quarta-feira, 19 de junho de 2013

São Paulo e Rio anunciam redução das tarifas do transporte urbano

Em coletiva ocorrida no começo da noite desta quarta-feira (19) no Palácio Bandeirantes, em São Paulo, o governador do Estado, Geraldo Alckmin e o prefeito da capital paulista, Fernando Haddad anunciaram a revogação do preço da tarifa do transporte coletivo: ônibus, trem e metrô, dos atuais R$ 3,20 para R$ 3,00. No mesmo instante, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, confirmou também a redução do preço da tarifa do transporte de R$ 2,95 para R$ 2,75. 


Na coletiva, Haddad ressaltou que este é um gesto de abertura e de diálogo com a população. "Ouvimos ontem [18] o Conselho das Cidades, e desde então, estamos em diálogo permanente para que o orçamento fosse repensado".

Mais cedo, o prefeito Haddad reiterou o que ele chama de “equívoco” que está sendo alimentado na grande mídia. “Ao contrário de todas as outras prefeituras do Brasil, a Prefeitura de São Paulo segurou o aumento até a desoneração que o governo federal promoveu e deu o reajuste descontado até a desoneração”, disse. Durante a coletiva, ele lembrou que em maio o governo Dilma Rousseff desonerou a cobrança do PIS/Cofins sobre o transporte público para reduzir o impacto sobre a tarifa, o que reduziu o aumento de R$ 3,40, para R$ 3,20.

Na noite de terça-feira (18), Fernando Haddad se reuniu com a presidenta Dilma, que já havia se encontrado com o ex-presidente Lula, para tratar sobre a pauta da  mobilidade urbana. Um dos pontos discutidos, ainda segundo relato do prefeito, foram os recursos federais para a construção de corredores de ônibus no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que prevê a construção de corredores de ônibus que impactam na redução das despesas com combustível, com a redução do tempo de viagem, além de aumentar o número de passageiros transportados em menos tempo.

O prefeito paulistano voltou a defender sua proposta de campanha, o bilhete único mensal, cujo lançamento ainda não tem data marcada. “Não vamos abrir mão da proposta que fizemos na campanha, que foi largamente debatida. Abrir mão de uma proposta que fizemos e com a qual nos comprometemos para usar o recurso em outra direção é criar uma contradição, que não deveria ocorrer. É criar uma contradição entre a rua e a urna que tem sua importância”, declarou. “Não há essa contradição entre a rua e a urna que estão querendo criar”, completou.

Rio de Janeiro
Na cidade carioca, o valor havia sido aumentado para R$ 2,95 no dia 1º de junho. O reajuste no valor gerou protestos em todo o Brasil. No Rio, foram cinco protestos, sendo que o último, na segunda-feira (17), reuniu uma multidão de 100 mil pessoas nas ruas do Centro. Apesar de ter começado pacífica, a passeata terminou em quebra-quebra e tumulto em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Outras capitais 

Cuiabá, João Pessoa, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife e Vitória já tinham anunciado a redução do valor da passagem do transporte coletivo de suas cidades. Com exceção de Cuiabá e Porto Alegre, as outras cinco cidades já haviam aumentado o preço neste ano. E agora voltaram atrás.

Desde o início do ano, 11 capitais brasileiras aumentram a tarifa de ônibus municipais em 2013, com base nos dados disponibilizados pelas prefeituras. Os preços dos ônibus aumentaram neste ano em Aracaju, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Manaus, Natal, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Vitória.

Em Goiânia, a passagem subiu de R$ 2,70 para R$ 3 no dia 22 de maio, provocando uma onda de protestos, e o reajuste foi suspenso temporariamente por decisão judicial. Na noite desta segunda (17), houve uma decisão sobre o novo aumento: a passagem irá de R$ 2,70 para R$ 2,85.

A decisão de revogar os aumentos dos preços das passagens do transporte coletivo é uma vitória da mobilização popular.

Da redação do Vermelho por Deborah Moreira 

Movimentos reforçam luta social das ruas

Os protestos que pipocavam em diversas cidades brasileiras, há algumas semanas, ganharam contornos nacionais, saindo da temática do transporte ampliando a reflexão sobre o Brasil que queremos. A onda de manifestações de segunda-feira (17), que reuniu cerca de 250 mil pessoas, sem dúvida mudou a conjuntura política social. 

Por Deborah Moreira, do Portal Vermelho


É preciso ouvir o que as pessoas estão gritando nas ruas, compreendê-las e politizá-las ainda mais. Essa é uma das conclusões iniciais feitas por movimentos sociais reunidos ontem, terça-feira (18).

Na quarta-feira (19), uma nota assinada pelos movimentos sociais presentes no encontro, que aconteceu na Lapa, zona oeste da cidade, será divulgada em apoio ao Movimento Passe Livre e demais organizações que estão à frente das mobilizações. Além disso, pedem um encontro com a presidenta Dilma Rousseff para apresentar a pauta dos movimentos sociais, muitas delas reivindicadas nos gritos dos brasileiros que saíram às ruas ontem. Assinam a nota: Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), União Nacional dos Estudantes (UNE), Consulta Popular, Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), União de Negros pela Igualdade (Unegro) , Marcha Mundial das Mulheres (MMM), Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), entre outros.

Para o economista Marcio Pochmann, que fez uma explanação inicial sobre a conjuntura nacional e internacional, o modelo social de garantir transferência de renda já está demonstrando seu esgotamento, apesar de ter se tornado ferramenta imprescindível para os beneficiados. Ele acredita que o movimento que está surgindo poderá forçar uma polarização em torno de um projeto de país: “A sociedade brasileira vai ficar muito mais polarizada. Mas essa polarização também é interessante para ganhar mais força, disputar mais a consciência política, repensar o que estamos fazendo”.

Para ilustrar, citou um trecho da trajetória do ex-presidente Lula, quando foi convidado pelo irmão para participar de uma assembleia do sindicato, nos anos 1970, disse que preferiria ficar em casa assistindo à novela. Anos depois, o chamaram para formar um partido político, e ele disse que não, que o sindicato era suficiente. “Quero chamar a atenção que a questão da consciência é algo a ser disputado. E esse é o nosso papel, a disputa das consciências na construção de um rumo possível dentro da realidade que temos hoje”, frisou Pochamann.

De acordo com sua análise, o governo terá agora que optar por um novo caminho e responder a questões como “com quem você está”. Para que o projeto de um país mais progressista vá para frente, é preciso ter claro que para um lado ganhar a disputa, o outro lado tem de perder. “A conjuntura mudou e esse novo elemento [mobilização popular] pode dar apoio muito grande a destravar a tentativa da direita em capturar o governo. É um movimento que traz uma explicitação dos limites de um projeto em curso. O que foi feito até agora está correto, mas é preciso avançar”, ponderou Pochmann, que observou que desde o final de 2012 houve um endurecimento de críticas feitas ao governo Dilma, orquestradas pela oposição em reação a posturas do governo federal. “O governo optou em enfrentar a mãe de todas as batalhas, que é enfrentar o núcleo do neoliberalismo, enfrentando as 20 mil famílias que governam o Brasil, que estão ligadas ao rentismo”.

Em entrevista ao Vermelho, Edson França concordou com os questionamentos de Pochmann sobre o esgotamento do atual modelo do governo, que tenta contemplar todos os setores. “É impossível desenvolver o Brasil contemplando todos, alguém tem que perder. O povo está querendo mais. E não terá mais se não houver o enfrentamento. O governo vai ter que aproveitar essa mobilização e estabelecer um foco que ajude a avançar na política de desenvolvimento”, completou.

A lição vem das ruas
Os movimentos sociais reunidos concordam que o debate deixou de ser somente o aumento da passagem, que, na verdade, foi apenas o estopim para que os protestos explodissem. “Vimos que se trata de uma parcela da sociedade que se movimenta por opinião, por convicção. Vale lembrar que é essa mesma juventude, essa mesma classe média, é a mesma que lutou contra a ditadura, que fez a diretas já, que tirou o Collor do poder e que tem impulsionado de maneira geral os avanços no Brasil”, analisou Edson França, secretário-adjunto de Movimentos Sociais do PCdoB e presidente da Unegro.

“A rua nos ensina muito e nos faz refletir. Cabe ao movimento social organizado, inclusive a UNE, que participa ativamente, tentar politizar ao máximo e tentar apresentar uma plataforma para que a gente consiga colher melhores frutos dessa mobilização”, opinou Edson França, secretário-adjunto de Movimentos Sociais do PCdoB, lembrando que movimentos espontâneos tem seu esgotamento natural.

Luana Bonone, presidenta da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), questionou a aposta grande feita no aumento do consumo que não foi suficiente para acelerar o crescimento e, além disso, não contribuiu com a cultura política. “Uma medida ousada de um projeto próprio de país, precisa de sustentação popular. E sobre o que está havendo, não percebo uma elevação da consciência social significativa, ainda. Embora haja elementos simbólicos de avanços, como o aumento do papel das mulheres e dos trabalhadores na política. Acredito, ainda, que é preciso fazer uma nova leitura sobre o conceito de cidadania, incorporando urgentemente pautas sobre qualidade de vida como moradia digna, educação de qualidade, saúde e transporte coletivo”, disse Luana durante a reunião.

Para os movimentos sociais reunidos, o momento político não se encerrará mesmo que a redução da passagem venha. “É uma parcela relevante da população. Não podemos dar as costas. São jovens que conseguiram derrubar a agenda reacionária que foi muito presente na eleição presidencial, e perdeu força, com mobilizações, na eleição municipal de São Paulo”, comentou o presidente da Unegro, referindo-se a movimentos como o Existe Amor em SP.

Sociedade do conhecimento
Em sua explanação, Marcio Pochmann lembrou o contexto que vive a atual sociedade pós-industrial, com novas formas de organizações de trabalho, grande parte dela no setor terciário (70%) que está submetida a um “processo de exploração exorbitante” por levar, cada vez mais, a uma intensificação da jornada de trabalho. Ao contrário do que ocorre com o bem material, que precisa ter um local para exercê-lo, o bem imaterial pode ser feito em qualquer lugar e isso faz com que as horas de trabalho se prolonguem.

Uma pesquisa feita no Reino Unido com trabalhadores da área de serviço, que utilizam serviços de tecnologia de informação, demonstrou que eles perderam a chamada semana inglesa - 8 horas de trabalho, 8 horas de descanso e 8 horas de convivência com a família. Hoje, essas pessoas se desconectam das tecnologias no sábado à tarde e retornam no domingo pela manhã. Ou seja, praticamente “não se desconectam de seus trabalhos”.

“Achávamos que na sociedade do conhecimento as novas tecnologias nos dariam mais tempo livre. Mas o que estamos vendo é que ninguém tem mais tem tempo para nada. Essa sociedade do conhecimento abre a perspectiva de novas batalhas pela redução dramática do tempo de trabalho”, observou Pochmann, lembrando que a educação, estrutura dessa sociedade nova, precisa ser repensada e ter mais investimentos.

“Não há razão para o que temos hoje. As 500 maiores corporações transnacionais que dominam o mercado mundial, com 50% do PIB, difundem cada vez mais as universidades corporativas. A Petrobras, por exemplo, gasta R$ 400 milhões anuais em qualificação. O ministério do Trabalho gasta R$ 125 milhões para todos os trabalhadores do Brasil”, comparou Pochmann.


Fonte: Vermelho

A voz do povo deve ser atentamente escutada e respondida

As manifestações juvenis e populares que se ampliam e se estendem por todo país têm um motivo - uma causa social. Para o PCdoB a questão democrática se entrelaça com a questão social. Por isso, para o avanço democrático é precioso e auspicioso conhecer através de largas manifestações - por serem mais autênticas - o que clama e atormenta parcelas significativas do nosso povo. 

Por Renato Rabelo*


Muitas vezes são razões maiores que se acumulam, vindo à tona através de reivindicação aparentemente simples. A luta contra os preços das tarifas dos transportes urbanos e o descontentamento contra os elevados investimentos na construção dos estádios de futebol são
manifestações agudas e de um grande estresse vivido pela maior parcela da população dos grandes centros urbanos no Brasil.

As cidades em nosso país cresceram rapidamente, sem conseguir contar em tempo com estruturas adequadas para responder a essa galopante transformação, provocando assim uma concentração de graves problemas sociais - tornando-as inóspitas para seus habitantes - sobretudo para os que vivem nas suas periferias. O estalar desses acontecimentos que se espraia pelo país afora tem o sentido de uma alerta, de um extravasamento das reais condições da vida nas cidades, sendo um dos grandes problemas, na sequencia de muitos, que ocupam agora a ordem do dia e devem ter prioridade e serem enfrentados.

Defendemos que os governos realmente democráticos e comprometidos em garantir o avanço social - os governos em que estamos à frente, ou dele participamos - têm o dever de buscar saídas para começar a resolver os graves problemas urbanos. Uma solução de fundo que se impõe, defendida pelo Programa do PCdoB, é a concretização de uma Reforma Urbana, que possa estabelecer um plano integrado para o desenvolvimento, renovação e humanização das cidades. É uma exigência que se avoluma.

De imediato, medidas para enfrentar o urgente problema habitacional - que tem forte impacto nos centros urbanos - já foram deflagrados pela presidenta Dilma Rousseff por meio do programa de grande dimensão, Minha Casa Minha Vida, que vem cumprindo significativo papel no financiamento de moradias populares. Também através do PAC 2 são muitos os projetos em andamento para solucionar impasses estruturais de mobilidade urbana em grandes centros nas capitais. Mas vai se impondo como uma questão candente a resposta para a edificação de um sistema e o financiamento dos transportes de massa, de qualidade nos centros urbanos, que permita a locomoção dos seus habitantes sem necessitar do uso constante do automóvel.

O PCdoB se empenhará - por meio da sua influencia no movimento social e da sua participação e relação com os governos democráticos - na busca emergencial de medidas que encontrem já soluções para reduzir os preços das tarifas dos transportes urbanos e para maior eficácia das redes de transporte coletivo. Neste momento é necessário um esforço conjugado que reúna os governos Federal, estadual e municipal no caminho de encontrar uma saída de como responder a esses sentidos anseios.

*Renato Rabelo é presidente nacional do Partido Comunista do Brasil (PCdoB)

Governo federal está investindo R$ 60 bilhões em mobilidade, diz ministro

O ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, destacou nesta quarta (19) que o governo federal tem investido “pesado” em ações que visam o aperfeiçoamento da mobilidade urbana no país.


“Temos ações em andamento em todas as cidades brasileiras. Algumas estão a pleno vapor, outras estão em fase de contratação. Nós não tínhamos investimento. Agora, estamos fazendo investimento pesado na área de mobilidade urbana. São R$ 60 bilhões, que estão obras em contratação ou já foram selecionadas para serem contratadas”, disse ao ser perguntado sobre as ações da pasta em relação às manifestações ocorridas nos últimos dias no país.

Os protestos ocorridos em várias cidades brasileiras demonstram o descontentamento da população, que teve como estopim o reajuste do preço da tarifa de ônibus, e agora engloba uma série de outras insatisfações.

Antes de participar de audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Urbano, na Câmara dos Deputados, Ribeiro ressaltou que não há previsão de ação imediata do Ministério das Cidades em resposta às manifestações ocorridas no país. “Nós temos os investimentos da área de mobilidade urbana definidos. O que temos que fazer é avançar na execução. Isso que estamos trabalhando juntamente com estados e municípios para agilizar e cumprirmos os prazos daquilo que está pactuado nos contratos”, comentou.

Fonte: Agência Brasil via Vermelho

Bancários fecham agência do Itaú em Campina Grande por falta de funcionários

Crédito: Seeb Campina Grande
Os bancários retardaram a abertura da agência do Itaú da Avenida Canal, em Campina Grande (PB), ontem, terça-feira, 18, devido à falta de funcionários. A agência, que já tem um quadro reduzido de funcionários, está operando com apenas quatro funcionários. 

O gerente operacional foi cedido para outra agência em Guarabira e na área comercial dois funcionários se desdobram no atendimento. Com isso, o atendimento no banco ficou inviável. 

O Sindicato dos Bancários de Campina Grande teve que interferir para garantir as condições de trabalho dos bancários, por não admitir que os trabalhadores sejam expostos a situação tão adversa. É comum os bancários trabalharem seis horas sem poder parar para o almoço ou ir ao banheiro. 

A falta de funcionários no Itaú já foi pautada em diversas negociações específicas com o banco. Bancários de outras cidades tiveram que fechar unidades em suas bases para viabilizar intervalos aos funcionários, que não podiam almoçar ou ir ao banheiro. A direção do banco simplesmente ignora o problema da falta de funcionários. 

A sobrecarga de trabalho deve-se às 13 demissões e 7 transferências, sem reposições das vagas da agência, o que tem gerado insatisfação dos funcionários e clientes.

O Itaú foi o banco que mais demitiu no Brasil em 2012. Fechou 7.935 postos de trabalho, uma redução de 8,08% de seu quadro funcional. Desde março de 2011 até dezembro do ano passado, o banco eliminou 13.699 empregos. E no primeiro trimestre de 2013, cortou mais 708 vagas. 

O objetivo do banco é reduzir custos, aumentar ainda mais os lucros recordes e melhorar o chamado índice de eficiência. Já os pouco mais de 15 diretores do Itaú vivem outra realidade. Segundo reportagem publicada na quarta-feira (11) pelo Valor Econômico, cada um deles ganhou, em média, R$ 9,05 milhões em 2012.

Fonte: Seeb Campina Grande via Contraf

Em nota Prefeito de Itabuna diz que não haverá aumento de passagem se serviço não melhorar

A tarifa do transporte coletivo urbano em Itabuna deve permanecer por mais algum tempo em R$ 2,20. Esta é a decisão do prefeito Claudevane Leite, que declarou que o aumento está condicionado à melhora na prestação do serviço. Vane disse em sessão especial na Câmara de Vereadores, na terça (18), que informou pessoalmente aos empresários do setor que a Prefeitura está aguardando que a Cachoeira e a São Miguel façam investimentos que propiciem um serviço de qualidade para os usuário.
O prefeito é categórico: “As duas empresas colocaram em circulação cinco ônibus novos, cada, mas isso ainda é pouco. É preciso que a prestação de serviço melhore continuamente. A Secretaria de Transporte e Trânsito está fazendo a fiscalização e o acompanhamento das medidas tomadas pelas empresas, para que, efetivamente, as mudanças ocorram”. Sobre as manifestações contrárias ao aumento, Vane diz que respeita o movimento, considerado legítimo por ele, e que está ouvindo a população.

“Eu estou prestando atenção nos movimentos sociais, vejo as manifestações como um direito democrático, ouço e respeito, mas a nossa decisão em não aceitar dar o aumento pedido pelas empresas é anterior às manifestações, porque o interesse da população sempre foi mais importante e prioritário”, pontificou Vane.

Na Câmara de Vereadores, na terça-feira, o prefeito de Itabuna disse que se o serviço prestado pelas empresas de ônibus continuar insatisfatório vai abrir licitação no setor. “Não temos compromisso com empresários, só com Deus e com o povo da cidade”, afirmou Vane.

Histórico

No mês de maio, a Associação das Empresas de Transportes Urbanos de Itabuna - AETU encaminhou solicitação de aumento da tarifa de ônibus de R$ 2,20 para R$ 2,70. Em reunião no dia 3 de junho, o Conselho Municipal de Transporte Público reuniu-se para analisar a proposta das empresas, rejeitando o valor inicial e votando por uma tarifa de R$ 2,50.

A proposta de R$ 2,50 foi aprovada por 13 votos, contra um voto a favor da passagem a R$ 2,60 e um voto contra qualquer aumento. De acordo com decisão do Conselho os reajustes de tarifa devem ser anuais. Não participaram da reunião os representantes da API/APLB Sindicato, da Associação dos Usuários de Transportes Coletivos e Rodoviários de Itabuna e Região e da Associação Baiana Estudantil Secundarista.

O OUTRO LADO

As empresas Rio Cachoeira e São Miguel alegaram que somente a tarifa de R$ 2,70 cobriria os custos para a quantidade de passageiros transportados e que efetivamente pagam passagem. Segundo a planilha apresentada pelos empresários, mensalmente 1.452.173 passageiros usam os ônibus das duas empresas, mas que apenas 1.066.125 equivalem à passagem inteira. A gratuidade alcança 317.322 passageiros/mês, enquanto que 137.453 pagam meia passagem e 997.398 pagam tarifa cheia de R$ 2,20.
As empresas, representadas pela Associação das Empresas de Transportes Urbanos de Itabuna - AETU, argumentam ainda que o último aumento foi em 2011 e que os custos de insumos subiram muito nesse período.

Fonte: Prefeitura de Itabuna - Departamento de Comunicação Social



CTB e UJS exige manutenção da tarifa e qualidade no serviço de transporte coletivo de Itabuna

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB/Regional Sul da Bahia) em conjunto com a União da Juventude Socialista (UJS) realizou mais uma manifestação no centro da cidade exigindo que o prefeito suspenda o aumento da tarifa de ônibus em Itabuna. O ato de protesto contou com a presença de lideranças sindicais, estudantis, aposentados e de populares que manifestaram posição em relação a situação dos transporte público municipal.
Os manifestantes foram unanimes em condenar o serviço público de transporte e defenderam que não haja aumento enquanto as empresas não adotem melhorias nos ônibus e que haja qualidade no serviço prestado à população.
“Temos uma tarifa considerada cara sem a contrapartida de um serviço de qualidade e por isso apoiamos a luta pela manutenção da tarifa no valor que está e que só haja aumento se efetivamente houver melhoria na oferta do serviço ao cidadão itabunense”, afirmou Jorge Barbosa, presidente do Sindicato dos Bancários e coordenador da CTB.

Veja o que a CTB e a UJS defendem para o serviço de transporte público em Itabuna:

> Congelamento do preço da tarifa;
> Recuperação dos pontos de ônibus;
> Novas linhas;
> Renovação da frota com ônibus novos e confortáveis;
> Regularidade nos horários;
> Fim dos ônibus sem a presença dos cobradores;
> Valorização do profissional – motoristas e cobradores;
> Garantia de acessibilidade;
> Ampla discussão municipal sobre mobilidade urbana.