sábado, 6 de julho de 2013

Rumo à tarifa zero

Há pouco, escrevemos sobre os motivos que nos levaram às ruas. O aumento de R$ 0,20 nas tarifas acentuaria a exclusão social provocada por um modelo de gestão do transporte baseado nas concessões privadas e na cobrança de tarifa.

Por Daniel Guimarães, Graziela Kunsch, Mariana Toledo e Luiza Mandetta*, na Folha de S.Paulo

Após duas semanas de luta, a população de São Paulo revogou o aumento. Resistimos à desqualificação dos meios de comunicação, bombas, balas e prisões arbitrárias.

Isso não fugiu à regra do tratamento que o Estado dá aos movimentos sociais. É importante que o Judiciário reconheça a ilegalidade das acusações que pesam sobre alguns dos detidos, entre elas a de formação de quadrilha. E que o Ministério Público reconheça a arbitrariedade da polícia e se recuse a oferecer denúncias contra manifestantes, evitando processos criminais.

Foi uma vitória das ruas, de esquerda e pedagógica, que ensinou que a população organizada pode mudar os rumos de sua cidade e, por consequência, de sua vida. Tarifas foram reduzidas em quase 50 cidades, sendo mais de dez capitais. Há lutas em andamento, e o debate sobre a tarifa zero está em pauta.

Por conta desse cenário e por contribuirmos ao pensar a mobilidade urbana como forma de garantir o direito à cidade, fomos convidados pela presidenta Dilma Rousseff para uma conversa em Brasília. Fomos, mas não sozinhos. Sem sermos porta-vozes de ninguém que não nós mesmos, manifestamos solidariedade às lutas reprimidas de outros movimentos e de povos indígenas.

A presidenta não havia se debruçado com profundidade sobre nossa principal proposta. Ao afirmar que "não existe tarifa zero: ou se paga passagem ou se paga imposto", ignora que nunca defendemos ônibus de graça. Transporte tem um custo, claro, mas a tarifa pode ser zero.

Esse custo deve ser pago coletivamente, de forma progressiva (quem tem mais paga mais, quem tem menos paga menos) e não apenas pelo usuário. Sem transporte, nada funciona e, por isso, a conta deve ser dividida por meio de impostos, como todos os serviços públicos.

Dilma ao menos demonstrou concordar que o transporte é um direito social e cobramos um posicionamento sobre a PEC 90, proposta de emenda constitucional que insere o transporte público entre os direitos sociais no artigo 6º da Constituição, em tramitação na Câmara.

Dilma reiterou sua disposição em políticas de desoneração, pauta histórica dos empresários organizados. Não concordamos. Desonerar é fazer com que o Estado deixe de arrecadar, subsidiando empresas privadas, não a população. O dinheiro público deve ser investido em transporte público --queremos disputar o uso dos recursos. Com o que o Estado gasta? De acordo com o Ipea, o Brasil investe 12 vezes mais em transporte privado do que em público. Devemos inverter as prioridades!

Finalmente, consideramos oportuna a decisão do prefeito Fernando Haddad de suspender a licitação das empresas de ônibus. É preciso abrir a caixa-preta, com ou sem CPI, e, sobretudo, é urgente discutir o modelo de gestão.

É significativa a informação de que os empresários ameaçaram boicotar a licitação e até deixar a cidade com menos ônibus por avaliar que perderiam cerca de 10% de seus rendimentos. É por isso que o transporte deve ser gerido pelo poder público e com participação popular, não pela lógica do lucro.

O Movimento Passe Livre seguirá nas ruas, nas escolas, nos bairros, fazendo o debate com a população. Nossa luta de fôlego é pela tarifa zero. Por ela coletaremos 430 mil assinaturas para propor um projeto de lei de iniciativa popular na Câmara dos Vereadores. Vamos retirar as catracas do caminho. Juntos abriremos as ruas de São Paulo.

*Daniel Guimarães, jornalista, Graziela Kunsch, artista, Mariana Toledo, socióloga, e Luiza Mandetta, 19, estudante de ciências sociais, são militantes do Movimento Passe Livre.


Fonte: Vermelho

Protógenes quer CPI para investigar fraude fiscal da Rede Globo

Foto: Divulgação

O deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) diz serem graves as informações que recebeu sobre sonegações fiscais cometidas pela Rede Globo. Recentemente, documentos vazados na internet divulgaram que a empresa teria sonegado um total de R$183,14 milhões da Receita Federal. O delegado recebeu os documentos de manifestantes que protestavam contra a emissora no Rio de Janeiro na quinta-feira (4) e disse que fará investigação sobre o assunto no Congresso Nacional.


“Pode-se partir até para uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) como outro tipo de investigação. Do meu conhecimento, já existem alguns procedimentos investigativos. Se eles não estiverem tendo seu tratamento a altura da gravidade do que se apura, é evidente que tem de ter uma investigação maior por parte do Parlamento brasileiro”, disse o parlamentar em matéria publicada pelo R7.

Protógenes, que vem acompanhando o assunto, diz que quer integrar em sua investigação a informação de outras esferas que já estariam analisando a Rede Globo. “Eu já estou estruturando para solicitar informações junto à Receita Federal, de procedimentos instaurados, e também junto ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal, indícios de Crime Financeiro. Não há só indícios de sonegação Fiscal. Foram relatados, pelo que acompanho, crimes financeiros e crimes tributários, e há indícios a se apurar nessa direção”, afirmou.

O deputado, que é ex-delegado da Polícia Federal, relata não ver indício de fraudes na documentação apresentada pelos manifestantes. Segundo ele, “as reivindicações são legítimas”.

Na noite desta quarta-feira (3), cerca de mil manifestantes se reuniram na frente da sede da Rede Globo, no Rio de Janeiro. O grupo questionava o não pagamento dos impostos por parte da emissora à Receita Federal entre outros pontos relativos à empresa. Durante o ato, foi entregue uma carta à Rede Globo cobrando explicações sobre a fraude ao fisco, assumida pelo grupo televisivo.

Procurada pela reportagem do Portal R7, a assessoria de imprensa da Rede Globo ainda não havia se manifestado até a publicação desta nota.

Fonte: R7

Em Ilhéus, movimentos sociais preparam mobilizações do 11 de Julho

Greve geralEm reunião no auditório do Sindicato dos Bancários de Ilhéus, na quinta-feira (04), representantes de entidades sindicais, associações de moradores e coletivos de juventude iniciaram a preparação do Dia Nacional de Luta, em 11 de julho. Foi aprovada a participação de todos em grande mobilização pública com concentração na Praça da Catedral, às 14h.

Várias categorias informaram que estarão em greve e participando da mobilização. Entre as pautas diversas, todas em consonância com as bandeiras unificadas nacionalmente pelas centrais sindicais e movimentos sociais, destacaram—se a luta por mobilidade urbana, transporte coletivo com tarifa acessível e melhorias nos serviços de saúde e educação. Destaque também para a luta por redução da jornada legal de trabalho para 40 horas, o combate ao PL 4330, que escancara a terceirização e ao fator previdenciário, que reduz o valor das aposentadorias.

A luta pela reforma política democratizante e plebiscito para o povo decidir também estará no centro da manifestação do dia 11. 
Participaram da reunião representantes da CTB, Força, UGT, sindicatos dos bancários, agentes de trânsito, rodoviários, guardas municipais, policiais civis, metalúrgicos, professores, portuários, comerciários, taxistas, servidores do judiciário, trabalhadores na educação, construção civil, construção pesada, operários da indústria da borracha, moageira de cacau e do pólo de informática, movimentos como o COESO (Comitê de Entidades Sociais), Reúne Ilhéus-Coletivo de Juventude, ASPRA, EROS-LGBTT, AMEI (Associação dos Missionários Evangélicos de Ilhéus) além das associações de moradores dos bairros Vilela e Urbis.
Fonte: Seeb-Ilhéus via Portal CTB

Organizações e Movimentos Sociais do Campo divulgam carta para Dilma

Os trabalhadores e povos do campo exigem agilidade para a Reforma Agrária, demarcação imediata das terras indígenas e quilombolas e reconhecimento dos direitos dos atingidos por barragens e dos territórios pesqueiros. Reunião com presidenta Dilma ocorreu ontem, sexta-feira em Brasília.

Em tom de unidade, organizações como a Contag, MST, Via Campesina, Fetraf, dentre outros, divulgaram a Carta aos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, onde exigem que o Governo Federal garanta os direitos dos povos do campo por meio do aceleramento da Reforma Agrária, recuperação da soberania nacional sobre as terras brasileiras, demarcação imediata das terras indígenas e quilombolas e reconhecimento dos direitos dos atingidos por barragens e dos territórios pesqueiros.

"As ruas pedem mudanças para melhorar a vida dos trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade. Na agricultura, esperamos que ocorram mudanças profundas. É momento dos governos superarem posturas conservadoras e avançarem no ritmo que as lutas populares estão exigindo", diz a carta.

Para o conjunto dos trabalhadores e povos do campo, políticas de banimento dos agrotóxicos, a revisão da política de liberação dos transgênicos, além da retirada do regime de urgência do projeto de Código de Mineração, que tramita no Congresso Nacional, são fundamentais no atual momento. Para os movimentos sociais do campo, o Governo precisa travar "um amplo debate nacional com os trabalhadores brasileiros, para produzir um novo código de acordo com os interesses do povo brasileiro".

Concentração de terras

Para os trabalhadores rurais, a concentração de terras nas mãos de latifundiários e empresas estrangeiras e a privatização dos bens naturais estratégicos, como a água, as florestas, o minério acarretam em desigualdades sociais cada vez maiores.

Segundo dados do IBGE, cerca de 8.300 grandes proprietários de terra, sozinhos, são donos de 83 milhões de hectares, enquanto 4,3 milhões de famílias de trabalhadores e trabalhadoras da agricultura familiar e camponesa possuem 70 milhões de hectares. No entanto, são os agricultores familiares e camponeses que são os responsáveis pela produção de 70% do alimento fornecido ao povo brasileiro.

"Nove grupos empresariais dominam e agem como cartéis nos alimentos; controlam as sementes, a indústria de venenos; impõem o uso de agrotóxicos em toda agricultura; desmatam grandes extensões de florestas e manguezais; invadem e perseguem populações indígenas, pescadores e quilombolas e trabalhadores do campo", completa a carta.

Plebiscito

As organizações e movimentos sociais do campo declaram ainda o apoio à convocação de um plebiscito popular para a execução de uma reforma política no Brasil. "Apoiamos todas as reivindicações populares e a necessária Reforma Política de nosso país, com a convocação imediata de um plebiscito popular", finalizam.

Confira a carta na íntegra:

Carta aos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil e à Presidenta do Brasil

Nós, organizações e movimentos sociais que vivemos no campo, trabalhamos e produzimos o alimento para o povo brasileiro, fomos convidados para uma reunião com a presidenta Dilma Rousseff. Aceitamos o convite e esperamos que deste diálogo se abra um novo momento para verdadeiras soluções dos problemas que os trabalhadores e trabalhadoras do campo vêm sofrendo há décadas e que afeta as cidades.

Através desta carta, queremos contar qual será nossa posição na reunião com a Presidenta. O povo brasileiro está nas ruas, cobrando e reivindicando solução aos verdadeiros problemas da classe trabalhadora, exigindo redução nas tarifas, melhorias no transporte, lutando por melhorias no atendimento da saúde (SUS) e educação pública, gratuita,de qualidade, e pela democratização dos meios de comunicação, contra a repressão, entre outros. As lutas exigem mudanças estruturais. As lutas sociais são legítimas e somente elas podem melhorar as condições de vida do nosso povo.

Estamos e seguiremos juntos nas lutas populares que estão ocorrendo nas cidades e no campo. Queremos manifestar nosso apoio e solidariedade às lutas e reivindicações populares da juventude, do povo dos bairros e de todos os trabalhadores e trabalhadoras que trabalham e vivem nas cidades.

No campo, há uma enorme dívida social e as desigualdades são cada vez maiores. As terras se concentrando nas mãos dos latifundiários e de empresas estrangeiras. Os bens da natureza, estratégicos, como terras, águas, florestas, minérios, estão sendo privatizados e entregues ao controle de grandes empresas. Cerca de 8.300 grandes proprietários de terra, sozinhos, são donos de 83 milhões de hectares, enquanto 4,3 milhões de famílias de trabalhadores e trabalhadoras da agricultura familiar e camponesa possuem 70 milhões de hectares. No entanto, somos nós, os responsáveis pela produção de 70% do alimento fornecido ao povo brasileiro.

O veneno agrícola usado pelo agronegócio chega na nossa na mesa causando muitos problemas de saúde. Os preços dos alimentos são aumentados pela especulação das empresas. A agricultura brasileira está dominada pelas grandes empresas transnacionais.

Nove grupos empresariais dominam e agem como cartéis nos alimentos; controlam as sementes, a indústria de venenos; impõem o uso de agrotóxicos em toda agricultura; desmatam grandes extensões de florestas e manguezais; invadem e perseguem populações indígenas, pescadores e quilombolas e trabalhadores do campo; impõem trabalho escravo; criminalizam e perseguem as organizações; e aumentam os preços dos alimentos para as populações das cidades. Este é o modelo de agricultura chamado de agronegócio, que não paga imposto para exportar, recebe grandes volumes de dinheiro público e tem sido privilegiado nas políticas de Estado e de governos.

QUEREMOS MUDANÇAS!

As ruas pedem mudanças para melhorar a vida dos trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade. Na agricultura, esperamos que ocorram mudanças profundas. É momento dos governos superarem posturas conservadoras e avançarem no ritmo que as lutas populares estão exigindo.

O que queremos do governo Dilma:

1. Recuperar a soberania nacional sobre as terras brasileiras. Propomos que o governo anule as áreas já compradas e desaproprie todas as terras controladas por empresas estrangeiras.

2. Acelerar a Reforma Agrária e que sejam assentadas imediatamente as milhares de famílias acampadas a beira das estradas.

3. Políticas públicas de apoio, incentivo e crédito para produção de alimentos baratos, saudáveis, sem venenos com o fortalecimento do campesinato. E adoção de programas estruturais para juventude e para as mulheres do campo.

4. Garantir os direitos dos povos do campo, com o reconhecimento e demarcação imediata das terras indígenas, quilombolas e dos direitos dos atingidos por barragens, territórios pesqueiros e outros.

5. O imediato banimento dos agrotóxicos já proibidos em outros países do mundo, a proibição das pulverizações aéreas e políticas de redução do uso de agrotóxicos no campo. E profunda revisão na política de liberação dos transgênicos e controle social.

6. Que o governo assuma uma política de controle do desmatamento das florestas em todo país e apoie a recuperação de áreas degradadas e de reflorestamento pela agricultura familiar e camponesa.

7. O cancelamento da privatização dos recursos naturais como água, energia, minérios, florestas, rios e mares. Propomos a retirar do regime de urgência no congresso nacional, do projeto de Código de Mineração, e que o governo/congresso faça um amplo debate nacional com os trabalhadores brasileiros, para produzir um novo código de acordo com os interesses do povo brasileiro.

8. Implementação imediata de programas para erradicar o analfabetismo e garantir escolas em todas as comunidades rurais.

9. Suspensão de todos os leilões de privatização de áreas de perímetros irrigados no nordeste e destinação imediata para o INCRA realizar assentamentos para agricultura familiar e camponesa e adoção de políticas estruturais para democratização da água e para ajudar as famílias a enfrentar as secas.

10. Fim da lei Kandir, que isenta de impostos as grandes empresas exportadoras de matérias primas agrícolas, energéticas e minerais.

Além disso, apoiamos todas as reivindicações populares e a necessária Reforma Política de nosso país, com a convocação imediata de um plebiscito popular.

Para finalizar, queremos, através desta carta, contar com o apoio de vocês, trabalhadores e trabalhadoras das cidades. Seguiremos juntos, nos mobilizando e lutando.

Contem conosco!

Brasil, 4 julho de 2013.

CONTAG, Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura
Federação Nacional dos Agricultores Familiares-FETRAF
Articulação dos Povos Indígenas do Brasil- APIB
Via Campesina Brasil
Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra-MST
Movimento dos Atingidos por Barragens-MAB
Movimento das Mulheres Camponesas- MMC
Movimento dos Pescadores e Pescadoras do Brasil- MPP
Coordenação Nacional das Comunidades Quilombolas- CONAQ
Associação dos Assalariados Rurais de Minas Gerais- ADERE
Movimento dos Camponeses Popular- MCP
Movimento Nacional pela Soberania Popular sobre Mineração-MAM
Conselho Missionário Indigenista-CIMI
Pastoral da Juventude Rural-PJR
Associação Brasileira de Reforma Agrária- ABRA
Associação Brasileira de Estudantes de Engenharia Florestal-ABEEF
Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil- FEAB
Encontro Nacional de Estudantes de Biologia- ENEBIO
Articulação Nacional de Agroecologia- ANA
Articulação das Entidades do Semi-arido (nordestino) ASA

Fonte: Movimentos Sociais do Campo

Encontro Internacionalista avaliou política externa do PCdoB

Portal Vermelho
O secretário de Relações Internacionais do PCdoB, 
Ricardo Alemão Abreu, e o presidente nacional do 
Partido, Renato Rabelo, no Encontro 
Internacionalista do PCdoB, na sede 
do Comitê Central, nesta sexta (5)

O Encontro Internacionalista do PCdoB foi realizado ontem, sexta-feira (5), na sede do Comitê Central em São Paulo, com a participação de vários membros e a fala do presidente nacional Renato Rabelo, do secretário de Relações Internacionais, Ricardo Alemão Abreu, e da presidenta do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) e do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes, no âmbito da política externa progressista e das atividades do Partido nas relações internacionais. 

O evento foi iniciado com um balanço das atividades internacionalistas do PCdoB desde 2011 e da preparação para o 13º Congresso do Partido, em novembro, com a proposta de teses centrais a serem apresentadas ao Comitê Central.

O presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, ressaltou a importância do balanço dos 10 anos de governos progressistas com base em uma estrutura de três temas de análise: o caráter das mudanças empreendidas; o papel e a contribuição do Partido nesse processo; e a perspectiva da necessidade de uma nova arrancada para mais desenvolvimento e mais progresso social, para a transição ao socialismo, conforme o programa do PCdoB.

Rabelo diz que o Encontro Internacionalista tem um papel importante para o Partido: “Hoje, o PCdoB tem uma atividade muito intensa e ampla na relação com os partidos irmãos no mundo inteiro, com partidos progressistas, populares e anti-imperialistas”.

Por isso, explica o presidente, “um encontro como este é importante para compreendermos a fase atual que nós alcançamos, com base no balanço que vem sendo feito, para que possamos ir mais adiante, aperfeiçoando a nossa atividade, procurando definir com mais amplitude a nossa política externa partidária, para que a gente possa conseguir êxitos ainda maiores”.

O encontro também é tido como importante para o Partido justamente pelo patamar em que ele se encontra, explica Rabelo, pois “esse estágio é produto de um trabalho que vem sendo feito ao menos há duas décadas”.

Solidariedade internacional e processo progressista



De acordo com Ricardo Alemão, “é preciso consolidar o processo progressista na América Latina, pois não se trata de um processo irreversível, e várias bandeiras têm sido usadas na ofensiva da direita”. Por isso, torna-se ainda mais importante reafirmar a luta socialista na região e fortalecer governos patrióticos e progressistas, anti-imperialistas.

As atividades do Partido, das fundações e institutos com os quais trabalha e a realização de fóruns transversais sobre as relações internacionais foram ressaltadas como fundamentais para o seu empenho internacionalista, assim como as missões de solidariedade internacional em que participa e organiza, seja a Cuba, à Síria, à Palestina ou à Colômbia, por exemplo.
Neste sentido, a presidenta do Cebrapaz e do Conselho Mundial da Paz (CMP) Socorro Gomes explicou a luta dos povos pela paz e a solidariedade internacional como uma bandeira revolucionária e anti-imperialista, recordando o lançamento do Cebrapaz no país, no contexto das manifestações de rua contra a invasão do Iraque, em 2003 e 2004, expressando um “internacionalismo popular”.

“A paz, a solidariedade e o anti-imperialismo são os três eixos da nossa atuação”, explica Socorro, sumarizando as bandeiras atuais contra a guerra (inerente ao imperialismo e à crise capitalista) e a luta pela paz, em defesa da soberania dos povos.

Socorro ressalta algumas das atividades recentes do Cebrapaz: na Colômbia, em 2012, no âmbito da libertação de reféns pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc); na integração regional;na questão da Síria; na articulação de movimentos pela paz entre os países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul); na campanha pelo desmantelamento da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan); e contra as bases militares, principalmente em Guantânamo, Cuba.

Ainda assim, diz a presidenta do Cebrapaz, “o movimento precisa de parcerias, precisa ser ampliado, e a luta pela paz conta principalmente com os trabalhadores”. 

Por Moara Crivelente, da redação do Vermelho

Movimentos preparam Jornada Nacional de Luta da juventude

Jornada Nacional de Luta da Juventude realizada em maio de 2013.

Os movimentos sociais que integram a Jornada Nacional de Luta da Juventude Brasileira se reuniram para planejar e discutir as próximas ações. O encontro, que ocorreu na quinta-feira (4) na sede das entidades estudantis, em São Paulo (SP), tem como objetivo intensifcar a pressão das ruas por mais ações para a área urbana, para a Educação, mercado de trabalho, pelo fim do extermínio da juventude, principalmente os negros e negras, entre outras.


A Jornada Nacional de Lutas unificada foi organizada durante todo o ano pelas entidades estudantis e movimentos sociais. Em 2012, as marchas da Jornada foram realizadas em 22 capitais e várias cidades do interior do Brasil.

“Fundamental neste momento é não permitir que a juventude saia das ruas e que as manifestações prossigam com um caráter progressista. A hora é de pressionar e levar para as ruas as nossas pautas em defesa do passe livre estudantil, o combate à homofobia, o fim do financiamento privado de campanha com uma reforma política, a democratização dos meios de comunicação e os 10% do PIB para educação”, convoca a presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Virgínia Barros (Vic).

A presidenta da UNE destaca ainda a necessidade da unidade dos movimentos e de um debate de qualidade em torno de uma maior participação política da população. “Essa luta da reforma política não será ganha sem a participação maciça dos movimentos sociais”, destacou.

Os representantes dos movimentos destacaram ainda outras pautas que interferem diretamente na vida dos jovens, como a luta contra a redução da maioridade penal e a possibilidade de levarem essa pauta para a Jornada Mundial da Juventude. Os movimentos sociais terão participação no evento internacional promovido pela Igreja Católica e marcado para os dias 23 a 28 de julho no Rio de Janeiro. 

“Mais participação política além das eleições, melhoria dos serviços públicos em geral e a democratização da mídia são os assuntos que resumem as nossas principais bandeiras”, avaliou Léa Marques, da Secretaria Nacional de Juventude da Central Única dos Trabalhadores.

Participaram da reunião integrantes da Ubes, ANPG, CUT, Fora do Eixo, Levante Popular da Juventude, UJS, Marcha Mundial das Mulheres, Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e Rede Ecumênica de Juventude (Reju). O próximo encontro dos movimentos será no dia 11/07 na marcha do Dia Nacional de Luta das Centrais.

Marcha das centrais


Um dos encaminhamentos da reunião foi a participação massiva dos movimentos de juventude em todo os Brasil no Dia de Luta das Centrais, convocado pelos trabalhadores para o próximo dia 11 de julho, com mobilizações, paralisações e greves. Os atos estão sendo programados separadamente pelas centrais, que estão se reunindo para definir a agenda completa do dia. As principais reivindicações são a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, suspensão imediata dos leilões do petróleo, 10% do PIB para educação, transporte público de qualidade, reajuste digno para os aposentados entre outras.

Em São Paulo, as centrais unidas – Força Sindical, CUT, CTB, UGT e Nova Central – e diversos outros movimentos sociais pretendem mobilizar passeatas nas principais rodovias do Estado, vias das marginais e a Avenida Paulista. O Metrô deve parar por algumas horas. Funcionários dos portos também devem cruzar os braços.

Fonte: Site da UNE via Vermelho

Venezuela bolivariana oferece asilo humanitário a Edward Snowden

O presidente da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro, ofereceu ontem, sexta-feira (5) asilo humanitário ao norte-americano Edward Snowden, ex-agente de Inteligência dos Estados Unidos, perseguido pelo governo norte-americano depois de revelar o plano de espionagem mundial realizado pela CIA. 


No desfile por motivo dos 202 anos da assinatura da Ata de Independência, no Passeio dos Próceres, em Caracas, Maduro expressou: "Como chefe de Estado de Governo da República Bolivariana da Venezuela, decidi oferecer asilo humanitário ao jovem estadunidense Edward Snowden para que possa viver na pátria de Bolívar e de Chávez”.
Maduro explicou que a Venezuela decidiu oferecer esta figura do Direito Humanitário Internacional a Snowden para "protegê-lo da perseguição que se desencadeou pelo mais poderoso império do mundo, contra um jovem que o que fez foi dizer a verdade".

Diante da perseguição dos Estados Unidos sobre Snowden, Maduro se pereguntou: "Quem viola a lei internacional? Um jovem que decidiu, em uma atitude de rebeldia, dizer as verdades sobre a espionagem dos Estados Unidos contra o mundo ou um governo como o dos Estados Unidos, um poder como o das elites imperialistas que espionam o mundo inteiro?"

Quem é o violador do mundo? Um jovem de 29 anos que denuncia os planos belicistas ou aquele governo dos Estados Unidos que lança bombas e arma a oposição terrorista da Síria contra o povo sírio e o presidente legítimo, Bashar Al Assad?, questionou.

Agência Venezuelana de Notícias via Vermelho