terça-feira, 6 de novembro de 2012

Morre Carmélia, Rainha do Baião


Filha de nordestinos, a carioca Carmélia Alves cresceu ouvindo os ritmos da região, e, nos anos 1950, ganhou o título de Rainha do Baião, na Rádio Nacional, pela interpretação de músicas de compositores como Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira e gravações com instrumentistas como o acordeonista paraibano Sivuca, a quem “descobriu” no Recife e levou ao Rio de Janeiro. 

Por Clóvis Campêlo, em Jornal do Commercio 


Ela morreu na noite de sábado, aos 89 anos, de câncer. Morava há dois anos no Retiro dos Artistas, onde seu corpo foi velado, na manhã de ontem, com enterro previsto para ocorrer no cemitério do Pechincha.

“A última vez que a vi, no Retiro, há três meses, ela não estava bem, mas me reconhecia, apesar do Alzheimer. Quando eu voltei de uma viagem, há uns dez dias, estava em coma, hospitalizada. Ela falava sobre fazermos shows. Só soube que estava com câncer recentemente”, contou a amiga Ellen de Lima.

Carmélia Alves Curvello começou cantando à Carmen Miranda, sua grande inspiração, nos anos 1940. Foi eleita a melhor crooner do Rio, quando fazia shows no Hotel Copacabana Palace, o palco mais elegante da cidade. Participou dos mais importantes programas das rádios Mayrink Veiga e Nacional, além de filmes, e gravou com os conjuntos de Benedito Lacerda e Severino Araújo.

O baião Sabiá na gaiola (Hervé Cordovil/ Mário Vieira) lhe deu sucesso nacional, e os LPs que viriam (mais de 50, vários por ano) a consagraram como uma das intérpretes mais populares do país na época. A “corte do baião” era então formada por Gonzaga, o rei, ela e Claudette Soares, a princesa. Mas Carmélia também cantava sambas, frevos, polcas, chulas e marchas.

Com o marido, o cantor Jimmy Lester, fez seguidas turnês internacionais. Eles foram casados por mais de 50 anos e não tiveram filhos. A morte de Jimmy, em 1998, fez Carmélia cair em depressão, mas nos anos 2000 ela estaria de volta com Ellen, Violeta Cavalcanti e Carminha Mascarenhas no show Cantoras do Rádio – Estão voltando as flores.

Fonte: Vermelho

Frei Betto: A morte anunciada dos Guarani-Kaiowá


A Justiça revogou a ordem de retirada de 170 índios Guarani-Kaiowá das terras em que habitam no Mato Grosso do Sul. Em carta à opinião pública, eles apelaram: "Pedimos ao governo e à Justiça Federal para não decretar a ordem de despejo, mas decretar nossa morte coletiva e enterrar nós todos aqui. Nós já avaliamos a nossa situação atual e concluímos que vamos morrer todos, mesmo, em pouco tempo”.

Por Frei Betto, na Adital


A morte precoce, induzida – o que nós, caras-pálidas, chamamos de suicídio – é recurso frequente adotado pelos Guarani-Kaiowá para resistirem frente às ameaças que sofrem. Preferem morrer que se degradar. Nos últimos vinte anos, quase mil indígenas, a maioria jovens, puseram fim às suas vidas, em protesto às pressões de empresas e fazendeiros que cobiçam suas terras.

A carta dos Guarani-Kaiowá foi divulgada após a Justiça Federal determinar a retirada de 30 famílias indígenas da aldeia Passo Piraju, em Mato Grosso do Sul. A área é disputada por índios e fazendeiros. Em 2002, acordo mediado pelo Ministério Público Federal, em Dourados, destinou aos índios 40 hectares ocupados por uma fazenda. O suposto proprietário recorreu à Justiça.

Segundo o CIMI (Conselho Indigenista Missionário), vinculado à CNBB, há que saber interpretar a palavra dos índios: "Eles falam em morte coletiva (o que é diferente de suicídio coletivo) no contexto da luta pela terra, ou seja, se a Justiça e os pistoleiros contratados pelos fazendeiros insistirem em tirá-los de suas terras tradicionais, estão dispostos a morrerem todos nela, sem jamais abandoná-las”, diz a nota.

Dados do CIMI indicam que, entre 2003 e 2011, foram assassinados, no Brasil, 503 índios. Mais da metade – 279 – pertence à etnia Guarani-Kaiowá. Em protesto, a 19 de outubro, em Brasília, 5 mil cruzes foram fincadas no gramado da Esplanada dos Ministérios, simbolizando os índios mortos e ameaçados.

São comprovados os assassinatos de membros dessa etnia por pistoleiros a serviço de fazendeiros da região. Junto ao rio Hovy, dois índios foram mortos recentemente por espancamentos e torturas.

A Constituição abriga o princípio da diversidade e da alteridade, e consagra o direito congênito dos índios às terras habitadas tradicionalmente por eles. Essas terras deveriam ter sido demarcadas até 1993. Mas, infelizmente, a Justiça brasileira é extremamente morosa quando se trata dos direitos dos pobres e excluídos. 

Um quarto de século após a aprovação da carta constitucional, em 1988, as terras dos Guarani-Kaiowá ainda não foram demarcadas, o que favorece a invasão de grileiros, posseiros e agentes do agronegócio. 

Participei, no governo Lula, de toda a polêmica em torno da demarcação da Raposa Serra do Sol. Graças à decisão presidencial e à sentença do Supremo Tribunal Federal, os fazendeiros invasores foram retirados daquela reserva indígena. 

No caso dos Guarani-Kaiowá não se vê, por enquanto, a mesma firmeza do poder público. Até a Advocacia Geral da União, responsável pela salvaguarda dos povos indígenas – pois eles são tutelados pela União – chegou a editar portaria que, na prática, reduz a efetivação de vários direitos.

O argumento dos inimigos de nossos povos originários é que suas terras poderiam ser economicamente produtivas. Atrás desse argumento perdura a ideia de que índios são pessoas inúteis, descartáveis, e que o interesse do lucro do agronegócio deve estar acima da sobrevivência e da cultura desses nossos ancestrais.

Os índios não são estrangeiros nas terras do Brasil. Ao chegarem aqui os colonizadores portugueses – equivocamente qualificados nos livros de história de "descobridores” – se depararam com mais de 5 milhões de indígenas, que dominavam centenas de idiomas distintos. A maioria foi vítima de um genocídio implacável, restando hoje, apenas, 817 mil indígenas, dos quais 480 mil aldeados, divididos entre 227 povos que dominam 180 idiomas diferentes e ocupam 13% do território brasileiro. 

Não adianta o governo brasileiro assinar documentos em prol dos direitos humanos e do desenvolvimento sustentável se isso não se traduzir em gestos concretos para a preservação dos direitos dos povos indígenas e de nosso meio ambiente.

Bem fez a presidenta Dilma ao efetuar cortes no projeto do novo Código Florestal aprovado pelo Congresso. Entre o agrado a políticos e os interesses da nação e a preservação ambiental, a presidenta não relutou em descartar privilégios e abraçar direitos coletivos. 

Resta agora demonstrar a mesma firmeza na defesa dos direitos desses povos que constituem a nossa raiz e que marcam predominantemente o DNA do brasileiro, conforme comprovou o Projeto Genoma Humano.

*Frei Betto é escritor, autor da novela indigenista Uala, o amor (FTD), entre outros livros.

Fonte: Vermelho

E-democracia permite cidadão sugerir emenda ao orçamento da União


A Câmara criou uma comunidade virtual no portal e-Democracia para que o cidadão participe do debate sobre o Projeto de Lei Orçamentária para 2013. Os internautas podem apresentar propostas de alteração do texto e fazer comentários. O Orçamento da União costuma ser votado no Congresso Nacional em dezembro, antes do recesso parlamentar.


A proposta do e-Democracia é incentivar a participação da sociedade no debate de temas importantes para o país. Os parlamentares envolvidos com a matéria acompanham as discussões e levam em consideração em suas tomadas de decisões. 

O Portal e-Democracia, desenvolvido pela Câmara dos Deputados, é dividido em dois grandes espaços de participação: as Comunidades Legislativas e o Espaço Livre. No primeiro, você pode participar de debates de temas específicos, normalmente relacionados a projetos de lei já existentes. Essas Comunidades oferecem diferentes instrumentos de participação e, ainda, orientações quanto ao andamento da matéria no Congresso Nacional. 

Já no Espaço Livre, o internauta pode definir o tema da discussão e ser o grande motivador dela. O debate será acompanhado pela equipe e-Democracia e pode vir a se tornar uma Comunidade Legislativa.

A participação da sociedade civil através do e-Democracia já demonstrou sucesso através da experiência de discussão e construção do relatório sobre o Marco Civil da Internet. Foram quase 12 mil acessos e 374 manifestações que ajudaram na construção do relatório. Seis mudanças sugeridas pelos internautas foram acatadas integralmente pelo relator do projeto, deputado Alessandro Molon (PT-RJ).

Da Redação em Brasília - Com Agência Câmara - via Vermelho

Grupos culturais pedem aprovação do Marco Civil da Internet


Trinta entidades nacionais e 18 internacionais enviaram uma Carta Pública aos deputados pedindo sua aprovação imediata do Marco Civil da Internet (PL 2126/2011). O parecer do deputado Alessandro Molon (PT-RJ), relator do projeto, que deveria ser votado no início de agosto, ainda aguarda acordo para apreciação na comissão especial.

Segundo o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), um dos signatários da carta, o Marco Civil é um projeto de lei essencial para garantir a democracia e a liberdade na web, porque vai estabelecer princípios, valores, direitos e responsabilidades sobre o uso da rede no País. “Ele também determina com clareza o papel do Estado, que deve estabelecer mecanismos transparentes, colaborativos e democráticos para a governança da internet no Brasil”, ressalta a entidade.

Para garantir que a votação aconteça com a celeridade necessária, o Idec e várias entidades, movimentos e coletivos estão mobilizando internautas de todo o país para que fortaleçam o pedido da carta, com o envio direto de mensagens aos deputados, pedindo a aprovação do Marco Civil já na próxima quarta-feira – 15 de agosto. Com o mote da campanha “Marco Civil Já”, as pessoas podem participar pelo site do Idec:http://www.idec.org.br/mobilize-se/campanhas/marcocivil#1oupeloTwitter,através da hashtag #MarcoCivilJa

“O usuário é o elo mais fraco da cadeia de relações na internet e o Marco Civil contribui significativamente para reforçar seus direitos, com garantias concretas de proteção”, afirma Guilherme Varella, advogado do Idec. “O texto traz boas soluções para questões controversas sobre responsabilidade, privacidade e liberdade na rede e contribui muito para a defesa dos direitos dos consumidores na internet. Por isso, deve ser aprovado o mais rápido possível”, completa o advogado.

O Idec acredita que o Marco Civil será essencial não apenas para a regulação democrática da rede no Brasil, mas também como um exemplo positivo para se pensar os direitos e deveres no âmbito internacional. Somente com ele, poderemos desenvolver de forma plena todo o potencial humano, social, econômico, tecnológico e cultural da internet.

Fonte: Vermelho

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

VANE DEFINE SECRETARIADO ATÉ DIA 15


O prefeito eleito de Itabuna, Vane do Renascer (PRB), espera anunciar a sua equipe de secretários, no máximo, até dia 15 de novembro. A preferência, disse, será por nomes que se encaixem no perfil da mudança prometido durante a campanha eleitoral. “Estamos conversando com os partidos e queremos anunciar todo o secretariado até dia 15 [de novembro]“, afirmou em entrevista exclusiva ao PIMENT. A íntegra será publicada no final de semana.
A partir da definição do secretariado e com o diagnóstico inicial da máquina administrativa, o prefeito eleito quer articular as ações prioritárias para os primeiros cem dias de governo. Uma das grandes preocupações é a área da Saúde. Ele afirmou que buscará um quadro técnico e a conversa com os partidos aliados tem avançado. Mas fez um alerta:
- Certos (definidos) até agora na equipe, só os eleitos [em 7 de outubro] -  respondeu, numa referência a ele próprio e ao vice, Wenceslau Júnior (PCdoB), que acompanhou a entrevista.
Nesta quinta, 1º, Vane e o vice, Wenceslau Júnior (PCdoB), devem ter encontro com o prefeito Capitão Azevedo (DEM) para tratar de transição de governo. O prefeito eleito afirma ter sido muito proveitoso o contato inicial da sua equipe de transição com o atual governo, ocorrido há duas semanas.

Fonte: Pimenta Blog

Bancos fecham na sexta, feriado de Finados


As agências bancárias não abrem nesta sexta-feira (02/11), feriado de Finados. Os consumidores que, por ventura, tiverem contas de consumo a vencer neste dia poderão deixar para pagar no próximo dia útil, ou seja, na segunda-feira (05/11).

Quem quiser adiantar, pode fazer os pagamentos nos terminais de autoatendimento das agências. Vale lembrar que os tributos normalmente já estão com a data ajustada pelo calendário de feriados, portanto, o consumidor não precisa se preocupar, porque a conta com vencimento no dia 2 de novembro deve está agendada para o dia 5.

Fonte: O Bancário

PREFEITO ELEITO SE REUNIU COM DIRIGENTES DA CAIXA ECONÔMICA


O prefeito eleito Claudevane Leite, Vane do Renascer, se reuniu com dirigentes da Superintendência Regional Sul da Caixa Econômica Federal, em Itabuna, para discutir os 22 projetos financiados pelo Governo Federal no município. Um total de 12 contratos vencem no próximo dia 30 de novembro e pelo menos outros 20 necessitarão de prorrogação para que as obras não sofram descontinuidade em 2013.
Na oportunidade, os técnicos da CEF informaram que o município recebeu cerca de R$ 102 milhões em investimentos federais nas áreas de saneamento básico, habitação, saúde e esporte, com contrapartida de R$ 4 milhões da prefeitura. O prefeito Vane esteve acompanhado do vice-prefeito eleito Wenceslau Junior, sendo recebido pelos gerentes regionais de Construção Civil, Antonio Almeida; Governo, Euclides Monteiro; Jianeto Jorge; Pessoa Jurídica, dentre outros técnicos da Superintendência.
O prefeito Vane reafirmou aos dirigentes e técnicos da CEF que o município terá administração austera, eficiente e técnica para que os principais compromissos que assumiu sejam executados em benefício da população. “Digo aos senhores que desejamos a Caixa como parceira para que a gestão pública responda às obrigações que tem com a cidadania. Desejamos uma gestão que busque a excelência e é nessa direção que vamos nos empenhar”, disse o prefeito eleito.
Também participaram do encontro Giltânia Menezes, gerente de Desenvolvimento Urbano da CEF; Jianeto Jorge, gerente regional de Pessoa Jurídica; Elizabeth Milagres, coordenadora da área Técnica e Social; os gerentes Antonio Vinicius Alves da Cruz, Pedro Ribeiro; e o coordenador de Desenvolvimento Urbano, Walter Itamar Nuno Campos Junior.
Fonte: Blog do Ricky