terça-feira, 11 de setembro de 2012

Para refletir...

"A humanidade só se coloca problemas que ela pode resolver." Karl Marx


Tecnologia de ponta, mas poucos bancários


Atendimento feito por robô, com direito a emissão de sons, alteração de expressão facial e tela interativa. É assim que funcionam as “agências bancárias” do Bradesco e Itaú, inauguradas recentemente em shoppings de luxo de São Paulo. 

Muito distante do objetivo de ampliar a bancarização, as unidades, que vem ser ampliadas para o restante do país, discriminam e afastam os clientes com menor renda. Os espaços, que mais parecem lojas de telefonia móvel, apostam em tecnologias e venda de produtos. O objetivo seria familiarizar os clientes com o uso de ferramentas como iphones e ipads para algumas operações.

Fora o absurdo e a inversão de prioridades, este tipo de local não condiz com a real função de um banco, que tem de cumprir o papel social. Os correntistas priorizam a relação humana. Estudo feito pela Cisco reitera e mostra que 81% das pessoas de países emergentes e 56% nos desenvolvidos não gostam das máquinas e preferem receber atendimento personalizado e assessoria financeira. 

Fica claro que se há dinheiro para abertura deste tipo de estabelecimento, há também verba para investir na inauguração de unidades, a fim de atender melhor a população, além da contratação de mais funcionários para reduzir a sobrecarga de trabalho, melhores salários, PLR justa e segurança.

Fonte: O Bancário

Interessante: Toda a água do planeta em uma esfera



Já parou para imaginar como seria a Terra se ela fosse realmente o Planeta Água? O pesquisador Jack Cook, do Woods Hole Oceanographic Institution, um instituto de pesquisas do Estados Unidos sobre oceanos, fez isso. Cook calculou a quantidade de água existente em todo o globo (desde subsolo e icebergs até nos organismos dos seres vivos) e chegou a surpreendente imagem acima.
Assim, se toda essa água fosse reunida em uma esfera, esta teria 860 milhas de diâmetro, ocupando a área entre os estados americanos de Utah ao Kansas – um volume total de 1.386 milhões de quilômetros cúbicos. Pode parecer pouco, mas não é. Um quilômetro cúbico de água equivale a aproximadamente 264 bilhões de galões, ou 1,1 trilhões de litros do líquido. 

Todos os dias, cerca de 12.900 km³ de água evaporam na superfície terrestre. Caso todo esse volume, caísse da atmosfera em um único dia, a Terra ficaria coberta por apenas 1 cm de água. Apesar da abundância, vale ressaltar que cerca de 96% dessa água é salgada ou não-potável. E do total restante, mais de 68% está preso em geleiras. 
Confira na tabela abaixo onde está localizada a água no mundo. 

Fonte de Água
Volume de água (quilômetros cúbicos)
Porcentual em relação ao total de água doce
Porcentual em relação ao total de água
Oceanos, Mares e Baías
321.000.000
--
96,54
Calotas, Geleiras e Neve Permanente
5.773.000
68,6
1,74
Águas Subterrâneas
5.614.000
--
1,69
- Doce
2.526.000
30,1
0,76
- Salgada
3.088.000
--
1,69
Umidade do Solo
3.959
0,05
0,001
Gelo Subterrâneo e Pergelissolo
71.970
0,86
0,022
Lagos
42.320
--
0,013
- Doce
21.830
0,26
0,007
- Salgada
20.490
--
0,007
Atmosfera
3.095
0,04
0,001
Águas pantanosas
2.752
0,03
0,008
Rios
509
0,006
0,0002
Água Biológica
269
0,003
0,0001

Para refletir...

"" (Bertolt Brecht)

Apenas 14% das cidades possuem coleta seletiva de lixo, aponta pesquisa

O Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre) divulgou, no final de agosto, a pesquisa Ciclosoft 2012. O levantamento, feito a cada dois anos, já está em sua décima edição e tem o objetivo de traçar um panorama da reciclagem no país e servir de instrumento para iniciativas que promovam o desenvolvimento do setor. 

De acordo com o estudo, dos 5.565 municípios brasileiros, apenas 766 possuem um serviço de coleta seletiva estruturado (14% do total das cidades). Embora baixo, o índice, em comparação com o obtido em 2010, sofreu um aumento de 73%. Há dois anos, o número de municípios que realizavam a coleta era de 443. 

Em declaração ao jornal Valor Econômico, o diretor-executivo do Cempre, Andrá Vilhena, destacou o crescimento do número de municípios que fazem coleta seletiva após a publicação da Política Nacinal de Resíduos Sólidos, em 2010. "Tivemos um salto no envolvimento das prefeituras nas regiões Sudeste e Sul. Isso mostra que a lei começa a pegar na prática", disse Vilhena. 

Entre as regiões, as Sul e Sudeste concentram a maioria dos municípios com coleta seletiva (86%). Já entre as cidades, o estudo destaca os programas desenvolvidos pelos municípios de Curitiba, Londrina, Porto Alegre, Santo André, São José dos Campos e Goiânia, que alcançam 100% de seus habitantes. 

Em relação aos materiais, as aparas de papel e papelão são os mais reciclados, seguidos pelos plásticos, vidros, metais e embalagens longa vida. A pesquisa completa pode ser acessada no linkwww.cempre.org.br/Ciclosoft2012.pdf.


Fonte:http://www.ressoar.org.br

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Para refletir...


"Correndo o risco de parecer ridículo, deixem-me dizer-lhes que o verdadeiro revolucionário é guiado por grandes sentimentos de amor." (Che Guevara)

O valor do lixo


Poucos municípios levam a sério as metas do plano nacional para resíduos, mas a partir de agora correm risco de ficar sem verbas federais

(matéria publicada na Folha em 27/08/2012)


Terminou neste mês o prazo para que municípios finalizassem seus Planos de Gestão de Resíduos Sólidos. Agora, os que não cumprirem o compromisso serão privados de recursos do governo federal para projetos de limpeza pública.
A exigência dos planos foi estipulada pela lei 12.305, de 2010, que institui uma política nacional para coleta e destinação de lixo. A legislação prevê para agosto de 2014 a extinção dos primitivos lixões, a implantação de aterros sanitários e a universalização da coleta seletiva. Tais metas não são nada triviais de atingir.
O Legislativo, acertadamente, estabeleceu a responsabilidade compartilhada na gestão dos resíduos. Isso significa que todos -pessoas físicas, setor público e empresas- têm deveres a cumprir.
Aos cidadãos caberá separar materiais recicláveis de orgânicos e fazer a devolução de alguns produtos após o uso. Os governos, nos três níveis de administração, terão tarefas, mas os municípios serão os responsáveis por serviços de coleta e destinação final dos resíduos.
As empresas terão de providenciar programas de logística reversa, para recuperar o resíduo gerado por seus produtos. É o aspecto mais complexo do processo.
A lei exige que a regra se aplique de embalagens de agrotóxicos a pilhas e baterias e de pneus e óleos lubrificantes a lâmpadas fluorescentes e eletroeletrônicos. Como já havia regulamentação para os três primeiros itens, os esforços voltam-se para os demais. Decidiu-se ainda, em acordo com a indústria, estender a logística reversa a embalagens e remédios vencidos.
As diversas cadeias industriais precisam apresentar propostas para o recolhimento do material. Aprovadas por um comitê formado por cinco ministérios, tornam-se acordos setoriais com o governo.
As dificuldades não são pequenas, em especial no que respeita aos custos que a operação acarretará. É quase certo que serão repassados ao consumidor, num primeiro momento, via preços; mas também se pode imaginar que o mercado premiará aqueles fabricantes que tornarem menos custosa a logística reversa -reduzindo as embalagens, por exemplo.
Quanto aos planos municipais, o Ministério do Meio Ambiente não tem uma estimativa de quantas cidades já cumpriram o objetivo, mas se sabe que alguns criaram projetos fantasiosos, só para não perder o acesso a verbas -o que é grave.
Até 2014, contudo, ainda há tempo para corrigir as distorções.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br