segunda-feira, 17 de junho de 2013

Congresso da CTB/Bahia aprova luta contra pedágios

Durante o Congresso da CTB/Bahia nos dias 15 e 16 de junho  em Salvador, lideranças de Itabuna e Ilhéus explanaram para a plenária sobre a experiência da luta contra a privatização e a cobrança de pedágio nas rodovias empreendida pela CTB/Regional Sul da Bahia. No final do III Congresso foi aprovada pelos delegados a inclusão deste movimento no calendário da CTB Estadual e o tema também será levado para o III Congresso Nacional da central que ocorre em São Paulo, nos dias 22 a 24 de agosto.



Para Jorge Barbosa, coordenador da CTB/Regional Sul da Bahia, a luta contra os pedágios e a privatização da BR 101 tem recebido apoio da população em geral e agora com o apoio da CTB/Bahia levaremos esta importante batalha para ser discutida a nível nacional. “A CTB/Regional Sul da Bahia está de parabéns por desenvolver lutas em defesa dos trabalhadores e da sociedade em geral”, pontua Jorge.

EUA fornecem armas químicas para a Al-Qaida na Síria

Crédito: AP

Quem constitui uma ameaça para o povo sírio? O presidente Bashar al Assad da Síria ou o presidente Barack Obama da América, que ordenou o recrutamento e treino de forças terroristas que estão na lista negra do Departamento de Estado dos EUA?

Por Michel Chossudovsky, no Global Research


– Obama é um mentiroso e um terrorista
– Quem cruzou a “Linha vermelha”?
 
– Obama e John Kerry apoiam uma organização terrorista que consta na lista negra do Departamento de Estado
 

Estará o presidente Obama a preparar o cenário para uma “intervenção humanitária” ao acusar displicentemente o presidente sírio de matar o seu próprio povo?

“Na sequência de uma revisão deliberativa, nossa comunidade de inteligência estima que o regime Al-Assad utilizou armas químicas, incluindo o agente de nervos sarin, em pequena escala contra a oposição múltiplas vezes durante o ano passado”

O vice-conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, Ben Rhodes, afirmou numa declaração: “Nossa comunidade de inteligência tem alta confiança naquela estimativa devido a múltiplas e independentes fontes de informação”.

“Obama avisou o presidente Bashar Al-Assad das “enormes consequências” de ter cruzado a “linha vermelha” ao alegadamente utilizar armas químicas.

Dinheiro e armas para a Al-Qaida

A saga das armas de destruição maciça (ADM) no Iraque, com base em provas falsificadas, está a desdobrar-se. As mídias ocidentais em coro acusam implacavelmente o governo sírio de assassínio em massa premeditado, conclamando a “comunidade internacional” a vir resgatar o povo sírio.

“A Síria transpõe a “linha vermelha” sobre armas químicas. Como responderá Obama?

A “oposição” síria está clamar junto aos EUA e seus aliado para que implementem uma zona de interdição de voo (no fly zone).

A Casa Branca por sua vez reconheceu que a linha vermelha “fora cruzada”, enfatizando ao mesmo tempo que os EUA e seus aliados “aumentarão o âmbito e a escala da assistência” aos rebeldes.

O pretexto das armas químicas está a ser utilizado para justificar ainda mais ajuda militar aos rebeldes, os quais em grande parte foram liquidados pelas forças do governo sírio.

Estas forças rebeldes derrotadas – em grande parte compostas pela Al Nusrah, associada à Al-Qaida – são apoiadas pela Turquia, Israel, Qatar e Arábia Saudita.

Os EUA-Otan-Israel perderam a guerra no terreno. Seus combatentes da Frente Al Nusrah, os quais constituem a infantaria da aliança militar ocidental, não podem, sob quaisquer circunstâncias, serem repostos através de um fluxo renovado de ajuda militar dos EUA-Otan.

A administração Obama está num impasse: a sua infantaria foi derrotada. Uma “zona de interdição de voo”, nesta etapa, seria uma proposta arriscada dado o sistema de defesa aérea da Síria, o qual inclui o sistema russo S-300 SAM.

Os EUA-Otan estão a treinar rebeldes da “oposição” na utilização de armas químicas

As acusações de armas químicas são falsificadas. Numa ironia amarga, as provas confirmam amplamente que as armas químicas estão a ser utilizadas não pelas forças do governo sírio mas sim pelos rebeldes da Al-Qaida apoiados pelos EUA.

Numa lógica enviesada pela qual as realidades são invertidas, o governo sírio está a ser acusado pelas atrocidades cometidas pelos rebeldes associados a Al-Qaida patrocinados pelos EUA.

As mídias ocidentais estão a introduzir desinformação nas cadeias de notícias, refutando despreocupadamente as suas próprias reportagens. Como confirmado por várias fontes, incluindo a CNN, a aliança militar ocidental não só disponibilizou armas químicas para a Frente Al Nusrah como também enviou empreiteiros militares (military contractors) e forças especiais para treinar os rebeldes.

O treino [em armas químicas], o qual está a ter lugar na Jordânia e na Turquia, envolve como monitorar e acumular stocks com segurança, além do manuseamento destas armas em sítios em materiais, segundo as fontes. Alguns dos empreiteiros estão sobre o terreno na Síria a trabalhar com os rebeldes para monitorar alguns dos sítios, segundo um dos responsáveis.

A nacionalidade dos treinadores não foi revelada, embora os responsáveis advirtam contra a suposição de que todos eles sejam americanos. (CNN , 9 de dezembro de 2012, ênfase acrescentada)

Se bem que as notícias e reportagens não confirmem a identidade dos empreiteiros da defesa, as declarações oficiais sugerem um estreito vínculo contratual com o Pentágono.

A decisão estado-unidense de contratar estranhos empreiteiros de defesa para treinar rebeldes sírios a manusearam stocks acumulados de armas químicas parece perigosamente irresponsável ao extremo, especialmente quando se considera quão inepta Washington foi até agora para garantir que apenas rebeldes laicos e confiáveis – na medida em que existam – recebam a sua ajuda e as armas que aliados nos estados do Golfo Árabe têm estado a fornecer.

Isto também corrobora acusações feitas recentemente pelo Ministério das Relações Exteriores sírio de que os EUA estão a trabalhar para compor o quadro de que o regime sírio como tendo utilizado ou preparado a guerra química.

“O que levanta preocupações acerca desta notícia circulada pelas mídias é o nosso sério temor de que alguns dos países apoiando o terrorismo e terroristas possam proporcionar armas químicas aos grupos terroristas armados e afirmar que foi o governo sírio que utilizou tais armas” , (John Glaser, Us Defense Contractors Training Syrian Rebels , Antiwar.com, December 10, 2012, ênfase acrescentada).

Não tenhamos ilusões. Isto não é um exercício de treino de rebeldes em não proliferação de armas químicas.

Enquanto o presidente Obama acusa Bashar Al-Assad, a aliança militar EUA-Otan está a canalizar armas químicas para a Al Nusrah, uma organização terrorista na lista negra do Departamento de Estado.

Com toda a probabilidade, o treino dos rebeldes da Al Nusrah na utilização de armas químicas ficou a cargo de empreiteiros militares privados.

A Missão Independente das Nações Unidas confirma que forças rebeldes estão na posse do gás de nervos Sarin

Enquanto Washington aponta o dedo ao presidente Bashar al Assad, uma comissão de inquérito independente das Nações Unidas em Maio de 2013 confirmou que os rebeldes, ao invés do governo, têm armas químicas na sua posse e estão a utilizar gás de nervos sarin contra a população civil:

Investigadores de direitos humanos da ONU reuniram testemunhos das baixas da guerra civil da Síria e de equipas médicas indicando que forças rebeldes utilizaram o agente de nervos sarin, disse domingo um dos principais investigadores.

A comissão independente de inquérito das Nações Unidas sobre a Síria ainda não viu provas de que forças governamentais tenham utilizado armas químicas, as quais estão proibidas pelo direito internacional, disse Carla Del Ponte, membro da comissão.

“Nossos investigadores estiveram em países vizinhos a entrevistas vítimas, médicos e hospitais de campo e, segundo o seu relatório da semana passada que vi, há fortes e concretas suspeitas, mas não ainda prova incontroversa, da utilização do gás sarin, a partir do modo como as vítimas foram tratadas “, disse Del Ponte numa entrevista à televisão suíça-italiana.

“Isto foi utilizado por parte da oposição, os rebeldes, não pelas autoridades governamentais”, acrescentou ela, a falar em italiano. (” U.N. has testimony that Syrian rebels used sarin gas: investigator ,” Chicago Tribune, May 5, 2013, ênfase acrescentada)

Relatório da polícia turca: Terroristas do Al Nusrah apoiados pelos EUA possuem armas químicas

Segundo a agência de notícias estatal turca Zaman, o Diretoria Geral Turco de Segurança (Emniyet Genel Müdürlügü):

[A polícia] apreendeu 2 kg de gás sarin na cidade de Adana nas primeiras horas da manhã de ontem. As armas químicas estavam na posse de terroristas do Al Nusra que se acredita terem ido para a Síria.

O gás sarin é incolor, uma substância inodora que é extremamente difícil de detectar. O gás é proibido pela Convenção das Armas Químicas de 1993.

A EGM [polícia turca] identificou 12 membros da célula terrorista Al Nusra e também apreendeu armas de fogo e equipamento digital. Esta é a segunda confirmação oficial importante da utilização de armas química por terroristas da Al-Qaida na Síria após recentes declarações da inspectora Carla Del Ponte confirmando a utilização de armas químicas pelos terroristas na Síria apoiados pelo Ocidente.

A política turca está actualmente a efectuar novas investigações quanto às operações de grupos ligados à Al-Qaida na Turquia. (Para mais pormenores ver Gearóid Ó Colmáin, Turkish Police find Chemical Weapons in the Possession of Al-Nusra Terrorists heading for Syria, (Global Research.ca, May 30, 2013)

Quem cruzou a “Linha vermelha”? Barack Obama e John Kerry estão a apoiar uma organização terrorista na lista do Departamento de Estado.

O que se está a desenrolar é um cenário diabólico – o qual faz parte integral do planeamento militar dos EUA –, nomeadamente uma situação em que terroristas da oposição da Frente Al Nusrah aconselhados por empreiteiros ocidentais da defesa estão realmente na posse de armas químicas.

O Ocidente afirma que está vindo em resgate do povo sírio, cujas vidas alegadamente são ameaçadas por Bashar Al-Assad.

Obama não só “cruzou a linha vermelha” como está a apoiar a Al-Qaida. Ele é um Mentiroso e um Terrorista.

A verdade proibida, que as mídias ocidentais não revelam, é que a aliança militar EUA-Otan-Israel não só está a apoiar a Frente Al Nusrah como também está a disponibilizar armas química para forças rebeldes da sua “oposição” proxy.

A questão mais ampla é: Quem constitui uma ameaça para o povo sírio? O presidente Bashar al Assad da Síria ou o presidente Barack Obama da América, que ordenou o recrutamento e treino de forças terroristas que estão na lista negra do Departamento de Estado dos EUA?

Numa ironia amarga, segundo o Escritório de Contra-Terrorismo do Departamento do Estado dos EUA, o presidente Obama e o secretário de Estado John Kerry, para não mencionar o senador John McCain, podiam ser considerados responsáveis por “conscientemente proporcionar, ou tentar ou conspirar para isso, apoio material ou recursos para, ou envolver-se em transações com, a Frente al-Nusrah”.

O Departamento de Estado emendou o Foreign Terrorist Organization (FTO) e a Executive Order (E.O.) 13224 com as designações da Al-Qaida no Iraque (AQI) a fim de incluir os seguintes novos pseudônimos: al-Nusrah Front, Jabhat al-Nusrah, Jabhet al-Nusra, The Victory Front, e Al-Nusrah Front for the People of the Levant. As consequências de acrescentar a Frente al-Nusrah como nova denominação para a Al-Qaida incluem uma “proibição contra conscientemente proporcionar, ou tentar ou conspirar para proporcionar, apoio material ou recursos para, ou envolver-se em transações com a Frente al-Nusrah, e o congelamento de toda propriedade e interesses na propriedade da organização que estão nos Estados Unidos, ou venham a estar dentro dos Estados Unidos ou controle de pessoas dos EUA. (ênfase acrescentada)

O conselho do Departamento de Estado reconhece que de novembro de 2011 a dezembro de 2012:

“A Frente Al-Nusrah reivindico aproximadamente 600 ataques – que vão de mais de 40 ataques suicidas a armas pequenas e operações com dispositivos explosivos improvisados – em centros de cidade principais incluindo Damasco, Alepo, Hamah, Dara, Homes, Idlib e Dayr al-Zawr. Durante estes ataques numerosos sírios inocentes foram mortos.

O conselho também confirma que “os Estados Unidos efectuam esta acção [de por a Frente Al Nusrah na lista negra] no contexto do nosso apoio geral ao povo sírio. …

O que se deixa de mencionar é que a administração Obama continua a canalizar dinheiro e armas para a Al Nusrah em desobediência flagrante da legislação contra-terrorismo dos EUA.

O “intermediário” de Washington: O general Salim Idriss

O “intermediário” de Washington é o Chefe do Supremo Conselho Militar da FSA, general de brigada Salem Idriss (v. foto), o qual está em ligação permanente com comandantes militares da Al Nusrah.

O secretário de Estado John Kerry reúne-se com representantes da oposição síria. Responsáveis dos EUA reúnem-se com o general Idriss. Este último, a agir por conta do Pentágono, canaliza dinheiro e armas para os terroristas. Este modelo de apoio ao Al Nusra é semelhante àquele aplicado no Afeganistão pelo qual o governo militar paquistanês do general Zia Ul Haq canalizou armas para os jihadistas “Combatentes a liberdade” no auge da guerra soviética-afegã.

O apoio dos EUA a terroristas é enviado sempre através de um intermediário de confiança. Segundo um responsável da administração Obama: “Se bem que os Estados Unidos possam ter influência sobre o general Idris, não têm capacidade para controlar alguns jihadistas – como a Frente Nusra, a qual também está a combater forças do governo sírio”. ( New York Times, May 23, 2013 )

John McCain entra na Síria, em mistura com terroristas patrocinados pelos EUA

Enquanto isso, o senador John McCain “entrou na Síria [no princípio de junho] a partir da fronteira turca do país e permaneceu ali por várias horas … McCain encontrou-se com líderes reunidos de unidades do Free Syrian Army tanto na Turquia como na Síria”.

O papel contraditório do Conselho de Segurança das Nações Unidas

No fim de maio de 2013 o Conselho de Segurança da ONU acrescentou a Al-Nusrah à Lista de sanções da Al-Qaida do UNSC. Mas ao mesmo tempo, a decisão do Conselho de Segurança despreocupadamente descartou o facto, amplamente documentado, de que três membros permanentes do Conselho, nomeadamente o Reino Unido, a França e os EUA, continuam a proporcionar ajuda militar à Frente Jabbat Al Nusrah, em desafio ao direito internacional e à Carta das Nações Unidas.

Ver também:
• Deleted Daily Mail Online Article: “US Backed Plan for Chemical Weapon Attack in Syria to Be Blamed on Assad”

Fonte: Diário.Info via Vermelho

Maioria dos gregos é contra fim da TV e rádio públicas

Crédito:Divulgação

Os gregos estão contra o fecho da televisão e rádio públicas, Ellinikí Radiofonía Tileórasi (ERT), e opõem-se à antecipação das eleições parlamentares. Estes são os resultados de um inquérito à opinião pública, divulgado no domingo (16) por diversos veículos da imprensa nacional.


Segundo o jornal Greek Herald, 64,4% dos gregos estão contra o fechamento da ERT. Em relação às eleições, 57,1% não concordam com a sua antecipação.

No acordo de resgate alcançado pela Grécia, União Europeia e Fundo Monetário Internacional, Atenas comprometeu-se a dispensar até 2015 quinze mil funcionários públicos. 

O encerramento da ERT seria a primeira etapa desse processo. No entanto, funcionários da ERT e os principais veículos de comunicação social do país realizaram uma série de protestos contra a decisão.

O futuro da ERT deverá ser debatido nesta segunda-feira (17) entre os membros do governo.

Fonte: Rádio Internacional da China via Vermelho

O que move os defensores do Estatuto do Nascituro?

O que move setores da sociedade a tentar criar uma comoção nacional em torno de uma lei que dá direitos de pessoa humana a embriões, que podem nem se desenvolver ou serem gerados de forma violenta, sem o consentimento da mulher ou da menina vítima de estupro? O que leva esse mesmos setores a pregarem tamanha intolerância ou, no mínimo, omissão quando se trata de crianças e adolescentes que existem de fato e de direito abandonados à própria sorte?

O projeto de lei 478/2007, que ficou conhecido com Estatuto do Nascituro, foi aprovado na comissão Finanças e Tributação da Câmara Federal, apesar de já ter sido apontada sua inconstitucionalidade, inclusive no que diz respeito especificamente aos artigos 165, 167 e 169 da Constituição Federal.

Num momento em que os setores mais reacionários da sociedade defendem a redução da maioridade penal por declararem-se extremamente ameaçados ao conviver com crianças e adolescentes que podem ser um risco às suas vidas e ao seu patrimônio, eles querem que as mulheres e as meninas estupradas que engravidarem, além de não poderem decidir se querem ou não gerar o filho do estuprador, ainda tenham que conviver com ele!

Apenas esquecem que as crianças e adolescentes a quem eles temem são fruto histórico da má distribuição de renda e da falta de oportunidades impostas às classes trabalhadoras.

O projeto prevê, ainda, que o estuprador deverá reconhecer a paternidade e com isso ganhar os direitos de pai, podendo além de impor sua presença à mulher ou menina estuprada, ainda requerer guarda compartilhada, inclusive se a mulher estuprada for casada!

Legitima-se o estupro e ainda premia-se com um salário mínimo!

Aos direitos de seres humanos já constituídos – mulheres e meninas estupradas ou com gravidez de risco – sobrepõe-se o de uma potencial forma de vida que não se pode afirmar se virá a se constituir totalmente, restando àquelas a única opção de serem tratadas como meras incubadoras.

Terão que sofrer procedimentos dolorosos e invasivos se for constatado que o embrião tem alguma anomalia, para que os direitos à sua provável existência humana sejam garantidos, mesmo que isso signifique um risco à vida dessas mulheres e meninas.

Uma anomalia política e ética contra a democracia no que tange os direitos das mulheres.

O que move tamanha desonestidade política e ética dessas pessoas que se mobilizam para reconhecer em lei o direito de um embrião à proteção do estado, mas preferem tratar como caso de polícia milhares de crianças e adolescentes que não tiveram o direito à educação na idade certa, à saúde, à alimentação, à cultura, ao esporte e ao lazer, a um lar, a uma infância?

Fecham os olhos e o coração para a dívida histórica com a população que não teve igualdade de oportunidades e que muitos e muitas, por isso, tiveram suas vidas depositadas nas mãos da criminalidade. Não conseguem reconhecer a humanidade dos milhares de crianças e adolescentes contra quem dirigem a sua sanha “justiceira”. Mas do embrião in vitro, sim!

O embrião tem direitos à assistência à saúde, direito patrimonial, direito a uma pensão até a maioridade, que devem ser garantidos pelo estado!

O estupro é legalizado e premiado!

Às mulheres e meninas a criminalização e o cerceamento ao direito de autonomia em relação ao seu próprio corpo!

Historicamente as mulheres são os principais alvos das campanhas virulentas dos setores retrógrados e reacionários que não toleram sua própria incompetência e falta de vontade em conduzir a humanidade rumo a uma sociedade solidária, justa e fraterna.

Só conseguem produzir a segregação, o preconceito, a intolerância, o ódio, travestidos em seus dogmas de classe.

Move-se a roda do retrocesso do processo civilizatório!

oc isis tavaresIsis Tavares é presidenta da CTB-AM e do Sinteam (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas).
Fonte: Portal CTB

Honduras será livre e socialista, diz Xiomara ao candidatar-se

Em uma atmosfera festiva e diante de delegações de toda América Latina, o povo hondurenho acompanhou, ontem, domingo (16) o lançamento da candidatura de Xiomara Castro à presidência da República. A candidata anunciou que se ganhar as eleições gerais impulsionará no país “o socialismo democrático” e a Assembleia Nacional elaborará uma nova Constituição.


Fortemente ovacionada, Xiomara, que se candidata pelo partido Libre, apresentou seu plano de governo. Em seu discurso, agradeceu a resistência do povo Honduras e ressaltou que “a longa hegemonia do bipartidarismo está prestes a acabar”. E acrescentou: “como uma candidata livre, expresso minha eterna gratidão à resistência hondurenha. Liberdade e reforma!”, bradou.

Leia também:
Honduras busca recuperar dignidade, diz candidata à presidência
Mulher de Zelaya é favorita na corrida presidencial de Honduras

Sobre a nova Constituição, afirmou que em seu Artigo Primeiro estará que “O Estado de Honduras é livre e independente de qualquer potência ou governo estrangeiro, e não será jamais patrimônio de nenhuma família nem pessoa”.

Xiomara Castro, que foi primeira-dama de Honduras durante o mandato de Manuel Zelaya e lidera as pesquisas eleitorais.

Da Redação do Vermelho - Vanessa Silva

Foto: Divulgação do Partido Libre 

Se liga Dilma: a mídia é o partido da oposição

As manchetes da mídia buscam criar um clima de crise (a palavra mais proferida pela mídia, junto com a de caos), visando desgastar a imagem do governo, artificialmente, a partir de dificuldades reais. Para aumentar a dimensão do problema, o governo revela não ter uma politica de comunicações para desmentir as diárias falácias que a mídia lança. 

Por Emir Sader, na Carta Maior


A proximidade da campanha eleitoral aumentará a guerra no plano das comunicações. Não basta o governo governar bem. É preciso democratizar os canais de comunicação, ouvir e falar o tempo todo. 

Dilma buscou uma relação de boa convivência com a mídia privada. Afirmou que preferia uma imprensa barulhenta que uma imprensa calada, como na ditadura. Fez acenos para uma convivência pacifica.

A mídia fez que aceitou, cobrando como preço o distanciamento do Lula. Quando a mídia percebeu que a ligação entre os dois é inquebrantável, retomou um clima de guerra contra ela e seu governo.

As manchetes da mídia buscam criar um clima de crise (a palavra mais proferida pela mídia, junto com a de caos), visando desgastar a imagem do governo, artificialmente, a partir de dificuldades reais. A própria Dilma faz uma resenha dessas manipulações, recordando o caos energético, como modelo de manipulação, cujas previsões se revelaram totalmente falsas.

As manipulações em torno do suposto descontrole inflacionário. Adeptos do governo que levou a inflação no Brasil à casa dos 4 dígitos, querem aparecer como os defensores da estabilidade monetária.

Buscam igualmente passar a ideia de que não temos o governo competente que se impôs pela sua eficiência, mas uma presidenta supostamente incapaz de enfrentar os problemas do Brasil.

Para aumentar a dimensão do problema, o governo revela não ter uma politica de comunicações – é a politica da não politica -, para desmentir as diárias falácias que a mídia lança contra o governo. Para transmitir a posições do governo. Para abrir os espaços indispensáveis, para que a Dilma e todo o governo, possa falar e ouvir constantemente o povo.

Toda vez que a Dilma fala, os resultados são muito positivos, confirmando que o governo tem o que dizer, faltam canais de comunicação. Além de que não se conhecem porta-vozes que estejam, constantemente, falando ao povo o que o governo tem a dizer.

A proximidade da campanha eleitoral aumentará a guerra no plano das comunicações. Não basta o governo governar bem. É preciso expandir, democratizar os canais de comunicação, ouvir e falar o tempo todo.

Se liga, Dilma! Seja um pouco mais bolada na vida real. Vai ser bom pro governo. E povo vai gostar!

*Sociólogo e cientista social, mestre em filosofia política e doutor em ciência política pela Universidade de São Paulo (USP)


Fonte: Vermelho

Para onde vai a onda das manifestações?

por Pablo Villaça, no Diário de Bordo
Hoje participei da manifestação que ocorreu em Belo Horizonte e sinto-me à vontade para dizer algo: Geraldo Alckmin conseguiu o que queria e entrou para a História do Brasil. Não como sonhava entrar, mas seu nome já está garantido ao menos como nota de rodapé nos livros didáticos.
Explico: até a noite de quinta-feira, 13 de junho, o movimento que ocorria pontualmente ao redor do Brasil em protesto ao aumento das passagens de ônibus era algo relativamente difuso, sem muito potencial para crescimento. Havia duas opções de desfecho: as passagens seriam reduzidas (como ocorreu em Porto Alegre) e tudo voltaria ao normal ou eventualmente a negativa das empresas e do governo deixaria claro que nada poderia ser feito quanto à questão. No entanto, a partir do instante em que Alckmin agiu como Alckmin (e Serra) e ordenou que a PM reprimisse a manifestação popular com força desproporcional, catalisou um processo que talvez levasse um tempo infinitamente maior para se cristalizar. Ninguém gosta de um bully – e o governo tucano, como já havia se mostrado em tantas outras ocasiões (com professores da rede pública, estudantes da USP, habitantes do Pinheirinhos e até mesmo com a Polícia Civil), não hesita em se entregar ao bullying sempre que questionado.
Desta vez, porém, Alckmin errou feio seu cálculo e criou um monstro que se espalhou por todo o país. A partir de quinta-feira, a questão definitivamente já não girava mais em torno de 20 centavos ou mesmo do transporte público livre; era uma questão de cidadania. E, como tal, deixou também de ser algo contra o governo tucano ou a prefeitura petista, passando a ser um grito de revolta generalizado, um berro de “chega!”.
Mas “chega” o quê?
E foi esta pergunta que vi tantos jovens se fazendo durante o manifesto em BH – mesmo que não percebessem o questionamento. Assim, voltei para casa feliz por testemunhar o despertar de uma juventude repleta de potencial, mas também inquieto por perceber claramente que ela não tem ainda uma ideia muito clara do que está fazendo ou de como prosseguir.
O que resulta numa combinação muito, muito perigosa.
(Aqui peço licença para um breve flashback pessoal para estabelecer por que me julgo detentor de certa experiência para discutir a questão: em 1992, depois de fundar e presidir por dois anos o grêmio do colégio no qual estudava – Promove Savassi -, fui eleito em assembleia estudantil como líder do movimento secundarista no Fora Collor. Como tal, participei da organização das manifestações em Belo Horizonte, discursei em carro de som na Praça da Liberdade e na Praça Sete e fui o rosto de meus colegas sempre que uma entrevista à imprensa era necessária – e certamente há fitas embaraçosas nas emissoras mineiras que trazem meu rosto moleque tentando parecer sério enquanto discute os motivos que tornavam necessária a saída do Presidente. Na época, fui um dos estrategistas do movimento em Minas, ajudando a decidir datas, locais e focos de protesto – e mais tarde presidiria o DA da faculdade até abandonar o movimento estudantil ao perceber que precisava me focar nos estudos. Não sou, portanto, um mero palpiteiro, creio eu. Fim do flashback.)
Ao caminhar entre a multidão de milhares de pessoas neste sábado, percebi duas coisas muito óbvias: uma imensa empolgação e uma preocupante falta de foco.
A primeira é fácil compreender: há anos a juventude não ia às ruas – e, como toda geração, eventualmente era inevitável que ela se questionasse acerca de sua própria revolução. A geração anterior teve o “Fora Collor!”; antes dessa, houve a luta contra a Ditadura. O que a geração pós-anos 90 tinha para protestar, porém? Quando e como poderia extravasar o impulso rebelde que faz parte do DNA jovem e que é algo tão belo e fundamental para o avanço da Humanidade?
Os últimos dias trouxeram esta oportunidade – e não é à toa que um jovem amigo pelo qual tenho imenso carinho me enviou uma mensagem por telefone na qual dizia, em parte, “estar em êxtase” após a passeata. Como não estaria? Lembro-me de meus dias de líder estudantil e ainda sinto o calor nostálgico da sensação de dever cumprido: como tantos antes de mim, eu estava deixando minha marca na História.
É um sentimento lindo, único, precioso. E sinto-me privilegiado por ter testemunhado o brilho que este trouxe aos olhos de tantos jovens hoje em Belo Horizonte. Eu olhava ao meu redor e via este êxtase em todos os rostos lisos que me cercavam – e sentia a vontade de abraçá-los com força e dizer: “Eu sei. É lindo, não é?”.
Sim, é lindo.
Mas eu também me sentia inquieto ao observar que, ao lado da euforia, havia uma clara dispersão de objetivos. Assim, puxei papo com vários jovens e observei atentamente os cartazes que carregavam.
“Pela humanização das prostitutas!”
“O corpo é meu! Legalizem o aborto!”
“Fora, Lacerda!”
“Viva o casamento gay!”
“Passe Livre já!”
“Passagem a 2,80 é assalto!”
“Pelo fim da PM no Brasil!”
“Cadê a Dilma da guerrilha?”
“Fuck you, PSTU!”
“Aécio NEVER!”
“Não à Copa no Brasil!”
E por aí afora. Era um festival desconjuntado de causas, ideologias e revoltas. Os cartazes tratavam dos sintomas, não da doença – e ao berrarem os sintomas pelas ruas de BH em vez de identificarem a patologia que os provocavam, aqueles jovens pareciam felizes, sim, mas também um pouco perdidos.
Passei a caminhar silencioso pela multidão. Sentia a energia gostosa, positiva, da ação juvenil, mas mergulhava cada vez mais em uma reflexão preocupada sobre o que via. Seria apenas um sinal dos tempos? Uma revolução do tempo das redes sociais, nas quais você pode “curtir” uma mensagem, uma causa, a cada segundo? Havia, sim, um componente de hiperlink até nos bordões cantados pela massa: um refrão sobre os ônibus levava a outro sobre a PM que levava a outro sobre a Copa que levava a outro sobre Lacerda que levava a outro sobre…
… sobre o quê?
Ao chegar em casa, manifestei esta dúvida no Twitter e alguns jovens imediatamente responderam: “Ninguém nos representa!” e “Sim, estamos contra tudo!”.
Mas “estar contra tudo” não é ideologia.
E sem ideologia não há movimento que se sustente. Ou, no mínimo, que se sustente de maneira consistente – o que abre espaço para a manipulação.
Foi isto, enfim, que me angustiou profundamente.
Vivemos em tempos perigosos: a direita religiosa se torna cada vez mais influente e as grandes empresas da mídia já perceberam que o PSDB não é uma oposição viável – e, assim, decidiram ser elas mesmas a Oposição. Não é à toa que, contradizendo todos os índices econômicos divulgados por órgãos independentes, a Globo, a Foxlha, a Veja e o Estadão vêm pintando um quadro de instabilidade crescente: inflação alta, dólar alto, PIB decrescente e por aí afora, pintando um país em crise que, sejamos honestos, não corresponde ao que vemos todos os dias nas ruas.
Enquanto isso, o aliado histórico dos movimentos populares, o PT, parece ter se esquecido de suas origens: tímido em sua resposta à brutalidade da PM, Haddad apenas embaraçou-se ao relativizar os excessos da polícia – e sua proposta de se reunir com as lideranças do movimento Passe Livre vem tardio, já que estas já não representam mais as massas na rua. Enquanto isso, Dilma é vaiada num estádio lotado por representar o poder – mesmo que, há pouco tempo, tenha oferecido subsídios justamente para diminuir as passagens de ônibus que, ironicamente, serviram como estopim da revolta.
Ora, se o PT não é visto mais como representante popular pelos manifestantes (e nem tem projeto que o aproxime da juventude) e o PSDB é claramente a mão pesada da repressão, para onde os jovens podem se voltar? Além disso, como não têm uma causa específica a defender, estes empolgados rapazes e moças criam um problema impossível, já que não há solução viável que os acalme. Como resultado, surge apenas um clima imponderável de insatisfação política generalizada – um clima complexo, intenso, raivoso e insolúvel.
É deste tipo de contexto que nascem os golpes.
E esta não seria uma solução que desagradaria os barões da mídia – lembrem-se das manchetes dO Globo pós-golpe em 64.
Claro que esta não é a única resolução possível para o quadro que se desenha. Uma revolução sem foco é uma revolução em busca de um líder, de um emblema, de uma figura messiânica. E não há, hoje, uma estrutura política mais equipada para preencher este vácuo que a direita religiosa.
A guinada reacionário-fascista, portanto, é uma possibilidade nada absurda para este movimento que nasce tão bem intencionado.
Isto, aliás, é que me deixa tão preocupado: os jovens que vi hoje na rua eram… lindos. Lindos. Felizes em seu papel democrático, acreditavam estar desempenhando uma função histórica fundamental. E estão. Mas se não surgir um foco para esta embrionária revolução, o perigo para que ela se desvirtue e seja cooptada pelo que temos de mais reacionário, conservador, atrasado e estúpido é real e imediato.
E veríamos, então, a destruição dos resultados trazidos por dez anos de um projeto político voltado de forma inédita para o crescimento social dos miseráveis. Ninguém duvida que, do ponto de vista social, o Brasil de 2013 seja infinitamente melhor que o de 2003. Mas se esta massa juvenil maravilhosa não encontrar o foco necessário, corremos um grande risco de regressarmos a 1993.
Foi isto, afinal, que me deixou tão triste após uma tarde de alegria ao lado daqueles admiráveis jovens.

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Fonte: Blog O Escrevinhador - http://www.rodrigovianna.com.br