — mais que o dobro dos votos somados de seus adversários. Aécio — representante do projeto neoliberal do ex-presidente FHC — teria 14%. Já o pernambucano somaria apenas 7% da preferência do eleitorado brasileiro.

Em relação à pesquisa anterior, divulgada em outubro, Dilma cresceu 2 pontos. O tucano permanece estagnado com 14% e Campos registrou uma queda de 10%, para 7% das intenções de voto.

A presidenta Dilma também se reelegeria se a disputa fosse com a ex-senadora Marina Silva (PSB) no lugar de Campo. A atual mandatária brasileira receberia 42% dos votos ante 16% de Marina. Neste cenário, Aécio amarga a terceira colocação com 13% das intenções de voto.

A avaliação do governo Dilma permanece em ascensão a quantidade de eleitores que considera o governo ótimo ou bom passou de 38% para 39%. A taxa dos que acham que a gestão é regular oscilou de 35% para 36%. A quantidade de pessoas que julga o governo ruim ou péssimo permaneceu em 26%.

A taxa de aprovação pessoal da presidenta também aumentou passando de 53% para 55% entre outubro e novembro. E a taxa dos que confiam em Dilma foi de 49% para 51%.

A pesquisa aponta ainda que apesar do apoio ao atual governo federal, a maioria do eleitorado deseja mudanças. Para 38% dos brasileiros entrevistados, próximo presidente deveria "manter só alguns programas, mas mudar muita coisa". Outros 24% desejariam que o presidente "mudasse totalmente o governo do país". Outros 23% queriam que o novo presidente "fizesse poucas mudanças e desse continuidade para muita coisa". E 12% prefeririam que ele "desse total continuidade ao governo atual".

A pesquisa Ibope foi feita em parceria com o jornal "O Estado de S. Paulo" e as Organizações Globo. Foram ouvidas pessoas em 142 municípios de todas as regiões do Brasil, entre os dias 7 e 11 de novembro. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, em intervalo de confiança de 95%.

Da redação do Vermelho - com informações da Folha de S.Paulo e do
Estadão

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Cristina Kirchner retorna ao governo com popularidade em alta

Opiniões favoráveis à dirigente mantêm-se altas e estáveis há meses.
Crédito: Wikicommons
A presidenta argentina, Cristina Kirchner, retorna nesta segunda-feira (18) às funções executivas com o respaldo da alta em sua popularidade, de acordo com um questionário do Centro de Estudos de Opinião Pública (Ceop) divulgado no último domingo (17), no diário Página 12.

A mandatária, que regressa às atividades de governo depois de 40 dias de recesso pós-operatório, tem uma imagem positiva de uma maioria de 53% da população, segundo a Ceop.

Esse apoio maioritário dá-se em todos as faixas etárias e em ambos sexos. Entre os jovens, o respaldo é de 55%, de acordo com o Ceop que entrevistou a mais de mil pessoas durante os últimos dias.

Há meses as opiniões favoráveis à dirigente mantêm-se altas e estáveis, segundo coincidem todos os pesquisadores, incluindo os que trabalham para o oficialismo e os que o fazem para candidatos opositores, assinala Página 12.

Em um ano, a imagem positiva da presidenta, depois de cumprir um mandato e meio, e ante uma feroz campanha da oposição mediática, subiu oito pontos e essa melhora fez-se ainda mais notória após as eleições primárias e durante sua convalecencia depois da operação intracraneal do passado 8 de outubro, refere o diário. "A verdade é que a presidenta volta à cena com um respaldo que terá peso nas decisões que adote", nos dois anos que lhe resta de mandato, assinala a publicação.

"Conseguir quórum próprio, assegurar a governabilidade, possuir um nivel de votos de 33% e uma imagem positiva do 53% não são dados menores nos tempos que correm", sintetiza.

Também, segundo o questionário, os apoios à presidenta são maiores nos setores de menos poder econômico, em que a opinião positiva chega quase ao 60%, enquanto no nível socioeconômico alto o respaldo atinge 39%.

Fonte: Prensa Latina via Vermelho

Camila Vallejo é eleita e comunistas ganham espaço no Chile

Reuters
Camila Vallejo contabiliza 43% de aprovação popular,
percentual que nenhum dirigente comunista
 havia alcançado depois da ditadura.

Camila Vallejo, ex-presidente da Federação de Estudantes do Chile (Fech), ficou conhecida mundialmente ao liderar manifestações no país em defesa de educação gratuita e de qualidade. Nas eleições celebradas ontem, domingo (17), a candidata à deputada pelo Partido Comunista foi votada para compor o Parlamento chileno.


Aos 25 anos, Camila levou 43,7% dos votos no populoso distrito de La Florida. "Quero agradecer a todos por tornarem possível este triunfo, que não foi só resultado do esforço e da luta de uma mulher, foi resultado da luta e trabalho de muitos companheiros que acreditaram que podemos mudar o Chile", disse ela após a vitória.

Camila sintetiza o presente e o futuro do Partido Comunista chileno. A ex-dirigente do movimento estudantil é tratada com carinho especial pelas lideranças da legenda comunista. Em agosto, sua popularidade já contabilizava 44% (percentual que nenhum dirigente comunista havia alcançado depois da ditadura), segundo uma matéria publicada pelo Opera Mundi. O resultado das eleições confirmou Camila como uma das cinco personalidades políticas mais bem avaliadas pela população chilena (a única que nunca ocupou um cargo público).

Há pouco mais de um mês, Camila deu à luz uma menina, fruto do relacionamento com o estudante cubano Julio Sarmiento. Mesmo grávida, a nova deputada chilena não deixou de frequentar as manifestações e encontros de organizações comunitárias, visitou feiras e comunidades mais carentes, durante a campanha.

Também pelo Partido Comunista, Karol Cariola, ex-líder da Federação de Estudantes da Universidade de Concepción, conseguiu votos para integrar o Parlamento, com 38% no distrito de Recoleta, ao sul de Santiago.

No total, quatro emblemáticos ex-líderes estudantis foram eleitos para o Parlamento chileno no pleito de domingo. Gabriel Boric, ex-presidente da Federação de Estudantes da Universidade do Chile (sucesso de Camila no cargo) e Giorgio Jackson, presidente da Federação de Estudantes da Universidade Católica, figuram entre os votados.

O novo cenário político chileno é reflexo de uma população cansada dos desmandos da direita, representada atualmente pelo presidente Sebastian Piñera. Neste ano em que o Chile completou 40 anos do golpe que depôs o socialista Salvador Allende e instaurou a ditadura de Augusto Pinochet, a resposta e o reconhecimento da população não poderiam ser mais diretos.

Théa Rodrigues, da redação do Vermelho - com informações das agências de notícias

domingo, 17 de novembro de 2013

PCdoB elege novo Comitê Central e nova Comissão Política

Terminou de maneira ‘plenamente vitoriosa’, este sábado (16), em São Paulo, o 13º Congresso do PCdoB. O evento, que mobilizou mais de 800 delegados de todas as regiões do Brasil, elegeu o novo Comitê Central do Partido e a nova Comissão Política Nacional (CPN). Renato Rabelo e Luciana Santos foram reeleitos para presidente e vice, respectivamente. O Congresso também aprovou duas resoluções políticas.
Por Mariana Viel, da Redação do Vermelho no 13º Congresso do Partido


Emerson Pier
Novo Comitê Central 13º Congresso do PCdoB

Em discurso posterior à divulgação da nova Comissão Política Nacional, o presidente reeleito do PCdoB, Renato Rabelo, disse que o 13º Congresso “aprovou resoluções atuais, justas e que orientam o Partido para essa nova desafiadora etapa da vida do Brasil”. O Ato Político que aconteceu nesta sexta (15), e que contou com a participação da presidenta da República, Dilma Rousseff, e de diversas lideranças políticas nacionais de outras legendas do país, demonstrou a importância do PCdoB no curso político nacional. 

Segundo Renato, o grande índice de renovação do Comitê Central, que passa a ser composto por 125 membros, é significativo e mostra um PCdoB vivo. Ele ressaltou como ponto alto do Congresso, a resolução para o processo transição do atual presidente reeleito, com a indicação de que a deputada Luciana Santos, reeleita vice-presidente, assuma a Presidência do Partido no primeiro trimestre de 2015. 

O dirigente nacional falou do orgulho e da confiança nos quadros veteranos e jovens do Partido. E conclamou a juventude comunista a assumir, cada vez mais, seu papel e responsabilidade no Partido. “Somos um partido que quer superar revolucionariamente o sistema capitalista no Brasil.”

Renato ressaltou que os comunistas brasileiros não se omitem diante de nenhuma situação política do país, mesmo as mais difíceis. Retomou o discurso desta sexta (15), quando o Partido se colocou publicamente contrário à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de emitir mandatos de prisão contra os julgados na Ação Penal 470, que ficou apelidada pela mídia monopolista e da direita reacionária de “mensalão”. 

Segundo ele, o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, enviou-lhe pessoalmente uma mensagem de agradecimento, afirmando que havia ficado “comovido e orgulhoso” com o discurso de Renato. “Presidente muita gratidão a você e ao PCdoB. Você sabe que me considero um militante do PCdoB.” 

Ele encerrou oficialmente o 13º Congresso afirmando que o Partido entra na década que marca o seu centenário cada vez mais forte e vinculado às lutas do povo brasileiro e comprometido com a luta “pelo avanço civilizacional que é a transição para o socialismo”. 

Leia abaixo, em ordem alfabética, os 125 membros do Comitê Central eleitos no 13º Congresso:

Abgail Pereira, Adalberto Frasson, Adalberto Monteiro, Adilson Araújo, Alanir Cardoso, Alcides Amazonas, Aldemir Caetano, Aldo Rebelo, Aldo Silva Arantes, Alice Mazzuco Portugal, Altamiro Borges, Ana Maria Prestes Rabelo, Ana Rocha, André Bezerra, André Tokarski, Angela Albino,
Angela Guimarães, Antenor Medeiros, Antonieta Trindade, Antonio Levino, Assis Mello, Augusto Buonicore, Augusto César Madeira, Augusto Vasconcelos, Aurino Pedreira do N Filho, Bartiria L da Costa, Bernardo Joffily, Carina Vitral, Carlin Moura, Carlos Augusto (Patinhas), Cláudia Petuba,
Cláudio Bastos, Dalva Stella, Daniel Almeida, Daniel Iliescu, Daniele Costa Silva, Davi Gonçalves Ramos, Davidson de Magalhães, Dilermando Toni, Divanilton P. da Silva, Edilon Melo de Queirós,
Edmilson Valentim, Edson Luiz de França, Edvaldo Magalhães, Edvaldo Nogueira, Elias Jabbour,
Elisangela Lizardo, Elza Campos, Emília Fernandes, Eronildo Braga Bezerra, Evandro Milhomem,
Fábio Tokarski, Fabrício Falcão, Fernando Niedsberg, Flávia Calé, Flávio Dino, Francisco Lopes,
Gilvan Paiva, Gustavo Lemos Petta, Haroldo Lima, Inácio Arruda, Isaura Lemos, Jamil Murad, Jandira Feghali, Javier U. Alfaya Rodriguez, Jô Moraes, João Batista Lemos, João Quartim de Moraes, Jonas Marins, Jorge Panzera, José Carlos Ruy, Jose Reinaldo Carvalho, Julia Roland,
Julieta Palmeira, Julio Vellozo, Liége Rocha, Lourdes Carvalho Rufino, Luciana Santos, Luciano Siqueira, Luiz Carlos Paes de Castro, Luiz Fernandes, Madalena Guasco, Manoel Rangel Neto,
Manuela D’Avila, Marcelino Granja, Marcelino Rocha, Marcelo Cardia, Marcelo Ferraz Toledo, 
Márcio Jerry, Maria Olívia Santana, Marlene Alves, Nádia Campeão, Nágyla Drummond, Neide Freitas, Nereide Saviani, Nivaldo Santana Silva, Olgamir Amâncio, Olival Freire, Orlando Silva, 
Osmar Júnior, Pedro Bigardi, Péricles Sousa, Perpétua Almeida, Raimunda Gomes (Doquinha),
Raimunda Leone, Renan Thiago A Moreira, Renata Miele, Renato Rabelo, Renildo Calheiros,
Renildo Souza, Ricardo Abreu, Ricardo Gomyde, Ronald Freitas, Ronaldo Carmona, Ronaldo Leite,
Sérgio Barroso, Socorro Gomes, Vanessa Grazziotin, Virgínia Barros, Vital Nolasco, Wadson Ribeiro, Wagner Gomes, Waldemar de Souza, Walter Sorrentino, Wander Geraldo da Silva.

Comissão Política Nacional
 

Adalberto Monteiro, Adilson Araujo, Aldo Rebelo, Aldo Silva Arantes, Carlos Augusto (Patinhas),
Daniel Almeida, Flavio Dino, Haroldo Lima, Inácio Arruda, Jô Moraes, João Batista Lemos, José Reinaldo Carvalho, Luciana Santos, Manuela D’Avila, Nadia Campeão, Nivaldo Santana Silva,
Orlando Silva, Renato Rabelo, Renildo Calheiros, Ricardo Abreu (Alemão), Vanessa Grazziotin,
Wadson Ribeiro, Walter Sorrentino.

Fonte: Vermelho

PCdoB reafirma apoio ao governo Dilma em Ato Político

A jornada de debates desta sexta-feira (15) no 13º Congresso do PCdoB foi encerrada com o Ato Político, centralizado na presença e no discurso da presidenta Dilma Rousseff. Representantes de diversos movimentos sociais com forte presença no partido, ministros e quadros do PCdoB e de outros partidos compuseram uma mesa que refletiu o contexto político de 10 anos de governos progressistas e o importante papel dos comunistas.

Por Moara Crivelente, da Redação do Vermelho no 13º Congresso do PCdoB


Théa Rodrigues
13º Congresso do PCdoB
Ato Político do 13º Congresso do PCdoB, com o presidente do partido Renato Rabelo e a vice-presidenta Luciana Santos, a presidenta Dilma Rousseff e o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad.
O presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, iniciou uma noite de discursos abrangentes sobre a construção dos governos progressistas e o avanço social que caracteriza a transformação estrutural do país. Além disso, fez uma análise conjuntural sobre os novos rumos e reafirmou o apoio dedicado do Partido à reeleição da presidenta Dilma. 

Em meio aos brados vigorosos dos militantes da União da Juventude Socialista (UJS), que levantaram os delegados com lembranças à juventude do Araguaia e clamores à luta comunista, a noite foi preenchida por reflexões sobre o contexto político brasileiro nesta década de avanços socioeconômicos estruturais, o papel do PCdoB nessas conquistas e os direcionamentos a serem traçados com a superação dos novos desafios, sobretudo às vésperas das eleições de 2014.

Além disso, estavam na plateia mais de 50 delegações de partidos de esquerda internacionais que acompanham as atividades do 13º Congresso do PCdoB – desde o seu encontro internacional, realizado entre os dias 13 e 14 de novembro –, evidenciando o grande prestígio do Partido no âmbito global.

Compuseram a mesa do ato os representantes da UJS, da União Brasileira de Mulheres (UBM), da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), da União de Negros pela Igualdade (Unegro), da União Nacional de Estudantes (UNE) e da Confederação Nacional de Associações de Moradores (Conam), entre os movimentos sociais.

Também foram convidados à mesa o presidente do PCdoB do estado de São Paulo, vereador Orlando Silva, a deputada federal Jandira Feghali, o candidato do PCdoB ao governo do Maranhão, Flávio Dino, a vice-presidente do PCdoB, Luciana Santos, o senador Inácio Arruda, líder da bancada do PCdoB no Senado, a deputada federal e líder da bancada do PCdoB na Câmara, Manuela D’Ávila, os ministros do Esporte, Aldo Rebelo, da Educação, Aloísio Mercadante, da Saúde, Alexandre Padilha, a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, o presidente do PT, Rui Falcão, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e a ex-vice-prefeita paulistana, Alda Marco Antônio, do Partido Social Democrático (PSD).

Reformas estruturais e democráticas

Renato Rabelo iniciou sua fala comentando a notícia sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal de emitir mandatos de prisão contra os julgados na Ação Penal 470, que ficou apelidada pela mídia monopolista e da direita reacionária de “mensalão”. A decisão, tomada em detrimento dos recursos (embargos infringentes) aos quais os réus ainda têm direito, demonstrou a transformação da Justiça em instrumento político e representa um ataque ao Estado de Direito.

“A grande mídia busca criar um clima de regozijo que lembra a Idade Média, os condenados da Inquisição”, disse o presidente. O PCdoB, continuou, “não vê motivo para festa, nem julga que a justiça esteja sendo feita”.

Neste sentido, a defesa da reforma democrática, contra o financiamento privado de campanha e em prol do fortalecimento dos partidos apresenta-se novamente como uma necessidade estrutural, em um contexto de avanços e para o fortalecimento da democracia brasileira. 

Renato Rabelo afirmou que o respeito e a legitimidade dos partidos dependem da reforma política, e que “não há avanço democrático sem partidos políticos”. No mesmo plano, ressaltou a urgência da democratização dos meios de comunicação “pela diversidade e pluralidade informativa”, fazendo menção também ao Marco Civil da Internet neutra e livre.

Dedicação comunista aos governos progressistas

O PCdoB reafirmou o seu compromisso e atuação no avanço progressista do Brasil, com conquistas significativas, principalmente para a redução das profundas desigualdades e a superação das injustiças no país.

“Temos consciência da nossa responsabilidade diante da oportunidade histórica”, disse Renato Rabelo. “Não podemos nos dispersar, tudo faremos para dar a nossa contribuição”, continuou, com ênfase à mobilização necessária para que o governo aprofunde as mudanças que a nação pede, por meio das reformas estruturais democráticas.

Além disso, ressaltou que, ainda que a mídia se empenhe nas campanhas contrárias ao governo Dilma, a presidenta continua conquistando altos índices de aprovação e popularidade. 

As propostas falidas da direita sem alternativas e o alarmismo sobre a situação econômica mundial – com as supostas repercussões no Brasil – são instrumentos da mídia para desacreditar o grande avanço do país – ainda que imerso em um mundo em crise sistêmica do capitalismo –, deixando-o também vulnerável aos ataques especulativos do sistema financeiro mundial.

Por isso, o presidente do PCdoB dirigiu apelos diretamente à presidenta Dilma para a resistência contra as medidas neoliberais do passado, contra o retrocesso, ou ao retorno às políticas retrógradas de arrocho hoje impostas na Europa contra o povo cada vez mais empobrecido e explorado.

O respaldo à reeleição de Dilma e à continuidade e aprofundamento da transformação social no Brasil ficaram patentes no discurso de Renato Rabelo. “Camaradas e amigos, o PCdoB tem campo e rumo definidos: Apoiará a presidenta Dilma na sucessão presidencial de 2014, para que o povo obtenha a sua quarta vitória!”, afirmou.

Mobilizações sociais e parceria

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, também manifestou grande admiração pelo PCdoB, saudou a realização do seu 13º Congresso e agradeceu o apoio ao seu governo. 
Haddad ressaltou contribuições significativas do Partido Comunista a campos cruciais, como a educação. “Nos últimos 10 anos, conseguimos dobrar o número de universitários no Brasil”, disse o prefeito. 

As mobilizações estudantis e a atuação da UJS e da UNE foi saudada pelo prefeito, que ressaltou avanços fundamentais dos quais o PCdoB tem feito parte. 

   Foto: Théa Rodrigues

   Militantes da UJS manifestam-se com clamores pelas lutas sociais durante o Ato Político.

Sobre a sua articulação, Haddad disse que “o PCdoB não é um partido aliado, coligado, da coalizão, ou um partido da base, mas um partido irmão do Partido dos Trabalhadores”. E continuou: “O PCdoB é um partido irmão, mais velho e mais sábio, que tem a clareza de que devemos manter viva a chama socialista no Brasil”.

Por isso, classificou a parceria entre “partidos que contestam a ordem, para superá-la ou aperfeiçoá-la, partidos que não aceitam o status quo e querem sempre perseverar na mudança”. 

No mesmo sentido, a presidenta Dilma também saudou o PCdoB pela trajetória de lutas sociais e em prol da classe trabalhadora, pelo papel direto nos 10 anos de governos progressistas e pelo apoio dedicado à eleição de Luiz Inácio Lula da Silva desde a sua primeira candidatura, em 1989, com a construção de uma história de cooperação com o objetivo primordial de transformação social para um país mais digno e justo.

Veja aqui tudo o que foi publicado sobre o 13º Congresso do PCdoB.

Dilma Rousseff marca presença no 13º Congresso do PCdoB

"O PCdoB não é qualquer partido, é um Partido irmão", declarou a presidenta Dilma Rousseff durante participação em ato político, no 13º Congresso do PCdoB. O ato reuniu mais de mil participantes que externaram sua emoção e reafirmaram seu compromisso com o ciclo de mudanças que o Brasil vive desde 2003.



Dilma Rousseff marca presença no 13º Congresso do PCdoB

Em discurso nesta sexta (15) a presidenta da República, Dilma Rousseff, afirmou que sua participação no 13º Congresso é um momento ímpar para reafirmar a todos os militantes do combativo PCdoB os agradecimentos pelo apoio que tem recebido ao longo dos três anos de seu governo. Ela enfatizou a “longa, duradoura e histórica aliança” que une o PCdoB ao PT em todas as eleições presidenciais desde 1989. 

Por Mariana Viel, da Redação do Vermelho no 13º Congresso do PCdoB


Théa Rodrigues
Dilma Rousseff e Renato Rabelo no 13ºCongresso do PCdoB

“Só sabe construir o futuro quem soube lutar no passado. Só sabe construir o futuro quem está construindo o presente e quem tem novas ideias para seguir adiante.” Dilma iniciou sua fala elogiando as posições corajosas e a clareza política do discurso do presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, na abertura do ato político desta sexta (15). Lembrou que a força da aliança com os comunistas brasileiros foi construída em momentos históricos difíceis do país. “Essa é uma união da esperança de que é possível sempre fazer e avançar mais. Para essa concepção que nos une cada conquista é apenas um começo. E ela nasceu também da convicção de que é necessário continuar mudando o Brasil”.

“Não posso deixar de dizer que aqui, vejo nos olhos de cada um de vocês a mesma chama que animou o heroísmo patriótico de João Amazonas, de Mauricio Grabois, de Pedro Pomar e de Elza Monnerat. A mesma coragem e entrega daqueles que morreram no Araguaia sonhando e lutando por um Brasil melhor. É essa mesma chama de luta que eu vejo no discurso do presidente do PCdoB, Renato Rabelo. É uma força nos discursos que mostra os compromissos com a transformação.” 

Dilma ressaltou a força da trajetória que constitui o PCdoB e suas lutas e que, segundo ela, sempre irá emocionar todos aqueles que participaram do momento difícil do Brasil que foi a luta pela transformação e pela construção da nossa democracia. “Essa força eu vejo também agora no Aldo Rebelo, no Inácio Arruda, no Haroldo Lima, no Orlando Silva e em tantos outros. Queria dizer que essa mesma força está nos corações das mulheres do PCdoB, da Luciana [Santos], da Vanessa [Grazziotin], da Perpétua [Almeida], da Manuela [D’Ávila], da Jandira [Feghali] e de todas as queridas ‘marias’ mulheres deste partido.” 

A presidenta reforçou que a aliança com os comunistas está construída em torno de ideais, princípios e na “certeza de que um Brasil realmente rico e grandioso é possível se dele fizerem parte todos os 200 milhões de brasileiros e brasileiras. Se sua soberania for defendida e sempre contemplada, se sua democracia for cada vez mais forte e consolidada. O PCdoB foi e é protagonista de todo esse processo de mudanças que ocorreram no Brasil. Estou certa que as vitórias que alcançamos até aqui são parte inicial das grandes transformações que necessitamos. Por isso é bom lembrar que o Brasil em que o PCdoB comemorou seus 91 anos e no qual se realiza o seu 13º Congresso é um país completamente diferente daquele em que iniciamos a nossa parceria no ano de 2003 quando chegamos todos na direção do Executivo federal”. 

A mandatária brasileira fez um balanço da economia no país. Afirmou que em 2013, a inflação fechará o ano pela 10ª vez consecutiva dentro da meta estabelecida pelo governo. “Se equivocam aqueles que olham e dizem que a inflação não está sob controle”. Ressaltou o controle da inflação e o compromisso com a estabilidade macroeconômica e com a geração de empregos – uma das principais diferenças do modelo neoliberal representado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e pela direita brasileira.

Ela apresentou os índices recorde de investimentos do governo federal através de programas centrais como o Bolsa Família, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o Minha Casa, Minha Vida, o Pronatec, e o Mais Médicos. Falou da atuação aguerrida da União Nacional dos Estudantes (UNE) na luta para assegurar o investimento dos royalties do pré-sal para a educação brasileira. 

“Temos uma união sólida feita em ações concretas e princípios e concepções. Isso não significa que pensamos igual, mas que somos capazes de realizar um debate franco em torno desses ideais e que respeitamos mutuamente nossas diferenças e a nossa força é justamente essa. É assim que se firmam as melhores alianças políticas com compromissos com o país, com a governabilidade, com o avanço econômico, com a defesa de nossa soberania e com o bem-estar de nosso povo. O fato é que o PCdoB me ajuda e compartilha comigo o desafio de governar o Brasil.”


Fonte: Vermelho