terça-feira, 27 de agosto de 2013

3º Congresso Nacional da CTB elege nova Direção. Adilson Araújo assume a Presidência

O 3º Congresso Nacional da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) foi encerrado no sábado (24), em São Paulo, com a eleição da nova direção para um mandato de quatro anos (2013/2017). Adilson Araújo, bancário da Bahia, foi eleito o novo presidente. Wagner Gomes será o novo secretário-geral para o período que se inicia.
 MAU4366
Ao longo do Congresso foram credenciados 1.258 delegados e delegadas dos 27 estados brasileiros, sendo 67,09% homens e mulheres 32,91%, ultrapassando a cota mínima.
Em seu discurso de posse, o novo presidente da CTB reforçou a disposição de luta, característica à CTB desde sua fundação, com a promessa de fazer uma gestão planejada, ousada e audaciosa. Adilson Araújo também destacou suas propostas, que incluem fortalecer a formação com a criação da Escola Sindical Nacional, ampliar a rede de comunicação e, no plano da organização, constituir uma central de apoio e logística para as entidades sindicais. "Tenham certeza de que vocês não elegeram um técnico, mas um trabalhador destemido, dedicado e comprometido com a causa da classe trabalhadora", afirmou, para em seguida sustentar sua disposição para aproximar cada vez mais dentro da CTB o sindicalismo do campo e da cidade.
 MAU4311
 
 
Nova direção
 MAU4205
Coube ao ex-presidente Wagner Gomes a leitura de todos os nomes da nova Direção Executiva, antes de anunciar ao plenário o nome de Araújo para encabeçar a chapa única, fruto do processo de discussão que envoltou todas as forças políticas da CTB. O dirigente destacou a capacidade de atuação do novo presidente e seu trabalho junto à CTB-BA. Por unanimidade, o plenário acatou a proposta de chapa apresentada.
 
 MAU4194
Portal CTB - Fotos: Mauricio Morais
Confira abaixo a íntegra da nova Direção Executiva da CTB:
PRESIDÊNCIA
Adilson Araújo
Bancário
BA
VICE-PRESIDÊNCIA
Nivaldo Santana
Urbanitário
SP
VICE-PRESIDÊNCIA
Maria Lúcia Moura
Rural
SE
VICE-PRESIDÊNCIA
Joilson Antônio Cardoso
Professor
RJ
VICE-PRESIDÊNCIA
Severino Almeida
Marítimo
RJ
VICE-PRESIDÊNCIA
Vicente Selistre
Sapateiro
RS
SECRETARIA GERAL
Wagner Gomes
Metroviário
SP
SECRETARIA GERAL ADJUNTA
Kátia Gaivoto
Professora
RJ
SECRETARIA DE FINANÇAS
Vilson Luiz da Silva
Trabalhador rural
MG
SECRETARIA DE FINANÇAS ADJUNTA
Gilda Almeida de Souza
Farmacêutica
SP
SEC. DE FORMAÇÃO E CULTURA
Celina Alves Arêas
Professora
MG
SEC DE POLÍTICAS SOCIAIS, ESPORTE E LAZER
Carlos Rogério Nunes
Assistente social
CE
SECRETARIA DE POLÍTICA SINDICAL E RELAÇÕES INSTITUCIONAIS
Francisco Chagas
Funcionário público
DF
SEC DE PREVIDÊNCIA, APOSENTADOS E PENSIONISTAS
Pascoal Carneiro
Metalúrgico
BA
SEC. DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS
José Divanilton Pereira
Petroleiro
RN
SEC. DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS ADJUNTA
José Adilson Pereira
Portuário
ES
SEC DE IMPRENSA E COMUNICAÇÃO
Raimunda Gomes
Professora
AM
SECRETARIA DE MULHERES
Ivânia Pereira
Bancária
SE
SEC DE POLÍTICAS PARA A JUVENTUDE TRABALHADORA
Vítor Espinoza
Comerciário
RS
SEC DE POLÍTICAS DE PROMOÇÃO DE IGUALDADE RACIAL
Mônica Custódio
Metalúrgica
RJ
SEC DE DEFESA DE MEIO AMBIENTE
Antoninho Rovaris
Rural
SEC ADJUNTA DE MEIO AMBIENTE
Claudemir Nonato Santos
Professor
BA
SECRETARIO DE SAUDE DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS E SEGURANÇA NO TRABALHO
Márcia Machado
Professora
ES
SEC DE POLÍTICA AGRÍCOLA E AGRÁRIA
Sérgio de Miranda
Rural
RS
SECRETARIA DO SERVIÇO PÚBLICO E DO TRABALHADORRES PÚBLICOS
João Paulo Ribeiro
Servidor público
SP
SECRETARIAADJUNTA DO SERVIÇO PUBLICO E DO TRABALHADORES PÚBLICOS
José Gonçalves
Servidor público
PB
DIREÇÃO EXECUTIVA
Eduardo Navarro
Bancário
BA
DIREÇÃO EXECUTIVA
Hildinete Rocha
Professora
MA
DIREÇÃO EXECUTIVA
Raimundo Brito
Construção civil
BA
DIREÇÃO EXECUTIVA
Mário Teixeira
Marítimo
PR
DIREÇÃO EXECUTIVA
Marilene Betros
Professora
BA
DIREÇÃO EXECUTIVA
Ricardo Ponzi
Marítimo
RJ
DIREÇÃO EXECUTIVA
João Batista Lemos
Metalúrgico
RJ
DIREÇÃO EXECUTIVA
Guiomar Vidor
Comerciário
RS
DIREÇÃO EXECUTIVA
Luís Penteado
Marítimo
RJ
DIREÇÃO EXECUTIVA
Lucileide Mafra
Doméstica
PA
DIREÇÃO EXECUTIVA
Onofre de Jesus
Metroviário
SP
DIREÇÃO EXECUTIVA
Marcelino Rocha
Metalúrgico
MG
DIREÇÃO EXECUTIVA
Ronaldo Leite
Correios
RJ
DIREÇÃO EXECUTIVA
Aurino Pedreira do Nascimento Filho
Metalúrgico
BA
DIREÇÃO EXECUTIVA
Josiel Galvão de Souza
Metalúrgico
PE
DIREÇÃO EXECUTIVA
Maria do Socorro N. Barbosa
Rural
MA
DIREÇÃO EXECUTIVA
Valéria Conceição da Silva
Professora
PE
DIREÇÃO EXECUTIVA
Maria Marucha S.Vettorazzi
Rural
PR
DIREÇÃO EXECUTIVA
Reginaldo Oliveira
Comerciário
BA
DIREÇÃO EXECUTIVA
Juraci Moreira Souto
Rural
MG
DIREÇÃO PLENA
Aldemir de Carvalho Caetano
Petroleiro
AM
DIREÇÃO PLENA
Ailma Maria de Oliveira
Professora
GO
DIREÇÃO PLENA
Lenir Pibneto Fanton
Rural
RS
DIREÇÃO PLENA
Assis Melo
Metalúrgico
RS
DIREÇÃO PLENA
Ronald Ferreira dos Santos
Farmacêutico
SC
DIREÇÃO PLENA
Fredson da Mata
Professor
AP
DIREÇÃO PLENA
Edson de Paula Lima
Professor
MG
DIREÇÃO PLENA
Edval Goes
Funcionário público
SE
DIREÇÃO PLENA
Ademir Muller
Rural
PR
DIREÇÃO PLENA
James Figueiredo
Policial civil
AM
DIREÇÃO PLENA
Gilson Reis
Professor
MG
DIREÇÃO PLENA
Paulo Vinicius
Bancário
DF
DIREÇÃO PLENA
Francisco de Assis
Urbanitário
PA
DIREÇÃO PLENA
Nara Teixeira de Souza
Professora
MT
DIREÇÃO PLENA
Jonas Rodrigues de Paula
Professor
ES
DIREÇÃO PLENA
Lucia Maia
Construção civil
BA
DIREÇÃO PLENA
José Marcos Araújo
Bancário
PA
DIREÇÃO PLENA
Júlio Guterres
Professor
MA
DIREÇÃO PLENA
Pedro Mário
Rural
MG
DIREÇÃO PLENA
Luís Cláudio de Santana
Serv civil forças armadas
RJ
DIREÇÃO PLENA
Elias David
Rural
SP
DIREÇÃO PLENA
Maria Clotilde Lemos Petta
Professora
SP
DIREÇÃO PLENA
Maria da Glória Borges da Silva
Rural
MT
DIREÇÃO PLENA
Maurício Ramos
Metalúrgico
RJ
DIREÇÃO PLENA
Leandro Clodoveu Velho
Metalúrgico
RS
DIREÇÃO PLENA
Ricardo Martins Froes
Professor
MS
DIREÇÃO PLENA
Elgiane Fátima Lago
Rural
RS
DIREÇÃO PLENA
Risonilson de Freitas Barros
Taxista
AP
DIREÇÃO PLENA
Sueli Moraes da Silva Cardoso
Serv. publ.municipal
RR
DIREÇÃO PLENA
Valéria Silva
Professora
PE
DIREÇÃO PLENA
Ivanir Perrone
Comerciária
RS
DIREÇÃO PLENA
Paulo Sérgio da Silva
condutores/Americana
SP
DIREÇÃO PLENA
Flávio M. Godoi
Metroviário
SP
DIREÇÃO PLENA
Madalena Guasco
Professora
SP
DIREÇÃO PLENA
Rogerlan Augusta de Morais
Técnico administrativo
MG
DIREÇÃO PLENA
Isis Tavares Neves
Professora
AM
DIREÇÃO PLENA
Hilário Gottselig
Rural
SC
DIREÇÃO PLENA
Luciano Simplício
Previdenciário
CE
DIREÇÃO PLENA
Agenor Neto
Alimentação
DIREÇÃO PLENA
José Aguinaldo
Alimentação
PR
DIREÇÃO PLENA
Augusto Vasconcelos
Bancário
BA
DIREÇÃO PLENA
Shirley Ferreira dos Santos
Rural
SE
DIREÇÃO PLENA
David W. De Souza
Rural
BA
DIREÇÃO PLENA
Igor Menezes
Rodoviário
RJ
DIREÇÃO PLENA
José Rodrigues da Silva
Rural
PE
DIREÇÃO PLENA
Cláudia Bueno
Municipal
SP
DIREÇÃO PLENA
Mário Ferrari
Médico
PR
DIREÇÃO PLENA
Fernando Furtado
Pescador
MA
DIREÇÃO PLENA
Valdirlei Castagna
Auxiliar de enfermagem
RS
DIREÇÃO PLENA
Alex da Silva Cardoso
Movimentador de mercadoria
SP
Conselho Fiscal - Titular
Ivane
Rural
BA
Conselho Fiscal - Titular
Jadirson Tadeu Paranatinga
Municipal
SP
Conselho Fiscal - Titular
Sandra Regina de Oliveira
Metalúrgicos
BA
Conselho Fiscal - Suplente
Osmar da Silva
Fluviário
SP
Conselho Fiscal - Suplente
Adriana
Rural
RJ
Conselho Fiscal - Suplente
João Batista Bruno
Gráficos
RJ

O povo brasileiro dá boas-vindas aos solidários médicos cubanos

No último final de semana, chegaram ao Brasil os primeiros médicos cubanos que participarão do Programa Mais Médicos do governo brasileiro.

Os médicos cubanos vêm ao Brasil no marco de um acordo de cooperação técnica firmado entre o Ministério da Saúde do Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (Opas/OMS). Este acordo prevê que virão ao nosso país, para atuar nesse programa, quatro mil médicos provenientes da maior das Antilhas.

A finalidade do programa, que não abrange apenas médicos cubanos, mas profissionais estrangeiros de outros países, nomeadamente Portugal e Espanha, é ampliar a atenção à saúde à população brasileira. De acordo com informações divulgadas pelo Ministério da Saúde, os médicos estrangeiros passarão por treinamento e avaliação para adaptação à língua portuguesa e à saúde pública brasileira, de 26 de agosto a 13 de setembro, totalizando 120 horas. Os aprovados nessa etapa serão deslocados aos municípios onde atuarão para iniciarem o atendimento à população, na segunda quinzena de setembro. Alguns deles receberão capacitação especial para atuar em municípios com população indígena.

Os primeiros 400 médicos cubanos atuarão nos 701 municípios que não foram selecionados por nenhum médico do edital de chamamento individual (brasileiros e estrangeiros): 604 (86%) são municípios com 20% ou mais de sua população em situação de extrema pobreza e 591 (84%) são do Norte e Nordeste.

É interessante observar o perfil dos médicos cubanos que participarão da primeira etapa do programa. Segundo informação divulgada na página da Opas/OMC na Internet, 89% têm mais de 35 anos, sendo 65% do total na faixa etária de 41 a 50 anos, 84% têm mais de 16 anos de experiência em medicina, 60% são mulheres e 40% homens. Ainda segundo a Opas/OMC, todos já cumpriram missões em outros países, incluindo participação em missões em países de língua portuguesa, todos têm especialização em Medicina da Família e da Comunidade e 20% têm mestrado em Saúde.

O acordo do governo brasileiro com a organização internacional sustenta-se na cooperação internacional em saúde, e gera nas partes envolvidas a expectativa de que será executado de forma a permitir que “valores baseados nas práticas do Sistema Único de Saúde sejam apropriados por profissionais estrangeiros”. Igualmente, espera-se que o acordo “possibilite o intercâmbio de conhecimento na atenção básica e a produção, sistematização e apropriação das experiências e boas práticas nesse tema”. Uma óbvia consequência direta esperada é a melhoria dos indicadores de saúde nessas áreas.

De acordo com o representante da Opas/OMS no Brasil, dr. Joaquín Molina, “essa é a maior cooperação técnica realizada pela organização e representa um marco no âmbito da cooperação sul-sul ao permitir o intercâmbio e o registro de experiência sobre sistemas universais e fortalecimento da atenção básica em saúde. Os resultados dessa cooperação beneficiarão a ambos os países envolvidos em uma primeira instância e a região das Américas como um todo”.

Mas essas evidências são ignoradas pelos partidos da direita neoliberal e conservadores, os veículos de comunicação da mídia privada e setores corporativistas das associações de Medicina do Brasil, que se revelam cegos, insensíveis e toscos.

De costas para os interesses nacionais e às necessidades emergenciais do povo, ocupam-se há dias na inglória tarefa de bombardear o programa Mais Médicos e especialmente o envio para o Brasil dos profissionais cubanos. Sem argumentos, recorrem ao que a sabedoria popular chamaria de “tertúlia
mansa pra bovino dormitar”, ou como se diz nas rodas em que se reúnem os populares dos municípios interioranos que serão atendidos, “conversas de cerca Lourenço”.

São leguleios e chicanas de rábula, exibindo uma intempestiva preocupação, eivada de pedantismo e falsidade, com as relações de trabalho entre o governo cubano e seus cidadãos médicos para cá enviados, segundo critérios que nada têm a ver com a legislação trabalhista brasileira. Cuba mantém missões médicas em mais de 70 países, com a modalidade contratual respaldada pelas Nações Unidas, por meio da Organização Mundial da Saúde. Há mais de 30 mil médicos cubanos trabalhando na América Latina, África, Ásia e Oceania. No Haiti, um dos países mais pobres do mundo, assolado pela epidemia do cólera, outras enfermidades e catástrofes naturais, atuam 1.200 médicos cubanos.

“Como é um país socialista, há a preocupação de manter baixos os índices de desigualdade econômica e social. Por isso nenhuma empresa ou governo estrangeiro contrata trabalhadores cubanos diretamente, em Cuba ou no exterior (nesse caso quando a contratação é resultado de um acordo entre Estados). Todos são contratados por empresas estatais que recebem do contratante estrangeiro e pagam os salários aos trabalhadores, sem grande discrepância em relação ao que recebem os que trabalham em empresas ou organismos cubanos. Os médicos que trabalham no exterior recebem mais do que os que trabalham em Cuba. Mas algo como nem muito que seja um desincentivo aos que ficam, nem tampouco que não incentive os que saem”, argumenta o jornalista Hélio Doyle, em brilhante artigo publicado na página Brasil 247 na internet.

Com certeza, a população brasileira apoia o programa Mais Médicos e especificamente a contratação de profissionais estrangeiros. Afinal, a tomada de medidas emergenciais e estruturais para ampliar e aperfeiçoar o atendimento médico da população, principalmente a mais carente, foi uma das principais reivindicações das manifestações juvenis e populares de junho último. E, sem sombra de dúvidas, é um dos programas sociais mais revolucionários do decênio, sob a égide dos governos progressistas de Lula e Dilma. Fosse somente por esta razão, a presidenta Dilma já teria inscrito com letras vermelhas a sua passagem pela Presidência da República. O programa Mais Médicos é mais uma medida que justifica o apoio da população, das forças de esquerda e dos movimentos sociais à mandatária.

Foi o que se expressou, em ambiente festivo e combativo nos aeroportos de Recife, Brasília, Fortaleza e Salvador no último fim de semana, quando os médicos cubanos foram recebidos por autoridades e ativistas de organizações do movimento popular. Tanto da parte dos profissionais que chegavam quanto da dos manifestantes, a palavra-chave pronunciada era solidariedade, valor supremo da ética revolucionária e socialista. “Cubano, amigo, o Brasil está contigo”, foi uma das palavras de ordem cantadas no Aeroporto Dois de Julho, de Salvador (BA), emocionando os médicos no momento do desembarque, que por sua vez, ao expressar seu agradecimento, responderam com serena altivez que vieram ao Brasil “somente por solidariedade, assim como em outros países em que trabalhamos”.

Há muito a fazer para enfrentar a dramática situação do atendimento à saúde pública no Brasil. O programa Mais Médicos, contando com a solidariedade revolucionária dos profissionais cubanos, é um passo seguro nessa direção.

Fonte: Vermelho