quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Explosão em mina na Rússia mata 18 trabalhadores


Vorkutínskaya
 Equipes de salvamento na mina Vorkutínskaya, no Círculo Polar Ártico

Pelo menos 18 trabalhadores morreram na segunda-feira (11) em consequência de uma explosão em uma mina de carvão em Vorkutá, cidade no norte do círculo polar ártico, informou o Ministério do Interior da Rússia.


 "Segundo os relatórios que tínhamos para as 14h20 de Moscou (8h20 de Brasília), morreram 18 pessoas, dez das quais já foram retiradas para a superfície", disse um porta-voz do Ministério.

O acidente, uma explosão de metano, aconteceu na mina Vorkutínskaya à 4h28 de Brasília de hoje, segundo os dados divulgados pelo Ministério para Situações de Emergência da Rússia.

Fontes policiais locais informaram que 242 trabalhadores conseguiram sair à superfície imediatamente após a explosão, que aconteceu a uma profundidade de 800 metros.

As equipes de socorro resgataram três mineiros feridos, cujo estado foi avaliado pelos médicos como menos grave.

O ministro de Emergência, Vladimir Puchkov, anunciou que as famílias das vítimas mortas receberão uma indenização de 2 milhões de rublos, cerca de R$ 130 mil.

"Para nós agora o importante é a operação de resgate. O assunto das indenizações será resolvido depois", disse um porta-voz da Vorkutaugliá, a companhia proprietária da mina.

Vorkutínskaya já foi palco de vários acidentes. O mais grave deixou 59 mortos e aconteceu em 20 de fevereiro de 1964, quando a mina ainda se chamava Kapitálnaya.

Com agências via Vermelho

Diversidade folclórica marca carnaval boliviano de Oruro


Danças que mostram a riqueza cultural e folclórica da Bolívia se fizeram presentes neste sábado (9)  para dar início ao carnaval, um espetáculo sem igual em todo mundo.


 

Morenadas, llameradas, diabladas, caporales, kullawadas, doctorcitos, tobas e muitas outras danças dão cor e ritmo à central, Avenida 6 de agosto, da cidade de Oruro, capital do folclore boliviano.

Desde bem cedo começou o desfile dos grupos artístico-danzarios que dão vida e cor a uma festa - metade religiosa e metade pagã- declarada em 2001 como "Obra Mestre do Patrimônio Oral e Intangível da Humanidade" pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Mais de 50 fraternidades percorrerão, ao som das bandas, cerca de quatro quilômetros desde a partida, na zona norte da cidade, até chegar aos pés da Virgen do Socavón, para venerar a padroeira do lugar, à quem dedicam desfiles e coreografias.

O carnaval de Oruro não só é um dos mais destacados da Bolívia, senão que tem sido qualificado entre os mais dez importantes do planeta.

As lutas entre o bem e o mau, a presença dos pecados capitais, as dança de origem afroamericana estão muito presentes em uma manifestação de cultura viva e de folclore único, que também honra a Pachamama (Mãe terra).

Desde bem cedo as ruas ficam abarrotadas do público desejoso de desfrutar de um festejo no qual participam e se divertem velhos e crianças de toda classe social.

O de Oruro está considerado entre os dez melhores carnavais do mundo, junto ao do Rio de Janeiro (Brasil), Veneza (Itália), Barranquilla (Colômbia), Nova Orleans (Estados Unidos), Nice (França), Notting Hill (Inglaterra), Tenerife, Cádiz e Sitges na Espanha.

O carnaval de Oruro também tem ultrapassado fronteiras, pois em vários países da Europa e da América do Norte os emigrantes bolivianos organizam festas nesta data para mostrar a riqueza cultural de sua pátria.

Fonte: Prensa Latina via Vermelho

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Prefeito afirma que todos os canais de Itabuna passarão por limpeza


O prefeito de Itabuna, Claudevane Leite, disse nesta segunda-feira, em entrevista à TV Cabrália, que a Prefeitura vai fazer a limpeza de todos os canais de macrodrenagem da cidade dando continuidade aos serviços que se iniciaram pelo canal do Bairro São Caetano. Vane fez um balanço das ações emergenciais adotadas em decorrência das fortes chuvas do final de semana e das ações que a administração vem executando desde o início, que priorizaram a coleta de lixo e entulhos, a recuperação da iluminação pública e dos serviços de Saúde.

O prefeito concedeu entrevista à repórter Silmara Souza no programa Alerta Total, quando informou que abrirá licitação para a contratação de empresa para fazer a limpeza de todos os canais. Vane lembrou que se não fossem os serviços executados no São Caetano teriam sido graves as consequências do transbordamento do principal canal do bairro, na noite de sexta-feira, que atingiu a baixada das ruas São José, Monte Alto, Castro Alves e São Paulo, obrigando a remoção pelos moradores de móveis para andares superiores ou residências de vizinhos e parentes. 

Como a cheia do Rio Cachoeira foi parcial, Vane disse que houve pouca gente desabrigada ou a necessitar de maior atenção do poder público, mas os titulares e profissionais da Sedur, Emasa e Defesa Civil estiveram de prontidão para atender solicitações e socorrer desalojados. “O nosso povo é bom e solidário e ajudou-nos a socorrer as pessoas”, comentou o prefeito, acrescentando que a Prefeitura fez a remoção de algumas famílias para locais seguros, principalmente aquelas residentes em áreas de risco.

Vane comentou que a Defesa Civil teve muitas dificuldades em alguns locais para remover famílias atingidas por deslizamento de terra ou alagamento que não quiseram sair, apesar do risco. “Muitos atenderam o apelo feito pelos técnicos, mas outros não deram ouvidos. Vamos fazer um trabalho de convencimento para mostrar que o bem maior é a vida".

Além da limpeza e iluminação da cidade, Vane disse que a Saúde está sendo recuperada, anunciou a reinauguração de quatro unidades básicas de saúde para os próximos dias e que toda a rede brevemente estará atendendo a população, sendo necessária a contratação de profissionais para o setor.  “Mesmo com o caos administrativo e financeiro que herdamos essas são as nossas atuais prioridades. Tudo dará certo mesmo com alguns torcendo contra Itabuna. Podem ficar tranquilos que trabalhamos com muito afinco”, sustentou o prefeito.

Fonte: ASCOM/Prefeitura 

Agressão imperialista à Síria; Crime que exige condenação


O ataque israelita nos arredores da capital, Damasco, foi "um acto de agressão ilegal e ilegítimo, contra um país soberano, que não pode ficar impune e deve ser prontamente condenado pelos governos e instituições internacionais", considera o Partido Comunista Português.


Em nota à imprensa divulgada um dia depois da força aérea de Israel "violar o espaço aéreo e a integridade territorial da Síria" bombardeando um complexo de investigação militar sírio, o PCP lembrou, igualmente, "que à luz da Constituição da República", o "Governo português está obrigado a condenar" o ato, indissociável e revelador, acrescenta-se, "dos reais planos das principais potências imperialistas da NATO e das ditaduras monárquicas do Golfo Pérsico de desestabilização, ingerência externa e agressão contra a Síria", provocação que, "se não for imediatamente travada e cabalmente condenada", encerra "enormes perigos para a paz e para os povos da região", aduz-se ainda no texto.

Reagindo igualmente ao ataque israelita do dia 30 de janeiro passado, o Conselho Português para a Paz e a Cooperação notou que "esta atuação de Israel agrava e alarga ainda mais o conflito sírio, (...) gerado e alimentado por interesses e potências exteriores – à revelia do governo legítimo e das forças sociais e políticas sírias – que, com financiamento, equipamento, e orquestrada cobertura diplomática e mediática, são responsáveis pela atuação quotidiana das denominadas “forças da oposição”, sobre as quais todos os dias surgem evidências de responsabilidade de massacres de civis e inúmeros outros crimes".

Travar a barbárie
Já no domingo (3), o presidente sírio, Bashar Al-Assad, acusou Israel de pretender desestabilizar e enfraquecer o país. De acordo com a agência estatal Sana, Assad também manifestou confiança de que a Síria, "apoiada pela lucidez do seu povo, o poder do seu exército e o seu compromisso com a política de resistência, será capaz de enfrentar qualquer agressão contra o seu povo".

Israel não confirmou oficialmente os bombardeamentos, mas nos dias que antecederam o ataque o governo sionista insistiu no risco que representava a transferência de armas para o movimento libanês Hezbollah.

As mesmas suspeitas (a carecerem de provas, diga-se), foram, já depois do raide aéreo, usadas pelos EUA para justificarem a operação militar israelita. À AFP, o secretário da Defesa norte-americano, Leon Panetta, garantiu que Washington trabalha em estreita colaboração com a Jordânia, a Turquia e Israel com o objectivo de manter controlado o arsenal sírio.

A internacionalização do conflito sírio é uma estratégia clara do imperialismo, que no final de janeiro comunicou com foguetório a conclusão da instalação das seis primeiras baterias de mísseis da NATO na Turquia.

Envolver e instigar nações vizinhas numa guerra contra a Síria é um intuito tanto mais claro quanto é o próprio Conselho Nacional Sírio quem, esta semana, admitiu, uma vez mais, em entrevista difundida pela RT, que o conflito não se resolve no campo de batalha e em resultado da ação dos grupos armados, mesmo que estes, como sublinhou o enviado da ONU e da Liga Árabe, Lakhdar Brahimi, "destruam o território perante os nossos olhos".

Brahimi proferiu estas declarações horas depois de terem sido encontrados dezenas de cadáveres de homens executados numa zona da cidade de Aleppo, previamente ocupada pelos bandos terroristas.

Fonte: Avante! via Vermelho

NA ARTE DE LATUFF, JESUS CELEBRA QUEDA DO PAPA


Cortadores de cana adoecem e morrem por trabalho excessivo


Os atestados de óbito de cortadores de cana geralmente declaram razões desconhecidas ou parada cardiorrespiratória, segundo a Pastoral do Migrante de Guariba, no interior de São Paulo. Mas alguns deles podem trazer como causa um acidente vascular cerebral (derrame), edema pulmonar ou hemorragia digestiva, entre outras.


No entanto, para Francisco da Costa Alves, professor e pesquisador do Departamento de Engenharia de Produção da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), as mortes são o desfecho da exaustão causada pelo trabalho excessivo exigido pelo sistema de pagamento por produção.

Antes de matar, o sistema provocou problemas respiratórios, musculares, sérias lesões nas articulações pelo esforço repetitivo, entre outros. “Essa forma de remuneração, que leva o cortador a trabalhar mais e mais, em longas jornadas, com alimentação e hidratação inadequadas, está na raiz do adoecimento e morte desses trabalhadores”, disse. 

Nesse sistema antigo, que já era criticado no final do século 18 por ser perverso e desumano, os trabalhadores recebem conforme produzem, tendo a responsabilidade pelo ritmo do seu trabalho. Ganham mais conforme a produção. Como trabalham pela subsistência, se submetem a esse ritmo cada vez mais intenso para melhorar suas condições de vida. 

Trabalho dilacerante

Conforme Francisco Alves, que há mais de 20 anos pesquisa a produção no setor canavieiro, o excesso de trabalho pode ser demonstrado pela rotina dos bóias frias. Para a produção diária de seis toneladas, eles têm de cortar a cana rente ao solo para desprender as raízes; cortar a parte onde estão as folhas verdes, que por não ter açúcar não servem para as usinas; carregar a cana cortada para a rua central e arrumá-la em montes.

Segundo o pesquisador, tudo isso é feito rápida e repetidamente, a céu aberto, sob o sol e calor, na presença de fuligem, poeira e fumaça, por um período que varia entre 8 e 12 horas. Para isso, eles chegam a caminhar, ao longo do dia, uma distância de aproximadamente 4.400 metros, carregando nos braços feixes de 15 quilos por vez, além de despender cerca de 20 golpes de facão para cortar um feixe de cana. Isso equivale a aproximadamente 67 mil golpes por dia. Isso tudo se a cana for de primeiro corte, ereta, e não caída, enrolada. Do segundo corte em diante, há mais esforço.

O gasto energético ao andar, golpear, agachar e carregar peso torna-se ainda maior devido à vestimenta com botina de biqueira de aço, perneiras de couro até o joelho, calças de brim, camisa de manga comprida com mangote de brim, luvas de raspa de couro, lenço no rosto e pescoço e chapéu, ou boné, quase sempre sob sol forte. Com isso, eles suam abundantemente, perdendo muita água e sais minerais.

Desidratação

A desidratação provoca câimbras frequentes, que começam pelas mãos e pés, avançando pelas pernas até chegar ao tórax – as chamadas birolas. Provocam fortes dores e convulsões. Para tentar evitar o problema e garantir maior produção, algumas usinas distribuem soro fisiológico e, em alguns casos, suplementos energéticos. E há casos em que os próprios trabalhadores procuram um hospital na cidade, onde recebem soro na veia. 

“Ademais, o excesso de trabalho não é realizado apenas para alcançar esse salário, mas também para atingir as próprias metas fixadas pela usina (cerca de 10 a 15 toneladas diárias), a fim de garantir ao trabalhador que lhe seja oferecido a vaga na próxima safra.

E, para que o trabalhador possa atingir essa meta, é obrigado a trabalhar invariavelmente cerca de 10 horas diárias, senão mais”, escreveu o juiz Renato da Fonseca Janon, da Vara do Trabalho de Matão, em sua sentença do final do ano passado que proibiu a Usina Santa Fé S.A., de Nova Europa, na região de Araraquara, a remunerar seus empregados do corte de cana por unidade de produção. A decisão, inédita, baseou-se em pesquisas coordenadas por Francisco Alves, além de outros pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Para complicar, esse sistema de pagamento impede a adoção da norma regulamentadora (NR) 31, considerada um avanço para a segurança e saúde dos trabalhadores rurais por obrigar o uso de equipamentos de proteção individual. É o caso de óculos de proteção contra as cortantes folhas da cana, que causam muitos ferimentos nos olhos. Só que para serem limpos da poeira e da fuligem, exigem a interrupção da produção. 

Mudanças
Para Alves, a mudança do pagamento por produção para um salário fixo depende de um longo processo de discussão e reflexão da situação. Enquanto o fim do pagamento associado à produção representa saúde, envelhecimento digno e mais vida, muitos trabalhadores o entendem como redução dos ganhos. No entanto, cortadores mais velhos, que já não têm o mesmo vigor dos mais jovens, e mulheres, que têm outra jornada de trabalho em casa, aceitam ganhar um salário fixo mesmo que seja inferior ao que ganhariam por produção.

Segundo a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de São Paulo, os valores da tonelada de cana cortada variam entre R$ 3,80 e R$ 4. E o piso salarial mensal, regional, varia entre R$ 775 e R$ 840 para uma jornada semanal de segunda a sexta-feira, das 7h às 16h20. “Para se sustentar e à sua família, o cortador de cana deveria ter um piso correspondente a pelo menos três salários mínimos (R$ 2.034)”, disse Roberto dos Santos, secretário geral da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Estado de São Paulo (Fetaesp).

De acordo com o dirigente, não há no momento nenhuma opção que permita ao trabalhador ganhar o suficiente. “É claro que seria mais vantajoso um piso salarial superior ao que se ganha por produção, mas essa forma de pagamento ainda é a que permite ganho maior e por isso os trabalhadores sempre se manifestam favoráveis a esse sistema.” 

Mecanização

Os patrões propõem a mecanização do corte da cana, que elimina o problema, mas também acaba com os empregos. Estima-se que só em São Paulo sejam 200 mil os que perderão o trabalho. Por isso, Alves defende políticas de curto prazo, elaboradas pelo conjunto da sociedade, para a qualificação desses trabalhadores que ocuparão parte dos empregos na agricultura mecanizada. Só que não haverá vagas para todos: uma colheitadeira faz o serviço de 80 trabalhadores.

Ele estimam ainda que, com a mecanização, 20% da terra hoje tomada pela cana em São Paulo não poderá mais ser usada com essa finalidade. “Uma alternativa é que os municípios, que têm o direito constitucional de decidir o que fazer com suas terras, decidam com seus moradores se vão destiná-las à produção de alimentos ou recompor florestas nativas, que permitem a recomposição de mananciais”, disse. “Outra é a reforma agrária, política pública mais barata, capaz de proporcionar trabalho e renda para esses trabalhadores da cana.”

Fonte: MST via Vermelho

China passa os EUA e é a maior potência comercial do planeta


PIB da China
     

A China tornou-se a primeira potência comercial do planeta em 2012, no que economistas consideram um momento histórico. Medido pela soma de exportações e importações de mercadorias, a potência asiática pela primeira vez superou os Estados Unidos, em nova mostra de seu persistente crescimento na economia mundial. 

Por Assis Moreira
 


Os EUA totalizaram US$ 3,82 trilhões de exportações e importações. Já a China totalizou US$ 3,87 trilhões, segundo as últimas estatísticas divulgadas pelos dois países.

A China já era o maior exportador do mundo desde 2009. Agora surge como maior nação comerciante, mas ainda não é o maior importador global. Os EUA importaram US$ 2,2 trilhões de mercadorias, enquanto a nação asiática importou US$ 1,8 trilhão.

Na cena comercial em Genebra, em todo caso, mais importante é que os últimos dados das três maiores economias mostram uma retomada do crescimento.

A China e os EUA tiveram forte alta nas exportações. E a Alemanha teve seu segundo maior recorde de vendas externas em 60 anos, obtendo um saldo comercial de US$ 188 bilhões no ano passado.


Fonte: Valor Econômico via Vermelho